11 fevereiro 2018

Crônica da 2ª feira --No Brasil: República, a forma de governo mais cara que existe – por Armando Lopes Rafael

    Quando ocorreu a independência da Noruega, o Parlamento daquele país fez uma votação para escolher a forma de governo da nova nação. A Monarquia foi adotada. Ganhou de goleada:  100 votos pró monarquia, contra 4 votos para a república. O presidente do Parlamento norueguês, Dr. Nansen, justificou a escolha afirmando: "Optamos pela Monarquia por 3 razões básicas: é muita mais barata, concede mais liberdade, além de ter mais autoridade para defender os interesses nacionais".
     Povo alfabetizado e esclarecido é outra coisa!
    Dentre os sofismas que os golpistas republicanos defenderam, para justificar a “proclamação” da República no Brasil, em 1889, diziam eles que a monarquia saía mais cara aos cofres públicos. Mentira. Desde 1841, e por 48 anos longos anos, a dotação da Família Imperial Brasileira sempre foi 67 contos de réis por mês. E veja que o Orçamento Geral do Império do Brasil cresceu dez vezes, naquele período, pois o Brasil tinha progresso. Uma das primeiras medidas do Marechal Deodoro da Fonseca foi aumentar o salário do Presidente da República para 120 contos de réis por mês, quase o dobro do que recebia toda a Família Imperial.
      Igual a “Cantiga da perua” (de pior a pior) a república brasileira deu no que deu.
    Analisemos apenas os desvios e propinas surrupiadas numa única empresa – a Petrobrás –  apuradas pela Operação Lava Jato. Um laudo da Polícia Federal, de 2015, estipulou que o prejuízo que a Petrobras sofreu com a corrupção está na casa dos R$ 42,8 bilhões. Por sua vez, a CPI da Câmara dos Deputados e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras chegaram ao valor de R$ 52 bilhões. Mas cálculos mais recentes falam em mais dinheiro ainda: R$ 88,6 bilhões.
     Isso é pouco ou muito? Façamos uma comparação.
    Quando o Brasil fazia parte de Portugal, Lisboa extraiu centenas de navios carregados de nosso ouro e também prata e diamantes. Entre as décadas de 1690 e 1750, o fluxo de metal e pedras preciosas foi intenso. Os portugueses usaram boa parte disso para pagar dívidas na Europa toda, mas ainda hoje continuam tendo uma das maiores reservas de ouro do planeta. Estão em 13º lugar do ranking global, com 382 toneladas.
    Mas é difícil estimar quanto ouro exatamente foi retirado do Brasil nos séculos 17 e 18. O historiador Pandiá Calógeras (1870-1934) chegou à melhor estimativa disponível. A conta está descrita no livro 1808, do jornalista Laurentino Gomes: “No total, estima-se que entre mil e 3 mil toneladas de ouro foram transportadas do Brasil para a capital do Império. O historiador carioca Pandiá Calógeras calculou em 135 milhões de libras esterlinas o valor desse metal enviado para Portugal entre 1700 e 1801. Em moeda atual, seria o equivalente a 7,5 bilhões de libras esterlinas ou cerca de 30 bilhões de reais”.
    Atualizando-se R$ 30 bilhões em 2007, data da publicação do livro, para valores de 2018, chega-se ao total de R$ 48 bilhões. Ora, só de uma empresa, a Petrobrás, a quadrilha que governou o Brasil durante 13 anos roubou  R$ 88,6 bilhões.
    E ainda tem quem ache que a forma de governo republicana foi um avanço em relação à antiga Monarquia brasileira. Até onde vai a vilania de certas pessoas...

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