14 abril 2018

Crônica do fim-de-semana

Privatizemos os Correios -- por Armando Lopes Rafael
   Acentua-se, a cada dia, a baixa qualidade dos serviços (ruins e caros) ora prestados à população brasileira pela Empresa dos Correios e Telégrafos–ECT. Típica da ineficiência das estatais brasileiras, a ECT é, ainda, alvo de muitas denúncias que vão desde o sumiço de encomendas, até a casos de corrupção (como ficou provado no escândalo do mensalão, em 2005). Ressalte-se que se os Correios já eram ruins no governo da presidente “impichada” Dilma Roussef, só piorou no governo do atual Presidente Michel Temer.

   Resido em Crato. No dia 02 de janeiro do corrente ano enviei uma carta para um amigo residente em Guaraciaba do Norte, cidade localizada no Norte do pequeno Estado do Ceará. A carta levou exatos 45 dias para ser entregue ao destinatário. Ultimamente, até os “sedex’s” estão sendo entregues com atraso. Eu já fui vítima dessa anomalia. Já as faturas para pagamento dos nossos compromissos financeiros estão chegando com mais de uma semana após o vencimento. Às vezes até mais.

     Creio que chegou a hora de resolvermos esses descalabros. A solução? A privatização da ECT. Na Inglaterra, a abertura de capital do Royal Mail, primeiro serviço de correio do mundo, foi feita em 2013. O governo de Sua Majestade faturou – com a venda da metade das ações do correio inglês – 2 bilhões de libras. Ou seja, mais de 9 bilhões de Reais. Ressalte-se que o governo do Reino Unido, nesse processo de privatização, deu 10% das ações do Royal Mail aos funcionários da empresa.  Imitemos um exemplo que deu certo. Além de estancar uma fonte perene de déficits (a ECT teve prejuízos sucessivos nos últimos cinco anos, mais de 1 bilhão de Reais só em 2017), a venda dos Correios ajudaria o governo a fechar o caixa de 2018. E, se os funcionários se tornarem acionistas (como aconteceu na Inglaterra), a ECT voltaria a ter eficiência, cumprindo o papel para o qual foi criado.
Publicado no "Diário do Nordeste", Fortaleza (CE) edição de 14-04-2018.

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