xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 26/08/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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26 agosto 2017

Vamos acordar! - Por: Emerson Monteiro

Certa feita, assisti pela televisão a uma entrevista com um senhor que vivera na Alemanha no período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial. Ele descrevia o clima reinante no país naquela ocasião. Espécie de letargia dominava a grande população. Enquanto isso, escaramuças da política ditavam as cartas e Hitler chegara ao poder, logo demonstrando a agressividade dos seus instintos de dar início à conflagração que custaria 70 milhões de vidas, entre mortos e desaparecidos. Mas o povo acompanhava aquilo tudo sob a relativa normalidade. A militarização e o crescimento armamentista que caracterizavam os desejos do ditador rápido prevaleceram através da propaganda e das mobilizações do Estado.  

No auge dos avanços agressivos em relação a países próximos, lá um dia os nazistas reuniram grande massa no Estádio de Berlim no sentido de apresentar os planos da propaganda e consultar os presentes quanto ao apoio à guerra iminente.

Os alto-falantes bradavam hinos e discursos, até o instante da consulta coletiva de apoiar à escalada do conflito mais cruento até hoje acontecido na Terra. Quando consultados, o estádio em peso levantou-se favorável à ação deletéria. O tal senhor de quem faláramos da entrevista na televisão, ali no meio da multidão desvairada, nenhum gesto esboçou, permaneceu sentado no seu lugar das arquibancadas, pois fora voto vencido. Inútil a qualquer cogitação. E o andamento dos acontecimentos seria danoso para toda a Humanidade.

Assim é sujeito a ocorrer em qualquer época diante da maioria silenciosa que dorme acomodada diante das situações da história. Nada vê. Nada ouve. Nada fala. Embriagada nos braços dos prazeres fáceis, acha que tem nada com isso.


Entretanto se sabe da importância da conscientização das pessoas na conquista dos direitos, na obtenção dos resultados da paz, do progresso. Há tempos durante os quais todos nós seremos responsabilizados pelas atitudes de todos. A coerência exige participação, movimentação. Os próprios governantes necessitam saber as aspirações populares, a fim de promover ordem e justiça que farão os dias melhores que construiremos às novas gerações.a

Arquitetura de Crato do passado

Alguém se lembra?
Ficava na esquina onde hoje funciona a Agência da Caixa Econômica (Rua Santos Dumont com Rua Cel. Luís Teixeira)

A delação do fim da República: Ex-ministro do STJ recebeu propina de R$ 5 milhões, diz Palocci

O ex-presidente do STJ Cesar Asfor Rocha, citado por Palocci em negociação de delação premiada

Fonte: " Folha de S.Paulo", matéria escritra por FLÁVIO FERREIRA, DE SÃO PAULO e ESTELITA HASS CARAZZAI, DE CURITIBA

 Em negociação de delação premiada, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci afirmou que o ex-presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Cesar Asfor Rocha recebeu suborno no valor de pelo menos R$ 5 milhões da construtora Camargo Corrêa para barrar a Operação Castelo de Areia da Polícia Federal.
Além da Camargo Corrêa, a operação deflagrada em 2009 tinha como alvos outras empreiteiras e políticos posteriormente investigados na Operação Lava Jato.
Palocci disse que o acerto com Rocha foi comandado pelo advogado Márcio Thomaz Bastos, morto em 2014, e incluía também a promessa de apoio para que o então magistrado fosse indicado para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) –o que acabou não acontecendo.
O repasse para Rocha foi depositado numa conta no exterior, segundo Palocci.
Asfor, a Camargo e a família de Bastos negam a acusação do ex-ministro.
Palocci está preso em Curitiba e negocia um acordo de delação premiada.
A Castelo de Areia foi interrompida por uma medida liminar concedida por Rocha, então presidente do STJ, em janeiro de 2010.
A alegação dos advogados da Camargo Corrêa, acolhida pelo à época ministro, foi a de que as interceptações telefônicas da operação, principal base das investigações, tiveram origem apenas em uma denúncia anônima, o que seria ilegal.
Naquele ano, levantamento do STJ feito a pedido da Folha revelou que era inédita a decisão de Rocha.
A apuração mostrou também que, antes e depois da concessão da liminar, Rocha decidiu pela validade de investigações iniciadas com denúncias anônimas.
Em março de 2011, o julgamento final sobre a legalidade da operação começou a ser feito pela 6ª Turma do STJ, da qual Rocha não fazia parte.
Na ocasião, a ministra relatora do caso, Maria Thereza de Assis Moura, votou pela anulação da operação e o ministro Og Fernandes, pela regularidade das investigações da Polícia Federal.
Porém, após o empate, o julgador Celso Limongi pediu vista e a apreciação da causa foi interrompida.
No mês seguinte, o caso foi retomado com voto de Limongi favorável à tese da Camargo Corrêa. O ministro Haroldo Rodrigues seguiu o mesmo entendimento e o resultado final foi de 3 a 1 pela ilegalidade dos grampos.
A decisão resultou na anulação total da operação e de todos os seus desdobramentos, que envolviam outras construtoras e políticos, inclusive obras da Petrobras posteriormente investigadas na Lava Jato –como as refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Getúlio Vargas, no Paraná.
Palocci não mencionou nas tratativas de colaboração premiada repasses diretos aos ministros da 6ª Turma do STJ que julgaram a causa.
Rocha obteve aposentadoria do tribunal superior em setembro de 2012 e passou a exercer a advocacia.

RELAÇÃO COM BASTOS
Palocci e Bastos ocuparam ministérios no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bastos foi ministro da Justiça até março de 2007 e Palocci ministro da Fazenda até março de 2006, após assumirem em janeiro de 2003.
Depois de saírem dos cargos na administração de Lula, eles mantiveram relações comerciais.
Quando Palocci abriu sua consultoria, a Projeto, Bastos se tornou o segundo maior cliente da empresa.
O escritório do advogado fez repasses de R$ 5,5 milhões à Projeto, entre 2008 e 2011, segundo dados registrados pela Receita Federal.
À época, tanto Bastos quanto Palocci atribuíram os pagamentos ao grupo Pão de Açúcar, como resultado de assessoria nas negociações da fusão entre a companhia e as Casas Bahia.
Uma auditoria do grupo concluída em 2015, porém, não encontrou evidências de prestação de serviços, tampouco contratos que justificassem os pagamentos.
O Pão de Açúcar pertencia ao empresário Abilio Diniz, também próximo de Palocci, e passou a ser controlado pelo grupo francês Casino, no ano de 2013.

OUTRO LADO
O ex-presidente do STJ Cesar Asfor Rocha, a construtora Camargo Corrêa e a família do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos negaram a prática de ilegalidades para barrar a Castelo de Areia.
Segundo Rocha, "se Antonio Palocci efetivamente produziu essa infâmia, eu o processarei e/ou a quem quer que a tenha difundido. A afirmação é uma mentira deslavada que só pode ser feita por bandido, safado e ladrão".
O ex-magistrado e atual advogado disse que o autor da acusação agora está obrigado a revelar as circunstâncias do repasse que apontou.
"Observo que Márcio Thomas Bastos é um saudoso e querido amigo. Todavia, toda classe jurídica sabe que Márcio, até por ter compromissos com outras pessoas, nunca me prometeu apoio (o que muito me honraria), nem eu jamais lhe pedi –para ser ministro do STF. Muito menos fiz tal pedido a qualquer picareta", afirmou Rocha.
O ex-ministro lembrou que a liminar que ele concedeu em 2010 posteriormente foi mantida pela ministra relatora Maria Thereza de Assis Moura e pela 6ª Turma do STJ, que também concedeu habeas corpus no caso.
Essa decisão depois também foi mantida pelo Supremo Tribunal Federal, relatou o ex-presidente do STJ.
A Camargo Corrêa afirmou que desconhece qualquer irregularidade. "A única participação do ministro Cesar Asfor Rocha foi a concessão de uma medida liminar, que foi objeto de recurso, tendo sido confirmada, por unanimidade, pela 6ª turma do Superior Tribunal de Justiça".
Segundo a nota, "a anulação da operação foi confirmada pela 1ª turma do STF, que ratificou a existência de nulidade insuperável".
O advogado José Diogo Bastos Neto, sobrinho de Márcio Thomaz Bastos, disse que a família do ex-ministro recebe a acusação com indignação. "A afirmação é uma grande mentira, uma irresponsabilidade e até um ato de covardia, uma vez que ele não está mais entre nós."
A defesa de Palocci não se pronunciou.

Só um Rei une uma nação


 Imperador Dom Pedro I
A formação de partidos não é um mal em si. Pelo contrário, pode ser um poderoso fator de enriquecimento da vida cultural, social e política de uma sociedade, desde que – note-se – sobrepaire a eles um fator unitivo suficiente para contrabalancear as forças centrífugas.
Nas Monarquias, esse fator é habitualmente representado pelo Soberano, elemento aglutinador de todas as forças sociais.
Exemplo disso tivemos no Brasil, logo após a Independência: não fosse a presença entre nós do Imperador Dom Pedro I, que, aos 24 anos de idade,  assegurou a continuação da tradição monárquica luso-brasileira no Novo Mundo, forçosamente teria prevalecido aqui, como prevaleceu na América Espanhola, a força centrífuga, e ter-nos-íamos fragmentado em pequenas republiquetas, governadas por tiranetes e brigando entre si, como nossos vizinhos latino-americanos.
Outro exemplo foi a da Monarquia Austro-Húngara. Num imenso território habitado por pessoas de 15 nacionalidades ou etnias diferentes, em que tantos idiomas eram falados que se precisava usar o latim, língua universal, em muitos documentos oficiais, a única força aglutinadora era a Dinastia reinante, a Casa de Habsburgo. Proclamada a República, em 1918, sem uma ditadura muito antinatural, jamais se poderia assegurar a unidade daquele conjunto.
Na Rússia antiga, o Czar era indiscutivelmente esse elemento de união. Com o advento do famigerado comunismo, em 1917, somente uma tirania como nenhuma outra houve na História pôde manter unidas as pessoas desse imenso quebra-cabeça que se chamava União Soviética. Tal a força centrífuga de tais peças, porém, que foi só se afrouxarem um pouco as correntes que as prendiam umas às outras, e teve início a imensa desagregação que o mundo assistiu a partir de 1991.
O mal dos partidos em Repúblicas está, repita-se, em se digladiarem sem que um fator unitivo superior resguarde suficientemente o bem comum contra o avanço dos interesses privados e de grupos.

(Baseado em trecho do livro “Parlamentarismo, sim! Mas à brasileira: com Monarca e Poder Moderador eficaz e paternal”, do Prof. Armando Alexandre dos Santos).

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