xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 03/08/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Prefeito do Crato é escolhido um dos melhores prefeitos do Ceará pela PPE Eventos, em Fortaleza. ( 09-11-2017 ).
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03 agosto 2017

Tempos depois - Por: Emerson Monteiro

Cá estou onde há 40 anos vivi durante sete anos. Em Salvador, a terra dos deuses, a Boa Terra da Bahia. Tempos de outras lutas. Horas de tantas contradições existenciais, atitudes arrevesadas, experiências por vezes bem sucedidas, poucas vezes, quem sabe. Muita fúria, muitos desejos inábeis. Tudo novo, tudo diferente da vida que vivera no interior do Ceará. Trabalho. Estudos. Amizades. Mundo por demais instigador de vivências inesquecíveis e equívocos que hoje regressam a cobrar, daquela fase, mais habilidade, melhores sentimentos, mais juízo, correção, objetividade.

E nisso vejo passar por dentro dos pensamentos o filme de tudo aquilo vivido naquela hora. Bom que seja ainda nesta reencarnação (quero pensar), quando ainda posso ressignificar os trapos dos erros antigos e tratar de reaproveitar o que possa ser reaproveitado. Sem dó, nem piedade, quais promotores de justiça rigorosos, os próprios comportamentos agora vêm de volta ao cerne das lembranças e crescem feitos visagens, a cobrar com juros providências morais e discernimento à época pouco considerados. Hárpias enfurecidas me fazem impostor do meu passado, qual houvesse desempenhado papéis que a outros pertencessem, e com o gosto amargo da ausência naqueles que me reclamavam, quando, talvez, outros os cumprissem de jeito menos oneroso que o fiz.

Que longas distâncias de mim agora constato, isso em ocasiões por demais importantes a que construísse futuro dadivoso, e jogara no ostracismo o meu dever de assim realizar. Evito aumentar o tamanho da conta, porém tenho que ser justo comigo mesmo, a fim de resolver o que deixei lá atrás naquele período, vista a chance rara de reencontrar o eu que preciso ainda trabalhar e ser nesta vida atual. Horas distantes, contudo tão de junto, no íntimo de indivíduo que continua a nascer e morrer a todo instante.

Os acertos, sobre eles transcorro de modo rápido, buscando ganhar tempo de solucionar os deslizes em aberto. Chegam fiapos de conversas, de músicas, de filmes, viagens, saudades, decepções, relacionamentos, expedientes, lições fartas de sentimentos crepitantes nas dobras da alma de então, que fustigam e mexem os entes das entranhas, e com isto baixo a cabeça. Luzes, quero luzes que os possam iluminar, e clarear o que o futuro me reserva, neste presente de rara intensidade e vigor, numa prenda que a vida ora me oferece.

Como era o Crato em 1838? – por Armando Lopes Rafael

Não é de hoje que o Crato se ressente de uma elite progressista aqui nascida 
 Desenho de Crato feito por José Reis de Carvalho em 1865,vinte e sete anos depois da passagem de George Gardner pelo Cariri

George Gardner visitou o Crato em 1838. Escocês, George Gardner era Naturalista, Botânico Memorialista, Intelectual, Pesquisador, Escritor, Ensaísta e Cientista.. Graduou-se em Medicina e Botânica. Muito jovem, aos 24 anos, iniciou uma visita de estudos ao então Império do Brasil. Dessa viagem Garden escreveu importante livro.
Da sua temporada em Crato, George Gardner não levou boa impressão. Eis o que ele escreveu sobre esta cidade:
“(A Vila do Crato) é uma cidade pequena e suficientemente mísera, com um terço de Icó em tamanho. Suas casas, muito irregularmente construídas, são todas térreas, com uma só exceção. Tem uma cadeia e duas igrejas, mas a primeira destas, inacabada, já tem toda a aparência de ruína, pelo tempo em que a deixaram assim. A cadeia, também, está de tal modo arruinada que mal lhe cabe o nome de prisão, embora encerre sempre uns poucos criminosos. Era guardada por dois soldados, que cumpriam seu dever tão molemente que, ao passar, eu os via ora jogando cartas, ora dormindo à sombra da casa. De um sargento que, quando ali estive, se achava preso por desobediência ao seu superior, sabia-se que saía todas as noites, por uma janela só de trancas de pau, para dormir em casa e voltar de manhã para passar o dia na prisão.
“Toda a população da Vila chega a dois mil habitantes, na maioria todos índios ou mestiços que deles descendem. Os habitantes mais respeitáveis são brasileiros, em maioria negociantes; mas como ganharam a vida as raças mais pobres é coisa que não entendo. Os habitantes desta parte da província, geralmente conhecidos pelo cognome de cariris, são famigerados no país, por sua rebeldia às leis. Aqui foi, e até certo ponto ainda é, embora em menor extensão um esconderijo de assassinos e vagabundos de toda a espécie, vindos de todos os cantos do país. Embora haja um juiz de paz, um juiz de direito e outros representantes da lei, seu poder é muito limitado e, ainda assim, quando o exercem, correm o risco de tombar sob a faca do assassino.
“Muitos criminosos de morte me foram mostrados andando livremente. O principal perigo a que se expõem é da parte dos amigos dos assassinados, que os seguem a grandes distâncias e não perdem oportunidade de tomar vingança. A moralidade dos habitantes de Crato é, em geral, baixa; o jogo de cartas é sua ocupação principal, durante o dia; quando faz bom tempo, vêem-se grupos de todas as classes, desde os que se chamam “gente graúda” até as mais baixas, sentados nos passeios, à sombra da rua, profundamente absorvidos pelo jogo. Os mais respeitáveis jogam dólares; os pobres jogam moedas de cobre ou usam grãos de feijão como tentos. São então freqüentes as brigas, que muitas vezes se resolvem a faca.
“Raramente os homens da melhor classe social vivem com as esposas: poucos anos depois do casamento, separam-se delas, despedem-nas de casa e as substituem por mulheres moças que estão dispostas a suprir-lhes o lugar, sem se prenderem pelos vínculos do matrimônio. Assim sustentam duas casas. Entre outros que vivem nesta situação posso mencionar o juiz de direito, o juiz de órfãos e a maior parte dos comerciantes. Não é de admirar tal nível de moral, quando se leva em conta a conduta do clero. O vigário, então um velho de setenta a oitenta anos, era pai de seis filhos naturais, um dos quais, educado para sacerdote, depois se tornou presidente da província e era então senador do Império, conquanto ainda conservasse seu título eclesiástico. Durante minha estada em Crato, veio ele visitar o pai, trazendo consigo sua amante, que era sua prima, com oito filhos dos dez que ela lhe dera, tendo além disso cinco filhos de outra mulher que falecera, ao dar à luz o sexto. Além do vigário, havia na vila mais três outros sacerdotes, todos com famílias de mulheres com quem conviviam abertamente, sendo uma das mulheres esposa de outro homem.”  (até aqui o escrito de George Gardner)

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Temos de reconhecer que somente depois da vinda de famílias da elite de Icó, que se transferiram para Crato é que esta cidade  começou seu processo de civilização. Eis o que diz o historiador cratense Irineu Pinheiro a este respeito, no seu livro “O Cariri”:
“(Somente) no meado do século XIX, começou a ascender o estalão moral da sociedade de Crato, que podemos considerar padrão de toda a zona caririense. Até então era inferior o nível de moralidade do lugar. Um dos motivos de aperfeiçoamento dos costumes foi a emigração para ali de famílias, especialmente de Icó, cujo esplendor principiava a declinar. Fixaram-se na nova terra fértil, menos sujeita às crises climáticas, enriquecendo-a com seu labor e, portanto, civilizando-a, os Alves Pequenos, os Candeias, os Bilhares, os Garridos, os Linhares, os Gomes de Matos e outros cujas descendências se prolongaram até nós. Frutificaram os bons hábitos familiares dos recém vindos”.
Postado por Armando Lopes Rafael

MEC deixa Crato de fora das cidades cearenses que irão receber Faculdade de Medicina.


O Ministério da Educação confirmou a abertura de cinco novos cursos de medicina no Ceará. As cidades contempladas são: Crateús, Iguatu, Itapipoca, Quixadá e Russas. A comunicação das vagas foi feita nesta quarta-feira (2) e o edital oficializado a oferta deve ser lançado em breve. Crato ficou de fora.

"O Ceará precisa estabelecer as condições necessárias para a formação adequada dos jovens do interior, entre elas, a do ensino superior. A implantação dos cursos de medicina possibilita um futuro com mais oportunidades, especialmente para os jovens. Os municípios do Ceará já estão aptos a receber o curso, pois passaram por várias etapas avaliativas. O que nós sempre defendemos é que se instale no Estado oportunidades para os nossos jovens, como essas que se abrem com os cursos de medicina. É mais um fruto do nosso trabalho trazendo resultados concretos em resposta à reivindicação antiga da nossa população”, defendeu o senador Eunício Oliveira, presidente do Senado. O tema inclusive foi tratado em reunião de Eunício com o ministro da Educação, Mendonça Filho, no último dia 6 de abril.

Na ocasião, o presidente do Congresso destacou, além da abertura dos novos cursos de medicina, a liberação de recursos para investimentos em infraestrutura com vistas à melhoria da educação nas cidades cearenses.

Com informações da Agência Senado
Via www.blogdocrato.com





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