xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 15/07/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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15 julho 2017

Uma novidade hoteleira - Por: Emerson Monteiro

Dia 08 deste mês, julho de 2017, em Crato, foi inaugurado o Brisa Hotel, estabelecimento idealizado por Fernando Lacerda, comerciante bem sucedido no ramo de combustíveis. Dias antes, estivemos em visita às dependências do novo edifício, que dispõe de 56 apartamentos dotados de amplo conforto, com estrutura atual e bem planejada.

Nisto, a região do Cariri passa a dispor de mais este empreendimento próprio a receber nossos visitantes, localizado na Rua Ministro João Gonçalves, transversal da Avenida Dom Francisco de Assis Pires, imediações da Estação Rodoviária, de lado com o Posto Avenida, no Bairro São Miguel.

Há tempos que se sabe ser o turismo a principal vocação regional. A decantada indústria sem chaminés, qual dizem os técnicos, que indicam o Cariri qual pouso dos muitos turistas que vêm conhecer o micro clima privilegiado graças à natureza de vale diferenciado e fértil, verdadeiro oásis dentro do semiárido nordestino onde se localiza.

Dentre os atrativos deste lugar merece consideração o turismo ecológico, de que demonstra indiscutível vocação, vistas as encostas e a Chapada do Araripe; seus geossítios, que documentam a paleontologia do Período Cretáceo das eras geológicas, reconhecidos mundialmente; um passado das lutas históricas bem demonstradas pelo acervo dos museus aqui existentes; o artesanato típico; e também pelo intenso referencial da religiosidade popular proveniente do mito de padre Cícero Romão Batista, o santo do povo do Nordeste.

Assim, qualquer iniciativa dirigida a receber com esmero todos que venham conhecer as tradições e riquezas deste lugar mágico merecem bons investimentos e realizações.

Inaugurado no período da ExpoCrato deste ano, o Brisa Hotel vem somar novos índices favoráveis aos que ora dispomos em face do crescimento caririense, hoje considerada uma das regiões que mais apresentam desenvolvimento diante do crescimento do interior, no Brasil.

Regina - Por: Emerson Monteiro

Fui vê-la duas vezes, na casa de uma prima onde residia em Crato, à Rua Getúlio Vargas. Da primeira vez, levava comigo encomenda do padre Vieira, uma carta. Ele dissera no telefone que eu deveria conhecer Regina, e que mandava essa carta aos meus cuidados para que fosse procurá-la.

Recolhida a cadeira tipo preguiçosa, estatura mirrada, retorcida no próprio espinhaço, de cabeça pendente, sem o domínio das pernas, quase nula dos braços, resistia viva há mais de quarenta anos, sob o auxílio de parentes. Filha de mãe pobre habitante das margens do Rio Grangeiro, perto da cidade, imediações da atual Ponte das Piabas. Sua mãe namorara incerto homem casado, chegando a engravidar, motivo da vergonha dos pais, que só aceitaram a criança pela rara beleza de fora dotada, trazendo alegria aos quantos desfrutavam do seu convívio. Próximo dali morava uma vizinha que possuía uma neta não tão esperta e cativante, o que lhe deixava triste.

Certa tarde, enquanto a mãe de Regina fora à bênção na Sé Catedral, a avó, levando consigo Regina ainda de berço, desceu ao rio para buscar umas roupas estendidas. Durante alguns momentos, a menina ficara apenas sob os cuidados da vizinha que lá também se achava na ocasião, porém esse tempo foi o suficiente para ela aplicar, com um porrete de madeira que usado para bater a roupa, golpes vigorosos dirigidos nas costas do bebê, à altura da espinha dorsal.

Ouvidos os gritos, apressada, a avó retornou sem nada considerar de anormal. A mulher disfarçara o crime. Nos dias posteriores, arrumou seus pertences e logo mudou de endereço. Quando os familiares de Regina perceberam o que acontecera, seria tarde demais; na ação perversa, a vizinha inutilizara quase por completo aquela criança.

Alguns anos transcorridos, num dia de feira, as duas avós ainda trocaram opiniões sobre o ocorrido daquela tarde. Os argumentos da vizinha invejosa demonstraram completa inocência, pois ignorava tudo sobre a perversidade.

Daí, Regina cresceu doente, prostrara-se como a conheci. Segundo ela, tempos depois, já na idade adulta, uma madrugada, sem saber da morte daquela senhora, acordou vendo intensa luz dentro do quarto em que dormia. No clarão, acompanhado de forte ventania, divisou nítida a figura de uma freira, de rosto ameno, sorriso nos lábios. Ela, então, perguntou a Regina se poderia perdoar a quem tão cedo lhe prejudicar, roubando-lhe a saúde e os seus movimentos. Pensou um pouco, avaliou tudo, o passado difícil, sua história, lembrou-se de sua mãe, dos avós desaparecidos, e de Deus. Não viu por que guardar mágoa, rancor, nem sede de vingança.

- Perdôo, sim – foi o que respondeu.

Daí, num crescendo intenso, principiou a ouvir longe uma voz sofrida que pedia: - Regina, me perdoa? E a voz veio se aproximando a repetir o pedido: - Me perdoa? A cada repetição, ela ia respondendo: - Perdôo... Perdôo... Perdôo...

A voz aproximou-se mais e ouviu alguém abrir o portão de ferro do jardim, chegando junto da porta da frente, refazendo o peditório, silenciando no instante em que caiu em prantos. De novo tudo voltou a ficar calmo e o silêncio reinou pela madrugada.

Eu, atencioso, só escutava a narrativa. O tempo passara e me despedi emocionado. Fiquei de voltar outra vez, houvesse oportunidade.

Naquela que seria a minha terceira visita, me vi surpreendido com a notícia de que fazia um mês que Regina deixara este mundo. Deste modo, além das lembranças do seu aspecto de pessoa sofrida e conformada, dela tudo o que guardei deixo aqui contado nestas palavras escritas.  

Um fato pouco conhecido da história do Brasil

Um grupo de brasileiros acompanhou voluntariamente a Família Imperial ao exílio


Após o golpe de 15 de novembro de 1889, que implantou a República no Brasil contra a vontade popular, a Família Imperial Brasileira foi forçosamente exilada. A bordo do vapor Alagoas, que levou o Imperador Dom Pedro II e sua Família para a Europa, seguiram também outras personalidades, que decidiram se auto-exilar, por amizade e respeito ao Soberano deposto.
Foram o Conde de Mota Maia, médico da Casa Imperial e amigo pessoal do Imperador; o Barão e a Baronesa de Loreto, esta última, Dona Maria Amanda Lustosa Paranaguá Dória, amiga de infância da Princesa Imperial Dona Isabel; o Barão e a Baronesa de Muritiba, que foram, respectivamente, o último Procurador do Império e Dama do Paço Imperial; e o engenheiro negro e abolicionista André Rebouças, que teve seus estudos pagos pelo Imperador e com quem o Soberano passava horas conversando.
Esses “exilados voluntários”, junto a outros brasileiros que chegaram depois, e outros que já se encontravam na Europa, formavam uma espécie de Corte Imperial informal no exílio. Outros tantos monarquistas fiéis, que permaneceram no Brasil, serviam como canal de comunicação entre a Família Imperial e os brasileiros, como os membros do Diretório Monárquico do Brasil, organizado, em 1890, pelo Visconde de Ouro Preto, último Presidente do Conselho de Ministros do Império.
A “Lei do Banimento” (Decreto número 78-A, de 21-12-1889), que proibia os membros da Família Imperial de retornarem ao Brasil, foi revogada em 1920, pelo então Presidente da República, Dr. Epitácio Pessoa (Decreto número 4.120, de 3-9-1920). Entretanto, devido a dificuldades da ordem prática, causadas justamente por esse banimento injusto – se não inconstitucional, e que foi o mais longo exílio político da história do Brasil –, a Família Imperial permaneceu vivendo em situação de exílio até 1945.
Foto: Dona Maria José Velho de Avelar Vieira Tosta, Baronesa de Muritiba (sentada), junto ao Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, então Chefe da Casa Imperial do Brasil, sua mãe, a Princesa Imperial Viúva do Brasil, Dona Maria Pia de Bourbon-Sicílias de Orleans e Bragança, e irmãos, o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Luiz Gastão de Orleans e Bragança, e a Princesa Dona Pia Maria de Orleans e Bragança, em foto tirada em Cannes, França, no ano de 1927.

Postado originalmente no Facebook do Pro Monarquia

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