xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 03/07/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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03 julho 2017

Vestígios internos - Por: Emerson Monteiro

Nesse escorrer suave das nuvens pelo céu, fim de tarde, começo de noite, o tempo ainda espalha no clima seus derradeiros raios de luz. Enquanto isto, nas pessoas, a raiz do mistério tenebroso, das finalidades últimas, tudo jamais tranquiliza a razão escondida que está do outro lado da cerca do horizonte. Ela conhece que não detém a sabedoria do Absoluto; nunca que abrirá com as próprias mãos as portas da visão, o instinto do eterno. No salto que tem de dar, terá de esquecer que algum dia soube da luz, pois nunca saberá , nem nunca soube. Deus é absurdo, não cabe na razão material. A luz não dobra esquina. Por isso, o esquecimento quase imediato dos sonhos. Por tal motivo precisou de Jesus vir e demonstrar como fazer para largar os apegos ao que quer que seja, do corpo à exaltação do poder temporal deste lugar.

Passo inevitável a quem quer verdadeira liberdade, a Verdade veio trazer o jeito de sobreviver aos desmandos da matéria. Esgotou, nos mínimos detalhes, o exercício da Salvação. Abriu de vez as comportas da Iluminação, os portões do Inconsciente, lá onde mora o mistério tenebroso. O filho do Homem, resultante de tudo quanto aqui acontece nesta aventura errante de tantas ilusões, rendeu-se aos propósitos de um mundo melhor, entregou-se na Paixão.

Quem é Jesus, a que veio, o que de real significa na interpretação do mistério? Ele aceitou de bom grado o que teria de cumprir. Apresentou o gesto de renúncia diante dos desmandos, das contradições humanas. Um mestre, o Mestre divino. Exemplo vivo em nós da Consciência que aguardará claridade pura quando resolvermos a questão fundamental das existências. Nós, intérpretes da Natureza em forma de criaturas ainda físicas, portais da libertação. Quanta beleza de Deus habita em todos, emissários da multiplicação do Infinito para sempre, assim seja.

O belo livro de Carlos Eduardo & Magali (por Armando Lopes Rafael)

  

   Recebi convite para assistir ao lançamento do Livro “A Praça dos Nossos Sonhos–Memórias”, escrito a quatro mãos pelo casal Carlos Eduardo Esmeraldo–Magali de Figueiredo Esmeraldo. Infelizmente na data do lançamento eu me encontrava em Belo Horizonte e não pude participar do agradável evento.
   De volta a Crato, encontrei um exemplar do livro, com amável dedicatória dos autores. Li-o com indizível prazer. Percebe-se, desde as primeiras linhas, que essas memórias foram escritas com sinceridade e autenticidade. Fruto da vivência de um casal detentor um casamento ajustado, sólido e exemplar, onde pontifica a compreensão recíproca, alicerçada nos ensinamentos cristãos. A simples leitura deste livro já nos faz muito bem.
    Louvo, do mais íntimo do coração, o exemplo que nos é dado por Carlos e Magali. Uma união exemplar desde que se ajoelharam aos pés do Senhor no dia do casamento, quando os filhos chegaram e quando estes, adultos, saíram de casa. Os anos passaram e Carlos e Magali continuaram no diálogo, no apoio um a outro, na convivência madura e a nos transmitir a receita de um casamento feliz.
      Que Deus os conservem assim.

Previdência corrói as contas

Editorial de "O Estado de S.Paulo",03-07-2017.
Com novo recorde negativo nas contas públicas, fica mais uma vez comprovado o enorme desarranjo da Previdência Social



Com novo recorde negativo nas contas públicas, fica mais uma vez comprovado o enorme desarranjo da Previdência Social. Não há como negar, com base nos números, a urgência de uma reforma. Em maio, o governo central teve déficit primário – sem a conta de juros – de R$ 29,37 bilhões. No ano, o buraco chegou a R$ 34,98 bilhões. Os dois números são os maiores, para o mês e para o período, da série iniciada em 1997. O Tesouro Nacional e o Banco Central (BC), no entanto, contabilizaram superávit de R$ 35,04 bilhões em cinco meses. Esse valor ficou muito longe do necessário para cobrir o déficit previdenciário acumulado de janeiro a maio, de R$ 70,03 bilhões. Esse balanço do governo central, formado por Tesouro, BC e Previdência, mostra apenas a diferença entre receitas e despesas ligadas ao funcionamento da administração, sem os custos financeiros e sem a indicação das necessidades de financiamento.
A meta de R$ 139 bilhões como limite para o déficit primário neste ano parece muito difícil, em vista dos números muito ruins acumulados até maio. Bateu em R$ 167,6 bilhões o saldo negativo acumulado em 12 meses pelo governo central, de acordo com o balanço divulgado pelo Tesouro. Será difícil, estimam vários analistas, evitar um aumento da tributação, se o governo insistir em alcançar o resultado prometido para 2017. Se necessário, o governo tomará esse caminho, admite o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, evitando, no entanto, falar sobre detalhes. A hipótese também foi admitida pela secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, ao apresentar os últimos números.
O resultado de maio, segundo a secretária, foi agravado porque o governo decidiu antecipar para maio e junho pagamentos de precatórios antes previstos para o fim do ano. Isso gerou uma despesa adicional de R$ 10 bilhões em maio. Em junho serão pagos mais R$ 8,9 bilhões. A decisão, explicou, permitirá economizar uma correção entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões. Mas nem com essa explicação as perspectivas ficam melhores, porque a evolução da receita continua refletindo a lenta recuperação da atividade.
 cenário fica mais preocupante quando se considera a insegurança gerada pela crise política. Apesar de leves sinais de melhora na oferta de empregos, a incerteza ainda refreia o consumo, assim como as decisões empresariais de aumentar estoques e de incorrer em riscos maiores.
Levando em conta esse quadro e a incerteza quanto à rapidez na aprovação de reformas, economistas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estimam expansão de 0,3% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 e de 2,3% em 2018. Os Ministérios econômicos também devem rever a projeção oficial de crescimento, segundo adiantou há poucos dias o ministro da Fazenda. O novo número deverá ficar abaixo de 0,5%.
O cenário geral do setor público, apresentado pelo BC, é também muito ruim. O balanço consolidado, incluindo as contas do governo central, das administrações estaduais e municipais e das estatais, excetuadas Petrobrás e Eletrobrás, apontou um déficit primário de R$ 30,74 bilhões em maio e resultados negativos de R$ 15,63 bilhões no ano e de R$ 157,71 bilhões em 12 meses.
Os saldos primários calculados pelo pessoal do BC correspondem às necessidades de financiamento. Com a inclusão dos juros, obtêm-se os saldos nominais, com déficits de R$ 190,71 bilhões no ano e de R$ 588,60 bilhões em 12 meses. Este valor corresponde a 9,22% do PIB, mais que o triplo do observado na União Europeia. Resultados positivos obtidos pelos governos subnacionais melhoram um pouco o conjunto dos saldos primários. Pelo critério do BC, o déficit primário do governo central ficou em R$ 34,82 bilhões no ano.
O endividamento piorou. A dívida bruta do governo geral chegou a R$ 4,63 trilhões, ou 72,5% do PIB, com alta de 1,2 ponto de abril para maio. A projeção para 2017 subiu de 76,2% para 77,5% do PIB, disse o chefe adjunto do Departamento Econômico do BC, Fernando Rocha. Conter o endividamento, um dos objetivos centrais do governo, tomará mais tempo.


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