xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 01/07/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Prefeito do Crato é escolhido um dos melhores prefeitos do Ceará pela PPE Eventos, em Fortaleza. ( 09-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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01 julho 2017

15 anos depois, no Dia de Pedro e Paulo



Autor: Tiago Gomes Landim

Estava, hoje, a me perguntar o que teria significado este período debutante do quinto bispo de Crato para a Diocese. Alguns elementos pululam-me à mente, levando-me a uma certeza: foi um divisor de águas. Antes e depois de Fernando, bispo! Um estilo distinto de todos os que passaram por aqui ou que daqui mesmo assumiram o comando deste barco de Pedro.
Faço-me simplesmente porta-voz da constatação desta perceptível diferença. O estilo de ser bispo parece-me rebaixar tanto a pompa do episcopado que permite que qualquer pessoa, por mais simples que seja, sinta-se à vontade para até aconselhar, abraçar, acarinhar o bispo ou mesmo discordar e protestar contra suas ações e decisões. Este aspecto já seria, por si só, capaz de dar sentido ao ponto fundamental deste período – a Igreja de Crato aproximando-se do mais simples, falando a linguagem do povo.
O episcopado deste italiano também inova na visão cosmopolita, fazendo a Diocese perceber-se missionariamente comprometida com povos de outras terras. Enviando e recebendo pés missionários, vozes diferentes, linguagens diferentes – assumiu-se como um lugar de onde se pensaria a liturgia do nordeste, a evangelização do povo a partir de sua realidade.
Pensar este período é também lembrar projetos que, de tão arrojados, precisaram ser deixados para o futuro: como foi o caso da Faculdade Católica – um passo maior do que a Diocese teria possibilidade de bancar e levar a êxito.

Nestes quinze anos, entretanto, o maior de todos os legados nem mesmo foi a reconciliação da Igreja com o Pe. Cícero, mas o que isto representa: mostrar aos pequenos que eles são capazes de enfrentar a tirania arrogante do grande. O coração da Igreja mudou de cidade, transferiu-se para o Juazeiro do Padre Cícero, fez surgir uma lógica invertida à luz do mais fundamental na mensagem de Jesus – pedra rejeitada que se tornou angular.
Eu que aprendi no seminário, à luz de um intelectualismo anti-romeiro, a ver com suspeição a crença na santidade do Padre Cícero, percebi-me instigado a voltar ao Santo do Nordeste com uma visão menos superficial, menos arrogante, com um olhar, inclusive, mais intelectualmente sério, posto que motivado pelas vozes e leituras dos grandes estudiosos que, sob a batuta de Panico, sentiram-se mais encorajados a mostrar que não é provinciano crer no Padre Cícero.
Bem sei que a boda de cristal que ora se celebra não é uma comemoração unânime nesta Igreja Particular, haverá um sem número de vozes a questionar a existência de elementos a serem celebrados, ou mesmo a dizer há mais a se lamentar, mas pressuponho que não há como avaliar sem dar vazão a todos os olhares, desde que apresentados com o devido equilíbrio entre o “pathos” e o “logos”.
Inovação, ousadia, enfrentamento do que já estava cristalizado não se instauram em um mesmo projeto sem os olhares se lancem em sua direção e se mostrem muito minuciosamente críticos. O que não pode haver é a perda do bom senso ao não reconhecer: muito mais para o bem do que para o mal, esta Diocese nunca mais será a mesma após o episcopado de Dom Fernando que, ao menos em tese, ainda tem cinco anos à frente desta jangada de Pedro.
Ora como Simão – cheio de medos, inseguranças e incertezas – ora como Pedro – capaz de falar e ser entendido por todos os povos e línguas, ora como Saulo – com equívocos, quedas e cegueiras – ora como Paulo – que atualiza a linguagem, levando ao mundo civilizado a linguagem dos que pareciam só uma seita de índios Cariri a venerar um padre teimoso e desobediente e uma negra pobre de boca sangrenta. Obrigado, Dom Fernando, pelas vezes que você foi “Pedro & Paulo” para nós, por nós e conosco!
Extra pauperes nulla Salus, Ad Maiorem Dei Gloriam!

Escrito por Tiago Gomes Landim em 29 de junho de 2016.



"Coisas da República": Em VEJA desta semana: Procuradora Geral da República, indicada por Temer, suspeitou de espionagem de Janot em seu gabinete

Adversária do procurador-geral, a futura comandante da Lava-Jato pediu a ele investigação sobre supostas escutas telefônicas
Por Rodrigo Rangel, Laryssa Borges 
 CONTRAPONTO -  Raquel Dodge, a segunda colocada na lista tríplice: adversária dos métodos e do estilo de Janot (Fátima Meira/Futura Press/Folhapress)

Se passar pela sabatina e tiver seu nome aprovado pelo plenário do Senado, a subprocuradora-geral da República Raquel Dodge será a primeira mulher a assumir o posto mais alto da hierarquia do Ministério Público no país. Na guerra entre Michel Temer e o atual procurador-geral, Rodrigo Janot, ela era o nome perfeito para o presidente. Desde que Janot chegou ao comando da PGR, há pouco menos de quatro anos, Raquel se insurge contra o estilo de sua administração, que considera extremamente autoritário e pouco agregador. O desapreço é recíproco. Um episódio ocorrido há dois anos e meio, e mantido em segredo até agora, ilustra o nível da relação entre os dois.
Em 3 de novembro de 2014, Raquel Dodge nem deveria comparecer à Procuradoria — aquele seria seu primeiro dia de férias —, mas, de surpresa, decidiu passar em seu gabinete para resolver algumas pendências. Chegando lá, percebeu que as luminárias instaladas sobre as mesas de trabalho tinham sido removidas e recolocadas no lugar. Havia sujeiras com marcas de impressões digitais no teto. Raquel estranhou e, no mesmo dia, pediu uma conversa com Janot. Ao procurador-geral, ela relatou o que havia ocorrido e, não satisfeita, preparou um ofício para formalizar a queixa e pedir providências. No dia seguinte, ao chegar para trabalhar, a chefe do gabinete da procuradora encontrou dois homens, com uma escada, mexendo no teto da copa do gabinete. Os homens saíram do local antes que pudessem ser identificados.
A desconfiança de que eles haviam entrado sem aviso com o propósito de retirar supostos dispositivos de escuta ambiental fez aumentar ainda mais o nível da suspeita. Avisada desse segundo episódio, Raquel voltou a cobrar Janot. Com a demora do procurador-geral em adotar providências, a própria Raquel levantou, em conversas com colegas e auxiliares mais próximos, a suspeita de que a suposta arapongagem pudesse estar partindo da área de inteligência da própria PGR, a serviço de Janot.

Vamos parar com essa bobagem de endeusar os orientais ? Nenhuma raça é superior a outra ! - Por: Dihelson Mendonça


De uns tempos para cá, criou-se no Brasil um mito, uma mentira generalizada de que os orientais seriam superiores às demais raças. Este mito vem sendo disseminado através das redes sociais, quando são mostradas crianças-prodígio, principalmente Japonesas e Chinesas na música, na pintura, você vê crianças de 4, 5, 8 anos fazendo coisas incríveis que surpreende inclusive os adultos. Agora, porquê isso ? Se você acredita que os orientais são superiores, você está atestando um certificado de estupidez, e concordando com a teoria de Hitler, de que haveria uma raça superior, no caso dele, o povo ariano. Na verdade, não existe raça superior ou inferior, o que existe são países que investem mais em educação e disciplina. Por acaso há algum país mais disciplinado do que o Japão, onde a sua própria língua pátria é estudada até os 25 anos de idade ? Em que as crianças são incentivadas desde cedo a uma dura competição na vida, e a rígidos padrões de educação, respeito, coragem e disciplina ? Quando vemos os vídeos postados no Youtube, de muitas nacionalidades, é que constatamos que que o efeito criança-prodígio não é exclusividade dos Japoneses nem dos Chineses, mas de todos os países e principalmente das famílias que desde cedo, tratam de preparar seus filhos para o futuro. 

Todos falam do pianista Chinês Lang Lang, que é uma celebridade mundial, mas alguns nunca tiveram oportunidade de assistir ao seu documentário, em que ele diz que na China, para cada um que quer tocar piano, existem outras 1000 crianças lutando por um lugar ao sol. E isso também é incentivado em outros países onde a educação precoce é valorizada, como a Rússia, como os Estados Unidos, e alguns outros.

Agora, vamos trazer para nossa realidade: BRASIL - O país do futuro. Um país onde ao invés das crianças de 3, 4 anos estudarem arte, são educadas pela televisão, por programas como o Fausto Silva, Big Brother, o que é que se pode esperar de uma geração educada no gosto musical do rádio da babá, que coitada, não teve a oportunidade de ter acesso a uma educação de qualidade ! Porque no Brasil, os pais trabalham, e os filhos são ensinados nos valores das babás, essa é que é a verdade. 

Poucos pais ainda tem oportunidade de passar tempo com os filhos, ensinando coisas úteis. Filhos crescem nas ruas, onde tomam contato logo com as drogas, com gangues, no colégio onde estuda, muito provavelmente não lhes ensinam valores, porque os professores mau pagos, e coitados, muitos também nunca tiveram contato algum com arte, apenas ensinam Português e Matemática, não disseminam o culto e o conhecimento das grandes artes, da literatura, da escultura, da música aos alunos... 

Qual é o acesso à música que uma criança Brasileira possui para desenvolver seu talento ? Através do rádio e da TV ? E o que toca o rádio e a TV ? Só porcaria ! A mídia Brasileira corrompe a sociedade, enchendo a cabeça das pessoas de lixo. Ainda que a criança ou o adulto se interessasse e conhecesse os artistas bons ( que não conhece ), não consegue ouvir esses artistas em lugar nenhum. Como é que uma pessoa vai aprender a gostar de música clássica, ou de MPB de qualidade, ou de Jazz, ou de algum tipo de música mais profunda, se não toca em lugar nenhum ? Não toca no rádio, não toca na TV, a mídia é controlada por grupos econômicos que não estão nem aí para o futuro e nem para o presente das nossas crianças. 

Então, o Brasil culturalmente, a depender dos homens do poder, ( que estiveram no poder e que estão no poder ), é um país falido, fadado ao fracasso. Até porque os governantes não entendem bulhufas de arte, com esse desastre na política, que é a mãe de todos os problemas. Da escolha correta dos governantes vem educação, vem cultura, vem trabalho digno, vem saúde. Se nosso país não investe nem na saúde, que dirá investir em arte e em talentos. 

Então, vamos parar com esse endeusamento absurdo dos orientais. Se nós, povo Brasileiro, tivéssemos o incentivo e a disciplina que tem os Japoneses, os Chineses, desde cedo, com sua sabedoria milenar em passar valores aos filhos, com certeza, o Brasil também teria mais "gênios" ( entre aspas ), pois apesar de tudo, de vez em quando, vemos aqui famílias em que os pais investem nos filhos, os incentiva a serem precoces naquilo que fazem. Que incutem na cabeça dos filhos que estudar e batalhar pela vida desde cedo, é o que faz toda a diferença no mundo competitivo moderno.
No dia em que o Brasil acordar para essa realidade, porque é sempre "o eterno gigante adormecido", não terá China, nem Japão, nem Estados Unidos que segure o povo Brasileiro. Basta que os pais atentem para a educação e a disciplina dos seus filhos. É isso que faz a diferença.

Depende exclusivamente de nossas escolhas.

Por: Dihelson Mendonça
www.blogdocrato.com





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