xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 10/06/2017 | Blog do Crato
.

VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 24.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

10 junho 2017

Acomodação e esforço - Por: Emerson Monteiro

De acordo com as orientações dos instrutores espirituais, existe uma margem de aprimoramento da pessoa que significa renunciar às facilidades e usufruir os ganhos dessa dedicação. Perder agora e ganhar mais adiante. Perder em comodidade e ganhar em evolução individual. Largar de lado as vantagens do conforto material e desfrutar os méritos de uma personalidade firme.

Quanto a isso, queremos contar o que li recentemente, no próximo livro de Levi Wenceslau do qual preparei os originais, visando sua futura edição. Trata-se de crônicas emocionantes desse amigo, inclusive algumas delas enfocam seu momento atual, limitado nas ações físicas face ao acidente automobilístico que lhe deixou tetraplégico.

Numa dessas crônicas, conta que, ao ser indagado quanto a uma vontade em que se ver limitado face à condição, diz ser grande sonho de poder caminhar, um dia, descalço pelas areias da praia. Quanta simplicidade em gesto tão ameno, e não poder usufruir o que muitos o fazem e nem valorizam tanto.

Existe aquela história de alguém dizer que vivia reclamando de não ter sapatos, e certa feita encontrar uma pessoa que não tinha pés. Nós, humanos acomodados, de comum somos luxentos, exigentes, dengosos. De querer tudo nas mãos, de comer mastigado, uns preguiçosos morais que por vezes sempre somos.

Preciso é, pois, deixar de lado a acomodação e sair à luta de todo dia. Matar um leão pra poder sobreviver, e por isso os leões estão quase extintos na civilização industrial. Vender o almoço pra comprar a janta, como dizem os mais apressados. Agir com ânimo e viver com disposição e coragem de tocar adiante o barco e os dias.

O que aconteceu, comigo, depois de ler a crônica de Levi, e saber da sua vontade de caminhar livre pelas areias da praia, é que agora passei a andar com mais prazer, deixando o carro mais distante, desfrutando as pisadas que dou  pelas ruas da cidade.

Pequena mostragem do Feudalismo Caririense -- Por Pedro Esmeraldo

Na década de quarenta, desde tenra idade, observamos com insistência o comportamento desestimulado do homem do campo. Era subestimado pelo patrão que por sua vez praticava o regime de exclusão, já que não tinha nenhum movimento de valor em sua gleba. Sempre submisso ao patrão, víamos um quadro escurecedor em seu tratamento e em seu modo de viver, pois era dilacerado e desestimulado na produção agrícola.
Sempre tivemos ânimo e vontade de narrar as evidências de ‘‘força’’ que para nós seriam estranho no trato do patrão para com o empregado. Nesse período tivemos a vontade de nos manifestar com veemência sobre esse assunto que se tornava corriqueiro e alheio ao tratamento digno do homem, vez que havia desrespeito dessa gente desbravadora do progresso, visto que praticava frieza, pois os patrões exploravam os trabalhadores rurais, tratando-os com desdém, pois dava início ao tratamento desigual e a exploração do homem pelo homem. Isto era de entristecer! já que, se não nos falha a memória, esse regime seria proveniente da civilização portuguesa que eles trouxeram desde o início da colonização do Brasil.
Consideramos isso um regime feudal. Era constante na região, pois era constituído nas ações que seriam para nós ações enigmáticas. Apresentavam essa parte do regime o início da civilização que nos trouxe um comportamento revoltante do homem moderna.
Apresentava essa parte do regime feudal desde a média que era representada pela mídia despudorada do patrão indigno que não correspondia ao bom desempenho, pois provou o retardamento da civilização moderna.
Às vezes, o homem não tinha o direito de apresentar-se honrosamente e o seu trabalho como digno do senhor altruísta que não relevava ao trato do cidadão comum, visto que tinha por objetividade explorar o homem do campo com excessivas obrigações, não possuidor de valor mas reconduzia ao bom desempenho, trabalhando de sol a sol, a partir das seis horas da manhã que ia até as cinco da tarde. Era uma tristeza quando observávamos o homem ser explorado com trabalho ardente e uma alimentação péssima, de baixo teor nutritivo.
Infelizmente entre os meios dessa gleba havia patrões moderados, altruístas, já que tratavam o cidadão comum como sendo um senhor de valor. Exibiu, pois fazia o rurícola amealhar bons produtos para o seu sustento familiar.
Nesse interim, havia patrões dignos que ajudava o homem, dando assistência alimentar e conduzia os filhos para a escola rústica, mas tinha o prazer de dá assistência à família com muita perfeição e dignidade. Quando adoecia algum deles, o patrão se prontificava dando tratamento merecido e não os deixava morrer à mingua.
O pobre rurícola não se cansava de trabalhar visto que lutava de sol a sol conduzido para o plantio da agricultura, ou diariamente, era empurrado pelo feitor para se conduzir o almoço enviado pela patroa (era um gesto de nobreza) o almoço era para todos os trabalhadores, mas não era digno de chamar almoço, visto que era conduzido pelo prato enorme de barro de adobe com colheres e se alimentavam juntos, sem tempero e sem nem um pingo de carne que favorecesse a digestão. Não havia higiene e o trabalhador era sujeito a se alimentar acintosamente enfrentando essa dificuldade de comida de qualidade porque o patrão tinha que diminuir os gatos alimentícios para aumentar o lucro favorável.
Quanto ao efeito moradia, o patrão oferecia uma casa rústica de taipa de barro batido que não dava nada de conforto ao habitante. Por esse motivo o morador da cassa era obrigado a trabalhar diariamente e não podia arredar o pé a fim de conseguir melhores ganhos que lhes satisfizessem melhorias de qualidade do trabalho e da sua vida. Recebia do patrão uma enxada, foice, roçadeira e outros instrumentos que lhe favorecesse com dignidade o seu trabalho. Geralmente era representado com peça única e que era o cabo de enxada que por fim era obrigado a acunhar e manter os instrumentos conservados. Há outras histórias que venham mostrar como o pobre rurícola de antigamente era submisso e fustigado pelo patrão até a morte. E o pior que havia, é que o rurícola não tinha para quem apelar, visto que havia acordo entre os patrões que era não tolerar e não aceitar as mínimas injunções trabalhistas.
Lembramos muito bem desse descaso. Foi estranho para nós. A dificuldade tinha de ocorrer, pois praticava revolta na juventude que era determinada por pessoas evoluídas do esquema e que incentivava ‘‘o jovem mais evoluído’’ para retirar-se para São Paulo ansiando conseguir melhores condições de vida na exploração da cultura cafeeira desse estado. Muito deles observavam como era o comportamento dos trabalhadores de lá que satisfaziam seus objetivos. Como era relevante o serviço do pobre já que transformava os seus objetivos em realidade que era relevar-se a uma vida melhor e de qualidade alimentar.
Tentando mudar e melhorar sua vida, o jovem nordestino soube se equilibrar, procurando amealhar recursos para mandar buscar sua família sofrida do Nordeste.
Daí então, houve a diáspora dos agricultores pobres do Nordeste porque preferiam sair de pau de arara(Caminhão) porque procurava enaltecer-se com o trabalho digno e melhores lucros.
Lá, o nordestino foi considerado herói porque teve a coragem de enfrentar as barreiras que pareciam intransponíveis, mas deu a resposta com coragem, mostrando ao patrão do Nordeste que eles tinham que mudar de regime e de melhorias de qualidade na terra, pois o homem tinha que observar que o progresso tecnológico estava chegando e pondo fim a esse destrato a esse regime de submissão que só sabia explorar o homem no campo, sem procurar avantajar o seu semelhante do campo, mas tinha que avançar na melhoria de tratamento e na qualidade de vida do cidadão do campo.
Hoje, não conseguimos ainda o equilíbrio técnico e melhoria de comportamento de vida ao homem nordestino devido à falta de indignidade e desonestidade dos nossos políticos que sempre marcham para o comportamento toma lá da cá, e não desejam o equilíbrio, moral, financeiro e administrativo.

Piada contada na Praça Siqueira Campos na manhã deste sábado


Um ladrão é preso com um porco nas costas, ao sair do sítio da vítima. Então o ladrão perguntou ao policial:
– Como foi que o Senhor me prendeu tão depressa???
O policial respondeu:
 – O vizinho denunciou quando viu você entrando no sítio da vítima...
Foi aí que o ladrão argumentou:
– Neste caso tenho de ser solto imediatamente, porque este porco que roubei ainda não estava nas minhas costas quando entrei no sítio. Explicando melhor: quando a denúncia foi apresentada à polícia, o porco ainda não era parte da denúncia, portanto não constou quando ela foi feita. Temos então que desconsiderar o porco e aí não teremos roubo nenhum...
O policial deu uma porrada no meliante, enfiou ele no camburão e gritou:
– Tá pensando que isto aqui é o TSE, seu merda!!!

Julgamento da chapa Dilma-Temer deve reduzir a confiança do povo no Judiciário -- por Oscar Vilhena Vieira (*)


 A confiança na Justiça é um elemento fundamental para que suas decisões sejam respeitosamente acatadas pelos jurisdicionados, criando incentivos para que todos se conduzam de acordo com a lei. Ela é, assim, constitutiva da própria autoridade do direito.
A aquisição de confiança pelos tribunais decorre de uma multiplicidade de fatores. Entre os mais importantes destacam-se a imparcialidade no tratamento das partes em litígio, a fidelidade com que aplicam as normas jurídicas, a acurácia na apuração dos fatos e provas pertinentes à solução das controvérsias e a consistência em relação as suas próprias decisões em casos semelhantes. Todas essas premissas deveriam constranger o comportamento dos juízes, no momento de decidirem.
A confiança no sistema de Justiça brasileiro, conforme mensurada pelo ICJ da FGV Direito SP, tem se mantido em torno de 30% ao longo da última década, o que é pouco, especialmente quando comparado às democracias mais consolidadas. Um dos fatores cruciais para explicar esse baixo grau de confiabilidade é a percepção de que a nossa Justiça, além de tardia, não trata a todos de forma igual. Ou seja, não é imparcial.
Os eventos que marcaram o julgamento da impugnação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral, nesta sexta-feira, irão certamente contribuir para a redução da confiança no Judiciário, não apenas em função do resultado do julgamento, mas porque a maioria de seus ministros não foi capaz de demonstrar que se submeteu rigorosamente às premissas essenciais à produção de uma decisão legítima.
Desde o primeiro momento pairou uma forte dúvida sobre a possibilidade de um julgamento imparcial. O fato de que o presidente pôde nomear, para um curto período na Corte, dois advogados que iriam julgar o seu mandato levantou suspeitas sobre a integridade do pleito, bem como sobre a impropriedade do desenho institucional da Justiça Eleitoral.
De outro lado, como ficou bem demonstrado pelo ministro Herman Benjamin, houve uma forte alteração da postura do ministro Gilmar Mendes no que se refere ao estabelecimento escopo do processo, que coincidiu com a mudança daquele que passou a ocupar o Palácio do Planalto. Como se a identidade do réu, e não a regra da lei, é que devesse determinar o desfecho do caso.
Também contribuirá para relegar esse julgamento a um triste lugar na história o esforço hercúleo da maioria dos ministros para afastar os elementos probatórios criteriosamente colhidos pelo relator Herman Benjamin ao longo dos últimos meses. Como ficou evidente, não apenas pela leitura da inicial do PSDB, como pela própria decisão do ministro Gilmar Mendes que deu sobrevida ao processo, uma das causas para pedir a impugnação da chapa Dilma-Temer foi o esquema de propinas envolvendo a Petrobras e a Odebrecht, que irrigou a chapa em questão. Foram exatamente essas provas que a maioria preferiu rejeitar, para que não fosse obrigada a concluir pela impugnação da candidatura.
A crise de legitimidade que devastou nosso sistema político parece agora ter se alojado numa das instâncias do sistema Judiciário. A redução da confiança na Justiça, neste momento, em nada contribuirá para a superação da crise política que ameaça se agravar.

(*) Oscar Vilhena Vieira formou-se em direito pela PUC-SP, é doutor pela USP e pós-doutor pela Universidade de Oxford.

Coisas desta República

Em VEJA desta semana: Agora é guerra: Temer aciona serviço secreto para bisbilhotar Fachin

Governo resolve deflagrar o maior ataque já visto contra a Lava-Jato
Fiel à máxima de que a melhor defesa é o ataque, o Palácio do Planalto decidiu mirar na Operação Lava-Jato. VEJA apurou que um dos alvos da artilharia é o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com um auxiliar do presidente Michel Temer, que pediu para se manter no anonimato porque não está autorizado a falar publicamente sobre o assunto, o governo acionou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o serviço secreto, para bisbilhotar a vida do ministro com o objetivo de encontrar qualquer detalhe que possa fragilizar sua posição de relator da Lava-Jato.
 O pecado de Fachin, aos olhos do governo, foi ter homologado a explosiva delação do dono da JBS, Joesley Batista, que disparou um potente petardo contra o governo Temer. A investigação da Abin, que está em curso há alguns dias, já teria encontrado indícios de que Fachin voou no jatinho da JBS.
Em nota, o presidente Michel Temer negou que tenha usado a Abin para investigar a vida do ministro Fachin. “O governo não usa a máquina pública contra os cidadãos brasileiros, muito menos fará qualquer tipo de ação que não respeite aos estritos ditames da lei”, diz o comunicado divulgado pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.



Edições Anteriores:

Maio ( 2017 ):

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31