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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
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05 junho 2017

Não existe "Tradição Republicana" no Brasil -- por Fernando Mascarenhas Silva de Assis (*)


Há algum tempo, em Belo Horizonte, foi realizado um congresso sobre a tradição republicana brasileira. O evento ocorreu sob o abrigo da Universidade Federal de Minas Gerais; com a solenidade de praxe; ampla cobertura da imprensa; e houve até mesmo um lançamento de um livro. Professores eminentes e palestrantes ilustres deram um tom maior aos debates. No entanto, sobre o tema central, pouco - quase nada - foi apresentado, salvo a constatação do óbvio: não existe tradição republicana no Brasil.
Parece que o evento foi programado para encontrar elementos que evidenciassem a existência da tradição republicana. Procuravam algum traço que mostrasse a presença dos ideais republicanos no imaginário do povo brasileiro. Se esse foi o intuito, o tiro saiu pela culatra. O evento constatou que, na terra de Santa Cruz, a república só existe nas leis, e as leis vão pouco além do papelório.
 Por outro lado, se o escopo do citado congresso fosse mais amplo, e mais abertas as mentes, logo se veria que a tradição tem grande afeição pelas coisas boas, e maior aversão pelo que é ruim. Bastaria questionar o que a república no Brasil trouxe de bom à nossa gente, e logo se entenderá porque, embora exista legalmente, é totalmente ignorada pelos brasileiros.
De fato, desde que nossa pátria foi reduzida a uma república através de um golpe militar, (se há quem queira encontrar algum sinal de tradição republicana, o golpe militar seria sua manifestação mais legítima), o processo de formação da nacionalidade brasileira foi interrompido. Ser brasileiro e ter orgulho de sua terra eram posições contrárias ao ideário positivista dos golpistas que, em lugar do amor ao Brasil, pregava a devoção à humanidade, (alguma coisa que, no fundo, era muito parecida com a hodierna globalização), enquanto que na prática, o que se via era o servilismo doentio aos estrangeiros, o que continua até hoje (talvez este seja um segundo sinal da tradição republicana).
O historiador José Murilo de Carvalho, uma das presenças ilustres que abrilhantaram o evento citado, em seu livro "A Formação das Almas", descreve os esforços dos republicanos para alcançarem o imaginário dos brasileiros. Esforço perdido: a alma do povo não se deixou levar pela propaganda enganosa.
Superficialmente, alguns dos presentes mencionaram, "en passant", que pouco mais de um século de experiência republicana não seria suficiente para criar uma tradição. Esta explicação (mais parece uma desculpa amarelada) não tem o menor fundamento. A tradição, como dissemos, tem profundo apego ao que é bom, e a república, até hoje, não mostrou nada de bom, pois, como dizia o marechal golpista Deodoro da Fonseca: "república no Brasil e desgraça completa são a mesma coisa".

(*) Fernando Mascarenhas Silva de Assis - Redator do "Correio Imperial" -  matéria publicada na webpage do Círculo Monárquico de Belo Horizonte

Amor de máquina - Por: Emerson Monteiro

É isto, tudo só acontece mesmo, de verdade, aqui. O mais é matéria de comunicação. Por isso o que ora passa a humanidade, a pagar o preço de inventar fazer amor de máquina. De longe também se ama, dizem os adolescentes reeditando provérbio antigo. Mas estou não questiono amar ou deixar de amar. Estou, sim, registrando, também nesta máquina, o amor de máquina destes tempos de tanta riqueza e maior perdição.

As pessoas hoje chegam em casa, tiram a roupa, tomam banho quente, vestem a túnica de dormir e vão fazer amor de whatsapp, messenger, instagram, twitter, likedin, o escabau a quatro, que de amor mesmo tem apenas o nome. Amor de borracha e energia elétrica. Que tempos e costumes...

Quando não é defronte à televisão, escumando das ideologias da inutilidade, estão com olhos e dedos enfiados nessas maquinetas misteriosas, muito mais inteligentes do que muito gênio espalhado neste mundo.

Resultado, o que parecia vacina virou endemia. Dentro dos limites da capacidade humana, chegam vírus de poder incomparável, ferem as almas. Talvez uma geração seja insuficiente até descobrir a que veio o avanço tecnológico avassalador que agora toma de conta dos sistemas. Nenhum setor da vida permaneceu fora do domínio desses tais equipamentos. São sinais luminosos, sonoros, químicos e matemáticos que reverberam o processo da ficção e da ordem coletiva. De iniciativa particular ninguém escapa mais aos tentáculos escravocratas dos ditos bichos eletrônicos. Causa espanto falar a vocês daí do futuro da sorte que nos constrange nesses tempos, a quem essas palavras podem haver chegado de longe, no Cosmos. Pois fomos assim imperializados sem saber do risco grave a que nos submetiam os tais besouros de cativar sonhos vendidos nas lojas de departamento.

Mas guardem um certeza, eles vieram aos poucos, devagar, e foram invadindo sorrateiramente nossas defesas e privacidade. Quando menos acordamos, era tarde demais. Agora, amor virou operações de sinais transmitidos à distância por meio de fibra ótica. E as gerações, sucessivos modelos saídos das mecânicas linhas de produção


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