xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 09/05/2017 | Blog do Crato
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09 maio 2017

Adeus, redes sociais – por Tati Bernardi (*)

Tati Bernardi

Decidi que o Facebook é um atraso na minha vida, que o Instagram está me dando tendinite e que o Whats App oferece aos meus pais e amigos a sensação de que estou no cômodo ao lado totalmente desocupada. Tem gente que grava áudio de meia hora apenas pra reclamar de constipação intestinal. Vocês estão perdendo o controle.
Então escrevi um longo texto de despedida, cheio daqueles clichês sobre aproveitar a luz da minha varanda ao cair da tarde, colher fruta do pé, caminhar descalça em um parque, sobre a importância de nos olharmos profunda e presencialmente nos olhos, sobre essa coisa toda chamada contato humano.
Mentira, eu jamais escreveria essas chatices que emocionam a tia Cidinha. Eu apenas disse que estava muito ocupada e que, apesar de ser completamente viciada em saber o que todos vocês, sobretudo os menos interessantes, fazem da vidinha, daria um tempo das redes sociais e dos aplicativos de papo infinito. Seria muito difícil viver sem saber que sobremesa você fotografou, que vestido de renda branco você usou, que foto do seu filho numa poltroninha ao lado de um ursinho “seis meses, cinco dias e duas horas” você postou. Sim, mas eu sobreviveria. Até porque é preciso focar no trabalho pra sobreviver.
Acontece que, após publicar minha carta de desintegração, achei por bem acompanhar seus desdobramentos. Quem iria ao meu pseudovelório virtual? “Não, por favor, não faça isso, você alegra meu dia”, imploraram alguns. “Já vai tarde, te acho uma sonsa”, comemoraram outros (pra sempre me perguntarei por que pessoas que não gostam de mim me seguem,  leem o que escrevo, e comentam diariamente nas minhas páginas). Achei educado responder aos queridos e necessário bloquear os indigestos.
Daí, achei educado responder à tréplica amorosa dos fofos e desbloquear os desgraçados (eles têm o direito de me odiar, ora essa!). Segui respondendo infinitamente para alguns e bloqueando e desbloqueando eternamente outros, e novamente. Então achei importante avisar que “assuntos de trabalho” seriam tratados por e-mail.
Depois achei que meu e-mail pessoal não deveria estar assim tão exposto. E mandei mensagens privadas a todas as pessoas que poderiam tentar me procurar pra falar de trabalho. E os amigos que iriam me procurar para festas, jantares, saudades? Mandei a eles também mensagens privadas com meu celular. Mas será que lembrei de todos? Criei então um grupo grande de conhecidos pra avisá-los de que eu não participaria mais de nenhum grande grupo de conhecidos.
Tenho um vício terrível chamado explicação. E porque os outros têm um vício terrível chamado provocação, escrevi mais e mais cartas de despedida. Textos pra explicar que não era pra sempre. Textos pra explicar que não era nada pessoal. Textos pra explicar que ironia não é pra todos. Textos pra explicar por que eu estava me explicando. Textos dizendo que eu não devia nada a ninguém. Textos explicando por que, mesmo não devendo nada a ninguém, eu ainda devia essa e mais essa explicação.
E, ao fim de dez dias tentando escrever minhas últimas palavras nas redes sociais, achei mais fácil desistir de desistir e postei uma foto do pôr do sol na minha varanda. Às 4 da manhã, acordei com uma angústia terrível, só pacificada ao ver mais de 50 likes.

(*)   Tati Bernardi é escritora, redatora, roteirista de cinema e televisão. Seu livro mais recente é Depois a Louca Sou Eu (Companhia das Letras)

“Jornal do Cariri” inicia campanha contra o novo Prefeito de Crato


Leiam abaixo o editorial da edição desta 3ª feira – 09-05-2017 – do tabloide “Jornal do Cariri” iniciando uma campanha midiática contra o Sr. José Ailton Brasil, novo Prefeito de Crato.

Não sou defensor do novo Prefeito!

Acho até que nestes cinco primeiros meses a administração dele foi tímida e sem brilho. Basta lembrar que o novo prefeito não teve força, sequer, para reativar o projeto da Zona Azul, que disciplinava o estacionamento de veículos na zona central da cidade. Hoje o estacionamento de veículos no centro da cidade está entregue às baratas!

Mas nada justifica a violência do editorial do “Jornal do Cariri”,cuja edição (a exemplo das anteriores) está sendo distribuída gratuitamente nas ruas da conurbação Crajubar. (Jornal distribuído gratuitamente dá o que pensar!)

Ademais, esse tabloide não tem nenhuma credibilidade junto à opinião pública do Cariri. Foi este “Jornal do Cariri” que durante anos manteve uma campanha caluniosa, injuriosa e difamatória contra o Exmo. e Revmo. Senhor Dom Fernando Panico, atual Bispo-emérito de Crato, à época que ele era o titular da nossa diocese. Aquelas aleivosias divulgadas ad nauseam pelo “Jornal do Cariri”, causaram danos morais irreparáveis à honra pessoal e à dignidade eclesiástica de Dom Fernando Panico, além de prejuízos ao conceito da instituição Diocese de Crato.

A imensa maioria da população católica do Cariri discordava e condenava a divulgação daquelas mentiras.

Infelizmente, a Justiça lenta (justiça lenta não é justiça) ainda não julgou os processos que o Bispo abriu no Poder Judiciário contra as calúnias de que foi vítima.

Agora o tabloide escolhe nova “bola da vez”: o atual Prefeito de Crato. A população caririense está enojada com esse tipo de jornalismo que nada constrói. Só destrói.

Façamos críticas, mas críticas construtivas e respeitosas. Até quando o Cariri será o espaço privilegiado para esse tipo de “jornalismo”?
Armando Lopes Rafael

Abaixo o editorial do “Jornal do Cariri”:

"O Crato está, hoje, sem esperança e sem prefeito
“O Crato, ao lado de Barbalha, é o mais tradicional município do Cariri. Conhecido por ser o berço cultural, artístico e educacional da Região Sul, o Crato esteve à frente da História do Brasil em diversos movimentos libertários na Colônia e no Império. Favorecido por um clima ameno, pela abundância de água e por uma população que se orgulha de seu passado, o Crato tem sido um laboratório para desastres políticos desde o fim da administração do capitão Ariovaldo Carvalho, no crepúsculo do regime militar de 1964, que deixou o cargo de prefeito com respeito e admiração do povo cratense.
"Salvo honrosas exceções, como a curta gestão de Dr. Raimundo Bezerra, o Crato tem amargado quatro décadas de prefeitos corruptos, incompetentes, desastrados, viciados ou omissos, especialmente quando, em alguns deles, todas essas “qualidades” se reúnem em uma só pessoa.
"Os cratenses têm a sensação de que, desde 1982, o Município só retrocede. Enquanto Juazeiro do Norte, mesmo com péssimos prefeitos, se consolidou como a “Meca do Cariri”, o Crato só tem perdido espaços, relevância e potencial econômico. Evidentemente que algumas iniciativas governamentais ou privadas, como o polo educacional universitário, as atividades culturais e a Exposição Agropecuária, ajudam a refrear esse processo de decadência permanente. A soma final, porém, dá sempre negativa.
"Após o fracasso administrativo e moral da administração de Ronaldo Matos, o Crato parece repetir sua sina com José Ailton de Sousa Brasil. Filho de agricultores do distrito de Dom Quintino, José Ailton graduou-se em Administração em uma universidade privada, prestou concurso para a Secretaria da Fazenda e lançou-se na política, tendo sido deputado estadual. Com a velha e sempre repetida promessa de recuperar o brilho e o prestígio do Crato, José Ailton foi eleito para o cargo de prefeito em 2016.
"Ele, assim como qualquer pessoa razoavelmente bem informada, sabia da enorme crise econômica em que o Brasil foi atirado pelo governo do Partido dos Trabalhadores e a corrupção generalizada que tomou conta das instituições públicas nacionais. Quem assumisse uma prefeitura em 2017 teria de saber administrar um orçamento enxuto com gastos crescentes. José Ailton, desde que tomou posse, só tem reclamado da situação em que recebeu o Crato e lançado suas farpas contra o ex-prefeito Ronaldo Matos, que não deixou boas lembranças.
"O primeiro gesto de despreparo de José Ailton foi o decreto de emergência administrativa de 2 de janeiro deste ano, que terminou por ser contestado pelo Ministério Público Estadual no Crato. Depois disso, José Ailton nada fez pelo Município. A sensação que o povo do Crato tem é a de não existir um homemocupando o cargo de prefeito municipal. As últimas informações dão conta de que ele pretende renunciar, dada a falta de perspectiva de orçamento para gerenciar a cidade”.

Veja quais são as 5 acusações que pesam contra Lula

Está previsto para amanhã, em Curitiba, o depoimento do ex-presidente na Operação Lava Jato
(foto: Nelson Almeida/AFP )
Fonte: “Estado de Minas”, 09-05-2017.
Luiz Inácio Lula da Silva tem o sonho de voltar a ser presidente do Brasil em 2018, mas antes terá de responder como réu a cinco processos - se não surgirem tantos outros enquanto isso - que poderão levá-lo para a prisão.
Lula enfrenta nesta quarta-feira, em Curitiba, o juiz Sérgio Moro, a quem terá de responder sobre a suposta propriedade do triplex que teria sido oferecido a ele pela construtora OAS como retribuição a favores ilegais no âmbito do escândalo do Petrolão.
O ex-presidente (2003-2010) nega todas as acusações, mas, se for considerado culpado, e a sentença ratificada em segunda instância, não poderá se candidatar. Estas são as acusações que pesam contra ele, as três primeiras no âmbito da "Operação Lava Jato", a quarta na "Operação Zelotes" e a quinta na "Operação Janos".

Apartamento triplex
O Ministério Público afirma que Lula recebeu propina no valor de 3,7 milhões de reais por parte da construtora OAS, que teria pagado um total de 87,6 milhões por baixo da mesa a políticos e funcionários públicos.
Segundo a denúncia, a empresa teria oferecido ao ex-presidente um apartamento triplex no Guarujá, São Paulo, quando ainda estava no poder, e financiou o armazenamento de seus bens pessoais entre 2011 e 2016, incluindo o acervo de presentes recebidos durante seus anos na presidência.
Léo Pinheiro, ex-presidente de OAS, confessou à justiça que o apartamento foi reservado - e em seguida reformado - para Lula e sua esposa Marisa Leticia, falecida em agosto passado, depois do fim de seu mandato. Mas Lula afirma que o MP mente e que a confissão de Pinheiro foi obtida mediante pressão.
"Para provar que sou o proprietário, tem que ter recibo, registro em cartório, uma escritura. Se eu não paguei, não tenho a chave e se a empresa dá o apartamento como garantia de vários préstamos que efetua, então o apartamento não pode ser meu", afirmou ao canal SBT.

Instituto Lula
Outro caso em mãos do juiz Moro. Investiga se se a construtora Odebrecht deu 12 milhões de reais para comprar um terreno em São Paulo onde se localiza o Instituto Lula como parte de um acordo para distribuir subornos recebidos pelo PT.
A transferência finalmente não aconteceu, mas, segundo o MP, prova que o PT tinha "uma conta corrente informal com a corrupcão" com a Odebrecht e que o delito consumado está configurado pela simples proposta e aceitação do suborno. O instituto nega qualquer irregularidade.
A denúncia afirma que a Odbrecht também teria pagado um apartamento contíguo ao que Lula mora em São Bernardo e que uma terceira pessoal o alugou da falecida esposa do ex-presidente para maquiar a situação: "Há indícios de que, de fato, é do ex-presidente Lula, que o teria recebido como um suborno do Grupo Odebrecht", afirma a denúncia.

Aviões de combate
 Neste processo, Lula é acusado de lavagem de dinheiro e tráfico de influência na compra, por parte do Estado brasileiro, de caças suecos Gripen por 5 bilhões de dólares, que foi concretizada durante a presidência de Dilma Rousseff.
Segundo a investigação, Lula recebeu 2,25 milhões de reais através da empresa de de seu filho Luís Cláudio "para influenciar Dilma Rousseff na compra de caças Gripen da SAAB". Os delitos fora classificados como "de uma complexidade absolutamente incomum, que envolveram negociações bilionárias do governo federal em Brasília, e atos políticos da mais elevada autoridade da República".
Neste processo, Lula também foi denunciado por supostamente interceder a favor de montadoras na concessão de benefícios fiscais.

Compra de silêncio
Este processo investiga a denúncia do ex-senador do PT, Delcídio do Amaral, que afirma que o ex-presidente participou em um plano para comprar o silêncio de um ex-diretor da Petrobras envlvido no Petrolão.
Junto com o banqueiro André Esteves (ex-presidente do BTG Pactual), o empresário e fazendeiro, amigo de Lula, José Carlos Bumlai, e o próprio Delcídio, o ex-presidente teria tentado calar o ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, que pretendia assinar um acordo de delação premiada com a justiça para fornecer detalhes sobre o funcionamento do esquema de propinas na estatal.

Angola
Neste caso, Lula é acusado de tráfico de influência, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa junto a Marcelo Odebrecht entre 2008 e 2015.
"Lula influenciou a política de concessão de financiamentos internacionais do BNDES, com a interveniência de outros órgãos públicos federais já citados, para favorecimento direto da empresa Odebrecht, determinando aos órgãos competentes que a concentrassem nos países da África (como Angola) e América Latina, afirma a denúncia.
A contraprestação foi avaliada em 20,6 milhões de reais na forma de uma participação nos negócios da Exergia Brasil, empresa de um de seus sobrinhos.

A primeira Imperatriz do Brasil e as Ciências


Mulher superior ao seu tempo, a Imperatriz Dona Leopoldina trouxe ao Brasil missões científicas, prestigiou a vinda de sábios, tais como Emanuel Pohl e von Martius, que pode ser considerado o primeiro estrangeiro a revelar o Brasil à Europa.
Apaixonada pelas Ciências Naturais, especialmente Botânica e Mineralogia, a então Arquiduquesa Leopoldina da Áustria, antes de vir para o Brasil, por ocasião de seu casamento com o então Príncipe Real de Portugal, Dom Pedro de Alcântara, enviou à sua frente uma delegação de cientistas, pintores, jardineiros e um taxidermista, enquanto a própria jovem nubente ficou a estudar a história e a geografia do Brasil e de Portugal, bem como a aprender o português, elaborando para si própria um extenso vade mecum.
Pode-se imaginar o quanto a jovem e recém-casada Princesa Real, ao chegar ao Brasil, deve ter se encantado pelas fauna e flora exóticas de seu novo lar. Foi, sem a menor sombra de dúvida, um caso de amor à primeira vista entre a futura Imperatriz e a Pátria que viria a adotar como a sua própria.

(Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier).

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