xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 04/05/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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04 maio 2017

Pessoas que ajudaram a construir o Crato -- por Armando Lopes Rafael

Monsenhor Assis Feitosa

   Um dos sacerdotes que mais marcaram a história da  Igreja Católica em
 Crato foi o Monsenhor Francisco de Assis Feitosa. Deve-se a este sacerdote várias ampliações e melhoramentos introduzidos na Catedral de Nossa Senhora da Penha, bem como a construção de muitas capelas rurais do município de Crato, a exemplo das capelas dos distritos de Ponta da Serra, Santa Fé e Dom Quintino. As associações religiosas da cidade de Crato experimentaram grande progresso por conta do empenho deste sacerdote enquanto esteve à frente da Paróquia de Nossa Senhora da Penha.
   No livro “Roteiro biográfico das ruas de Crato” do jornalista Lindemberg de Aquino encontramos algumas informações sobre este sacerdote.
  “Monsenhor Francisco de Assis Feitosa nasceu em Tauá, nos sertões dos Inhamuns, em 1893. Cursou as primeiras letras na sua própria cidade natal, tendo vindo posteriormente estudar no Seminário de Crato, completando seus estudos religiosos no Seminário de Fortaleza, onde se ordenou em 30 de novembro de 1917.
   “Em 1919, nomeado por Dom Quintino, primeiro bispo de Crato, assumiu a Paróquia de Tauá. Em 1921 veio para Crato para assumir a Paróquia de Nossa Senhora da Penha, no que foi o mais longo governo paroquial na Catedral de Crato, que se prolongou por 31 anos e só foi interrompido por sua morte, ocorrida em 30 de abril de 1952”.
       Monsenhor Assis Feitosa dedicou mais de três décadas àquela paróquia, e no seu longo vicariato prestou uma enorme gama de serviços ao Crato e ao seu povo, marcando de forma indelével a vida religiosa desta cidade.
     Conforme Lindemberg de Aquino, Monsenhor Assis Feitosa era “Modestíssimo, um exemplo de pobreza, de humildade, da bondade em pessoa, onde se fundiam todas as excelentes qualidades de espírito e de coração”.
    “Somavam-se a mais de uma centena os seus afilhados de batismo, não só de Crato, mas da redondeza em volta. Monsenhor Assis Feitosa acompanhou e ajudou aos bispos Dom Quintino e Dom Francisco de Assis Pires. Ambos os bispos o tinham em grande respeito e consideração.
     “Já o povo cratense tinha verdadeira consideração ao Monsenhor Assis Feitosa, pela bondade que dele irradiava, pela serena simpatia e doce encantamento que emanavam dos seus sábios conselhos, pela sua intervenção enérgica e segura em acontecimentos marcantes na vida da cidade, como foi o caso da grande seca de 1932 e das perseguições políticas ocorridas durante o período da ditadura de Getúlio Vargas, que transcorreram durante o governo paroquial de Monsenhor Assis.
      O seu sepultamento foi verdadeira consagração humana, ferindo a cidade de Crato de uma dor inconsolável pela perda de um sacerdote virtuoso, dedicado ao seu rebanho a quem deu tanta bondade e tão bom exemplo.



História da Paróquia de Nossa Senhora da Penha de Crato (por Armando Lopes Rafael)

Criação
   Segundo o pesquisador e historiador Padre Antônio Gomes de Araújo, desde 1762 a autoridade diocesana – o Bispo de Olinda – já havia decidido pela criação da Paróquia de Nossa Senhora da Penha, na Missão do Miranda. “Entretanto, a nova entidade administrativa eclesiástica continuou subordinada a sua congênere de Missão Velha até 1768”.
    Deste modo, a data de 04 de janeiro de 1768 é considerada, oficialmente, como a data da ereção canônica da Freguesia (Assim era a denominação das Paróquias no século 18) de Nossa Senhora da Penha de Crato. Ela foi criada pelo 8º Bispo de Olinda e Recife, Dom Francisco Xavier Aranha, que governou a Diocese entre 1754 e 1771. Em 4 de janeiro de 1768 a Paróquia foi oficialmente instalada pelo visitador, Pe. José Teixeira de Azevedo.
      A Paróquia de Nossa Senhora da Penha foi a segunda criada no Cariri. A primeira foi a Paróquia de Nossa Senhora da Luz, de Missão Velha, que posteriormente mudou a denominação para Paróquia de São José dos Cariris Novos, tendo São José como novo Padroeiro.
         Apesar de ter 149 anos de sua criação oficial, a Paróquia de Nossa Senhora da Penha só teve 25 Vigários (hoje chamados Párocos), pois muitos deles tiveram longo paroquiado, principalmente no Brasil Colônia e Brasil Império quando a Igreja era ligada ao Estado e os párocos eram nomeados “Vigários Colados” pelo Rei ou Imperador.

Quem foram os Párocos da atual Catedral de Crato
1º) Padre Manoel Teixeira de Morais
2º) Padre Antônio Lopes de Macêdo Júnior
3º) Padre Antônio Teixeira de Araújo
4º) Padre Antônio Leite de Oliveira
5º) Padre Miguel Carlos da Silva Saldanha
6º) Padre Miguel Felipe Gonçalves
7º) Padre Pedro Antunes de Alencar Rodovalho
8º) Padre Joaquim Ferreira Lima
9º) Padre João Marrocos Teles
10º) Padre Manoel Joaquim Aires do Nascimento
11º) Padre Antônio Fernandes da Silva Távora
12º) Padre Antônio Alexandrino de Alencar
13º) Padre Quintino Rodrigues de Oliveira Silva (depois nomeado Bispo de Crato)
14º) Padre Pedro Esmeraldo da Silva
15º) Padre Joviniano Barreto
16º) Padre Plácido Alves de Oliveira
17º) Padre Francisco de Assis Feitosa
18º) Padre Luiz Antônio dos Santos
19º) Padre Rubens Gondim Lóssio
20º) Padre João Bosco Cartaxo Esmeraldo
21º) Padre José Honor de Brito Filho
22º) Padre frei Joaquim Dalmir Pinheiro de Almeida
23º) Padre José Josias Gomes de Araújo
24º) Padre Francisco Edimilson Neves Ferreira
25º) Padre José Vicente Pinto de Alencar da Silva

Você sabia que o Crato tem um Co-Padroeiro (ou Padroeiro secundário)?

Vitral existente na Capela do Santíssimo, da Catedral de Crato 
À esquerda, a Mãe do Belo Amor, primeira imagem de Nossa Senhora venerada nesta cidade.  À direita, São Fidelis de Sigmaringa, a quem a primeira capelinha (construida por Frei Carlos de Ferrara) também foi dedicada. Por isso, em 24 de abril de 2013, São Fidelis foi oficializado Co-Padroeiro da cidade de Crato, através de decreto de Dom Fernando Panico. 
Por que São Fidelis Sigmaringa é o co-padroeiro de Crato?

   Em janeiro de 1745, conforme pesquisa do historiador Antônio Bezerra, foi colocada numa das paredes da, então, capelinha de Nossa Senhora da Penha uma pedra com uma inscrição em latim. Tratava-se do registro da consagração e dedicação do pequeno e humilde templo, início da atual catedral de Crato. A inscrição foi feita por frei Carlos Maria de Ferrara, e nela constava que a capelinha fora consagrada a Deus Uno e Trino e, de modo especial, a Nossa Senhora da Penha e a São Fidelis de Sigmaringa, este último considerado de fato o co-padroeiro de Crato. A partir de hoje ele é oficialmente o Co-padroeiro desta cidade.
Abaixo, o texto constante da inscrição rupestre, infelizmente desaparecida:

Uni Deo et Trino
Deiparae Virgini
Vulgo – a Penha
S Fideli mission.º S.P.N. Fran, ci Capuccinor.m
Protomartyri de Propaganda Fide
Sacellum hoc
Zelo, humilitate labore
D. D.
Sup. Ejusdem Sancti.i Consocy F.F.
Kalendis January
Quem é São Fidelis?

São Fidélis, chamado no batismo Marco Rey, nasceu em Sigmaringa, na Alemanha, em 1577. Estudou Direito em Friburgo e exerceu advocacia com tal amor à justiça que foi chamado o “advogado dos pobres”. Era um cristão reto e piedoso, tornando-se advogado justo e cheio de caridade. Assumiu sempre gratuitamente a defesa dos necessitados. Aos 35 anos, para evitar os perigos morais que comportava a sua carreira, deixou as leis e decidiu seguir outra vocação.
Disse alguém que ele teria deixado sua profissão de advogado pelo medo que tinha de vir a cair em alguma daquelas injustiças que parecem inevitáveis nesta profissão. Fez-se capuchinho em Friburgo onde tinha frequentado os estudos de Direito. Impôs-se a si mesmo viver em obediência, pobreza, humildade, com espírito de penitência, de austeridade e de sacrificada renúncia. Foi ordenado presbítero em 1612, tornando-se grande pregador da Palavra de Deus
Eleito Guardião do Convento de Weltkirchen, na Suíça, entregou-se fervorosa- mente ao apostolado num momento particularmente difícil da vida da Igreja. No cantão suíço dos Grijões, verificou-se, naquela altura, a dolorosa separação que dividiu católicos e calvinistas, tendo degenerado em sangrenta guerra política entre os Valões e o Imperador da Áustria. São Fidélis alimentou sempre no seu coração o desejo de derramar o seu sangue pelo Senhor e foi ouvido por Deus. Enviado para a Suíça pela Congregação da Propaganda da Fé com o fim de orientar uma missão entre os hereges sucedeu que as numerosas conversões ali verificadas lhe atraíram a ira e o ódio das autoridades que acabaram por interrompê-lo com disparos de espingarda numa das suas pregações em Seewis.
A seguir, foi agredido fora da igreja em que pregara e depois ferido de morte. Seu corpo acabou por ser barbaramente esquartejado. Era o dia 24 de abril de 1622. Tinha 45 anos. Sua morte impressionou até os seus mais acirrados inimigos e teve como fruto imediato à pacificação entre eles. Os acontecimentos que se seguiram imediatamente mostraram bem que o sacrifício de São Fidélis não tinha sido em vão. É o protomártir da Sagrada Congregação da Propaganda da Fé. Foi canonizado por Bento XIV aos 29 de junho de 1746.

 (Texto e postagem de Armando Lopes Rafael)

Cineasta Jackson Bantim destaca-se na curadoria de mostras de arte

Por Carlos Rafael Dias
 
O cineasta e fotógrafo Jackson Bantim, mais conhecido por Bola, apelido que traz desde a infância, vem se destacando ultimamente como curador de interessantes e bem elaboradas exposições artísticas.
Nesta semana, podemos contemplar três mostras que traz sua assinatura e que integram a programação cultural da 69ª Reunião Regional da Sociedade Brasileira para Progresso da Ciência (RR – SPBC), que está acontecendo na região do Cariri. São elas: “Passado e presente da cidade do Crato”, por ocasião da abertura do evento, no Centro de Convenções do Cariri; “Patativa do Assaré, de poeta matuto a poeta doutor”, na Galeria Maria Célia Bacurau, e “Expo-Lira URCA”, no Salão da Terra. Estes dois últimos espaços estão localizados no Campus do Pimenta da URCA, em Crato.
A Exposição “Passado e presente da cidade do Crato”, composta por fotografias de autoria de fotógrafos caririenses, enfoca diversos registros do patrimônio arquitetônico da cidade, desde o início do Século XX até a atualidade, objetivando a manutenção e difusão de um acervo iconográfico que venha subsidiar a preservação da memória histórica local e servir como fontes de pesquisa e estudo.
A exposição “Patativa do Assaré, de poeta matuto a poeta doutor” homenageia o aniversário de 108 anos de nascimento de Patativa, recentemente transcorrido, e é composta por fotografias, livros, discos, cordéis e reportagens sobre o afamado poeta de Assaré, além da réplica de sua casa, localizada na Serra de Santana, município do Assaré.
A Exposição “Expo-Lira URCA” enfoca a trajetória da Gráfica Lira Nordestina, e conta a história da literatura de cordel e da xilogravura na região, visto que a Lira deriva da lendária Tipografia São Francisco, fundada em 1932, em Juazeiro do Norte, e que foi uma das maiores produtoras de folhetos de cordel do Brasil.
Está de parabéns a Universidade Regional do Cariri e, especialmente, o fotógrafo Jackson Bantim, pela realização destas mostras que primam pela qualidade e representatividade do acervo exposto, motivos porque tanto vem encantando o público visitante.

Peleguismo antidemocrático -- por Pedro Henrique Chaves Antero (*)


O protesto nacional, anunciado para o dia 28 de abril passado, foi um fracasso, como participação popular, mas um sucesso em matéria de violência e de desrespeito ao brasileiro. Lula foi o chefe e é capaz, como ele mesmo declarou, de incendiar o País. Tem à sua disposição todo o aparato sindical brasileiro e os líderes maiores dos movimentos sociais. Estão todos bem abastecidos de propinas, como também de dinheiro legalmente pago pelos operários do País.

A estrutura sindical data dos anos 30 do século XX. É obsoleta e antidemocrática. É um misto de fascismo e comunismo, mas, sobretudo, é uma organização arrecadadora que enche os bolsos das diretorias pelegas, ligadas atualmente ao PT. Ontem, eram pelegos vinculados ao PTB de Getúlio, Jango e Brizola, destronados pelos militares em 1964. Voltaram à tona nos anos 1970, sob a liderança de Lula, que os mantém presos ao PT até os dias de hoje.

Lula e os dirigentes sindicalistas, portanto, foram aqueles que convocaram a população para protestar contra a destruição do País realizada por eles mesmos durante mais de 12 anos. Eles não tinham, assim, a legitimidade para organizar um justo protesto contra a modernização da legislação trabalhista e a reforma da Previdência Social.

Muitos bispos, segundo se divulgou, apoiaram os protestos contra as reformas pretendidas pelo governo. Não tiveram, talvez, uma assessoria isenta e competente para o devido esclarecimento acerca dos temas. O fato é que os protestos transformaram-se em vandalismo. Queimaram ônibus e destruíram equipamentos públicos, além de terem atentado contra o patrimônio privado dos brasileiros. Fora isso, impediram, autoritariamente, o livre trânsito das pessoas pelas rodovias do Brasil.

Caso a nova legislação trabalhista seja aprovada pelo Congresso, espera-se que o peleguismo seja defenestrado deste país e que o operário tenha a possibilidade de filiar-se, livremente, ao sindicato de sua categoria.

Pedro Henrique Chaves Antero, é Professor de Ciências Políticas
E-mail: phantero@gmail.com
Artigo publicado no jornal O POVO, 04-05-2017

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