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02 maio 2017

Lançamento do livro de Luciano Carneiro


O enigma do rei - Por: Emerson Monteiro

Numa das crises de humor, o rei convocaria seus súditos em assembleia e proporia que, daí a três dias, iria fornecer enigma a ser respondido com uma só palavra, e quem não acertasse correria risco de perder a cabeça. Nuvem de apreensão tomaria conta do grupo, em seguida dispersado e convocado para daí ao final do prazo.

Naqueles termos, ninguém saía tranquilo da conferência. Portanto Camões não ficava à margem, e viu escurecer a paz tradicional que cultivava, regressando ao lar em pânico. Sua companheira observou que algo de grave se dera na conferência de Sua Majestade, cuidando de saber o motivo da infelicidade que tomava o rosto do marido.

- Que palavra seria aquela do Senhor Rei, mulher? – indagou arrependido das proximidades com o soberano.

Ela, no entanto, a demonstrar pouco caso, pediu que esperasse até a manhã seguinte, e diria o termo que solucionava o enigma. Apenas aguardasse pouco mais, deixando aos seus cuidados resolver.

No outro dia, bem cedo o marido acordaria a esposa, passada que fora a noite de medo que viveu. Olha a mulher na dúvida se receberia a resposta que lhe prometera.

- Já sei a solução do enigma – ela afirmou.

- Pois diga logo, se não essa dor continua o dia todo. Diga, diga – apreensivo falou.

- A palavra de Sua Majestade é passará – foi dizendo. – Isto, passará.

O marido parou de olhos fixos no ar, assim meio na dúvida, porém sem outro jeito além de aceitar de imediato o termo que a esposa oferecia de salvação.

Tranquilizou-se pelos dois dias que ainda restavam, e na hora certa comparecia ao palácio, alma leve e confiante. Trazia consigo a resposta desejada pelo rei.

- Sim, senhores, vamos ao que interessa – disse o monarca ameaçador. – Qual a palavra que serve de remédio às dores deste mundo em qualquer situação?

Nisso, de ânimo aceso, Camões gritou de uma vez por todas: - Passará!

O rei levantou a cabeça e sorriu, confirmando o acerto da resposta. E todos se abraçaram felizes.

- Passará – repetiu o rei calmamente.

O PT se desmancha

Editorial do jornal "O Estado de S.Paulo"

Politicamente encurralado numa situação adversa que só tende a piorar, o PT apela para o quanto pior, melhor, nas palavras e nos atos
   
02 Maio 2017

Se Lula pretende contar com o apoio da militância de seu partido para se livrar da Lava Jato e congêneres e candidatar-se à Presidência da República no próximo ano, terá de agir rápido, porque o PT está acabando: em cerca de 1.120 – quase 30% do total – das 4,1 mil cidades onde se davam como organizados, os petistas não conseguiram montar uma chapa de 20 filiados para compor o novo diretório municipal, no Processo de Eleições Diretas (PED) realizado no dia 9 último em todo o País. É uma situação que confirma a tendência registrada no pleito municipal do ano passado, quando o partido perdeu mais da metade das prefeituras conquistadas em 2010: caiu de 630 para 256, elegeu prefeito em apenas uma capital, Rio Branco, e sofreu derrota humilhante em seu berço e mais tradicional reduto eleitoral, a região do ABC.
O vexame do processo de eleições petista teve de tudo um pouco a “explicá-lo”, desde a dificuldade para preencher as cotas obrigatórias destinadas a mulheres, jovens, negros e índios até a suspeita de fraudes, com denúncias sobre a existência de um grande número de nomes fictícios e até de defuntos nas listas de eleitores. Nas situações críticas que enfrentou ao longo de seus 37 anos de existência, o PT esmerou-se sempre em fazer-se de vítima. Não é diferente agora. Quando existem, permanecem restritas a ambientes protegidos as análises autocríticas. Ninguém fala em público sobre, por exemplo, os escândalos que levaram à cadeia destacados líderes do partido. E, no entanto, tais escândalos de corrupção começaram no primeiro mandato de Lula e não pararam mais. A culpa é sempre dos outros: “Essa queda (do número de diretórios) reflete uma situação em que o partido perde com a saída de prefeitos e vereadores em função dos ataques que sofremos”, justificou em depoimento ao Estado o secretário nacional de Formação Política, Carlos Árabe.
Há ainda dirigentes que pretendem fazer crer que tudo está bem, apesar de o comparecimento às eleições internas deste ano ter sido o menor desde 2005 (300 mil) e atingido apenas 58% do maior deles, em 2009 (500 mil), e 72% do último, em 2013 (400 mil). “Ver que 290 mil pessoas saíram de casa para votar mostra que o partido está muito vivo”, na otimista opinião da vice-presidente do PT, Gleide Andrade.
Como em casa em que falta pão todos reclamam e ninguém tem razão, mais esse confronto do PT com o doloroso processo de seu vexaminoso desmanche tem sido motivo para o acirramento dos ânimos entre as correntes internas do partido. Valter Pomar, da corrente Articulação de Esquerda, adversário histórico de Lula e seu grupo majoritário, publicou texto em que invectiva contra a direção partidária, a quem atribui a responsabilidade pelas várias irregularidades constatadas no PED – e, em particular, pelo fato de no município mineiro de Brasília de Minas todos os 569 votos terem sido dados à chapa “oficial”, apoiada pelo governador Fernando Pimentel. Classificou as irregularidades de “fraude sistêmica, generalizada e em escala industrial”. Foi contestado por Gleide Andrade: “O Valter Pomar não sabe nem onde fica Minas Gerais no mapa”.
Politicamente encurralado numa situação adversa que só tende a piorar, o PT apela para o quanto pior, melhor, nas palavras e nos atos. O presidente do partido, Rui Falcão, em nota sobre a fracassada greve geral de sexta-feira passada contra os “planos sinistros do governo usurpador”, agrediu o bom senso e insultou o discernimento dos brasileiros ao afirmar que, “além de pretenderem liquidar com a aposentadoria e os direitos trabalhistas, querem também criminalizar a esquerda e interditar o presidente Lula”, que “lidera todas as pesquisas para as eleições de 2018, apesar da perseguição e da escalada de mentiras contra ele”.
Falcão concluiu a nota reiterando a convocação, que, como se viu, não teve o efeito que ele esperava: “O engajamento na greve geral, em defesa dos(as) trabalhadores(as) e de suas reivindicações, tem relação direta com as lutas pelo fim do governo ilegítimo e pela convocação antecipada de eleições gerais para restabelecer a democracia violada pelos golpistas”.
Tanto desespero, no entanto, não é causado pelo remorso que deveria assombrar os petistas responsáveis pelo assalto ao Tesouro.

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