xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 30/04/2017 | Blog do Crato
.

VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 25.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

30 abril 2017

Página desconhecida na história do Brasil: o massacre de Alto Alegre (por Armando Lopes Rafael)

Os mortos contabilizados na localidade de Alto Alegre (MA), chegaram a 261, mas há quem estime que o número foi bem maior.
 Do meu caríssimo amigo José Luís Lira recebi um valioso presente: um exemplar da segunda edição do livro “O Massacre de Alto Alegre”, escrito pelo Pe. Bartolomeo de Monza. A primeira edição desta obra foi publicada em 1909, em Milão (Itália) com o imprimatur e patrocínio da Ordem dos Capuchinhos da Província da Lombardia.
Até 2016 este impressionante livro permaneceu inédito no Brasil. A segunda edição foi publicada no ano passado, sob os auspícios das Edições do Senado Federal (volume 215) com primorosa tradução de Sebastião Moreira Duarte.

O que foi essa carnificina
O massacre do Alto Alegre, localidade do Estado do Maranhão, permanece quase totalmente desconhecido do povo brasileiro. O livro do Pe. Bartolomeo de Monza relata o maior massacre promovido por indígenas contra brancos no Brasil. Os selvagens, sob a falsa alegação de reagir ao processo catequético dos frades capuchinhos e das freiras pertencentes ao Instituto das Terciárias Capuchinhas, oriundas de Genova, na Itália, promoveram uma enorme chacina, onde foi derramado o sangue inocente de 261 pessoas.

Tudo aconteceu quando centenas de índios, sob o comando da tribo dos guajajaras atacaram traiçoeiramente – na manhã de 13 de março de 1901 – a Colônia de São José da Providência, implantada cinco anos antes pelos religiosos capuchinhos italianos no povoado Alto Alegre, município de Barra do Corda, interior do Maranhão. Os índios mataram 4 frades, 1 irmão-leigo, 7 irmãs, várias crianças indígenas que estavam sendo educadas pelas freiras, mais de 50 pessoas que prestavam serviços à Missão Capuchinha, além de cerca de 200 católicos que viviam na redondeza da colônia. Uma carnificina que repercutiu muito mais na Europa do que na então instaurada República positivista e laica do então denominado oficialmente, à época, “Estados Unidos do Brasil”.

Segundo o historiador José Pedro de Araújo:
“Os frades capuchinhos (eram) oriundos da região italiana da Lombardia, e chegaram à região (do município de Barra do Corda) no final do século XIX, mais precisamente por volta de 1893” (...) “Já em 1895 instalaram (os padres capuchinhos) um colégio para meninos na sede do município, no qual foram matriculados mais de 80 crianças e jovens de até 14 anos. 
Com recursos oriundos da Itália, mas também do tesouro estadual (...) os padres partiram rapidamente para a construção (de novo empreendimento) da Colônia em Alto Alegre, dotando-a de toda a infraestrutura necessária. Ergueram-se o prédio escolar, a igreja, um internato com dois pavimentos, um convento para os religiosos, além de oficinas, engenho para beneficiamento de cana-de-açúcar e um aviamento para o beneficiamento de mandioca. A escola, diferentemente da outra implantada em Barra do Corda, que só contava com meninos, receberia meninas em regime de internato”.

 A descrição do massacre, feita por Pe. Bartolomeu da Monza mostra a crueldade dos índios:
 “Os bandos de selvagens saem das matas, rodeiam a igreja, cercam a morada dos religiosos, o convento das freiras, e as casas dos cristãos perto deles. Descarrega o fuzil. O celebrante, padre Zaccaria, cai ao chão (...) Seu sacrifício está consumado. A carnificina é geral, o sangue corre aos borbotões. Mas eles (os índios) não param de ferir, a morte não se detém (...) Não se precisa mais de fuzil: bastam facões e varapaus. As vítimas caem mortas sob golpes furiosos”. 

Dentro de pouco tempo toda a população católica está morta, os índios incendeiam as edificações, destroem os equipamentos agrícolas e vão festejar o genocídio embriagando-se, dançando e cantando.
As almas dos mártires voam para o Céu. E mais uma página triste (e pouco divulgada) passa a fazer parte da história do Brasil.

Texto e postagem de Armando Lopes Rafael.

Morre o cantor e compositor Belchior


.



O cantor e compositor Belchior morreu na noite deste sábado, 29, em Santa Cruz do Rio Grande do Sul, aos 70 anos. Familiares confirmaram o falecimento, entretanto, não informaram a causa da morte. O corpo deve ser trazido para o Ceará ainda hoje. O sepultamento deve ocorrer em Sobral.
Em nota, o governador Camilo Santana decretou luto oficial de três dias no Estado e reconheceu a importância de Belchior para a música brasileira. Confira a nota na íntegra:

"Recebi com profundo pesar a notícia da morte do cantor e compositor cearense Belchior. Nascido em Sobral, foi um ícone da Música Popular Brasileira e um dos primeiros cantores nordestinos de MPB a se destacar no País, com mais de 20 discos gravados. O povo cearense enaltece sua história, agradece imensamente por tudo que fez e pelo legado que deixa para a arte do nosso Ceará. Que Deus conforte a família, amigos e fãs de Belchior. O Governo do Estado decretou luto oficial de três dias.

Fonte: O Povo




Edições Anteriores:

Dezembro ( 2017 ):

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 30