xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 13/04/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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13 abril 2017

Afinação - Por: Emerson Monteiro

Crato dos anos 70, período em que vivi ausente do Cariri boa parte do tempo, morando em Salvador. Essa história, no entanto, chegou a mim por meio de Wellington (Etin) Bringel e Paulo Luiz (Lupeu), em uma conversa recente.

Recordaram eles de Temóteo, evidente personagem da época, músico saxofonista dos Ases do Ritmo, grupo que dividiu as honras festivas das matinais e tertúlias da cidade naquela fase gloriosa. Bom instrumentista, ele também detinha fama de ser excêntrico, dado a comportamentos inusitados, dentro outros de reunir animais, principalmente, galináceas para, em clima de lhe acompanharem os ensaios, ficar horas e horas na escuta obediente do seu desempenho ao sax enquanto realizava os ensaios.

Figura das mais folclóricas, andava pelas ruas a transportar essas penosas pendentes dos ombros, quase a fazer parte da sua indumentária típica, causando espécie aos circunstantes, que ainda revivem as peripécias do artista e seu jeito engraçado.

Num desses acontecidos mais curiosos, lá pras bandas de Fortaleza, ao se descolocar a pé numa das avenidas centrais da Capital, após insistentes buzinadas, automóvel em flagrante velocidade terminou colhendo Temóteo, que caiu desacordado. O motorista se evadiu sem prestar socorro ao artista, deixado-o estirado ao solo. Diante da ocorrência, rápido populares cuidaram de chamar uma ambulância que transportaria a vítima à assistência municipal.

E ao ser atendido na emergência hospitalar, querendo detalhes do acidente, o funcionário quis saber maiores informações, indagando de Temóteo se observara a placa policial do carro que o atingira. Então, depois de fazer visível esforço de lembrar algo do que perguntavam, tudo que o músico conseguiu, com absoluta convicção, foi dizer:

- A placa... a placa, deu tempo não; gravei não. O que guardei na memória foi o só o tom da buzina, que ‘tava afinada em si bemol.

Missa de 7º dia de Dom Newton Holanda Gurgel é celebrada na Sé Catedral – por Patrícia Mirely


Túmulo de Dom Newton, na Capela da Ressureição
(Catedral de Crato)

Padres, seminaristas, religiosas, agentes de pastorais e familiares de dom Newton Holanda Gurgel estiveram reunidos na noite desta quarta-feira (12) na Igreja Catedral de Nossa Senhora da Penha, no centro de Crato, para render graças ao Senhor pelo 7º dia de vida eterna do saudoso quarto bispo da Diocese de Crato. Dom Gilberto Pastana presidiu a cerimônia, concelebra por monsenhor Edimilson Neves (bispo eleito de Tianguá), monsenhor Bosco Cartaxo (do Santuário Eucarístico), padre José Vicente (cura da Catedral), padre Cicero Luciano Lima (reitor do Seminário Propedêutico) e padre Paulo Borges (Batateira, Crato).
Dom Newton está sepultado na Capela da Ressurreição, dentro da catedral. Ele morreu na última quinta-feira (06), aos 93 anos, de falência múltipla de órgãos.
Proferindo a homilia, monsenhor Edimilson Neves, que muito convivera com o bispo emérito, enalteceu a vida e a figura de dom Newton e sua dedicação e fidelidade à Igreja, buscando sempre corresponder ao projeto de Deus. “Quando ficou mais velho, já não podendo mais celebrar missas nem rezar a Liturgia das Horas, escreveu uma carta a dom Fernando pedindo que o dispensasse. E alguns padres disseram: dom Newton, o senhor é bispo, o senhor pode. E ele: não, eu preciso pedir autorização ao bispo diocesano. E fez com a consciência de que não estava mais no governo da diocese, porque sempre foi fiel aos seus valores”.
Homenagens
Após a comunhão, familiares foram convidadas a dar deixar suas homenagens a dom Newton. Depois, dom Gilberto convidou a todos para se dirigirem até a Capela da Ressurreição, e diante do túmulo, aspergiu a sepultura e rezou.

Constituição Cidadã já era: Base para uma inadiável discussão

Prolixa e detalhista, a Carta de 1988 envelheceu rapidamente e provoca não pequeno desarranjo institucional com suas disfuncionalidades, em especial por seu irrealismo na concessão de direitos impossíveis de serem exercidos na prática

É de justiça reconhecer que a Constituição de 1988 cumpriu a contento sua difícil tarefa de servir de lastro para a consolidação do processo democrático, após o término do regime militar. Seus méritos, no entanto, se esgotaram e ganha corpo a percepção da necessidade de uma nova Constituição. Prolixa e detalhista, a Carta de 1988 envelheceu rapidamente e provoca não pequeno desarranjo institucional com suas disfuncionalidades, em especial por seu irrealismo na concessão de direitos impossíveis de serem exercidos na prática.
Esse diagnóstico sobre a Carta Magna acaba de ganhar uma base para discussão. Os juristas Modesto Carvalhosa, Flávio Bierrenbach e José Carlos Dias lançaram manifesto, publicado pelo Estado no último domingo, conclamando a sociedade civil a mobilizar-se por uma Assembleia Constituinte originária e independente. Os autores propõem uma série de “temas constitucionais para uma reforma estrutural, política e administrativa, indispensável à restauração das instituições”.
Trata-se de uma iniciativa destinada a promover o debate sobre uma nova Carta Magna. Já foram feitas 95 emendas e mesmo assim o texto de 1988 é claramente insuficiente para prover um ambiente institucional, jurídico e político minimamente alinhado às necessidades econômicas e sociais do País.
Não se trata simplesmente de mudar a Constituição como se a solução para o Brasil estivesse numa contínua metamorfose jurídico-institucional. É justamente o oposto. Uma vez alcançada a maturidade democrática, o País está agora em condições de produzir uma Constituição serena, realista e funcional, apta a proporcionar um marco jurídico adequado aos tempos atuais.

(Editorial do jornal “O Estado de S.Paulo”)

Deputado cearense constata: "A República Morreu"

 Iniciando os trabalhos da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, na manhã passada,  após a divulgação do que ficou conhecido como a “Lista de Fachin”, o deputado Fernando Hugo (PP) tratou justamente desse assunto na tribuna da Casa, nesta quarta-feira (12).
De acordo com o parlamentar, “a República morreu no Executivo, no Legislativo e já está muito morta no Supremo Tribunal Federal”, afirmou o pepista considerando que essa morte é a mais “emblemática” que se pode acontecer.
O deputado classificou o sistema político federal como uma “excrescência que envergonha-nos” e disse que isso nunca aconteceu em nenhum país do mundo.
“Como é que nós poderemos esperar julgamento de previdência, tributação, de trabalho julgados por pessoas que estão no caminhar do cadafalso?”, questionou Hugo ao criticar o trâmite lento dos processos no STF. “Sem dúvida alguma, a República está morta, abalada ela já vinha há anos. Ela faleceu. Só uma ressuscitação feita pela Justiça poderá reanimar reavivar essa presença do legislativo”, pontuou.

Fonte: Diário do Nordeste


Comentário de Armando Rafael
A República morreu? Pois já morreu  tarde!
Precisava do lulo-petismo tomar conta do poder para sair o atestado de óbito.
Nunca houve, nos 517 anos da história do Brasil,  uma depressão econômico-sociocultural como a atual, e as manifestações populares contra a corrupção prosseguirão. A roubalheira dos políticos, feita através de propinas dos contratos da Petrobras (de domínio público em todo o globo), se constitui no “maior caso de corrupção da HISTÓRIA DO MUNDO” segundo a imprensa internacional.
São 13 milhões de desempregados. A auto estima do povo brasileiro chegou ao fundo do poço  comprovando um esgotamento nunca antes visto do modelo político numa nação democrática.
Chegou a hora de refundar o Brasil!
Jogar no lixo a sétima (eu escrevi SÉTIMA) Constituição Republicana e escrever a oitava, já que os cientistas políticos e a grande imprensa (ver campanha do jornal “O Estado de São Paulo” pedindo nova Constituição) já haviam constatado: A República Federativa do Brasil não existe mais, está morta.
Descanse em paz! E que Deus nos ajude. Pois só ele pode nos valer no caos atual.



 

A Semana Maior – por Dom Fernando Arêas Rifan (*)

Nesta semana mais importante do ano, celebramos o mistério pascal, recordando a Paixão, Morte e, na Páscoa, a Ressurreição de Jesus Cristo, sua vitória sobre o pecado e a morte. Neste tempo, “manteremos o olhar fixo sobre Jesus Cristo: nele encontra plena realização toda a ânsia e anelo do coração humano. A alegria do amor, a resposta ao drama da tribulação e do sofrimento, a força do perdão diante da ofensa recebida e a vitória da vida sobre o vazio da morte... Nele, morto e ressuscitado para a nossa salvação, encontram plena luz os exemplos de fé que marcaram esses dois mil anos da nossa história da salvação” (Porta Fidei).
 “A missão, que trouxe Jesus entre nós, atinge o seu cumprimento no mistério pascal. Do alto da cruz, donde atrai todos a Si (Jo 12, 32), antes de ‘entregar o Espírito’, Jesus diz: ‘Tudo está consumado’ (Jo 19, 30). No mistério da sua obediência até à morte, e morte de cruz (Fl 2, 8), cumpriu-se a nova e eterna aliança. Na sua carne crucificada, a liberdade de Deus e a liberdade do homem juntaram-se definitivamente num pacto indissolúvel, válido para sempre. Também o pecado do homem ficou expiado, uma vez por todas, pelo Filho de Deus (Hb 7, 27; 1 Jo 2, 2; 4, 10)... No mistério pascal, realizou-se verdadeiramente a nossa libertação do mal e da morte” (Bento XVI, Sacramentum Charitatis, 9).
“Do paradoxo da Cruz surge a resposta às nossas interrogações mais inquietantes. Cristo sofre por nós: Ele assume sobre si os sofrimentos de todos e redime-os. Cristo sofre conosco, dando-nos a possibilidade de partilhar com Ele os nossos sofrimentos. Juntamente com o de Cristo, o sofrimento humano torna-se meio de salvação... ‘Agora alegro-me nos sofrimentos que suporto por vós e completo na minha carne o que falta às tribulações de Cristo, pelo seu Corpo, que é a Igreja’ (Cl 1, 24). O sofrimento, aceito com fé, torna-se a porta para entrar no mistério do sofrimento redentor do Senhor. Um sofrimento que já não priva da paz e da felicidade, porque é iluminada pelo esplendor da ressurreição” (S. João Paulo II).
       “Este é o coração pulsante do querigma apostólico, no qual ocupa um lugar central e fundamental a misericórdia divina. Nele sobressai ‘a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado’ (Evangelii gaudium, 36). Então a Misericórdia ‘exprime o comportamento de Deus para com o pecador, oferecendo-lhe uma nova possibilidade de se arrepender, converter e acreditar’ (Misericordiӕ Vultus, 21)
Assim, a Quaresma, cujo término é a Semana Santa, “é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão” (Francisco, Quaresma de 2017). Feliz Páscoa a todos!

(*) Dom Fernando Arêas Rifan, Bispo da   Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

Tudo é de Deus - Por: Emerson Monteiro

Esta noite, sem maiores justificativas, dormira mais cedo. E ainda mais cedo acordei. Quando acordava, senti profunda solidão e chorei. Copiosamente chorei. Nem sabia a razão, mas chorei copiosamente. De alegria, de solidão, de ausências, chorei. Algo que remexia nas entranhas me deixou escorrer pela face chuva de lágrimas que fez mais escuro o teto da noite no quarto e o panorama de tudo quanto há. Semelhante um milagre de extensões gigantescas, infinitas, senti jorrar de dentro de mim a força desta solidão do que fui, do que sou e do que serei, na sequência longitudinal de toda a Eternidade sem fim, sem limites. Espécie de grandeza absoluta, vi passar a minha existência na existência de todas as existências. Caudal de muitos rios cheios, lágrimas rolaram quais vivências do existir de objetos e pessoas. Há nisso espécie guardada do poder inigualável do amor, milagre de vidas sucessivas e presentes no Universo do inexplicável das palavras. Ser maior das existências, percorrei veias e lavei todas as faces de tantos com água e a emoção do instante que passa.

Nisso,
parei a anotar no silêncio as moléculas do movimento. Causa primeira do quanto há, vozes gritaram em mim o som das esferas. Perfumes doces, olhos acesos na escuridão dos dias, andei pelas estradas de florestas suaves, misteriosas, a falar gritos de paz nos segredos da alma. Quase inútil diante das inutilidades úteis de caminhar nos caminhos das existências, acalmei o instinto de viver e fiquei bem longe de pensamentos ou memórias. Louvor de proporções indescritíveis, entoava acordes da imensidão e tranquilizava o desejo de saber além das vidas. Só escutava os acordes da imensidão, a nutrir de bênçãos o mistério de um Eu que aceita no Infinito as dores do mundo, que regressa ao sono de que jamais acordara diante da noite dos elementos em festa iluminada.


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