xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 03/04/2017 | Blog do Crato
.

VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 24.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

03 abril 2017

Nas decisões de Dom Pedro II não prevaleciam os sentimentos pessoais

Uma tremenda crise financeira assoberbava o País, em 1858. Apareceram então no “Jornal do Comércio” alguns artigos tratando de economia política, assinados sob o pseudônimo de “Veritas”, nos quais se patenteava a competência do seu autor. O Imperador encarregou o presidente do Conselho de Ministros, Limpo de Abreu, de indagar quem era o autor desses artigos, e convidá-lo a assumir a pasta da Fazenda.
Dois dias depois, durante o despacho ministerial, o Imperador perguntou pelo resultado da incumbência, ao que o ministro comentou:
-- Se Vossa Majestade soubesse quem é o “Veritas”...
-- Basta! Já sei, já sei... Bem vejo que os senhores não me conhecem. Sr. Presidente do Conselho, quando lhe confiei essa delicada missão, eu já sabia que “Veritas” é o pseudônimo do Dr. Francisco de Salles Torres Homem, o Timandro, autor do “Libelo do Povo”, livro onde eu, minha mulher e minhas filhas somos cruelmente tratados. Mas eu não posso colocar os meus sentimentos pessoais acima dos interesses do meu povo. Atravessamos uma crise econômica e financeira das mais agudas, e esse homem parece dispor dos meios para atenuá-la, senão vencê-la. Vá convidá-lo em meu nome a vir à minha presença.
No dia seguinte, a pasta dos negócios da Fazenda era confiada à competência do violento panfletário. Ao apresentar-se ao Imperador, e tornando-se ministro, teria declarado:
– Senhor, para os grandes crimes, as grandes expiações...
A imprensa da oposição foi implacável com o seu correligionário da véspera, que no entanto resolveu em pouco tempo o complicado problema financeiro. Vendo-o diariamente batido pelos amigos e invejosos, que não lhe perdoaram o fato de ter posto o seu grande talento e aptidões a serviço da Pátria, o Imperador foi de uma generosidade além das próprias ambições do novo estadista: deu-lhe o título de Visconde de Inhomirim, mandou nomeá-lo depois ministro plenipotenciário e enviado extraordinário junto a uma das mais brilhantes cortes europeias, e na primeira oportunidade escolheu-o para o cargo vitalício de senador do Império.

(Baseado no livro "Revivendo o Brasil Império", de Leopoldo Bibiano Xavier) 

O Brasil pode virar um Titanic – por Denis Lerrer Rosenfield (*)

Se a reforma da Previdência não for aprovada, o Brasil pode afundar 

A aprovação da reforma da Previdência é uma linha divisória não apenas para o governo Temer, mas para o futuro do País. Se deputados e senadores sucumbirem aos apelos e interesses demagógicos, ideológicos e irresponsáveis, o Brasil soçobrará.
Alguns, evidentemente, apostam no fracasso do atual governo, despreocupando-se dos destinos do País. Tudo fazem para deixar o presidente refém dos seus interesses mais imediatos, como se ele representasse somente um governo provisório, fadado a preencher um interregno de curto prazo. 
O problema é que o País não pode ficar refém de jogo tão baixo, sobretudo considerando que a situação econômica e social é muito ruim. O legado petista é aterrador: desemprego em massa, corrupção, captura do Estado, alta inflação e PIB em queda. O Brasil não pode ser vítima de remendos.
O governo Temer apresenta-se como um governo definitivo, e não transitório. Deve estar à altura do momento, enfrentando questões cuja solução não pode mais tardar. O tempo corre contra nós. Se as reformas não forem feitas, os problemas serão simplesmente postergados e virão com muito mais força no futuro. Podemos estar hipotecando o bem-estar das gerações vindouras. Ou o País pensa grande ou sucumbe aos interesses mais imediatos.
O ex-presidente Itamar Franco também assumiu o governo após o impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello. Poderia ter sido um mero governo de transição. Acontece que a Nação não aguentava mais e ele teve a grandeza de lançar o Plano Real, cujos efeitos até hoje se fazem sentir. Mesmo o primeiro governo Lula foi por ele agraciado, o que explica o seu sucesso naquele então.
O mesmo desafio se apresenta para o presidente Michel Temer. Deve ele enfrentar os problemas do presente pensando, e agindo, no longo prazo. Se for transitório, será pequeno e mais pequeno ficará ainda o País.
Não foi pouco o realizado em reduzido tempo.
A inflação, que estava fora de controle, está hoje dentro da meta e aponta para patamar ainda mais baixo. Ganha toda a população, sobretudo a mais pobre, que não vê mais seu salário ser corroído. Sob a liderança de Ilan Goldfajn foi restabelecido o controle social da moeda. Tem plena independência na condução de seu trabalho, algo que desaparecera no governo anterior.
A Petrobrás, sob a conduta profissional de Pedro Parente, viu sua credibilidade ser restituída, com avanços inegáveis em pouco tempo. Uma gestão profissional foi introduzida, relegando ao passado a corrupção e todo um esquema de propinas que lá se tinha estabelecido.
O Programa de Parcerias de Investimentos, sob a administração competente do ministro Moreira Franco, começa a produzir os primeiros resultados, com leilões muito bem-sucedidos. O investimento privado, nacional e estrangeiro, na área de infraestrutura é vital para o País. Sem ele o Brasil não terá condições de seguir adiante. Ficaram relegadas ao passado a incompetência e a ojeriza ao lucro e às empresas privadas não cooptadas pelo esquema petista.
Sob condução pessoal do presidente Temer, foi possível aprovar a PEC do Teto do gasto público, princípio moderno da administração pública. Sem um orçamento responsável e fiscalmente confiável, nenhum país pode progredir. As forças do atraso, travestidas de progressistas, tudo fizeram para sabotá-lo.
O ministro Ronaldo Nogueira apresentou, com coragem e habilidade, um projeto de modernização da legislação trabalhista, voltado para soltar as amarras de um arcabouço legal que data do início do século 20, com o positivismo, e posteriormente consolidado na legislação getulista.
O que valia para aquele mundo não mais vale para o nosso. Direitos foram preservados e os trabalhadores foram elevados à dignidade de interlocutores, que podem negociar livremente, participando autonomamente de suas convenções coletivas. Estas passam a ter força de lei.
A nova lei da terceirização foi sancionada pelo presidente da República. Trata-se de uma tendência inelutável do mundo moderno, cuja economia funciona em escala internacional. Não faz o menor sentido manter a distinção entre atividades-meio e atividades-fim. É uma jabuticaba tipicamente brasileira, não vigora em nenhum outro país.
O que é fim numa perspectiva é meio em outra, de tal maneira que essas posições são sucessivamente trocadas. Não há meios e fins fixos numa economia que ganha a velocidade digital e a integração global.
Considere-se um par de tênis. O seu projeto é feito num país e o seu desenho, em outro; os seus materiais são produzidos também em locais distintos; a sua montagem é feita em outro país e o seu marketing, em outro; para não falar de sua comercialização numa infinidade de Estados. Como falar aqui de meio e fim, como se fosse viável uma fábrica, num único país, realizar todas essas operações? Se o fizer, muito provavelmente estará fadada à falência, com o desemprego daí proveniente.
Agora chegamos ao desafio maior: a reforma da Previdência. Algumas coisas são certamente inegociáveis, como a idade mínima e a igualdade entre homens e mulheres. Coisas menos decisivas, como a aposentadoria dos trabalhadores rurais, podem ser objeto de negociação. O fundamental aqui é uma contribuição, mesmo que pequena, que torne viável um cadastro rural seguro. Evitam-se, assim, fraudes hoje muito comuns, com prejuízos para todos os contribuintes.
É bem verdade que o governo não se comunica a contento, embora progressos venham sendo feitos nas últimas semanas. A sociedade não consegue bem entender a importância do que está em jogo, tornando-se refém de discursos defasados, que têm como único esteio a demagogia e a irresponsabilidade para com o País.
Se a reforma da Previdência não vier a ser aprovada, o Brasil pode afundar como o Titanic. Vamos continuar dançando como se estivéssemos num salão de festas? 
Vamos perseverar na verborragia demagógica e ideológica?

(*)  Denis Lerrer Rosenfield – Professor de Filosofia na UFRGS; e-mail: denisrosenfield@terra.com.br

Exposição Patativa do Assaré prolongada até maio


A Exposição “Patativa do Assaré, de poeta matuto a poeta doutor", que está acontecendo no Campus Pimenta da URCA, em Crato, será prolongada até o dia 06 de maio.
A exposição homenageia o aniversário de 108 anos de nascimento de Patativa e é composta por fotografias, livros, discos, cordéis e reportagens sobre o afamado poeta popular nordestino, além da réplica de sua casa, localizada na Serra de Santana, município do Assaré.
O acervo e a curadoria da exposição é do fotógrafo cratense Jackson Bantim, que também é diretor do Memorial da Imagem e do Som do Cariri.
Vale a pena conferir, pela riqueza e originalidade do acervo exposto.
A promoção é da Universidade Regional do Cariri (URCA), através da Pró-Reitoria de Extensão (Proex).

Postado por Carlos Rafael Dias

Edições Anteriores:

Maio ( 2017 ):

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31