xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 08/03/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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08 março 2017

Bobo ou esperto?

A declaração do empresário Marcelo Odebrecht de que era o "Bobo dos governos de Lula e Dilma", fez-me lembrar uma velha história que ouvi quando ainda era menino.
Conta-se que numa pequena cidade do interior cearense um grupo de pessoas se divertia com o idiota da cidadezinha. Um pobre coitado de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e esmolas.
 Diariamente eles chamavam o bobo ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas - uma grande de 400 réis e outra menor, de dois mil réis.
 Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o num canto e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos:
 "Eu sei" - respondeu o não tão tolo assim - "ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda."
 Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa. A primeira: quem parece  idiota, nem sempre é. A segunda: quais eram os verdadeiros tolos da história? Terceira : se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.
 Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas, sim, o que realmente somos. 
Postado por Armando Lopes Rafael

Os desacertos da república brasileira

No Império, o Brasil tinha uma moeda forte, o Réis; possuía uma importante indústria naval e uma das maiores redes ferroviárias do mundo; instalou os primeiros sistemas de correios, telégrafos e comunicações telefônicas das Américas, e gozava de ampla liberdade de pensamento, expressão e imprensa, tendo conquistado, por tudo isso, a admiração e o respeito das demais nações. No tempo de D. Pedro II, a autoestima era elevada, como reconhecem historiadores isentos. O povo tinha orgulho de ser brasileiro.
Uma das alegações dos golpistas republicanos para a derrubada da Monarquia era o que eles chamavam de custo excessivo da Família Imperial. Entretanto, analisemos: embora o orçamento Geral do Império tivesse crescido às vezes entre 1841 e 1889, a verba de manutenção da Casa Imperial se manteve a mesma, ou seja, 800 contos de réis anuais.
Esse valor significaria 67 contos de réis mensais: pouco mais da metade do ordenado de 120 contos por mês que foi determinado pela nova “República dos Estados Unidos do Brazil” (nome oficial da nossa nação até 1967) para ser pago mensalmente ao primeiro presidente republicano, Marechal Deodoro da Fonseca. Mordomia e república, estas sim nasceram de mãos dadas no Brasil.
Pouca gente sabe, entretanto, que Dom Pedro II, quando no exílio, se recusou a aceitar a quantia de 5 mil contos de réis, oferecida pelos golpistas republicanos, indagando com que autoridade dispunha de um dinheiro que não lhes pertencia, mas sim ao povo brasileiro. Essa quantia era o equivalente a quatro toneladas e meia de ouro. Ao recusar a mordomia, D. Pedro II deu ao País mais um exemplo de desprendimento e probidade. Infelizmente, esse exemplo não frutificou na república. Pelo contrário.
A participação popular na proclamação da república foi praticamente nula. Receando que o povo chamasse o Imperador de volta, a república manteve os monarquistas na ilegalidade por quase um século. Somente em 1988 foi derrubada a Cláusula Pétrea, preceito constitucional que proibia discutir a república e a Federação.
 Isso, e outros retrocessos mais, levaram Ruy Barbosa a escrever em 1909, a frase abaixo:
“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. Esta foi a obra da república nos últimos anos.” . Imagine o que Ruy Barbosa escreveria hoje se, vivo fosse, sobre a República da Lava Jato...

 




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