xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 23/02/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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23 fevereiro 2017

Instituições desacreditadas?"– por Pedro Henrique Chaves Antero (*)

Em meio à movimentação incessante dos que compõem a elite política brasileira, no sentido de amordaçar o juiz Sérgio Moro e seu grupo de trabalho, identificamos que as instituições políticas do Brasil caem no descrédito da opinião pública. Há uma nítida vontade solidária dos partidos políticos de destruir o que foi construído nos últimos tempos em Curitiba. Já à época do governo Dilma, Lula sentia-se à vontade para ameaçar a existência daquilo que ele mesmo chamava de “República de Curitiba”. Hoje, segundo a revista Veja, há uma cegueira moral, uma surdez oportuna e um silêncio cúmplice por parte dos atuais atores da vida pública.
 Infelizmente, nenhuma pesquisa de opinião foi realizada nos últimos tempos acerca das nossas instituições. Com certeza, Senado, Câmara dos Deputados e Presidência da República não receberiam uma boa avaliação, pois as denúncias de corrupção nesses poderes se arrastam desde o tempo do Mensalão. Por sua vez, a Suprema Corte poderá ter perdido também a admiração e o respeito dos brasileiros, em face do que vem ocorrendo. Todos lembram-se, certamente, da engenhosa decisão conjunta dos presidentes do Senado e do Supremo Tribunal acerca da manutenção dos direitos políticos de Dilma, após seu impeachment.
A erosão ética ocorrida nos três poderes da República abre espaço para o enfraquecimento da democracia e para o surgimento de movimentos autoritários, em busca da segurança social, política e econômica. Essa experiência já foi experimentada na Europa e em inúmeros países da América do Sul, inclusive o Brasil. Aqui destaco os eventos de 1930 e de 1964 como os mais expressivos.
Esperamos que o povo saiba reagir à podridão política do momento e eleja políticos jovens com disposição de continuar o saneamento da desordem deixada pelos atuais líderes partidários, particularmente os do PT e do PMDB. Esses souberam fazer chegar à excelência prática, que, de certa maneira, já havia acontecido no passado.

(*) Pedro Henrique Chaves Antero – Professor de Ciências Políticas – E-mail: phantero@gmail.com

Lei que diminui território do município de Juazeiro gera polêmica -- por Daniel Walker

Vou falar sobre essa polêmica da diminuição do território do município de Juazeiro. Mas antes quero fazer alguns questionamentos pertinentes à questão para em seguida fazer meu juízo de valor.
1.A lei é de 29 de dezembro de 2016.
2.Juazeiro faz limite com os municípios de Crato, Barbalha, Missão Velha e Caririaçu,e é o menor deles, com apenas 249 km2 (precisamente: 248,832 km2).
Feitos esses questionamentos, vou analisar cada um.
1. Por que a lei foi aprovada em 29 de dezembro de 2016 e somente agora a bomba explodiu? Onde estavam os nossos representantes (se é que os temos) que não colocaram a boca no trombone logo no nascedouro da questão? Em nota a Procuradoria do Município de Juazeiro esclareceu que “Esse tipo de alteração é criteriosa, e necessita de consulta pública à população, por meio de plebiscito, além de alguns critérios estabelecidos na própria Constituição Federal, como também na Constituição Estadual, para que seja aprovado, porém isso não aconteceu”. Se isso é verdade, os deputados que a aprovaram agiram de má-fé?
2. Se Juazeiro é um dos menores municípios do Ceará tem sentido diminuí-lo mais ainda? É muita maldade!

A Lei aprovada subtrai de Juazeiro terras altamente produtivas e geradoras de divisas, e isso não pode ser aceito em hipótese alguma, pois Juazeiro não está tão rico assim a ponto de ceder divisas para qualquer que seja o município. E depois, onde já se viu: tirar terra de um município pequeno para dar a municípios maiores? E ceder justamente terras valiosas! Essa história está realmente mal contada. Pelo visto, parece que tem caroço nesse angu. E isso precisa ser investigado rigorosamente.
Padre Cícero sempre disse que Juazeiro era uma cidade invejada e perseguida, isso porque aqui existem coisas que não existem em nenhum lugar do mundo.
Fiquemos todos tranquilos, pois nenhuma lei será capaz de diminuir o tamanho de Juazeiro. Mas fiquemos atentos, atentos também. Que a lei seja revogada, já!
Afinal, lá no Horto, o Padre está vivo! O Padre não está morto!

(Publicado originalmente no Blog Portal de Juazeiro)

COMENTÁRIO DE ARMANDO LOPES RAFAEL
Brincadeiras e gozações à parte (e a população se divertiu muito – através das redes sociais –  com esse bizarro episódio da lei que diminuiu o território de Juazeiro do Norte) tal fato nos remete à clássica frase do Presidente dos EUA, Ronald Reagan: “O governo não é a solução para os problemas da sociedade, é o problema”.
Reagan tinha razão!
Juazeiro do Norte deve seu vertiginoso progresso à iniciativa privada. O pouco que o Governo (Federal, Estadual e Municipal) fez foi pouco para dar uma resposta aos grandes problemas que enfrenta a maior cidade do Cariri. Os recursos públicos para investimentos são limitados, e a iniciativa privada só aplica recursos onde a presença do estado garanta estabilidade e retorno.
O que o Brasil viveu na “Era PT” é um exemplo palpável disso. Sob a égide da demagogia e da incompetência dos lulopetistas, em pouco tempo a corrupção tomou conta do Brasil, o desemprego atingiu níveis estratosféricos, a inflação voltou. E os serviços públicos de primeira necessidade (segurança, saúde e educação) viraram (e continuam até hoje) um caos.
Se Juazeiro hoje tem destaque no cenário de desenvolvimento do Nordeste isso se deve unicamente à iniciativa privada. Os edifícios que mudaram a fisionomia de Juazeiro, os grandes empreendimentos comerciais, com destaque para os hipermercados, Shopping Center etc. veio tudo da iniciativa privada. As Universidades privadas são exitosas, as públicas estão estagnadas no tempo e no espaço...
Essa lei oriunda da Assembleia Legislativa, diminuindo a área territorial do minúsculo município de Juazeiro é o atestado claro daquilo que Ronald Reagan constatou: “O governo não é a solução para os problemas da sociedade, é o problema”.
Claro que essa lei absurda será revogada! Mas que fique, pelo menos, a lição: não devemos esperar grande coisa das administrações públicas, todas elas estão  hoje desacreditadas.

O Carnaval – por Dom Fernando Arêas Rifan (*)

          Semana próxima é o Carnaval. Como todos os anos, aproveitamos a ocasião para uma reflexão de ordem histórica e espiritual.
            Segundo uma teoria, a origem da palavra “carnaval” vem do latim “carne vale”, “adeus à carne”, pois no dia seguinte começava o período da Quaresma, tempo em que os cristãos se abstêm de comer carne, por penitência. Daí que, ao se despedirem da carne na terça-feira que antecede a Quarta-Feira de Cinzas, se fazia uma boa refeição, com carne evidentemente, e a ela davam adeus. Tudo isso, só explicável no ambiente cristão, deu origem a uma festa nada cristã. Vê-se como o sagrado e o profano estão bem próximos, e este pode contaminar aquele. Como hoje acontece com as festas religiosas, quando o profano que nasce em torno do sagrado, acaba abafando-o e profanando-o. Isso ocorre até no Natal e nas festas dos padroeiros das cidades e vilas. O acessório ocupa o lugar do principal, que fica prejudicado, esquecido e profanado.
         O Carnaval poderia até ser considerado uma festa pitoresca de marchinhas engraçadas, de desfiles ornamentados, um folguedo popular, uma brincadeira de rua, uma festa quase inocente, uma diversão até certo ponto sadia, onde o povo extravasa sua alegria. Mas, infelizmente, tornou-se também uma festa totalmente profana e nada edificante, onde campeia o despudor, as orgias e festas mundanas, cheias de licenciosidade, onde se pensa que tudo é permitido, onde a imoralidade é favorecida até pelas autoridades, com a farta distribuição de preservativos, preocupadas apenas com a saúde física e não com a moral.
        A grande festa cristã é a festa da Páscoa, antecedida imediatamente pela Semana Santa, para a qual se prepara com a Quaresma, que tem início na Quarta-Feira de Cinzas, sinal de penitência. Por isso, é a data da Páscoa que regula a data do Carnaval, que precede a Quarta-Feira de Cinzas, caindo sempre este 47 dias antes da Páscoa.
        Devido à devassidão que acontece nesses dias de folia, muitos cristãos preferem se retirar do tumulto e se entregar ao recolhimento e à oração. É o que se chama “retiro de Carnaval”, altamente aconselhável para quem quer se afastar do barulho e se dedicar um pouco a refletir no único necessário, a salvação eterna. É tempo de se pensar em Deus, na própria alma, na missão de cada um, na necessidade de estar bem com Deus e com a própria consciência. “O barulho não faz bem e o bem não faz barulho”, dizia São Francisco de Sales.
        Já nos advertia São Paulo: “Não vos conformeis com esse século” (Rm 12,2); “Já vos disse muitas vezes, e agora o repito, chorando: há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, a glória deles está no que é vergonhoso, apreciam só as coisas terrenas” (Fl 3, 18-19); “Os que se servem deste mundo, não se detenham nele, pois a figura deste mundo passa” (cf. 1 Cor 7, 31).
      Passemos, pois, este tempo na tranquilidade do lar, em algum lugar mais calmo ou, melhor ainda, participando de algum retiro espiritual. Bom descanso e recolhimento para todos!
 
(*) Dom Fernando Arêas Rifan é Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney - Campos de Goytacazes (RJ)

Nosso bem mais precioso - Por: Emerson Monteiro

A vida, este nosso bem mais precioso. A vida, a existência, a individualidade. Pois sem ela seríamos nada, a escuridão que antecedeu as luzes da Criação. Não teríamos chance alguma de pensar, sentir, amar. Nem de considerar as possibilidades de todos os outros bens. Seríamos inexistência absoluta. Portanto só depois vêm os demais requisitos de viver: saúde, riqueza, poder, amizade, família, sexualidade, amor, arte, sonhos, etc.

E considerar quantas vezes intentamos desistir de continuar perante a vida. Tantos desânimos, frustrações e agruras em manter o barco no curso diante de obstáculos e dores de existir. As tais dores do mundo, de que fala o filósofo, pois os limites da emocionalidade, quando se apresentam, rasgam a paz de meio a meio, indicando temporadas de testes.

Porém fugir de quê, quando sem nós nada somos?! Sem a existência seríamos tão só inconsciência pura e ausência dos meios mínimos de refazer as jornadas infelizes. O espírito fora da carne significa período errante pelo Infinito, à espera de novas oportunidades do reencontro da existência física, oceano de chegar ao porto seguro da realização do Ser de que somos protagonistas desde sempre.

Abandonar o trilho das horas e sentar num canto de calçada onde ficar fora do palco à espera das novas chances... Que perdição de tempo útil do viver da existência, eis o que seria largar o presente pelas indecisões abstratas, porquanto a vida vale qual oportunidade exclusiva de continuar até resolver os impasses e motivos às vezes do desânimo. A moeda forte de abrir o firmamento dos novos dias.

Assim, vamos descobrir e reconhecer esta sagração absoluta do Universo de dentro de nós, a parcela mais importante do Mistério e foco de tudo quanto há, desde lugares, emoções e do tempo. Amar, amar muito a si e aos demais. Apreciar existir sob a condição de reconhecer o quanto de preciosidade incondicional temos nas mãos, a essência plena e razão da maior Felicidade.


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