xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 18/02/2017 | Blog do Crato
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18 fevereiro 2017

Geraldo Urano homenageado em praça pública

Programa Rapadura Culturarte presta tributo ao poeta-maior de "Craterdã"

Fotos: Carlos Rafael Dias

O programa  Rapadura Culturarte, promovido e apresentado pelo professor Jorge Carvalho, prestou uma singela homenagem ao poeta Geraldo Urano, falecido no último dia 5 de fevereiro.
O evento, ocorrido na manhã deste sábado, 18, na praça Siqueira Campos, centro do Crato, foi prestigiado por um significativo público.
Com a presença de familiares do poeta, diversos artistas celebraram, com música e poesia, a obra e a vida  de Geraldo Urano, conforme se vê pelas fotos abaixo:

 "Varal" com imagens de várias fases da vida do poeta

Prof. Jorge Carvalho, apresentador do Rapadura Culturarte

De poeta para poeta (1): Olival Honor ler crônica para Geraldo

 João do Crato e Abidoral Jamacaru na órbita uraniana

 João do Crato canta Urano: do regional ao universal

 De poeta para poeta (2): Lupeu Lacerda recita Geraldo Urano

 João Paulo (violão): o sobrinho-parceiro

 Familiares e amigos de Geraldo: Heron Aquino (cunhado), Ana, Fátima e Claudinha (irmãs), Márcia Figueiredo e Roberto Jamacaru (amigos de infância)
 
 Mais amigos: Jorge Carvalho, Carlos Rafael, Lupeu Lacerda e Jô Garcia

Márcia Figueiredo, Olival Honor, Abidoral Jamacaru, Victor e Roberto Jamacaru

Monsenhor Edimilson será sagrado bispo no dia 22 de abril próximo

A Sagração Episcopal do monsenhor Francisco Edimilson Neves Ferreira, recém nomeado bispo da diocese de Tianguá, deve acontecer às 17h, do sábado dia 22 de abril, na Catedral Nossa Senhora da Penha, igreja mãe da diocese de Crato.
A celebração terá como sagrante o bispo emérito da diocese de Crato, dom Fernando Panico. Dom Gilberto Pastana de Oliveira e dom Francisco Javier Hernandez Arnedo serão os consagrantes principais.
A nomeação do monsenhor Edimilson Neves como bispo foi anunciada na última quarta-feira, dia 15 de fevereiro.
Fonte: Patrícia Silva

Periferia de Crato: é buraco só

Experimentem percorrer os bairros citadinos desta Mui Nobre e Heráldica Cidade de Crato. A buraqueira toma conta dos calçamentos das ruas da periferia. Para quem esperava uma pronta ação da nova administração, é bom lembrar que daqui a 9 dias chega ao fim fevereiro/2017, ou seja, dois meses sem que nada – absolutamente nada – tenha sido feito nessa área,  ainda que seja uma modesta “Operação tapa-buraco”.

Arre égua!
Na confluência das Ruas André Cartaxo com Zacarias Gonçalves está sendo construído, na cidade de Crato, um edifício com 19 andares. Cratenses vaidosos levam visitantes para verem a obra do “arranha-céu” como se dizia antigamente. No entanto, antes de chegar à mega-construção, os carros têm de enfrentar duas grandes crateras, existentes no calçamento próximo da Rua Madre Ana Couto. São "crateras" de tirar o entusiasmo do mais ufanista dos cratenses.

Chorando o leite derramado
Quem fala com qualquer secretário do novo governo municipal sobre a ausência de qualquer iniciativa nesses dois meses, só escuta que o novo prefeito herdou dívidas de mais de R$ 36 milhões de reais. Onde está a surpresa? Todo mundo sabia do descalabro das finanças municipais do ex-prefeito, que, por sinal, foi apoiador da candidatura do eleito. Ora, não adianta ficar chorando sobre o leite derramado! O que se deve fazer agora é arregaçar as mangas e iniciar negociações para reescalonamento e composição dessas dívidas. E enfrentar os problemas mais urgentes, como o caos no estacionamento dos carros no centro da cidade (acabaram a Zona Azul, ainda na administração do "Fenômeno") e a buraqueira no calçamento dos bairros periféricos.
(Notas de Armando Lopes Rafael)

Ibiapina segue seu caminho – por Ernando Teixeira (*)


Amanhã, comemoram-se 134 anos do falecimento de Padre José Antônio de Maria Ibiapina (1806-1883).

Viveu 77 anos enfrentando dificuldades pessoais, familiares, sociais, políticas, religiosas, vencendo os desafios como um predestinado remando contra a corrente.
Com a morte prematura da mãe, a condenação e morte do pai e do irmão mais velho, envolvidos na Confederação do Equador, o Jovem Ibiapina teve que assumir a família. Entrou e saiu do Seminário onde pretendia estudar para padre. Com a criação do curso Jurídico em Olinda, seguiu o Direito e formou-se em 1832.
Logo foi nomeado professor e, em seguida, eleito deputado geral, acumulando os cargos de juiz de direito e chefe de polícia. Tendo subido com sucesso e tão rapidamente na vida, Ibiapina vai descer na mesma rapidez por decisão de caráter.
Ele não se encaixava na engrenagem da política, nem da magistratura, percebendo as mentiras, as falcatruas, ladroagens, prepotências, a força do dinheiro, as articulações promíscuas do poder constituído. Abandonou essas estruturas e foi viver como advogado independente. Em 1838 atuava na cidade de Brejo de Areia, onde começou a ganhar fama e crédito. Quem defendia o pobre, o que não tinha ninguém por ele? Era o Doutor Ibiapina!
Quem outro? Em 1840 abriu sua banca de advocacia no Recife, seguindo o traçado do direito, da verdade, da justiça. Em 1850 deixou também a advocacia. Não lhe interessou o dinheiro, os bens materiais e a fama de excelente profissional do Direito.
Para o julgamento do mundo, fez a loucura de deixar tudo e buscar a solidão. Foi ordenado padre aos 3 de julho de 1853, com 47 anos incompletos.

De imediato, apresentou-se lhe nova oportunidade de subir na vida pela carreira eclesiástica: nomeado professor do Seminário, vigário geral da diocese de Pernambuco e bispo mais adiante, quase certamente. Preferiu a vida dura de missionário pelos caminhos do Nordeste. Na segunda metade do século XIX, com a epidemia do cólera e as grandes secas matando gente à vontade, ele decidiu-se pela missão itinerante. De 1853 até 1883, foram 30 anos de dedicação ao pobre, ao indigente, à orfandade, aos doentes e desvalidos, aos que não tinham mais esperança. Ao longo do tempo sofreu ataques da maçonaria, incompreensões do bispo do Ceará e sete anos de paralisia antes de morrer. As 22 Casas de Caridade por ele fundadas foram também desaparecendo. A de Santa Fé resistiu a duras penas até a década de 1940, quando Celso Mariz escrevia “Ibiapina, um apóstolo do Nordeste”.
À parte o grande historiador, Ibiapina foi sendo quase que completamente esquecido depois de sua morte, em 1883. Dom Marcelo Carvalheira o resgatou, deu entrada ao processo para sua canonização, em 1992, iniciando também a transformação de Santa Fé em Centro Pastoral. Hoje “Santuário Padre Ibiapina”.
O tempo de esquecimento, num primeiro momento, talvez se possa atribuir ao “fenômeno” Padre Cícero (1844-1934) que a partir de 1889, pelo “milagre” da hóstia ensanguentada, foi acusado de embusteiro, a beata Maria de Araújo de doente e o povo de fanático. As censuras e condenações foram implacáveis contra o“santo” do Juazeiro e a hierarquia católica passou a evitar qualquer fato ou pessoa que pudesse despertar fanatismo. O nordestino simples e pobre, porém, ignorou as proibições da Igreja, continuou suas romarias e multiplicou por toda parte a imagem do “Padim”.
Correndo o tempo, veio Frei Damião (1898-1997) com suas missões populares, entrando na vida do povo com as ameaças de inferno e mandando acabar com protestante, na contramão do Concílio Vaticano II. Mais esquecido foi ficando Ibiapina! Por mais de sessenta anos, de cidade em cidade de nossa região, Frei Damião reuniu multidões, muitas vezes levado por políticos e “igrejeiros” com estranhos interesses. O frei faleceu em 1997 e já tem sua imagem-monumento desde 2004, com 34 metros de altura sobre a Serra da Jurema, em Guarabira. Tudo muito rápido e grandioso, o monumento logo se tornou um ponto certo de turismo e devoção.
Padre Cícero, pela insistência da diocese do Crato e do seu atual bispo-emérito, Dom Fernando Panico, nos últimos anos, conseguiu recentemente a desejada reconciliação com o Vaticano. Frei Damião, com o respaldo e interesse de sua Ordem religiosa, está com seu processo de canonização em pleno andamento. Muito provavelmente, os dois chegarão à glória dos altares bem antes do nosso Padre Ibiapina, que se arrasta com dificuldades para atender as exigências de Roma.
Mesmo assim, no próximo dia 19 deste mês de fevereiro, milhares de devotos chegarão ao Santuário de Santa Fé, na Arara, para visitar o túmulo do missionário, participar da santa Missa, agradecer as graças alcançadas e pedir mais outras. “Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo” foi seu lema, sua expressão cotidiana.
Sigamos com ele o CAMINHO que é Jesus!

(*) Artigo publicado no jornal A UNIÃO,  de João Pessoa, Paraíba,  em  14 de fevereiro de 2016

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