xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 23/01/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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23 janeiro 2017

Os apelos e a Vontade - Por: Emerson Monteiro

Onde apelos são as mobilizações dos instintos, desejos impulsivos, que utilizam o pensamento no sentido de dominar a Vontade. Espécies de átomos de energia soltos em estado bruto dentro do território da existência, o indivíduo carece sobremodo de dominar e dirigir aos territórios do equilíbrio. No entanto os frutos hão de ser recolhidos, queira ou não queira, depois de tudo, função natural da Lei do Retorno.

Quase que significar tempos atuais, avaliar o mundo qual resultado da ausência de equilíbrio dessas práticas do Ser, pronde dirigir os espelhos, ali moram desvarios tantos que pedem firmeza de juízo a fim de reestruturar diversos subprodutos das atividades humanas dias de hoje. O querer da Vontade até parece que perdeu sua autonomia, virando presa fácil dos instintos desses apelos deslavados. Os desejos viraram moeda solta das precipitações, que dói querer controlar a permissividade das gentes.

Bom, mas achamos que fica claro o valor da Vontade em exercitar o poder que possui de controlar ao instinto, espaço fértil de tantas vacilações. O querer da Vontade a pedir atitude dos habitantes do Chão, eis o mote maior das necessidades dagora. Trabalhar fontes de virtudes no coração; abrir espaço à Razão maior da Verdade; aceitar o desejo em lugar inferior, conquanto o instrumento da Vontade represente o caminho da Felicidade no equilíbrio pleno.

A Vontade é o Eu que deve, um dia que pode até ser hoje, sustentar em Si o ofício da disciplina do ego e refazer a história de tudo e de todos. Fosse tarefa desprovida dos mínimos interesses da paz, ainda assim mostraria alternativa diante da ausência de graça dos valores praticados agora.

Este objetivo principal dos motivos da raça, que pede, por isso, espaço fundamental de rever os sonhos da Humanidade, e trazer à tona o que de melhor houver durante o tempo inteiro da Eternidade.

Um artigo profético: Quatro Dedos Sujos e Feios – por Plinio Corrêa de Oliveira

Este artigo do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, escrito em estilo de crônica no dia 16 de novembro de 1983, na "Folha de São Paulo", sintetiza de uma maneira brilhante - como ele sempre fez - a história do Brasil, recente para nós, mas futura para a época dele. (Dr. Plínio morreu no dia 03 de outubro de 1995) Vemos isto mais especialmente quando ele fala da criminalidade como a revolução social que marcha.
A crise nas penitenciárias brasileiras bem o demonstra. O personagem revolucionário criado por ele no artigo, em tom de insulto e provocação, diz: "À vista de tudo quanto eu disse, um governo consciente de suas obrigações tem por dever desmantelar a repressão e deixar avançar a criminalidade. Pois esta não é senão a revolução social em marcha. Todo assassino, todo ladrão, todo estuprador não é senão um arauto do furor popular. E por isto farei constar ao mundo inteiro que a explosão criminal no Brasil está sendo caluniada por reacionários ignóbeis. A criminalidade é a expressão deste furor justamente vindicativo das massas, que os sindicatos e a esquerda católica não souberam galvanizar."
Ocorreu-me isto tudo ao recordar que, numa noite destas, chegado ao termo o jantar, resolvi refletir sobre a situação nacional, atoleiro no sentido mais preciso e sinistro do termo. Febre? Pesadelo? O certo é que me senti subitamente em presença de um personagem muito real, de carne e osso… E eu, que tinha intenção de comunicar aos leitores o resultado de minhas lucubrações, fiquei reduzido a contar-lhes o que este personagem me disse.
O tal homem a-temporal me tratava de você, com uma certa superioridade que tinha seu tantinho de irônico e de condescendente. E, pondo em riste o indicador curto e pouco limpo da mão direita, como para me anunciar uma primeira lição, sentenciou: “Saiba que eu, o comunismo, fracassei neste sossegado Brasil. O PC é aqui um anão que dá vergonha. Por isso, evito de o apresentar sozinho em público. O sindicalismo não me adiantou de nada. Possuo muitos de seus chefes, mas escorre-me das mãos o domínio sobre suas bases bonacheironas (“pacifistas”, diria você). Entrei pelas Cúrias, pelas casas paroquiais, seminários e conventos. Que belas conquistas eu fiz. Mas ainda aí prosperei nas cúpulas, porém a maior parte da miuçalha carola me vai escapando. Noto, Plinio, sua cara alegre ante minha envergonhada confidência. Você me reputa derrotado. Bobão! Mostrar-lhe-ei que tenho outros modos de progredir.
— Você duvida? — Sim, eu duvidava.
Então ele levantou teatralmente, ao lado do dedo indicador, o dedo médio, um pouco mais longo e não menos rejeitável. E entrou a dar sua segunda lição.
“Começarei por um sofisma. Farei o que você não imagina: a apologia do crime. Sim, direi por mil lábios, através de mil penas, milhões de vídeos e de microfones, que a onda de criminalidade, a qual tanto assusta os repugnantes burgueses, raramente nasce da maldade dos homens. Nas tribos indígenas, os crimes são mais raros do que entre os civilizados. O que quer dizer que o crime nasce entre nós das convulsões sociais originadas da fome. Elimine-se a fome, desaparece o crime. Como, aliás, também a prostituição.
“Quem você chama de criminoso é uma vítima. Sabe quem é o criminoso verdadeiro? É o proprietário. Sobretudo o grande proprietário. Principalmente este é que rouba o pobre.
“Enquanto um ladrão de penitenciária rouba um homem, o proprietário rouba um povo inteiro. Seu crime social é de uma maldade sem nome!”
O delírio leva a muita coisa. Pensei em expulsar o jactancioso idiota. Mas o comodismo me manteve atolado em minha poltrona. Furibundo e inerte, deixei-o continuar.
Ele levantou o dedo anular, feio irmão dos dois que já estavam erguidos. E prosseguiu.
“Há mais uma “seu” Plinio. À vista de tudo quanto eu disse, um governo consciente de suas obrigações tem por dever desmantelar a repressão e deixar avançar a criminalidade. Pois esta não é senão a revolução social em marcha. Todo assassino, todo ladrão, todo estuprador não é senão um arauto do furor popular. E por isto farei constar ao mundo inteiro que a explosão criminal no Brasil está sendo caluniada por reacionários ignóbeis. A criminalidade é a expressão deste furor justamente vindicativo das massas, que os sindicatos e a esquerda católica não souberam galvanizar.”
Suspendendo o minguinho, miniatura fiel dos três dedos já em riste, meu homem riu. “Farei entrar armas no Brasil. Quando os burgueses apavorados estiverem bem persuadidos de que não há saída para mais nada, suscitarei dentre os que você chama “criminosos”, um ou alguns líderes, que saberei camuflar de carismáticos. E farei algum bispo anunciar que, para evitar mal maior, é preciso que os burgueses se resignem a tratar com aqueles que têm um grau de banditismo menor.
Vejo a sua careta. Você está achando a burguesia preparada para cometer mais esse erro. Tem razão. Assim se constituirá um governo à Kerensky, bem de esquerda. O dia seguinte será do Lênin que eu escolher.”
Levantei-me para agarrar o homem. Quando fiquei de pé, acabei automaticamente de acordar. Ou cessou a febre…
Escrevi logo quanto “vira” e “ouvira”, pois só até poucos minutos depois da febre ou do sono, tais impressões se podem conservar com alguma vitalidade.
Leitor, desejo que elas não lhe dêem febre. Se é que, antes de terminar a leitura, elas não lhe darão sono.
Este não será, em todo caso, um tranquilo sono de primavera. Mas estará em consonância com essa metereologia caótica dos dias aguados e feios com que vai começando novembro”.

Aumenta o número de fiéis que procuram o Santuário da Mãe do Belo Amor

É grande o número de frequentadores que todos os domingos vão assistir à Missa no Santuário da Mãe do Belo Amor. Localizado no sítio Páscoa, próximo às Guaribas, na zona rural de Crato, o Santuário da Mãe do Belo Amor  recebe, todos os domingos, grande número de fiéis que vão participar da missa semanal, celebrada pelo Pe. Sebastião Monteiro. Nos últimos domingos registraram-se até pequenos engarrafamentos de veículos, que procedem de cidades da Região Metropolitana do Cariri, cujos proprietários vêm participar da missa naquele templo.

O Decreto criando o Santuário da Mãe do Belo Amor

Com o objetivo de resgatar para a história, publicamos abaixo, o teor do Decreto 002/2016, de 1º de janeiro de 2016, de Dom Fernando Panico, criando o Santuário da Mãe do Belo Amor:

“DECRETO DE EREÇÃO CANÔNICA DO SANTUÁRIO DIOCESANO DA MÃE DO BELO AMOR
Dom Fernando Panico, MSC
Por mercê de Deus e da Santa Sé Apostólica,
Bispo Diocesano de Crato

Aos que este nosso Decreto virem ou dele tomarem conhecimento, graça e paz da parte de Deus.
     Uma das mais caras tradições católicas do Sul do Ceará é a devoção popular à pequena imagem da Virgem Maria conhecida sob a invocação de a Mãe do Belo Amor, cujo início retroage ao segundo quartel do século XVIII. Uma piedosa tradição oral divulga que essa imagem foi trazida – do Convento da Penha, de Recife (PE) – para o Vale do Cariri pelo frade capuchinho italiano Frei Carlos Maria de Ferrara, que veio catequisar os índios Cariris. Infelizmente, não existem documentos sobre a origem da imagem da Mãe do Belo Amor. Também não se sabe, ao certo, se essa pequena escultura já se encontrava no Sul do Ceará, antes de 1740, ano provável da chegada de Frei Carlos Maria de Ferrara, quando fundou a Missão do Miranda, embrião da cidade de Crato.
      Ressalte-se que, antes da chegada de Frei Carlos Maria de Ferrara já tinha o Vale do Cariri certa densidade demográfica, embora não possuísse ainda nenhum aldeamento ou povoado considerável, o que só veio a se formar após 1740. Mas é fato que a pequenina imagem da Mãe do Belo Amor foi venerada na humilde capela de taipa, coberta de palha, construída pelo citado frade, e que a devoção a esta invocação da Virgem Maria permanece até os dias atuais.
       Em anos recentes, para assinalar a entrada do século XXI, o nosso ilustre predecessor, Dom Newton Holanda Gurgel, quarto Bispo Diocesano de Crato, tomou iniciativa de construir – na colina do  sítio Páscoa, nas cercanias desta cidade de Crato, em território da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, da Batateira – uma igreja dedicado à Mãe do Belo Amor, como forma de reconhecimento aos favores concedidos pela Santíssima Virgem Maria, à população do Vale do Cariri. A construção do templo decorreu entre 1998 ao final de 1999.
   Esta pitoresca capela, durante a sua curta existência, sempre tem recebido – nos fins de semana– a afluência de fiéis, atraídos pela beleza do local onde o templo foi erguido, bem como pela veneração à invocação da Mãe do Belo Amor. Recentemente, esta capela e o terreno que a circunda foram cedidos, em forma de comodato, para a Comunidade Católica Filhos Amados do Céu, que se dedica à recuperação de pessoas toxidependentes. É de se supor que a afluência de visitantes, a esta capela, tende a aumentar cada vez mais pelos tempos futuros.
   Diante do que foi anteriormente mencionado, ocorreu-nos conceder a até agora capela, por tudo que ela representa o título de Santuário Diocesano da Mãe do Belo Amor, com todos os direitos e deveres próprios desta condição.
    Por tudo o que foi dito acima, hei por bem erigir canonicamente, nesta data, 1º de janeiro de 2016, o SANTUÁRIO DIOCESANO DA MÃE DO BELO AMOR, a teor dos cânones 1230 a 1234 do Código de Direito Canônico vigente, como meio de oferecer aos fiéis novos caminhos de espiritualidade para a vivência da fé no amor de Deus Uno e Trino e da Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus e dos homens. De acordo com os referidos cânones, em tempo oportuno, recomendo que sejam elaborados os Estatutos, a serem aprovados pela autoridade diocesana.
         Dado e passado na Cúria Diocesana de Crato, sob meu Selo e minhas Armas, no dia 1º de janeiro de 2016, data em que se comemora o Centenário de Instalação da Diocese de Crato.

Dom Fernando Panico, MSC
Bispo Diocesano

Armando Lopes Rafael
Chanceler do Bispado”

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