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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
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20 janeiro 2017

A sabedoria da Imperatriz Teresa Cristina



Nascida em Nápoles-Itália, em 14 de março de 1822, no berço da família Bourbon, Teresa Cristina chegou ao Brasil em 1843, com 21 anos. O casamento com D. Pedro II ocorrera por procuração, em 30 de maio daquele ano, na Real Capela Palatina, em Nápoles.
Em vida, ela foi chamada de “A mãe dos brasileiros”. Quase um século depois de sua morte, em 1998, ela foi homenageada com uma exposição no Museu Imperial de Petrópolis, e então tratada como “A imperatriz silenciosa”. Que segredo repousaria sob essa trajetória – de símbolo materno nacional a vulto enigmático – e que envolveria a figura de Dona Teresa Cristina, esposa de D. Pedro II (1825-1891), a terceira imperatriz do Brasil?
 Para que a aureola de sua esposa não fosse trocada pela coroa de espinhos, o Imperador Dom Pedro II aconselhou-a, com prudência e sabedoria, a limitar-se à sua dupla missão de esposa e mãe, e que nunca atendesse a pedidos de favores de quem quer que fosse, pois para cada pretendente servido haveria dúzias e centenas de pretensões malogradas.
A Imperatriz Dona Teresa Cristina assim o fez. Sempre que se atreviam a importuná-la com pedidos, dizia:
– Isso é lá com o Imperador.
........
Uma curiosidade: O nome da capital do Piauí, Teresina, é uma homenagem a Imperatriz Teresa Cristina. Ela teria intermediado junto ao Imperador Dom Pedro II, a ideia de mudança da capital da cidade de Oeiras, localizada no alto sertão e sempre assolada por secas periódicas, para outra cidade a ser construída ao lado do Rio Poti. Teresina é o início do nome TERESa, com o final de CristINA. Teresina foi a primeira cidade planejada que foi construída no Brasil.
Teresina, capital do Piauí

(Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier
 (postado por Armando Lopes Rafael)
             

Os Índios Tabajaras - Por: Emerson Monteiro

Eis um fenômeno da arte musical que merece relembrar, Os Índios Tabajaras, dupla de músicos de cordas nascida em terras do Ceará, no município de Tianguá, na Serra da Ibiapaba, nos anos de 1918, filhos do cacique Ubajara, que foi pai de 34 filhos. Eles dois, Muçaperê e Herundy, receberam os nomes que significam respectivamente terceiro e quarto na língua nativa.

Em 1962, obtiveram sucesso mundial com a interpretação do clássico mexicano Maria Elena, que, durante 14 semanas, nos Estados Unidos, e 17, na Inglaterra, ficou entre os discos mais vendidos, indo à margem de 1,5 milhão de cópias. Chegaram a gravar 48 discos LP e chegaram aos 10 mais vendidos entre os sucessos norte-americanos daquela época.

Juntamente com a família, trazidos pelo tenente Hildebrando Moreira Lima, em 1933, viveram em Crato, no sul cearense, daí se deslocando pelos estados de Pernambuco, Alagoas e Bahia durante três anos; auxiliados pelo então governador baiano chegariam ao Rio de Janeiro em 1937. No caminho, conheceram violeiros e cantadores das feiras nordestinas e adquiram uma viola velha, que principiaram sozinhos a dedilhar.

Na Capital Federal, seriam registrados como Antenor e Natalício Moreira Lima, uma alusão ao militar que lhes auxiliara. No ano de 1945, se apresentariam na Rádio Cruzeiro do Sul e logo seriam contratados da emissora. Viajariam pelo Brasil com bem sucedidas apresentações, enquanto buscavam aperfeiçoar o conhecimento musical e desenvolver o talento artístico. Iniciaram desse modo a carreira exitosa que os levaria, em 1957, a outros países latino-americanos, quais Argentina, Venezuela e México, até visitar os Estados Unidos, aonde regressariam em 1960 e galgariam as paradas de sucesso.

Estudavam com afinco tanto música erudita, quanto música popular. Natalício (Nato) se dedicou à técnica do solo; Antenor voltou-se à harmonia. Incluíram no repertório obras dos compositores reconhecidos, Bach, Albeniz, Villa Lobos, etc., que, somados aos clássicos do cancioneiro das Américas, lhes dotariam de fina habilidade e rigor instrumental. Ganhariam a mais justa fama e respeitabilidade entre os nomes principais da história musical brasileira, respeitáveis representantes que foram do que há de melhor entre seus grandes intérpretes.


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