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02 dezembro 2017

Ódio à classe média – por Sílvio Natal (*)

   Palavras textuais proferidas, em 2013, pela filósofa e professora da USP Marilena Chaui, petista troglodita de quatro costados: “Eu odeio a classe média! A classe média é o atraso de vida, a classe média é a estupidez; é o que tem de reacionário, conservador, ignorante, petulante, arrogante, terrorista.... É uma coisa fora do comum à classe média". 
   Essas insensatas e injuriosas palavras da petista foi dirigida a um público que a recebeu com gritinhos de aprovação, típicos dos dirigidos a estrelas do mundo pop e que tinha como espectador privilegiado o hoje mega-réu da Lava Jato, Lula da Silva, que de perto a aplaudiu, sorridente, concordando com aquela boçalidade louca. 
   Veio-me à lembrança esse episódio grotesco ao ler o editorial “A classe média no mundo e aqui” (“Estadão”, 29/11, A3), onde se expõe o crescimento “sem precedentes” desse segmento (classe média), em particular nos países emergentes, como a China e a Índia. Até 2024 estima-se em 4 bilhões o número de pessoas no mundo a desfrutar essa “estupidez arrogante” (como a filósofa Marilena Chauí se referia à classe média). Prevê-se que em 2030 o mercado global da classe média atinja a bagatela de US$ 64 trilhões (!), materializando-se assim um salto “nunca antes visto” na História deste planeta (valeu a comparação, Lula!) no quesito qualidade de vida. 
   Aduziria que está ocorrendo, paralelamente, uma redução (também sem precedentes) das pessoas que estão situadas abaixo da linha de pobreza, igualmente por conta da globalização e do abandono do credo marxista até mesmo por países como a China comunista. Mas tal progresso, adverte o editorial do Estadão, estará concentrado em outros quadrantes do globo, não aqui no Brasil – país que segue sendo presa de um marxismo reacionário, estúpido e terrorista, o qual, malgrado todos os estragos que já causou à “Pátria amada, mãe gentil”, segue firme e forte, trazendo aos pobres mais e mais companhia, ou seja, produzindo e aumentando a miséria e a estagnação. Mas sejamos otimistas.   
   Quem sabe, dia desses, cai a ficha desses dinossauros amantes de Cuba e Venezuela, saudosos dos gulags da finada União Soviética e dos tenebrosos tempos do Muro de Berlim...?
(*) Sílvio Natal – E-mail: silvionatal49@gmail.com

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