xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 06/01/2017 - 07/01/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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30 junho 2017

Mar de sonhos - Por: Emerson Monteiro

Enquanto arrastamos os corpos pesados de matéria neste patamar daqui de baixo, lá dentro habitam todos de nós que ainda desconhecemos até a possibilidade que exista de ser assim. Inconsciente, é ele o portal das maravilhas. Lado sombrio do passado em forma de memórias múltiplas, equivale à banda escura da Lua das nossas consciências medíocres. Quantos e tantos só imaginam o que haverá de infinito a pernoitar bem aqui dentro da alma da gente, nas malhas douradas do Inconsciente, portal das maravilhas.

Os que chegam a visitá-lo voltam, qual Aladim, Platão, Hobbit, Lázaro, revelam tamanhas abstrações inigualáveis que os comuns mortais torcem-lhes a cara e seguem de olhos baixos nos tabuleiros da dúvida, feitos animais selvagens da bruxa da ignorância, certos na incerteza de saber que nada sabem. Aqueles aventureiros corajosos do mar desconhecido insistem, pois, a contar o que viram, porém cientes do quanto distantes perseguirão a velocidade da luz, janelas fechadas da acomodação escuro do medo.

No entanto resta o território dos sonhos a desvelar a fim de salvar das iniquidades a população dos humanos. Ali vivem os super-heróis, os deuses, os mitos, as nereidas, os silfos, os elfos, os gnomos; milagres; profecias; sétimo céu de todas as bênçãos religiosas; o perdão, a humildade, a compreensão; os gênios do absoluto; os doutos da justiça, do amor; os contadores de histórias; os brincantes; os saltimbancos; as fadas; as crianças prodígio; a reencarnação; os reinos de perfeição; os santos; os poetas; os faquires; os doidos; vivem juntos no mesmo país, em clima de alegria e festa o calendário inteiro dos eternos sonhos. E o tal reino carregamos aonde formos, bem no cerne do coração. Ele, nele, o Inconsciente vivo que somos nós.

Um Rei para o Brasil: será essa a solução para a crise?


Em períodos de crise política, surgem campanhas de todo o tipo defendendo mudanças na forma de    governo. Nesta terça-feira, a Sputnik conversou com o médico Rodrigo Siqueira Rocha Dias, autor da proposta de restauração da monarquia no país, que está em tramitação na Comissão de Direitos  Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal (CDH).
De acordo com o​ ​projeto popular​ apresentado por Rodrigo, por ser o presidencialismo brasileiro corrupto  e corruptor, "a implantação da monarquia tiraria o viés partidário das decisões de Estado, garantindo a    isonomia do mesmo, ao mesmo tempo em que as funções de governo permaneceriam com os   representantes eleitos pelo povo, com um menor custo ao erário público". Foi com base nesse  pensamento que quase 30 mil pessoas manifestaram apoio à ideia, que, se for aprovada pela CDH,   passará a tramitar no Senado.
Mas seria mesmo essa a melhor solução para os problemas políticos do  Brasil? Em entrevista à Sputnik, Rodrigo Siqueira Rocha Dias, também conhecido como Rodrigo Brasileiro,   disse que o país vive em crise "desde o golpe republicano", há 128 anos. Segundo ele, os problemas  políticos vividos durante todo esse período mostram que o modelo adotado, do presidencialismo, não  deu certo no país e, por esse motivo, precisa ser mudado.
Dados da Transparência Internacional indicam que dos dez países menos corruptos no mundo, sete   são monarquias: Dinamarca, NovaZelândia, Suécia, Noruega, Holanda, Luxemburgo e Canadá. Para   autor da proposta de implantar esse sistema no Brasil, a mudança poderia até não acabar com a  corrupção, mas tornaria a prática bem mais difícil.  der, muita coisa mudou de lá pra cá. Segundo ele, na época da consulta, o país tinha   acabado de sair de uma cláusula pétrea que censurava as monarquias e não permitia a organização do   movimento monarquista, ao mesmo tempo em que o povo acabava de passar por um longo período de    ditadura.
Para Rodrigo, havia grande esperança de que o modelo republicano ainda pudesse dar certo,    entre outros fatores.  "Hoje, a gente já tem outro cenário. A gente já tem a rede social, a internet, que é uma forma de divulgar   informação. Tanto que é na ​rede social​ ​que o movimento monarquista está se estruturando", disse ele,    destacando que isso ocorre mesmo sem capital, sem patrocínio.
"Como é uma forma mais democrática e que admite mais expressão e participação popular, isso   nibe os atos de corrupção, que, na nossa República, são extremamente endêmicos", opinou.   Além da questão da corrupção, Rodrigo Brasileiro também acredita que os valores gastos com a    manutenção de um monarca o poder seria bem inferiores aos que são gastos atualmente com a presidência.
Por exemplo, a preside​nte ​Dilma Rousseff ​custou o dobro da rainha da Inglaterra. E, além de a gente   ter esse gasto extremamente elevado com a chefia de Estado, muito mais caro do que na Inglaterra, a   ente sustenta ex-presidentes. O Brasil gasta por ano R$ 3,3 milhões, em média, para sustentar  ex-presidentes. Só a presidente Dilma Rousseff, que nem chegou a completar seu segundo mandato, foi   aposentada com gasto anual de R$ 1 milhão. Na verdade, o que é caro é a República. A monarquia é   muito mais barata." 
Em 1993, o Brasil realizou um plebiscito no qual a população preferiu manter a República em vez de   retornar à monarquia. Mas, para o defensor da proposta que tem como objetivo levar um monarca de   volta ao poder, muita coisa mudou de lá pra cá. Segundo ele, na época da consulta, o país tinha acabado de sair de uma cláusula pétrea que censurava as monarquias e não permitia a organização do movimento monarquista, ao mesmo tempo em que o povo acabava de passar por um longo período de  ditadura.
Para Rodrigo, havia grande esperança de que o modelo republicano ainda pudesse dar certo,  entre outros fatores.  "Hoje, a gente já tem outro cenário. A gente já tem a rede social, a internet, que é uma forma de divulgar   informação. Tanto que é na ​rede social​ ​que o movimento monarquista está se estruturando", disse ele,  destacando que isso ocorre mesmo sem capital, sem patrocínio. "Mesmo assim, a gente está conseguindo uma penetração dentro da sociedade".

Fonte: https://br.sputniknews.com/brasil/201706278744142-volta-monarquia-brasil/ 
Postado por Armando Lopes Rafael

Graças a Deus! - Por: Emerson Monteiro

Sim, mostre que Ele tem poder. Dê-lhe graças. Quando pedir, confie. Aceite. Receba de bom grado a que Ele vem lhe atender. Todo poder vem de Deus, e em seu nome será exercido. Soberano, eterno, infinito, prevalece diante de tudo quando há e a qualquer tempo diante da Eternidade. Ausência de dúvida, estabelece as bases da existência e nos fornece os elementos de compreensão suficientes à formação da consciência da Verdade. Vive na essência e nas manifestações da essência. Vontade pura, razão absoluta, sentimento da excelência, o Amor. Mistério mais profundo e a simplicidade das flores. A leveza dos ventos. O doce das frutas. O amargor das sementes. Luz das formas e silêncio dos desaparecimentos. Nada e Tudo. A coerência dos movimentos, santidade dos credos e beleza mais bela.

Quanta riqueza que há sob os olhos e no íntimo da imaginação, isso lhe pertence por direito e contrição. Longe dos apegos, jamais deixa de criar. Seja santo, que santo é Deus, e de Deus aceite suas mesmas orações, pois a Si, a Ele são dirigidas. Receba o que pede, seja justo no que peça, e tranquilize o coração, morada do divino. Acalme pensamentos e viva os melhores sentimentos, a fim de habitar sempre a pátria da sinceridade.

Nas vilas, na floresta, no deserto... Nos astros, no etéreo, no impossível... Rastros de Deus trazem todas as respostas a todas as perguntas. Na aceitação do conforto das almas, no abismo, na distância... No furor das tempestades, nas secas mais cruéis, no choro e na paz, na presença dos ideais, na justiça e no parlamento... Sentir Deus, eis motivo único de viver aqui no Chão. Trazê-lo ao pódio das intenções e torná-lo santo à medida que quisermos acrescentar felicidade ao gesto de revelar perfeição. Mostre que Ele tem poder, sim. Seja, exista, desvende o valor da Consciência.

29 junho 2017

Síntese da história do Crato -- por Armando Lopes Rafael



O Vale do Cariri
A cidade do Crato está localizada numa das regiões mais bonitas do Nordeste brasileiro: o Vale do Cariri, Sul do Estado do Ceará. A maioria dos historiadores opina que o povoamento deste vale pelo colonizador branco começou no início do século XVIII, ou mesmo no findar do século XVII. Atraídos pela fertilidade do solo, exuberância da vegetação e abundância dos mananciais d’água existentes nestes rincões, criadores de gado provenientes da Bahia e Sergipe del Rey trouxeram a esta região seus rebanhos e aqui construíram os primeiros currais. No Cariri eles já encontraram os primitivos habitantes da região, os indígenas da etnia cariri, espalhados por diversas aldeias, que emprestaram seu nome para denominar esta região.

Como tudo começou
Por volta de 1741, surgem os primeiros registros de um aldeamento dos índios Cariús, pertencentes ao grupo silvícola Cariri. Era a Missão do Miranda, fundada por Frei Carlos Maria de Ferrara, religioso franciscano, nascido na Itália. Este frade ergueu, no centro da Missão, uma humilde capelinha de taipa (paredes feitas de barro) coberta com folhas de palmeiras, árvores abundantes na região. O santuário foi dedicado, de maneira especial, a Nossa Senhora da Penha, a São Fidelis de Sigmaringa e à Santíssima Trindade. Em volta da capelinha, ficavam as palhoças dos índios. Estes, além de cuidarem das plantações rudimentares, recebiam os incipientes ensinamentos da fé católica, ministrados por Frei Carlos. Aos poucos, nas imediações da Missão, elementos brancos foram construindo suas casas. Era o início da atual cidade do Crato. Não padece dúvidas de que o fundador do Crato foi o Frei Carlos Maria de Ferrara.

Vila Real do Crato
Em 21 de junho de 1764, a Missão do Miranda foi elevada à categoria de Vila, tendo seu nome mudado para Vila Real do Crato, em homenagem à homônima existente no Alentejo português. Com isso se cumpria o Aviso de 17 de junho de 1762, dirigido pela Secretaria dos Negócios Ultramarinos ao Governador de Pernambuco. Mencionado aviso autorizava o governador a criar novas vilas no Ceará, recomendando, entretanto, substituir a denominação dos povoados com nomes de localidades existentes em Portugal. A partir daí, a Vila Real do Crato foi trilhando a senda do processo civilizatório, sempre inspirado no que vinha de bom do Reino, ou seja, do que chegava da metrópole portuguesa. A marca do pioneirismo passaria a caracterizar a existência do Crato, como veremos nas linhas seguintes.
Catedral de Nossa Senhora da Penha - foto de Dihelson Mendonça

Anseios libertários
No primeiro quartel do século XIX, a Vila do Crato já se sobressaía entre as congêneres interioranas do Nordeste brasileiro. Residiam na vila, ou nas suas adjacências, famílias abastadas, possuidoras de patrimônio amealhado quase sempre, à custa das fainas agrícolas. Alguns jovens dessas famílias tinham o privilégio de aperfeiçoar seus conhecimentos em escolas da longínqua capital da Província de Pernambuco. Para lá se deslocavam, em longas e penosas viagens que duravam semanas. Sempre feitas em lombo de animais. Alguns desses estudantes retornavam ao torrão natal impregnados de ideias libertárias, assimiladas nas sociedades secretas, existentes em Olinda e Recife. Sonhavam esses jovens com um Brasil independente da metrópole portuguesa. Alguns iam mais longe. Acalentavam o sonho de mudar a forma de governo, substituindo - num eventual Brasil soberano - a monarquia pela experiência republicana já testada nos Estados Unidos da América e França.
Esses sonhos libertários resultaram no primeiro confronto ideológico ocorrido no Cariri. Os liberais eram liderados pelo subdiácono José Martiniano de Alencar, estudante do Seminário de Olinda e adepto dos princípios republicanos e laicos da Revolução Francesa de 1789. Foi este jovem enviado pelos líderes da Revolução Pernambucana de 1817, para deflagrar o processo revolucionário no conservador Vale do Cariri. Num gesto audaz e corajoso, no dia 3 de maio de 1817, José Martiniano de Alencar proclamou do púlpito da Matriz do Crato a independência do Brasil, sob o regime republicano. A contrarrevolução veio rápida. Oito dias depois, Leandro Bezerra Monteiro, o mais importante proprietário rural do Cariri, dotado de profundas e arraigadas convicções católicas e monarquistas, pôs termo ao sonho do jovem José Martiniano de Alencar. Os revolucionários foram presos e enviados para as masmorras de Fortaleza e posteriormente para as de Salvador, na Bahia. Entre os prisioneiros estavam Tristão Gonçalves de Alencar Araripe e Dona Bárbara de Alencar, irmão e mãe de José Martiniano. Após sofrerem as agruras das prisões, por cerca de quatro anos, os revolucionários cratenses foram anistiados pela autoridade real. Por sua lealdade à Monarquia, Leandro Bezerra Monteiro, foi agraciado, pelo Imperador Dom Pedro I, com o posto de Brigadeiro, o primeiro a ser concedido no Brasil.

Um herói chamado Tristão
Em 1824, eclode nova revolução republicana em Pernambuco denominada "Confederação do Equador". Este movimento uniu algumas lideranças das províncias de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, descontentes com a Constituição outorgada pelo primeiro imperador brasileiro, Dom Pedro I. O movimento repercute intensamente no Crato. Tristão Gonçalves de Alencar Araripe aderiu, com todo entusiasmo e idealismo, à Confederação do Equador. Em 26 de agosto daquele ano, foi ele aclamado pelos rebeldes republicanos como Presidente do Ceará. Entretanto a reação do Governo Imperial foi implacável. As instruções para debelar o movimento eram assim sintetizadas: "(...) não admitir concessão ou capitulação, pois a rebeldes não se deve dar quartel". Debelado o movimento restou a Tristão Araripe duas alternativas: exilar-se no exterior ou morrer lutando. Escolheu a última opção.
Nas suas pelejas, Tristão colecionou vários inimigos. Dentre eles um rancoroso proprietário rural, José Leão da Cunha Pereira. Este utilizou um seu capanga, Venceslau Alves de Almeida, para pôr fim à vida do herói da Confederação do Equador no Ceará. Tristão Araripe faleceu, em 31 de outubro de 1825, combatendo o grupo armado de José Leão, na localidade de Santa Rosa, hoje inundada pelas águas do Açude Castanhão. Morreu como queria: pelejando, graças a Deus!

O mártir da monarquia
O Cariri continuou, durante algum tempo, dividido entre simpatizantes da ideologia republicana e adeptos da Monarquia. O confronto dessas ideias foi motivo de contendas as mais variadas. Joaquim Pinto Madeira era o que poderíamos chamar de "caudilho". Rico proprietário rural e chefe político da Vila de Jardim era por índole um afeiçoado às coisas da Monarquia. Foi fundador da sociedade secreta "Trono do Altar", que defendia a monarquia absoluta. Lutou ele, ativamente, contra os promotores dos movimentos libertário-republicanos da Revolução Pernambucana de 1817 e da Confederação do Equador de 1824. Após a derrota da família Alencar, em 1817, coube a Pinto Madeira, à época ocupando o posto de Capitão de Ordenança, conduzir até a cidade de Icó os 20 malogrados presos políticos. Provavelmente, durante o percurso, esses prisioneiros sofreram humilhações por parte do caudilho. O que era esperado, face ao temperamento belicoso de Pinto Madeira.
Em 1831 o imperador Dom Pedro I abdica do trono brasileiro e volta para Portugal, onde toma o nome de Dom Pedro IV. Os adversários de Pinto Madeira aproveitaram esse acontecimento para dele se vingar. Acuado, o caudilho, com a ajuda do vigário de Jardim, Padre Antônio Manuel de Sousa, armou cerca de dois mil homens, a maioria com rudimentares espingardas, e invadiu o Crato, em 1832, para dar caça aos seus inimigos liberais. Dizem que de tanto abençoar as espingardas dos jagunços e, na falta destas, dar bênçãos a cacetes (pequenos bastões de madeira) o Padre Antônio Manuel de Sousa ficou conhecido como "Padre Benze-Cacetes". Pinto Madeira e o Vigário Manuel foram vitoriosos no Crato, mas logo começaram a sofrer reveses. Terminaram por se render ao General Pedro Labatut, um mercenário francês que atuava no Brasil, desde as lutas pela independência. Presos, ambos foram enviados para Recife e depois para o Maranhão. Pinto Madeira retornou preso ao Crato, em 1834, onde, num júri parcial - composto por antigos inimigos seus - foi condenado à forca, sentença posteriormente comutada para fuzilamento, em face de o réu ter alegado sua patente militar de Coronel.
"Morreu virilmente Pinto Madeira. Conta a tradição, ouvida por mim desde menino, que momentos antes do fuzilamento, ofereceu-lhe um lenço, para que vedasse os olhos, um dos seus mais implacáveis inimigos. Recusou o condenado a oferta (...) Durante anos a fio, fez-lhe promessas o rude povo do sertão, considerando-o um mártir, isto é um santo?".
(Cfe.Irineu Pinheiro, "Joaquim Pinto Madeira" Imprensa Oficial do Ceará. Fortaleza, 1946, página 21).
 Centro de Crato

Um sonho não concretizado: Crato capital do Cariri
Já em 1828, a Câmara de Vereadores do Crato encaminhava representação ao Governo mostrando a oportunidade de criação da Província do Cariri Novo. Não foi atendida nessa pretensão. A ideia voltou à tona, em 14 de agosto de 1839, quando o senador José Martiniano de Alencar, do Partido Liberal, apresentava no Senado do Império do Brasil projeto de lei cujo artigo 1º dizia textualmente: "Fica criada uma nova província que se denominará Província do Cariri Novo, cuja capital será a Vila do Crato".
Os demais artigos desse projeto de lei tratavam sobre os limites geográficos da nova unidade do Império do Brasil que incluíam municípios do sul do Ceará e os limítrofes das Províncias da Paraíba, Pernambuco e Piauí. Com a ascensão do Partido Conservador ao poder, o projeto de lei não prosperou. Anos depois, através do jornal "Diário do Rio de Janeiro", voltava o senador Martiniano de Alencar a defender sua ideia de criação da Província do Cariri. Tudo ficou só num sonho.

O pioneirismo do Crato
As brigas fratricidas ficam para trás. Em 1855, a 7 de julho, é fundado no Crato o primeiro jornal do interior do Ceará. Trata-se do semanário "O Araripe" cujo proprietário é o jornalista João Brígido dos Santos, ligado ao Partido Liberal. No último quartel do século XIX, a população do Crato já não se ocupa das brigas políticas. A sociedade cratense volta suas vistas para conquistas no campo da educação que perduram até os dias atuais. Em 1874, o primeiro bispo do Ceará, Dom Luiz Antônio dos Santos, atendendo à sugestão de um filho do Crato, Padre Cícero Romão Batista, fixa residência temporária nesta cidade, com o objetivo de construir um Seminário, a funcionar como um suplementar do Seminário Episcopal, existente na sede da diocese, Fortaleza, distante cerca de 600 Km do Cariri. Em 1º de março de 1875, ainda de forma precária, o Seminário São José do Crato é colocado em funcionamento.
Em 8 de dezembro de 1908, o vigário Pe. Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, convoca as autoridades e lideranças da cidade, com o objetivo de solicitar ao Bispo do Ceará encaminhar a Santa Sé o pedido de criação da diocese do Crato. É formada uma comissão com as lideranças e os notáveis da terra para os trabalhos preparatórios da nova diocese.
Em 20 de outubro de 1914, o Papa Bento XV, através da Bula "Catholicae Ecclesiae", cria a diocese do Crato, a primeira do interior do Ceará. Em 10 de março de 1915, o vigário Quintino é preconizado primeiro bispo da nova igreja particular. A partir de então, diversas iniciativas da Diocese do Crato são responsáveis pelo surto de progresso sentido na cidade. Uma delas a criação, em 1921, da primeira instituição de crédito do Sul do Ceará, o Banco do Cariri, que presta grandes benefícios ao comércio e à lavoura da região.
Em 1922, Dom Quintino torna-se o pioneiro do ensino superior, no interior do Ceará, porquanto dota o Seminário São José de Curso Teológico. Este, subdividido em Curso de Filosofia, feito em dois anos, e Curso de Teologia, em quatro anos, proporciona ao novo presbítero receber no Crato a licenciatura plena. Dom Quintino planta, assim, a semente germinativa da Faculdade de Filosofia do Crato (criada em 1959) que foi, por sua vez, o embrião da atual Universidade Regional do Cariri (URCA), criada em 1986. Esta universidade leva a instrução superior in loco à vasta área do Estado do Ceará. E recebe no Crato alunos residentes nos Estados do Piauí, Paraíba e Pernambuco. Hoje, o Crato é um dos mais importantes polos do ensino universitário, no Nordeste brasileiro.

Encerremos com outro registro. Em 1946, há mais de sessenta anos, quando não se fala em ecologia ou biodiversidade, o Crato é palco de nova ação pioneira. Através do Decreto n° 9.226 de 02 de maio de 1946, o Governo Federal cria a primeira reserva florestal do Brasil. Trata-se da Floresta Nacional do Araripe, que tem boa parte da sua reserva encravada no Município do Crato. Constituída por mata primária, clima ameno, além de possuir boa variedade de fauna e flora nativas, fontes naturais, pequenas grutas e fósseis, a Floresta Nacional do Araripe vem permitindo a pesquisa científica, recreação e lazer, educação ambiental, manejo florestal sustentável e turismo.
É o Crato pioneiro. Sempre à frente dos acontecimentos futuros...

Texto: Armando Lopes Rafael , historiador.

"Coisas da República": faltou dinheiro para emissão de passaportes (por Armando Lopes Rafael)


A informação é oficial: A suspensão da emissão de passaportes provocou reações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal declarou que a situação é constrangedora e disse que o Governo Federal  sabia que o dinheiro para confecção dos passaportes era insuficiente.
A  Polícia Federal disse que suspendeu a emissão de passaportes porque chegou no limite do gasto autorizado pela lei orçamentária para a confecção dos documentos e que vai esperar uma decisão do governo para solucionar o problema.
Noutras palavras, a República brasileira – a cada dia mais – deixa um péssima imagem do seu caos perante as demais nações do mundo.
A solução? Aprovar o pedido de plebiscito sobre o referendo pela restauração da Monarquia Constitucional Parlamentar no Brasil, após receber muito mais do que os 20 mil apoios necessários, transformou-se em uma sugestão legislativa, e já foi enviada à apreciação da Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, Senadora Regina Sousa (PT-PI).
Agora, é imprescindível que os monarquistas votem SIM na chamada Sugestão Legislativa no 18 de 2017, e que peçam que seus familiares, amigos e colegas também votem e divulguem a sugestão, difundindo o ideal monárquico entre brasileiros de todas as camadas da sociedade. Também é de vital importância que os signatários dessa sugestão legislativa entrem em contato com os Senadores representantes de seu Estado, assim como seus Deputados Federais e partidos, fazendo pressão na Comissão que analisará o pedido popular.

Contamos com o apoio de todos os brasileiros para restaurar o nosso Brasil!

Vote SIM na Sugestão Legislativa no 18 de 2017 copie o endereço abaixo e cole no “Google” aderindo à ideia do plebiscito.
http://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=129306

E veja como seriam os novos passaportes  brasileiros que substituiriam o atual com a estrela da "republiqueta".

27 junho 2017

O barqueiro de Dante - Por: Emerson Monteiro

No livro A divina comédia, obra-prima de Dante Alighieri, ao canto III, tocam os Poetas as portas do Inferno, lá onde terríveis palavras se acham postas logo no vestíbulo, ao encontro das almas dos que não foram fiéis a Deus. Depois chegam ao Aqueronte, onde avistam Caron, o barqueiro infernal que transporta à outra margem os danados que serão submetidos ao suplício. Nessa hora, treme a terra, lampeja uma luz, e Dante cai sem sentidos.

Ele, ali, o barqueiro da outra margem, conduz as almas dos condenados ao castigo da Eternidade, culpados pela consciência enlameada na ilusão pecaminosa. Derradeira paisagem de olhos assim tostados, apenas desmancham, no abandono, pálidas saudades largadas ao chão, quais máscaras do perjúrio, e aceitam do inevitável a lembrança para sempre naquilo que haveriam de ser, porém jamais que fossem, na opção dos espúrios condenados. Submersos, pois, na escuridão, já afrouxam a carne infeliz depositada às ondas do Mar da Morte e sua solidão definitiva. Deixai, ó vós que entrais, toda a esperança, diz o letreiro visto à porta.

Aqueles destinos arbitrados na ribeira do outro lado regressam apenas ao pó donde nunca daí foram tirados, mas oportunidade bem tiveram, e jogaram fora ao sabor dos retalhados enxofres. Enquanto isto, o velho barqueiro cumpre o furor da perdição de os levar, no cumprimento das sentenças. De olhos tristes, Caron segue o curso, na profissão dos executores das penas, gesto próprio de almas obedientes, a rever no dia tantos que o barco transportara, que nem desgosto disto poderia ter. Eis a entrega dos desvalidos aos lucros amargos das trevas que lhe fora determinado tutelar, naquela missão dos extremos, nos portais do Inferno.

E Dante ouve em si as notícias do esquecimento dos liquidados ausentes: Como no outono a rama principia \ as flores a perder té ser despida, \ dando à terra o que à terra pertencia... 

(Ilustração: Inferno, de Botticelli).

25 junho 2017

Há um mosteiro na alma - Por: Emerson Monteiro

Espécie de silêncio e luz, na poesia existe a filosofia no seu estado mais puro. Passos dos corredores de mosteiro imaginário, tangem os dias feitos pastores de ovelhas que representam nuvens de céu imenso, o teto da humana consciência. Bichos que deslizam pelo céu ao sabor do vento. São as hora
s, os meses, séculos, universos, todos pertencentes ao rebanho das vagas deste mar de sacrifícios. No meio disso, alguns animais racionais vez em quando estiram o pescoço a sorrir, quais nunca fossem também cair no abismo sofisticado de firmamento aberto logo ali adiante.

A gente rezava, comia, dormia, acordava, transava, trabalhava, viajava, porém vivos adormecidos provisórios; lesmas dos rochedos da Eternidade; borboletas dos jardins abandonados; visagens de antigos castelos de sonhos de outras dimensões. Contudo submersos no desejo inexistente da imortalidade. Tudo corre, entretanto, pelo trilho estreito de quem vai primeiro e quem vai depois, tais filas incomunicáveis de seres indiferentes, uns pisando os outros, feitos cavalos selvagens. Importam nada as feridas, os desalentos. Embriagados no prazer, avançam inconscientes rumo do desaparecimento posterior no mistério.

Lá dentro, todavia, impera uma ordem original. Monges cautelosos suportam a ignorância dos seres cá de fora, sabendo, no entanto, que haverão de acertar as contas do que destruíram no afã de conhecer a liberdade que a Ciência lhes ofereceu de mãos abertas. Ninguém desconfie que escapara impune aos desmandos praticados. Só ter calma, e os acertos virão no momento aprazado. Porquanto o tribunal de si mesmo segue seu curso natural. Mais cedo, menos tarde, o anjo da balança comparecerá na cena trazendo o lenço que lhes enxugará as lágrimas diante da misericórdia do autor da Criação.

Elas, as ovelhas, regressão ao aprisco sob o princípio da necessidade que determina a existência viva nos corredores da alma, construção de antiguidade remota, antes de quando nem saber disso a gente avaliava um dia vier a conhecer na própria pele.

Relembrando Dom Vicente Matos -- por Antônio Correia Lima (*)

   Já disse e vou dizer de novo: nos idos de 1982, eu trabalhava como caixa do Supermercado Bazar 13, no Shoping Center Ibirapuera, os mais chic do país, nesta época. Dom Vicente foi atendido no caixa ao lado do meu e eu não tive a coragem de cumprimentá-lo por pura timidez da minha parte.         
   Até hoje me lamento por não ter tido a coragem de falar com ele, pois, sei que ele iria ficar muito contente.
   Boa parte da sociedade cratense foi muito ingrata com  Dom Vicente, e quem tem bigode branco, como eu, sabe do que estou falando.
(*) Antônio Correia Lima é historiador e editor do Jornal da Ponta da Serra.

Para 81% dos brasileiros, Joesley deveria ter sido preso, diz Datafolha

Fonte: Folha de S.Paulo, 25-06-2017
De acordo com o levantamento, 64% dos entrevistados acham que Procuradoria agiu mal ao fazer acordo com irmãos Batista; 83% dizem que Michel Temer está envolvido
O acordo de colaboração premiada que a Procuradoria-Geral da República fechou com os donos da JBS, ao prever multa, mas não a prisão dos delatores, foi mal recebido por 64% da população, mostra pesquisa Datafolha.
Outros 27% dos entrevistados afirmaram que o Ministério Público agiu bem ao firmar o acordo, por meio do qual os irmãos Joesley e Wesley Batista entregaram supostas provas e nomes sem serem denunciados criminalmente.
De acordo com o levantamento, 81% dos brasileiros disseram que os irmãos Batista deveriam ter sido presos pelos crimes que confessaram e 14% acham que não.
Em que pesem as críticas ao acordo em si, o envolvimento direto do presidente Michel Temer (PMDB) nos escândalos de corrupção revelados restou comprovado para 83% da população.
Para 6%, o peemedebista não teve participação direta e 11% não souberam dizer.
A pesquisa Datafolha foi realizada de 21 a 23 de junho com 2.771 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Joesley Batista gravou secretamente uma conversa que travou com Temer tarde da noite em março, no Palácio do Jaburu, em um encontro fora da agenda oficial.
O áudio, entregue como prova da delação, é uma das bases do pedido de inquérito sobre o presidente que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal.
Temer deve ser denunciado nesta semana sob acusação de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça.
O trecho mais ruidoso da conversa se refere ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Janot afirma que, durante o encontro com Joesley, Temer deu aval para a compra do silêncio do ex-congressista. Temer nega.
Ao fechar o acordo com a PGR, os irmãos Batista se comprometeram com o pagamento de R$ 110 milhões cada um. Uma operação cambial bem-sucedida da empresa na sequência da revelação dos áudios despertou ainda mais críticas.
Sem denúncia formal, os delatores não correm risco de serem submetidos a medidas impostas a outros delatores da Operação Lava Jato como ir para a prisão ou usar tornozeleira eletrônica.
Aos irmãos Batista foi permitido que fossem para os Estados Unidos e pudessem manter o controle das empresas do grupo.

24 junho 2017

A revolução interior - Por: Emerson Monteiro

Ser de direita ou de esquerda, hoje, virou traste de antigamente. Isso aconteceu há bem pouco tempo, menos de 50 anos, quando vieram abaixo muros e experiências do século XX que demonstraram a fraqueza do caráter humano em desenvolver projetos ideais de transformação sócio-política, que redundaram em profundos fiascos e custos elevados nos termos de possibilidades práticas dos estudos econômicos. Foram decepções cruciais da renovação coletiva. Venceram, ao final, os interesses próprios. Mera prostituição dos valores morais que devoraram tanto idealismo de gerações inteiras.

Daí, continuidade dos sistemas de poder só adotou mediocridade e corrupção por norma de governo, e o neoliberalismo inglês invadiu palácios e cocheiras, independentemente das cores das bandeiras tremulando em um mundo de castas e mercados. Rússia, China, Cuba, Alemanha, Japão, nações que experimentariam modelos outros de administração dos destinos de Estado, agora professam credo único de governança em que prevalece o interesse das minorias detentoras das finanças, e os demais segmentos que respondam pela força de trabalho para alimentar o monstro Moloc.

Frustraram todas as grandes teorias de mudanças imaginadas pelo gênio filosófico, apenas matéria de sala de aula nas escolas distantes da atualidade real. Tão só memória de sonhos, resta dizer com todas as letras.

E o velho ser humano, inventor das hegemonias dos paraísos sociais, persiste estrada afora no sentido da Eternidade. Fazer o quê, senão viver consideravelmente? Responder ao desafio da espécie que se alimenta das outras espécies, movida pela sanha mineral dos combustíveis fósseis? Nisso conta a sinceridade: De dentro dos tais protótipos embrutecidos, virá, sim, a grande transformação que se deseja aos milênios, ora solapada no lucro da miséria, da ambição e do egoísmo.

Existirá o direito de realizar mundo melhor. Nada de fugir a título de enterrar no tempo os atores do heroísmo da felicidade. Pois habita, nas cavernas da consciência, o antídoto que vencerá a ilusão de poder. Esta a verdadeira revolução de que falam os místicos. Encetar em si o mistério do sentimento e concretizar, neste Chão do coração, os valores infinitos da Ética universal.

Coisas da República: Há 50 anos, Brasil deixava de ser "Estados Unidos do Brasil"


A Constituição que passou a vigorar em 1967, durante o regime militar sob o comando do general Arthur da Costa e Silva, abandonou o antigo nome que datava da proclamação da República.Há 50 anos, o Brasil deixava de usar o nome oficial "República dos Estados Unidos do Brasil", que perdurava oficialmente desde 1891, época da primeira Constituição republicana do país.
O Brasil já teve 7 Constituições e em São Paulo lançaram a campanha pela confecção da 8ª Constituição, que seria "parlamentarista". Nem isso salvará o fracasso da República.
Mas voltemos à 6ª Constituição, a penúltima. A mudança foi estabelecida com a entrada em vigor da Constituição brasileira de 1967. Elaborada pelo regime militar sob o comando do general Arthur da Costa e Silva, ela entrou em vigor em 15 de março daquele ano. O documento foi denominado simplesmente como "Constituição do Brasil", ao contrário das versões republicanas anteriores, que apresentavam o nome "Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil" ou "Constituição dos Estados Unidos do Brasil".
Em 1969, uma emenda reconfigurou o texto de 1967, que passou a se chamar Constituição da República Federativa do Brasil, nome que permaneceu na elaboração da Constituição de 1988, que está em vigor hoje. Em 1968, uma lei estabeleceu a substituição do nome "Estados Unidos" por "República Federativa" em símbolos nacionais, em brasões e selos oficiais.

Perdurando por quase 75 anos, os "Estados Unidos do Brasil" eram o sucessor do monárquico "Império do Brasil", estabelecido pela Constituição de 1824 e que vigorou até 1889. Ao usar "Estados Unidos", a Constituição de 1891 procurava explicitar a postura do novo regime republicano, que deu fim ao Estado unitário que vigorava no Império. O documento promoveu a descentralização política e uma nova relação entre o poder central e as antigas províncias do país, que passaram a se chamar Estados e conquistaram mais autonomia. O modelo foi inspirado na Constituição dos Estados Unidos da América.
À época, a grafia de Brasil ainda era "Brazil" - isso só mudou com um decreto em 1931.
Os "Estados Unidos" permaneceram nas constituições de 1934, 1937 e 1946. Apenas a Carta autoritária de 1937, apelidada de "polaca" pela semelhança com a Constituição Polonesa de 1935, alterou levemente o nome, denominando o país como "Estados Unidos do Brasil", retirando a palavra "república" - que voltaria em 1946.
Jornais da década de 1960 revelam que não houve muita discussão sobre os motivos do abandono do nome "República dos Estados Unidos do Brasil".
O país vivia então sob o regime militar. Segundo o jurista José de Almeida Melo, autor do livro Direito Constitucional do Brasil, os militares queriam evitar que o nome oficial fosse confundido com o dos EUA. Outras fontes apontam que o governo militar queria assinalar uma mudança radical com o passado e salientar as mudanças pela qual o país passava.
Antes da independência, o Brasil foi chamado Terra de Santa Cruz, Vice-Reino do Brasil e Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, e até mesmo Pindorama (pelos índios), entre outros nomes.
Apesar de ter saído de cena há 50 anos, o nome Estados Unidos do Brasil foi objeto de uma gafe do senador e ex-ministro das Relações Exteriores José Serra. Em 2012, durante uma entrevista, Serra se referiu ao país como "Estados Unidos do Brasil". Ao ser corrigido pelo entrevistador, perguntou: "Mudou?"
Abaixo, a primeira bandeira republicana do Brasil
que durou apenas 4 dias

A República envergonhada

Em viagem oficial à Europa, o Presidente da República, Michel Temer, tem passado por situações no mínimo constrangedoras.

Na Rússia, o Presidente Vladimir Putin o presenteou com quatro cartas escritas, ninguém mais, ninguém menos, do que pelo Imperador Dom Pedro II ao então Czar da Rússia. É interessante lembrar que, anteriormente, o então Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, havia presenteado a ex-Presidente Dilma Rousseff com a primeira página de um jornal toda dedicada à visita do nosso segundo Imperador aos Estados Unidos, em 1876.
Estariam esses mandatários estrangeiros adotando uma postura de ironia ao presentear dois Presidentes, afundados em acusações de corrupção e índices de aprovação popular próximos de zero, com relíquias ligadas ao Imperador que entrou para a História como o maior estadista brasileiro, profundamente amado até hoje por seu povo?
Mas os constrangimentos de Temer não pararam por aí. Na Noruega, a Primeira-Ministra Erna Solberg disse, em coletiva de imprensa, tendo o mandatário a seu lado, esperar que a Operação Lava Jato faça uma “limpeza” no quadro político. A Noruega, uma Monarquia Constitucional, está entre as 10 nações mais democráticas e menos corruptas do mundo, de acordo com índices internacionais. Já Temer – assim como todos os nossos ex-presidentes vivos – enfrenta uma série de acusações de corrupção, bem como boa parte dos membros do Congresso Nacional.
Tudo isso nos faz lembrar um caso amplamente noticiado em 1993, quando o então Presidente Itamar Franco, assustado com a expansão do voto monárquico no Plebiscito daquele ano, mandou retirar de seu gabinete no Palácio do Planalto um quadro retratando o Imperador Dom Pedro I, e o “trocou com toda pressa” por um busto do Patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada e Silva, a fim de “exorcizar” aquele crescimento.
Tendo em vista a eclosão do apelo popular pela Restauração Monárquica, será que o quadro do Imperador retornou às paredes palacianas?

(Publicado originalmente no facebook do Pró Monarquia)
Imperador Dom Pedro II

22 junho 2017

"A praça dos nossos sonhos" - Por: Emerson Monteiro

Este o título de livro lançado no Instituto Cultural do Cariri, em Crato, no dia 19 de junho de 2017, da autoria de Carlos Eduardo Esmeraldo e Magali de Figueiredo Esmeraldo. São recordações preciosas e guardadas com carinho, a mitigar a sede dos muitos que lhes virão conhecer de perto.

Quanta saudade viva mora bem ali no passado, e que só a boa literatura disso fala de cátedra, enquanto mantém aceso o fulgor de felicidade que a tantos representam, iniguais momentos da real felicidade.  Qual bem disse Machado de Assis, em Dom Casmurro: Mas saudade é isso, o passar e repassar das memórias antigas.

Nas tardes frias das ausências destroçadas, nascem as palavras felizes de Carlos e Magali, a dizer intensamente da geração de que sobrevivem, sedentos da oportunidade oferecida pela literatura, arautos das variantes de si e dos povos, quais missionários de contar e soldados que amam o fazer com paixão seu ofício.

Espelhos abertos, pois, daquele passado que agora refazem no desejo valioso de preservar a qualidade dos instantes mágicos, guardam nos textos o sentimento que os produz, na arte do elaborar das letras.

Viagens, perfis, episódios, apreensões, mundos distantes no tempo das origens, inesperados, anedotário, costumes, registros fundamentais do grupo social, tudo dentro de cuidado técnico de jamais perder aspectos que restariam largados às malhas do esquecimento.

Páginas inteiras de revivescências vindas à tona sob o preceito de acreditar no sabor das lembranças mantidas no amor e no estilo. Os dois, marido e mulher, agora integram, por isso, esse bloco seleto dos memorialistas do Cariri da segunda metade do século XX.

Nosso mundo disporá, também, da qualidade destes bons escribas a lhe reservar capítulo especial nas histórias pessoais com que leram seu mundo, de importância a toda prova.

Assim, diante desse livro de fragmentos pinçados de passados narrados com eficácia, rendemos reconhecimento ao enlevo dos tantos leitores privilegiados de receber A praça dos nossos sonhos, numa edição da Editora Mentor, de Crato, Ceará, palco dos seus acontecimentos.

Crato: Comunidade do Gesso reivindica iluminação


Desde de 2014  os moradores da comunidade do Gesso vem reivindicando da Prefeitura Municipal do Crato iluminação pública para lugar. Na época o documento assinado pelos moradores foi encaminhado para a coordenadoria  de Gestão Energética e Iluminação Pública do Município.  

Esse ano, a comunidade encaminhou abaixo-assinado ao prefeito municipal solicitando novamente que fosse colocado luz no lugar onde foi construída a quadra esportiva que será inaugurada nesta quarta-feira, dia 21. 

Conforme o documento, a iluminação na Quadra contribuirá para o uso do equipamento no período noturno, tendo em vista que durante o período matutino ficará inviável por conta da ausência de cobertura. Os moradores destacam ainda que proporcionará a ocupação de todo o largo como espaço de integração, ludicidade e interação comunitária e intercomunitária, tendo em vista, que pelo período noturno, pela baixa luminosidade o fluxo de pessoas no local é reduzido. É enfatizado no documento, que a ação colaborará  para uma cultura de paz e otimizará a autoestima da população, bem como irá   contribuir  para  segurança do lugar.

Por: Moisés Rolim
Colaborador - Parceria com o site NewsCariri



19 junho 2017

Calmo, porém ligado - Por: Emerson Monteiro

Nestes tempos de entregas e delações premiadas, quando baixou uma crise de consciência em meio a indefinições dos destinos políticos, tanto do País, quanto do resto do Planeta, o cidadão médio segue seu curso natural de trabalho e organização, conquanto tem contas a pagar e vidas a viver. As notícias, que parecem antigas, nem mais representam escândalos, de tão rotas e banais, por mais graves que sejam. Aquilo de quem conhecia previamente anda nas alturas dos donos do poder. Espécie de bufões contratados e bem pagos a fim de cumprir os papéis da cena, há que mostrar serviço e haver mudança de seleção por parte dos eleitores logo nas eleições próximas, sob pena de deixar o adversário gostar do jogo e o povo amargurar ainda mais as mesmas derrotas do passado.

Bom, mas o que nos significa responder aos tais enigmas e contradições dos que fazem uma nação aceitar de braços cruzados as oportunidades valiosas dos turnos eleitorais e oferecer cheques em branco aos velhos fregueses da coisa pública, num total desconhecimento do que seja democracia e o valor do voto? Isso que se repete desde que o Brasil é república. Esperar de quem, vez que o direito de escolha é conquista da grande população?

Seriedades mil exigem a seleção das lideranças no transcorrer da história. Exemplos sobram de desmandos praticados e de quem responderá friamente nas barras dos tribunais. O que parecia tão simples, a escolha dos estadistas de valor e lançá-los ao comando das massas, depois de séculos acrescenta muito pouco em termos de aprimoramento das instituições democráticas.

No entanto, o tempo reclama atitudes mínimas de coerência do cidadão para consigo próprio. Buscar o exercício da responsabilidade no trato das seleções, que seja o princípio de grandes transformações com vistas ao futuro da cidadania, sobretudo nas mãos dos eleitores e partidos políticos.

HOJE - Blog do Crato em Festa ! - Lançamento do livro "A Praça dos nossos sonhos" no Instituto Cultural do Cariri


Colaboradores do Blog do Crato lançam livro hoje, dia 19 de junho, segunda-feira, no Instituto Cultural do Cariri.



Os autores Carlos Eduardo Esmeraldo e Magali Esmeraldo lançam hoje, dia 19 de junho às 19h no Instituto Cultural do Cariri, o livro: 'A Praça dos nossos sonhos", escrito pelo casal, e que se compõe de inúmeras histórias sobre a sua vida, "causos", e fatos ocorridos na cidade de Crato. O trabalho foi gestado durante os 12 anos em que os autores são também assíduos colaboradores do Blog, através da postagem de centenas de histórias, crônicas e comentários. No evento, a palavra de diversas pessoas da sociedade Cratense, noite de autógrafos, bem como reportagens e entrevistas com os participantes .O Blog do Crato estende o convite a todos os caririenses que apreciam a leitura de um bom livro. Definitivamente, recomendado !

Por: Dihelson Mendonça.
www.blogdocrato.com




18 junho 2017

Lições de solidão - Por: Emerson Monteiro

E perguntar a si, diante dos limites da dor, onde achar as respostas inevitáveis do resistir a qualquer custo. (Lembrar as angústias de Castro Alves em face dos sofrimentos da escravidão (Deus, ó Deus, onde estás que não respondes. Em que mundo, em que estrela Tu te escondes, embuçado nos Céus?) Dor em tudo; dói a vida, dói pensar, resistir, imaginar; até sorrir, que dói Só dói quando rio, qual diziam as charges de O Pasquim, na década de 60.

No entanto, que outro jeito senão viver, amar, e ser feliz, bem feliz diante da dor, por maior que seja ela. Solver intensamente o cálice da Salvação, tal fez Jesus no caminho do Calvário, perante a solidão cósmica no rumo do Pai Eterno, a lhe aguardar logo à frente, pelos braços abertos da cruz, e depois, no terceiro dia, na abertura dos Céus que o receberam. Guiado através das sendas da Luz, abraçou a paixão no martírio de demonstrar aos demais, que somos nós, como ultrapassar a barreira da transcendência e desvendar, sem temor, o mistério da Eternidade.

Enquanto aqui percorremos as veredas da angústia, do desgosto e da ilusão, por vezes, inebriados na própria ignorância e lançados às turbas da inutilidade, vemos esses dias tão parecidos a desfilar no limbo os trilhos da desigualdade humana; hienas a gargalhar no som dos mambos tecnológicos e séculos sucateados. Ninguém que veja ninguém, no passar desses quadros de fita dos filmes de antigamente.

Erguer aos Céus, pois, o petitório das seitas, gritos lancinantes frutos das agressões dos que ferem o silêncio e deixam um clamor de fera ferida vagando pelos ares. Todos bem desejam aplacar a fúria da solidão que invade a alma. Aços em brasa lhes rasgam as carnes. Quanta distância ainda resta ao Poder Magnânimo e que haveremos de percorrer até a Paz chegar ao coração? Olhos fixos lá longe, nas barreiras do destino, apenas sonham ver, de uma vez e para sempre, o nascer infinito deste Sol.

17 junho 2017

Maduro resiste na Venezuela porque chavistas temem vingança da população -- por Demétrio Magnolli

   A Venezuela entra, rapidamente, na lista de Estados falidos, em meio a sinais de uma guerra civil de baixa intensidade. Uma maioria esmagadora pede o fim do regime violento, mafioso, de Maduro. A camarilha chavista, porém, engaja-se no golpe da "Constituinte comunal", a desvairada tentativa de implantar um poder absoluto. Por que, face à catástrofe, Maduro recusa uma transição constitucional, por meio do referendo revogatório ou da antecipação de eleições presidenciais? A resposta não tem mistério: os chavistas temem o espectro da vingança.

   O sistema democrático assegura a alternância pacífica de poder porque elimina da cena o medo da vingança. Contados os votos, o perdedor congratula o vencedor, reconhece publicamente o resultado e transita para a oposição. Mesmo em episódios de crise aguda, como o impeachment, a lei é cumprida: a presença de um Judiciário independente garante que o novo governo não ameaçará a liberdade, ou a vida, dos derrotados. No Brasil, o PT gritou "golpe!", mas circunscreveu sua irresponsabilidade ao palco do teatro político: Dilma, afinal, não chamou os militares para proteger um governo legal ameaçado, nem (ufa!) acorrentou-se ao Planalto, em gesto dramático de resistência cívica.

   Nas tiranias, o medo da vingança complica as transições políticas. Hitler só adotou a "Solução Final" quando concluiu que rumava para a derrota militar. O extermínio de todos os judeus do Reich aparecia, aos olhos dos nazistas, como a realização de um objetivo nacional supremo e como uma apólice de seguro contra a retaliação. Longe desse caso extremo, regimes autoritários só cedem pacificamente o poder mediante acordos de transição capazes de dissolver a sombra da revanche. Da "anistia irrestrita" brasileira à "comissão da verdade" sul-africana, contratos de impunidade total ou condicional persuadiram os ditadores a renunciar ao Palácio. O chavismo jamais abdicará sem algo assim.

   Circula, na Europa e América Latina, um inédito manifesto de "intelectuais de esquerda" que denuncia, com anos de atraso, o "caráter autoritário" do regime de Maduro. O texto destina-se a sanitizar as preciosas biografias dos signatários, entre os quais encontram-se antigos adoradores da "revolução bolivariana", como o português Boaventura de Sousa Santos, o brasileiro Chico Whitaker e o peruano Anibal Quijano. Contudo, cumpre involuntariamente uma função útil, acelerando a divisão nas fileiras chavistas. Nicmer Evans, líder da Maré Socialista, corrente dissidente desde a morte do caudilho, assina o manifesto internacional. A procuradora-geral Luisa Ortega, uma fiel histórica, rompeu com o regime. Olly Millán, Hector Navarro e Ana Osorio, ex-ministros de Hugo Chávez, saltaram para a dissidência. A cisão interna é um elemento crucial na transição, pois dela emergem interlocutores viáveis para um acordo.

   Maduro descreve seu regime como um "movimento cívico-militar". A cúpula das Forças Armadas, componente vital do chavismo, mantém-se leal porque extrai rendas milionárias do negócio da distribuição de alimentos importados e, especialmente, pelo temor da vindita. Mas, refletindo a inquietação na oficialidade e entre os soldados, o general Alexis Ramírez renunciou à chefia do Conselho de Defesa Nacional. Sair agora é uma forma de comprar segurança no mercado futuro.
Desenham-se as condições para a negociação da transição. De fato, ao conservar encarcerados líderes relevantes da oposição, o regime opera sob a lógica da troca de reféns, visualizando a hipótese de um intercâmbio político. A saída, que depende de um acordo entre os atores venezuelanos, não prescinde da mediação diplomática. É hora de dissipar o espectro da vingança, garantindo aos chavistas um lugar seguro no jogo da democracia. Se o Brasil tivesse um governo, não seria missão impossível.

Marcas da felicidade - Por: Emerson Monteiro

Ouvi, sim, no meio daquela noite, o tropel contundente de um carroção a percorrer o silêncio. Acordado de chofre, o som sacudiu meus ossos no estranho tocar de rodas do calçamento de pedra. Algo dizia que já ouvira antes o som do que passava. Tal fosse o emissário dos resultados destas vidas, tangido pelo homem idoso dos dias, conduziu consigo o animal de carga que arrastava o carro da justiça, na missão de recolher restos de infelicidade que ficaram no passado. Espécie de emissário do Eterno das gerações, responsável pelo que executava com determinação, levava no transporte escombros de tudo que restara, sonhos desfeitos e ilusões perdidas.

Dali adiante, saudades antigas não precisavam mais. Hora de mistérios vivos acendeu o céu do horizonte de lâminas intenso e puro brilho, claro forte da luz das estrelas na fria madrugada de junho. Adeus ao medo e à solidão. As incertezas doutras eras sumiram lá fora, na neblina que se desfez nos vastos limpos do dia. Foram secas as dores do parto da felicidade, disso testemunhavam. Depois de outro tempo, cicatrizes viraram só sinais de esperança e paz. Sabores de ausências desaparecem do íntimo, e a alma cresce pouco a pouco.

Aquele carroção das dores partidas percorria de volta o caminho do calvário e levava a bem longe tudo quanto o homem velho transformara nas idades de transformação e consciência.  Degrau por degrau, o antigo sofrimento palmilhara o curso de vencer a ignorância e aceitar ser feliz, dominar os instintos da matéria e revigorar as forças do coração reanimado.

Itinerário da beleza, reviveu o pleno direito de sonhar novas possibilidades, espécie de dever da natureza em amar quem sofreu, sinais de desmonte da espécie no lenitivo bom de tantos e em todo lugar. O tropel das incertas multidões agora simplesmente trescala festa e alegria, no sorriso doce dos que nascem de dentro da noite na graça da  viva Salvação.

16 junho 2017

Prefeituras de Juazeiro do Norte e Barbalha já têm serviços para mostrar

Juazeiro vai revitalizar a Praça Padre Cícero
A obra mais impactante acontecerá na Praça Padre Cícero, que passará por uma grande reforma. O prefeito Arnon Bezerra diz que as cidades são como as mulheres: precisa se cuidar delas para ficarem bonitas.
Reforma da Praça Padre Cícero será inspirada na antiga praça dos anos 60
   A Prefeitura de Juazeiro do Norte, por meio da Secretaria de Infraestrutura (SEINFRA), reforma e constrói praças no Município. Desde o início da gestão, duas praças já passaram por recuperação e outra foi construída no Bairro Lagoa Seca. Uma das principais acontecerá na Praça Padre Cícero, onde o projeto prevê reformulação, resgatando traçado original, dos anos 60 e 70. O Prefeito Arnon Bezerra pretende entregar a obra pronta até o mês de dezembro deste ano, e afirma que o espaço vai se tornar um dos mais belos do Estado do Ceará, tornando-se uma referência turística.
   Outra aquisição será a reativação do relógio que fica na torre central da praça, que voltará a funcionar. Serão adquiridos novos bancos, lixeiras e piso, o terminal de ônibus será realocado e o espaço passará a ser uma rua com lanchonetes e restaurantes, que irá abranger três quarteirões e acomodar os vendedores que atualmente ficam sobre a praça. O projeto é amplo e conta com parte do recurso angariado através da Caixa Econômica Federal (CEF) e outra parte do Governo do Estado, totalizando R$ 4,5 milhões.

Barbalha: Um prefeito competente que enfrenta e resolve os desafios
(Ao lado o novo escudo de Barbalha. Adaptado à heráldica pelo atual prefeito)
O prefeito Argemiro Sampaio apresentou aos barbalhenses as ações e projetos desenvolvidos nos primeiros 100 dias de gestão. O ato aconteceu na noite do último dia 10, no Cine Teatro. Após detalhar a dívida do Município – mais de R$ 22 milhões, ao tomar posse, mostrou-se otimista e pronto para mudar Barbalha. Somente em projetos cadastrados nos Ministérios são cerca de R$ 15,6 milhões e em emendas parlamentares mais R$ 4 milhões, basicamente para serem aplicados em saúde e infraestrutura.
Argemiro citou outros números importantes para o Município e fatos que marcaram este começo de governo, como o fim da greve da Saúde, com quase 2 anos de duração; o reajuste de 7.6% aos professores, enquanto o Governo do Estado deu apenas 2%; abertura da Escola de Tempo Integral e de creches. Destacou também o aumento de 70% nas vagas para a Educação Infantil, o retorno de mais de 3 mil alunos às salas de aula, este ano; e o transporte gratuito para os universitários.
O prefeito deu ênfase ao fato de Barbalha ter sido o primeiro município do Ceará a pagar o precatório do Fundef a mais de 2 mil professores, injetando mais de R$ 15 milhões na economia local. Citou, ainda, as articulações para a vinda de recursos aos Hospitais, que resultaram na liberação de R$ 11 milhões, anualmente. Na oportunidade, fez agradecimentos a parlamentares cearenses que teem contribuído, efetivamente, não só neste caso dos hospitais mas também com a alocação de verbas para o Município.

E o Crato?
O Crato continua igualzinho ao final da desastrosa administração do prefeito Ronaldo Gomes de Matos – o “fenômeno”. No centro, muitas calçadas esburacadas pela destruição que foi feita há mais de ano para implantar o acesso aos portadores de cadeira de roda. Ficou só a buraqueira.
O projeto “Zona Azul”, que há dez meses foi desativado, e há seis meses o novo prefeito anunciou que será novamente criado, não saiu do papel. Imagine: se uma medida tão pequena não foi resolvida,  como serão solucionados os grandes problemas de uma cidade com mais de 130 mil habitantes?
O estacionamento para veículos no centro de Crato virou um caos diário. Reclamações é o que se ouve todos os dias. E a população já não tem esperança de que este simples projeto -- tão simples --  seja mesmo solucionado...
(Postado por Armando Lopes Rafael)

15 junho 2017

Colaboradores do Blog do Crato lançam livro dia 19 de junho, segunda-feira, no Instituto Cultural do Cariri

O Blog do Crato estende o convite recebido a todos os caririenses que apreciam a leitura de um bom livro

Coisas da República:o caos deixado no governo do Estado do Rio de Janeiro -- por Newton Faro Guimarães

O Estado do Rio completou seis meses de atraso no pagamento do 13.º salário de 2016. 
São mais de 230 mil servidores, entre ativos, aposentados e pensionistas, que não receberam o abono natalino, porém o reajuste dos valores não está garantido, razão pela qual, a partir de agora, além de cobrar o que é devido pelo governo do Rio aos servidores de diversas categorias, querem garantir também a correção monetária sobre o período de atraso, direito previsto na Constituição estadual, que determina ao governador pagar a correção monetária sobre o que for pago com atraso. 
 Cabe ressaltar que o governador Luiz Fernando Pezão já assinou o aumento da alíquota para 14% do Rio Previdência, dos servidores ativos e aposentados, mesmo com repúdio dos servidores do Estado, que estão sem receber os salários de abril e maio, e o 13.º de 2016.  

(*) Newton Faro Guimarães newtonfaro@yahoo.com.br

Enquanto isso, o ex-governador Sérgio Cabral pode ficar preso por 20 anos 
Fonte: Revista VEJA
  
Preso desde novembro do ano passado, o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), tem se revelado imbatível em quebrar recordes. Nenhum político brasileiro tornou-se alvo de tantas ações penais (ele cravou dez) na operação Lava-Jato. Até agora também não apareceu ninguém que teve o próprio bolso tão generosamente irrigado pelo propinoduto — os procuradores recuperaram mais de 300 milhões de reais em quinze contas no exterior que, embora em nome de doleiros, são de Cabral.
   Na última terça 13, ele deu mais um passo em direção ao topo do ranking da vergonha. O juiz Sérgio Moro o condenou a 14 anos e dois meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. “Ainda tem muita coisa para vir por aí”, antecipou a VEJA um procurador envolvido nas investigações no Rio de Janeiro. O desenrolar de novos fios do engenhoso esquema de corrupção fluminense aponta para contratos selados entre o governo e empresas de comunicação e prestadores de serviços nas áreas de saúde e educação.
                                                                                                                                                                                                                                                                                               

Sousa Leão – o mais “aristocrático” dos bolos brasileiros

   Essa receita tipicamente pernambucana foi criada por D. Rita de Cássia Sousa Leão Bezerra Cavalcanti, esposa do Cel. Agostinho Bezerra da Silva Cavalcanti, para ser servido ao Imperador Dom Pedro II, quando de sua visita à Província de Pernambuco, no final de 1859, ocasião em que ficou hospedado no Engenho do Moreno (no município de mesmo nome), propriedade da família Sousa Leão.
   O Bolo Sousa Leão é considerado o mais “aristocrático” dos bolos brasileiros; e diz a tradição que só deve ser servido em pratos de porcelana ou cristal. Ele é tão apreciado em Pernambuco, onde é considerado um prato típico, que recebeu o título de Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado, outorgado pela Lei 13.428/2008.
A mais recente edição de nosso boletim, “Herdeiros do Porvir”, a número 48, referente aos meses de janeiro, fevereiro e março do corrente, traz uma extensa matéria sobre a visita do Imperador Dom Pedro II e da Imperatriz Dona Teresa Cristina, acompanhados de suas filhas, a Princesa Imperial Dona Isabel e a Princesa Dona Leopoldina, às Províncias ao norte da capital do Império, entre o final de 1859 e o início de 1860.
 O Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, experimentou, na Sede Social da Pró Monarquia – Casa Imperial do Brasil, em São Paulo, a pedidos de um grupo de monarquistas do Estado de Pernambuco, o tradicional Bolo Sousa Leão, elaborado seguindo a receita original pela Sra. Hayley Ribeiro de Barros Rocco, que Sua Alteza muito apreciou.

Postagem original no facebook do "Pro Monarquia". Postado neste Blog por Armando Rafael

Oração pelo Brasil (por Dom Fernando Arêas Rifan*)

                                                                           
        Hoje celebramos com toda a Igreja a solenidade de Corpus Christi, isto é, do SS. Corpo e Sangue de Cristo, presente na Santíssima Eucaristia.
        Por que se dá tanta importância a esta solenidade? Porque “a Eucaristia é o coração e o ápice da vida da Igreja, pois nela Cristo associa sua Igreja e todos os seus membros a seu sacrifício de louvor e ação de graças oferecido uma vez por todas na cruz a seu Pai; por seu sacrifício ele derrama as graças da salvação sobre o seu corpo, que é a Igreja. A Eucaristia é o memorial da Páscoa de Cristo: isto é, da obra da salvação realizada pela Vida, Morte e Ressurreição de Cristo, obra esta tornada presente pela ação litúrgica. Enquanto sacrifício, a Eucaristia é também oferecida em reparação dos pecados dos vivos e dos defuntos, e para obter de Deus benefícios espirituais ou temporais” (C.I.C. nn.1407, 1409 e 1414).
        A Eucaristia, nas suas três dimensões, Sacrifício da Missa, Comunhão e Presença Real, é o ápice e a fonte de todo o culto e da vida cristã, por ela é significada e se realiza a unidade do povo de Deus, e se completa a construção do Corpo de Cristo...” (Direito Canônico cân. 897).
        Esse tesouro de valor incalculável, a Santíssima Eucaristia, foi instituído por Jesus na Última Ceia, na Quinta-feira Santa. Mas, então, na Semana Santa, a Igreja estava ocupada com as dores da Paixão de Cristo. Por isso, na primeira quinta-feira livre depois do tempo pascal, ou seja, amanhã, a Igreja festeja com toda a solenidade, com Missa e procissão solenes, Jesus Cristo, vivo e ressuscitado, presente sob as espécies de pão e vinho, na Hóstia Consagrada.
   Nesta solenidade do Corpo de Deus, a Igreja do Brasil, através da sua Conferência Episcopal, convoca a todos para uma Jornada de oração por nossa pátria, uma oportunidade para que os cristãos prestem esse serviço ao país nesse momento de tantas incertezas, corrupção e injustiças. E nos lembra o pedido do Papa Francisco: “Reconhecemos a necessidade de rezar constantemente pela paz, porque a oração protege o mundo e o ilumina. A paz é o nome de Deus”.
A oração recorda que a verdadeira paz começa no coração de cada um. “Estamos indignados diante de tanta corrupção e violência que espalham morte e insegurança. Pedimos perdão e conversão. Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil! Vivemos um momento triste, marcado por injustiças e violência. Necessitamos muito do vosso amor misericordioso, que nunca se cansa de perdoar, para nos ajudar a construir a justiça e a paz, em nosso país. 
   Vosso Filho, Jesus, nos ensinou: ‘Pedi e recebereis’. Por isso, nós vos pedimos confiantes: fazei que nós, brasileiros e brasileiras, sejamos artesãos da paz, iluminados pela Palavra e alimentados pela Eucaristia. Vosso filho Jesus está no meio de nós, no Santíssimo Sacramento, trazendo-nos esperança e força para caminhar. A comunhão eucarística seja fonte de comunhão fraterna e de paz, em nossas comunidades, nas famílias e nas ruas. Seguindo o exemplo de Maria, queremos permanecer unidos a Jesus Cristo, que convosco vive, na unidade do Espírito Santo. Amém!”

  (*) Dom Fernando Arêas Rifan, *Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

14 junho 2017

A escuridão e a luz - Por: Emerson Monteiro

Questão por demais, neste chão, saber por que não se nasce logo limpo, inteiro, bom, quando o Criador bem poderia haver feito todos a nível. Neste momento, cabe um estudo gramatical dos dois por quês (porquês).

No segundo caso, do porquê junto, seria pedir a resposta-explicação disso, de ter vindo assim ainda enxovalhado, precisando de reparo nos aspectos morais de criatura, em busca da perfeição de onde um dia proviemos. Se criados de quem o somos, Senhor da perfeição absoluta, por qual motivo também não já viéssemos perfeitos. Nascidos das mãos do Autor da perfeição, seria pedir muito que isto houvesse acontecido? Por que razão?

A razão desse motivo vem na resposta seguinte, ao primeiro por quê, a que finalidade não viemos já perfeitos de tudo e em tudo.

A consideração dos tais argumentos de quais razões nos trouxeram aqui em estado bruto e não de santos, puros, perfeitos, significa exatamente isso, de a gente também participa da obra da Criação. No objetivo de contribuir com o todo universal e gravar em nós esse itinerário da nossa realização pessoal. Noutras palavras, somar à luz mais luz, a que ora poderemos acender em nossos corações. - Brilhe vossa luz - , afirma o Divino Mestre.

O porquê junto é a explicação do por quê afastado a fim de unirmos os dois eus que carregamos estrada afora no prumo da Salvação. E os místicos vêm isto ensinar, essa atitude necessária da conciliação da sombra e da luz em nós. Eis a participação infinita das individualidades no seguimento de construção da Natureza. Ego e eu, portanto, são o mesmo ente. As divisões, conflitos pessoais, coletivos, as guerras, nada mais representam que os cascalhos da ignorância e clamor de transformação.

Quando falam as religiões cristãs que Jesus vem nos salvar, ao perecer na cruz do Calvário, Ele demonstra na própria vida que haveremos de vencer as fraquezas da matéria e galgar a glorificação do mundo dentro de cada pessoa.

13 junho 2017

Um primeiro comício - Por: Emerson Monteiro

Eram as eleições municipais de 1988 em Crato. Eu integrava a chapa de candidatos a Vereador da coligação PDT\PTB, sendo um dos nomes do PDT.  O candidato a Prefeito, Humberto Mendonça; ao seu lado, Rubens Almino, o candidato a Vice-Prefeito.

Aquela seria minha primeira manifestação em comício, no Alto da Penha. Palco armado, bandeirolas tremulando ao vento do início de noite, os manifestantes contratados agitando faixas e bandeiras, o Trio Nortista esquentando o público na animação do forró autêntico, fogos disparando, o povo aos poucos se aproximando, luzes intensas, o que me lembrava dos primeiros comícios que presenciara no tempo de menino, em campanhas políticas memoráveis. O clima tinha tudo que acendesse meus sonhos de democracia, vividos na militância de esquerda desde a adolescência.

Sentia emoções suficientes a oferecer o melhor naquela oportunidade. E trazia comigo até as palavras com que abriria minha fala de cinco minutos bem contados. Nisso, me chamam ao microfone, e revivi no juízo a expressão que aprendera de uma música de Sérgio Ricardo, mote do que preparara do discurso, daí soltando o verbo no auge dos sentimentos:

- A praça é do povo como o céu é do condor, já dizia o Poeta dos Escravos lutador – respirei fundo e continuei cheio de vontade: - Outro poeta dizia que até o mar se levanta, que até o mar se levanta, quando na praça em festa é o povo quem canta!

Naquela hora, achando mesmo que iria abafar, emocionado até dizer chega, notei logo embaixo, vindo de dentro da multidão, um homem assim meio puxando fogo, sacudindo as mãos, a gritar com força:

- Doutor, fale mais baixo, que ninguém tá entendendo é nada que o senhor tá querendo dizendo.

Mais que um bande de água fria, ali apagou o sonho de eloquência, me trazendo de volta à realidade, o que só deu tempo de fechar o discurso pedindo que, se não quisessem votar em mim, que escolhessem qualquer dos outros da legenda, e fui saindo antes até de gastar o tempo que me fora previsto do discurso.

(Ilustração: Sérgio Ricardo - Festival da Record, década de 1960).

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