xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 03/01/2017 - 04/01/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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31 março 2017

Marechal Deodoro, um pseudo republicano – por Laurentino Gomes (*)

Aparentemente, Deodoro da Fonseca derrubou a monarquia mais por ressentimentos pessoais do que por convicções ideológicas. Pelo menos é isso que indica a correspondência que ele trocou um ano antes com o sobrinho Clodoaldo Fonseca, aluno da Escola Militar de Porto Alegre.

Integrante da chamada “mocidade militar” liderada por Benjamin Constant e ardoroso defensor da república, Clodoaldo escreveu uma carta ao tio em meados de 1888 na qual expressava suas ideias. Deodoro reagiu contrariado. “República no Brasil é coisa impossível porque será uma verdadeira desgraça”, respondeu o marechal. “Os brasileiros estão e estarão muito mal educados para republicanos. O único sustentáculo do nosso Brasil é a monarquia. Se mal com ela, pior sem ela”.

Em outra carta, pouco depois, o marechal recomendou ao sobrinho: “Não te metas em questões republicanas, porque República no Brasil e desgraça completa é a mesma coisa; os brasileiros nunca se prepararão para isso, porque sempre lhes faltarão educação e respeito”. Essas cartas demonstram que, até as vésperas do golpe contra o império, em Quinze de novembro de 1889, o fundador da República não era republicano.

(*) Laurentino Gomes, é escritor e jornalista, autor da trilogia 1808, 1822 e 1889, sobre a História do Brasil no Século 19.

ADEUS ELEIÇÕES! - Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Ah que saudades das eleições do passado! Anos cinquenta, quando os eleitores eram tratados como reis pelos coronéis da UDN e PSD, num passado não muito distante. Apesar do "coronelismo", do voto de cabresto, em que até os defuntos "ressuscitavam", havia mesa farta no almoço do dia das eleições. Época de amplo respeito ao resultado das urnas. Quem ganhava assumia. O PSD passou muitos anos longe do poder em nosso município, creio que mais de doze anos, sem jamais recorrer ao "golpe", ao "caixa dois", bem como a outras práticas tão em voga nos tristes dias de hoje. 
      
Lembro-me bem da movimentação alvoroçada nos dias de eleição, pois a disputa entre os blocos partidários era intensa e quase sangrenta. Mas terminado o pleito, voltava a cordialidade entre os integrantes de partidos opostos, todos se confraternizando como verdadeiros e cordiais amigos.     

Será que ainda veremos alguma eleição neste país? Baseado nos inúmeros anúncios dos "usurpadores" do poder, com suas "jamantas" carregadas de "sacos de maldades", somos avisados claramente de que não haverá eleições presidenciais, pelo menos nos padrões que atualmente conhecemos. Pois aquele político  que deseja ser eleito numa eleição direta, democrática, regida pelo sufrágio universal, respeita a constituição e o sistema eleitoral vigente. Não poderá por em prática medidas que prejudiquem a maioria dos  brasileiros, como uma absurda reforma previdenciária, que limita a aposentadoria aos sessenta e cinco anos de idade, para homens e mulheres, supondo que a expectativa de vida do brasileiro seja de 75 anos, para padrões europeu, num país de profundas desigualdades regionais. Dificilmente um trabalhador rural nordestina atinge essa idade. 

Somente golpistas encastelados no governo, com mandatos ilegítimos poderão assumir um projeto de reforma que extingue a legislação trabalhista, consequentemente desprotegendo a parte mais fraca do sistema produtivo, o trabalhador.

Outra medida incompatível com o serviço público será a "terceirização ampla" do trabalho, inclusive para contratação de funcionários burocráticos das "repartições públicas". Encontra-se aí um caminho fácil para corrupção e sangria do erário. Pois para cada R$1,00 (hum real) que a locadora contratada por um órgão público pagar a um de seus empregados, haverá o risco de desonestidade por parte de agentes públicos e representantes das fornecedoras, que poderão cobrar do "empregador público" até 400% da mão de obra fornecida. No caso o valor cobrado à contratante pública poderá no caso da hipótese acima sugerida, ser de até R$4,00 (quatro reais) por esse mesmo empregado. A locatária poderá cobrar até 100% do valor da mão de obra fornecida,  incluindo salários, previdência, seguros trabalhistas, custos administrativos e um lucro liquido em torno de 40% por empregado. Seguir esses parâmetros será um ponto de elevada dificuldade a ser apresentada pelos contratantes.    

Qualquer medida imposta por esse governo será ilegal e imoral! Em vez de "engordar" nosso povo, deixará a maioria muito mais raquítico ainda. Pois o desemprego e a fome espreitam o povo brasileiro, em beneficio dos "barões" da FIESP, mentores do golpe. 

SUGESTÕES PARA UMA REFORMA POLITICA:

Com a humildade de reconhecer na minha pessoa nenhuma autoridade política, ofereço algumas observações para um sadio sistema eleitoral:

I - Respeito absoluto ao plebiscito em que a grande maioria dos brasileiros optou pelo Sistema Presidencialista. Portanto, nada de parlamentarismo e da tal de "lista fechada". (Essa aberração transfere nossa escolha de parlamentares para os partidos políticos.)

II -  Eleições direta para Presidente da República com mandato de cinco anos, como era na época de Juscelino.  
III - Fim da Reeleição em todos os níveis: Presidentes, Governadores e Prefeitos 

Um milagre do Padre Cícero - Por: Emerson Monteiro

Seu Chico (Francisco Pereira da Silva), natural de Monte Horebe, na Paraíba, que chegou ao Cariri ainda criança, nos idos de 1944, e com ele trabalhei na Empresa Gráfica Ltda., em Crato. E dia desses, me contou a história seguinte, que tempos atrás presenciou em Juazeiro do Norte.

Morava na Rua Santa Rosa. Logo abaixo, na mesma rua, moravam dois senhores, Zé Ferreira e outro do qual não recorda o nome. Os dois tinham sérias dificuldades de relacionamento.

Certo dia, o filho desse senhor entrou na casa de Zé Ferreira e fez desmandos, quebrando e espalhando objetos. A mulher de Zé, então, saiu e foi dar parte no Quartel da Polícia, no centro da cidade, onde encontrou o marido e contou o ocorrido.

Zé Ferreira retornou em casa, pegou um pedaço de madeira fornida, veio ao meio da rua e gritava impropérios desafiando o vizinho de quem o filho praticara as badernas. E Seu Chico, de onde estava, observava aquilo tudo.

Nisso, o homem se apresenta de dentro da casa com uma das mãos escondida atrás do corpo. Invés dele vir com a faca pra frente, vinha por trás, para Zé não saber o que ele trazia, pois estava armado.

Ao chegar no meio da rua, quando Zé Ferreira levantou o pau para atingi-lo; naquela hora o velho tratou de lhe feriu de peixeira à altura do umbigo. Na ocasião, embora ferido, Zé obteve tomar a arma do desafeto, e ficou com o pedaço de pau numa mão e a faca na outra. De pronto daria pancada vigorosa no velho, que caiu de quatro bem na sua frente. Sem alternativas, entregue, foi quando ouvi ele gritar:

- Valei-me, meu Padre Cícero!  

Nessa hora, e isso é que achei incrível, Zé, com o pau e a faca nas mãos, sangrando, olhar o velho, que pra matar bastava uma cacetada e aí parar, dar meia volta e subir pela rua. Quando chegava na frente de minha casa, soltou o pau, dobrou a esquina, direção da Rua São José, e ao chegar no meio do quarteirão caiu.

Isto é que impressiona Seu Chico. Diante do calor da refrega, trans
ido pelo ferimento de que fora vítima, Zé Ferreira haver dominado o instinto de vingança perante o brado desesperado a clamar valimento, o que Seu Chico considera um verdadeiro milagre de Cícero Romão Batista.

30 março 2017

A vez do gado leiteiro - Por: Emerson Monteiro

Valem aqui algumas considerações iniciais de ordem prática sobre a situação dos humanos, que por vezes querem negar. Espécie de pecado que carregam, eles deduzem, quase sempre, que pertencem a um reino independente da Natureza. Que vieram depois apenas administrar o patrimônio criado na sua intenção. Primeiros seres inteligentes, donos de imaginação prodigiosa, ricos em artimanhas, ocupam lugar de evidência perante as forças vivas que comandam e retiram dos fenômenos a melhor parte, isto é, fazem e acontecem acima das melhores considerações, quais senhores absoluto da Criação.

Sim, daí as conseqüências diárias dos desmontes que esses animais pensantes praticam a título de sobreviver e mandar em tudo. Exemplo atual dessa atitude pecaminosa ver-se-á no solo brasileiro.

A título de abrir espaço e a fim de criar animais bovinos, desde a década de 60 do século XX que desmatam a Amazônia. Ora só, num golpe de aparente racionalidade, aquela geração reduziria a fome que esperava a Humanidade futura. Se tínhamos a vastidão continental de florestas indefesas, sem dono ou tradição, todas elas posses de índios despreparados para lutar contra o ferro e a pólvora, que coisa mais simples seria ocupar o território, comer a madeira das árvores a preço de banana e jogar na terra sementes de capim branquearia, aguardar alguns invernos e produzir carne a ser vendida ao resto dos povos que nem têm mangas de gado?!

Isso assim se fez em cinco décadas. Brasil, celeiro do Universo temporal! A ponto de os bifes de carne vermelha custar na Europa menos até do que em Manaus AM.

Porém também nós, apesar do quanto pesa em nosso lombo, pertencermos aos reinos da velha Natureza mãe, que reclama o preço das imbecilidades vindas de quaisquer âmbitos. Além da pouca finalidade humana que tem a carne vermelha no organismo das pessoas, hoje nos vemos cara a cara com os riscos da indiferença dos mercados em relação à resposta genial da passada geração dos 70. A carne estraga sem conservantes químicos e sujeita os consumidores a usar matéria orgânica estragada.

Há de acharmos solução menos dolorosa e mais consciente, tais os indianos, invés de matar o bicho boi por que não criar a maior bacia leiteira do Planeta?!

Divagações sobre o Cariri – por Armando Lopes Rafael


   Além de uma extensão de terra, onde estão localizados vários municípios do Sul do Ceará, o Vale do Cariri é conhecido também por suas fontes de águas perenes e sua vegetação, sempre verde, o ano todo, contrastando com a paisagem cinzenta dos sertões semiáridos que o circundam.  O povoamento do Cariri teve início provavelmente por volta de 1703, quando criadores baianos e sergipanos, seguindo o caminho dos rios, chegaram a esta região vindo, com seus rebanhos, pela ribeira do Rio Salgado e Riacho dos Porcos. Alguns se fixaram inicialmente na povoação de São José dos Cariris Novos, atual cidade de Missão Velha. Como se observa, a primeira exploração econômica do Cariri foi a pastoril. Somente por volta de 1718 (para alguns historiadores), ou 1738 (para outros), descobriu-se a vocação canavieira desta parte do Ceará, graças às amostras de cana-de-açúcar trazidas da Zona da Mata de Pernambuco. Teve início, assim, a predominância da agricultura, sobre as atividades pastoris.
   Irineu Pinheiro escrevendo sobre esta região afirmou: "É o Cariri, no Sul do Ceará, uma região caracterizada por suas águas perenes, jorrantes das faldas do Planalto do Araripe, sua vegetação verde nos sítios, seus buritis e babaçus de porte tão elegante, seus canaviais ao pé-da-serra do Araripe e dos brejos vizinhos, seus engenhos que moem canas-de-açúcar e cheiram a mel, seus bois tardos e pacientes que ruminam nas bagaceiras, ao lado de burros irrequietos que, durante o dia, de sol a sol, cambitam nas moagens, num vaivém contínuo dos cortes dos sítios para o pé dos engenhos e vice-versa, suas lindíssimas paisagens vistas das ladeiras da chapada araripana. (...) Denominaram-no, a princípio, Cariri Novo, para diferenciá-lo do Cariri paraibano, apelidado Cariri Velho, por ter sido descoberto anteriormente. Veio-lhe o nome dos índios cariris, que na época da colonização do Ceará, ocupavam extenso trato do território nacional, de Itapicuru, no Maranhão, ao Paraguaçu, na Bahia". 
   Já George Gardner, naturalista escocês, que visitou o Cariri, em 1838, assim se expressou, ao chegar a Crato: "A beleza da tarde, a frescura vivificante da atmosfera e a opulência da paisagem, tudo tendia a produzir uma alacridade de espírito que só o amante da natureza pode experimentar e que, em vão, desejei fosse duradoura, porquanto me sentia bem não só comigo mesmo, como em paz com todos sobre a terra”.
   Por sua vez, o médico-historiador Napoleão Tavares Neves escreveu: "O que é o Cariri? A enciclopédia Delta Larousse define Cariri como sendo uma região fisiográfica do Estado do Ceará, compreendendo quinze municípios (...) Em termos administrativos, o Cariri é todo o Sul do Ceará, compreendendo 28 municípios. Já climaticamente falando, o Cariri é a região Sul do Ceará abraçada pela chapada do Araripe, formada por onze municípios: Abaiara, Barbalha, Brejo Santo, Crato, Jardim, Juazeiro do Norte, Milagres, Missão Velha, Porteiras, Nova Olinda, Santana do Cariri. Fiquemos, pois, com este conceito climático do Cariri que, sendo mais popular, é mais autêntico, porque o povo é sempre justo na sua conceituação. O coração do Cariri é a chamada Micro Região 78: constituída pelos municípios de Crato-Juazeiro-Barbalha, o conhecido triângulo Crajubar”.
      Distante mais de 600 km do litoral, carente de comunicação com os centros mais adiantados, no Cariri foi plasmada uma cultura própria, herança portuguesa, sob forte influência da Igreja Católica. Em algumas localidades, as companhias de penitentes se flagelavam, à noite, em frente das igrejas e dos cemitérios. O centro gravitacional das populações girava em torno da aristocracia rural, como se fora um feudo medieval! O proprietário rural atuava quase sempre como um poder moderador nos conflitos naturais da convivência humana. E a relação patrão-empregados era feita na base do compadrio. O proprietário rural era visto mais como um amigo (a quem se podia recorrer nas dificuldades) sendo impensável, naquele tempo, a versão – ainda em moda nos dias atuais, nas decadentes universidades públicas – de classe dominante.             

Acervo do Museu Imperial de Petrópolis será disponibilizado on-line

Museu teve parte do acervo digitalizado, em parceria com o Google. Tour virtual começará em junho
Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/bairros/acervo-do-museu-imperial-sera-disponibilizado-on-line-21060305
Traje majestático de dom Pedro II: incluído em exposição sobre moda – Marcelo de Jesus / Agência O Globo

PETRÓPOLIS – Circular pelos jardins do Museu Imperial e visitar o prédio de arquitetura imponente encravado no Centro de Petrópolis são programas obrigatórios para quem vai à cidade. Mas em breve não será mais preciso subir a serra para conhecê-lo. Parte do acervo de um dos principais centros culturais brasileiros estará disponível on-line, através de uma parceria firmada entre o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e o Google. O lançamento dos conteúdos digitais está previsto para ocorrer em junho, durante o 7º Fórum Nacional de Museus, em Porto Alegre.
Com a parceria — que incluirá outros quatro museus brasileiros —, o Museu Imperial estará inserido no projeto Google Art, que disponibiliza diferentes ferramentas de visualização para o público interessado em arte e história de todo o mundo. Usando o Google Street View, será possível adentrar os portões e fazer um tour pelos salões adornados com objetos, joias e obras de arte da família imperial brasileira. Diversos itens da coleção — como a famosa coroa de dom Pedro II e vários quadros — foram registrados em altíssima resolução, revelando os mínimos detalhes das obras. É o que explica a museóloga Muna Raquel Durans, responsável pela parceria na instituição:
— Vamos ter duas exposições virtuais no Google Art. Por meio dessas imagens de altíssima resolução é possível ver detalhes da pincelada de um artista e até mesmo da trama da tela em que a imagem foi pintada. Isso é muito importante, por exemplo, para pesquisadores de diversas áreas.
Os profissionais da empresa americana trabalharam por cerca de dois meses na digitalização do acervo, entre setembro e outubro do ano passado. Para o diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Junior, a iniciativa vai ampliar o interesse do público pela instituição. Ele rechaça a ideia de que a visita virtual interfira na presencial.
— Muito pelo contrário. Um museu tem que atender todos, desde um estudante de doutorado até quem não sabe ler. Por limitações de espaço, uma parte muito pequena do nosso acervo (apenas 8%) fica em exposição. Nos maiores museus do mundo, esse percentual é ainda menor. A digitalização permite que caminhemos na direção da disponibilidade total do material — explica Ferreira Junior.
Uma curiosidade diz respeito ao guarda-roupas de dom Pedro II. O traje majestático do imperador — hoje exposto num salão vizinho à sua coroa — passará a integrar uma exposição virtual mantida pelo Google apenas sobre moda ao longo da história.


29 março 2017

Vidas vulgares - Por: Emerson Monteiro

Feito rastilho de pólvora aceso dentro da noite escura, o irmão mais velho, em correria de ponta a ponta do bairro afastado, saiu a anunciar que acabara de nascer o novo sonho da família, messias da solidão do povo desconhecido, filho das agruras de pobre, neto de pobre, bisneto de pobre, no entanto dito por Dona Maria Lavadeira que trazia acontecidos inesperados, que daquela vez alguém viria no meio dos humildes de jeito inocente e promissor, esperança nova, porém desejo bem antigo da gente humilde, simples, sem força, de que, consigo, no ímpeto dos heróis, conduziria força suficiente de reviver o amor do povo pela vida.

Igual a tantas e tantas outras crianças, encheu de alegria o lar apreensivo e, um dia pela frente, sabe Deus quando, ao toque inevitável da trombeta da liberação, cobriria dos sinais dos séculos o clamor da salvação dos sofredores...

Tal qual naquele dia daquela noite bem festejada todo ano, cheios de júbilo, parentes e vizinhos alimentaram com vontade a chance de relembrar a tradição, e acalentou bem no íntimo o advento das luzes aos eleitos por intermédio de quem chegava junto deles cercado de carinho e extrema confiança.

...

Nada disso, contudo, outros lembrariam ao retirar o corpo jovem, ainda arquejante, cravejado de balas, do meio das águas do rio turvo, às 22h da crua noite lá duas décadas depois. Olhares eletrônicos dos equipamentos fotográficos disparavam o indiscreto testemunho de registrar a ocorrência policial de rotina. Olhos fitos no absurdo da escuridão, o mesmo menino radiante das histórias alegres estava ali, que agora só carregava consigo herança trágica dos perdidos e das vidas provisórias, interrompido de chofre nos enquadramentos de tráfico das drogas, tentativas de homicídio, entradas na lei Maria de Penha, porte ilegal de armas, etc. Caricatura das inocências sonhadas em dias felizes, lacrava agora a esperança nova, porém desejo antigo de sua gente distante, assustada.

Resgatando a memória de um ilustre e esquecido cratense

Abaixo, um artigo do ilustre jornalista e intelectual brasileiro, Carlos de Laet, publicado no “Jornal do Brasil”, edição de 15 de novembro de 1914:

   Leandro Bezerra  - por Carlos de Laet


   A 15 de novembro de 1911 falecia, no Fonseca, arrabalde da vizinha cidade de Niterói, esse brasileiro ilustre que foi o Dr. Leandro Bezerra Monteiro.
   Quando entre festejos, salvas e foguetes, galas e aparatos, está o mundo oficial celebrando o jubileu de prata da República, peço vênia para conduzir os leitores ao túmulo quase esquecido desse grande católico e convicto monarquista. Nem por isso me chamem de excêntrico. Há não raro na solidão dos túmulos umas lições mais salutares do que as que se podem colher no bulício da cortesania insincera e bajuladora.
   Leandro Bezerra Monteiro, nascido em 1826, era um cearense de Crato. Percebem-se no seu arcabouço moral as linhas rígidas e fortes do sertanejo, em cuja fibratura, se me não engano, está o genuíno caráter brasileiro, tão deturpado pelo cosmopolitismo do litoral, onde nós quotidianamente nos diluímos cercados, dominados, quase que ia dizer dissolvidos, pela onda estrangeira. O sertanejo, homem do centro, guarda as suas tradições... Resiste... Resistir é, no sentir de muitos, um crime horrendo. Resistir ao mal, penso eu, é toda a virtude.
   Há uma nobreza do sertão que estuda e sabe a sua genealogia. A família Bezerra é nobre, em todo o rigor da acepção. Entrou nela o elemento indígena, com aquela Maria do Espírito Santo Arcoverde, de quem descende o nosso Cardeal. Entre os colaterais, no século 17, figura Frei Vicente do Salvador, ótimo historiador, cuja obra permaneceu desconhecida, até que a fez irradiar o zelo bibliográfico do Capistrano de Abreu.  Luiz Barbalho Bezerra, a quem chamam o Xenofonte nacional, também ilustra a gloriosa ascendência. Sei que a democracia desdenha estas cousas: – e o mais curioso é que, ridicularizando questões genealógicas, no tocante à raça humana, cuidadosamente registra as procedências ancestrais dos cavalos de corrida. Supinas congruências democráticas!
   O estudo das humanidades, Leandro Bezerra fê-lo na sua vila natal e em outras localidades cearenses, até que com brilho terminou-o no Colégio das Artes, na cidade de Olinda, em Pernambuco. Em 1847, matriculava-se na Academia de Direito de Recife e aí se graduava, em 1851. Casou-se, no ano seguinte, com distintíssima menina, ainda sua parenta, e durante seis anos exerceu a magistratura em Sergipe, onde também teve assento na assembleia provincial.
   Corria o ano 1864, quando Leandro Bezerra transferiu sua residência para a província do Rio de Janeiro, que ainda não era Estado, mas que, pela opulência de suas fazendas, importância do trabalho agrícola e elevado grau de cultura, em todos os ramos da atividade social, constituía um dos mais notáveis fatores da prosperidade pátria. Aonde quer que chegasse o Dr. Leandro, sua notória capacidade, a pureza de seus costumes e a lhaneza do seu trato logo lhe angariavam crescido círculo de relações e amizades. Era advogado; fizeram-no vereador e presidente da Câmara Municipal.
   Querendo corresponder a tão honrosas distinções, fundou ele na Paraíba do Sul a Casa de Caridade e o Asilo de Nossa Senhora da Piedade. Para a direção dessas beneméritas criações foram chamadas as incomparáveis Filhas de São Vicente de Paulo, que aí, como em toda parte, deram cabal satisfação a quem para elas tinha apelado. Perdura, felizmente, a fundação religiosa e caritativa de Leandro Bezerra que, escusado seria dizê-lo, nesse tentame foi valiosamente coadjuvado por outros corações e outras energias igualmente alentadas na fé católica. Um nome feminino então se pôs em destaque, e foi o da Condessa do Rio Novo. Os republicanos costumavam chasquear da concessão de títulos honoríficos aos batalhadores da caridade. Hoje, todos os dias, estão armando coronéis cívicos, sem que bem se explique onde tenham batalhado.
   Quando aos heróis dessa cruzada procurou a gratidão popular dar público testemunho, colocando-lhes os retratos na Casa da Misericórdia, Leandro Bezerra formalmente se opôs a tal manifestação, no tocante à sua pessoa. E fez bem. Tenho notado que no retrato há qualquer cousa de anúncio. Não vale a pena, para os que trabalham no espírito que animava o Dr. Leandro, anunciar aos homens aquilo de que lá em cima já se tomou nota. Sim, que os registros de Deus andam muito bem feitos.
   Pertencia Leandro Bezerra ao partido conservador, e era voz sempre ouvida nas deliberações do seu grupo, então chefiado por todos esses ilustres brasileiros, a quem hoje chamam medalhões e que, de certo, muito mais valiam do que muitas moedinhas azinhavradas hoje em circulação – e de curso forçado. Fizeram-no depois deputado geral por Sergipe, onde tinha deixado as mais fundas simpatias; e nesse novo posto de honra é que veio encontrar a célebre questão epíscopo-maçônica.
   Então o católico envergou a armadura do combate e lá se foi ao encontro das hostes que, à sua frente, tinham o vulto grandioso do Visconde do Rio Branco, dominador da situação como presidente do Conselho de Ministros e grão-mestre da Maçonaria. Do outro lado, estavam dois bispos, presos e indigitados à condenação por um tribunal iníquo. Leandro não seria filho legítimo da Igreja, se hesitasse um momento. Tomou o partido da religião contra o maçonismo. Os Anais parlamentares de 1874 são o vasto repositório dos seus discursos, tão robustos na argumentação quão impecáveis na forma, não pelo convencionalismo da literatice, mas pela verdadeira eloquência que do coração sobe aos lábios. E por isso, até mesmo fora do nosso país, repercutiram tais discursos. Elogiou-os o finado Padre Senna Freitas, nos seus Escritos Católicos de Ontem. Remoques, certo é, não lhe faltaram. Frei Leandro, chamavam-lhe os caricaturistas e dizedores de gracinhas. Ele nunca se irritava. Frei é frade, frade é irmão. Irmão dos que sofriam pela inteireza da fé. Outro e pior o parentesco dos adversários. A estes é que se dá um pai temeroso: Vos ex patre diabolo estis (João, 8:44). Ele, o brilhante soldado da sua fé, não se pejava de ser irmãos dos justos.
    Figurou o Dr. Leandro ainda na Câmara dos Deputados, mas não já como representante de Sergipe, cujo indiferentismo religioso, na famosa questão, assaz lhe desagradara, e sim como deputado pelo Ceará. A subida dos liberais pôs-lhe termo ao mandato; nem mais logrou reeleição.
   Recolhido à vida particular e ao exercício da advocacia, assim o surpreendeu, como a todo o mundo, a erupção vulcânica de 1889. Com geral espanto se verificou que, mesmo entre os conselheiros e amigos íntimos do Imperador, tudo tinha nascido republicano! Os que na véspera iam ao paço mendigar sorrisos, e até esmolas mais positivamente valorizadas, entraram a despejar epinícios ante a figura triunfal de Deodoro. Felizmente, a natureza, próvida sempre, tinha-lhes feito, a esses sujeitos, uma coluna vertebral composta de ossinhos habilmente articulados e com flexibilidade prodigiosa. A isto se deve não se lhes ter partido a raque, o que em verdade seria pena.
    Muitos desses adoradores do triunfo já lá se foram ad patres... Ah! também as lesmas morrem, e bem se compreende que, se apenas morressem os homens de caráter, brevemente o planeta ficaria inabitável! Outros, os sobreviventes continuaram passando perfeitamente bem. Fazem-se deputados e cospem na mão que os exalçou. Invectivam hoje, por despeito, reservando-se o direito de lisonjear amanhã, por interesse. Eles, os homens de vértebras articuladíssimas e raque indestrutível, têm povoado o período republicano, em todos os tempos e lugares. Hoje sábado, os submissos estão no Hotel Metrópole; irão amanhã ao Catete.
   Não era desses o Dr. Leandro Bezerra. Monarquista, antes do movimento vitorioso, monarquista permaneceu até morrer. Quando seu chefe e amigo, o eminente conselheiro Paulino Soares de Sousa, tentou reassumir o predomínio no Estado do Rio, esboçando um novo partido nacional, o Dr. Leandro, que dedicado sempre seguira ao chefe, obstinadamente se negou nisso acompanhá-lo. Estava roto o liame que o prendera à política partidária.
   No torvelinho das paixões e interesses que rodopiava o nascedouro do regime, era uma figura esquecida e estranha a do velho batalhador católico. Da Paraíba do Sul se tinha mudado para uma chácara, nos arrabaldes niteroienses, e aí, rodeado das suas queridas árvores, viveu o resto da vida, todo consagrado à família que o idolatrava, à meditação e aos seus deveres religiosos, fonte para ele de inexprimíveis consolações.
   Alvejara-lhe o cabelo e, o que não é raro, tinha na velhice adquirido uma beleza singular, essa que os artistas procuram fixar na tela, de preferência a inexpressivas fisionomias ainda não seladas pelo trabalho e pelas amarguras. Dos filhos fez dois homens úteis, instruídos, honrados: os Srs. Drs. João Siqueira Bezerra de Menezes, conceituadíssimo clínico, e José Geraldo Bezerra de Menezes, advogado, e uma das inteligências mais primorosamente cultivadas que tenho conhecido... Quatro figuras angelicamente femininas, quatro filhas, completaram o quadro desse pacífico viver doméstico.
   Por entreter os lazeres da sua velhice, o venerando ancião, que atingiu oitenta e cinco anos de idade, ultimamente criara em torno de si outra família, de crianças, a quem folgava de ensinar o catecismo. Comovente aproximação a desse velho, tão cheio de serviços e virtudes, prestes a deixar o mundo e aproveitando os últimos instantes para incutir as maiores verdades nos tenros coraçõezinhos daquelas crianças, almas em flor e sequiosas do orvalho celestial! O velho e a criança (foi Victor Hugo que o disse em belos versos) fazem ambos pensar no céu: porque um de lá vem, e o outro para lá vai...
   Leandro Bezerra finalmente chegou ao termo da sua formosa e bendita viagem. Engalanava-se a República, e com os grandes brados da artilharia vozeava a sua fácil vitória. Encasacados, enluvados, fardados, muitos dos antigos correligionários do Dr. Leandro procuravam os paços da nova realeza, mais poderosa e autocrática que a dos tempos de antanho... Em contraposição, no arredado subúrbio do Fonseca, suavemente se extinguia o estrênuo e convicto batalhador do catolicismo e da monarquia, dos tempos em que religião e pátria andavam unidas.
    Hoje também é o dia 15 de novembro; e, excêntrico qual sou, mais me sorri esta digressão junto ao túmulo de um vencido.

Texto de Carlos de Laet
Postado por Armando Lopes Rafael


Um episódio pouco divulgado no naufrágio do Titanic

Havia um santo a bordo
Enquanto o “inafundável” Titanic afundava, o padre Thomas Byles (foto ao lado) renunciava não só a uma, e sim a duas oportunidades de embarcar num bote salva-vidas. Ele preferiu ficar a bordo, conforme relatos de passageiros, para ouvir confissões e oferecer amparo espiritual a quem não tinha chance de escapar do naufrágio. Cerca de 1500 pessoas morreram na tragédia do navio que não tinha barcos salva-vidas suficientes para todos os passageiros. O sacerdote britânico de 42 anos tinha sido ordenado em Roma dez anos antes e viajava para celebrar o casamento de seu irmão em Nova Iorque.

Testemunhos
Os testemunhos de passageiros do Titanic sobre a sua postura sacerdotal a bordo do navio que ia a pique foram reunidos no site www.fatherbyles.com. Um desses testemunhos é o de Agnes McCoy, passageira da terceira classe e sobrevivente do naufrágio. Ela declarou que o pe. Byles permaneceu a bordo para ouvir confissões, rezar com os passageiros e lhes dar a sua bênção nos minutos finais.
Outra passageira da terceira classe, Helen Mary Mocklare, testemunha: “Fomos arremessados dos nossos lugares… Vimos o padre Byles diante de nós, vindo do corredor com a mão levantada. Nós o conhecíamos porque ele tinha nos visitado algumas vezes a bordo e celebrado a missa para nós justamente naquela manhã. ‘Tenham calma’, pedia ele, e depois continuava na terceira classe dando a absolvição e abençoando… Alguns ficavam em pânico e era então que o sacerdote voltava a levantar a sua mão e todos ficavam calmos de novo. Os passageiros estavam completamente surpresos com o autodomínio absoluto do padre“.
Helen também afirma que um marinheiro “avisou o sacerdote sobre o perigo e suplicou que ele embarcasse num bote“, mas o padre recusou duas vezes. “O pe. Byles podia ter se salvado, mas não ia deixar o barco se ainda restasse um passageiro. E as súplicas do marinheiro não foram ouvidas. Depois que entrei no bote salva-vidas, que era o último a partir, e íamos nos afastando devagarinho do Titanic, eu ainda conseguia ouvir distintamente a voz do sacerdote e as respostas às suas orações“.

Causa de beatificação
Mais de um século depois, o também britânico padre Graham Smith, que hoje cuida da mesma paróquia do pe. Byles e é o responsável pela abertura da sua causa de beatificação, declara que ele foi um “homem extraordinário que deu a vida pelos outros. Estamos esperando e rezando para que ele seja reconhecido como santo“.
Este processo segue várias etapas. Primeiro, é necessário comprovar que o “candidato a santo” viveu as virtudes cristãs em grau heroico. Em seguida, para a beatificação, deve ser demonstrado um milagre atribuído à sua intercessão. Por fim, para a canonização, é necessária a verificação de mais um milagre por seu intermédio.
“Esperamos que pessoas do mundo todo rezem pela intercessão dele quando enfrentarem dificuldades, e, se acontecer um milagre, a beatificação e canonização poderão ir em frente“, completa e convida o Pe. Smith.

Fonte: www.fatherbyles.com.
Postado por Armando Lopes Rafael

Um tempo de máquinas - Por: Emerson Monteiro

Nas vezes em que me pego querendo consertar o mundo, a primeira atitude que vem é perguntar se já estou praticando o que desejo que outros o façam. Existem muitos engenheiros de obras prontas, qual dizem. Olham o erro alheio e trazem respostas geniais, porém longe de haver oferecido o exemplo. De receita todos estão de saco cheio. A dissimulação caracteriza o estágio atual da raça, e sobram malandros a entrar no jogo com segundas intenções. No entanto existe limite pra tudo, porquanto ninguém foge da Lei. Impera o poder supremo do Universo, de que duvidam os incautos a pretexto de levar a melhor e enganar os outros.

Desde instrumentos mais simples ao engenho mais sofisticado, em todos os lugares e objetos impera a perfeição interna. Diz o Evangelho cristão que não cai um cabelo de nossa cabeça, ou uma folha de uma árvore, sem o consentimento do Poder Superior. Precisa que exercitemos a consciência maior face ao mistério que envolve os acontecimentos, de tal modo que aceitemos a ordem soberana que tudo rege e domina.

Na sequencia dos desígnios impostos, doentes de caráter invadem a sociedade com maus costumes e ofendem o funcionamento do sistema, prejudicando a grande humanidade. Entretanto houve alguém que abriu a porta aos vândalos da Ética. Elegeram ou deixam eleger os piores que controlam as instituições e resultados infames tocam dos simples aos doutores.

Peças de manobras dos crápulas de plantão, as conseqüências significam esse tempo de máquinas que constrange o momento em qualquer lugar da Terra. A preguiça que invadiu o exercício da política, por isso, larga rastros de inutilidade. Endividados sob o peso dos carrões de luxo e construções desnecessárias, os humanos restam agora perdidos nesse mar de ilusão. Diagnóstico no mínimo preocupante em relação ao andamento dos acontecimentos exige providências urgentes da consciência, patrimônio comum de todos nós.

O voto, valor sem preço, que seria direito sagrado diante dos modos perversos pleiteados por interesse escusos, está agora, no Parlamento brasileiro, sob a ameaça de manipulações e atentados à santa democracia tão duramente conquistada.

27 março 2017

Respeito - Por: Emerson Monteiro

Um dia, quando o rabino Baal Schem, místico de santidade e reverência entre os judeus hassidistas, convocou Samael, rei dos demônios, a fim de que este cumprisse parte do exercício de certo fenômeno da Natureza, fora indagado:

- Por que me chamas, se sou chamado só nas horas extremas e graves?! E dessas, em apenas três vezes tive de comparecer a fim de cumprir determinações superiores?! Primeiro, na Árvore do Conhecimento; segundo, no levante do Bezerro de Ouro; e, depois, na destruição do Templo de Jerusalém?!...

Naquele instante, o rabi Schem pediu que ele contemplasse a fronte dos discípulos ali presentes, aos quais ordenou que descobrissem a cabeça.

O rei dos demônios, em seguida, após realizar a função determinada pelo sacerdote, logo tratou de voltar ao refúgio das sombras.

Mas antes de se ausentar, no entanto, solicitaria a Baal Schem que lhe deixasse permanecer durante um pouco mais de tempo a observar a fronte de Deus presente nos seus filhos reunidos diante do místico.

Nisso, foi atendido e se sentiu gratificado com tamanha deferência.


(Nas minhas palavras uma história que achei no livro Histórias do Rabi, de autoria de Martin Buber, Editora Perspectiva, São Paulo, 1995).

Um desagravo a Dom Fernando Panico – por Hiarles Macedo (*)


O terrível colapso porque passa o Hospital e Maternidade São Vicente de Paulo, de Barbalha, também poderia ter sido experimentado pelo Hospital São Francisco, pertencente à Fundação Padre Ibiapina, ligada à Diocese de Crato.
Poderia. Mas o Hospital São Francisco de Crato está passando ao largo da grande crise que vem fechando diversos hospitais do Cariri (dentre eles tiveram suas atividades encerradas: Hospital Manoel de Abreu, Hospital Pediátrico Mons. Rocha, Casa de Saúde Santa Teresa, todos em Crato. Em Juazeiro foram fechados: o Hospital Santo Inácio, o São Lucas, o PSIC). Agora a crise se abate em grande escala sobre o Hospital e Maternidade São Vicente de Paulo, de Barbalha.
Caso Dom Fernando Panico (hoje Bispo-Emérito de Crato) não tivesse tomado a iniciativa de confiar a administração do Hospital São Francisco aos Camilianos aquele nosocômio teria encerrado também suas atividades. A realidade, no entanto, é outra. O Hospital São Francisco de Crato hoje é referência.
À época, por conta de Dom Fernando ter entregado em comodato aquele hospital aos Camilianos (especializados em administração hospitalar) o bispo foi alvo de uma campanha midiática de todas as formas: calúnias, difamações, injúrias, mas a verdade dos fatos veio à tona.
Agora pergunto: E aqueles que atacaram covardemente o Bispo terão ao menos a dignidade e hombridade para se retratar? Duvido! Mas estas minhas singelas palavras sirvam de Desagravo a Dom Fernando Panico.

(*) Hiarles Macedo é advogado, possuindo um escritório em Juazeiro do Norte e atendendo clientes em diversos Estados do Brasil.

26 março 2017

Ciro Gomes desafia Sérgio Moro a prendê-lo

                                                                           "Eu recebo a turma dele na bala", afirmou Ciro
Fonte: Estadão
Pré-candidato a presidente da República pelo PDT, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (CE) criticou duramente o juiz federal Sérgio Moro por causa da condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania.
“Hoje (último dia 21) esse Moro resolveu prender um blogueiro, ele que mande me prender. Eu recebo a turma dele na bala”, afirmou Ciro, em vídeo que circula nos WhatsApps dos advogados.
A ação da PF investiga o suposto vazamento de informações da 24ª fase da operação Lava Jato, iniciada em março de 2016, que tinha como alvos o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sua família e assessores.

Avenida Paulista voltou a ser ocupada,neste domingo, 26 de março de 2017, agora em apoio a Lava Jato


Fonte: Agências de Notícias 

Manifestantes ligados aos movimentos que pediram o impeachment de Dilma Rousseff no ano passado voltaram às ruas neste domingo, 26 de março, para protestar, desta vez, com foco no Congresso Nacional. Os protestos deste domingo são contra a anistia ao caixa dois, o voto em lista fechada e o foro privilegiado, entre outras pautas. Também querem reafirmar o apoio à operação Lava Jato e pedem o fim do estatuto do desarmamento. Os protestos deste domingo foram convocados pelos grupos Vem pra Rua e Movimento Brasil Livre (MBL) e acontecem mais uma vez em São Paulo (na avenida Paulista), no Rio de Janeiro, Brasília e em outras cidades do país.

Monarquistas marcam presença


Convidado a subir no carro de som, durante a manifestação na Av. Paulista, em São Paulo, o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, discursa, sob os aplausos do grande número de manifestantes, contra a ineficiência do atual regime republicano, que força o Brasil a ser gerido por meio da corrupção, e apresentando a Monarquia com solução natural para os problemas do País.

Pensaram que nós só éramos contra o PT”, diz Fernando Holiday


Líderes do MBL (Movimento Brasil Livre) discursam em cima de um carro de som na Avenida Paulista, na esquina com a Alameda Campinas. Em vídeo transmitido ao vivo no Facebook, Fernando Holiday, vereador do DEM e integrante do MBL, disse que o grupo pretende permanecer atento e vigilante em defesa da operação Lava Jato, independentemente de quais partidos políticos sejam mirados. “Pensaram que nós só éramos contra o PT, os parlamentares do PMDB se assustaram. Pensaram que nós éramos tucanos, o PSDB não soube lidar com tanto barulho. Pensaram que nós nos calaríamos diante das acusações contra contra Aécio, contra Cunha, contra Serra, Alckmin…Não, nós não nos calamos. Todas as expectativas deles foram quebradas”, afirmou. Já Kim Kataguiri disse que o MBL vai continuar nas ruas exigindo punições “doa a quem doer, não interessa o partido político”.



As manifestações ocorreram nas maiores cidades brasileiras. Abaixo,  os protestos em Brasília


Textos e fotos: Agências de Notícias

Igreja Católica ganhará 30 novos santos brasileiros: Protomártires do Rio Grande do Norte serão canonizados

Cidade do Vaticano (RV) - A Igreja no Brasil começou o dia 23 de março, recebendo uma grande notícia: em audiência concedida ao prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, o Papa Francisco aprovou os votos favoráveis da Sessão Ordinária dos Cardeais e Bispos Membros da Congregação sobre a canonização dos protomártires do Brasil.
Trata-se dos seguintes Beatos: André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, sacerdotes diocesanos, e Mateus Moreira e seus vinte e sete companheiros leigos, que em 1645, no Rio Grande do Norte, derramaram seu sangue por amor a Cristo.
Os chamados mártires de Cunhaú e Uruaçu foram beatificados no ano 2000. “Desde então o processo se intensificou e agora com esta aprovação do Santo Padre temos como certa a canonização”, disse, em entrevista concedida à colega Cristiane Murray, o arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, que nos fala da alegria e júbilo com os quais a Igreja no Brasil, particularmente, a Igreja destes filhos do Rio Grande Norte, recebeu a alvissareira notícia:
“Devemos render graças a Deus e proclamar o belíssimo refrão do hino dos mártires: Mártires da fé, filhos do Rio Grande, homens e mulheres, jovens e meninos, pelo Bom Pastor deram o seu sangue. Nossa Igreja, em festa, canta os seus hinos. Então, nós estamos em festa com esta notícia, de muitas graças para a nossa Igreja. Podemos nos alegrar, render graças a Deus e convocar toda a nossa Igreja de Natal, do Brasil e do Rio Grande do Norte para esta grande ação de graças pela canonização dos nossos mártires. Desde 2000, quando foram beatificados, o processo se intensificou e agora, o Papa Francisco certamente, com muitas alegria, aprovando os votos da Congregação, teremos como certa a canonização. Isto para nós é motivo de alegria; que a intercessão dos nossos mártires pela nossa Igreja no Brasil, pela nossa Arquidiocese e por todo o povo de Deus seja um sinal de esperança, de testemunho, de convicção na vivencia da nossa fé. Eles são um exemplo porque deram a vida, derramaram o sangue, na vivência de sua fé”.
Em 16 de julho de 1645, o Pe. André de Soveral e outros 70 fiéis foram cruelmente mortos por 200 soldados holandeses e índios potiguares. Os fiéis estavam participando da missa dominical, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú – no município de Canguaretama (RN). Em 03 de outubro de 1645, três meses depois, houve o massacre de Uruaçú. Padre Ambrósio Francisco Ferro foi torturado e o camoponês Mateus Moreira, morto.
Os invasores calvinistas não admitiam a prática da religião católica.

24 março 2017

A luz dos fins de tarde - Por: Emerson Monteiro

Quanta beleza! E a força da natureza a tocar de vontade viva o coração da gente. Horas de poesia e sonho, novidades boas de dominar o século, desejos de paz e esperança neste mundo afora. Sentimentos em forma de calma, quando os animais retornam aos apriscos, pássaros aos ninhos e há pura calma no horizonte interminável. Tantos momentos de orientação de revelar o caminho a que raros resolvem seguir. Firmamento em festa acende a luz de fogo nas cores amarelo queimado, melhores quadros das mãos do artista universal. São músicas de amor que invadem lentamente os cristais dos ouvidos, acordes semelhantes ao perfume das flores do poente e das matas.

Instante mais que perfeito de refletir a possibilidade infinita de transformar o roteiro das humanidades depois de quantos equívocos, espécie de descrença filosófica das gerações, no entanto a deixar de fora o poder renovador do instinto de conservação por meio das ações equivocadas. Houvesse agora plena consciência do potencial próprio de todos, e a verdade dominaria o panorama do Planeta tão maltratado. Existisse o mínimo que fosse de sinceridade, os habitantes daqui seriam irmãos e viveriam de jeito igual ao sabor das potencialidades humanas.

Prova provada do valor da claridade desta ocasião, as pessoas haveriam de imaginar sementes boas neste solo fértil de infinitas oportunidades. Quantos, contudo, olham a si e esquecem os demais, quais inimigos na mesma família, a fugir do dever da solidariedade inevitável.

Nisso ninguém pisaria ninguém. O abraço desta formosura dos nascentes e poentes envolveria de alegria imensa a alma das criaturas e o amor dominaria tudo em volta, abraço de esperança e felicidade. Busca, pois, o diamante da ternura dos derradeiros raios de Sol que aquecem a festa no primor do Bem. Saber ser livre das sombras e manter aceso o clarão dos olhos de Deus que nunca esquecem a perfeição dos dias, pai amigo que assiste silencioso ao espetáculo do mistério.

Fátima: Papa aprova canonização de Francisco e Jacinta Marto

Fonte: Agência Ecclesia

Anúncio feito pela sala de imprensa da Santa Sé

Cidade do Vaticano, 23 mar 2017 (Ecclesia)  O Papa Francisco aprovou hoje o milagre necessário para a canonização dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, videntes de Fátima, anunciou a sala de imprensa da Santa Sé.
A canonização de Francisco (1908-1919) e Jacinta Marto (1910-1920), beatificados a 13 de maio de 2000 pelo Papa João Paulo II, em Fátima, dependia do reconhecimento de um milagre atribuído à sua intercessão.
A data e local para a cerimónia de canonização vão ser decididos num próximo consistório (reunião de cardeais), no Vaticano, marcado para 20 de abril.
A divulgação do decreto que reconhece um milagre atribuído à intercessão dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, "crianças de Fátima", foi feita esta tarde, após uma reunião do Papa com o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.
A canonização é a confirmação, por parte da Igreja, que um fiel católico é digno de culto público universal (no caso dos beatos, o culto é diocesano) e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.
Francisco e Jacinta Marto, irmãos pastorinhos que, segundo o testemunho reconhecido pela Igreja Católica, presenciaram as aparições da Virgem Maria na Cova da Iria e arredores, entre maio e outubro de 1917, são os mais jovens beatos não-mártires da história da Igreja Católica.
A postuladora da causa de canonização dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, irmã Ângela Coelho, tinha referido à Agência ECCLESIA que o milagre necessário para a canonização, após a beatificação de 13 de maio de 2000, tinha “todas as condições” para ser validado.
O estudo refere-se a uma cura de uma criança, natural do Brasil.
“É bonito por isto mesmo: duas crianças cuidam de uma criança”, referiu a irmã Ângela Coelho, em entrevista que vai ser transmitida este domingo no Programa '70x7' (RTP2).
Os trâmites processuais para o reconhecimento de um milagre, por parte do Papa, acontecem segundo normas estabelecidas em 1983.
A Congregação para as Causas dos Santos (Santa Sé) promove uma consulta médica sobre a alegada cura, para saber se a mesma é inexplicável à luz da ciência atual, feita por peritos; o caso é depois submetido à avaliação de consultores teológicos e de uma sessão de cardeais e bispos.
A aprovação final depende do Papa, que detém a competência exclusiva de reconhecer uma cura como verdadeiro milagre.
A Igreja celebra a 20 de fevereiro a festa litúrgica dos beatos Francisco e Jacinta Marto, dois dos três pastorinhos videntes de Nossa Senhora, em 1917; a data coincide com a da morte da beata Jacinta Marto.

Antônio Conselheiro, caluniado e injustiçado (por Armando Lopes Rafael)

   Ah! As voltas que o mundo dá...
   Um dos personagens mais desconhecidos (e também dos mais caluniados) na história do Brasil é Antônio Vicente Mendes Maciel, o célebre Antônio Conselheiro. O papel que ele realmente desempenhou, no Arraial do Belo Monte (mais conhecido pela mídia e historiografia como Canudos), ainda está para ser fielmente divulgado para conhecimento dos brasileiros. Mas, como bem lembra Charlie Chaplin,  “O tempo é o melhor autor; ele sempre encontra um final perfeito”. Quem sabe, um dia, a verdade aflorará para Antônio Conselheiro, pois a verdade sempre aparece!
O DIA DEPOIS DO CRIME - Sertanejos aprisionados pelo Exército em Canudos: eles não ansiavam pelo fim do mundo (Foto e legenda da revista "Veja")

    Graças às pacientes pesquisas do historiador Pedro Lima Vasconcellos foi recentemente publicado um bem preparado Box, composto por dois volumes, com o título: “Antônio Conselheiro por ele mesmo”. Trata-se de duas obras que desmistificam o que erroneamente vem sendo publicado – ao longo de 120 anos – sobre o injustiçado  Conselheiro. No  volume 1 – Apontamentos dos Preceitos da Divina Lei de Nosso Senhor Jesus Cristo, para a Salvação dos Homens –, de autoria do próprio Antônio Conselheiro, consta uma coletânea de reflexões sobre temas variados, de matiz fundamentalmente religioso, escrito durante a época em ele era o líder do vilarejo, por ele batizado de Belo Monte. Já o volume 2, de autoria de Pedro Lima Vasconcellos – Arqueologia de um Monumento Os Apontamentos de Antônio Conselheiro –, apresenta um estudo sobre o conteúdo das reflexões de Antônio Conselheiro, mostradas no volume 1.
   A mais importante revista brasileira, “Veja”, edição de 22 de março de 2017, dedicou quatro páginas às obras acima citadas. Da matéria, sob o título “Um sereno messianismo”, transcrevo os textos abaixo:
INIMIGO DA REPÚBLICA - O provável cadáver de Antônio Conselheiro: obediência só aos poderes que vêm de Deus (Foto e legenda da revista "Veja")

“Escritos até hoje inéditos de Antônio Conselheiro apresentam o líder de Canudos como uma figura bem diversa do fanático milenarista pintado por Euclides da Cunha”.
“(...) os Apontamentos constituem uma novidade: encontra-se ali um Antônio Conselheiro diverso do líder messiânico e milenarista consagrado pela tradição. E nada sugere as patologias psiquiátricas e degenerescências raciais que Euclides da Cunha atribui ao Conselheiro no clássico maior sobre a Guerra de Canudos, Os Sertões. Será difícil encontrar aqui as “aberrações católicas”, o “fetichismo bárbaro” e o” misticismo feroz e extravagante” de que fala Euclides. No geral, o estilo é sereno, plácido, até enfadonho. Não há profecias sobre a transformação do sertão em praia e da praia em sertão, nem se prefigura o retorno de dom Sebastião, o jovem rei português morto na batalha de Alcácer-Quibir, em 1578”.
“Os temas sobre os quais o Conselheiro discorre são convencionalmente católicos: os dez mandamentos– há uma prédica para cada um deles –, a missa, a confissão, a paixão de Cristo, entre outros. Na prédica dedicada à “Justiça de Deus”, o tema é o Juízo final – mas não há nenhuma indicação de que o autor acreditasse na iminência do apocalipse: recomenda-se apenas que os fiéis “deixem a estrada da perdição e entrem na vereda da vida”, preparando-se para a hora da morte”.
“Nos anos 70, por obra do estudioso Ataliba Nogueira, já fora editado um outro caderno de escritos do Conselheiro, datado de 1897, ano em que o Arraial de Canudos foi massacrado pelo Exército”.  “Nos cadernos publicados por Ataliba Nogueira, havia um sermão contra a República. Nos Apontamentos, a recusa ao novo regime (implantado no Brasil pelo golpe militar de 15 de novembro de 1889) se faz pelo silêncio”.
“(...) Portanto, deve-se obedecer “ao Pontífice, ao Príncipe, ao Pai”. O presidente não consta dessa sequência de pês, o que configura, como observa Pedro Vasconcellos, uma omissão eloquente”.
“Talvez o mais inusitado seja ver o homem que Euclides chamou de “gnóstico bronco” recorrer a excertos de Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino, entre outros doutores da Igreja. Não, Antônio Conselheiro não terá lido as Confissões ou a Suma Teológica. Buscou essas citações em duas obras de proselitismo católico: Compendio Narrativo do Peregrino da América, de Nuno Marques Pereira e Missão Abreviada, de Manoel José Gonçalves Couto”.
“Missão Abreviada é um livro de antipática rigidez doutrinária, O Conselheiro, muito diferente, preferia exortar o amor de Jesus Cristo a amedrontar com a visão dos suplícios eternos do inferno”.

***   ***   ***
     Abro um parêntesis, antes de citar a frase final da reportagem de “Veja”, para lembrar que Antônio Conselheiro teve, intuitivamente, quarenta anos antes das verdades reveladas por Nosso Senhor Jesus Cristo, nas aparições década de 1930, à Santa Faustina. Naqueles anos, dentre outras coisas, Jesus Cristo garantiu à freira polonesa: “Não quero castigar a sofrida humanidade, mas desejo curá-la estreitando-a ao meu misericordioso coração”.  “(...) escreve que sou mais generoso para com os pecadores do que para os justos. Por eles desci à terra... por eles derramei meu sangue. Que não tenham medo de se aproximar de mim; são eles que mais necessitam da minha misericórdia”.

       Dito isso transcrevo a frase final da reportagem da revista “Veja”:
“À luz desse documento, a eliminação de Canudos talvez pareça ainda mais   ignominiosa. Nesse ponto, Euclides da Cunha ainda está certo: foi um crime”.

DISTORÇÕES Euclides da Cunha: para o autor de Os Sertões, Antônio Conselheiro era um caso de "misticismo bárbaro" (Legenda da revista "Veja")

Postado por Armando Lopes Rafael

As raposas nos atacam – por Pedro Esmeraldo

No Crato, sempre houve acontecimentos trazendo consequências desagradáveis, isto é, aqui apareceram uma horda de beócios, cercados de incompetentes que desejavam ser políticos. Possuidores de constituição rústica que se opuseram a outros políticos da mesma jaez, constituídos de projeção com resultados negativos, pois nos desagradavam com suas medidas torpes que travavam o avanço sistemático, pertencente ao nosso município.

Não trouxeram bons resultado no seu desempenho de trabalho urbano. Seu progresso foi lento e muitas vezes anacrônicos. Houve deles que fez parte integrante na economia fundamental. Não Proporcionavam boas ações, nos efeitos de trabalho digno e eficiente. Não ocorreram para o crescimento vertiginoso no desenvolvimento equilibrado deste município. Não tiveram boas atividades para conseguir empregos e rendas ao trabalhador comum. O pensamento desse povo político que é torto e intolerante, visto que o seu objetivo sempre foi surrupiar os bens do município do Crato.

Além de incompetência em seu trabalho, não souberam aquilatar valores humanos e tecnológicos para aprimorar as boas qualidades do desenvolvimento sócio educativo. Não tiveram habilidade de prosseguir com astúcia e equilíbrio na carreira política.

Por isso, apareceram os invasores inconsequentes, “pedintes de voto’’, que vieram buscar, fazendo promessas ocas, que não cumpriam com suas palavras de homens sérios. Após choramingar votos aqui, bons resultado favorecido a seu favor. Enganavam o povo, deixando cair no esquecimento do contexto político cratense.

Consequentemente, foram de baixa estatura. Não fizeram nada por nossa terra.

2 – Foram arredios, eram alienantes portadores de cabeças aleatoriamente de baixo nível intelectual, desprezando o povo, procurando  o desfazer a, pois deixavam tirar tudo de nós, porque eram possuidores de má fama. Desprezando esse povo que permanece inerte, porque tiram os seus direitos de conquistar todos esses bens que seriam nossos, já que , nós, os cratenses éramos os verdadeiros donos do progresso, pois conseguimos tudo com dignidade, trabalho honrado e com honestidade, sem prejudicar os outros municípios.

O povo, assim pensava, o cidadão cratense, recebia todos com igualdade e não pensava em surrupiar ninguém, principalmente aqueles que veem de fora, que apareceram aqui sem dá um prego em uma barra de sabão, mas se achavam com direito de querer levar na marra, os nossos patrimônios que conquistamos há anos. Por isso, os cratenses não devem esmorecer, mas se possível pegar em armas a fim de lutar e defender os nossos direitos.

Eis aí o motivo de nós, os cratenses, querermos nos afastar dessa gente mal agradecida. Para nós, isto é “medida de desabafo”. Se conseguirmos eliminar essa mágoa indigesta, que deixa a população do Crato à deriva. Tudo isso, é provocado por esses trogloditas que só veem nos atenazar, fisgando com paciência o nosso patrimônio territorial e o povo fica acabrunhado. Deixa todo cidadão cratense desviado do raciocínio lógico, ficando totalmente marginalizado, estagnado, abatido no avanço tecnológico.

Portanto senhor, pedimos a toda a população cratense, é preciso reagir ardentemente, procurando resolver as nossas ideias dignas, já que tivemos a oportunidade de trabalhar frente a frente, em favor do município do Crato.

Queremos acordo Democrático e Técnico.

Queremos acordar a fim de evitar essa balburdia desregrada. Tudo isso é provocado pela inveja e a incapacidade de pensar com seriedade e com a força espiritual que regula o pensamento democrático.

Queremos lembrar que devido essa fraqueza de espirito, apareceram os enganadores viperinos que nos incomodam no trabalho perseverante neste município. Com astúcia não queremos atormentar o bom comportamento que possuímos, deixando o cratense de queixo caído e perdido no espaço vazio com estresse, e do espaço afrontoso. Somos  incitados por esse pessoal maldoso, onde prevalece, a calunia, cheia do processamento indigno que se torna acomodando um povo que está parado no tempo devido as canseiras psicológicas que levamos.

23 março 2017

Exposição Patativa do Assaré acontece no Campus do Pìmenta da URCA - por Carlos Rafael

"De poeta matuto a poeta doutor" é o título da exposição que homenageia o aniversário de 108 anos de nascimento do poeta Patativa do Assaré.
Com curadoria e acervo pertencente ao cineasta Jackson Bantim (Bola), a exposição ocorre no Campus do Pimenta da Universidade Regional do Cariri (URCA), em Crato.
Foi aberta na última segunda-feira, dia 20 de março, mas permanecerá  até o dia 12 de abril, franqueada ao público em geral, das 8 às 21 horas, de segunda a sexta.
A exposição consta de fotografias, livros, discos, cordéis e reportagens sobre Patativa, além da réplica da casa do poeta, localizada na Serra de Santana, município do Assaré.
Vale a pena conferir, pela riqueza e originalidade do acervo exposto.
A promoção é da Universidade Regional do Cariri (URCA), através da Pró-Reitoria de Extensão (Proex).
A seguir, cobertura fotográfica feita na noite de abertura.








22 março 2017

O pintor grego Apeles - Por: Emerson Monteiro

Noite dessas e fomos, Lydia, Sônia e eu, visitar Dulcilene e Landim, na sua residência da Praça da Sé, em Crato. Conversa vai, conversa vem, e ouvi de Landim episódio grego que reflete o quanto é importante o respeito àquilo que diga respeito ao tamanho das capacidades individuais. Cada macaco no seu galho, no dizer do povo.

Em certa ocasião, o pintor grego Apeles expunha suas pinturas, quando delas se aproximou um sapateiro, a observar detalhes mínimos de cada tela. Numa dessas, viu defeitos ligados ao que conhecia através da profissão de sapateiro. Notou que as sandálias de um dos modelos retratados apresentavam deficiências só percebidas por quem conhecesse de perto a arte de confeccioná-las.

Havia defeitos quanto às proporções de tiras e fivelas, fácil de reconhecer por quem, qual aquele sapateiro, dominasse o ofício do couro. E comentou, mostrando diante dos presentes aspectos deficientes, o que também escutara o autor da obra. Colocava assim uma série de impropriedades nas sandálias pintadas num dos quadros.

Reconhecendo o acerto das críticas, à noite mesmo Apeles voltou ao local dos quadros e tratou de corrigir as falhas consideradas pelo homem. Com zelo, retocou as pinturas, expostas também no dia seguinte.

Ao observar agora que o artista refizera a obra por conta do que dissera, o sapateiro restou eufórico, satisfeito de haver acrescentado sua opinião aos trabalhos. Nisso, de bola cheia, prosseguiu analisando os quadros e foi achando outros detalhes que, na sua visão, poderiam ser modificados, pois lhe desagradavam. Fisionomias, proporções, cores, etc.

Resultado: Apeles cresceu nos cascos e desconsiderou as outras manifestações do sapateiro, vindo daí um brocardo ainda hoje citado nas situações semelhantes, e foi taxativo:

- Não suba o sapateiro além das suas sandálias. (Que ninguém queira dar palpite naquilo de que não conhece...).

20 março 2017

Essas crianças - Por: Emerson Monteiro

Vontade pura de criar um mundo certo, vagam pelos dias na busca de afirmar a que vieram as crianças. Achar isso tudo fora do lugar já contava na programação dos experimentos da evolução. Rever os quadros e afastar as mazelas se torna dever de quem quer algo novo, novos tempos. Iluminam os lares, ruas e mares. Filmes de super-heróis também somam o direito de transformar. Elas transportam dentro de si o fator determinante do futuro em festa que despontam nos lábios do horizonte. Marcas outras, o que há de mostrar a fisionomia desta Terra da amizade e dos sonhos dos séculos.

No que pesem olhos preocupados dos que deixaram de cumprir a obrigação de oferecer espaço sadio aos jovens de hoje, podem deixar no vão das estradas perdidas ilusões e criar atos que vençam o mal estar da civilização esdrúxula desses malfadados senhores de negócio que só pensaram em si. Agora cabem métodos eficazes de realizar o projeto da história em termos de perfeição. Esquecer o desânimo daqueles outros se torna dever de obrigação. A essas crianças
o destino reserva o compromisso de refazer os edifícios da real felicidade.

Chegou o momento de transmitir o cetro de concretizar a bondade neste chão de tantas oportunidades até agora levadas na conversa. Em tese é isto. Os coroas e os mais atuais que preenchem as lideranças quase nada têm o que oferecer em resultados práticos. Dada esta razão, e na firme disposição de não dar por perdida toda a experiência humana, seja no Brasil ou no exterior, eis o motivo de a gente acreditar nas novas gerações. A maré não está pra peixe, é notório. Aonde se virar, existe uma bronca a resolver, com a maioria só pensando ocupar o lugar de mando e querer dominar o pedaço. Então resta crer nas crianças, na intenção de redesenhar o rosto do Planeta e revelar meios de reverter o quadro que as gerações anteriores deixaram, sob pena de mais nada acontecer. E isto ficaria fora de quaisquer cogitações dos que admitem os fins úteis da Criação divina.

Falece a arqueóloga Rosiane Limaverde - por Carlos Rafael


Faleceu na manhã de hoje, 20/03, a arqueóloga caririense Rosiane Limaverde, vítima de um câncer de útero, contra o qual vinha lutando há quatro anos.
Rosiane, de 51 anos, deixou uma rica contribuição à cultura caririense, principalmente por ter o sido, ao lado do esposo Alemberg Quindins, fundadora da Fundação Casa Grande, entidade que faz um reconhecido trabalho de inserção socioeducacional com as crianças do município de Nova Olinda.
É uma perda irreparável, mas que deixará um duradouro e relevante legado em prol da cultura regional, de valorização da identidade construída pelos saberes populares.

As idades

De acordo com Soren Kierkegaard, filósofo dinamarquês, a existência se resume a três fases distintas, sendo estas o itinerário da libertação da pessoa face ao desespero humano. Primeira destas, a fase estética, período em que depara com a beleza e a força da natureza. Época da energia viva dos instintos, usufrui de tudo com o ânimo de aproveitar ao máximo o ímpeto da juventude. Barcos a todo mastro, as ações correspondem desfrutar das oportunidades apresentadas quais senhores absolutos da situação. 

Segundo momento, e surge a primeira maturidade, a fase ética, de quando principia compreender a importância dos valores que balizem movimentos pessoais diante do todo social. Estabelece metas de realização profissional, cuidados de sobrevivência e o mínimo de providências no formato das instituições que estabelece: família, grupos, atividades. Já nem tudo poderá ser visto quais meras simples da experiência de viver por viver. Há de firmar postulados que atendam aos desejos, porém sob normas rígidas que lhe garantam a preservação das conquistas obtidas.

E terceiro nível de adequação perante o tempo das gerações, que daí revela a fase mística, consequência dos limites às respostas anteriores. Nem liberdade total do pássaro solto nos ares, nem domínio dos acontecimentos, tais ordenadores dos padrões, na segunda fase. Agora depara incerto o destino que lhe aguarda na próxima volta do parafuso. Nisto, face a face com o desconhecido das horas, apela aos sentimentos de fé e esperança, sentido natural do quanto lhe reservaram as fases anteriores. Eram tão só indicativas do que o impossível mostraria adiante, olhos postos às conseqüências de existir.

Portanto, fases estas fazem referência nítida ao enigma da Esfinge, do decifra-me ou te devoro: Que animal, nos inícios da existência anda de quatro patas, em seguida, em duas, e por fim em três patas? Ele, o ser humano, que engatinhava na primeira infância; pisava nos dois pés num segundo instante; e utilizará de uma bengala a fim de equilibrar o corpo, na fase mística, ou terceira idade.

19 março 2017

Coisas da Monarquia: A força moral da Rainha Elizabeth II

Vez por outra, publicamos neste blog episódios de um seriado "COISAS DA REPÚBLICA", onde são comentados os descalabros da bagunçada república brasileira. Até pensei comentar hoje a vergonhosa venda de carne podre pelos frigoríficos brasileiros. Depois pensei: hoje é domingo, vamos noticiar coisas boas. Aí surgiu a ideia de um novo seriado 'COISAS DA MONARQUIA".  O primeiro da série é uma homenagem à Rainha Elizabeth do Reino Unido.

Fonte: Facebook Pro Monarquia
GOD SAVE THE QUEEN! – Foto: S.M. a Rainha Elizabeth II do Reino Unido trabalha lendo o conteúdo de uma das suas “red boxes”, caixas vermelhas que, todos os dias, trazem documentos de Estado para serem lidos e projetos de lei para serem analisados e sancionados. A Soberana recebe as “red boxes” todos os dias do ano, com exceção apenas do Dia de Natal, aonde quer que esteja.

Na última quinta-feira, dia 16, a Rainha Elizabeth II do Reino Unido deu o seu consentimento régio, sancionando a Lei do Brexit. Agora, a Primeira Ministra Theresa May está autorizada a iniciar o processo de saída do País da União Europeia–UE.

No Reino Unido (formado pela Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte), nenhum projeto ganha força de lei sem antes receber a sanção da Rainha. Isso decorre do fato de que é um dos principais deveres da Soberana garantir que as ações dos membros eleitos do Parlamento estejam de acordo com a vontade nacional e as legítimas aspirações dos britânicos. E ninguém melhor para fazer isso do que uma grande dama que paira acima dos interesses partidários e das querelas políticas.

A decisão de deixar a União Europeia–UE foi tomada pelos britânicos, em referendo de 23 de junho do ano passado. Ao mesmo tempo em que levou os “europeístas” ao pânico, essa decisão trouxe uma brisa fresca de esperança para os milhões de habitantes dos 28 países membros da União Europeia. A decisão dos britânicos abalou Bruxelas (a sede da gigantesca máquina burocrática da organização, bem parecida com a República do Brasil) como um terremoto; altos funcionários se perguntavam, alvoroçados, se o artificialismo burocrático ao qual servem teria chegado ao fim.

Agora, os burocratas sem rosto de Bruxelas temem que outros países membros queiram também consultar suas populações, a fim de acalmar a crescente insatisfação causada pelas absurdas intromissões da UE na vida nacional. Franceses gostariam de um referendo assim. Holandeses, suecos e finlandeses também. Se a moda pega...

Em meio a todo o alvoroço, a Rainha do Reino Unido, com seus 65 anos de reinado, próxima de completar 91 de idade e popularidade estratosférica, sorri enigmaticamente em suas aparições públicas. A Soberana – é tradição da Coroa – não se manifesta em matérias como referendos. Entretanto, jornais britânicos dos mais importantes afirmaram que Sua Majestade teria influenciado seu povo a deixar a UE. Se o fez, seu gesto foi elegante. E como foi esse gesto?

Afirmam esses órgãos da imprensa que a Rainha, em jantar pouco antes do referendo, com o ar distante e quase distraído com o qual uma professora pediria a seus alunos provas da redondeza da Terra, pediu aos convidados três razões para que o Reino Unido permanecesse na UE. Silêncio à mesa. Cada um passa ao vizinho a pergunta. Silêncio confuso e algo constrangedor dos convidados. Silêncio docemente prazenteiro da Soberana. A um tênue sinal, Sua Majestade ordena ao mordomo completar as taças de vinho. Sutil alçar de taças. Sua posição, assim declarada, fez rastilho de pólvora entre seus enlevados súditos.

Postado por Armando Lopes Rafael.

Prossegue o caos no estacionamento de veículo no centro de Crato – por Armando Lopes Rafael

   Desilusão. Estamos caminhando para os 90 dias da nova administração municipal de Crato. Três meses! E a Zona Azul ainda não foi reimplantada nesta cidade. Até agora nenhuma autoridade veio justificar porque não resolve este angustiante problema que atormenta a população.
   Estacionar no centro virou uma epopeia. Ninguém respeita mais o acesso às garagens, nem às regras de localização de estacionamento, com áreas que antes eram destinadas às motos e aos veículos. Vale a lei do mais forte! Os "flanelinhas" são os donos dos espaços citadinos de Crato. E agem como se fossem os “Reis da Cocada Preta”! E zombam dos contribuintes. Um deles tem até um bordão: em Crato tudo é "fenomenal"!
   Outro dia entrei ao vivo no Jornal do Cariri, do radialista Antônio Vicelmo, e falei deste angustiante problema. Imediatamente várias pessoas também entraram no ar e fizeram críticas as mais diversas sobre o caos no trânsito de Crato e ausência de servidores do Demutran nos engarrafamentos nas horas de pique, principalmente nas imediações de colégios e escolas. E agora, apelar para quem?

18 março 2017

19 de março: Grandezas e glórias de São José – Por Paulo Corrêa de Brito Filho

Fonte: Revista "Catolicismo"
Último dos Patriarcas e Príncipe da Casa Real de Davi, São José é o elo mais qualificado entre o Antigo e o Novo Testamento. Sua festividade é celebrada pela Igreja no dia 19 de março

Para se mensurar a grandeza de São José, basta dizer que ele foi digno de ser escolhido para se tornar o castíssimo esposo da Rainha dos Céus, pai adotivo de Jesus, além de auxiliar e cooperar na direção e educação da divina infância do Menino-Deus. Transcorrendo no dia 19 deste mês a importante festa litúrgica de São José, a revista Catolicismo [edição de março (capa acima)] publicou um erudito artigo de Plinio Maria Solimeo ressaltando o fato de que teólogos, pregadores e missionários propagaram a devoção ao Patrono da Santa Igreja em épocas anteriores.
Nos tempos modernos, numerosos Papas e grandes teólogos enalteceram as virtudes de São José. Podemos citar, por exemplo, Frei Bonifácio Llamera, O.P., que com sua Teología de San José aprofundou essa primordial temática. Ela também pode ser aprofundada pelos Evangelhos, pela Tradição e por outros documentos. Nesse sentido, são ressaltados temas importantes, como São José Príncipe da Casa Real de Davi, seu matrimônio — perfeito, embora sem prole — com a Santíssima Virgem, sua autoridade na Sagrada Família e sua santa morte. Ele é o Patrono da Boa Morte, transcorrida junto a Nossa Senhora e seu Divino Filho.
Vários outros temas são focalizados no artigo. Por fim, é ressaltada a excelsitude do culto a São José. O Pe. A. Michel comentou com acerto: “Seria necessário relembrar a prudência e a força do vigilante guardião encarregado de arrancar o Menino e sua Mãe das ciladas de seus piores inimigos. A justiça do homem perfeito que a Escritura pintou com uma palavra: justus; a temperança desse artesão humilde e laborioso. Poder-se-ia assim passar em revista todas as virtudes e as atribuir a São José em um grau supereminente: certamente ficaríamos nos limites da verdade”.
A respeito desse mais ilustre membro da Casa de Davi, Plinio Corrêa de Oliveira comentou: “São José era proporcionado a Jesus Cristo, era proporcionado à Sua excelsa Mãe. Quanta grandeza isso encerra! É tal a desproporção com o resto dos homens, que não podemos fazer ideia. É penetrar de tal maneira na alma santíssima de Nossa Senhora, é ter tal intimidade com o Verbo Encarnado, que o vocabulário humano não encontra palavras para exprimir adequadamente”.

Crônica do domingo

Vergonha: Museus do Crato estão fechados há sete anos. E ninguém informa quando serão reabertos – por Armando Lopes Rafael
   Desde 2010, os dois principais museus de Crato se encontram fechados. Naquele ano as instalações do Museu de Artes e do Museu Histórico (ambos funcionavam no antigo prédio da Casa da Câmara e Cadeia Pública, situado na Praça da Sé) foram fechados, dizia-se momentaneamente,  para consertos e reparos. Nunca mais foram reabertos. E ninguém tem ideia de quando serão.
   Numa cidade que no passado foi  denominada de “Capital da Cultura” o fechamento desses dois museus é um fato desastroso e que desmoraliza os foros de civilização de Crato.

Como surgiu o Museu de Artes

   O Museu de Arte do Crato Vicente Leite foi criado no governo do prefeito Pedro Felício Cavalcanti, em 1974. Seu idealizador foi o artista R.Pedrosa. Leva o nome de Vicente Leite, pintor de grande talento, figura de renome nacional na vida artística, nascido em Crato e falecido no Rio de Janeiro em 1941.
    Naquele museu eram expostos obras de arte de incalculável valor, a exemplo da escultura em gesso de Celita Vaccani denominada “Venite ad me omnes”, uma imagem de Jesus Cristo de grande beleza. Pertenciam ao acervo do museu fechado 22 telas da pintora Sinhá D’Amora, alta e marcante expressão entre os artistas de sua geração.
    Merecem destaque, dentre as valiosas obras de arte que podiam ser vistas do Museu Vicente Leite, as seguintes:
    - Aquarela “Vista Panorâmica do Crato em 1865”, feita por José Reis de Carvalho, integrante da “Commissão Scientífica de Exploração” – conforme grafia da época – criada pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro-IHGB, com a finalidade de explorar o interior de algumas Províncias, devendo fazer coleções de produtos naturais para o Museu Nacional e para os das Províncias” (ver abaixo)

  - Dois desenhos a lápis de Pedro Américo um dos maiores e mais famosos pintores do Brasil, que se notabilizou por pintar cenas históricas e épicas, incluindo a do Grito do Ipiranga, que ilustra a cena da Independência do Brasil;
   - Óleos sobre tela Pino Della Selva, Mazza Francesco, Vicente Leite, Jair Picado, dentre outros.
Postado por Armando Lopes Rafael

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