xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 01/01/2017 - 02/01/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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31 janeiro 2017

O pecado e a Consciência - Por: Emerson Monteiro

Qual macaco vadio, invade o salão branco da Consciência e sai destruindo tudo levado da breca, feito touro bravio em loja de porcelana, a confrontar o que lhe vem à frente. Bichos desengonçados, colhe nas suas malhas a irresponsabilidade dos incautos e devora o sonho, abandonando lástimas ao relento. O custo disso aparecerá na sequência dos acontecimentos, deixando peias do fracasso. Quisera, no entanto, cobrir o Sol com a peneira; usar um pouco de lama e fuligem aqui ali acolá, insuficiente a trazer tranquilidade ao céu das almas nas culpas do remorso.

Há um livro de Albert Camus que reflete tais circunstâncias, o peso nas consciências. A queda, eis o título. Ele, o titular da história, cruzava uma ponte, noite tardia, quando avista pessoa em gesto suspeito de quem quer abandonar a vida. Ver a situação, reconhece o quanto de risco o outro corria naquele instante, porém se faz desentendido, indiferente. Passa perto, com chances de evitar o desenlace, e nada faz, ciente do que implicava se jogar no rio gelado, turbulento. E deixa acontecer. Com isto, ainda ouve a pouca distância o som mórbido da queda do corpo.

Daquela data em diante, no entanto, jamais desfrutará de paz, se sabendo o único que testemunhara a ocorrência. E carregará a marca da omissão face ao desespero, conivente que fora perante o desvario da vítima. A partir do dia em que fiquei alerta, veio-me a lucidez, recebi todos os ferimentos ao mesmo tempo e perdi de uma só vez as minhas forças. O universo inteiro pôs-se então a rir à minha volta.

Nem a morte vencerá, pois, a fraqueza da derrota do homem, que reclamará todo tempo do pecado que acumpliciou e escondeu na indiferença. Lembrar que um dia trouxera consigo, e perdera, a Salvação da boa paz. Adeus.

(Ilustração: Munch, O grito).

Dias de alegria - Por: Emerson Monteiro

O fluir das horas vivas no girar do firmamento fala disso. Oportunidades mil da mais plena felicidade, o trilho de cada fração de segundo e o sonhar das gerações falam disso, na força do instante presente e a limpeza da Consciência, que nutre a constituição do Universo prodigioso. Isto em nós, no íntimo do ser que somos e cientes de tudo quanto há, forma e rito das possibilidades infinitas. Sem falar nas certezas que alimentam virtudes e esperanças. Na beleza das flores mais bonitas. No verde das matas. Nos mares em constante movimento. No sabor das águas que suprem a sede do chão. Pássaros, vôos e cânticos inigualáveis. O riso das crianças. A disposição de reconstruir as ações que, no passado, falharam. A honestidade do trabalho mais justo. O ar que respiramos, sem igual e persistente. As descobertas da ciência. A maravilha que é o tempo. A existência e suas chances e revelações. Tudo, afinal, motivo de plena satisfação de paz e saúde, instrumentos da realização dos dias na alma da Verdade.

Em volta os meios de tocar adiante o foco desse instante face à Eternidade. Somos disso a fórmula da revelação do que aqui viemos e veremos. Luzes na paz dos corações. Ainda que diante das limitações da compreensão, no entanto existem as horas e os seres que dispõem das práticas de trazer à tona o futuro. Palavras claras de poder. Otimismo. Positividade. Cordialidade. Respeito. Amizade. Solidariedade. Amor.

Quantos recursos de real valor
. Claridade. Paciência. Persistência. Alimentos da continuidade e harmonia. A lindeza das músicas boas. A luminosidade dos quadros genais. Os filmes bons. Os artistas, os santos, os líderes fiéis dos sentimentos autênticos. Reunir em único bloco o brilho do Sol, a suavidade dos ventos, o gosto saboroso das chuvas. Notícias boas, que alegram a gente, no campo sem limites dos sonhos.

Um cearense de destaque: Prof. José Luís Lira – por Armando Lopes Rafael

Na foto, o intelectual José Luís Lira


Consta do rol de meus amigos, um jovem que não conheço pessoalmente. No entanto, nutro por ele muita admiração e apreço. Trata-se do escritor e professor do Curso de Direito da Universidade Estadual Vale do Acaraú–UVA, José Luís Araújo Lira.  Nossos contatos começaram quando li, por acaso, na Internet, uma postagem desse Doutor da UVA, ocasião em que ele se encontrava em Roma para assistir à canonização do menino-mártir mexicano, São José Luís Sanchez del Rio.
Como sou grande devoto deste grande “Santito Cristero”, entrei em contato com o Prof. Lira (que estava em Roma, como disse) e informei que gostaria de adquirir o livro dele, “Nunca foi tão fácil ganhar o Céu– memória de José Sánchez del Rio”. O escritor garantiu-me que, quando voltasse ao Brasil, enviar-me-ia o livro. E cumpriu a promessa. 

Fez mais: enviou-me também dois santinhos do menino-mártir e por ocasião do Natal, retribuiu meu  cartão de Boas Festas  presenteando-me com uma pequena medalha de São José Luís e uma relíquia indireta da Beata Soror Ana de los Angeles, uma santa peruana, do século XVII, cuja face foi reconstruída pelo especialista em computação gráfica Cícero Morais, juntamente com o Prof. José Luís Lira.
Foi o meu melhor presente de Natal!
José Luís é autor de mais de uma dezena de excelentes livros. É poeta, cronista do jornal “Correio da Semana”, da Diocese de Sobral. Foi o fundador das duas Academias de Hagiologia (tanto a do Brasil como a do Ceará), pertence a diversos institutos culturais e academias de letras do Brasil. E também é importante dizer: é admirador do Padre Cícero e da Mártir da Pureza, a menina Benigna Cardoso da Silva.
Abra, logo abaixo, o link “Comentários” onde transcrevo, nota divulgada pela Assessoria de Comunicação e Marketing Institucional da Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA, sobre o Prof. José Luís Araújo Lira.

Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

O idealismo da Constituição – por Marco Antônio Villa (*) – 1ª Parte


Em boa parte dos estados, Executivo, Legislativo e Judiciário são controlados com mão de ferro por poderosas famílias

O federalismo brasileiro é um desastre. E não é de hoje. Foi adotado logo após o 15 de novembro de 1889 através do decreto nº 1 do Governo Provisório. Basta recordar os dois primeiros artigos: “Art. 1º. Fica proclamada provisoriamente e decretada como a forma de governo da nação brasileira — a República Federativa; Art. 2º. As Províncias do Brasil, reunidas pelo laço da federação, ficam constituindo os Estados Unidos do Brasil.”
Isto permitiu consolidar o novo regime em um país que não tinha no republicanismo uma efetiva alternativa de poder. A transferência de atribuições do governo central para os estados — como ficaram denominadas as províncias após o golpe militar — era uma antiga reivindicação das elites locais, o que era negado pelo centralismo monárquico consubstanciado na Constituição de 1824. Assim, se nos Estados Unidos o federalismo foi uma consequência da autonomia histórica das 13 colônias, aqui levou ao domínio das oligarquias, que se perpetuaram no poder durante a Primeira República.
A Revolução de 1930 interrompeu, em parte, este processo. O centralismo predominou, especialmente após 1937, com a ditadura do Estado Novo e a Constituição Polaca. Mas o conservadorismo do regime e o desprezo pela democracia impossibilitaram o nascimento, nos estados, de uma sociedade civil. Sob novas formas, o coronelismo acabou se preservando. Tanto que, com a redemocratização de 1945 e, no ano seguinte, a promulgação de uma nova Constituição, os oligarcas voltaram ao primeiro plano da cena política com uma nova roupagem, a dos partidos criados em 1945-1946.
Cerca de 20 anos depois, o regime militar conciliou com os oligarcas. Na escolha indireta dos governadores, por exemplo, o indicado sempre foi alguém vinculado às poderosas famílias dos respectivos estados. Contudo, a Constituição de 1967 — e, mais ainda, a Emenda Constitucional nº 1 de 1969 — e os atos institucionais e complementares limitaram a autonomia dos estados e deram ao Executivo federal um enorme poder.
Com a redemocratização de 1985, novamente o federalismo renasceu. Agora como uma panaceia democrática. Era uma resposta ao centralismo do regime militar. Enfraquecer politicamente o poder central virou sinônimo de modernidade. Isto quando, nos estados, a sociedade civil continuava frágil, especialmente no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e o coronelismo, agora remoçado, permanecia poderoso.
A Constituição de 1988, entre suas platitudes, ampliou a esfera de decisão dos estados, como na segurança pública. E, para piorar, criou mais três: Amapá, Roraima e Tocantins. Ampliou, portanto, a presença do poder local e, na esfera federal, deu mais poder aos oligarcas com nove senadores e 24 deputados federais. Mas limitou a representação dos maiores estados, onde há sociedade civil relativamente organizada.
(*) Marco Antonio Villa é historiador

O idealismo da Constituição – por Marco Antônio Villa (*) – 2ª Parte

Hoje, em boa parte dos estados, Executivo, Legislativo e Judiciário são territórios controlados com mão de ferro por poderosas famílias. A parentela pode até divergir, mas os interesses fundamentais dos senhores do baraço e do cutelo, como escreveu Euclides da Cunha, continuam preservados. Os cidadãos não passam de reféns dos oligarcas que transformaram os estados em fontes de riqueza privada.
O avanço do crime organizado agravou este processo. Em muitas unidades da Federação, não há mais dissociação entre a elite política e os chefes das organizações criminosas. Eles estão presentes no Executivo, elegem deputados e têm influência no Judiciário — neste poder teriam, inclusive, comprado benesses, como a recente denúncia de que no Amazonas o preço de uma decisão sobre a concessão de prisão domiciliar custaria R$ 200 mil.
Os oligarcas não querem enfrentar o crime organizado. E a sociedade está à mercê do poder discricionário constituído e dos criminosos. Não tem a quem recorrer. Tudo está dominado — pelos inimigos da coisa pública. O que fazer? É caso de intervenção federal, como dispõe a Constituição nos artigos 34-36. A ordem só poderá ser restabelecida desta forma. Como é sabido, no caso de intervenção, não pode tramitar proposta de emenda constitucional (artigo 60, parágrafo 1º). É um complicador. Neste caso, cabe perguntar se é melhor ter PECs tramitando no Congresso ou enfrentar incontinentemente o crime organizado?
A inércia governamental está levando à desmoralização do estado democrático de direito. Com todos os seus problemas — e são muitos —, a Constituição dá instrumentos para a ação do Executivo federal, mesmo que limitados. A intervenção acaba sendo — apesar de traumática — uma solução emergencial. Ataca imediatamente o problema, mas não tem condições de resolver as questões estruturais. Isso passa por uma mudança constitucional, retirando poder dos estados em relação à segurança pública. Ainda mais — e para atingir a raiz do problema — pela revisão do trágico pacto federativo. E o governo pode convocar o Conselho da República, conforme reza o artigo 90, inciso I, para tratar da intervenção. Neste caso — e até parece piada pronta — será necessário preencher seis vagas do Conselho que estão desocupadas há uma década.
O idealismo da Constituição é uma praga tupiniquim. Já o foi na Constituição de 1891. Hoje o é na Constituição de 1988. Por mais paradoxal que seja, a emergência do crime organizado poderá abrir a discussão sobre a necessidade de reformar a Carta Magna — mas não somente com intervenções pontuais, como as PECs. É urgente reformar os “princípios federalistas” que, ao invés de aprofundar a democracia, não passam de instrumentos das oligarquias para o saque da coisa pública.

(*) Marco Antonio Villa é historiador

28 janeiro 2017

Voz do povo - Por: Emerson Monteiro

Fácil dizer que a tecnologia entortou a Geração. Que o progresso virou razão de subjugação e sacrifício dos muitos. Aumentou a capacidade autodestrutiva. Etc. Porém há que se reconsiderar tudo isso perante novos pontos de vista. Chega de execrar o que a raça promoveu quando tal condena o que trouxe tanto tempo de produção a inteligência humana até o brilhantismo dos dias presentes. Quando a gente peca no usar significa não que o instrumento deixa de oferecer uso bom, de prestar ao bem. O artista tem sim que melhorar naquilo que faça. Aprender a utilizar a beleza da invenção e gerar bons frutos do que elaborou. Em tudo por tudo vem sendo desse jeito. Melhorar para mais.

Um mínimo de coerência portanto entre a coisa em si e o uso que dela façamos. Esses instrumentos de comunicação dos dias de hoje por exemplo. O primeiro computador funcionava em prédio de quatro andares, segundo consta. Depois de cinquentas e pouco tempo já agora resta só implantar no pulso da pessoa feito chip o andar do firmamento. Simplesmente computador de bolso eis o em que o telefone primitivo virou. Maravilha das ideações nos seus aventurandos, dispomos dos valores técnicos necessários a ser gente de qualidade. Admitir e praticar.

Caso ainda cheguemos apenas distantes do sonho da velha felicidade, temos entretanto dever suficiente de galgar maiores níveis de compreensão e entendimento. Nunca qual agora o juízo da invenção obteve tantos prêmios de sucesso no mercado internacional. Desde voar, comunicar, controlar, conhecer, até saúde, bem estar, entretenimento, segurança, o bicho homem merece muitos abraços de elogio. Outrossim logo veremos transformar sucesso em satisfação da humana convivência.

Este o foco das palavras de falar a voz de Deus na fala da gente inebriada dos bairros distantes, protótipos da inventividade, imaginação sem fronteiras de tecnologias de gênios que ora passeiam livres nas mãos interessadas da adolescência e dos sonhos.

Brincar de terrorista - Por: Emerson Monteiro

Essa foi a primeira das ideias de brincadeira com que, reunidos na casa de madeira, os meninos do Condomínio resolviam iniciar o movimento da tarde. Em cinco ou seis, os dispositivos que eles dispunham, quatro bicicletas e as próprias camisas de meia com que envolveram o rosto, deixavam de fora quase que apenas os olhos, olhos assustados, queimados nos equipamentos eletrônicos. Largavam à margem compreender que já conheciam, eles de 10 a 12 anos, a lojista das guerras das ruas nos dias atuais. Ali ao lado, outros três meninos, acomodados num dos bancos do sombreado, prendiam a atenção em um celular e nalgum jogo de defesa e perseguição.

E logo lá fora o ritmo incessante das faixas da avenida em alta velocidade, clima de pura voltagem, a lembrar circos e globos da morte com cinco motos a se entrecruzarem nas frações de segundo e destino incerto dessa mundo ainda troncho. Tudo pelos detalhes mínimos, e pescadores que, ao saber disso, dão um tempo ao peixe e um tempo aos anzóis, na mesma tarde a distância de poucos passos.

Ah, dalgumas nuvens, o céu fala de urgências mil no coração daquelas crianças sadias e suas brincadeiras perigosas de fazer de conta que tudo não irá além do mal entendido de assassinar a esperança de tantos jovens nos becos escuros das madrugadas cinzas. Que dizer, que fazer, que sirva de lenitivo, de resposta, a quanto de desamor ronda o universo das pessoas dentro das horas que voam?! O que contar nos livros dos antigos testamentos no futuro?! Quais dúvidas haver vencido deliberadamente na consciência espúria de quem chega ao poder no intento de transformar a vida numa moeda passível de uso comum e falham?!

O vento frio do escurecer reacendeu a vontade daquela gente que decerto buscará paz e alegria invés de guerra, e construirá o berço da nova humanidade dentro de outros jogos de fraternidade e amor...

Brasil Real, Brasil verdadeiro: Exemplo que vem de cima




O Imperador Dom Pedro II gostava de caminhar pelas ruas do Rio de Janeiro, como simples transeunte para ficar próximo de seu povo e assim se inteirar do que realmente acontecia na capital do Império, observando as mais urgentes medidas, sempre preocupado com o bem estar da população a quem servia.
Certo dia, em uma apertada calçada, ele se encontrou com um escravo, que manifestamente não desejava fazer o esforço de ceder passagem ao velho Imperador. Muito tranquilamente, o Soberano desceu do passeio e seguiu caminho pela rua. O secretário, que o acompanhava, disse:
— Como Vossa Majestade pode se rebaixar assim diante de um ‘negro’?
O Imperador então respondeu ao seu secretário:
— Se eu não aproveito a ocasião para lhe ensinar algo de educação, quem é que o fará?

(Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier).

Artigo profético: Lula e Eike Batista nasceram um para o outro: os dois são vendedores de nuvens – por Augusto Nunes


(Este artigo foi publicado em 31 de dezembro de 2013, quando a triste era "lulopetista" ainda imperava; Merece republicação dentro do seriado “Coisas da República", quiçá "Caos desta ré-pública")

Nenhuma farsa dura para sempre (...)  Nesta quarta-feira, o império imaginário de Eike sucumbiu ao peso de uma dívida sem garantias que soma U$ 5,1 bilhões. “Pedido de recuperação judicial”, como o formulado pela  petroleira OGX, é o codinome do velho e manjado calote quando aplicado por gente fina. A tapeação chegou ao fim. O candidato a empresário mais rico do mundo faliu. O ex-presidente continua empinando seus malabares. Mas está condenado a descobrir, não importa quando, que a freguesia dos camelôs de palanque sumiu. Lula é Eike amanhã. 

Lula é o Eike Batista da política. Eike é o Lula do empresariado. Um inventou o Brasil Maravilha. Só existe na papelada que registrou em cartório. Outro ergueu o Império X. No  caso, X é igual a nada.
O pernambucano falastrão que inaugurava uma proeza por dia se elogia de meia em meia hora por ter feito o que não fez. O mineiro gabola que ganhava uma tonelada de dólares por minuto se cumprimentava o tempo todo pelo que disse que faria e não fez.
O presidente incomparável prometeu para 2010 a transposição das águas do São Francisco. O rio segue no mesmo leito. O empreendedor sem similares adora gerúndios e só conjuga verbos no futuro. Estava fazendo um buquê de portos. Iria fazer coisas de que até Deus duvida. Não concluiu nem a reforma do Hotel Glória.
Lula se apresenta como o maior dos governantes desde Tomé de Souza sem ter concluído uma única obra visível. Eike entrou e saiu do ranking dos bilionários da revista Forbes sem que alguém conseguisse enxergar a cor do dinheiro.
Lula berrou em 2007 que a Petrobras tornara autossuficiente em petróleo o país que, graças às jazidas do pré-sal, logo estaria dando as cartas na OPEP. A estatal agora coleciona prejuízos e o Brasil importa combustível. Eike vivia enchendo milhões de barris na demasia de jazidas que continuam enterradas no fundo do Atlântico. Não vendeu um único litro.
Político de nascença, Lula agora enriquece como camelô de empreiteiros. Filho de um empresário muito competente, Eike adiou a falência graças a empréstimos fabulosos do BNDES (com juros de mãe e prestações a perder de vista), parcerias com estatais (sempre prontas para financiar aliados do PT com o dinheiro dos pagadores de impostos) e adjutórios obscenos do governo federal.
Lula só poderia chegar ao coração do poder num lugar onde tanta gente confia em eikes batistas. Eike só poderia ter posado de gênio dos negócios num país que acredita em lulas.
É natural que tenham viajado tantas vezes no mesmo jatinho. É natural que se tenham entendido tão bem. Nasceram um para o outro. Os dois são vendedores de nuvens.
             

27 janeiro 2017

Festival Itinerante de Música Instrumental acontece neste Sábado, em Crato



DIHELSON MENDONÇA TRIO - SHOW - Neste Sábado.
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ALO, AMIGOS: Show neste sábado, em Crato - Teatro Rachel de Queiroz. Estaremos lá com nosso trio. Serão 3 shows, previstos para começar às 19hs. O show faz parte do Festival Itinerante de Música Instrumental - Ministério da Cultura.

Dihelson Mendonça - Piano e Teclados,
Cláudio Mappa - Contrabaixo Acústico
Demontier Delamone - Bateria
Entrada gratúita.




Saída dos EUA do maior acordo comercial do mundo abre portas para o Brasil



Fim da participação estadunidense no acordo comercial Parceria Transpacífico (TPP) pode beneficiar as exportações agropecuárias brasileiras

O Brasil é o maior exportador de soja do mundo, com 50 milhões de toneladas embarcadas por ano. Também é o líder na venda de frango para o exterior, com um total de quase 4,4 milhões de toneladas em 2016. E o que já está bom, pode ficar ainda melhor com a saída dos Estados Unidos do maior acordo comercial do mundo, a Parceria Transpacífico (TPP). Após o anúncio do presidente Donald Trump, na segunda-feira (23), o agronegócio brasileiro passou a ser uma alternativa natural para mercados que até então eram dominados pelos americanos. Mas os especialistas apontam que para aproveitar essas novas oportunidades, o melhor é ir com calma.

O professor de Economia da Universidade Positivo e consultor da Valuup, Lucas Dezordi, diz que novas oportunidades para o agronegócio brasileiro passam a existir, mas que é preciso seguir com cautela. “Acho pouco provável que o Trump ao sair desses acordos vá fechar a economia. Ele sabe que se fechar é um ‘tiro no pé’ e que não gera emprego. Mas há uma tendência, a partir de agora, que os acordos multilaterais entre países sejam deixados em standby e que acordos bilaterais [apenas entre dois países] dominem o cenário das negociações mundiais. Vamos começar a entrar em uma ‘guerra de trincheiras’”, prevê.

O que é a Parceria Transpacífico (TTP)
É o maior acordo regional de comércio da história, reúne 10 países e detinha (até a saída dos Estados Unidos) 40% de todo o PIB mundial. Para chegar ao termo final da parceria comercial internacional, foram cerca de oito anos de negociações. Faziam parte do TPP as seguintes nações: Estados Unidos, Japão, Canadá, Austrália, México, Malásia, Cingapura, Chile, Peru, Nova Zelândia, Vietnã e Brunei.

Marsio Antônio Ribeiro, economista especialista em agronegócio e comércio exterior, diz que com a saída dos EUA, que são grandes fornecedores de soja, milho, carnes e outros produtos do agronegócio, abre-se espaço para outros países fornecerem esse tipo de produto. “Não se sabe ao certo se a aliança vai permanecer sem os EUA. Até mesmo a China poderia participar do acordo, tudo depende das negociações. O que a gente vê é que a atitude do Trump é bem protecionista, uma política bem populista. Acho que em um curtíssimo prazo poderia ser até interessante internamente, mas a médio e longo prazo não há sustentação para isso”, opina o economista.

Benefícios e apreensão
O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, afirmou que a saída dos Estados Unidos do acordo comercial Parceria Transpacífico (TPP) pode gerar benefícios para o agronegócio brasileiro mas, também, é motivo de certa apreensão para as negociações internacionais. Ele esteve, nesta quarta-feira (25), numa cerimônia de posse de 70 servidores públicos do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

“É uma grande chance para o Brasil avançar no comércio exterior, mas, ao mesmo tempo, a maior economia do mundo está se fechando e isso é uma preocupação. No entanto, entendemos que podemos usar as medidas protecionistas do governo americano como oportunidade. É fazer do limão uma limonada.”

Fonte: Gazeta do povo




25 janeiro 2017

Um lugar bem aqui - Por: Emerson Monteiro

No livro A erva do diabo, Don Juan, o feiticeiro mexicano que instruía Carlos Castañeda, autor da obra, depois de longo período de iniciação, ao concluir as instruções junto ao discípulo, isto num fim de tarde no deserto, na varanda de casa abandona, entrega-lhe um palito de fósforo e orienta a que, no escuro da noite, à medida daquele pequeno instrumento, viesse localizar seu lugar no chão escuro e poeirento daquele alpendre.

Nisso, Don Juan se despende e mergulha pelas sombras da noite, deixando Castañeda a braços com a rude tarefa pessoal. Enquanto media o território usando o palito de fósforo também cabia descobrir aonde assinalar o ponto exato a ele destinado no piso em que se arrastava. No início de bruços, depois do jeito que pode, à busca de achar o espaço nítido que lhe cabia.

O dia principiava a raiar quando isso aconteceu. Sentiu a mais plena identificação dele com o quadrante mínimo de solo qual previra Don Juan. Assim, harmonizado por conta do cumprimento da águia do mestre, ali mesmo estirou o corpo e adormeceu a sono solto.    

Isto também na vida face aos mistérios de viver e descobrir os meios de ajustar a existência perante os trâmites da jornada. Quais cavaleiros andantes de país imenso, sempre novo e insólito, os interiores da presença individual em que viajam pensamento e sentimento empreendem o esforço de acalmar esse instinto da procura constante. Utilizando tão só a fração infinitesimal do ser, medem cada fração do solo sagrado da vivência e ajustam, momento a momento, nos vales e montanhas da alma a correr nas horas inevitáveis.

Quantas e tantas vezes apalpar as superfícies de dentro, lugares inesperados, frios, quentes, mornos, azuis, encarnados, amarelos, verdes; e a memória a guiar os passos no impulso de sobreviver a todo custo diante do desaparecimento.

24 janeiro 2017

Os exilados de Capela - Por: Emerson Monteiro

Era uma vez... (Bom, vamos passar o assunto pelo preço que nos venderam)... Sim, era uma vez, em um planeta da constelação de Cocheiro denominado Cabra, ou Capela, uma civilização no nível espiritual dos de hoje aqui no Chão, no grau dos mundos de Expiação e Provas. Lá os acontecimentos evolutivos andavam nessa proporção tecnológica dos dias de hoje na Terra. Pelas matemáticas, ciências exatas, haviam galgado avanços inimagináveis da racionalidade física na exploração dos bens naturais. E divergiram entre eles a ponto de encetar uma guerra autodestrutiva de larga dimensão. Os armamentos desenvolvidos foram suficientes a prejudicar a existência inteira dos que habitava aquele mundo.

Depois, bem depois, no decorrer das eras, e já na terceira raça mãe dos que vivem aqui na Terra, aqueles habitantes de Capela viriam seguir aqui sua experiência reencarnatória. Estariam distribuídos entre os povos egípcios, árias e judeus. Dotados da experiência anterior, espiritualmente trouxeram em si o desenvolvimento, a caldear com isso os primeiros habitantes terráqueos das duas primeiras raças que surgiram na Terra antes deles reencarnarem quais esses povos citados.

Apreciamos o tema, localizado em alguns compêndios, sobretudo das literaturas espírita e esotérica. Há um livro com esse título, Os exilados de Capela, do escritor Edgard Armond,  Editora Aliança, 1987, que narra detalhes e explicações, deixando margem a interpretações avaliativas.

Cabe estudar até onde sustentar tese tão remota, vinda dos tempos arcaicos e siderais da tradição. Porém, dentre os argumentos, o que faria João (1:11) dizer de Jesus: Veio para o que era seu e os seus não o receberam? Espécie de missionário que propiciaria orientação a povo decaído naquela guerra de antigamente, traria consigo por dever assistir a nova jornada das vítimas da própria incúria da vivência passada, agora liderando rumo à libertação, rumo à Luz universal.
   

23 janeiro 2017

Os apelos e a Vontade - Por: Emerson Monteiro

Onde apelos são as mobilizações dos instintos, desejos impulsivos, que utilizam o pensamento no sentido de dominar a Vontade. Espécies de átomos de energia soltos em estado bruto dentro do território da existência, o indivíduo carece sobremodo de dominar e dirigir aos territórios do equilíbrio. No entanto os frutos hão de ser recolhidos, queira ou não queira, depois de tudo, função natural da Lei do Retorno.

Quase que significar tempos atuais, avaliar o mundo qual resultado da ausência de equilíbrio dessas práticas do Ser, pronde dirigir os espelhos, ali moram desvarios tantos que pedem firmeza de juízo a fim de reestruturar diversos subprodutos das atividades humanas dias de hoje. O querer da Vontade até parece que perdeu sua autonomia, virando presa fácil dos instintos desses apelos deslavados. Os desejos viraram moeda solta das precipitações, que dói querer controlar a permissividade das gentes.

Bom, mas achamos que fica claro o valor da Vontade em exercitar o poder que possui de controlar ao instinto, espaço fértil de tantas vacilações. O querer da Vontade a pedir atitude dos habitantes do Chão, eis o mote maior das necessidades dagora. Trabalhar fontes de virtudes no coração; abrir espaço à Razão maior da Verdade; aceitar o desejo em lugar inferior, conquanto o instrumento da Vontade represente o caminho da Felicidade no equilíbrio pleno.

A Vontade é o Eu que deve, um dia que pode até ser hoje, sustentar em Si o ofício da disciplina do ego e refazer a história de tudo e de todos. Fosse tarefa desprovida dos mínimos interesses da paz, ainda assim mostraria alternativa diante da ausência de graça dos valores praticados agora.

Este objetivo principal dos motivos da raça, que pede, por isso, espaço fundamental de rever os sonhos da Humanidade, e trazer à tona o que de melhor houver durante o tempo inteiro da Eternidade.

Um artigo profético: Quatro Dedos Sujos e Feios – por Plinio Corrêa de Oliveira

Este artigo do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, escrito em estilo de crônica no dia 16 de novembro de 1983, na "Folha de São Paulo", sintetiza de uma maneira brilhante - como ele sempre fez - a história do Brasil, recente para nós, mas futura para a época dele. (Dr. Plínio morreu no dia 03 de outubro de 1995) Vemos isto mais especialmente quando ele fala da criminalidade como a revolução social que marcha.
A crise nas penitenciárias brasileiras bem o demonstra. O personagem revolucionário criado por ele no artigo, em tom de insulto e provocação, diz: "À vista de tudo quanto eu disse, um governo consciente de suas obrigações tem por dever desmantelar a repressão e deixar avançar a criminalidade. Pois esta não é senão a revolução social em marcha. Todo assassino, todo ladrão, todo estuprador não é senão um arauto do furor popular. E por isto farei constar ao mundo inteiro que a explosão criminal no Brasil está sendo caluniada por reacionários ignóbeis. A criminalidade é a expressão deste furor justamente vindicativo das massas, que os sindicatos e a esquerda católica não souberam galvanizar."
Ocorreu-me isto tudo ao recordar que, numa noite destas, chegado ao termo o jantar, resolvi refletir sobre a situação nacional, atoleiro no sentido mais preciso e sinistro do termo. Febre? Pesadelo? O certo é que me senti subitamente em presença de um personagem muito real, de carne e osso… E eu, que tinha intenção de comunicar aos leitores o resultado de minhas lucubrações, fiquei reduzido a contar-lhes o que este personagem me disse.
O tal homem a-temporal me tratava de você, com uma certa superioridade que tinha seu tantinho de irônico e de condescendente. E, pondo em riste o indicador curto e pouco limpo da mão direita, como para me anunciar uma primeira lição, sentenciou: “Saiba que eu, o comunismo, fracassei neste sossegado Brasil. O PC é aqui um anão que dá vergonha. Por isso, evito de o apresentar sozinho em público. O sindicalismo não me adiantou de nada. Possuo muitos de seus chefes, mas escorre-me das mãos o domínio sobre suas bases bonacheironas (“pacifistas”, diria você). Entrei pelas Cúrias, pelas casas paroquiais, seminários e conventos. Que belas conquistas eu fiz. Mas ainda aí prosperei nas cúpulas, porém a maior parte da miuçalha carola me vai escapando. Noto, Plinio, sua cara alegre ante minha envergonhada confidência. Você me reputa derrotado. Bobão! Mostrar-lhe-ei que tenho outros modos de progredir.
— Você duvida? — Sim, eu duvidava.
Então ele levantou teatralmente, ao lado do dedo indicador, o dedo médio, um pouco mais longo e não menos rejeitável. E entrou a dar sua segunda lição.
“Começarei por um sofisma. Farei o que você não imagina: a apologia do crime. Sim, direi por mil lábios, através de mil penas, milhões de vídeos e de microfones, que a onda de criminalidade, a qual tanto assusta os repugnantes burgueses, raramente nasce da maldade dos homens. Nas tribos indígenas, os crimes são mais raros do que entre os civilizados. O que quer dizer que o crime nasce entre nós das convulsões sociais originadas da fome. Elimine-se a fome, desaparece o crime. Como, aliás, também a prostituição.
“Quem você chama de criminoso é uma vítima. Sabe quem é o criminoso verdadeiro? É o proprietário. Sobretudo o grande proprietário. Principalmente este é que rouba o pobre.
“Enquanto um ladrão de penitenciária rouba um homem, o proprietário rouba um povo inteiro. Seu crime social é de uma maldade sem nome!”
O delírio leva a muita coisa. Pensei em expulsar o jactancioso idiota. Mas o comodismo me manteve atolado em minha poltrona. Furibundo e inerte, deixei-o continuar.
Ele levantou o dedo anular, feio irmão dos dois que já estavam erguidos. E prosseguiu.
“Há mais uma “seu” Plinio. À vista de tudo quanto eu disse, um governo consciente de suas obrigações tem por dever desmantelar a repressão e deixar avançar a criminalidade. Pois esta não é senão a revolução social em marcha. Todo assassino, todo ladrão, todo estuprador não é senão um arauto do furor popular. E por isto farei constar ao mundo inteiro que a explosão criminal no Brasil está sendo caluniada por reacionários ignóbeis. A criminalidade é a expressão deste furor justamente vindicativo das massas, que os sindicatos e a esquerda católica não souberam galvanizar.”
Suspendendo o minguinho, miniatura fiel dos três dedos já em riste, meu homem riu. “Farei entrar armas no Brasil. Quando os burgueses apavorados estiverem bem persuadidos de que não há saída para mais nada, suscitarei dentre os que você chama “criminosos”, um ou alguns líderes, que saberei camuflar de carismáticos. E farei algum bispo anunciar que, para evitar mal maior, é preciso que os burgueses se resignem a tratar com aqueles que têm um grau de banditismo menor.
Vejo a sua careta. Você está achando a burguesia preparada para cometer mais esse erro. Tem razão. Assim se constituirá um governo à Kerensky, bem de esquerda. O dia seguinte será do Lênin que eu escolher.”
Levantei-me para agarrar o homem. Quando fiquei de pé, acabei automaticamente de acordar. Ou cessou a febre…
Escrevi logo quanto “vira” e “ouvira”, pois só até poucos minutos depois da febre ou do sono, tais impressões se podem conservar com alguma vitalidade.
Leitor, desejo que elas não lhe dêem febre. Se é que, antes de terminar a leitura, elas não lhe darão sono.
Este não será, em todo caso, um tranquilo sono de primavera. Mas estará em consonância com essa metereologia caótica dos dias aguados e feios com que vai começando novembro”.

Aumenta o número de fiéis que procuram o Santuário da Mãe do Belo Amor

É grande o número de frequentadores que todos os domingos vão assistir à Missa no Santuário da Mãe do Belo Amor. Localizado no sítio Páscoa, próximo às Guaribas, na zona rural de Crato, o Santuário da Mãe do Belo Amor  recebe, todos os domingos, grande número de fiéis que vão participar da missa semanal, celebrada pelo Pe. Sebastião Monteiro. Nos últimos domingos registraram-se até pequenos engarrafamentos de veículos, que procedem de cidades da Região Metropolitana do Cariri, cujos proprietários vêm participar da missa naquele templo.

O Decreto criando o Santuário da Mãe do Belo Amor

Com o objetivo de resgatar para a história, publicamos abaixo, o teor do Decreto 002/2016, de 1º de janeiro de 2016, de Dom Fernando Panico, criando o Santuário da Mãe do Belo Amor:

“DECRETO DE EREÇÃO CANÔNICA DO SANTUÁRIO DIOCESANO DA MÃE DO BELO AMOR
Dom Fernando Panico, MSC
Por mercê de Deus e da Santa Sé Apostólica,
Bispo Diocesano de Crato

Aos que este nosso Decreto virem ou dele tomarem conhecimento, graça e paz da parte de Deus.
     Uma das mais caras tradições católicas do Sul do Ceará é a devoção popular à pequena imagem da Virgem Maria conhecida sob a invocação de a Mãe do Belo Amor, cujo início retroage ao segundo quartel do século XVIII. Uma piedosa tradição oral divulga que essa imagem foi trazida – do Convento da Penha, de Recife (PE) – para o Vale do Cariri pelo frade capuchinho italiano Frei Carlos Maria de Ferrara, que veio catequisar os índios Cariris. Infelizmente, não existem documentos sobre a origem da imagem da Mãe do Belo Amor. Também não se sabe, ao certo, se essa pequena escultura já se encontrava no Sul do Ceará, antes de 1740, ano provável da chegada de Frei Carlos Maria de Ferrara, quando fundou a Missão do Miranda, embrião da cidade de Crato.
      Ressalte-se que, antes da chegada de Frei Carlos Maria de Ferrara já tinha o Vale do Cariri certa densidade demográfica, embora não possuísse ainda nenhum aldeamento ou povoado considerável, o que só veio a se formar após 1740. Mas é fato que a pequenina imagem da Mãe do Belo Amor foi venerada na humilde capela de taipa, coberta de palha, construída pelo citado frade, e que a devoção a esta invocação da Virgem Maria permanece até os dias atuais.
       Em anos recentes, para assinalar a entrada do século XXI, o nosso ilustre predecessor, Dom Newton Holanda Gurgel, quarto Bispo Diocesano de Crato, tomou iniciativa de construir – na colina do  sítio Páscoa, nas cercanias desta cidade de Crato, em território da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, da Batateira – uma igreja dedicado à Mãe do Belo Amor, como forma de reconhecimento aos favores concedidos pela Santíssima Virgem Maria, à população do Vale do Cariri. A construção do templo decorreu entre 1998 ao final de 1999.
   Esta pitoresca capela, durante a sua curta existência, sempre tem recebido – nos fins de semana– a afluência de fiéis, atraídos pela beleza do local onde o templo foi erguido, bem como pela veneração à invocação da Mãe do Belo Amor. Recentemente, esta capela e o terreno que a circunda foram cedidos, em forma de comodato, para a Comunidade Católica Filhos Amados do Céu, que se dedica à recuperação de pessoas toxidependentes. É de se supor que a afluência de visitantes, a esta capela, tende a aumentar cada vez mais pelos tempos futuros.
   Diante do que foi anteriormente mencionado, ocorreu-nos conceder a até agora capela, por tudo que ela representa o título de Santuário Diocesano da Mãe do Belo Amor, com todos os direitos e deveres próprios desta condição.
    Por tudo o que foi dito acima, hei por bem erigir canonicamente, nesta data, 1º de janeiro de 2016, o SANTUÁRIO DIOCESANO DA MÃE DO BELO AMOR, a teor dos cânones 1230 a 1234 do Código de Direito Canônico vigente, como meio de oferecer aos fiéis novos caminhos de espiritualidade para a vivência da fé no amor de Deus Uno e Trino e da Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus e dos homens. De acordo com os referidos cânones, em tempo oportuno, recomendo que sejam elaborados os Estatutos, a serem aprovados pela autoridade diocesana.
         Dado e passado na Cúria Diocesana de Crato, sob meu Selo e minhas Armas, no dia 1º de janeiro de 2016, data em que se comemora o Centenário de Instalação da Diocese de Crato.

Dom Fernando Panico, MSC
Bispo Diocesano

Armando Lopes Rafael
Chanceler do Bispado”

20 janeiro 2017

A sabedoria da Imperatriz Teresa Cristina



Nascida em Nápoles-Itália, em 14 de março de 1822, no berço da família Bourbon, Teresa Cristina chegou ao Brasil em 1843, com 21 anos. O casamento com D. Pedro II ocorrera por procuração, em 30 de maio daquele ano, na Real Capela Palatina, em Nápoles.
Em vida, ela foi chamada de “A mãe dos brasileiros”. Quase um século depois de sua morte, em 1998, ela foi homenageada com uma exposição no Museu Imperial de Petrópolis, e então tratada como “A imperatriz silenciosa”. Que segredo repousaria sob essa trajetória – de símbolo materno nacional a vulto enigmático – e que envolveria a figura de Dona Teresa Cristina, esposa de D. Pedro II (1825-1891), a terceira imperatriz do Brasil?
 Para que a aureola de sua esposa não fosse trocada pela coroa de espinhos, o Imperador Dom Pedro II aconselhou-a, com prudência e sabedoria, a limitar-se à sua dupla missão de esposa e mãe, e que nunca atendesse a pedidos de favores de quem quer que fosse, pois para cada pretendente servido haveria dúzias e centenas de pretensões malogradas.
A Imperatriz Dona Teresa Cristina assim o fez. Sempre que se atreviam a importuná-la com pedidos, dizia:
– Isso é lá com o Imperador.
........
Uma curiosidade: O nome da capital do Piauí, Teresina, é uma homenagem a Imperatriz Teresa Cristina. Ela teria intermediado junto ao Imperador Dom Pedro II, a ideia de mudança da capital da cidade de Oeiras, localizada no alto sertão e sempre assolada por secas periódicas, para outra cidade a ser construída ao lado do Rio Poti. Teresina é o início do nome TERESa, com o final de CristINA. Teresina foi a primeira cidade planejada que foi construída no Brasil.
Teresina, capital do Piauí

(Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier
 (postado por Armando Lopes Rafael)
             

Os Índios Tabajaras - Por: Emerson Monteiro

Eis um fenômeno da arte musical que merece relembrar, Os Índios Tabajaras, dupla de músicos de cordas nascida em terras do Ceará, no município de Tianguá, na Serra da Ibiapaba, nos anos de 1918, filhos do cacique Ubajara, que foi pai de 34 filhos. Eles dois, Muçaperê e Herundy, receberam os nomes que significam respectivamente terceiro e quarto na língua nativa.

Em 1962, obtiveram sucesso mundial com a interpretação do clássico mexicano Maria Elena, que, durante 14 semanas, nos Estados Unidos, e 17, na Inglaterra, ficou entre os discos mais vendidos, indo à margem de 1,5 milhão de cópias. Chegaram a gravar 48 discos LP e chegaram aos 10 mais vendidos entre os sucessos norte-americanos daquela época.

Juntamente com a família, trazidos pelo tenente Hildebrando Moreira Lima, em 1933, viveram em Crato, no sul cearense, daí se deslocando pelos estados de Pernambuco, Alagoas e Bahia durante três anos; auxiliados pelo então governador baiano chegariam ao Rio de Janeiro em 1937. No caminho, conheceram violeiros e cantadores das feiras nordestinas e adquiram uma viola velha, que principiaram sozinhos a dedilhar.

Na Capital Federal, seriam registrados como Antenor e Natalício Moreira Lima, uma alusão ao militar que lhes auxiliara. No ano de 1945, se apresentariam na Rádio Cruzeiro do Sul e logo seriam contratados da emissora. Viajariam pelo Brasil com bem sucedidas apresentações, enquanto buscavam aperfeiçoar o conhecimento musical e desenvolver o talento artístico. Iniciaram desse modo a carreira exitosa que os levaria, em 1957, a outros países latino-americanos, quais Argentina, Venezuela e México, até visitar os Estados Unidos, aonde regressariam em 1960 e galgariam as paradas de sucesso.

Estudavam com afinco tanto música erudita, quanto música popular. Natalício (Nato) se dedicou à técnica do solo; Antenor voltou-se à harmonia. Incluíram no repertório obras dos compositores reconhecidos, Bach, Albeniz, Villa Lobos, etc., que, somados aos clássicos do cancioneiro das Américas, lhes dotariam de fina habilidade e rigor instrumental. Ganhariam a mais justa fama e respeitabilidade entre os nomes principais da história musical brasileira, respeitáveis representantes que foram do que há de melhor entre seus grandes intérpretes.

19 janeiro 2017

Novas histórias de Seu Lunga - Por: Emerson Monteiro

Exemplo nordestino de tolerância zero, Seu Lunga chegou ao balcão de uma oficina de motores carregando nas mãos a bomba de água da sua residência. Antes de qualquer abordagem do freguês, o funcionário acha logo de  perguntar:

- Sim, Seu Lunga, trouxe a bomba da cisterna para fazer o conserto?!

De cenho grave, o sertanejo nem deixa esfriar a indagação antecipada e retribuiu em cima da bucha:

- Não, não, nada de conserto. É que a bichinha estava se sentindo muito só e eu trouxe pra ela dar um volta na cidade.

...

Noutra ocasião, na Rodoviária de Juazeiro do Norte, já instalado em ônibus rumo a Fortaleza, quando entra cidadão apressado à busca de localizar a poltrona que adquirira, e vê lugar vazio bem ao lado de Lunga. Reconheceu o comerciante e perguntou:

- Tem alguém sentado aqui, Seu Lunga?

O tradicional personagem nem levantou a vista e revidou:

- Se tiver alguém aí eu estou ficando cego, porque não vejo ninguém nessa cadeira – e nisso fechou de vez a cara diante do recém chegado.

...

Ao chegar numa oficina mecânica na intenção de reparar algum defeito no carro e após descrever o desempenho do veículo da sua propriedade, Lunga ouviu do profissional a indagação que mexeu com os brios:

- E o desempenho do motor, seu carro tem algum barulho estranho? Ele ronca?

Nessa hora é quando lhe reviram as químicas orgânicas, respondendo com naturalidade:

- Se ele ronca eu sei, nunca ouvi, pois enquanto ele dorme na garagem eu fico lá no quarto dentro da casa, longe que nem escuto nada nada lá fora.

...

O célebre personagem do anedotário caririense encontrou amigo numa das ruas de Juazeiro, e esse que quis saber mais do seu passado mais recente:

- E aí, Lunga, por onde o senhor anda esses tempos? Dessa vez demorei a lhe rever...

- Eu? Ando só pelo chão mesmo, pois até agora não aprendi a voar, nem pretendo!

Mundo vulgar - Por: Emerson Monteiro

Onde tudo virou peça descartável e as pessoas já andam desconfiadas de que há dúvida não resolvida nas entranhas dos problemas. As instituições arrastam as patas no lodaçal das notícias diárias. Líderes, o que era bom e necessário, passaram aos investidores de bolsa quais outros quaisquer. A satisfação da existência neste chão pede transformações urgentes. Espécie de mal estar de civilização obsoleta, correr de quê e pra onde pouco importa. Cólica, preguiça de viver, parecer querer dominar a boca do estômago dessas quadras bicudas, cinzentas.

Esse humor anda nas ruas, nas largas avenidas de oito pistas, nos carros climatizados e lentos, presos aos enxames do asfalto. Nisso, as televisões controlam a massa humana de olhos fundos e bocas amargas. Assustariam mesmo os profetas que disseram que o mundo chegou a isso, emenda pior que o soneto, e muito.

Bom, mas o que interessa de verdade são as respostas siderais desse drama localizado no Planeta Azul que rola no firmamento longe de compreender a que se destina.

Querer as soluções significa pedido inevitável perante a fome desleixada dos políticos e outros donatários do poder temporal. Ninguém quer a responsabilidade que lhe cabe e buscou no contexto das massas. Clamor de indivíduos românticos isolados em grupos e ilhas, nas chamadas redes sociais, ganham corpo, contudo semelhantes a ídolos de filmes antigos. Por vezes até que aventuram sair nas praças, pintar a cara e carregar panfletos e faixas, agitar e crescer, e logo somem nos dias seguintes.

Reino da idolatria essa fase mercantil, os seres andam pelos shoppings de olhos vermelhos, assustados, explodem nos shows de rock e ocupam as academias de fisioculturismo, entretanto presos de desejos e guardados sob as nuvens que passam lá no céu à espera das chuvas.

Quem quer fazer diferente a deve mergulhar nas entranhas da Besta e reviver na pele da alma os sonhos dos lendários da luz em volta das fogueiras acesas em luas da imaginação adormecida. As máquinas venceram e, agora, somos seres livres.

Paróquia de Santana do Cariri também festejará centenário da sua criação



Autor: Assessoria de Comunicação da Diocese de Crato


Segundo as definições do Documento 100 da CNBB (Comunidade de comunidades), a paróquia deve ser compreendida como ‘comunidade de fé’, o lugar onde os fieis ouvem e praticam a vontade de Deus. A comunidade paroquial também pode ser vista como ‘casa’, lugar onde os cristãos encontram abrigo e se fortalecem na sua caminhada para a pátria definitiva.
Nessa perspectiva a comunidade de fé do município de Santana do Cariri-CE, celebrará cem anos de instituição canônica. A Paróquia Senhora Sant’Ana foi criada em 30 de Janeiro de 1917 por Dom Quintino Rodrigues, primeiro bispo da Diocese de Crato.
Delimita-se territorialmente com as paróquias dos municípios de Araripe, Potengi, Assaré, Altaneira, Nova Olinda, Crato e Exu. Com uma área de cerca de 856km quadrados, possui diversas comunidades, vinte e cinco delas com capela.
Durante o ano de 2016, diversos momentos e celebrações prepararam o primeiro centenário da paróquia. A abertura do Ano Jubilar ocorreu em 31 de Janeiro de 2016. De Fevereiro a Junho do mesmo ano houve a peregrinação com a imagem da padroeira pelas comunidades rurais. Já no dia 29 de Maio a paróquia foi consagrada ao Imaculado Coração de Maria na Coroação de Nossa Senhora. No mês de Julho, no período de 16 a 26 a comunidade celebrou a festa da padroeira em clima de jubileu. Em 24 de outubro aconteceu a 12ª Romaria da Serva de Deus Benigna Cardoso. Em Dezembro foram realizadas as celebrações de Crisma na sede e em algumas comunidades.
Concluindo as atividades do Ano Jubilar, agora em Janeiro de 2017 haverá a Semana Eucarística entre os dias 15 e 22, um tríduo nos dias 26,27,28 e no dia 29 a Celebração do Centenário às 17:00 horas no patamar da Igreja Matriz de Santana do Cariri-CE.

Origem da comunidade:
A história da Paróquia Senhora Sant’Ana remonta às origens do município de Santana do Cariri-CE. O Vale do Rio Cariús, antes habitado pelos índios Buxixés foi colonizado pela família Feitosa que aqui erigiu uma capela e disseminou a devoção a Santa Ana.
Com o transcurso dos anos o lugar recebeu o nome de Santana do Brejo Grande, um aglomerado familiar que em 1838 foi elevado à categoria de Freguesia. Entretanto, essa primeira experiência paroquial findou tragicamente após o assassinato do primeiro padre, José Galdino Teixeira, morto em 1844.

(Réplica da primeira imagem da padroeira. Foto: Reprodução)
Após o acontecimento, Santana voltou a ser capela, vinculada agora a Freguesia de Nossa Senhora das Dores de Assaré. Permaneceu nesta condição por um bom tempo. Até que em 1886, com a visita pastoral do então bispo do Ceará, Dom Joaquim José Vieira, os fieis da paróquia pediram ao bispo que a paróquia fosse restaurada, o que não aconteceu. Porém, Dom Joaquim permitiu que os Padres de Assaré, morassem a partir dessa data em Santana.
Como estava possuindo privilégios de paróquia, com a presença de sacerdotes a comunidade conseguiu construir a atual Igreja Matriz. Demoliram a antiga e já deteriorada capelinha em 1896 e começaram a construção de um imponente templo, somente concluído em 1911, após 15 anos de muito trabalho. A inauguração do relógio e a benção dos sinos da nova matriz se deu em 28 de maio de 1911.
Vendo o desenvolvimento do município de Santana do Cariri, Dom Quintino resolveu então restaurar a paróquia. A mesma foi oficialmente inaugurada em 04 de fevereiro de 1917.


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