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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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11 dezembro 2017

Histórias alheias V - Por: Emerson Monteiro

No livro O que é religião, de Swami Vivekananda, fomos achar a história que ora vamos contar:

Segundo os místicos hindus, depois de adquirir a sabedoria entre os humanos, os sábios vão habitar entre os deuses, no cumprimento das existências que aqui viveram. Assim, Narada, iogue de largos conhecimentos, já vivendo no reino dos deuses, certo dia cruzava uma floresta quando avistou ancião em meditação profunda à busca desvendar a iluminação, que lhe indagaria: - Aonde vai, Naranda?

- Estou indo ao Céu – ouvi de resposta; ao que acrescentou: - Pois pergunte a Deus quando obterei a libertação e chegarei de junto dos deuses.

Logo à frente, se deparou o sábio com outro homem que também praticava austeridade, sendo que este pulava, dançava e cantava, e que lhe fez pergunta idêntica de aonde seguiam seus passos daquela vez. No que recebeu resposta semelhante à do crente anterior, de que ia ao encontro de Deus.

- Então pergunte a Ele quanto tempo passarei até ganhar a Salvação – pediu reverente o discípulo.

...

Tempos depois, ao regressar aos arredores daquela floresta, Narada responderia ao primeiro homem que ele viveria só quatro renascimentos, e galgaria o sonho da libertação deste mundo de matéria, na razão dos esforços que desenvolvesse pela prática meditativa.

Ciente disso, o homem entristeceu, chorou até, visto o período que avaliou ainda longo que teria de permanecer e realizar o que lhe restava na missão daqui da carne.

Mais à frente, ao deparar o outro homem, Narada responderia: - O senhor há de viver por tantas vidas quantas sejam as folhas daquele tamarindo ali defronte. Nessa hora, enfim, desfrutará em glória os bens do Paraíso eterno.

Ao escutar a notícia, o religioso se pôs, festivamente, a dançar em face da revelação que recebeu, enquanto, alegre, repetia: - Alcançarei a libertação em tão pouco tempo!

Bem nesse instante, Voz poderosa ecoou através do silencia da floresta: - Você terá a libertação neste minuto! – Ao que Vivekanda, na sequência, considerou: Só perseverança semelhante à do homem disposto a aguardar uma eternidade produz os mais elevados resultados.

Quem foi a primeira mulher a governar o Brasil

(Excertos de longa matéria divulgada nesta 2ª feira, 11 de dezembro pela BBCBrasil.com BBC BRASIL.com/Site Terra)

Que Dilma Rousseff que nada... Antes do descalabro do (des)governo da petista, duas grandes mulheres passaram à história pelas grandes iniciativas históricas e sociais: a Imperatriz Leopoldina e sua neta, a Princesa Isabel, a Redentora
      Escritores discutem a importância política da Imperatriz Maria Leopoldina, que ocupou o poder por pouco tempo, mas durante a independência do país, período em que teve papel crucial. A primeira mulher a governar o Brasil ocupou o cargo interinamente por apenas alguns dias, mas em um momento histórico: foi durante os dias de regência da imperatriz Maria Leopoldina que a independência do Brasil em relação a Portugal foi firmada, em 1822.

     "D. Leopoldina ajudou a escrever nossa história política, mas é comum explicá-la apenas como mãe de D. Pedro 2º e esposa de D. Pedro 1º" | Foto: domínio público
     Carolina Josefa Leopoldina de Habsburgo-Lorena nasceu em Viena, na Áustria, em 22 de janeiro de 1797, e integrava uma das famílias mais poderosas da Europa no século 18, os Habsburgo. Terceira filha de Francisco 1º, Imperador da Áustria, a princesa embarcou ao Brasil há 200 anos e mudou os rumos do nosso país.  Aos 20 anos, em maio de 1817, Leopoldina se casou à distância e por procuração com um homem que nunca havia visto: o príncipe português Pedro de Bragança, futuro Dom Pedro 1º, como forma de firmar uma aliança diplomática entre Portugal e Áustria.
    Em 1822, durante uma viagem do marido a São Paulo, Leopoldina permaneceu no palácio imperial e ocupou o cargo de regente do país, período que inclui a assinatura da independência brasileira, em 2 de setembro. Somente cinco dias depois Dom Pedro 1º foi informado sobre a notícia da independência, dando o famoso grito às margens do rio Ipiranga, sendo essa segunda data a que entrou para os livros de história como o Dia da Independência: 7 de setembro de 1822.
    "O período em que a princesa exerceu o poder foi pequeno, mas fundamental para o Brasil. Além disso, ela foi a primeira mulher a exercer o governo", explica a professora de pós-graduação em História Social da USP Cecilia Helena L. de Salles Oliveira. "As pesquisas das últimas três décadas apontam várias interpretações novas sobre a história do Brasil. Tais descobertas apresentam questões diferentes e revelam situações pouco ou nada conhecidas", explica Oliveira.
   "Em 1822, D. Leopoldina desrespeitou as ordens das cortes constitucionais portuguesas e declarou o 'Fico' antes de D. Pedro, com uma visão muito mais astuta que o marido: a imperatriz tinha certeza que se saíssem do Brasil como os políticos portugueses desejavam, não só Portugal perderia o domínio do Brasil, como provavelmente haveria uma guerra civil aqui", explica seu biógrafo Paulo  Rezzutti.
    Fazia parte da formação da família o aprendizado de línguas - Leopoldina falava 11 idiomas - a formação intelectual em diversas áreas do saber, além de aulas de teatro que tinham a finalidade de ensinar os Habsburgos a desempenhar o papel de monarcas diante do povo. Diferentemente de D. Pedro, Leopoldina sabia dialogar com o povo brasileiro, mesmo sendo este tão diferente das suas raízes germânicas: a princesa incluiu o nome de Maria, passando a ser conhecida como Dona Leopoldina ou Maria Leopoldina, e adotou o catolicismo, muito forte em Portugal, como forma de estabelecer relações com a cultura nacional.
 Reunião de Leopoldina com o Conselho de Ministros em 2 de setembro de 1822; escritores têm reivindicado a ela uma imagem menos passiva na história nacional | Foto: domínio público
Foto: BBCBrasil.com
Legado
   Durante a vida, Leopoldina procurou formas de acabar com o trabalho escravo. Em uma tentativa de mudar o tipo de mão de obra no Brasil, a Imperatriz incentivou a imigração europeia para o país. Primeiro vieram os suíços, se fixando no Rio de Janeiro e fundando a cidade de Nova Friburgo. Depois, a fim de povoar o sul brasileiro, a imperatriz incentivou a vinda dos alemães.
   Dona Leopoldina também contribuiu para a formação da cultura e da educação científica brasileira. Além da Missão Científica Austríaca que trouxe consigo em 1817, também trouxe para o Brasil sua biblioteca particular, dando início a uma biblioteca nas salas do Palácio em que viveu com D. Pedro 1º. A imperatriz também caçava pequenos mamíferos e coletava minerais, ajudando e incentivando estudos sobre a História Natural do Brasil.
   Outro legado de Leopoldina é a bandeira nacional. Embora a história conhecida seja a de que o amarelo representa o ouro e o verde, as florestas brasileiras, as cores do maior símbolo nacional representam as duas Casas que deram origem ao Brasil independente: o verde representa a Casa de Bragança, de D. Pedro 1º, e o amarelo representa a Casa de Habsburgo, de Leopoldina.

Fonte: BBC.Brasil.com

10 dezembro 2017

Célio Silva - Por: Emerson Monteiro

Inícios dos anos 60 em Crato, fase de uma cidade típica dos interiores sertanejos. Ruas desertas. Praças movimentadas às noites dos sábados e domingos. Quase livre do trânsito constante das rotinas atuais. Manhãs domingueiras depois da missa das nove. Rodas de conversa nos bares e cafés. Todos conhecendo todos. Notícias só de ouvi dizer. Bem nesse tempo havia os tipos mais populares. Jogadores de futebol. De bilhar, sinuca, carteado, gamão. Os corredores de bicicleta. Caçadores na Serra. As fazedoras de tapioca e beiju. Os curadores de animais. As rezadeiras. Os cirurgiões. Beatos. Valentões. Conquistadores, E os seresteiros.

Célio Silva era desse grupo, dos seresteiros. Exímio cover, qual dizem hoje, de Chico Alves, o grande nome do cancioneiro nacional da década de 50 que pereceu tragicamente em acidente automobilístico nas estradas do Sul. Seu talento e sua perda marcariam com profunda intensidade a memória dos brasileiros de então. Ele aqui, e Carlos Gardel na Argentina, ambos quais missionários da música de sentimento saudoso, inclusive de aparência bem assemelhada, de terno e gravata, riso forte na face, olhos intensos e cabelos escorridos à brilhantina. Trágicos fins que tocariam na alma dos dois povos.

E Célio Silva, ou Expedito Mago, apelido de antes da música, investiu todo seu fervor artístico em cantar as canções de Francisco Alves, às quais dava qualidade por demais comparável ao que mostram as gravações de Chico Viola. Cantava nas praças e ruas noturnas, em serestas apreciáveis, quase de comum à base das bebidas fortes e em grupos de outros cantores, vindo também aos programas de auditório, primeiro, da Rádio Araripe, inícios daquela década, e Rádio Educadora, já aos seus finais.

Lembro dele, das vezes quando lhe encontrava nas ruas, cabelos também penteados ao estilo do ídolo e a falar assemelhado aos cariocas, onde vivera o menestrel ao sucesso dos anos dourados, qual denominam. Adoentado, lá um dia o apresentador de um programa de calouros da Rádio Educadora daria a notícia do desparecimento dele, mas logo seria informado pelo próprio filho de Célio Silva que este ainda estava vivo, e de casa assistia pelo rádio a programação da emissora.

Pelas comunas da interlândia, em tudo quanto é canto, existe profusão de tipos assim, dotados de humanidade simples e vocação espontânea, marcas inolvidáveis da história das criaturas humanos, neste mundo de tanta beleza.

09 dezembro 2017

O tocador de berimbau – por Pedro Esmeraldo

Prezado Dr. Rommel Bezerra Tavares:
Saudações,
 Desculpe-me não quero tomar seu tempo precioso, apenas desejo desabafar. Fico revoltado quando ouço alguns beócios quererem estimular, com pensamento agravante, dizendo asnice que praticamente magoou-me com suas tolices irreversíveis, fazendo perguntas irrelevantes e idiotas. Creio que tudo que se diz deve ter uma resposta satisfatória a altura, quanto mais praticada por uma pessoa ignara que se diz ter estudado em Salvador, mas ao que tudo indica ele se aperfeiçoou bem no berimbau, instrumento composto de uma só corda. Isto é terrível, quando aparece um toleirão qualquer que deseja tirar onda comigo com provocação, querendo manchar a minha consciência.
Talvez ele não saiba o que eu passei e o que sofri neste período conturbador da Petrobrás. Não fui bem compreendido por aquela gente. Naquele campo maldoso que era composto por elementos que não sabiam separar o joio do trigo. Não suportavam a minha presença nesta areia movediça que se diziam honestos e perspicazes, mas não sabiam caminhar em areia movediça. Às vezes, tive de suportar as diabruras neste diapasão de tristeza, mas tive a coragem de enfrentar as barreiras tempestuosas que haviam contra mim.
Levaram-me para discórdia. Muitas vezes não tive controle emocional, mas tolerava as suas injustiças e o desejo de conseguir com trabalho digno e honesto com o fito de favorecer a minha velhice.
Talvez, essa gente não sabia o que dizia neste período de comportamento indigesto, pois assegurava o bem estar dos outros colegas e me deixava no escanteio do desespero, dizendo palavras ocas e imprudentes no seu modo de tratar os subordinados que queriam compartilhar com o bom desenvolvimento da empresa.
Parece uma prática de desonra que havia entre mim e a Diretoria Regional em Fortaleza. Até hoje ainda sofro as consequências indignas que jogaram contra mim para que eu não suportasse o sofrimento e a intolerância, já que praticava o bullying, e certamente espalhavam conversa por este mundo de meu Deus, fazendo-me de toleirão indigesto que me desanimava e aborrecia com seu pensamento torpe de querer que eu me afastasse de qualquer maneira.
Por isso prezado amigo, fui totalmente incapacitado para dirigir o meu trabalho com dignidade e louvor.
Agora quero dizer-lhe como foi o meu princípio: fizeram tudo na surdina, longe do meu conhecimento, provas habilitacionais e a minha pessoa que ficasse de fora no caminho com curvas perigosas. Por isso consegui através de parentes amigos que o fizesse prova em Fortaleza, junto à Diretoria Regional. Fui aprovado com dignidade, mas mesmo assim ainda criaram casos irrefutáveis para que eu não assumisse o meu emprego. Fui lutador, vibrador, consegui com muita bravura assumir o cargo. Daí então surgiu o imprevisível. Todos foram contra mim com palavras injuriosas. Agora apresento alguns motivos que inventaram com palavras injuriosas pronunciadas por esses ignorantes, indignos, que deveriam estar nas margens dos rios incongruentes das desordens administrativa.
Agora dou tudo por encerrado.
Agradece o amigo 
Pedro Esmeraldo.

Escravos da inconsciência - Por: Emerson Monteiro

Esses políticos que passaram a encher o espaço da mídia pelos desmandos praticados lembram insetos que ficam presos nas teias que produziram, e nelas entraram vivos nas armadilhas, mas só sairão esmagados na própria perdição. Correr em círculo, sem alternativa nenhuma. Prisioneiros do destino, enredados na lama em que chafurdavam, só esperam as normas definitivas. Assim são, também, demais aventureiros do crime, que escondem a sorte debaixo de tarrafas transparentes. Escamoteiam quais quisessem enganar a si, isto de desejar o impossível.

Independente do que pensavam, agora haverão de aceitar as contingências das decisões de que existe além uma Vontade maior, soberana aos instintos individuais. Pouco importa crenças, filosofias deturpadas que praticavam; uma Lei predomina acima de tudo, em tudo. Determinações maiores regem o poder dos acontecimentos. Restará tão só o desenrolar dos dias, porquanto amarraram ao pescoço pedras de moinho, qual avisa Jesus. Os delituosos atam no futuro a história pessoal, ainda que aparentemente usufruam da ilusão temporária nos males praticados pela intenção frívola de alimentar interesses frágeis.

Isso significa bem a cara de longa fila das humanidades, todo tempo. Os imaginativos que atuam na inconsciência plantam onde jamais deveriam. Arrancam de onde nunca plantaram. Desfilam pretenciosas tralhas dos males adquiridos no papel de sábios, importantes, enquanto correm debaixo deles a podridão dos rastros deixados atrás. Ninguém cruzará impune a fronteira da despedida, vez que inexiste impunidade nos tribunais da Eternidade.

Apurados ou não, julgados ou não, punidos ou não, os praticados deste mundo aqui servem de lição aos marujos das águas turvas e aos sadios também. A História, que exerce a função de mãe e mestra, oferece seus registros aos que desejem conhecer a Verdade. Sem pressa, mecanismos perfeitos do sistema universal tocam em frente o curso natural, resposta precisa das ações dos humanos. De uma simplicidade meridiana, os sóis da Justiça maior aguardam os atores das cenas. Nenhuma das leis dos terráqueos haverá de suprir o equilíbrio que preserva a luz da Certeza.

A crise do Estado do Rio de Janeiro: decepcionado com os políticos, população consagra cidade fluminense a Nossa Senhora Aparecida

"Só Ela pode nos ajudar", diz um fiel católico. Se a moda pega...

   A cidade de Cardoso Moreira, no Norte fluminense, foi solenemente consagrada a Nossa Senhora Aparecida. O ato contou com grande afluência da população e foi ilustrado pela presença de Dom Roberto Ferreria Paes, bispo diocesano de Campos, e de Dom Fernando Arêas Rifan, bispo da Administração Apostólica São João Batista Maria Vianney, bem como de numerosos sacerdotes e muitos fiéis católicos. O Sr. Gilson Siqueira, prefeito municipal, assinou a fórmula da Consagração, que foi lida publicamente pelo vice-prefeito, Sr. Renato Jacinto.
    As celebrações se iniciaram com uma Missa festiva, celebrada no rito tridentino por D. Fernando Rifan na igreja do Imaculado Coração de Maria  e cantada pelo coral Regina Angelorum. Seguiu-se uma enorme carreata, que percorreu as principais ruas da cidade, levando a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Durante o percurso, muitos devotos expunham em frente de suas casas imagens da Padroeira do Brasil, em sinal de reverência, apreço e apoio à Consagração.
    No final da carreata todos se encontraram no trevo da entrada da cidade, onde foi edificado um nicho especialmente para Nossa Senhora Aparecida. Ali, após ser abençoada pelo bispo diocesano, a imagem foi entronizada solenemente ao som do Hino Nacional e do Hino de Cardoso Moreira. O local foi cedido generosamente pelo proprietário, Sr. Beto Siqueira.A singela imagem de Nossa Senhora Aparecida ficará exposta na entrada de Cardoso Moreira para ser venerada por todos seus devotos que por lá passarem. E, como símbolo de seu sincero e filial amor, o povo cardosense manterá com carinho e respeito o espaço público a Ela dedicado.
    

A crônica do fim de semana: página negra na História do Brasil: O dia que a França deu uma lição de moral no governo golpista brasileiro


Ilustração: o cortejo fúnebre de Sua Majestade o Imperador Dom Pedro II do Brasil, com seu caixão envolto em uma Bandeira do Império, conforme registrou periódico francês da época.

   Escrevi, dias atrás, sobre o funeral de Dom Pedro II, ocorrido na França ,  quando o magnânimo Imperador –  ainda hoje é considerado “O Maior dos Brasileiros” – se encontrava vivendo no exílio, forçado a isso pelos golpistas republicanos que obrigaram toda a Família Imperial a deixar o Brasil.
   As autoridades republicanas brasileiras não fizeram uma única manifestação de pesar pelo falecimento daquele grande estadista, admirado em todo o mundo. Julgavam-se, os golpistas de 15 de novembro de 1889,  seres privilegiados, que os demais segmentos da população era “reacionária” e se jactavam de que iriam colocar o Brasil no caminho da “Ordem e Progresso”, (deu no que deu, até descambar nos corruptos e incompetentes governos Lula/Dilma). Mas o que gostaria mesmo é de falar o que o Governo e o povo francês fizeram para reparar a infâmia dos republicanos brasileiros.
   O jornal “Le Jour”, por ocasião da morte do Imperador Dom Pedro II, exilado pela República golpista, a 5 de dezembro de 1891, fez um elogio fúnebre em primeira página, insistindo na ideia de que era o momento de a França corresponder ao apoio que o Imperador lhe havia dado, pois fora Sua Majestade “o primeiro Soberano que, após nossos desastres de 1871, ousou nos visitar. Nossa derrota não o afastou de nós. A França lhe saberá ser agradecida.”
   O Presidente da França, Sadi Carnot, decidiu prestar ao Imperador as honras de Chefe de Estado. A importância das exéquias públicas do Soberano deposto, decidida pelo governo francês, e as homenagens póstumas de que foi alvo, causaram a maior irritação ao Embaixador do Brasil, que apresentou ao Quai d’Orsay os protestos do governo republicano imposto por um golpe em 15 de novembro de 1889.
   Enviados de todas as nações compareceram à cerimônia fúnebre. Na Igreja da Madeleine, entre os membros do corpo diplomático, só se notou um lugar vazio – o do representante do nosso País. O Brasil oficial se negou a tomar parte na maior glorificação do nome brasileiro! Mas o Brasil profundo, autêntico, estava condignamente representado por uma filha enlutada, a Princesa Dona Isabel, convertida em Chefe da Casa Imperial e Imperatriz “de jure” do Brasil.
   Naquele dia 9 de dezembro, muito cedo, apesar da chuva incessante e do vento frio, uma verdadeira multidão começou a ocupar a Praça da Madeleine e a invadir as ruas e avenidas adjacentes. Antes do meio-dia, a multidão já se tornara tão compacta, que os correspondentes do “Daily Telegraph” e do “Daily Mail” escreveram:
“Havia tanta gente nos funerais do Imperador quanto nos de Victor Hugo.”
   Calcula-se em 200.000 as pessoas que assistiram à passagem do cortejo fúnebre.
   Joaquim Nabuco, correspondente do “Jornal do Brasil”, escreveu por ocasião das exéquias suntuosas do Imperador em Paris:
“Mais do que isso, infinitamente, D. Pedro II preferia ser enterrado entre nós, e por certo que o tocante simbolismo de fazerem o seu corpo descansar no ataúde sobre uma camada de terra do Brasil interpreta o seu mais ardente desejo. Ao brilhante cortejo de Paris ele teria preferido o modesto acompanhamento dos mais obscuros de seus patrícios, e daria bem a presença de um dos primeiros exércitos do mundo em troca de alguns soldados e marinheiros que lhe recordassem as gloriosas campanhas nas quais seu coração se enchera de todas as emoções nacionais.   Mas foi a sua sorte morrer longe da Pátria. É uma consolação, para todos os brasileiros que veneram o seu nome, ver que ele, na sua posição de banido, recebeu da gloriosa nação francesa as supremas honras que ela pode tributar. No dia de hoje o coração brasileiro pulsa no peito da França.”
(Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier.
Postado por Armando Lopes Rafael)

08 dezembro 2017

O poeta do Pai Mané - Por: Emerson Monteiro

Recebi agora recente mais um livro de Assis Lima, desta vez Poemas de Riso e Siso. Nascido no município de Crato CE, no Sítio Pai Mané, Francisco Assis de Souza Lima desde sempre se afeiçoou às letras, afã de parentesco próximo que o mantém ligado a isso. Viveu na cidade os transatos dos anos 60, maré de sonhos de geração talvez a última que assim mereceu sonhar nesses tempos nebulosos. Escreve com criticidade e esmero qual dos poucos, nos vindo presentear desta vez com este primor literário.

Peças raras de mergulhos n’alma, o livro de Assis concretiza a intenção de tocar a realidade por flagrantes inspirados e sisudos, no entanto bem humorados, quais os quer, certeiros e perfurantes. Navega fácil nas superfícies do Ser em qualidades profissionais de poeta clínico e místico. Hora nenhuma deixa margem a dúvidas de que conhece as manhas do ofício e se permite brincar nas constatações do inevitável das vaidades humanas. Marulha as circunstâncias do morrer, sempre mantendo na distância regulamentar a tragédia, no entanto longe considerar imprestável o término de aqui viver.

Poemas de humor fino, longe, contudo, de perder o siso. Risos de mofa quanto ao percurso deste chão, bem no que possa dizer do quanto o cuidado da morte é a vida, e viver com arte o soldo a receber.

Pelo sincopado dos instantâneos pitorescos, nos brinda em feliz providência, que nisto achou o poeta a pureza das palavras e dos cortes, em viagem surpreendente e saborosa.

Projeto executado ao mesmo primor do conteúdo, Poemas de riso e siso vem a traços de Lula Wanderley, que desenha as ilustrações da capa e do miolo em harmonia e leveza. Da editora Confraria do Vento, Rio de Janeiro RJ, o trabalho merece destaque pelo tanto de enfeixar arte gráfica esmerada à obra poética.


Assis Lima exerce a medicina psiquiátrica em São Paulo, onde reside. É autor dos livros Conto popular e comunidade narrativa, Poemas arcanos, Marco misterioso, Chão e sonho e Terras de aluvião. E coautor, com Ronaldo Correia de Brito, dos infanto-juvenis Baile do Menino Deus, Bandeira de São João, Arlequim de Carnaval e O pavão misterioso.

Em VEJA desta semana: EXCLUSIVO: A bomba de Palocci contra Lula e o PT

Ex-ministro diz em delação que Kadafi, líder líbio morto em 2011, deu 1 milhão de dólares à campanha de Lula em 2002; ação pode levar à cassação do partido
Por Robson Bonin
Amigos - Lula e Kadafi: negócios com empreiteiras e ajuda secreta para a campanha do ex-presidente (Ricardo Stuckert/PR)
A imagem acima foi captada no encontro da Cúpula América do Sul-Áfri­ca, que aconteceu na Venezuela em 2009. Lula era presidente do Brasil pela segunda vez e o ditador Muamar Kadafi ainda comandaria a Líbia por mais dois anos, antes de ser deposto, capturado e executado. Não é uma cena protocolar, como se observa no aperto de mão informal. A fotografia retrata dois líderes que se diziam “irmãos”. Durante 42 anos, Kadafi governou a Líbia seguindo o protocolo dos tiranos. Coronel do Exército, ele liderou um golpe em 1969. No poder, censurou a imprensa, reprimiu adversários e impôs leis que permitiram punições coletivas, prisão perpétua, tortura e morte a quem contrariasse o regime. Dinheiro líbio também financiou grupos terroristas e movimentos políticos em vários cantos do planeta. Entre os que receberam recursos da ditadura líbia estavam, de acordo com o ex-minis­tro Antonio Palocci, o PT e seu líder máximo, o ex-presidente Lula.
A revelação de Palocci está contida na sua proposta de delação entregue ao Ministério Público. Segundo ele, em 2002 Kadafi enviou secretamente ao Brasil 1 milhão de dólares para financiar a campanha eleitoral do então candidato Lula. Fundador do PT, ex-­prefeito de Ribeirão Preto, ex-ministro da Fazenda do governo Lula e ex-­chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff, Palocci esteve no centro das mais importantes decisões do partido nas últimas duas décadas. Condenado a doze anos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, há sete meses ele negocia um acordo de delação premiada. Em troca de redução de pena, compromete-se a contar detalhes de mais de uma dezena de crimes dos quais participou. Um dos capítulos da colaboração trata das relações financeiras entre Lula e o ditador líbio — e tem potencial para fulminar o partido e o próprio ex-presi­dente.

8 de dezembro, celebração de Nossa Senhora da Conceição – por José Luís Lira (*)

     A  celebração de Nossa Senhora da Conceição, em 8 de dezembro, foi definida como festa universal na Igreja se deu em 28/02/1476, por ato do Papa Sisto IV. O dogma pelo Papa Pio IX em sua bula Ineffabilis Deus, em 8/12/1854, definindo dogma a Imaculada Conceição de Maria. Em 1349, São Nuno de Santa Maria, o condestável, na Vila Viçosa, de Portugal, erigiu a Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição, cuja devoção já existia nas terras lusitanas. Por provisão de 25/03/1646, D. João IV proclamou Padroeira e Rainha do Reino de Portugal Nossa Senhora da Conceição. 
    Na cidade de Sobral, a devoção à Imaculada é definida desde 1746, quando se iniciou a construção da primeira capela, tendo por responsável o Pe. Antônio de Carvalho e Albuquerque, com provisão de Dom Frei Luís de Santa Teresa, bispo da Diocese de Pernambuco, à qual estávamos subordinados. Ela quis ser a padroeira do País, pois, na imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, as estrelas correspondentes ao Brasil em seu manto, estão sobre seu Coração Imaculado. É a Imaculada Conceição Aparecida, a Padroeira do Brasil. A Imaculada Conceição de Lujan, a Padroeira da Argentina e de muitos outros países, reinos, metrópoles e lugarejos. Justíssima homenagem, pois Deus habitou em seu ventre puro por 9 meses e em seu coração habita por toda a eternidade.
    O Dia da Justiça. O Presidente José Linhares, magistrado cearense assumiu a Presidência da República (29/10/1945 a 31/01/1946) estando na Presidência do Supremo Tribunal Federal. Ironicamente o presidente que o indicara para o Supremo fora por ele substituído na condução dos destinos do País. Linhares firmou o Decreto-Lei nº 8.292/45 que, no artigo 1º, estabeleceu que “Será feriado em todo o território nacional, para efeitos forenses, o dia 8 de dezembro, consagrado à Justiça”, criando o dia da Justiça; feriado forense confirmado pela Lei Nº 1.408, de 9/08/1951, em seu artigo 5º. A filósofos, juristas e até a santos é atribuída a definição de justiça como “dar a cada um o que é seu”, o que lhe é devido.
     Neste rol cita-se Aristóteles (o mais provável definidor), Platão, Santo Agostinho e Ulpiano como autores desta definição que é um preceito e que os muitos operadores do Direito no Brasil lutam para por em prática.
     O Decreto Nº 52.748, de 24/10/1963, do rápido governo de João Goulart, em seu “Artigo único”, declara que “Fica instituído o ‘Dia Nacional da Família’, a ser comemorado em todo o território nacional, no dia 8 de dezembro de cada ano”. A família diz o próprio decreto “nas sociedades perfeitamente organizadas e independentes de ideologia, sistema político, organização social ou credo religioso, continua sendo (a família), o elo fundamental das mesmas”. No final de semana passado recebi, numa livraria católica, um santinho com a imagem da Sagrada Família (Jesus, Maria e José), com a inscrição “Que em nossa família reine o amor, o perdão e a paz”, um belo desejo neste final e início de ano. A família é nosso esteio.
    De certo modo, vemos um nexo de causalidade entre as três comemorações. O dia da Imaculada Conceição, relativo à pureza da mãe de Deus; o dia da Justiça, anseio, sonho e realidade; e o dia da família, na qual a Imaculada Conceição plantou um modelo de mãe e José, seu esposo, o justo, exemplo de pai e Jesus, o filho-Amor-Deus.

(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com váários livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

07 dezembro 2017

A beleza ardente das canções - Por: Emerson Monteiro

Um fio que conduz ao Infinito, aos braços da Paz, as canções. O nada diria, por certo, o que dizem as canções, que falam dentro do coração sem passar nos pensamentos. Revivem e alimentam. Trazem de volta as alegrias escorridas no vento de depois e nunca mais. Ainda que não ouvisse, os ouvidos ouviriam. Iriam buscar nas emoções vividas lá dentro do silêncio o que se perdera no tempo, e criariam outra vez a força de sorrir, caminhar, persistir, acreditar no espelho da solidão donde há de vir extinção das ausências de momentos longe desaparecidos nas despedidas, nas cocheiras da incerteza. Ouviriam, sim, os ouvidos qual dói o peito quando sei que tudo está bem, no entanto o peito fala de algo que desconheço e ele sente independente. Por que dessas apreensões do que nem mais existe e o peito reclama preencher?

As canções falam disso, das vivências que sumiram e vivas permanecem nalgum ponto das melodias, nas letras, nas harmonias delas, das canções. Volteiam pelo ar e invadem o presente de passados cheios de mistério, noites, sentimentos... Sei que estou bem, que tudo segue o curso natural dos acontecimentos... Que ser e existir significam dois lados da mesma moeda, e cuido de acalmar as nuvens das incertezas que sujeitam bolinar saudades acumuladas nas apreensões intrusas. Porém elas, as canções, mexem por dentro do Eterno que persiste falar mais alto do que os desejos da coexistência de mim comigo mesmo.

Vêm suaves nas asas do imenso pássaro das sombras e, ligeiro, quer iluminar o segredo do único habitante da gente. Tais espécies de saltimbancos inconsequentes, vadios, sopram ansiedades aonde antes só havia céus. Nem pedem permissão, chegam e pronto, autoritárias, que reviram o palco da presença do amor e impõem condições inalcançáveis, impossíveis, talvez. Sei bem da bondade e da beleza que oferecem ao espírito, inda que deseje perguntar o porquê do esquecimento perder nisso o direito de continuar existindo, e as canções lembrarem, de novo, de doer o peito há pouco tão quieto.

Há 100 anos, Monteiro Lobato escrevia o artigo: "A luz do baile"...

O artigo abaixo foi escrito em 1918:

"Despercebidos de todo passaram-se este mês dois aniversários. A 2 de dezembro nasceu, a 5 de dezembro faleceu D. Pedro II. Quem foi este homem que não deixou lembranças neste país? Apenas um Imperador… Um Imperador que reinou apenas durante 58 anos…
Tirano? Despótico? Equiparável a qualquer facínora coroado? Não.
Apenas a Marco Aurélio.

A velha dinastia bragantina alcançou com ele esse apogeu de valor mental e moral que já brilhou em Roma, na família Antonina, com o advento de Marco Aurélio. Só lá, nesse período feliz da vida romana, é que se nos depara o sósia moral de Pedro II.

A sua função no formar da nacionalidade brasileira não está bem estudada. Era um ponto fixo, era uma coisa séria, um corpo como os há na natureza, dotados de força catalítica.

Agia pela presença.

O fato de existir na cúspide da sociedade um símbolo vivo e ativo da Honestidade, do Equilíbrio, da Moderação, da Honra e do Dever, bastava para inocular no país em formação o vírus das melhores virtudes cívicas...

O juiz era honesto, senão por injunções da própria consciência, pela presença da Honestidade no trono. O político visava o bem público, se não por determinismo de virtudes pessoais, pela influência catalítica da virtude imperial. As minorias respiravam, a oposição possibilizava-se: o chefe permanente das oposições estava no Trono. A justiça era um fato: havia no trono um juiz supremo e incorruptível. O peculatário, o defraudador, o político negocista, o juiz venal, o soldado covarde, o funcionário relapso, o mau cidadão enfim, e mau por força de pendores congeniais, passava, muitas vezes, a vida inteira sem incidir num só deslize. A natureza o propelia ao crime, ao abuso, à extorsão, à violência, à iniquidade – mas sofreava as rédeas aos maus instintos a simples presença da Equidade e da Justiça no trono.

Ignorávamos isso na Monarquia.

Foi preciso que viesse a República, e que alijasse do trono a força catalítica, para patentear-se bem claro o curioso fenômeno. A mesma gente, o mesmo juiz, o mesmo político, o mesmo soldado, o mesmo funcionário até 15 de novembro honesto, bem intencionado, bravo e cumpridor dos deveres, percebendo, na ausência do imperial freio, ordem de soltura, desaçamaram a alcateia dos maus instintos mantidos em quarentena. Daí, o contraste dia a dia mais frisante entre a vida nacional sob Pedro II e a vida nacional sob qualquer das boas intenções quadrienais, que se revezam na curul republicana.

Pedro II era a luz do baile.

Muita harmonia, respeito às damas, polidez de maneiras, joias de arte sobre os consolos, dando ao conjunto uma impressão genérica de apuradíssima cultura social.
Extingue-se a luz.
As senhoras sentem-se logo apalpadas, trocam-se tabefes, ouvem-se palavreados de tarimba, desaparecem as joias…

Como, se era a mesma gente!

Sim, era a mesma gente. Mas gente em formação, com virtudes cívicas e morais em início de cristalização.

O rei da Serra - Por: Emerson Monteiro

Através de Nemezin conheci Reis, o rei da Serra. Morava de arrancho na casa de um morador do Sítio Venha Ver, próximo de antigo barreiro que pertencera a Filemon Teles, no alto da Chapada já pendendo aos descambos do Pernambuco. Figura típica de roceiro nordestino, vestido num terno antigo, ensebado pelo uso e distante de qualquer lavada que fosse. Ele debaixo de um chapéu de couro dos pequenos, integrava sua fisionomia no ambiente, qual ali houvesse nascido e habitasse desde as origens; trazia a presença envelhecida de personagem longe dos banhos há décadas, carregando consigo velha espingarda de carregar pela boca, um bornal de lona acinzentada, alpercatas rotas, remendadas, homem mais chegado a bicho tal qual os bichos da mata. – De calango acima tudo serve de comer – dizia quando perguntado daquilo de que se alimentava na faina dos dias.

Ali na década de 70 do século passado, Reis já vivera mais de três décadas vagando pela Floresta Nacional do Araripe. Os donos da casa onde dormia algumas noites quando em vez falaram que ele gostava mesmo era de pernoitar fora. Aparecia raramente.

Sua história falava de haver perdido a esposa logo no primeiro parto, quando morava na cidade, em Crato, lá embaixo. A dor fora tamanha que desde então correra no rumo da mata e nela permanecera em definitivo. Achara suficientes motivos de viver a solidão do ermo, longe de tudo e de todos da vida urbana. Jamais regressara às ruas. Sua aparência definia bem o sistema que escolhera praticar. Espécie de peba, ou gambá, ou tatu, cotia, teiú, era só natureza entre a terra e o cascalho, no mundo rústico daquelas existências. Do nariz aos cabelos grandes, desgrenhados, embranquecidos, a engraxada rebrilhosa do negror de suor e poeira, arrastava também no íntimo, em que transportava espécie de humor esquisito dos que esqueceram para sempre a civilização, porém dialogava e ria desconfiado, atencioso ao que lhes perguntavam.

Avistamos Reis duas ou três vezes, e nunca mais. Desapareceria no decorrer da década dos 80, deixando no rastro as raras lembranças naqueles que o conheceram ali na Serra do Araripe. 

"Cara de pau": Em caravana pelo Rio, Lula culpa Lava Jato por mazelas do Estado

Fonte: Folha de S.Paulo, 07-12-2017

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva alfinetou velhos aliados na noite desta quarta-feira (6). Em Maricá —única cidade do Rio de Janeiro que é administrada por um petista—, Lula listou casos de governantes detidos em decorrência da Operação Lava Jato para afirmar que a "política entrou num processo de destruição no Rio". Sem citar o nome desses políticos —apenas cargos— Lula disse que "o Rio de Janeiro vai voltar a ter gente honesta governando".
    Na cidade, ele ironizou ainda o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB), que, em um grampo, aparece dizendo que Maricá "é uma merda de lugar". Curiosamente, o diálogo se deu no ano passado com o próprio Lula, à época seu aliado. Paes comparava a cidade a Atibaia, onde fica um sítio que era usado pelo petista.
    No palanque, Lula disse lamentar que não estivesse ali um ex-prefeito que nunca visitara a cidade, referência a Paes. O ex-presidente também responsabilizou a Lava Jato pelas mazelas do Estado. "A Lava Jato não pode fazer o que está fazendo com o Rio", disse Lula. O petista continuou: "Não pode, por causa de meia dúzia que eles dizem que roubou, mas ainda não provaram, causar esse prejuízo". Funcionários da Prefeitura chegaram uniformizados à praça da Matriz por volta das 17h, para acompanhar o evento com o ex-presidente.


COMENTÁRIO DE ARMANDO RAFAEL

 Faço minhas as palavras publicadas por /Augusto Nunes, meses atrás, na VEJA. A conferir.
   "Movimentando nervosamente as mãos, a gravata modelo babador encobrindo parcialmente a barriga obscena, vincos profundos no rosto proibido para sorrisos, desprovido de álibis, alegações atenuantes ou mesmo desculpas amarelas, (Lula) capricha na pose de perseguido por juízes, procuradores, delegados da Polícia Federal, empreiteiros que o enriqueceram, diretores da Petrobras que nomeou, velhos companheiros como Antonio Palocci, todos os delatores. E muito mais ridículo. 

   Lula não conversa com jornalistas independentes deste novembro de 2005, quando foi entrevistado por ex-apresentadores do programa Roda Viva, da TV Cultura. Então afundado no escândalo do mensalão, foi socorrido por entrevistadores repentinamente interessados em saber se o presidente estava satisfeito com o desempenho do Corinthians ou no que tinha a dizer sobre questões transcendentais ─ a vida e suas implicações, por exemplo". 
Este o Lula atual, o que restou depois da condenação a 9 anos e meio de cadeia, pelo Juiz Sérgio Moro; o Lula  que percorre um Estado da Federação – o outrora rico Rio de Janeiro, hoje quebrado e desorganizado pela ação dos seus maus políticos – o Lula que é hostilizado pela população fluminense e que precisa de funcionários da Prefeitura para encher o pequeno espaço de uma pequena cidade: Maricá, a única que elegeu um prefeito do PT no Estado do Rio. Maricá, onde Sérgio Cabral possui uma mega-mansão,  construída com dinheiro de propinas. Brasil pobre de lideranças políticas sadias...



06 dezembro 2017

"Coisas da Ré Pública": Congresso tem reprovação recorde, afirma Datafolha

Fonte: "Folha de S.Paulo", 6 dez 2017

    Números revelam pior avaliação do trabalho de senadores e deputados na história recente, atingindo 60% de rejeição. Índice de aprovação é o menor registrado pelo instituto, com apenas 5% de opiniões favoráveis.Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta quarta-feira (06/12) indica que a rejeição ao Congresso Nacional atingiu o pior índice de sua história recente. Segundo o levantamento, 60% dos brasileiros consideram ruim ou péssimo o trabalho dos deputados e senadores.
    Apenas 5% dos entrevistados aprovam o desempenho das duas casas do Congresso. Os índices se assemelham aos resultados de 1993, ano do escândalo dos anões do orçamento, quando um grupo de congressistas foi acusado de desviar recursos públicos em meio a uma hiperinflação que assolava a economia do país. Na época, 56% da população reprovava o trabalho dos parlamentares.
    O recorde anterior havia sido registrado nas duas últimas pesquisas, realizadas em dezembro de 2016 e abril de 2017 abril, quando a rejeição ao Congresso era de 58% contra 7% de aprovação. De 2015 para cá, a reprovação nunca esteve abaixo de 41% e a aprovação jamais ultrapassou os 12%.
A única avaliação positiva registrada pelo Datafolha nos últimos 25 anos ocorreu em dezembro de 2003, durante o primeiro ano da primeira gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
    O maior índice de reprovação foi registrado entre as pessoas mais ricas (74%) e com ensino superior (75%). Entre os eleitores do candidato à presidência Jair Bolsonaro, 68% reprovam a atuação do Congresso. O Datafolha entrevistou 2.765 pessoas entre os dias 29 e 30 de novembro.

Mudar o mundo em si II - Por: Emerson Monteiro

Ainda que mediante o esforço da multidão, sem que haja real transformação na essência dos humanos em nada persistirá por muito tempo o empenho de transformar as condições da sociedade. Isto porque ninguém faz construções boas com materiais inferiores. Exemplos abundam na história. Ideias fabulosas de reprogramar as nações, fruto do gênio de grandes teóricos e trazidas à prática mediante largos sacrifícios de gerações inteiras, no entanto empalidecidas no decorrer da experiência. Porquanto na prática a teoria sempre receberá outra roupagem. Daí belos projetos resultarem nos fracassos de que restam fiapos no transcorrer dos acontecimentos da raça.

A necessidade representa o princípio que conduz aos valores principais das mudanças. Testes sucessivos indicam modificações de conceitos. Aquilo que resulta em perdas não deve ser repetido, lógica primária.

O exercício de uma nova consciência requer, pois, atitudes pessoais. Haverá quem se alimente de ilusões e por isso não deseja alterar o curso da história, entregues ao comodismo. A visão do mundo das criaturas possui a conotação a razão fundamental dos seres pensantes, a autossuficiência. Tantos entregam o desejo de viver aos fatores da paixão e gostam e nutrem fantasias qual motivo de tocar adiante seus passos. A eles o direito dado pela Natureza a ser avaliados só nos tribunais do depois.

Outros, no entanto, postulam meios novos de contemplar o sonho e trabalhar a Eternidade através das visões do Paraíso. São os místicos, os visionários, profetas, autores das artes de olhar o mundo através da possibilidade mais positiva. Vistos como heróis, líderes, santos, oferecem a si próprios de instrumento da mudança, mesmo face aos limites da condição temporal. Buscam perceber a concepção rudimentar da existência e oferecem alternativas e soluções, longe de aceitar a derrota. Vislumbram luzes, saídas de sábio.

Bem singular essa formulação do comportamento humano. Desde os primeiros registros que esses caminhos aí estão, campos vastos da responsabilidade na ação das existências. No plantar e colher, a norma justa das visões e dos resultados, no exercício da liberdade tão valiosa.

O Cariri muito deve à ação do Padre Ibiapina

Cearense de Sobral, o Pe. José Antônio Maria Pereira Ibiapina, teve uma carreira brilhante como advogado, delegado de Polícia, Deputado Federal. Largou tudo isso com quase  50 anos de idade para ser ordenado sacerdote. E abraçou um imenso trabalho missionário – no século 19 –  percorrendo mais de 600 km pelos Estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.
Sempre de batina, a pé ou a cavalo, pregava, aconselhava e levava o conforto por meio da palavra para o povo sofrido do sertão nordestino. Organizou missões, construiu capelas, igrejas, açudes, cacimbas, poços, cemitérios, hospitais e chegou a fundar mais de vinte Casas de Caridade para moças órfãs carentes, onde elas recebiam educação religiosa e moral, aprendiam a ler, escrever e trabalhos domésticos, além de terem assistência à saúde.
Sobre o Padre Ibiapina assim se expressou o grande  Gilberto Freyre, no prefácio do livro de Celso Mariz, “Ibiapina, um apóstolo do Nordeste”, 1980: “Ibiapina foi realmente uma enorme força moral a serviço da Igreja e do Brasil. (...) exemplos como o do padre Ibiapina – que,  sozinho, fundou e organizou vinte casas de caridade nos sertões do Nordeste – se impõem aos brasileiros como grandes valores morais.”
(Por Armando Lopes Rafael)

Lula enfrenta protestos em caravana pelo Estado do Rio

Só cerca de dois mil militantes do PT estiveram no comício de Campos. Lula também foi hostilizado no hotel onde ficou hospedado

Fonte:Folha de S.Paulo, 06-12-2017 (ATIA SEABRA, ENVIADA ESPECIAL CAMPOS, RJ )

     O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentou protestos e percalços nesta terça-feira (5), segundo dia de sua caravana pelos Estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro. Com uma faixa com a inscrição "Lula, ladrão, seu lugar é na prisão", cerca de 200 apoiadores do deputado Jair Bolsonaro (PSC) fizeram uma manifestação nas escadarias da Câmara de Vereadores de Campos, diante da praça onde Lula deu início à visita ao Estado do Rio. Foi a maior manifestação encarada por Lula desde o início de sua caravana, em agosto.
   Os simpatizantes de Bolsonaro queimaram bandeiras e gritaram palavras de ordem. Entre os gritos, o nome de Brilhante Ustra. Os organizadores do protesto, o engenheiro Vander Paulo Silveira Júnior e o administrador Carlos Víctor Carvalho (CVC), ambos de 29 anos, afirmaram que a intenção é levar Bolsonaro à cidade, onde garantem ter 7.000 adeptos em sua página na rede social. Sem filiação partidária, Vander pretende ingressar no partido militar. Os dois contam já terem se reunido com Flávio Bolsonaro, filho do pré-candidato. Do outro lado da rua, cerca de dois mil militantes assistiam ao discurso do ex-presidente. A PM não fez estimativa de participantes. Do palanque, de onde se podia ouvir a vaia de manifestantes, Lula chamou a população do Rio de cordata, mas disse que o fluminense se sente traído pela classe política.
   Ele contou ainda ter sido alertado por seus colaboradores sobre o ânimo do eleitor do Rio. Interlocutores do ex-presidente dizem que, advertido, Lula afirmou que não se entra no jogo apenas quando se está em vantagem. "Se o povo está desacreditado, a gente tem que conversar seriamente com o povo", discursou. Sem citar Bolsonaro, Lula lembrou que um pré-candidato defendeu a posse de fuzis para fazendeiros. "Não vou dar fuzil para fazendeiro. Vou dar terra para trabalhador rural", discursou afirmou Lula. Após o encerramento do ato, que consumiu menos de uma hora, apoiadores e opositores de Lula trocaram insultos na rua, contidos por um cordão da PM.
    Esse não foi o único incidente na agenda do ex-presidente. Na chegada ao hotel em Campos, um hóspede o chamou de ladrão no hall. Aos gritos, sendo conduzido ao elevador por seguranças até o elevador. Mais tarde, na saída do hotel, a caminho da praça, um grupo de jovens, com camisa do Senai, o aguardava na calçada. Para ser levado ao ato, Lula dispensou o ônibus, símbolo da caravana, e optou por um carro de passeio. 
     A chuva também atrapalhou. Na parada programada na cidade de Iconha (ES), apenas cerca de 50 pessoas o aguardavam quando chegou, por volta das 15h. O ex-presidente nem sequer subiu no carro de som para discursar, limitando-se a posar para selfies e abraçar simpatizantes. Na parada seguinte, Cachoeiro de Itapemirim, divisa com Rio, a forte chuva prejudicou a passagem de bandeira das mãos do presidente do PT do Espírito Santo, João Coser, para o representante do Rio. Apesar dos dissabores enfrentados no Rio, Lula avisou no palanque que se prepara para ir ao Paraná, sede da "República de Curitiba".

05 dezembro 2017

'Heterossexual está virando minoria', afirma ministro do STJ

Fonte: jornal "Estdao de Minas", 05-12-2017.
   Declaração polêmica foi dada durante seminário em Brasília. Magistrado disse ainda que o ''poder de julgar do Congresso não se perdeu por causa da corrupção de um ou outro''
    O Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) João Otávio Noronha afirmou nesta segunda-feira que o heterossexual vai precisar reivindicar direitos porque está se tornando minoria no Brasil. A declaração polêmica do ministro e atual corregedor nacional de Justiça foi dada durante um seminário realizado no Superior Tribunal.
   Segundo o magistrado, os juízes não devem ser pautados apenas por minorias. “Hoje o nosso juiz constitucional não pode ser pautado pelas minorias só. Aliás, eu já vi que quero meus privilégios porque o heterossexual agora está virando minoria. Não tem mais direito nenhum. Estamos criando isso”, afirmou, em tom de brincadeira, durante evento promovido pelo tribunal para discutir o ativismo judicial.
   O magistrado disse também que o Congresso não se perdeu por causa da corrupção. “Se tem deputado, senador, sendo processado, essa é outra questão. Mas o poder de julgar do Congresso não se perdeu por causa de corrupção de um ou outro. É um poder que está na Constituição e é consagração do princípio democrático”, disse Noronha.

Natal com muita fé e esperança -- por Pedro Esmeraldo

Natal! Todos ficam na expectativa de comemorar o natal com alegria. Ocorre porém que devemos seguir o caminho da concordância amigável durante todo tempo, sem espernear, mas promovendo uma união sistemática que satisfaça os nossos anseios familiares e experimentais. Devemos todos unidos abraçar com amor e provocar brincadeiras leves que nos tragam o comportamento útil, sem orgulho, enfrentando as dificuldades, sem receios diante das incertezas convencionais.
Se o nosso pensamento não for bastante elevado, permanecendo com confiança em Deus, hoje estaríamos numa posição de relevo que se destacaria na proeminência, evitando as dificuldades que permitiriam uma estrutura de forma exata e que daria ao indivíduo o gozo de lutar para conseguir direitos adquiridos com correção e apreço. Isso provocaria um planejamento determinado que serviria para cobrir as chagas que excederiam quando se encontram no nosso ser tudo provocado pelo mal procedimento do cidadão com a falta de confiança em Deus.
Do jeito que o mundo anda, somos capazes de ficar sem força pois, para lutar contra as urdiduras que há, isso tudo é estimulado pela falta de compreensão e do semi analfabetismo que há no seio deste povo. Para se ter uma ideia que esse povo não produz, é devido à falta de estímulo e falta de manutenção nas escolas públicas devido a ineficácia do ensino fundamental do país.
É preciso ter assiduidade ao meio que venha estabelecer a amizade profunda, fugindo do erros que cometemos e aprovando o conceito que há de igualitarismo que seria um bom caminho que temos a seguir.
No mundo de hoje ninguém age de maneira solidária, mas não podemos ter o pensamento desviado contra a natureza. Todos nós, ou talvez a maioria dos povos, vive no submundo da indiferença familiar e ambiental.
Não imaginam que todos tenham de agradecer a Deus que Ele nos deu, pela maravilha que nos proporcionou, de todo conjunto dominado pelo sistema solar, mostrando que o mundo é habitado num planeta terra, uma sociedade em que todos dominam e que nos leva a conduzir na nossa memória, pois nos deu inteligência para sabermos dominar com grandeza o processo que conduz esta natureza com singeleza e harmonia, dando motivo ao homem de prestar homenagem com agradecimento pelas maravilhas que nos oferece e a contemplação que nos leva a meditar com agrado e amor ao próximo.
Infelizmente, o mundo que vivemos, não faz mais contemplação a Deus para expressar com clareza o agradecimento do homem. Agora queremos falar com muita seriedade, pensando bem no bom comportamento do povo cratense.
Infelizmente, encontramos muitas dessas pessoas desnaturadas e acomodadas, vivendo sempre esperando que tudo venha ao acaso e não honram a Deus. Espero que tudo venha por força dos políticos maiorais da cidade. Não conduzem o povo para o lugar certo, mas ficam alheios ao bom costume. Certamente vivem parados, exigindo justiça, mas ficam esmaecidos, sem contemplar e nem exigir dos cidadãos políticos que permaneçam nas alturas e contemplem os bons costumes, lutando sem parar, exigindo justiça sem esmorecer, pois assim temos a dizer, com esforço e trabalho honesto, o município alcançará o sorriso contemplativo que nos elevará à glória do porvir. Para isso temos que colocar as pessoas certas nos lugares certos.
Pois estamos aqui lutando, gritando ao povo do Crato, acabe com esse marasmo de querer viver na praça Siqueira Campos, levante a mão para o céu, peça a Deus que os dê força, espirito de luta, que nos faça reagir com trabalho prodigioso a fim de sairmos desse caminho obscuro.
Pedimos que nos ilumine, principalmente aos políticos que venham comungar com o povo, lutando lado a lado, de espírito alevantado a fim de encontrar uma luz no fim do túnel.

04 dezembro 2017

As existências e o Tempo - Por: Emerson Monteiro

Quais jatos de areia em paredes de aço, ali no tronco dessas árvores milenárias restarão depois tão só fragmentos do que foi ou poderia ter sido, sem outras jamais possibilidades que não contemplar a luz que circula a Terra. E Ele, o Tempo, rei, senhor absoluto das eras sem fim, amém. Bloco sólido de impacto aonde todos vão de olhos acesos se jogar sem freios nos retrovisores do destino. Que haja chances maiores de duração das películas individuais nas históricas consciências, todos dormirão cedo sob o solo, passados os vendavais de propostas e desencantos das ilusões. Máquina de triturar solidão funcionam as horas todas dos calendários imaginários, das vaidades que voam ao vento. Verdade inolvidável, consistência dos sistemas em movimento, o Tempo, autor e criador do quanto existe e vontade solta nas criaturas bizarras, seres que somos nós, os humanos de motivos escondidos em si e nas razões maiores do sol dos corações.

Que busquem, porém, os no entanto e toparão nelas, nas barragens da multidão embriagada de aspirações inconfessáveis, egos vagando pelo céu torpe das almas enfurecidas. Ele contempla e balança a cabeça de pai carinhoso, ciente do tanto quanto que mereçamos do que plantarmos na superfície desses dias apressados. Nisso ter de seguir adiante, independente da pureza necessária ao amor dos que plantam verdades nos campos da eterna motivação de viver na paz interior, sem medo, nem culpa. E que não temam a morte, porquanto das realidades é a
maior de todas.

A Fé qual iluminação de sinceridade naquilo que ensina, daquilo que mostram as atitudes dos momentos. Ver sobretudo simplicidade, valor principal de nunca duvidar da leveza que persiste no Infinito, a Salvação. Tal qual do que possa vir à tona dos sentimentos, sempre ninguém duvidará do encontro com o Tempo esse portal das maravilhas.

Voto de relator na condenação de Lula já está pronto


O desembargador João Pedro Gebran Neto concluiu argumentação na última sexta-feira; decisão pode impedir candidatura presidencial. O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) é réu em processo da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Ueslei Marcelino/Reuters). 

O primeiro voto que julgará o recurso contra a condenação do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) já está pronto. O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, finalizou seu voto na última sexta-feira, conforme apurou VEJA.

O conteúdo de sua argumentação é sigiloso e apenas os outros dois desembargadores da 8ª turma têm acesso ao conteúdo. Lula foi condenado pelo juiz Sérgio Moro, de Curitiba, a nove anos e meio de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro em 14 de julho deste ano. A apelação de Lula chegou ao TRF4 em 23 de agosto.

Agora, o revisor fará o mesmo trabalho e, após concluí-lo, passa para o próximo desemargador, que também elabora seu voto e marca o dia do julgamento, previsto para 2018. O teor dos votos só será conhecido publicamente no na data da sessão que julgará o recurso de Lula. 

Fonte: Revista VEJA
Via BLOG DO CRATO


Prefeitura do Crato apoia o 1º Festival Cine Cariri


Com a proposta em abrir um espaço para divulgação e democratização do cinema no Cariri cearense, visando socializar e aumentar a produção local e regional, o Governo do Crato, através da Secretaria Municipal de Cultura, está apoiando o 1º Festival Cine Cariri, que acontecerá de 12 a 14 de janeiro, nas cidades de Crato, Juazeiro e Nova Olinda.

O evento tem como finalidade a difusão e exibição de curtas-metragens locais, regionais e nacionais, que compreendam os gêneros: animação, ficção, documentário ou experimental. O festival será composto por debates, oficinas, palestras e mostras competitivas. As atividades relacionadas ao evento serão gratuitas e estarão acontecendo em vários pontos dos municípios citados. Para o Festival, serão aceitos curtas-metragens de até 25 minutos (inclusos créditos) produzidos por profissionais da área audiovisual, realizados em qualquer estado do Brasil. Os premiados receberão o Troféu Buzuru.

As inscrições para as mostras de vídeos e fotografias estarão abertas do período de 08 de novembro a 10 de dezembro, através do site www.caririgardenshopping.com/cinecariri

Fonte: PMC
Via BLOG DO CRATO


Cultura do Crato promove abertura do Natal Canto e Encanto




A Prefeitura do Crato, por meio da Secretaria Municipal de Cultura realizou ontem a anoite, domingo, dia 3, a abertura oficial dos festejos natalinos no município, na Praça da Sé. Esse ano a Secult trará a temática Natal do Crato Canto e Encanto com atrações musicais e apresentações de grupos da cultura local. Ontem ( Domingo, 03 ) se apresentaram a Banda de Música Municipal, o grupo Coco da SCAN e a Banda de Música Maestro Azul. A Programação completa será divulgada essa semana.

Fonte: PMC
Via BLOG DO CRATO

Cid Gomes em aliança com Eunício Oliveira



Contrariamente ao que muita gente imaginou, o ex-governador Cid Gomes aceita fazer aliança com Eunício Oliveira ( Considerado ex-golpista, por muitos ).

O ex-governador Cid Gomes (PDT) já aceita de forma concreta a aliança com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), nas eleições de 2018. Conforme ele, a prioridade do grupo é a candidatura do irmão Ciro Gomes (PDT) à presidência da República e a reeleição de Camilo Santana (PT). “Se em nome dessas duas questões for importante a aliança com A, B, C, D ou E, de Eunício, muito bem”, disse o ex-governador à TV Jaguar no último sábado, após palestra em Limoeiro do Norte.

As declarações de Cid ocorrem depois de Eunício e Camilo dividirem palanques em eventos no interior do Ceará. O ex-governador já havia admitido a aliança com Eunício em setembro, mas disse que essa união dependeria de Camilo Santana e deveria ser “construída”. Agora, sem citar que os encontros têm finalidade “institucional”, justificativa adotada pelo grupo para a aproximação entre os dois, Cid diz que a aliança não será “imposta às pessoas”. O Povo

Fonte: O Povo - Via Flávio Pinto.
Via BLOG DO CRATO


Ciro Gomes fica em 2º lugar em dois cenários sem Lula, aponta Datafolha



Pesquisa divulgada neste sábado, 2, pelo Datafolha, aponta que o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) ganha em todos os cenários, incluindo de segundo turno. Em dois dos cenários em que Lula não é considerado, Ciro Gomes (PDT) fica em segundo lugar, com 12% e 13%. Em ambos ele perde para Jair Bolsonaro (PSC), que ganha com 21% e 22%. Bolsonaro também se estabilizou em segundo lugar nas pesquisas de primeiro turno, mas ficou isolado de Lula. O petista ampliou em quatro pontos percentuais sua vantagem, em relação à pesquisa feita no fim de setembro, no confronto com Alckmin (52% a 30%), Marina (48% a 35%) e Bolsonaro (51% a 33%). O Datafolha fez 2.765 entrevistas, nos últimos dias 29 e 30, em 192 cidades. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos.

O POVO Online com agências
Via BLOG DO CRATO


Por que algumas igrejas católicas têm a Capela do Santíssimo Sacramento?

 Capela do Santíssimo Sacramento na Catedral de Crato
   A Capela do Santíssimo, chamada popularmente apenas de Santíssimo, mais conhecida na língua inglesa como Capela Eucarística (Eucharistic Chapel) é a capela onde se localiza o sacrário, apresentando por isso mesmo, normalmente uma decoração mais nobre e magnificente do que o restante da igreja. É o local onde fica o Santíssimo Sacramento (isto é, a Eucaristia), decorrendo daí seu nome.
   Essas capelas são comuns nas igrejas pós-Concílio Vaticano II, um vez que anteriormente, o Rito Romano exigia que o sacrário ficasse sobre o altar-mor, e em muitos casos, os altares menores das igrejas também possuíam seus próprios sacrários. Mesmo atualmente, em muitas igrejas, o sacrário está localizado próximo ao altar e ao corpo principal do edifício, nesses casos, não há capela do santíssimo. Católicos consideram um ato de devoção rezar nessa capela antes e depois das missas, "cumprimentando Jesus [na Eucatistia]". Muitas vezes existem grupos de oração se reunem ao longo da semana nesse local, para venerar a Eucaristia, ocasiões comumente chamadas de "Adoração ao Santíssimo".
Fonte: Wikipédia

Filme sobre Revolução Pernambucana de 1817 ganha data de estreia


Fonte: "Diário de Pernambuco", 30-11-2017.
Produção dirigida por Tizuka Yamasaki mescla documentário e ficção

   "Faltam filmes históricos aqui no Brasil", diz a cineasta Tizuka Yamasaki, que comemora a realização de um filme do gênero, 1817: A revolução esquecida. A produção, misto de documentário e drama sobre a insurreição pernambucana, estreia no dia 15 de dezembro, na TV Escola. O projeto inaugura a série História do canal público e terá uma sessão especial para convidados neste domingo (3 de dezembro), no Cinema São Luiz.
   "Acabamos sabendo mais sobre a história dos EUA do que sobre a do Brasil", ressalta a cineasta a respeito de temas históricos serem recorrentes na cinematografia norte-americana. O filme foi viabilizado a partir de termo de cooperação entre a produtora Rio de Cinema Produções Culturais, a TV Escola e o Ministério da Educação. De caráter didático, a produção não se limita à encenação dos eventos históricos, mas recorre a imagens de apoio e depoimentos de especialistas e estudiosos de áreas diversas, incluindo a escritora e desembargadora Margarida Cantarelli, o arquiteto Francisco Cunha e os historiadores Leonardo Dantas e Socorro Ferraz, entre outros.
   Gravado em locações como o Marco Zero, Forte do Brum, Palácio do Campo das Princesas e Forte das Cinco Pontas, o título foi dirigido por Yamasaki e Ricardo Favila. Ainda que algumas ruas tenham sido bloqueadas para a passagem de carros durante as filmagens, a circulação de transeuntes foi mantida e fazem parte da dinâmica do filme: atores interagem com o público em algumas sequências e também conversam diretamente para as câmeras. A base para o roteiro é o livro A noiva da revolução, de Paulo Santos, romance histórico escrito no formato de diário narrado pelo líder revolucionário Domingos Martins e a esposa, Maria Teodora da Costa. Além do pano de fundo do movimento separatista de 1817, a trama acompanha as dificuldades enfrentadas pelo casal, cuja união era reprovada pela família dela, de origem portuguesa e com forte preconceito em relação aos nativos brasileiros, como Martins. Quem dá vida aos personagens são os atores Klara Castanho e Bruno Ferrari.

Sob ameaça de hostilidade Lula vai ao Rio de Janeiro

Fonte: “Folha de S.Paulo”, 04-12-2017, por CATIA SEABRA
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia nesta segunda (4) a mais difícil etapa de suas viagens pelo Brasil neste ano.
Em sua terceira caravana em 2017, Lula irá ao Espírito Santo e Rio de Janeiro, Estados do Sudeste onde o PT está mais debilitado. A comitiva está preparada para enfrentar manifestações, especialmente dos eleitores de Jair Bolsonaro (PSC).
Segundo o último Datafolha, no Sudeste a vantagem de Lula sobre Bolsonaro é de apenas seis pontos percentuais, de 27% a 21%. Nacionalmente, a diferença chega a 18 pontos.
O Rio é o domicílio eleitoral de Bolsonaro. Desgastado no Estado, o PT deve lançar o ex-ministro Celso Amorim ao Palácio Guanabara. Em frangalhos no Espírito Santo, a sigla nem sequer terá candidato a governador.
Diferentemente do que se deu no Nordeste, em agosto e em Minas, em outubro, , Lula não será recepcionado por governadores.
No Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB) tem apoio de fatia de PT, mas, em 2014, apoiou Aécio Neves (PSDB). No Rio, o PT nem pensa em se aproximar de Luiz Fernando Pezão (PMDB).
Apesar do risco de hostilidade, petistas consideram fundamental a investida na região metropolitana do Rio. Pesquisas do PT revelam um avanço de Bolsonaro sobre a Baixada Fluminense, onde Lula ainda exerce liderança e passará um dia.
No comando petista, a viagem é vista como ensaio para a chegada ao Sul. Segundo o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), "seria um erro limitar a caravana a regiões onde o partido é mais forte".
"Na primeira etapa, fomos a lugares lulistas. Agora, vamos a um terreno de maior disputa. Para mim, é a etapa mais importante. E a vinda de Lula tem impacto muito grande", diz.
Para o deputado federal Givaldo Vieira (PT-ES), "a presença de Lula extrapola o PT" por fortalecer setores da esquerda em um Estado de grande eleitorado conservador. "Precisamos quebrar essa barreira", diz o parlamentar.

03 dezembro 2017

Sargento do Corpo de Bombeiros de Brasília pega viatura no quartel e sai em alta velocidade para o congresso nacional



O homem só parou quando a polícia atirou nos pneus !

Um bombeiro militar entrou em um quartel da corporação em Ceilândia, furtou um caminhão da unidade, saiu dirigindo em alta velocidade em direção ao Plano Piloto e só parou na Esplanada dos Ministérios, perto do Congresso Nacional, após policiais militares acertarem tiros nos pneus da viatura. Segundo o Correio apurou, o bombeiro detido é o 2º sargento Fabrício Marcos de Araújo.

O crime aconteceu na madrugada deste domingo domingo (3/12). A viatura, um caminhão de água usado em combate a fogo, parou pouco depois da Catedral de Brasília, por volta de 1h50, na via S1, sentido Congresso. Após o motorista perder o controle da direção, o veículo rodou, quase tombou e ficou parado na contramão, ao lado do canteiro central.
Ainda não se sabe o que levou o bombeiro a tomar tal atitude, nem qual era a intenção dele. Fabrício foi levado por policiais militares ao 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros, sem ferimentos. Um bombeiro major, oficial de plantão na unidade, deu a voz de prisão.
A Polícia Militar informou que o suspeito tem 44 anos e é lotado no 8º Grupamento de Bombeiro Militar. O Corpo de Bombeiros ainda não se pronunciou sobre o caso. Nem a Polícia Civil, que enviou peritos ao local ainda na madrugada e abriu um inquérito.
O cerco e a perseguição, que envolveram 15 carros da Polícia Militar do DF, foram filmados e narrados pelos envolvidos. Ninguém se feriu. No momento do crime, a Esplanada estava fechada parcialmente ao trânsito de veículos devido a um evento esportivo marcado para a manhã deste domingo.
Fonte: Correio Braziliense
Via BLOG DO CRATO


Ícones do Cariri - Homenagem a Correinha


O Blog do Crato presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens, que atuou no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público.

Na sua morte, situação destacada durante a missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´
Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Por: Dalwton Moura - Membro do Blog do Crato 



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