xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 24/12/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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24 dezembro 2016

Nomes que as praças e ruas de Crato não têm -- por Armando Lopes Rafael

   A crônica abaixo foi publicada neste blog há cerca de três anos. No próximo dia 1º de janeiro de 2017, nova safra de vereadores estará assumindo seus cargos na Câmara Municipal de Crato. Quem sabe, alguns deles leiam este escrito...


    De um modo geral, os legisladores brasileiros (leia-se os vereadores) não têm sensibilidade para a manter a tradição popular de denominação das nossas ruas. Aliás, nem só os vereadores. Brasília, a capital da República – que não tem vereadores –, foi pioneira na triste inovação de denominar suas ruas, avenidas e vias com letras e números. Lá é comum esse tipo de pergunta e resposta:
 –Onde você mora?
 – Na SQN 150, Setor “B”, bloco Z, apartamento nº 148...

        Mas o que eu queria falar mesmo é sobre os nomes das ruas e praças de Crato. Aqui, qualquer morador, desta cidade, sabe onde fica a Praça de Cristo Rei, a Praça de São Vicente, a Ladeira do Seminário, a Rua do Gesso ou o Beco de Padre Lauro... Na verdade nenhum desses logradouros públicos é assim oficialmente denominado. Nos projetos aprovados pelos vereadores, essas vias e praças possuem nomes oficiais completamente diferentes dos usados pela população.

         Pois o povo teima em não seguir a denominação imposta pelos vereadores, que são eleitos para uma legislatura de apenas um quatriênio, numa cidade que já completou 250 anos de existência. Diz o imaginário popular desta Mui nobre e Heráldica Cidade de Frei Carlos que “A única coisa que os vereadores de Crato fazem é ficar mudando o nome das nossas ruas”. Exageros à parte, a verdade é que, do outro lado da vida desta cidade, o povo vem resistindo às essas mudanças impostas pelos vereadores. E isso é bom.

        A farra de mudanças nos nomes das nossas ruas é totalmente descartada pela população! E, de quebra, empresas e órgãos como Coelce, Saaec, Correios, IBGE, Sefaz, Cartórios, dentre outras, também aderem ao boicote do povo. Cito um único exemplo: a Rua Desembargador Edimilson da Cruz Neves (nome mudado pela Câmara de Vereadores para a Rua Presidente Kennedy) nunca pegou.

        As contas de energia, da água, do telefone, o boleto do imposto predial e as cartas entregues pelos correios as pessoas lá residentes continuam sendo enviadas para a Rua Presidente Kennedy. E a vida continua a mesma...

        A propósito da farra de mudança de nomes das ruas – por iniciativa dos vereadores – uma reação a essa anomalia foi feita na cidade de Independência, localizada no Sertão dos Inhamuns, no Ceará. Lá foi aprovado um projeto de lei, dispondo sobre a mudança de nomes de ruas, praças, monumentos, obras e edificações públicas daquela cidade. Essa lei exige – para qualquer mudança na denominação de ruas e praças – um pedido antecipado, contendo lista com assinaturas de pelo menos cinco por cento do eleitorado do município. Idêntica providência deveria ser adotada na Câmara Municipal de Crato...

Pensamento caçador - Por: Emerson Monteiro

Fácil, fácil, nada disso. Pede força, concentração mental, disposição, renúncia, exercício constante, dedicação... Querer, no entanto, vencer o mundo. Permitir que força nova nasça dentro de nós, e sobreviva sempre em nosso viver, nas práticas sociais e nas sinceridades interiores. 

Frear o pensamento. Dar um basta na mania de procurar o que quer que seja, assim que nem um cão farejador, pois desse jeito fica longe e não começam a calma e o silêncio de dentro de si, prenúncios das sonhadas reflexões na alma da gente. Deter a febre alta de gananciar o mundo e de acumular cabedais onde a traça e a ferrugem podem a qualquer momento destruir. Fazer a nossa parte daqui, cuidar das dimensões a que pode chegar a consciência, porquanto existem outros caminhos que não só esse de juntar o que ninguém sabe a quê, nem a quanto tempo. 

Trabalhar as outras rotinas de viver sem ilusões já se permite abrir fendas enormes das possibilidades internas da criatura. Fustigar perspectivas de existir com sabedoria. Descobrir chances de amar, a chamar felicidade, o que tantos desejam e não sabem ainda a qual porta de entrar e revelar os ditames da solidão individual nos trilhos do Infinito. Compartilhar, sim, o direito de sonhar com os veios eternos da espiritualidade.

Bom, isto falam os que estudam o processo da Individuação, de tornar-se pessoa, crescer no sentido da harmonia interna do Ser. Indicam formas de trabalhar o que realizam e dominar os instintos e as tentações de ficar preso neste universo só material. 

E se pensar, uma vez morar dentro da máquina que pensa quase todo tempo, que sejam os bons sentimentos e na justa medida de um querer positivo, semelhante a confiar no amor qual motivo de tudo quanto há. É isso.

Campanha de Dilma teve propina de R$ 50 milhões, dizem os EUA


Fonte: revista ISTOÉ em circulação

Documentação dos EUA revela que a campanha de Dilma, identificada como “Brazilian Official 2”, foi irrigada com a quantia milionária repassada pelo departamento de suborno da Odebrecht 
 PRISÃO NOS EUA O Departamento de Justiça dos EUA pode pedir a prisão de Dilma por ter se beneficiado da corrupção da Odebrecht

Documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelados na última quarta-feira 21, e que integram a papelada sobre o acordo de delação premiada da Odebrecht, causaram perplexidade mundial pela grandeza dos números. Segundo a papelada, o grupo Odebrecht pagou mais de US$ 1 bilhão (R$ 3,3 bilhões) em propinas a governantes e políticos de 12 países desde 2003.
A maior parte desses subornos – US$ 599 milhões ou quase R$ 2 bilhões – foi repassada a autoridades brasileiras. O que mais chama a atenção, no entanto, é que entre os principais beneficiários estão a ex-presidente Dilma Rousseff. Apesar da fartura de evidências, a mais importante delas as próprias delações dos executivos da empreiteira que já apontavam a sua participação direta nas negociações de propina e caixa dois, a petista insistia em vender uma imagem de política pura e imaculada.

A investigação dos EUA ajuda a desmontar esse discurso. De acordo com a documentação em poder das autoridades norte-americanas, a campanha de Dilma em 2010 foi irrigada com R$ 50 milhões em propinas.

A ex-presidente é descrita nos documentos americanos como a “Brazilian Official 2”. O texto do acordo com a Odebrecht mostra que a fortuna foi negociada pelo então presidente Lula em 2009 junto a Alexandrino Alencar, na época diretor do grupo. Lula, identificado na papelada como “Brazilian Official 1”, autorizou que Alexandrino acertasse com o ministro da Fazenda Guido Mantega, que nos documentos dos EUA é conhecido como “Brazilian Official 4”, a concessão de benesses para a petroquímica Braskem.
A empresa integra o grupo Odebrecht. Mantega, segundo a papelada, disse que atenderia a petroquímica em troca de propina para a campanha de Dilma. O valor negociado ficou registrado num pedaço de papel: R$ 50 milhões. Os diretores da empresa fizeram os repasses por meio do já proverbial “departamento de propinas” do grupo.

R$ 100 milhões para o PT
O objetivo da Braskem era “assegurar uma vantagem imprópria para obter e manter seus negócios”. O órgão também calcula que a Odebrecht se beneficiou em US$ 1,9 bilhão como resultado dos pagamentos de subornos. Segundo o Departamento de Justiça, a “negociação espúria” deu certo e o governo implantou um programa que permitiu à Braskem continuar tendo abatimentos em impostos. A partir de 2006, estava em discussão a mudança no sistema de tributos de empresa. Por isso, a Braskem procurou integrantes do governo Lula para negociar uma legislação que não prejudicasse o grupo. E isso custou à Braskem a contribuição para a campanha de Dilma.

Em outro trecho do documento, os americanos dizem que o “Brazilian Official 4” (Mantega) negociou com a Braskem o pagamento de propinas no total de R$ 100 milhões para diversos candidatos petistas em 2014, incluindo Dilma Rousseff, candidata à reeleição. Antes de liberar os R$ 100 milhões para o PT, a Braskem iniciou uma tentativa de convencer o governo federal em 2011 a implantar mudanças tributárias que beneficiaram o setor petroquímico. A legislação foi apresentada no Congresso Nacional em 2013, mas enfrentou resistências dos parlamentares e acabou sendo paralisada por causa disso.

 “A Braskem precisou pagar quantias significativas para vários membros do Congresso para manter a tramitação do projeto”, diz o documento. Depois disso, a legislação foi aprovada. “A Braskem foi solicitada para pagar um adicional de R$ 100 milhões além do que o Empregado da Braskem 1 havia previamente acordado com o ‘Brazilian Official 1’ (Lula) para pagar ao partido político e aos membros do governo federal. Este acréscimo foi negociado pelo ‘Brazilian Official 4” (Mantega) e foi pago por doações a integrantes do partido nas eleições de 2014”, descreve o documento.

Os dados foram divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, órgão com o qual a Odebrecht assinou, em conjunto com Brasil e Suíça, seu acordo de leniência –tipo de delação premiada para empresas. A entidade norte-americana ficou impressionada com a prática criminosa da empreiteira. Em um comunicado, o Departamento de Justiça classificou de “maior caso de pagamento global de propina da história”.

 De acordo com a documentação, houve pagamentos de propina relacionados a mais de cem projetos da Odebrecht nesses 12 países: Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru, República Dominicana e Venezuela. A documentação divulgada contém um panorama geral das revelações feitas na delação premiada, mas não identifica os nomes dos funcionários da Odebrecht nem dos políticos envolvidos. Suas identidades até então são mantidas sob sigilo.

             

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