xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 02/10/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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02 outubro 2016

NÃO HÁ NADA DE NOVO DEBAIXO DO SOL ( Por: Dihelson Mendonça ).



Se a gente pensar bem, não há um só evento, por maior que ele possa parecer, que impeça que amanhã o sol deixe de nascer, que a grama deixe de crescer, que pessoas deixem de nascer, que outros sejam impedidos de morrer, e que a vida bela como ela é, não continue seu curso natural. Se você pensar bem, tudo que acontece, são apenas pequenos detalhes no eterno fluir da vida. Que ninguém se engane com as coisas passageiras. Viva plenamente a sua vida, enquanto há tempo, pois a felicidade não depende de acontecimentos externos. Ela está no seu interior, e somente você decide se vai querer sorrir para as estrelas do céu, ou chorar para as pedras do caminho. Lembre-se de que TUDO PASSA. Estamos vivos até hoje, por uma dádiva, e assim continuaremos. Não dê importância demasiada à aquilo que não tem a menor importância no fluir da vida. Esteja sempre preparado para o que virá...

Por:  Dihelson Mendonça




Coisas desta República: Crise na educação ad aeternum – por Cleto Pontes (*)


Os republicanos ferrenhos filhos de padre ou bastardos de outra ordem prometeram muito e na prática quase nada realizado

Boas ideias sempre existiram para a educação no País, mas, infelizmente, os descaminhos são regras e não exceção. Antes de tudo, por que o presidente Temer deu uma canetada com medidas inesperadas na educação? Já dizia Darcy Ribeiro que “a crise na educação no Brasil não é uma crise: é um projeto”.

Tantos descaminhos começam na colônia com os jesuítas que bem educavam o nosso povo e, que por medida do Marquês de Pombal, enxotou os padres educadores meio século antes da chegada da corte portuguesa no Brasil. Choque de interesses e desvio de objetivos. Aqui chegando, dom João VI inaugurou duas faculdades de Medicina, uma na Bahia e outra na capital do império. O seu neto anos após criou duas faculdades de Direito, uma em São Paulo e outra em Recife. Ensino superior era notícia, enquanto a escola básica era tratada como coisa menor. A preocupação nas discussões era com a língua e doutrina que seriam utilizadas no ensino superior.

Os republicanos ferrenhos filhos de padre ou bastardos de outra ordem prometeram muito e na prática quase nada realizado. O quadro foi pouco alterado. O estado como sempre fora usurpado contra o poder imperial, como se o dinheiro público fosse da nobreza e não fruto de impostos. A única “grande” mudança foi que o colégio Dom Pedro II passaria a ser denominado de Colégio Nacional. O Palácio da família real se tornou um colégio de excelência para as filhas dos mais endinheirados, onde agora é o Museu Imperial. Anos após, os republicanos criaram outro colégio que seria dos Correios e Telégrafos. E haja cabide de emprego e desvios de rotas. Cabe ressaltar que pouco antes de ser expulso do País, o nosso último imperador fez um pronunciamento no Congresso Nacional sobre a necessidade de criação do Ministério da Educação.

Na década de 20 do século XX, a primeira República envelhecida teve um furor megalomaníaco: educação para todos mesmo que necessários fossem 10 anos de ditadura. No sertão do Ceará havia professor itinerante a cavalo com a missão de mapear quatro povoados. Em temporada de dois meses em cada município, trabalhavam com 10 alunos aos quais ensinavam as quatros operações de aritmética e estudo iniciante da língua portuguesa. Deixavam tarefas e partiam para outros povoados. Voltavam aos municípios para uma revisão e novos conhecimentos. Ao todo, eram oito meses de aulas. Como os pais não tinham dinheiro para educar todos os filhos interessados em estudar, partiam para a capital em busca de uma escola preparatória para cursar o ensino superior.

Atualmente as instituições de ensino privado deixaram ser de educadores e passaram a mão de grandes gestores. Hoje os alunos não têm o colégio ou os professores como referência e, sim, os seus amigos de turma.

(*) Cleto Pontes, médico psiquiatra. Artigo publicado no jornal “O Povo” em 02-10-2016


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