xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 02/08/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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02 agosto 2016

Tudo é santo - Por: Emerson Monteiro

O deslizar das notas musicais no sopro do vento traz à noite elementos de única página que soma tudo quanto há. Desde gotas invisíveis do orvalho que voam no escuro, seres circulam as matas misteriosas da escuridão. Alentos, sinais luminosos do céu indicam os dotes do Infinito.

Única chance de salvação do inevitável das horas, os párias da dor carregam consigo esses farnéis das ilusões. Olham uns aos outros na parceria dos movimentos. Uns vão agora, outros irão logo adiante ao mesmo corredor do desconhecido. Ninguém que se preze alimenta eternidade em si, porquanto jamais se nasceu para se ser semente. Desejo, sim, todos têm, uns mais, outros menos. No entanto meros protagonistas da inconformação.

Ainda assim tudo é santo, desde mínimas quanto máximas ausências, tudo santo, mágico, sublime. Levas de objetos a percorrer o espaço deste sonho, a santidade a tudo sobrevive na alma do mistério. Lá dentro nas camadas abissais da infinitude, o eterno grita poemas ao som das ondas e do silêncio.

Nós alimárias que observam e passam, sentem permanecer o definitivo, e disso clama sóis da permanência. Elevam aos céus vozes da clemência e reclamam sorte de vencer a morte que espreita. Estendem braços ao cântico suave da perfeição que ainda necessitam.

Destarte, face à santidade que revolve fibras do coração, moram os deuses que somos e saberemos aceitar no futuro. São as portas da permanência que revira e sofre. Uns nem sabem que irão, animais sem razão. Outros apenas somam dias e olham apreensivos a velocidade quais fantasmas impacientes do tempo imortal.

Contudo, há santidade, sim, no transcorrer das gerações... Nunca haverá nunca, segredo que mora junto às notas musicais da Natureza.

Os enigmas da dor - Por: Emerson Monteiro

Nem sempre é o que se quer ver, mas o que a verdade quer mostrar. Perante tais pressupostos, ele saiu a caminho da Luz, o emissário da dor. Levava consigo poucos instrumentos, porquanto pesava na bagagem o cilindro de aço bem lacrado onde mantinha a dor acondicionada, seu principal sentido de andar. Acordou cedo e fez estrada. Sempre de olhos fixos nas surpresas das estradas, entrou passo a passo no pavilhão imenso das ruas daquela gente. Sabia, no entanto, que aquela dose de dor que transportava tinha um destinatário certo. E buscou, quase ao estilo dos relojoeiros, dos mergulhadores de pérolas, o dono dela. Jamais erraria contar com isso, achar a pessoa. Perlustrou multidões, atencioso e longe dos outros que pudessem não ser a quem o cilindro destinava.

Até que, então, feito os caçadores das histórias de florestas medievais, lá avista o homem certo bem no lugar certo. O herói da mensagem ali à sua frente. Figura espectral, forte, desenhada nas dobras do pensamento clínico do emissário. Chegou leve, assim ingênuo, indiferente ao que viesse. O protagonista dele se aproximou, costado a descoberto, e fez a pausa suficiente de receber o prêmio. Naquele instante, rápido qual soldado das estrelas, acertou o alvo à frente. Correto semelhante ao voo das aves dos finais de tarde, ferira com precisão o herói da jornada.

Cumprira com justeza a missão destinada só aos eleitos. Realizara o desejo do destino feito máquina inevitável. O destinatário do objeto que transportara com tamanha matemática enfim lhe arquejava aos pés, imagem perfeita da solidão iluminada pelas primeiras réstias do Sol. Um gigante atordoado de lágrimas, olhos esbugalhados e gritos na garganta. Guerreiro fendido pela navalha de todos os metais, sangrou até quase o fim, sem, todavia, rejeitar que devesse haver de viver aquilo. De bom grado abraçou o os estilhaços que ainda vagavam soltos no espaço do coração arrebatado. Reuniu as forças imagináveis e desfrutou o benefício da dor em vórtice de absoluta felicidade.

Câmara de Vereadores de Crato concede Título de Mérito Legislativo à Dom Gilberto Pastana – por Patrícia Silva

 À esquerda, Dom Gilberto Pastana recebendo das mãos do Presidente da Câmara, vereador Pedro Eugênio e do Chanceler da Diocese, Armando Rafael o título do Mérito Legislativo (foto: Patrícia Silva)
Na sessão solene de abertura do segundo período legislativo 2016 da Câmara Municipal de Crato, realizada hoje, 1 de agosto, no Palácio José Valdevino de Brito, o bispo Dom Gilberto Pastana, coadjutor de Dom Fernando Panico, foi homenageado com o recebimento do Diploma de Mérito Legislativo.
Recitando a frase que consta no monumento do Cristo Redentor, na Praça Francisco Sá, o presidente da câmara, vereador Pedro Eugênio Maia Moreira, acolheu Dom Gilberto dizendo: “Seja bem- vindo Dom Gilberto ao Crato, porque, nesta terra, há lugar para todas as pessoas de boa vontade”.
O vereador Raimundo Amadeu de Freitas disse que a comunidade cratense está esperançosa que o trabalho de Dom Gilberto seja fecundo, principalmente na promoção da justiça para todos.
Agradecendo a acolhida, Dom Gilberto falou do desejo que tem de, mesmo sem exercer partidarismo, realizar um trabalho em unidade com os diversos segmentos sociais. “As portas de minha casa estarão sempre abertas para um diálogo franco e respeitoso, com todas as pessoas de boa vontade, sempre que as causas mais importantes do nosso povo – principalmente das classes mais humildes – necessitarem do apoio da Igreja para tornar nossa sociedade uma sociedade mais humana e mais justa”, disse.
A fala do Bispo-Coadjutor
Abaixo, a íntegra do discurso de Dom Gilberto Pastana de Oliveira, no plenário da Câmara de Vereadores de Crato:
“–  Excelentíssimo. Senhor  Pedro Eugênio Maia Moreira, Presidente da Câmara de Vereadores de Crato, em quem saúdo os demais componentes da mesa;
–– Excelentíssimos Senhores Vereadores aqui presentes;
–– Senhoras e Senhores:

    Preliminarmente agradeço o honroso convite que me fizestes para participar desta solenidade de abertura de mais um período legislativo desta casa dos representantes do povo de Crato.
    Gostaria, nesta oportunidade, de relembrar a importância de uma casa legislativa municipal. Desde o Brasil-Colônia, ou seja, no início da formação da nossa  Pátria, as atividades de uma Câmara de Vereadores tem como finalidade principal o de acolher os interesses e anseios da população de um município. Já no período colonial as Câmaras eram o centro do poder político de uma comunidade. Naquela época, todas as questões públicas eram decididas por essa instituição, que exercia, além das funções legislativas, ações jurídicas e administrativas sempre voltadas em favor do povo.
       É neste prisma que a Igreja Católica concebe e defende a existência das  Câmaras de Vereadores. Vós sois representantes da sociedade – e fostes eleitos pelo povo, fostes legitimados pelo voto popular – sois  detentores de uma grande responsabilidade e precisais usar vossaa força e inteligência, vossa coerência e sabedoria para atender ao bem comum.
     Senhores vereadores,
     Senhoras e Senhores.
     A cidade de Crato já contabiliza 252 anos desde que recebeu o título de Vila Real de Crato, em 1764. É uma cidade privilegiada, não só porque está localizada na paisagem verde do Vale do Cariri – este cercado pela paisagem cinzenta do semiárido do Sertão –, mas porque o Crato tem uma bonita história que é motivo de orgulho para os que aqui nasceram e para os que aqui residem.
       Crato é filho da Igreja Católica! Deve-se sua fundação a um frade capuchinho italiano, Frei Carlos Maria de Ferrara. Tudo teve inicio com a iniciativa da Igreja Católica de enviar  Frei Carlos para defender os índios Cariris – primeiros habitantes desta região – evangelizando-os e integrando-os à sociedade, levando em conta a condição de Filhos de Deus, que aquela população indígena realmente era.
        Frei Carlos fundou, para tanto, a Missão do Miranda e no centro dela ergueu uma humilde capelinha de taipa, coberta com folhas de palmeiras. Esse pequeno templo – que foi dedicado a Nossa Senhora da Penha e a São Fidelis de Sigmaringa – tornou-se hoje a nossa bela catedral, a igreja-mãe da Diocese.
      Depois disso, e ao longo dos últimos 250 anos, extensa foi a folha de serviços que a Igreja Católica prestou ao Crato e ao Cariri. Não vou detalhar esses benefícios, pois seria longo.  Mas todos sabem que as iniciativas pioneiras – que trouxeram progresso a Crato – nas áreas da educação e da saúde, na promoção social do povo pobre, na criação dos primeiros sindicatos dos trabalhadores rurais, na luta pela conquista da nossa primeira universidade, e tantos e tantos outros, têm o dedo da Igreja Católica.
       Estou  chegando a esta diocese, inicialmente como Bispo-coadjutor, e desejo manter um bom relacionamento com todas as forças desta cidade e do Cariri. Unidos seremos mais fortes. Não vislumbro alianças com  conotação partidária. A Igreja está acima das divisões políticas. A missão da Igreja é unir as forças quando o objetivo é o bem comum.
         Minhas portas estarão sempre abertas para um diálogo franco e respeitoso, com todas as pessoas de boa vontade, sempre que as causas mais importantes do nosso povo – principalmente das classes mais humildes – necessitarem do apoio da Igreja para tornar nossa sociedade uma sociedade mais humana e mais justa.
         Neste sentido faço minhas as palavras do nosso Papa Francisco quando nos mostrou o caminho para a atuação dos pastores da Igreja Católica: “Cada cristão e cada comunidade há de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos  somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho”.
            Mãos à obra! 
Agradeço todas as manifestações de carinho que recebi, nesta manhã,  dos representantes do povo desta urbe que é conhecida sugestivamente como “A Cidade de Frei Carlos”.
Rogo agora a benção de Deus sobre todos vocês.
Bendito sois, Senhor, Deus de bondade,
que nos destes, em vosso Filho,
um admirável exemplo de caridade,
e
por ele recomendastes com empenho
o mandamento do amor;
cumulai de bênçãos +
estes vossos filhos
que se dedicam generosamente a legislar esta cidade do Crato,
para que eles vos sirvam fielmente no próximo
com todas as suas forças.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém.
Muito obrigado a todos e a cada um

          Muito obrigado a todos e a cada um!”

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