xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 30/05/2016 | Blog do Crato
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30 maio 2016

Tio Juca - Por: Emerson Monteiro

Um abnegado trabalhador da seara cristã, José Soares de Gouveia (Tio Juca), que morreu em 04 de março de 1965, em Salvador BA, havendo nascido em Fortaleza CE, a 28 de maio de 1898. Estudou no Colégio Militar do Ceará e depois se dedicou à carreira civil como fiscal do consumo, profissão que lhe custaria a perda de funções físicas em face ser brutalmente agredido no exercício profissional. Devido seu jeito austero, dotado de elevado senso de responsabilidade, lá adiante, já espírita kardecista, suportaria com paciência e resignação a vida que dedicaria ao serviço em prol de menores abandonados, criando em Salvador a Casa do Tio Juca, graças aos esforços dele, da família e dos amigos, marcando história no serviço ao próximo nas terras soteropolitanas.

Em Iguatu, no Ceará, viveria um irmão do Tio Juca, o conhecido médico Dr. Gouveia.

Tio Juca possuía dotes mediúnicos cujas evidências se acham consignados no livro O fenômeno Tio Juca, de autoria do escritor baiano Eusínio Lavigne, que traz várias ocorrências das qualidades espirituais do médium.

O gosto pela caridade, característica de Tio Juca, também constava dos afetos familiares. Numa dessas histórias pitorescas, conta o autor que, sempre aos sábados, a família do sogro dele distribuía esmolas a necessitados, dos quais um cego era assídua presença. Certa feita, tendo de viajar, os familiares esqueceram-se de deixar o donativo habitual daquele necessitado, que decerto viria à procura.

No primeiro sábado, o cego pediu a alguém da casa que escrevesse à sogra de Tio Juca pedindo autorização para fazer o pagamento rotineiro. No outro sábado, no entanto, ouviria resposta negativa quanto ao assunto. O pedinte voltaria no sábado seguinte, e faria a mesma pergunta (Veio o dinheiro? Ela respondeu?). – Ainda não –, lhe disseram. (Pois então ela que procure outro cego, que aqui não venho mais...)

E Tio Juca achou que o cego tinha razão... porque estava servindo de instrumento do exercício de uma caridade. Se D. Alexandrina fazia da caridade um dever moral, desse teria ficado privada, pela espontânea recusa do cego, conta Eusínio Lavigne na obra literária onde registrou inúmeros episódios da existência do ilustre cearense.


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