xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 27/05/2016 | Blog do Crato
.

VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 25.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

27 maio 2016

Para Você Refletir ! - Por Maria Otilia

Nestes últimos dias estamos sendo surpreendidos pela avalanche de manchetes estarrecedoras. Por um lado notícias que bombardeiam o cenário político do país. Por outro, o inúmero de casos de violência contra a mulher, seja doméstico ou o abuso sexual de crianças  adolescentes. No caso da jovem recentemente abusada por “estupro coletivo” é simplesmente abominável. Infelizmente a justiça fraca e tardia, mesmo com nomes dos acusados, demora na prisão dos mesmos. 
Aqui na cidade do Crato, vivemos uma indagação sobre o desparecimento  da jovem Rayane, ainda sem nenhuma explicação plausível para a família  desta jovem. Está se tornando uma  rotina diária  as   notícias veiculadas  nas emissoras de rádio, os inúmeros casos de violência doméstica, a maioria com  desfecho de assassinato das mulheres, por homens machistas, sem escrúpulos que ainda insistem em querer ser “donos” de suas companheiras. O cariri, infelizmente tem  record alarmante  desta violência. 
O mais gritante para nós mulheres é a falta de políticas públicas efetivas para a redução da violência contra a mulher. Infelizmente, nesta transição de governo, um ministério criado a partir de lutas constantes promovidas  pelos movimentos feministas, foi extinto. Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos seria um instrumento para a redução desta estatística cruel de casos de violência contra a mulher, preconceito e discriminação racial. Como vivemos numa sociedade machista, nada mais oportuno do que acabar com este Ministério, pelo governo Temer. E como a maioria dos políticos tanto do legislativo como do executivo são homens, que se acham “donos” do poder muito pouco importou esta extinção. 
O caso de Rayane desaparecida, aqui no município do Crato e da adolescente do Rio de Janeiro, que sofreu estupro coletivo, infelizmente cai no esquecimento a partir da não veiculação  nas redes sociais e de televisão. E infelizmente novos casos surgem e começa tudo de novo. A impunidade impera e faz com que as mulheres, principalmente pobres e negras, se quer tenham um a atendimento adequado nas tão sonhadas “ delegacias femininas”. Apoio psicológico, jurídico e médico realmente também são muito capengas. Além da humilhação de ter que denunciar o abuso sexual, a violência física, a violência psicológica diante de um ou uma delegada passa também a ser constrangedor. Somos sabedoras de que muitas mulheres ao chegarem às delegacias, passam a ser hostilizadas por policiais através de “risos, piadinhas, perguntas inoportunas”, etc.
Como educadores, precisamos rever nossa postura dentro da sala de aula, no tocante a construção de novos valores, de respeito a igualdade de gênero, e questões  relacionadas ao preconceito e discriminação racial. Precisamos realmente focar na função social da escola de construção da cidadania voltada para a formação de nossos estudantes como seres humanos mais sensíveis e que  saibam viver em comunidade, respeitando seu  semelhante.
Para uma reflexão, posto  abaixo um texto de   Marina Colasanti . Boa leitura.

                                                            Eu sei, mas não devia
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. 
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Acostuma-se para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.






Como era linda minha cidade: o Rio Grangeiro na década de 30 do século passado (por Amilton Silva)

Rio Granjeiro: transformação das belezas naturais em ambiente poluído. É uma pena...

Um rio da Amazônia ou do Pantanal?
Não. Esta foto mostra o Rio Grangeiro, cortando a cidade de Crato, na década 30 do século passado. O local da foto é mais ou menos onde hoje fica a confluência da Rua Santos Dumont com Rua Almirante Alexandrino, nas proximidades do Posto Antônio Almino de Lima.
A destruição feita pelos homens transformou a bela paisagem acima num esgoto fétido a céu aberto (o atual canal do Grangeiro). Até onde vai a insanidade humana...

Abaixo uma poesia de José Alves de Figueiredo sobre o Rio Grangeiro, quando existia o Rio Grangeiro...

Rio Grangeiro
Este Rio que passa aqui gemendo
E vem da serra envolto a mil cipós,
Anda a gemer desde que me entendo,
Desde que se entenderam os meus avós.

É um rio de amor que vem trazendo
O cristal que regala a todos nós,
Seu gemido, é segredo que eu desvendo,
Pois nele fala o Crato em terna voz.

Cantem outros o encanto de outros rios,
Como fez com o Tejo vate luso,
Que eu cantarei em doces murmurios.

Do Grangeiro esta voz que eu sempre acuso
Como um lamento, um canto de amavios,
Uma harmonia de deuses que eu traduzo!

J. Alves de Figueiredo
(publicado no jornal "Folha da Semana" 17.10.1953)

Matéria enviada por: Amilton Silva
Nota:
É difícil acreditar que essa foto tenha sido tirada perto de onde seria o encontro da Almirante Alexandrino com a Santos Dumont...em todo caso...



Coisas da República: Bolsa Família perdeu R$ 2 bilhões e 600 milhões com fraudes

Fonte: VEJA
Levantamento inédito mostra o volume de recursos desviado do programa. Funcionários públicos, mortos e até doadores de campanha estão entre os beneficiados.
 NA FILA - Sem fiscalização eficiente, o dinheiro do contribuinte deixa de ir para quem precisa: é o “bolsa fraude”(ALEXANDRO AULER/VEJA)
Daria para fazer quase 30 000 casas pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Somente entre 2013 e 2014, pelo menos 2,6 bilhões de reais do total da verba reservada ao Bolsa Família foram parar no bolso de quem não precisava. A informação é resultado do maior pente-fino já realizado desde o início do programa do governo federal, em 2003. Feito pelo Ministério Público Federal a partir do cruzamento de dados do antigo Ministério do Desenvolvimento Social com informações de órgãos como Receita Federal, Tribunais de Contas e Tribunal Superior Eleitoral, o exame detectou mais de 1 milhão de casos de fraude em todos os estados brasileiros. O Bolsa Família, um valor mensal a partir de 77 reais por pessoa, é destinado exclusivamente a brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza. A varredura mostrou, no entanto, que entre os que receberam indevidamente o auxílio no período estão funcionários públicos, mortos e até doadores de campanha (veja o quadro na pág. ao lado).
Só de funcionários públicos foram 585 000 os beneficiários ilegais. Em todos os casos, os contemplados ganhavam ao menos um salário mínimo (piso da categoria) e, segundo apurou o estudo, pertenciam a famílias com renda per capita acima de 154 reais - situação que os impediria de receber o benefício. O fato de esses funcionários serem majoritariamente servidores municipais reforça a tese do Ministério Público de que esse tipo de fraude não dispõe de um comando centralizado. "Nasce daquele microcosmo do município em que o cadastrador conhece quem está sendo habilitado e não tem interesse em realizar uma fiscalização correta sobre suas condições de pobreza", afirma a procuradora Renata Ribeiro Baptista, que coordenou a pesquisa.
Os doadores de campanha ocupam lugar de destaque no ranking das categorias de fraudadores identificadas no estudo. O Ministério Público encontrou 90 000 beneficiários do programa que, em 2014, doaram a políticos ou partidos valores iguais ou superiores aos recebidos do programa naquele ano e casos de grupos de dez ou mais beneficiários que transferiram verbas para um mesmo candidato.
O levantamento achou ainda beneficiários sem CPF ou com mais de um CPF, além de 318 000 beneficiários que eram donos de empresas. Abrir uma empresa não significa necessariamente que alguém seja um sujeito de posses (o processo para constituir uma firma pode custar pouco mais de 200 reais), mas o Ministério Público acredita que poucos dos contemplados nessa situação conseguirão provar que vivem abaixo da linha da pobreza.
Os 2,6 bilhões desviados correspondem a 4,5% do total investido no programa no período e estão abaixo da média internacional, apontada pelo Banco Mundial, de 10% de desvios em programas sociais. Para a procuradora Renata Baptista, porém, a estimativa do MPF é "conservadora". Segundo ela, muitas fraudes ficaram de fora do levantamento. "Apenas servidores com quatro ou menos familiares entraram no estudo." O prejuízo ainda vai aumentar.

Na edição de VEJA deste fim-de-semana: Pedro Corrêa faz relato contundente de envolvimento de Lula no petrolão

Revelações do ex-deputado ao MP compõem documento de 132 páginas. Depoimento aguarda homologação pelo Supremo Tribunal Federal
 Pedro Corrêa: ele embolsa propina desde a década de 1970(Vagner Rosario/VEJA)
Entre todos os corruptos presos na Operação Lava-Jato, o ex-deputado Pedro Corrêa é de longe o que mais aproveitou o tempo ocioso para fazer amigos atrás das grades. Político à moda antiga, expoente de uma família rica e tradicional do Nordeste, Corrêa é conhecido pelo jeito bonachão. Conseguiu o impressionante feito de arrancar gargalhadas do sempre sisudo juiz Sergio Moro quando, em uma audiência, se disse um especialista na arte de comprar votos. Falou de maneira tão espontânea que ninguém resistiu. Confessar crimes é algo que o ex-deputado vem fazendo desde que começou a negociar um acordo de delação premiada com a Justiça, há quase um ano. Corrêa foi o primeiro político a se apresentar ao Ministério Público para contar o que sabe em troca de redução de pena. Durante esse tempo, ele prestou centenas de depoimentos. Deu detalhes da primeira vez que embolsou propina por contratos no extinto Inamps, na década de 70, até ser preso e condenado a vinte anos e sete meses de cadeia por envolvimento no petrolão, em 2015. Corrêa admitiu ter recebido dinheiro desviado de quase vinte órgãos do governo. De bancos a ministérios, de estatais a agências reguladoras - um inventário de quase quarenta anos de corrupção.
VEJA teve acesso aos 72 anexos de sua delação, que resultam num calhamaço de 132 páginas. Ali está resumido o relato do médico pernambucano que usou a política para construir fama e fortuna. Com sete mandatos de deputado federal, Corrêa detalha esquemas de corrupção que remontam aos governos militares, à breve gestão de Fernando Collor, passando por Fernando Henrique Cardoso, até chegar ao nirvana - a era petista. Ele aponta como beneficiários de propina senadores, deputados, governadores, ex-governadores, ministros e ex-ministros dos mais variados partidos e até integrantes do Tribunal de Contas da União.
Além de novos personagens, Corrêa revela os métodos. Conta como era discutida a partilha de cargos no governo do ex-¬presidente Lula e, com a mesma simplicidade com que confessa ter comprado votos, narra episódios, conversas e combinações sobre pagamentos de propina dentro do Palácio do Planalto. O ex-presidente Lula, segundo ele, gerenciou pessoalmente o esquema de corrupção da Petrobras - da indicação dos diretores corruptos da estatal à divisão do dinheiro desviado entre os políticos e os partidos. Corrêa descreve situações em que Lula tratou com os caciques do PP sobre a farra nos contratos da Diretoria de Abastecimento da Petrobras, comandada por Paulo Roberto Costa, o Paulinho.
Uma das passagens mais emblemáticas, segundo o delator, se deu quando parlamentares do PP se rebelaram contra o avanço do PMDB nos contratos da diretoria de Paulinho. Um grupo foi ao Palácio do Planalto reclamar com Lula da "invasão". Lula, de acordo com Corrêa, passou uma descompostura nos deputados dizendo que eles "estavam com as burras cheias de dinheiro" e que a diretoria era "muito grande" e tinha de "atender os outros aliados, pois o orçamento" era "muito grande" e a diretoria era "capaz de atender todo mundo". Os caciques pepistas se conformaram quando Lula garantiu que "a maior parte das comissões seria do PP, dono da indicação do Paulinho". Se Corrêa estiver dizendo a verdade, é o testemunho mais contundente até aqui sobre a participação direta de Lula no esquema da Petrobras.


Edições Anteriores:

Novembro ( 2017 ):

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30