xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 24/04/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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24 abril 2016

Rui Barbosa, esse desconhecido

Se a Monarquia é um sonho, República é um pesadelo...


    Essa foi a obra da República nos últimos anos –     RUI BARBOSA (*)

    "A falta de justiça, Senhores Senadores, é o grande mal de nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo o nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação.
    A sua grande vergonha diante do estrangeiro, é aquilo que nos afasta dos homens, os auxílios, os capitais.
    A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação. Insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.
    De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto...
    Essa foi a obra da república nos últimos anos... No outro regime (monarquia), o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre – as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam a que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade gerais.
    Na república os tarados são os tarudos. Na república todos os grupos se alhearam do movimento dos partidos, da ação dos Governos, da prática das instituições. Contentamo-nos hoje com as fórmulas e aparências, porque estas mesmo vão se dissipando pouco a pouco, delas quase nada nos restando.
    Apenas temos os nomes, apenas temos a reminiscência, apenas temos a fantasmagoría de uma coisa que existiu, de uma coisa que se deseja ver reerguida, mas que, na realidade, se foi inteiramente.
    E nessa destruição geral das nossas instituições, a maior de todas as ruínas, Senhores, é a ruina da justiça, colaborada pela ação dos homens públicos, pelo interesse dos nossos partidos, pela influência constante dos nossos Governos. E nesse esboroamento da justiça, a mais grave de todas as ruínas é a falta de penalidade aos criminosos confessos, é a falta de punição quando se aponta um crime que envolve um nome poderoso, apontado, indicado, que todos conhecem..."

(*) Trecho do discurso: 'Requerimento de Informações sobre o Caso do Satélite – II', no Senado Federal. Obras Completas – Vol. XLI – 1914 – Tomo III – pp. 86/87. Rui Barbosa foi um político, diplomata, advogado e jurista brasileiro. Representou o Brasil na Conferência de Haia. Membro e fundador da Academia Brasileira de Letras foi seu presidente entre 1908 e 1919.

(Pesquisa e postagem: Armando Lopes Rafael)

Diocese de Crato ganha 19 novos Diáconos Permanentes (por Patrícia Mirelly)

Os ritos litúrgicos, mediante os quais foram ordenados os dezenove candidatos, da Diocese de Crato, ao Diaconado Permanente, foi presidido pelo Bispo Diocesano, Dom Fernando Panico, em solene celebração realizada na manhã deste sábado, dia 23 de abril, na Sé Catedral de Nossa Senhora da Penha, em Crato.  A ordenação contou com a presença de padres, diáconos e centenas de fiéis.
Dentre os dezenove eleitos, um é filho de Diácono permanente. Outros dois também mantém laços de sangue, sendo pai e filho. Havia, ainda, sogro e genro. Essa “providência de dons”, deixou o Bispo jubiloso: “Permitam-me ressaltar como Deus é grande, como Deus faz maravilhas na vida do seu povo e nos surpreende nos Seus dons. É um lembrete, é um incentivo. Ele está se servindo deste momento de graça para suscitar vocações entre vocês, nas nossas famílias, para o sacramento da ordem, nos seus diversos graus”, afirmou Dom Fernando, que falou deste momento como uma hora “cheia de beleza e encanto, de gratidão e de empenho missionário na nossa Diocese”. “Recebam o meu abraço de boas vindas e sintam-se em casa”, disse ele.    
Na homilia, dirigindo-se, de modo especial, aos futuros diáconos, afirmou que estes são chamados a “apontar o crucificado” e a proclamar: Jesus Cristo é o Senhor para a glória de Deus Pai. É contemplando Cristo, disse o Bispo, que aprendemos a servir, a amar e a dar a vida pelo outro, dando os passos necessários à vida eterna, para que os outros alcancem essa vida em plenitude. Às esposas dos candidatos ao ministério, exortou a manifestar, na vivência cotidiana do lar, toda alegria do amor que brota do sacramento matrimonial, que fortalece a busca da santidade. “Vocês, queridas irmãs, não serão ordenadas, mas serão, sim, convidadas a participar, intimamente, do diaconato permanente de seus esposos. Com eles, descubram a beleza de servir a Igreja na alegria do amor. Também os filhos e familiares devem ser pessoas que mostram o caminho da santidade”. Ao povo, Dom Fernando pediu que, pelas mãos de Nossa Senhora, sejam apresentadas preces para uma frutuosa missão.


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