xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 09/04/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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09 abril 2016

Quando lá um dia de manhã - Por: Emerson Monteiro

... E a gente se toca da necessidade urgente de admitir a inevitabilidade naquilo que plantou, que voltara às nossas mesmas praias sombrias ou ensolaradas, e chega devagar ou rapidamente na vida por si só ainda plena das ocupações atuais, tendo por isso de encarar as velhas plantas do passado.

Forma definitiva de manter a ordem natural em tudo, as presenças aqui do lado, o canto dos pássaros ali de fora, as cores do céu aberto de um verão chuvoso, e, no entanto, admitir que patrocinou os tempos antigos de enganos ou flores belas de doces alimentos. Eis assim o que os orientais resolvem denominar carma, ou respostas da Lei do Retorno, da Causa e do Efeito. Porquanto em tudo há uma justa homenagem ao Pai da Criação, autor magistral de tudo quanto persiste/persistirá nas frações do tempo, inclusive ele o próprio Tempo.

Alguns indagam das paredes e das matas a razão principal disso existir de tal maneira, prudentes pesquisadores da ordem vigente. Mas é que existem normas independentes da vontade humana deslizando por baixo dos acontecimentos. Espinhos ou rosas dos momentos lá anteriores vêm à tona pelas asas da Justiça eterna, máquina perfeita de exatidão matemática. Forças plenipotenciárias cumprem seu papel de limpar as vidraças do depois na alma, que já não morrem mais.

Tangemos nossos atos quais velejadores em mar de ondas enormes, a receber de volta os ossos dos preceitos praticados, espelhos inevitáveis da correta correção, exercício de aprender a obedecer e galgar os páramos da Salvação para sempre.

As voltas que o mundo dá.... Monarquistas de São Paulo mandam celebrar missa para a Rainha dona Maria I nos 200 anos de sua morte

Por Emílio Sant’Anna – "Folha de S.Paulo", 09-04-2016
Segundo o príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança: "Não se encontra um brasileiro que diga, de boca cheia, que a República deu certo. Quando as pessoas veem o fracasso de um regime, se lembram de um anterior que deu certo. E quando o Brasil deu certo, realmente, foi durante o Império", diz. "Não é uma volta atrás, é a retomada de um caminho abandonado.. "Ao contrário do que uma certa historiografia malévola diz, Dona Maria I foi uma grande rainha, que restaurou Portugal. Ninguém que preza sua mãe ou avó faz chacota com sua saúde mental."
Às 10h desta sexta (8),enquanto a missa começava, São Paulo tinha 122 km de lentidão, índice acima da média para aquela hora da manhã. Dia de céu aberto e sol forte, os termômetros marcavam 28°C. Reflexo do noticiário político, a bolsa operava em alta e o dólar, em queda. Nada disso, porém, ou quase nada, se fazia sentir na igreja Nossa Senhora do Brasil. Ali, no Jardim Europa, bairro nobre da zona oeste, pouco mais de cem pessoas se reuniam para lembrar os 200 anos da morte de d. Maria 1ª (1734-1816), "a Piedosa", em Portugal, ou, menos elogioso, "a Louca", como ficou conhecida e entrou para a história do Brasil.
Ao lado da bandeira imperial, em frente ao altar, quatro fuzileiros navais velavam a representação do caixão de "Sua Majestade Fidelíssima", a "rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves". No mezanino, uma orquestra executava a "Missa de Réquiem em Ré Menor", composta por Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830). Solenes véus pretos cobriam as cabeças de senhoras postadas nos genuflexórios, acompanhadas de homens de ternos escuros e broches da monarquia nas lapelas. Na primeira fileira da igreja, dom Bertrand de Orleans e Bragança, 75, segundo na linha de sucessão ao trono, rezava com um terço nas mãos.
Assim como a hierarquia monárquica, a ocupação dos assentos também parecia seguir uma ordem: cronológica. Fora os dois príncipes ao ao lado de d. Bertrand, d. Gabriel e d. Rafael, na frente se postavam os mais velhos. No fundo da igreja, no entanto, jovens monarquistas acompanhavam a cerimônia. Por vezes, com o celular na mão. Além de homenagem, a missa –em latim, com o padre de costas para a igreja– é parte da revisão da imagem de d. Maria. Em setembro, o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo promove um seminário sobre a rainha.
"Ao contrário do que uma certa historiografia malévola diz, ela foi uma grande rainha, que restaurou Portugal", diz d. Bertrand. "Ninguém que preza sua mãe ou avó faz chacota com sua saúde mental." As preocupações do príncipe, porém, vão além do passado. Ele esteve em manifestação na avenida Paulista pelo impeachment da presidente Dilma e afirma que a monarquia ainda é uma saída. "Não se encontra um brasileiro que diga, de boca cheia, que a República deu certo. Quando as pessoas veem o fracasso de um regime, se lembram de um anterior que deu certo. E quando o Brasil deu certo, realmente, foi durante o Império", diz. "Não é uma volta atrás, é a retomada de um caminho abandonado."

Coisas da ré-pública: governo Dilma está fechando para balanço. Últimas boquinhas.Corra!

Fonte: VEJA desta semana:
Para evitar sua liquidação do governo, presidente faz uma liquidação de cargos e abre uma estupenda queima de estoque, oferecendo posições ao baixo clero da Câmara
Por: Rodrigo Rangel, Robson Bonin e Daniel Pereira
(Cristiano Mariz/VEJA)
Quando era candidata à reeleição, Dilma Rousseff disse que poderia "fazer o diabo" para vencer a sucessão presidencial. Disse e fez, arruinando as finanças do país. Agora, com o mandato ameaçado, ela recorre outra vez ao tinhoso - o tinhoso do fisiologismo, aquele que mercadeja emendas e cargos em ministérios e estatais por um punhado de votos, ou um único voto. Para escapar do impeachment, a faxineira ética de outrora passou a assediar congressistas dispostos a colocar seu "sim" ou "não" no mercado. O baixo clero, formado pelos políticos mais inexpressivos do Congresso, está, naturalmente, em festa.

 É o caso do deputado José Maria Macedo Júnior, do PP do Ceará. Macedão, como é conhecido, é dono de uma empresa que fornece canos e tubulações para obras federais, inclusive para a transposição do Rio São Francisco, que lhe rendeu 50 milhões de reais em 2015. Apesar de exercer seu primeiro mandato na Câmara, ele foi alçado, na semana passada, à gloriosa condição de responsável pela indicação do novo diretor-geral do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), que tem orçamento anual de mais de 1 bilhão de reais e cujos projetos atiçam a cobiça da firma... da firma... do próprio Macedão!
É isso: em troca de um único voto, o governo colocou o deputado-empresário nos dois lados do balcão de negócios. Deu resultado. Macedão, antes indeciso, agora fechou contra o impeachment. Com o desembarque do PMDB do consórcio governista, Dilma e o ex-presidente Lula passaram a cortejar partidos de médio e pequeno portes e oferecer as benesses do poder aos integrantes do baixo clero, que se preocupam menos com a opinião pública e, por isso, têm mais facilidade para mudar de lado, principalmente quando convidados a participar do rateio de um butim suculento.

Calouro na Câmara, o deputado Francisco Chapadinha, do PTN, foi convidado a indicar o novo superintendente do Incra em Santarém, na região oeste do Pará, sua base eleitoral. De pronto, aceitou a proposta. De pronto, trocou a condição de indeciso e passou a entoar o coro "Não vai ter golpe". De pronto, justificou-se a um colega: "Nunca ganhei nada. Agora que me ofereceram, não posso deixar de aceitar". O esforço contra o impeachment conta com a ajuda de governadores amigos, que acertam com os deputados de seus respectivos estados a parte de cada um no queimão do governo.

Colaborou Ullisses Campbell

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