xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 23/03/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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23 março 2016

Carta de Reconciliação da Igreja com o Padre Cícero -- por Luitgarde Barros (*)


Tenho refletido muito sobre o ambiente de regozijo com a Reconciliação, que conduziu o retrato do Padre Cícero ao interior da igreja onde foi batizado e celebrou sua primeira missa como sacerdote.

Pensar no Padre Cícero para mim é  evocar  o  grande  juazeirense  Padre Azarias Sobreira e seu inigualável livro sobre a história do Nordeste e de sua igreja – O Patriarca de Juazeiro. Seus inesquecíveis depoimentos me tocam. Lembram-me sua firmeza de caráter e, indagado,  a resposta que me deu sobre a possibilidade de algum dia ter tido dúvidas  pela  escolha do sacerdócio católico, quando me afirmou muito ter sofrido e pedido a Deus o “milagre de um sinal de que esta é sua Igreja”, acossado como sempre viveu pela descoberta dos erros da hierarquia da igreja cearense em relação ao Padre Cícero.
Este milagre aconteceu, dando-lhe o júbilo  de ver a  ascensão de João XXIII (Cardeal Roncalli) ao Papado, e a abertura do Concílio Vaticano II (11/02/1962), a primeira grande reforma da Igreja proposta por um membro da hierarquia sacerdotal. Antes,  as grandes reformas tinham sido propostas por leigos, como Francisco de Assis em 1209, opondo a pobreza aos exorbitantes tesouros e opulências do poder papal, enfim proclamando a “regra dos menores”   em  rejeição aos bens materiais. Longo foi o caminho da Igreja cristã primitiva nos seus primeiros três séculos de helenização para se adaptar à  paideia  grega de conciliação entre os poderes do mundo, até que no quarto século (313) o imperador Constantino suspendesse  a  perseguição ao cristianismo, tornando-se ele próprio cristão, atraindo para fortalecimento de seu poder todos os cristãos do Império Romano. Em 325 Constantino convoca o I Concilio de Niceia, do qual participaram cerca de 300 bispos  cristãos, no qual  se proclama a unidade  política do Império e a Doutrina da Trindade.  Para a expansão do cristianismo, Constantino  transfere a capital do Império para Constantinopla em 330. Antes de morrer havia estabelecido a existência de livros canônicos e livros apócrifos.
 Nos séculos seguintes a Igreja vai substituindo o desapego material pelo luxo, separa-se da Igreja Ortodoxa do Oriente, tornando-se  a Igreja Romana  a principal força do Ocidente, com centralidade na Europa.. A história do crescimento do viés de riqueza do papado é também a história da reação dos “franciscanos espirituais” ao crescente poder econômico-político da instituição dirigente do catolicismo ocidental. A resistência dos “espirituais” crescia com a adesão maciça de cristãos a seus princípios, até à ideia da pobreza de Cristo, que atingia a ordem social daquele tempo. Desde Bonifácio VIII os franciscanos espirituais foram condenados: em 1311, 1317, 1322 e 1323. Essa repressão é respondida  pelo mais contestador dos  pensadores franciscanos, Guilherme de Ockham, que  escreveu sobre o principal problema político de seu tempo, referindo-se ao papa João XXII: “o poder do papa, o seu direito de determinar os caminhos e os limites da vida espiritual, o seu direito de intervir nas questões temporais, o seu direito inquestionável  de propriedade e o seu direito de ter a sua autoridade inalcançável pelos outros poderes”.

A alegria do Padre Azarias em 1973 era poder ter assistido, mais de  seiscentos anos após a luta  dos franciscanos espirituais, a retomada de suas teses por João  XXIII no Concílio Vaticano II (11/02/1962), cujos temas centrais foram a Misericórdia e o voltar-se a Igreja para os pobres. João XXIII demonstrou preocupações com temas  como a pobreza de Cristo, elemento basilar do mundo beato, do qual Padre Azarias foi o maior divulgador e defensor, principalmente das práticas de seu criador – Padre Mestre Ibiapina.

 Imagino seu entusiasmo se estivesse assistindo a atuação de um cardeal latino-americano, jesuíta Jorge Mario Bergoglio que, eleito papa após a renúncia  de  Bento II, escolhe a nominação de papa Francisco, preocupado com a pobreza e a violência no planeta,  preconizando uma Igreja voltada para esses problemas concretos nas atuais dinâmicas do mundo contemporâneo.
Evocando teses caras a João XXIII, como Evangelho dos pobres e uma Igreja Pastoral,  Francisco publica  “Evangelii Gaudium” e convoca o Sínodo da Família em 2014 e 2015, quando são expostos  conflitos internos da Igreja Romana contemporânea, num mundo em crise econômica e de valores, marcado por extrema violência e aparecimento de novos protagonistas na cena internacional de disputa do poder hegemônico num  momento de diminuição da importância da Europa. Para seu papado, convoca titulados e experientes participantes de cargos como o Cardeal- presbítero de 83 anos de idade Walter Kasper (membro da Congregação para as Igrejas Orientais, do Pontifício Conselho para a Cultura, Congregação para a Doutrina da Fé, Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica,  Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica e Pontifício Conselho para os Textos Legislativos) e o respeitado diplomata Pietro Card. Parolin seu Secretário de Estado. Francisco empreende a dificílima tarefa de reforma do papado, objetivando  principalmente efetivar  a Descentralização do poder decisório entre Bispados nacionais e regionais. Isto é expresso pela criação de um estatuto das conferências episcopais, com o Evangelho dos pobres, ouvindo o “sensus fidei do povo”, como propusera João XXIII. 

Preocupado com escândalos na Igreja, Bergoglio se preocupa com a escassez de vocações  sacerdotais, mas clama  por “fervor apostólico religioso”, enquanto expande para a Ásia a Evangelização. Preocupado com a moral religiosa, incrementa maior rigor na seleção de seminaristas, elencando a fragilidade de motivações como busca de  formas de poder,  de glória humana ou bem estar econômico e insegurança afetiva. Como característica de uma Igreja Pastoral, recomenda criatividade das Igrejas locais na escuta dos principais problemas que angustiam os cristãos em cada país, em cada  região.  Enfim, recomenda a Igreja atenta aos clamores de seu povo, à fé e à moral cristã, na construção de uma verdadeira Igreja Mundial.
Para quem vive ou estuda as romarias de Juazeiro,  é como se aí  se encontrasse  a ideia, emanada do mundo beato, de que  a pobreza de Cristo irmanava-o com todos os romeiros do Padre Cícero e da Mãe das Dores, numa piedade cristã que o tempo, mesmo com todas as incertezas desse “vale de lágrimas” contemporâneo, só tem feito multiplicar.
Reconciliando a Igreja  com o Padre Cícero, o Papa Francisco supera a proposta de Ratzinger de “reabilitação histórica” deste que é o maior guia do povo nordestino, tendo vivido  para que o catolicismo seja educação, forma de vida, consolo dos aflitos, força dos necessitados,  respeito aos 10 mandamentos da lei de Deus, fé em Nossa Senhora das Dores, misericórdia,  exaltação do trabalho no exemplo de São José Carpinteiro, resistência ao sofrimento e o perdão divino.
Constituindo a categoria “homem de bem”, para designar seus seguidores que o ajudaram no “ciclópico trabalho”( Sic Azarias Sobreira) de soerguimento da vida nos sertões do Nordeste - com a palavra do evangelho, o trabalho e a oração, Ibiapina fundiu em seu programa missionário os preceitos de São Bento e São Francisco de Assis, este último a principal evocação de Bergoglio.
 Em sua concepção de autonomia da Igreja local para suas práticas pastorais, Francisco  destacou  na América Central o sacrifício de Dom Romero em El Salvador e, na América Latina,  a obra de Padre Cícero no Juazeiro do Norte, último testemunho do Mundo Beato em  seu possível histórico no seio de uma Igreja em transformação.
Procurando fragmentar o poder de dominação do Vaticano, o atual papa pratica o ecumenismo proposto por João XXIII e, como aquele, procura a Conciliação entre todas as denominações cristãs, superando quase milenares dissensões, com o objetivo de colocar  a Igreja cristã como Mediadora num tempo em que um por cento (1%) da população mundial detém noventa e nove por cento (99%) da riqueza dos bilhões restantes dos filhos de Deus.

No mundo estritamente político-econômico - partidos políticos, empresas e potências bélicas fazem Acordos e instalam a barbárie do saque à natureza na exploração de nióbio, coltran,  petróleo, gás, tráfico de armas e drogas, com a consequência da morte ou expulsão  de milhões de seres humanos de suas terras de origem, prenunciando-se, pela potência destrutiva  dos métodos  utilizados nessas guerras, até o desaparecimento da espécie humana.
Na busca de paz para a humanidade as Igrejas Cristãs fazem Reconciliação.
  
(*) Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros é Doutora em Ciências Sociais e Professora aposentada da UFRJ e da UERJ


Grupo Odebrecht diz em nota que pretende colaborar com a Lava Jato


Acordos devem envolver delação de executivos e acordo de leniência. Ministério Público Federal informou que não ainda existem acordos.

O Grupo Odebrecht anunciou, nesta terça-feira (22), que decidiu colaborar com a investigação sediada em Curitiba da Operação Lava Jato. Além de um acordo de leniência já em curso com a Controladoria Geral da União (CGU), todos os executivos da empreiteira concordaram em fazer acordos de delação premiada, que, em nota, a empresa chama de "colaboração definitiva". Ainda que não cite nomes, a decisão inclui também o ex-presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, preso desde junho de 2015. A informação foi noticiada com exclusividade pelo Jornal Nacional.  A empresa não entrou em detalhes sobre a delação. Por essa razão, a Odebrecht não entrou em detalhes na nota emitida nesta segunda-feira.

A decisão foi anunciada no mesmo dia em que a 26ª fase da Operação Lava Jato cumpriu mandados de busca e apreensão e prisões de pessoas ligadas ao grupo. A Polícia Federal (PF) sustenta que a empresa mantinha um “Setor de Operações Estruturadas” que servia como uma contabilidade paralela para o pagamento de propina. Embora a nota não cite nomes, a TV Globo apurou que a decisão inclui o presidente afastado do grupo, Marcelo Odebrecht, preso desde junho de 2015. Ele já foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão em um processo da Lava Jato, pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa e responde a mais uma ação criminal por corrupção. Cabe ao Ministério Público Federal (MPF) avaliar as vantagens de selar, ou não esses acordos com a empresa e os executivos. O órgão informou que não existem acordos de colaboração fechados com executivos da Odebrecht.  Informou ainda que terão prioridade acordos de delação que se revelarem mais importantes para o interesse público. Os acordos de delação precisam, por lei, ser sigilosos. Na nota emitida, a Odebrecht informou que os acionistas e os executivos “decidiram por uma colaboração definitiva” com as investigações da Lava Jato. Afirmou ainda que espera que os esclarecimentos da colaboração contribuam com a Justiça Brasileira, e prometeu adotar novas práticas de relacionamento com a esfera pública. O pronunciamento diz ainda que a Odebrecht não tem “responsabilidade dominante” sobre os fatos apurados pela Lava Jato, mas que eles revelam a “existência de um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento partidário-eleitoral do país”. Marcelo Bahia Odebrecht, presidente da holding Odebrecht S.A, participou da CPI da Petrobras, em Curitiba, nesta terça-deira (1º) 

"Dedurar"

Em setembro de 2015, Marcelo Odebrecht  negou aos deputados da CPI da Petrobras a possibilidade de assinar acordo de delação premiada. “Para alguém dedurar, ele precisa ter o que dedurar. Isso não ocorre aqui", disse. Odebrecht disse ainda que tinha valores dos quais não abriria mão, citando uma briga entre suas filhas. "Eu talvez brigasse mais com quem dedurou do que aquela que fez o fato”, afirmou.

Processos

Marcelo Odebrecht, Marcio Faria da Silva, Rogério Santos de Araújo, César Ramos Rocha e Alexandrino Alencar foram condenados em ação que apurou crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), na Refinaria Abreu e Lima (RNEST) e no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). As penas deles variaram de 13 anos e seis meses de prisão até 19 anos e quatro meses. Relembre. No processo que ainda tramita na primeira instância da Justiça Federal, Marcelo Odebrecht, Marcio Faria da Silva, Rogério Santos Araújo, e César Ramos Rocha respondem por corrupção. Os contratos investigados são relacionados aos projetos de terraplenagem no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e na Refinaria Abreu de Lima (RNEST); à Unidade de Processamento de Condensado de Gás Natural (UPCGN II e III) do Terminal de Cabiunas (Tecab); à Tocha e Gasoduto de Cabiunas; e às plataformas P-59; P-60, na Bahia.

22/03/2016 - Executivos da Odebrecht são escoltados por policiais federais ao deixar a sede da Polícia Federal, em São Paulo, durante transferência para Curitiba   (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)
Executivos da Odebrecht foram presos na 26ª fase
da Lava Jato (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

26ª fase

A força-tarefa da Lava Jato afirmou nesta terça-feira que a Odebrecht tinha uma estrutura profissional de pagamento de propina em dinheiro no Brasil. A empresa, ainda conforme a investigação, tinha funcionários dedicados a uma espécie de contabilidade paralela que visava pagamentos ilícitos. A área era chamada de "Setor de Operações Estruturadas". O Ministério Público Federal (MPF) afirma que os pagamentos feitos pela Odebrecht estão atrelados a diversas obras e serviços federais e também a governos estaduais e municipais. Dentre elas está a construção da Arena Corinthians, segundo o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima. A estimativa é de, ao menos, R$ 66 milhões em propina distribuída entre 25 a 30 pessoas. Este valor, segundo a Polícia Federal (PF), estava disponível em apenas uma das contas identificada como pertecente à contabilidade paralela da empresa. Além do estádio, a operação também investiga irregularidades no Canal do Sertão, na Supervias, no Aeroporto de Goiânia e na Trensurb, do Rio Grande do Sul. Foram expedidos 110 mandados judiciais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Piauí, Minas Gerais, Pernambuco e no Distrito Federal. A atual fase foi batizada de Xepa.

Esta nova fase foi embasada na delação premiada de Maria Lúcia Tavares, ex-funcionária da Odebrecht, que trabalhava no Setor de Operações Estruturadas. Ela havia sido presa na 23ª fase da operação e decidiu colaborar com as investigações. Segundo os depoimentos, ela era responsável por repassar as informações das planilhas de pagamentos paralelos para os entregadores, e depois receber deles os extratos para fazer a conferência com as planilhas que recebia. As planilhas geradas a cada semana continham nome de obras, codinomes dos beneficiários dos pagamentos, os números das requisições e os nomes de quem era os responsáveis pelas solicitações. Cabia à delatora somar os valores que deveriam ser entregues em cada uma das cidades indicadas na planilha para verificar quanto seria preciso disponibilizar.

Fonte: G1



Teori determina que juiz Moro envie investigação sobre Lula para o STF


Com isso, investigações sobre ex-presidente saem da alçada de Moro.
Mesmo com a decisão, nomeação de Lula como ministro segue suspensa.

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, determinou na noite desta terça-feira (22) que o juiz federal Sérgio Moro envie para o STF as investigações da Operação Lava Jato que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a decisão, as investigações sobre Lula saem da alçada de Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal. As apurações tratavam, por exemplo, da suspeita de que construtoras envolvidas em corrupção na Petrobras prestaram favores ao ex-presidente na reforma de um sítio em Atibaia (SP) e de um tríplex em Guarujá (SP). A determinação de Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo, não derruba decisão da última sexta (18), do ministro Gilmar Mendes, que suspendeu a nomeação de Lula para o cargo de ministro da Casa Civil. Mas inviabiliza outra ordem de Gilmar Mendes que, na mesma decisão, havia determinado que as investigações sobre Lula ficariam com Moro. Na decisão, o ministro Zavascki atende a um pedido do governo, que apontou ilegalidade na divulgação, autorizada por Moro, de conversas telefônicas interceptadas por ordem judicial, entre Lula e a presidente Dilma Rousseff e ministros. Depois que Moro enviar a documentação sobre as investigações, o material remetido à Procuradoria Geral da República, que vai analisar se houve crime de Dilma e de outras autoridades. Caberá ao STF posteriormente analisar o que ficará sob investigação da Corte e o que poderá ser reencaminhado para a primeira instância. Na prática, como os áudios das escutas já foram divulgados, se o Supremo considerar que Moro agiu de modo indevido, o conteúdo poderá ser desconsiderado como prova.

Fonte: G1



Em 10 anos, taxa de homicídios no Ceará cresceu 166,5%, diz Ipea



Em 2014, o Ceará ocupou a segunda colocação no Brasil na taxa de homicídios, quando foram registradas 52,2 mortes por grupo de 100 mil habitantes.  O Estado perdeu apenas para Alagoas, onde a taxa de homicídios alcançou 66 homicídios por 100 mil habitantes.

Em 10 anos – de 2004 a 2014 – houve um crescimento de 166, 5% no número de homicídios registrados no Ceará. Os dados fazem parte do Atlas da Violência 2016, divulgado nesta terça-feira (22), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O órgão divulgou também a taxa de homicídio em cada região do país. No Ceará, Pacajus tem o maior índice, 82 mortes por 100 mil habitantes.  Em seguida aparece Fortaleza, com taxa de 81,12.

Confira abaixo a taxa de homicídios em cada região do Ceará segundo o Ipea.

Microregião
Taxa de homicídio por 100 mil habitantes
Baixo Curu 38,51
Baixo Jaguaribe 66,82
Barro 10,78
Baturité 41,35
Brejo Santo 13,49
Canindé 29,26
Cariri 47,54
Caririaçu 15,63
Cascavel 39,62
Chapada do Araripe 27,51
Chorozinho 34
Coreaú 10,32
Fortaleza 81,12
Ibiapaba 21,03
Iguatu 29,23
Ipu 11,47
Itapipoca 20,52
Lavras da Mangabeira 15,64
Litoral de Aracati 25,24
Litoral de Camocim e Acaraú 15,65
Médio Curu 22,53
Médio Jaguaribe 64,43
Meruoca 11,64
Pacajus 82,51
Santa Quitéria 23,1
Serra do Pereiro 25,29
Sertão de Crateús 17,92
Sertão de Inhamuns   24,13
Sertão de Quixeramobim 36,65
Sertão de Senador Pompeu 30,08
Sobral 41,17
Uruburetama 42,25
Várzea Alegre 17,13

Fonte: IPEA



O Beato José Lourenço - Por Antônio Morais



A ideia do Padre Cicero era encaminhar para lá os trabalhadores que chegavam a Juazeiro sem emprego na lavoura.

Apesar de ser um terreno tido como improdutivo, em pouco tempo, graças ao trabalho coletivo, Baixa Danta transformou-se num pomar, com milhares de laranjeiras, mangueiras, jaqueiras, limeiras, coqueiros, limoeiros, abacateiros, mamoeiros e cafeeiros ao lado de uma boa e bem cuidada cultura de algodão, cereais de outras diferentes qualidades de plantas e hortaliças. Lá chegou a juntar um batalhão de 2.000 pessoas.  Em 1914, Juazeiro do Norte virou palco de uma batalha entre tropas enviadas pelo governador Franco Rabelo e jagunços liderados por Floro Bartolomeu. O conflito ficou conhecido como Sedição de Juazeiro ou guerra de 1914. Padre Cicero, aliado de Floro Bartolomeu convocou seus fiéis para a defesa de Juazeiro. José Lourenço não se envolveu diretamente nos combates, mas forneceu alimentos aos que lutavam em nome de Floro Bartolomeu e  Padre Cicero.

Por: Antonio Morais


STF, o órgão máximo da justiça do Brasil perdoa mensaleiros



O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta terça-feira, 22, o perdão da pena de mais seis condenados no mensalão, entre eles o ex-deputado Roberto Jefferson, delator do esquema.

Os benefícios têm como base o decreto presidencial de indulto de Natal, assinado pela presidente Dilma Rousseff no fim do ano passado. A partir de agora, eles passam a ser considerados homens livres para a Justiça. No último dia dez, o plenário do STF definiu que o indulto poderia ser concedido ao ex-deputado petista João Paulo Cunha e que a mesma decisão poderia ser aplicada, por resolução monocrática, a outros condenados que também haviam pedido o perdão da pena. Além de Jefferson, também receberam o benefício nesta terça os ex-deputados Romeu Queiroz (PTB-MG), Pedro Henry (PP-MT) e Bispo Rodrigues, além do ex-vice-presidente do Banco Rural Vinícius Samarane e do advogado Rogério Tolentino. Delator do esquema do mensalão, Jefferson foi preso em fevereiro de 2014, condenado a 7 anos e 14 dias de prisão. Ele foi liberado para o regime aberto em maio no ano passado. Também já receberam o benefício o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o ex-presidente da legenda José Genoino, e o ex-tesoureiro do PL (atual PR), Jacinto Lamas.

Dirceu

Barroso, porém, negou novamente o pedido de indulto do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Ele cumpria pena em regime aberto pelo mensalão quando voltou a ser preso preventivamente em 2015, por suspeita de envolvimento na Operação Lava Jato. Nesta segunda, 21, o ministro do Supremo negou o recurso que a defesa do ex-ministro havia impetrado para tentar reverter a decisão. O indulto natalino é um benefício concedido tradicionalmente a todos os presos do País desde que eles se enquadrem em pré-requisitos específicos. Os condenados devem ter sido submetidos a penas inferiores a oito anos, não podem ser reincidentes e devem, na data da publicação do decreto, ter cumprido um terço da punição.

Fonte: Estadão conteúdo


Bélgica procura terroristas dos ataques que deixaram dezenas de mortos e feridos




O número de vítimas ainda não é oficial. A imprensa fala em 34 mortos e mais de 200 feridos. As explosões levaram o país a entrar em alerta máximo para atentados terroristas. Algumas horas depois dos ataques, o Estado Islâmico publicou um comunicado na web reivindicando os atentados. "Uma célula secreta de soldados do califado (...) realizou um ataque contra o estado cruzado da Bélgica, que está lutando contra o Islã e seu povo", afirmou, acrescentando que os agressores usavam coletes, artefatos explosivos e metralhadoras e que países que combatem os extremistas têm 'dias escuros' pela frente. A TV belga divulgou uma foto que seria dos suspeitos do atentado no aeroporto. Logo depois a polícia fez um alerta de que um dos três estaria foragido e pediu informações sobre ele. Durante todo o dia, foram feitas batidas policiais na capital belga. O primeiro-ministro belga, Charles Michel, condenou o que classificou de "atentados cegos, violentos e covardes" que atingiram a capital belga. "Temíamos um atentado terrorista e aconteceu", lamentou. Em um pronunciamento à nação, o rei Philippe da Bélgica disse que ele e a rainha Mathilde compartilham a dor de todos aqueles que sofreram por causa dos ataques “covardes e cheios de ódio”. “Diante da ameaça, continuaremos a responder juntos com firmeza, calma e dignidade”, disse.


Explosões

Duas explosões ocorreram no aeroporto e uma no metrô. Pelo menos uma delas foi provocada por um homem-bomba, segundo procuradoria local. Uma testemunha que trabalha no setor de bagagens do aeroporto disse ter ouvido um homem gritar em árabe pouco antes da explosão. O prefeito de Zaventem, onde fica o aeroporto de Bruxelas, diz à agência France Presse que os agressores levaram bombas dentro de malas. "Chegaram em táxi com malas, suas bombas estavam dentro das malas. As colocaram em carrinhos. As duas primeiras bombas explodiram. O terceiro (suspeito) também colocou sua mala em um carrinho, mas teve pânico, não explodiu", diz Francis Vermeiren. Inicialmente, a imprensa divulgou que as explosões ocorreram na área de embarque, e houve ainda um relato de que foram perto de um balcão da companhia American Airlines – o que a empresa nega. A polícia do país diz ter encontrado um rifle Kalashnikov ao lado dos corpos no aeroporto de Bruxelas, segundo a emissora pública belga VRT. O canal privado VTM disse que um cinto com explosivos  foi localizado e detonado pela polícia.


Fonte: G1




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