xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 18/03/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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18 março 2016

O Futuro de uma Ilusão - Por: Dihelson Mendonça


Nos últimos dias o Brasil foi sacudido por um verdadeiro terremoto político, com as investigações da lava jato que fatalmente chegaram até o ex-presidente Lula, através de delações premiadas que o acusam da prática, de diversos crimes do colarinho branco, tais como lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e falsidade ideológica; Vimos um Juiz de primeira instância valente e briguento, Sérgio Moro, fazer-se conduzir coercitivamente um ex-presidente a fim de prestar depoimento à polícia federal; Vimos a abertura de um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff; Vimos tantas coisas acontecerem num prazo curto, que é tarefa assaz complexa entender como tudo aconteceu, e nisto é preciso uma reflexão meticulosa a fim de separar o joio do trigo e saber a real situação porque atravessa o país, até porque a todo instante, novos dados somam-se ao já turbulento cenário político. 

Mas pera aí, volta a fita...será que não estamos indo rápidos demais ?

1986 - Março

O "dado concreto e objetivo", companheiro, repetindo aqui uma velha frase de alguém cuja voz rouca se fez conhecer ao povo Brasileiro na década de 80, como a esperança personificada, uma espécie de Salvador da Pátria, numa época em que achávamos que a nação estaria sendo dilapidada pela corrupção reinante, e pelas "velhas raposas do medo", ajudamos de todas as formas a conduzir uma pequena turma de idealistas que se propunham a consertar aquilo que achávamos errado no Brasil; Tarefa monumental, feita com muito suor da classe trabalhadora, onde alguns economizavam em seus orçamentos domésticos para ajudar um pequeno partido simbolizado por uma estrela que se dizia representar a classe trabalhadora e se propunha a fazer a grande faxina que o Brasil precisava: Romper com o FMI, dar calote da dívida...lutar contra as "elites", mesmo sem sabermos direito quem eram essas tais "Zelites"...muitos de nós, tolos e jovens acreditávamos que a foice, o martelo e o Capital de Marx poderiam ser a única salvação para tanto descalabro existente, advindo mesmo antes, com a ditadura militar, e dos governos de direita. O tempo passou e finalmente, com um imenso trabalho, quase egípcio, conseguimos colocar essa turma do Partido dos Trabalhadores no poder, com uma nova cara, dessa vez, a do Lulinha Paz e Amor, um tipo mais brando para se adequar aos outros candidatos, e a ganhar a aceitação, ou por assim dizer, a não interferência norteamericana. Ficamos menos vermelhos e um pouco mais azuis. De fato, já não precisávamos mais vender bottoms para sustentar o partido que não tinha um centavo, nem pedir favores como carros de som, panfletos, nem sugar o sangue dos "artistas da terra", que iam fazer seu trabalho para o partido de graça.

O tempo passou, o nosso partido chegou ao poder. Algumas coisas mudaram para melhor, é verdade. No entanto, como tudo que é ilusório, no início, como uma nova droga transforma a mente numa árvore de natal, mas depois da terceira ou quarta dose, começa a não fazer mais efeito, começamos a ver que toda aquela esperança que havia vencido o medo, era na verdade, uma ilusão, e que aquele gênio rouco estava mais para um falastrão, um embusteiro, do que uma pessoa bem-intencionada e comprometida com valores reais. Começamos a ver notícias de corrupção aqui e acolá, desvios de verbas, e finalmente grandes escândalos, como o do mensalão. Mas que vergonha, pensamos! Muitos de nós nos sentimos cúmplices por isto. Que vergonha para esses garotos que tanto lutaram pelo último suspiro de honestidade que ainda poderia existir....

E daí em diante as denúncias não pararam mais. Muitos de nós, como no filme MATRIX, escolhemos a realidade à ilusão, a pílula correta, e vimos que tudo aquilo em que acreditávamos era uma farsa gigantesca bancada às custas do suor da classe trabalhadora. Vimos um país ser erodido de dentro para fora, com escândalos de toda espécie, até chegarmos ao primeiro parágrafo desta pequena crônica...

2016 - Março

As palavras passam-se diante dos olhos como um sonho estranho: Petrolão, Mensalão, Sérgio Moro, Lavajato, 45 bilhões em desvios da Petrobrás falida, Cerveró, Delúbio, Celso Daniel, José Dirceu, aloprados, Dilma Rousseff, Liminar, Palácio do Planalto, Posse de Lula na Casa Civil, "TSE acovardado", Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Cuecão, malas de dinheiro, prisão de Lula, impeachment, passeatas e manifestações...muita coisa !

Como definir cada palavra, que atua como uma folha numa imensa árvore ? 
Não sabemos. Porque alguém tirou de nós não só o país que amamos, mas tentou tirar da nossa alma aquilo que é o mais essencial no ser humano: A Esperança !

Quando vejo essas passeatas gigantescas dos dois lados, um país dividido, em pé de guerra entre os que nunca dormiram, os que acordaram e os que ainda insistem em dormir, sinto-me estranho, e acredito que haja muitos iguais, que assim como na era de Hitler, quando este ainda ensaiava os seus passos para a conquista do poder, não o detiveram, e este veio a ser e a fazer tudo que foi e fez, o mal que causou à humanidade. Extrema semelhança; Vejo a turba enlouquecida passar aos gritos, achando ainda que ali há divindade, e vejo um boneco velho, ainda de palavras roucas e bêbadas, arrotando mentiras e loucuras, como um ídolo de ouro falso a prometer as mesmas coisas que já nos prometia há duas ou três décadas. A única diferença é que hoje, eles estão com alguns milhões a mais, enquanto a velha classe trabalhadora, continua carregando a sua marmita, a sua "mortadela", a sua ração, embevecidos por um sonho desvairado de se tornarem ricos iguais ao seu líder. 

Hoje nós temos que continuar trabalhando, pagar altos impostos para cobrir os rombos bilionários dos que assaltaram os cofres do país. Não somos os responsáveis pelo petrolão nem pelo rombo das empreiteiras. Mas essa conta somos nós que pagaremos, no momento em que a saúde do país é precária, no momento em que faltam investimentos, estradas, e no momento em que o Brasil começa a tomar a forma da própria miséria que o assola. Portanto, meus amigos, trabalhem muito, paguem seus pesados impostos em dia, para que possamos sustentar uma elite rica de vagabundos no poder.

Mas a verdadeira esperança não desiste; Ela teima em acontecer, ainda entre flores vermelhas murchas, em ser verdadeiramente verde-amarela. Embora atravessamos uma época de crise, a esperança não morreu e esta é também uma época de fazer a tão sonhada limpeza no país, que há décadas sonhávamos. É a chance de podermos dar um basta em tanta roubalheira, em tanta corrupção, em tanta ladroagem que presenciamos todos os dias nos noticiários.

Talvez eu seja de um outro tempo em que as pessoas prezavam por valores verdadeiros, porque apesar desse mar de lama vermelho de corrupção, creio que ainda poderemos ter um Brasil com pessoas honestas, decentes, que trabalham pensando no engrandecimento dessa grande nação.  Nunca desistamos da esperança. A esperança é a nossa maior arma, aliada ao trabalho e á estratégia. E assim como alguém há muito tempo já disse: A esperança equilibrista sabe que o show de todo artista tem que continuar. Acordamos. Mas nunca desistimos de sonhar e de lutar !

Por: Dihelson Mendonça


No grampo, Lula fala de Nero, o imperador louco de Roma: “Eu poderia incendiar o país”

Fonte: Estadão
 São Paulo - Em conversa interceptada pela Polícia Federal na Operação Aletheia, o ex-presidente Lula diz que "não quer fazer como Nero" - o terrível imperador alucinado que pôs fogo em Roma e matou a própria mãe. "Eu não quero incendiar o País, eu sou a única pessoa que poderia incendiar o País. Não quero fazer como Nero, não quero, sou um homem de paz, tenho família", disse o ex-presidente em conversa com o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas.
O presidente da CUT diz a Lula que "os advogados vieram aqui, conversaram… possibilidade de uma batida policial no sindicato, na CUT".
Lula responde: "Mas tudo isso, ô Vagner, é o seguinte, tudo isso que for exagero deles termina sendo um benefício pra nós. Importante é não deixar a CUT sozinha, percebe. É o seguinte: se eles puderem acabar com o PT, acabar com a CUT, acabar comigo, eles acabam comigo."
"Eles vão ter que brigar muito", diz o presidente da Central.
Lula conta, então, que "teve uma reunião boa com 26 senadores, foi boa a conversa".
"Agora, é o seguinte, o problema é que nós precisamos montar uma equipe para trabalhar esse País e eu tô disposto meu caro a percorrer este País. Eu tô muito à vontade, muito à vontade."
Depois, o ex-presidente reitera a seu interlocutor a necessidade de "ter um esquema de segurança pra CUT, pode ter vândalos que podem querer quebrar a CUT, tem que ter um esquema tá bom, querido?"
O petista fala de uma entrevista que deu. Em sua própria avaliação ele "foi muito bem". "Sem falsa modéstia, na entrevista eu tava muito bem, eu tava com muita vontade de falar."
Vagner Freitas incentivou. "Você deu um show, foi brilhante, deu show. Mudou as coisas no Brasil. Tenha força que a gente tá no jogo."
Lula se despede citando o imperador incendiário. "É isso querido. Como eu disse pros senadores. Eu não quero incendiar o País. Eu sou a única pessoa que poderia incendiar o País. Não quero fazer como Nero, sou uma homem de paz, tenho família."
(Postado por Armando Lopes Rafael)

Será que Lula acredita mesmo – dentro da sua megalomania – que poderia incendiar o Brasil? Em 1964, o Brasil era um país dividido: metade apoiava João Goulart, metade era contra. Deu no que deu. A situação hoje é ainda pior! A nação não está dividida! Mais de 70% da população brasileira é contra o Lula e o PT. Só Lula pensa (ou  finge?) que ainda consegue manobrar  o povo, como fez nas suas duas administrações... (O postador)

VEJA VÍDEO - AS QUESTÕES JURÍDICAS SOBRE A POSSE DE LULA, E A LAVA-JATO


Entrevista com o advogado e professor de direito constitucional Guilherme Peña sobre as questões jurídicas nos fatos que ora acontecem no Brasil



Fonte: Globonews



Depois de atacar instituições em grampo telefônico, Lula divulga carta aberta, mas não pede desculpas


Pelo contrário, o ex-presidente, tratou de se justificar e se diz inconformado.

O ex-presidente Lula divulgou carta aberta na qual diz esperar por justiça. Ele teve sua posse no cargo de ministro da Casa Civil barrada pela Justiça. Uma das liminares caiu, mas existem outras. Confira a íntegra da carta:

Carta aberta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Creio nas instituições democráticas, na relação independente e harmônica entre os Poderes da República, conforme estabelecido na Constituição Federal. Dos membros do Poder Judiciário espero, como todos os brasileiros, isenção e firmeza para distribuir a Justiça e garantir o cumprimento da lei e o respeito inarredável ao estado de direito.

Creio também nos critérios da impessoalidade, imparcialidade e equilíbrio que norteiam os magistrados incumbidos desta nobre missão. Por acreditar nas instituições e nas pessoas que as encarnam, recorri ao Supremo Tribunal Federal sempre que necessário, especialmente nestas últimas semanas, para garantir direitos e prerrogativas que não me alcançam exclusivamente, mas a cada cidadão e a toda a sociedade. Nos oito anos em que exerci a presidência da República, por decisão soberana do povo – fonte primeira e insubstituível do exercício do poder nas democracias – tive oportunidade de demonstrar apreço e respeito pelo Judiciário. Não o fiz apenas por palavras, mas mantendo uma relação cotidiana de respeito, diálogo e cooperação; na prática, que é o critério mais justo da verdade. Em meu governo, quando o Supremo Tribunal Federal considerou-se afrontado pela suspeita de que seu então presidente teria sido vítima de escuta telefônica, não me perdi em considerações sobre a origem ou a veracidade das evidências apresentadas. Naquela ocasião, apresentei de pleno a resposta que me pareceu adequada para preservar a dignidade da Suprema Corte, e para que as suspeitas fossem livremente investigadas e se chegasse, assim, à verdade dos fatos. Agi daquela forma não apenas porque teriam sido expostas a intimidade e as opiniões dos interlocutores. Agi por respeito à instituição do Judiciário e porque me pareceu também a atitude adequada diante das responsabilidades que me haviam sido confiadas pelo povo brasileiro. Nas últimas semanas, como todos sabem, é a minha intimidade, de minha esposa e meus filhos, dos meus companheiros de trabalho que tem sido violentada por meio de vazamentos ilegais de informações que deveriam estar sob a guarda da Justiça. Sob o manto de processos conhecidos primeiro pela imprensa e só depois pelos diretamente e legalmente interessados, foram praticado atos injustificáveis de violência contra minha pessoa e de minha família. Nesta situação extrema, em que me foram subtraídos direitos fundamentais por agentes do estado, externei minha inconformidade em conversas pessoais, que jamais teriam ultrapassado os limites da confidencialidade, se não fossem expostas publicamente por uma decisão judicial que ofende a lei e o direito. Não espero que ministros e ministras da Suprema Corte compartilhem minhas posições pessoais e políticas. 

Mas não me conformo que, neste episódio, palavras extraídas ilegalmente de conversas pessoais, protegidas pelo Artigo 5º. da Constituição, tornem-se objeto de juízos derrogatórios sobre meu caráter. Não me conformo que se palavras ditas em particular sejam tratadas como ofensa pública, antes de se proceder a um exame imparcial, isento e corajoso do levantamento ilegal do sigilo das informações. Não me conformo que o juízo personalíssimo de valor se sobreponha ao direito. Não tive acesso a grandes estudos formais, como sabem os brasileiros. Não sou doutor, letrado, jurisconsulto. Mas sei, como todo ser humano, distinguir o certo do errado; o justo do injusto. Os tristes e vergonhosos episódios das últimas semanas não me farão descrer da instituição do Poder Judiciário. Nem me farão perder a esperança no discernimento, no equilíbrio e no senso de proporção de ministros e ministras da Suprema Corte. Justiça, simplesmente justiça, é o que espero, para mim e para todos, na vigência plena do estado de direito democrático.

Luiz Inácio Lula da Silva



VÍDEO - Procurador Janot diz que atuará sobre o caso Lula atuará com a mesma austeridade e responsabilidade do Juiz Sérgio Moro



Fonte: Globonews


VEJA O VÍDEO - Ministro Gilmar Mendes, do STF rebate acusações de Lula






Professores estaduais em estado de greve



Em assembleia realizada nesta quinta-feira (17), os professores da rede estadual de ensino decidiram decretar estado de greve.  A reunião contou com a presença de milhares de servidores da capital e interior. No próximo dia 6, nova assembleia define o destino do movimento. O decreto, foi definido devido a não abertura de negociação, por parte do governo do estado. Eles reclamam que o reajuste geral dos servidores, deveria ter sido feito na data-base de 1° de janeiro. O presidente do sindicato APEOC, Anizio Melo, afirma que o momento é de mobilização e unidade. A mobilização prevê atividades em Fortaleza e interior com diversas atividades, como carreatas, reuniões e discussões sobre a paralisação.

Fonte: APEOC



Ministro rebate Lula e diz que STJ não é covarde, e elogia a atuação da corte na Lava Jato


Durante sessão da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ministro João Otávio de Noronha fez uma defesa da instituição, em virtude dos áudios divulgados ontem (16/03) pela Justiça Federal, em investigação da operação Lava Jato sobre o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

Noronha afirmou que o STJ não é covarde, e julga com imparcialidade os casos da Lava Jato. O ministro declarou que os trechos divulgados das conversas do ex-presidente com diversos interlocutores são “estarrecedores”. “Repilo as palavras de Lula quando ele diz que esta casa está acovardada”, disse Noronha. Para ele, o STJ cumpre o dever constitucional de zelar pela independência da Justiça Federal e pela aplicação da lei a todos, sem diferença. Advogados, servidores e os demais ministros aplaudiram o pronunciamento de Noronha. O magistrado justificou que não se tratava de uma intervenção ao longo da sessão de julgamentos, mas sim uma defesa institucional diante da gravidade das acusações feitas ao tribunal. Noronha elogiou a atuação do juiz Sérgio Fernando Moro ao conduzir o processo e retirar o sigilo sobre as investigações da 24ª fase da operação Lava Jato, denominada “Aletheia”. Segundo o ministro, o sigilo nas operações não é devido a proteção do réu ou de outra parte, mas sim para preservar a ordem pública. Ao retirar o sigilo da operação, segundo Noronha, Moro contribui para desvelar “a podridão que está por trás do poder”.

Da Redação - STJ




Em nota, Ciro justifica bate boca com populares



Em nota publicada em seu Facebook, o ex-ministro Ciro Gomes deu esclarecimentos sobre o bate-boca que manteve com populares na madrugada desta quinta-feira. Segundo Ciro, ele foi surpreendido com a notícia que seu irmão, o ex-governador Cid Gomes, que atualmente não ocupa nenhum cargo público, estava sendo agredido, insultado e ameaçado fisicamente na porta de sua casa.

Disse que agiu, então, como qualquer cidadão deveria agir em casos de violência: foi até o local para defender os direitos e a integridade de seu irmão. “O direito de se manifestar se limita ao que determina a democracia. Qualquer violência, abuso ou cerceamento de liberdades de um grupo contra qualquer cidadão tem um nome: fascismo”, disse na nota.. Ele afirma que está, juntamente com seu irmão Cid, preocupado com o gravíssimo momento que vive o Brasil e luta para garantir que o estado democrático de direito não seja violentado e que o Brasil reencontre o caminho para o seu desenvolvimento.

Via Ceará Agora



Comissão do Impeachment tem 31 contra Dilma e 28 a favor



A Comissão Especial da Câmara que analisará o impeachment de Dilma Rousseff terá pelo menos 31 votos contrários ao governo. Outros 28 deputados querem enterrar o processo. O colegiado tem 65 membros. É um resultado desfavorável ao Planalto, que precisava de maioria folgada na Comissão para ganhar tração e depois barrar o processo no plenário da Câmara. As informações são dos repórteres do UOL André Shalders, Gabriel Hirabahasi, Guilherme Moraes e Mateus Netzel. PRB, PMB e Rede Sustentabilidade ainda não decidiram como votarão. O deputado Édio Lopes (PR-RR) também não definiu posição. São 5 votos que, em tese, podem definir o resultado. A reportagem não conseguiu determinar o posicionamento de Bacelar (PTN-BA). A Comissão do Impeachment foi instalada na Câmara na tarde desta 5ª feira (17.mar). O comando da comissão deve ficar com Rogério Rosso (PSD-DF), como presidente, e Jovair Arantes (PTB-GO), como relator.  Uma vez instalada a Comissão, o rito do impeachment na Câmara é sumário. Dilma tem 10 sessões para apresentar seu pedido de defesa.
NÚMEROS DO PLANALTO
A coordenação política de Dilma Rousseff no Palácio do Planalto telefona para dizer ao Blog que conta com, no mínimo, 34 dos 65 votos da Comissão Especial do Impeachment. Segundo o governo, os seguintes votos contrários ao impeachment não estariam contemplados na apuração do Blog:

Édio Lopes (PR-RR)
Paulo Magalhães (PSD-BA)
Ronaldo Fonseca (Pros-DF)
Bacelar (PTN-BA)
Jhonatan de Jesus (PRB-RR)
Aliel Machado (Rede-PR)

Fonte: UOL



Toffoli unifica e tira sigilo de ações que pedem cassação de Dilma no TSE


Para o presidente do TSE, as quatro ações têm a 'mesma base fática'. Corregedora do tribunal, Maria Thereza de Assis Moura será a relatora.



O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Antônio Dias Toffoli, determinou nesta quinta-feira (17) que sejam reunidos numa só tramitação as quatro ações que correm na Corte eleitoral que visam cassar os mandatos da presidente Dilma Rousseff (PT) e do vice Michel Temer (PMDB). Como consequência, o caso passará a tramitar sem segredo de Justiça, que havia sido decretado sobre uma das principais ações. Além disso, ficarão sob a mesma relatoria, a cargo da ministra Maria Thereza de Assis Moura, que é corregedora da Corte e já conduzia duas das ações protocoladas pelo PSDB. "A reunião dos processos sob a mesma relatoria visa a imprimir maior celeridade e racionalidade à marcha processual, além de evitar decisões conflitantes, privilegiando-se o princípio da segurança jurídica", escreveu no despacho o presidente do TSE.
saiba mais

Corregedora do TSE assume todas as ações sobre cassar Dilma e Temer
Defesa alega não haver prova contra Dilma e Temer para cassação no TSE

Em conjunto, as ações visam a diplomação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), segundo colocado na disputa eleitoral de 2014. O partido aponta abuso de poder político e econômico na eleição, acusando a presidente de abastecer sua campanha com propinas desviadas da Petrobras. Outras acusações apontam realização de gastos acima do limite informado à Justiça Eleitoral; falta de comprovação de parte "significativa" das despesas de campanha; manipulação de indicadores socioeconômicos; pronunciamento na TV e rádio para propaganda; uso dos Correios para postagem indevida de propaganda eleitoral em favor da petista; disseminação de falsos boatos sobre o fim do programa Bolsa Família, em caso de vitória de Aécio. As defesas de Dilma e Temer já protocolaram defesa numa das peças, alegando não haver provas contra ela e o vice que justifique a cassação. Os advogados dizem que eventuais irregularidades cometidas na campanha não indicam ela seja responsável ou tenha se beneficiado.

"Não basta a mera condição de candidatos à reeleição aos cargos de Presidente e Vice-Presidente da República para torná-los, objetivamente, responsáveis ou beneficiários de qualquer conduta praticada por quem que seja", diz peça apresentada em fevereiro. Em relação à suspeita de que a campanha de Dilma teria recebido recursos desviados da Petrobras, por intermédio de doação oficial por empreiteiras envolvidas em corrupção, a defesa diz que foram apontados somente recursos recebidos pelo PT entre 2012 e 2013. O vice também apresentou defesa, alegando que o pedido do PSDB revela um "sem-número de ilações" decorrentes da "derrota eleitoral", o que demostra, segundo ele, “mero inconformismo”. Cabe à relatora das ações, ministra Maria Thereza de Assis Moura, autorizar a coleta de provas, depoimento de testemunhas e manifestações do Ministério Público.

Do G1, em Brasília



Sempre a democracia - Por: Emerson Monteiro



Mãe da esperança na política, sempre vem outra vez a democracia, invenção dos gregos de antigamente. Mesmo que se leve em conta o pluripartidarismo, na realidade apenas duas linhas sobrevivem os pleitos eleitorais: a oposição e a situação. Os que metem a viola no saco e os que abiscoitam o trono. Na órbita deles, o segmento dos indiferentes, radicais, teóricos ou românticos.

Alguma coisa mudou, no entanto. Estudos apontam para crescimento das mentalidades. Antiga limitação fixada em padrões infalíveis abre a janela às maiorias sedentas de justiça social.

Daí vêm propostas nos quatro naipes, inclusive junto das paralelas da oposição. Toda possibilidade vale considerar, guardadas as restrições econômicas e o abuso do poder, Fórmulas de perpetuação, nos países atrasados, viciam o critério de seleção dos dirigentes, admitidas as aparências do atual regime, república envelhecida com o passar do tempo.

Uma campanha municipal no Cariri, por exemplo, indicará a síntese de tudo o que impera na consciência dos grupos sociais mais castigados pela palmatória da servidão, e orientará os rumos de seguir adiante. No campo da luta, aflorarão valores mantidos longe do palco: desemprego, sucateamento da saúde, da educação, insegurança pública, caos urbano da invasão dos automóveis e motos, e a textura política do sistema colonialista, que nunca desapareceu. Só muda de cara e engana o povo.

Necessidades reprimidas há séculos resistem aos sonhos. Esgotos. Calçamentos. Segurança. Iluminação. Água. Urbanização. Moradia. Idoneidade sofrida. Honestidade, que periga nos conselhos e tribunais. Exercício clientelista e ausência de participação efetiva das comunidades, somada a ausência de objetivos claros à solução das necessidades coletivas.

O desejo popular recupera a paciência jamais perdida de manifestar seu espírito na força do voto. Assim, o espaço político, instrumento principal dos agregados humanos, lembra a inocência original da natureza.

Que venham os novos gestores a modificar para melhor essa história das gerações, a prezar o conceito que corresponde a responsabilidade, nos manuais da Política verdadeira, escrita com letra maiúscula.    


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