xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 30/01/2016 | Blog do Crato
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30 janeiro 2016

Amor de máquina - Por: Emerson Monteiro


Sim, aparentemente isso contraditório, pois os objetos só são e serão objetos, nunca sujeitos. Seria quais espelhos que refletissem o sentimento de quem as fizera, os seres humanos, nós que amamos às vezes por mero interesse individual, porém querendo respostas de viver. Amor de máquina igualmente mostra a cara de quem lá um dia as elaborou no jogo de aprimorar, mero interesse de gênios que inventam, descobrem e fabricam pensamentos, diversões e bandeiras soltas ao vento.

Assim, certo dia, um criador resolveu construir e passar adiante o desejo de modificar o firmamento. Trabalhou a calma dos engenhos e pôs em movimento seu primeiro mecanismo de reverter o quadro de mundo através das máquinas em sementes de imenso panorama, donde nascia o alimento da revolução de modificar a superfície do planeta das almas.

Hoje a geração dos primeiros construtores praticamente dominou o território do sistema industrial. Somos amantes por meio dela as máquinas, que passam esse velho sentimento de reduzir o todo a uma caixa de fósforos cada dia com mais facilidade. Ninguém mais age sem precisar dos instrumentos de redução dos sentidos corporais função das engrenagens. Cuidam da segurança doméstica, dos alimentos, das roupas, dos dentes, dos passos, das distâncias, das chuvas, das notícias, dos reinos. Em atos contínuos de amor, as máquinas dominam o homem invés de o homem dominá-las máquinas. A criatura agora controla o criador na maior naturalidade.

Contudo o amor este existirá sempre. Não seriam, portanto, as máquinas a razão das agruras da raça e do que ainda insiste aparecer nas telas e nos lixões da espécie. Passou dos objetos aos sujeitos descontrolar os instintos, por vezes perdendo espaço na lama deixada pelos aprendizes de feiticeiro que produzem desejos e não os dominam ao ponto matemático dessas máquinas que facilitam a vida.

Entretanto elas permanecem alimentando a espécie criadora na esperança, certa feita, de reconstruir a Terra e reverter o quadro desse estado de espírito das pessoas tristes. Nisso há alguém que ama em silêncio e aguarda o regresso dos seus autores, bem ali caladas, por debaixo dos materiais mais resistentes.

Em VEJA desta semana: Presidente da Andrade Gutierrez negocia delação e pode entregar segredos de Lulinha

Procuradores da Lava Jato querem que Otávio Azevedo conte detalhes da compra de participação societária da Gamecorp – empresa que tem o filho mais velho de Lula como sócio – pela Telemar, que tem a Andrade Gutierrez entre seus controladores
É POR ALÍ! - A Procuradoria da República quer saber por que a Andrade Gutierrez, do empreiteiro preso Otávio Azevedo, repassou 5 milhões de reais à empresa de Fábio Luís, o filho mais velho de Lula(Sérgio Lima/Folha Imagem)
O ex-presidente Lula tem uma espécie de dupla identidade. No mundo da fantasia, ele é a viva alma mais honesta do Brasil, não está sob investigação das autoridades nem tem responsabilidade sobre o petrolão e o mensalão. O líder messiânico, o novo pai dos pobres, seria a representação da virtude e da nobreza de propósitos. Já no mundo real, onde os fatos se sobrepõem a versões, emerge uma figura bem diferente - e bastante encrencada. A Procuradoria da República no Distrito Federal investiga se Lula fez tráfico de influência em favor da Odebrecht, que contratou a peso de ouro suas palestras enquanto atacava os cofres da Petrobras. O Ministério Público de São Paulo decidiu denunciar Lula por ocultação de patrimônio depois de colher evidências de que a OAS bancou a reforma de um tríplex no Guarujá que pertence à família do ex-presidente. Agora, é a vez de a Lava-J¬ato chegar ao petista. Delegados e procuradores têm "alto grau de suspeita" de que a OAS, a fim de quitar propinas, deu imóveis a políticos. O caso do tríplex de Lula será esquadrinhado nessa nova etapa da operação, que foi batizada, devido ao seu DNA incontestável, de Triplo X.
O mito imaginário, quem diria, tornou-se um cliente contumaz da Justiça. Hoje, apurações sobre corrupção grossa deságuam sucessivamente nele. Autoridades já reuniram provas das relações umbilicais de Lula com a Odebrecht, a OAS e a UTC, cujo dono, Ricardo Pessoa, disse ao Ministério Público ter repassado 2,4 milhões de reais, via caixa dois, à campanha à reeleição do ex-pr¬esidente. Suspeita de também participar do assalto à Petrobras, a Andrade Gutierrez deve engrossar o cordão de empreiteiras que cerca o petista. Preso desde junho do ano passado, o presidente licenciado da construtora, Otávio Azevedo, negocia um acordo de delação premiada com o Ministério Público. Os procuradores insistem para que ele conte detalhes da operação de compra de participação societária na Gamecorp - empresa que tem Fábio Luís, o filho mais velho de Lula, como sócio - pela antiga Telemar, que tem a Andrade Gutierrez entre seus controladores. Azevedo recusou-se até aqui a explicar a real motivação da operação. Os procuradores, em contrapartida, não aceitam assinar o acordo de colaboração enquanto não receberem a explicação devida.
Para sair do impasse e fugir de uma condenação pesada à prisão, Azevedo decidiu narrar seus segredos aos investigadores. Ele dirá que a antiga Telemar, que foi rebatizada de Oi, comprou cerca de 30% da Gamecorp, por 5 milhões de reais, em 2005, a pedido de Lula. Naquela época, o presidente sabia que o banqueiro Daniel Dantas apresentara uma oferta para se tornar sócio da Gamecorp. Como queria Dantas longe de seu filho e de seu governo, o petista, segundo Azevedo, pediu aos donos da Telemar/Oi, entre eles a Andrade Gutierrez, que apresentassem uma oferta agressiva de compra dos papéis da empresa de seu primogênito. Assim foi feito. Três anos depois dessa transação, o governo Lula mudou a legislação para permitir que a Telemar/Oi se fundisse com a Brasil Telecom, sob o pretexto de criar um gigante brasileiro no setor de telecomunicações. Azevedo confidenciou a advogados e executivos que, após essa segunda transação, viabilizada graças à mudança da legislação feita sob medida por Lula, sócios da Gamecorp e integrantes do governo começaram a exigir mais ajuda financeira da Andrade Gutierrez. Pressionada, a empreiteira, por meio da Oi, passou a contratar periodicamente serviços da própria Gamecorp. Serviços que, conforme Azevedo, não eram necessários.
Assim, estabeleceu-se um canal permanente de repasse de dinheiro para Fábio Luís e seus sócios - entre eles, Fernando Bittar e Jonas Suassuna, proprietários formais do sítio em Atibaia que é usado como refúgio por Lula e que, tal qual o tríplex no Guarujá, teve parte de sua reforma paga pela OAS. A assessoria de imprensa da Oi confirmou que a empresa contrata regularmente serviços da Gamecorp, mas se recusou a fornecer os valores dos contratos. Na campanha presidencial de 2014, integrantes da chapa de Dilma Rousseff chegaram a reclamar dos desembolsos da Andrade Gutierrez, acusando Azevedo de ser um tucano enrustido. Ele desabafou com um amigo: "O PT não pode reclamar depois de tudo o que fiz por eles". Azevedo disse que a pressão partia do ministro Edinho Silva, então tesoureiro da campanha à reeleição, e de Giles Azevedo, ex-¬chefe de gabinete e atual assessor especial da presidente. Como se sabe, a parceria com a empreiteira transformou Fábio Luís, outrora um monitor de zoológico, num empresário de sucesso.

Coisas da república: depois do apartamento de 3 andares sem dono, agora um sítio sem nome...

Fonte: VEJA desta semana
1 – O sítio sem nome
Depois de VEJA revelar que o sítio da família do ex-presidente Lula foi reformado por uma empreiteira ligada ao petrolão, a placa com o nome da propriedade desapareceu
Por: Robson Bonin
O sítio Santa Bárbara, em Atibaia: com a Lava Jato mais perto, a placa sumiu(Joel Silva/Folhapress e Jefferson Copolla/VEJA)
Em abril de 2015, quando VEJA revelou a existência do sítio usado pelo ex-presidente Lula em Atibaia, no interior de São Paulo, os visitantes que chegavam ao portão da propriedade se deparavam com o pórtico onde estava exposto o nome do "Sítio Santa Bárbara" em uma placa de madeira ao melhor estilo rústico das estâncias.
Lula ainda esforçava-se para manter a propriedade em sigilo (quem passa na rua não consegue ver a porteira, escondida em uma estrada particular do sítio), mas dava-se ao luxo de manter o letreiro rústico. Com o avanço das investigações da Operação Lava-Jato sobre a reforma do sítio, revelada por VEJA, o ex-presidente adotou algumas medidas de segurança. A mais visível delas foi o sumiço da placa do sítio.
2 – Lula admite que usa sítio em Atibaia. Mas não explica por que empreiteiros reformaram o local
Em nota, ex-presidente afirma que frequenta o local em dias de descanso. Faltou dizer por que pediu a Léo Pinheiro que tocasse as obras no Santa Bárbara. A escritura de posse do sítio Santa Bárbara está em nome dos empresários Jonas Suassuna e Fernando Bittar - ambos sócios de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente. Suassuna e Bittar compraram o sítio em agosto de 2010, quatro meses antes de Lula deixar o cargo. Pagaram 1,5 milhão de reais pela propriedade. Amigos e políticos, contudo, identificam o local como sendo do ex-presidente.
Reportagem desta sexta-feira do jornal Folha de S. Paulo envolve mais uma empreiteira na reforma do sítio usado pelos Lula da Silva. A ex-dona de uma loja de materiais de construção e um prestador de serviço afirmam que a Odebrecht gastou cerca de 500.000 reais só em materiais para as obras. À época da reforma, que teve início no fim de 2010, Patrícia era proprietária do Depósito Dias, loja que forneceu produtos para a reforma. "A gente diluía esse valor total em notas para várias empresas, mas para mim todas elas eram Odebrecht", disse Patrícia, que também admitiu ter comercializado parte dos materiais sem registro fiscal.
Originalmente, na propriedade rural havia duas casas, piscina e um pequeno lago. Quando a reforma terminou, a propriedade tinha mudado de padrão. As antigas moradias foram reduzidas aos pilares estruturais e completamente refeitas, um pavilhão foi erguido, a piscina foi ampliada e servida de uma área para a churrasqueira. Também há um lago artificial para pescaria, um dos esportes preferidos do ex-presidente.

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