xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 12/01/2016 - 01/01/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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31 dezembro 2016

"Bandeiraço" Imperial na virada do ano



Por sugestão do site Pró Monarquia, da Casa Imperial do Brasil, foi postado no face book daquela instituição uma nota  incentivando todos os monarquistas que forem participar hoje  de comemorações públicas de Ano Novo, nas ruas ou em outros locais que reúnam grande número de pessoas, levem a Bandeira do Império e fotografem.

Será mais uma oportunidade de propagarmos o ideal monárquico, nas ruas e nas redes sociais. E o fato de a Bandeira do Império tremular nas ruas na noite em que se iniciará o ano de 2017 terá um significado especial, pois, é certo, será este um ano em que teremos de tomar decisões inadiáveis quanto ao futuro do nosso País, sobretudo o crescente número de brasileiros que se volta para refletir se  a Monarquia não será a única solução natural para o oceano de problemas nacionais que desaguam no nosso dia-a-dia nesta república caótica e corrupta dos dias atuais.
(Fonte: site Pró Monarquia)

30 dezembro 2016

Para você Refletir ! -Por Maria Otilia

Este ano de 2016 está terminando.Muitos acontecimentos bons e fatos não tão satisfatórios aconteceram.Mas ao iniciarmos mais um novo ano, realmente ficamos embuidos de buscarmos tudo aquilo que deixou de ser realizado por diversos motivos. Este ano de 2017 que se aproxima vem com muitas incertezas, principalmente no cenário político nacional e aqui no nosso município tão querido, internamos no nosso interior que consigamos realmente sair do marassmo que nos cerca.E  com este pensamento positivo, venho trazer uma bela mensagem para todos os leitores deste maravilhoso blog sobre o verdadeiro sentido do Ano Novo. Boa Leitura.
Uma fábula de ano novo
Ano novo
Novo?
Perguntou a dona formiguinha
ostentando entre as pinças
um folha bem verdinha
Ano novo... murmurou alguém
lembrando de anos passados 
os olhos úmidos de ausência
a vida uma nau sem porto
e ano após ano os mesmos quereres de novo
Novo?
Perguntou novamente a formiguinha 
que ainda seguia firme com sua folha verdinha
Os dias são tão frágeis
A vida um sonho efêmero
uma sucessão de instantes aleatórios
Incriados ventos escutai os
nomes escritos na areia por onde caminham
as ondas de passagem pela praia
e retornam inabordáveis ao velho mar
que em sendo velho parece ser sempre novo
Novo?
Perguntou mais uma vez a faceira formiguinha que tendo
percorrido todo o trajeto desde o jardim até
o formigueiro, depositou o seu troféu clorofílico
e pôs-se a pensar no que viria a ser "novo"...
A formiguinha pensava, pensava...
A vida dela era uma rotina: sair do formigueiro cedinho,
dirigir-se a algum jardim e, lá chegando, cortar e transportar 
folhinhas (para ela eram folhonas) para o formigueiro
Não procurava pelo novo
assim como não lhe interessava as falsas primaveras
A terra escura por onde caminhava
não lhe parecia nova
Nem tampouco a gota d'água que lhe impedia o caminho
A chuva que caia e que doia como um soco?
Dona formiguinha não etendia o que havia de "novo"
nas pedras sujas de terra que encontrava pelo caminho
A bem da verdade continuava a não entender o que era
o tal do "!novo"
A tarde já ia caindo em vermelhos e laranjas
e o mar espelhava a mistura de ocaso e noite
que já começava a desenhar-se em sombras sutís
O sol já banhara-se nos ventos e se preparava para dormir
A formiguinha olhou para o sol e pensou: 
amanhã ele estará no mesmo lugar e todas as demais 
coisas do céu e da terra também estarão 
em seus mesmos lugares
(---)
Vou-me embora, disse a formiguinha...
estou cansada
e recolheu-se ao conforto do seu formigueiro
A formiguinha adormeceu, 
mas dormiu pensando no "novo"
E pensou tanto que sonhou...
sonhou com novas ilhas
sonhou com céus constelados
com a ventania, e teve medo
com a solidão e chorou tristemente
sonhou com o frio do inverno
e a beleza da primavera 
e as anáguas azuis do céu
e sonhou com novas paisagens
e antigos desertos onde a vida foge
e as miragens que criam simulacros da vida que fugiu
Sonhou com louvas-Deus 
de mãozinhas postas como quem faz uma prece
sonhou com borboletas que pousavam 
nas flores da beira do rio
e que eram tão coloridas quanto queria 
o sono da formiguinha
sonhou com a chuva caindo e ela se abrigando
sob as pedras sujas do caminho
A formiguinha sonhou... sonhou...
De manhã quando ela acordou 
a formiguinha sentou na beirada da cama,
esfregou os olhos,
balançou os pezinhos no ar, feliz
o coração batendo irriquieto
e começou a lembrar dos sonhos
e quanto de emoção havia nas lágrimas
ou no riso que podem trazer os dias
e entendeu que, a bem da verdade, 
o "novo" não estava nas coisas, mas, sim,
na alma e nos sentidos de quem vê as coisas
Sentia que não podia existir o novo para a alma velha,
para a mente velha
vestida de antigamente
Sentia que não poderia mais beber da sede
sem transbordar o cálice
Pela janela via o dia esplendendo lá fora
O sol estava em seu lugar no mundo
O riso e a lágrima também estavam em seus lugares
A natureza estava toda em seu lugar no mundo,
porém tudo sabia-se novo
No caminho entre o formigueiro e o jardim
várias florezinhas brotaram durante a noite
e também estavam em seus lugares no mundo
entre o pensamento e o ser
Os pássaros cantavam longamente, alegremente pela ilha
e a liberdade atravessava os céus
Aflorava a reinvenção da vida, o inédito
e ficava uma certa nostalgia
esperando a reinvenção dos olhos 
e da atitude perante o novo
E a formiguinha dançou ao descobrir o que era o "novo"
Estremeceu ao observar como, apesar de toda uma ordem 
pré-definida, o Universo  tão vasto, como, ainda assim,
o mundo poderia ser do jeito que ela quisesse
Naquela manhã a formiguinha vestiu-se de toda a sua pureza
e foi cortar suas folhinhas, porém ia atenta a si para que
o passado e a falta de visão dele decorrente
não lhe limitassem e a impedissem
de ver o novo que há em todas as coisas, 
e em todos os dias cheios de fins e começos
e que são novos na essência
e que cada ser possui a sua cosmogonia e o seu devir
Autor desconhecido.

A última Carta Pastoral de Dom Fernando Panico

Ao despedir-se da Diocese de Crato, a que, serviu como Pastor e Sucessor dos Apostolos nos últimos 15 anos e seis meses, Dom Fernando Panico escreveu e divulgou uma Carta Pastoral, onde presta conta de seus muitos serviços prestados à Igreja Católica do sul do Ceará.
Divulgamos alguns excertos da mencionada carta pastoral:
Amor ao Crato e ao Cariri
Dou graças à Misericórdia de Deus, como sucessor dos Apóstolos, bispo da Igreja Romeira e Missionária do Crato. O Senhor me chamou para servir a sua Igreja, nesta terra dedicada à Mãe do Belo Amor, no Cariri cearense. Terra banhada pelo sangue dos  mártires que tombaram defendendo sua liberdade, cultura, valores e crenças. Terra da qual se expandiu a profecia da terra sem males e o testemunho dos apóstolos da justiça e da caridade, à luz do Evangelho. Terra de heróis e heroínas, a exemplo de Bárbara de Alencar, Terra do Padre Cícero Romão Batista, amada e visitada por milhões de romeiros e romeiras nordestinos.

Terra do semiárido e da caatinga, habitada por um povo trabalhador e generoso, do qual nasceu a menina Benigna Cardoso da Silva, Serva de Deus, mártir da pureza. Serei grato, eternamente, pela acolhida, pela amizade, pela solidariedade, nos momentos de provação em que os filhos das trevas, mais espertos que os filhos da luz, procuraram difamar o nosso trabalho como se prestassem um serviço a Deus. Como Jesus disse a seus discípulos: “Chegará um tempo quando quem vos matar pensará oferecer culto a Deus” (Jo 16, 2).
Tive como companheiros de travessia e vicissitudes muitos cristãos, leigos e religiosos, perseguidos por denunciar as injustiças. Como eles, em meio às adversidades, cheguei a um momento de decisão: continuar firme nos compromissos assumidos como pastor ou acomodar-me a uma vida medíocre. No mais íntimo, ouvi a voz do Senhor que me dizia: “Eu te enviei ao Crato para que sejas um bom pastor: o que dá a vida pelas suas ovelhas”. Desde então, confiando na Graça e na misericórdia do Pai, enfrentei lobos em peles de cordeiro, as maledicências, as mentiras e todos os ardis dos que buscavam defender interesses escusos, pessoais ou de grupo. A propósito, a Revma. Madre Maria Carmelina Feitosa, encoraja-me lembrando uma frase repetida pelo segundo Bispo de Crato, o saudoso e amado Dom Francisco de Assis Pires: “O sofrimento crucifica, mortifica e santifica”.
Não concedi, nem me protegi atrás das vestes episcopais, mas ousei colocar em minha cabeça o chapéu de palha dos romeiros e romeiras, identidade do Padre Cícero, para caminhar, lado a lado, com eles, pois o pastoreio é um serviço de amor e onde há amor não há temor.

A Igreja Missionária e Romeira na Diocese de Crato

Tantas e quantas vezes, nossa Diocese sofreu, como Nazaré, o desprezo dos grandes, dos que ostentavam poder e riqueza, como se afirmassem: “De Nazaré não pode sair nada de bom!” (Jo 1, 46). O Crato, como Nazaré, inclui os pobres como Maria e José. Na Diocese, manifestamos e anunciamos o Evangelho da Salvação, caminhando com Jesus nas estradas do Reino em meio a pedras e luzes.
Oh! que caminho tão longo de pedra e areia. Valei-me meu Padim Ciço e a Mãe de Deus das Candeia (Refrão de um Bendito nas Romarias em Juazeiro).
Com vocês, dou graças a Deus pelo caminho que realizamos juntos nestes anos de pastoreio da Diocese de Crato. Façamos memória da ação do Espírito Santo que escreveu mais um capítulo da história da Diocese. A primeira iniciativa que realizamos foi a elaboração de um diagnóstico geral, preparando-nos para criar um Plano de Ação Pastoral. Em seguida, desenvolveram-se as seguintes atividades:

a. A valorização das romarias e do acolhimento aos romeiros, com novas atitudes e um cuidado pastoral para com os mesmos.
b. Os novos estudos sobre Padre Cícero com a realização de seminários e a instalação da Comissão para o levantamento e análise dos documentos históricos nos arquivos da Diocese e do Vaticano. Realização com a Universidade Regional do Cariri dos Simpósios Internacionais sobre o Padre Cícero. Apoio para a realização de teses acadêmicas sobre a sua vida e pastoreio.
c. As Santas Missões Populares que, preparadas ao longo de três anos, acentuaram o rosto missionário da nossa Igreja particular.
d. A reestruturação pastoral da Diocese em Foranias e Comunidades.
e. A preparação e realização do 13º Encontro InterEclesial das CEB’s nesta Diocese.
f. A elevação da Igreja Paroquial de Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte, ao título de Basílica Menor.
g. A criação de doze novas Paróquias e de quatro Santuários Diocesanos: o Santuário da Mãe das Dores em Juazeiro do Norte, o Santuário Diocesano Eucarístico em Crato, o Santuário Diocesano da Divina Misericórdia, em Barro e o Santuário da Mãe do Belo Amor, no sítio Páscoa, zona rural do Crato.
h. Construção de uma unidade da Fazenda da Esperança, em Mauriti (CE), denominada  Fazenda da Esperança Padre Cícero, destinada à recuperação de jovens e adultos dependentes do alcoolismo e outras drogas.
i. Reconhecimento diocesano de novas comunidades de leigos consagrados. Acolhimento de Institutos Religiosos na Diocese. Presença da Vida consagrada contemplativa em Juazeiro do Norte, no Mosteiro “Nossa Senhora da Vitória” – hoje Abadia – das Monjas Beneditinas.
j Incentivo à formação litúrgica na Diocese e no Nordeste, por meio do curso “Nordestão de Liturgia”.
k. O Congresso Eucarístico celebrado nas Paróquias no ano do centenário da Diocese.
l. A celebração Diocesana do Jubileu do Centenário da Diocese, em  outubro 2014.
m. A ordenação de sessenta e oito novos padres para a Diocese e a instituição do Diaconato Permanente, tendo sido ordenados trinta e nove diáconos permanentes.
n. O recebimento da Carta, escrita em nome do Papa Francisco, pelo Cardeal Secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, ressaltando as romarias como caminho da Nova Evangelização. Não só para a nossa Diocese, mas para a Igreja inteira. O Papa Francisco, no mesmo documento, reconhece os valores humanos e sacerdotais da pessoa do Padre Cícero. A Igreja, enfim, se abre para uma reconciliação histórica com ele.
o. Decreto instituindo o Dia da Unidade da Diocese de Crato a ser comemorado no dia  1º dia de janeiro de cada ano, no Santuário Diocesano da Mão Belo Amor, localizado no Sítio Pascoa, em Crato.

Levará saudades de muitos
Tenho saudades. Mas caminhar é preciso. O sopro do Espírito, agora, vai encher a vela da minha jangada, zarpando para outros mares, como bispo emérito de Crato, peregrinando para a vida eterna. Quero rezar como o poeta Rabindranath Tagore: “Senhor, fazei de minha vida uma coisa simples e reta, como uma flauta de bambu, para que possas enchê-la de música”.
Ao longo dos anos que estive com vocês, procurei fazer ressoar na missão peregrina desta nossa Diocese o grito da esperança: Sursum Corda, Corações ao Alto! Resta-nos seguir o lúcido conselho do Apóstolo: “Combate o nobre combate da fé. Apega-te à vida eterna para a qual foste chamado quando fizeste tua nobre profissão diante de muitas testemunhas” (1 Tm 6, 12).
Agora, com Dom Gilberto Pastana, meu caro sucessor, convido-os a dar continuidade aos trabalhos para a manifestação do Reino de Deus, nesta Diocese.
Com Jesus, invoquemos ao Pai: Venha o teu Reino! Adveniat Regnum tuum!

Ah! As coisas desta República...

Garotinho: ele era o Bolinha


Seria cômico, se não fosse trágico. Saiba o apelido de Garotinho no caixa 2 da Odebrecht. Ex-governador aparece nos anexos da delação premiada do diretor da Odebrecht Leandro Andrade Azevedo

O ex-governador Anthony Garotinho era chamado de “Bolinha” na lista de caixa 2 da Odebrecht. A informação consta nos anexos da delação premiada do diretor da empreiteira Leandro Andrade Azevedo.
A construtora desembolsou um total de R$ 9,5 milhões em contribuições oficiais e repasses ilegais a campanhas de Garotinho e a mulher, Rosinha, entre 2008 e 2014.

(Fonte: revista VEJA)

Luz da renovação - Por: Emerson Monteiro

Quanta alegria viver a festa do coração da Natureza!!! O dia abre suas portas e os pássaros e a flores já iniciam atividade como jamais o poeta mais otimista imaginara. Animais movimentam a vida, instrumentos de orientação ao mundo em volta. Pura luz em tudo. Fenômenos leves de tranquilidade mostram por isso que o tempo segue sua faina de indicar o caminho da felicidade aos dispor da Humanidade.

Humanos também desempenham papéis da maior importância nisso de quando clareiam os sinais do Universo. Trabalham, evoluem e obedecem aos ditames do equilíbrio de viver em paz. Os sonhos moram aqui perto de nós em forma de saúde, alimento e crescimento. Cabe assim disposição de pensar bem, viver bem. Face ao equipamento primoroso que transportam consigo, lhes reserva a existência o direito de promulgar as leis da plena possibilidade. Artesãos do bem estar, precisam apenas cumprir mínimos detalhes dessa ordem sem limites. Respeitar e ser respeitado.

Na esperança de harmonizar o meio onde pratica existir, tantos chegam aos níveis ideias da concretização dos seus sonhos. Ganham amigos, são justos, honestos, sem remorsos, amáveis; habilitam os programas que festejam nos finais felizes de períodos de consciência leve, na certeza dos melhores momentos, que vêm nos calendários.

Firmar o pensamento nas bênçãos do Criador com Fé e Boa Vontade. Alimentar fases positivas. Olhos abertos aos aspectos da sadia renovação de bons propósitos. Persistir no exercício das formas inteligentes de buscar meios e dar exemplo de solidariedade. Exercer suas funções no corpo da sociedade com o espírito desarmado e disponível ao bem. Amar as causas do desenvolvimento coletivo, lembrar os irmãos que aguardam nossos valores favoráveis e fieis. Plantar e colher as sementes da fraternidade com júbilo, bom senso e coerência. Determinar metas auspiciosas e exercer o progresso da civilização quais representantes do Criador em todo instante desse ano que virá de braços abertos a nos receber.

Os cães que tinham fé

A matéria abaixo foi publicada na Internet há cerca de 20 anos. Mas, talvez, ela seja apropriada à leitura – mesmo de poucos privilegiados – dos tempos de hoje. Nesta quadra de festas que domina nossa sociedade, motivada pelo final de mais um ano, quiçá esta leitura seja oportuna para os dias atuais, onde predominam a indiferença religiosa e o relativismo moral e ético... 


Na noite do último dia de sua visita aos Estados Unidos, em outubro de 1995, o Papa João Paulo II havia programado na sua agenda um encontro com os seminaristas, no Seminário de Santa Maria, em Baltimore. Tinha sido um dia muito cheio, que começou com uma missa no Oriole Park, em Camden Yards; um desfile pelas ruas do centro; uma visita à Basílica da Assunção, a primeira catedral do país; almoço em uma cozinha  administrada pela Associação Catholic Charities; um período de oração na Catedral de Maria Nossa Rainha, ao norte de Baltimore; e, finalmente, uma rápida parada no Seminário de Santa Maria.
A visita seria breve, pois o plano era simplesmente cumprimentar os seminaristas na escadaria do Seminário. Mas o Papa quis conhecer o edifício. Seu plano era primeiro fazer uma visita ao Santíssimo Sacramento.
Quando seus desejos foram dados a conhecer, a equipe de segurança rapidamente entrou em ação. Eles vasculharam o edifício, prestando muita atenção na capela onde o Papa estaria rezando. Para este fim, cães altamente treinados foram usados para detectar qualquer pessoa que poderia estar presente.
Os cães eram treinados para localizar sobreviventes em edifícios desmoronados após terremotos ou outros desastres. Esses cães, ansiosos, rapidamente vasculharam os salões, escritórios e salas de aula e foram, em seguida, enviados para a capela. Eles percorreram os corredores, passando pelos bancos e, finalmente, chegaram à capela lateral, onde o Santíssimo Sacramento estava presente.
Quando chegaram diante do Sacrário, porém, eles pararam e ficaram olhando fixamente, como procedem quando detectam uma pessoa escondida entre escombros. De olhos fixos no Sacrário, eles cheiravam, grunhiam e se recusavam a sair do local. Eles estavam convencidos de que descobriram ALGUÉM lá. Os cães só se retiraram depois de receber ordens dos seus responsáveis.
Sabemos, nós os católicos, que eles estavam certos; os cães treinados sentiram verdadeiramente UMA PESSOA viva no sacrário!

(Postado por Armando Lopes Rafael)
             

29 dezembro 2016

Eurípedes Barsanulfo - Por: Emerson Monteiro

Já conhecíamos algo a respeito dele, Eurípedes Barsanulfo, quando em 1983 estivemos no Triângulo Mineiro. Fomos até Sacramento, cidade onde nasceu e viveu esse importante vulto da Doutrina Espírita no Brasil. Visitamos a chácara em que morara, a pouca distância do núcleo urbano, e lá conhecemos Heigorina Cunha, sua sobrinha, autora de livros espíritas, dentre estes Cidades no Além. Pudemos conhecer o espaço onde viveu Eurípedes, em uma dependência lateral à residência, cujos móveis e livros permanecem tal qual no seu tempo.

Na cidade, visitamos o educandário que fundou, o Colégio Allan Kardec, o primeiro educandário espírita do Brasil, ora desativado, porém conservado nos moldes originais, aberto a visitação. Fundado a 31 de janeiro de 1907, tinha orientação espírita, ali os alunos recebiam aulas de Evangelho, Moral Cristã, Astronomia, dentre outras disciplinas.

Foi Diretor do Sanatório Espírita de Uberaba, também  exercendo a direção do colégio, onde ministrava aulas de Matemática, Geometria, Aritmética, Trigonometria, Ciências Naturais, Botânica, Zoologia, Geologia, Paleontologia, Português, Francês, Astronomia, Inglês e Espanhol.

Nascido a 01 de maio de1880, morreria a 01 de novembro de 1918. Educador, político, jornalista e médium, é um dos expoentes do Espiritismo no Brasil. Autodidata, adquiriu conhecimentos de Medicina e Direito, além de Astronomia, Filosofia, Matemática, Ciências Físicas e Naturais, e Literatura, mesmo sem ter cursado o ensino superior.

O primeiro contato que manteve com a Doutrina dos Espíritos dar-se-ia em 1903, através de um tio, Sinhô Mariano, de quem recebeu as noções iniciais.

Ocorreu-lhe, então, uma transformação e, em 1905, fundaria o Grupo Espírita Esperança e Caridade, em que realizava reuniões mediúnicas e doutrinárias, e prestava auxílio aos mais necessitados. Médium inspirado, vidente, audiente, receitista, psicofônico, psicógrafo, de desdobramento e de bicorporeidade, prescrevia sob a inspiração do espírito de Bezerra de Menezes.

Morreu aos 38 anos, vítima da gripe espanhola, afecção que vitimou milhares de brasileiros. Mesmo acometido da moléstia, Eurípedes não parou de atender aos que necessitavam.

Recebeu o epíteto de Apóstolo do Triângulo Mineiro.

Do seriado “Caos da República”: Lava Jato – Palestras de Lula para cervejaria estão sob investigação



A frase abaixo foi escrita pelo dono da Cervejaria Petrópolis, Walter Faria, no dia 13 de novembro de 2013, em e-mail enviado para Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula. A frase foi esta: “Se o Presidente (Lula) puder falar que: “A cerveja Itaipava por ser 100% brasileira, é sua cerveja preferida” como ele falou na palestra de Atibaia: “Não bebo muita cerveja, mais quando bebo é Itaipava”, seria ideal para nos dar força na chegada da marca (no Estado) da Bahia.”
Ontem, dia 28, as agências de notícias informam que o e-mail acima citado foi apreendido pela Operação Lava Jato e registra “frases de propaganda a ser faladas” por Lula, no evento, a pedido do contratante a título de “palestra”, segundo interpreta a Polícia Federal, no laudo Nº 1.233/2016.

Mas a coisa é mais profunda: A Polícia Federal e o Ministério Público Federal, em Curitiba, investigam se as palestras feitas por Lula ocultaram propinas de empresas que eram beneficiadas por ele, em negócios com o governo, especialmente na Petrobras. Entre 2011 e 2016, a LILS recebeu R$ 28 milhões, revelou quebra de sigilo da empresa. Quase metade disso, pago por empreiteiras acusadas de corrupção - quatro delas com delação premiada, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, UTC e Odebrecht.

Interessante é que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, cujas “palestras” estão sob investigação da Polícia Federal e do Ministério Público, é o mesmo que ganhou um elogio do presidente dos EUA, Barack Obama, em 2009.  Ao encontrar o presidente brasileiro durante almoço que fez parte da reunião de líderes do G20 (grupo de países desenvolvidos e em desenvolvimento), em Londres, na Inglaterra, o presidente Obama afirmou que Lula "é o cara" e que o presidente brasileiro é o "político mais popular do mundo".

O “Mais popular do mundo” Lula nunca foi. Durante algum tempo Lula encantou apenas a massa ignara e os professores das universidades públicas brasileiras.

Bom não esquecer que, neste ano, a Universidade Regional do Cariri–URCA tentou ressuscitar um título de “Doutor Honoris Causa” para Lula. Mas a repercussão junto à opinião pública dessa ressurreição foi tão negativa, e houve tantos protestos (até pela Internet) que a bajulação foi cancelada.

Hoje sobre a Reitoria da URCA só se fala na “ocupação” feita naquela universidade por um magote que “protesta” contra a reforma do ensino médio projetada pelo Governo Federal. Já faz um tempão que a reitoria foi ocupada. E continuará sendo, pois a população é tão indiferente a esta pseudo “ocupação” que se os ocupantes quiserem ficar eternizados por lá, não faça cerimônia. Façam da reitoria sua nova residência. O povo não está nem aí...
(Postado por Armando Lopes Rafael)
             

28 dezembro 2016

Empresa Gráfica Ltda. - Por: Emerson Monteiro

Dela hoje só restam as paredes externas que dão à Rua Dom Quintino, vizinhas da Capela do Colégio Santa Teresa, defronte ao Palácio do Bispo, em Crato. Mas dos fins da década de 60 até os anos 80, fora ponto importante de produção dos serviços gráficos da Região e oficinas do jornal A Ação, da Diocese do Crato. Ali formamos a nova equipe do semanário que inovaria a linguagem do jornalismo caririense de 1966 a 1968, aos moldes do boom mundial que significou a transformação da ordem antiga nos moldes contemporâneos desta Era Eletrônica.

Lembramos o parque gráfico e seus fieis empregados. As máquinas vieram da Alemanha, doadas pelo Miserior, programa dos católicos em favor dos países em desenvolvimento, obtidas pelos esforços de DomVicente Araújo Matos, bispo de largos serviços prestados à Igreja nas terras cearenses.

Eram duas linotipos operadas por Sebastião e Ferreira e as coleções de tipos móveis operadas por Chiquinho, Seu Chico, Carmélio e Clen, este que também operava a rotativa onde eram confeccionado o jornal e, nos intervalos, livros de autores regionais. Na administração, funcionavam Padre Honor e José Matos, sobrinho de Dom Vicente.

A redação do jornal era formada por Huberto Cabral, Antônio Vicelmo, Pedro Antônio, Armando Rafael e eu, secundados pelos colunistas Orlando Moura, Aglézio de Brito, Wilson Duarte e, mais adiante, depois do trágico desaparecimento de Orlando, por Nilo Sérgio, o seu substituto na coluna social.

Uma festa a Empresa Gráfica. Ali passaram dezenas de conhecidos ligados à intelectualidade cratense, bem como vinculados à cúpula da Igreja em Crato, dentre esses Padre Edmilson Macedo e Padre Gonçalo, gerente da Rádio Educadora do Cariri, eles também vinculados à comunicação eclesiástica.

Quisesse alguém acompanhar o dia a dia noticioso, ouvisse um pouco as conversas que circulavam no lugar, foco de convergência de tudo que ocorresse no mundo inteiro.

Os tempos, no entanto, movimentaram as engrenagens e tudo muda a todo instante. Assim desapareceriam das nossas lendas urbanas aquela mídia impressa, gravada com saudade nas páginas da memória dos que a conheceram de perto.

Um ser que ama - Por: Emerson Monteiro

Bem dentro de tudo vive um ser que ama, quer ser feliz e salvar o mundo, na essência do que existe. Razão da ordem universal, descobrir essa partícula representa existência em si e determina quantos fenômenos irão significar o tão desejado sucesso. Todos correm visando algum motivo. Uns e muitos, a riqueza material, consequência do bem estar social. Outros, os prazeres sórdidos no sexo desesperado, nas drogas, na fama, rasgando as convenções e atropelando os valores.

A Humanidade vive, pois, essa busca de descoberta. Escolhe investir no vencer a qualquer custo, nada importando, muitas vezes, o preço que sujeita acarretar na vida alheia. Animais inconsequentes, instinto e brutalidade, avançam sobre os semelhantes, e daí as marcas deixadas pelo caminho.

Porém algo, além disso, demonstra o quanto de possibilidades compreendem os segredos do Universo. A intenção da cultura, da civilidade, da evolução, oferece meios de o homem reverter o mundo e a si mesmo, vencendo a fera que ainda habita seu coração. Ciência, filosofias, psicologias, religiões, demonstram essa disposição positiva de salvar e se salvar.

Lastro de muitas vitórias são os registros do pensamento. Apesar do descaso em destruir a esperança, o triunfo das motivações favoráveis indica um Ser Superior que rege a presença. Fruto das buscas extremas, avança no horizonte da imperfeição humana, Sol das revelações, inteligência suprema e criadora,

vive dentro das pessoas esse campo de batalha da transformação definitiva onde dois entes desenvolvem os níveis da compreensão. De um dos lados o ego, infância de primeiros passos, senhor da matéria. De outro, o Eu Verdadeiro, a espiritualidade, que virá integrar eles dois em bloco único, na sonhada Salvação e causa de tudo quanto acontece no drama das existências.

27 dezembro 2016

A felicidade não se compra - Por: Emerson Monteiro

A verdadeira arte permanece, independente da transitoriedade das circunstâncias, dos acontecimentos que lhe deram origem e até da duração da existência física dos que a produziram. Em sentido inverso, a arte de qualidade duvidosa, além de não merecer classificação de arte, nasce com seus dias contados, por vezes virando lixo antes mesmo de ser conhecida.

Tal consideração quer falar de perto a propósito de um filme lançado em 1946, há mais de 60 anos, portanto, intitulado A felicidade não se compra, do diretor norte-americano Frank Capra, estrelado, dentre outros, pelo consagrado ator James Stewart, bem nos inícios de sua brilhante carreira.

A película em preto e branco, de duas horas e nove minutos, circulou o mundo e obteve das maiores consagrações do cinema em todos os tempos. Eis, então, uma obra de arte eterna, qual dissemos, isto em qualquer momento da história humana, digna de chegar aos apreciadores da beleza como bela mensagem de otimismo a toda prova, uma realização que encheu salas de exibição anos a fio em variados países.

Essa narrativa cinematográfica, oferecida ao público em uma fase de sofrimento coletivo recentemente provocado pela Segunda Guerra Mundial recém-finda, aborda momentos difíceis de uma família do interior dos Estados Unidos, atingida por sérias privações sem, no entanto, desistir da esperança e da firmeza da fé.

Um pai de família bem situado na vida se depara, de uma hora para outra, com obstáculos que lhe comprometem a rotina da família, diante da incompreensão de outros e adversidades sociais avassaladoras. 

O encaminhamento das situações segue numa escala de impossibilidades, e demonstra quase nenhuma chance ao êxito que, no desfecho emocional e clímax valioso, dar-se-á, em plena noite de Natal. 

Enquanto ocorrem os desdobramentos do roteiro, o diretor transmite, em estilo magistral, a grandeza de alma que sustenta o ânimo dos personagens, envolvendo também os espectadores nos passos geniais da transposição para a tela do livro homônimo, escrito por Philip Van Doren Stern.

Raros instantes da criação artística obtiveram, pois, as glórias que esse trabalho de Frank Capra veio, com justiça, merecer, a significar bom motivo de os apreciadores da sétima arte buscarem conhecer a destacada produção do cinema internacional.



O Cartão de Natal do Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança ( por Armando Lopes Rafael)

Todos os anos o Chefe da Casa Imperial do Brasil, Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, envia aos seus amigos e admiradores um bonito Cartão de Natal. Os temas escolhidos, para a impressão desses cartões do Príncipe, são sempre dentro da doutrina católica aliada a um resgate de episódios da história do Brasil.
Em 2016, Dom Luiz dissertou sobre São Pedro de Alcântara, o Padroeiro principal do Brasil. Hoje, poucas pessoas sabem que, logo após a Independência, o Imperador Dom Pedro I pediu ao Papa daquela época que decretasse como Padroeiro da nossa pátria o santo franciscano São Pedro de Alcântara. E isso, embora ele, o Imperador Dom Pedro I, já tivesse feito a consagração do Brasil a Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida do Norte, em sua vinda de São Paulo para o Rio, logo após o 7 de Setembro de 1822.
Com o golpe militar que implantou a República no Brasil, São Pedro de Alcântara foi discretamente esquecido, provavelmente porque seu nome lembrava o dos imperadores e, além disso, mostrava o quanto havia de positiva ligação entre o Império e a religião católica.
Abaixo, fotos do Cartão de Natal de Dom Luiz de Orleans e Bragança, neste 2016:

Horácio de Matos - Por: Emerson Monteiro

À época heroica da Revolução de 30, as tropas vitoriosas dominavam passo a passo os rincões do Brasil e chegavam à Chapada Diamantina, onde confrontariam coronéis de jagunços armados até os dentes, nisto a prevalecer interesses da ordem antiga dos feudos, sem margem de pacificação. O mais importante dos caudilhos, Horácio de Matos, plenipotenciário e senhor de baraço e cutelo, absoluto das Lavras da Diamantina até as margens do Rio São Francisco, afrontara e vencera a Coluna Prestes, nos idos de 1926, à frente do pelotão denominado Batalhão Patriótico Chapada Diamantina, a pedido do então Governo Federal.

Assim, diante das sucessivas conquistas da Revolução, que na Bahia era coordenada por Juracy Magalhães, tratativas seriam desenvolvidas no sentido de que recolhessem armamentos e admitissem o novo poder.

De início e face ao que lhe solicitara o governo derrotado, Horácio de Matos ainda mobilizaria suas tropas em prol dos legalistas, porém conteria os ânimos e iniciaria negociações de rendição, no que, em confiança ao pacto de anistia oferecido pelos getulistas, incentivou os demais coronéis e jagunços a depor as armas, admitir o comando de Magalhães, e incólumes restariam sob a guarda dos vitoriosos.

Mas qual o quê! Mesmo de tal modo seriam aprisionados sem dó nem piedade. Preso pelo tenente Hamilton Pompa, Horácio de Matos é transferido a Salvador, contrariando tudo quando ficara estabelecido. Nenhuma resistência ocorreria mais, porquanto as armas e munições dos jagunços já estavam apreendidas e a região tomada de soldados. E sob o esforço das forças conservadoras, Horácio de Queiroz Matos obteria liberdade condicional, ficando, no entanto, proibido de sair da Capital baiana. Em 1931, ano seguinte, seria assassinado quando andava ao lado de sua filha mais velha pelas ruas de Salvador. Deixava, contudo, forte legenda na história do interior nordestino devido a liderança e disposição de luta que demonstrara durante toda existência.

26 dezembro 2016

Os lados da moeda - Por: Emerson Monteiro

Dois aspectos da existência e suas funções principais, morte e amor fornecem os meios necessários à compreensão universal. Dois passos de um só corpo, margens do mesmo rio, alimentam a possibilidade no chegar nalgum momento ao objetivo certo. Examinar em volta os infinitos aspectos da realidade, nisso persiste a descoberta do segredo que todos esperam revelar do filme que somos nós. Fugir de si, impossível. Apenas rever os papéis desempenhados, e aceitar decidir lá um dia pela porta que quer entrar, final ou início eterno do amor.

Transcender, elevar a visão, sobreviver, nisso a ressurreição do processo onde caminhar. Agir rumo da transformação do ser falível num ente livre e desperto. Trocar de pernas, permanecer aqui neste chão ou descobrir a que se vem pelas reencarnações. Caminhar no sentido da liberdade.

Que morrer ninguém quer, novidade nenhuma. Apesar de apreciar o sensacionalismo do sofrimento alheio e dos fins trágicos dos outros, defeito que alimenta as aves de rapinas, no entanto lá por dentro mora solta a vontade no continuar.

Justa das alternativas que oferece continuidade, amar significa sempre a perpetuação da individualidade, no mistério de existir. Correr aonde mais de nada importa que represente realidade além da forma de perder sem outra chance, ainda aqui nesta hora.

Conquanto cheios de furor e festa, os humanos deitam na lama do extermínio de si as ganas de eliminar a monotonia aparenta deste mundo artificial. Pura perda de imaginação e jogar fora todas as maravilhas da genial Criação, lançam nos lixões da aparente facilidade o final feliz da imortalidade.

Amar, amor, vida eterna de que falam os místicos, assusta os pretensos materialistas do plantão em queda livre. Enterram a cabeça na areia do prazer embriagador que mata na maior sem cerimônia. Enganam, se enganam e gostam de perder a melhor parte, o todo.

(Ilustração: Hieronymus Bosch).

24 dezembro 2016

Nomes que as praças e ruas de Crato não têm -- por Armando Lopes Rafael

   A crônica abaixo foi publicada neste blog há cerca de três anos. No próximo dia 1º de janeiro de 2017, nova safra de vereadores estará assumindo seus cargos na Câmara Municipal de Crato. Quem sabe, alguns deles leiam este escrito...


    De um modo geral, os legisladores brasileiros (leia-se os vereadores) não têm sensibilidade para a manter a tradição popular de denominação das nossas ruas. Aliás, nem só os vereadores. Brasília, a capital da República – que não tem vereadores –, foi pioneira na triste inovação de denominar suas ruas, avenidas e vias com letras e números. Lá é comum esse tipo de pergunta e resposta:
 –Onde você mora?
 – Na SQN 150, Setor “B”, bloco Z, apartamento nº 148...

        Mas o que eu queria falar mesmo é sobre os nomes das ruas e praças de Crato. Aqui, qualquer morador, desta cidade, sabe onde fica a Praça de Cristo Rei, a Praça de São Vicente, a Ladeira do Seminário, a Rua do Gesso ou o Beco de Padre Lauro... Na verdade nenhum desses logradouros públicos é assim oficialmente denominado. Nos projetos aprovados pelos vereadores, essas vias e praças possuem nomes oficiais completamente diferentes dos usados pela população.

         Pois o povo teima em não seguir a denominação imposta pelos vereadores, que são eleitos para uma legislatura de apenas um quatriênio, numa cidade que já completou 250 anos de existência. Diz o imaginário popular desta Mui nobre e Heráldica Cidade de Frei Carlos que “A única coisa que os vereadores de Crato fazem é ficar mudando o nome das nossas ruas”. Exageros à parte, a verdade é que, do outro lado da vida desta cidade, o povo vem resistindo às essas mudanças impostas pelos vereadores. E isso é bom.

        A farra de mudanças nos nomes das nossas ruas é totalmente descartada pela população! E, de quebra, empresas e órgãos como Coelce, Saaec, Correios, IBGE, Sefaz, Cartórios, dentre outras, também aderem ao boicote do povo. Cito um único exemplo: a Rua Desembargador Edimilson da Cruz Neves (nome mudado pela Câmara de Vereadores para a Rua Presidente Kennedy) nunca pegou.

        As contas de energia, da água, do telefone, o boleto do imposto predial e as cartas entregues pelos correios as pessoas lá residentes continuam sendo enviadas para a Rua Presidente Kennedy. E a vida continua a mesma...

        A propósito da farra de mudança de nomes das ruas – por iniciativa dos vereadores – uma reação a essa anomalia foi feita na cidade de Independência, localizada no Sertão dos Inhamuns, no Ceará. Lá foi aprovado um projeto de lei, dispondo sobre a mudança de nomes de ruas, praças, monumentos, obras e edificações públicas daquela cidade. Essa lei exige – para qualquer mudança na denominação de ruas e praças – um pedido antecipado, contendo lista com assinaturas de pelo menos cinco por cento do eleitorado do município. Idêntica providência deveria ser adotada na Câmara Municipal de Crato...

Pensamento caçador - Por: Emerson Monteiro

Fácil, fácil, nada disso. Pede força, concentração mental, disposição, renúncia, exercício constante, dedicação... Querer, no entanto, vencer o mundo. Permitir que força nova nasça dentro de nós, e sobreviva sempre em nosso viver, nas práticas sociais e nas sinceridades interiores. 

Frear o pensamento. Dar um basta na mania de procurar o que quer que seja, assim que nem um cão farejador, pois desse jeito fica longe e não começam a calma e o silêncio de dentro de si, prenúncios das sonhadas reflexões na alma da gente. Deter a febre alta de gananciar o mundo e de acumular cabedais onde a traça e a ferrugem podem a qualquer momento destruir. Fazer a nossa parte daqui, cuidar das dimensões a que pode chegar a consciência, porquanto existem outros caminhos que não só esse de juntar o que ninguém sabe a quê, nem a quanto tempo. 

Trabalhar as outras rotinas de viver sem ilusões já se permite abrir fendas enormes das possibilidades internas da criatura. Fustigar perspectivas de existir com sabedoria. Descobrir chances de amar, a chamar felicidade, o que tantos desejam e não sabem ainda a qual porta de entrar e revelar os ditames da solidão individual nos trilhos do Infinito. Compartilhar, sim, o direito de sonhar com os veios eternos da espiritualidade.

Bom, isto falam os que estudam o processo da Individuação, de tornar-se pessoa, crescer no sentido da harmonia interna do Ser. Indicam formas de trabalhar o que realizam e dominar os instintos e as tentações de ficar preso neste universo só material. 

E se pensar, uma vez morar dentro da máquina que pensa quase todo tempo, que sejam os bons sentimentos e na justa medida de um querer positivo, semelhante a confiar no amor qual motivo de tudo quanto há. É isso.

Campanha de Dilma teve propina de R$ 50 milhões, dizem os EUA


Fonte: revista ISTOÉ em circulação

Documentação dos EUA revela que a campanha de Dilma, identificada como “Brazilian Official 2”, foi irrigada com a quantia milionária repassada pelo departamento de suborno da Odebrecht 
 PRISÃO NOS EUA O Departamento de Justiça dos EUA pode pedir a prisão de Dilma por ter se beneficiado da corrupção da Odebrecht

Documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelados na última quarta-feira 21, e que integram a papelada sobre o acordo de delação premiada da Odebrecht, causaram perplexidade mundial pela grandeza dos números. Segundo a papelada, o grupo Odebrecht pagou mais de US$ 1 bilhão (R$ 3,3 bilhões) em propinas a governantes e políticos de 12 países desde 2003.
A maior parte desses subornos – US$ 599 milhões ou quase R$ 2 bilhões – foi repassada a autoridades brasileiras. O que mais chama a atenção, no entanto, é que entre os principais beneficiários estão a ex-presidente Dilma Rousseff. Apesar da fartura de evidências, a mais importante delas as próprias delações dos executivos da empreiteira que já apontavam a sua participação direta nas negociações de propina e caixa dois, a petista insistia em vender uma imagem de política pura e imaculada.

A investigação dos EUA ajuda a desmontar esse discurso. De acordo com a documentação em poder das autoridades norte-americanas, a campanha de Dilma em 2010 foi irrigada com R$ 50 milhões em propinas.

A ex-presidente é descrita nos documentos americanos como a “Brazilian Official 2”. O texto do acordo com a Odebrecht mostra que a fortuna foi negociada pelo então presidente Lula em 2009 junto a Alexandrino Alencar, na época diretor do grupo. Lula, identificado na papelada como “Brazilian Official 1”, autorizou que Alexandrino acertasse com o ministro da Fazenda Guido Mantega, que nos documentos dos EUA é conhecido como “Brazilian Official 4”, a concessão de benesses para a petroquímica Braskem.
A empresa integra o grupo Odebrecht. Mantega, segundo a papelada, disse que atenderia a petroquímica em troca de propina para a campanha de Dilma. O valor negociado ficou registrado num pedaço de papel: R$ 50 milhões. Os diretores da empresa fizeram os repasses por meio do já proverbial “departamento de propinas” do grupo.

R$ 100 milhões para o PT
O objetivo da Braskem era “assegurar uma vantagem imprópria para obter e manter seus negócios”. O órgão também calcula que a Odebrecht se beneficiou em US$ 1,9 bilhão como resultado dos pagamentos de subornos. Segundo o Departamento de Justiça, a “negociação espúria” deu certo e o governo implantou um programa que permitiu à Braskem continuar tendo abatimentos em impostos. A partir de 2006, estava em discussão a mudança no sistema de tributos de empresa. Por isso, a Braskem procurou integrantes do governo Lula para negociar uma legislação que não prejudicasse o grupo. E isso custou à Braskem a contribuição para a campanha de Dilma.

Em outro trecho do documento, os americanos dizem que o “Brazilian Official 4” (Mantega) negociou com a Braskem o pagamento de propinas no total de R$ 100 milhões para diversos candidatos petistas em 2014, incluindo Dilma Rousseff, candidata à reeleição. Antes de liberar os R$ 100 milhões para o PT, a Braskem iniciou uma tentativa de convencer o governo federal em 2011 a implantar mudanças tributárias que beneficiaram o setor petroquímico. A legislação foi apresentada no Congresso Nacional em 2013, mas enfrentou resistências dos parlamentares e acabou sendo paralisada por causa disso.

 “A Braskem precisou pagar quantias significativas para vários membros do Congresso para manter a tramitação do projeto”, diz o documento. Depois disso, a legislação foi aprovada. “A Braskem foi solicitada para pagar um adicional de R$ 100 milhões além do que o Empregado da Braskem 1 havia previamente acordado com o ‘Brazilian Official 1’ (Lula) para pagar ao partido político e aos membros do governo federal. Este acréscimo foi negociado pelo ‘Brazilian Official 4” (Mantega) e foi pago por doações a integrantes do partido nas eleições de 2014”, descreve o documento.

Os dados foram divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, órgão com o qual a Odebrecht assinou, em conjunto com Brasil e Suíça, seu acordo de leniência –tipo de delação premiada para empresas. A entidade norte-americana ficou impressionada com a prática criminosa da empreiteira. Em um comunicado, o Departamento de Justiça classificou de “maior caso de pagamento global de propina da história”.

 De acordo com a documentação, houve pagamentos de propina relacionados a mais de cem projetos da Odebrecht nesses 12 países: Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru, República Dominicana e Venezuela. A documentação divulgada contém um panorama geral das revelações feitas na delação premiada, mas não identifica os nomes dos funcionários da Odebrecht nem dos políticos envolvidos. Suas identidades até então são mantidas sob sigilo.

             

23 dezembro 2016

Há um rio de lavas bem no coração da gente - Por: Emerson Monteiro

Ali onde dormem pensamentos, palavras e ações, bem ali, buscam frestas os sonhos da alma de querer, um dia, falar a linguagem dos anjos e praticar a verdadeira Justiça. Pedem paz ao silêncio das pessoas indecisas e débeis. Reclamam da solidariedade diante dos desmandos e trastes deste chão. Um protesto, um grito, que seja à fragilidade das instituições humanas. Tanto descompasso, e por quê? A quem reclamar senão a si mesmo. Nuvens de chumbo envolvem os dramas das cidades. Longe e perto, as guerras que insistem fechar os noticiários. As perdições do desespero, as fraquezas dos governantes, o fastio de burrice e indignidade nos líderes que nascem mortos, e a quem reclamar senão a se mesmo. O drama milenar dos dois lados em jogo, enquanto pessoas permanecem na inocência/ignorância de quebrar a cara nas pedras da ilusão.

Quadro dantesco que repete funções e farras, e entontece de arrependimento os contingentes dos que passam e somem pelas curvas do passado. Pois ninguém ficará aqui em definitivo por mais que deseje. Perante a eternidade das leis o tribunal das consciências nunca dormirá. Quais idiotas de plantão, apenas repetem o calendário dos equívocos.

No entanto há um rio de lavas bem no coração da gente. Lavas incandescentes, metais de lama quente a escorrer pelas encostas dos becos e dos remorsos. O coração que já tem seu dono para sempre, e poucos ainda nem notaram. O Poder superior, que face todos os demais poderes reservou a Si o centro das maravilhas aonde, um dia, encenaremos a decisão da história vivida.

Bem no âmago da essência de tudo persiste incólume a certeza da Salvação dos seres em movimento. Teto da espiritualidade, foco das individualidades, apesar dos desacertos, herdaremos o Universo inteiro numa manhã esplendorosa. Conquanto há um rio de lavas bem no coração da gente...

O sentido da vida - Por: Emerson Monteiro

“Se a terra gira em torno do sol ou se o sol gira em torno da terra é uma  questão  de  profunda  indiferença.”  “Por  outro lado”, ele continua: - Vejo muitas pessoas morrerem porque julgam que a vida não é  digna  de  ser  vivida.  Vejo outros, paradoxalmente, sendo mortos por ideias ou ilusões que lhes dão uma razão para viver – razões para viver são também excelentes razões para morrer. Concluo, portanto, que o sentido da vida é a mais urgente das questões.” (Albert Camus, in O mito de Sísifo).

Há dias claros como a luz das salas de cirurgia, quando a esperança corre solta por um fio brilhante de bisturi, aos olhos dos especialistas de armas em punho e sorrisos clínicos encobertos por baixo das máscaras brancas da matemática oficial da vida.

Noutros, o barco emperra areia da margem cinzenta das várzeas sem chuva no sertão, paisagens vazias dos córregos cheios de antes, na flor das alvoradas.

Os amigos em festas circulares chegam de repente e denotam cordialidade. Música das almas. Cheiro bom de terra molhada. O vento do estio nas telhas encharcadas de renovos. Portas fiéis. Nuvens...

Depois disso tudo, toca o telefone e o assunto mistura o que se pretende contar... E deixar de lado o desejo incontido de encaminhar um tema no papel, passar a quem lê o que se transcreve do lado de cá do universo, bem próximo dos maiores extremos.

Sentido impõe condições acima de outros aspectos perdidos na ilusão dos sentidos. Um marco único. Duas extremidades do trilho suave da noite das espécies, que fermentam sede monumental do perfeito, uns céus quase dentro das mãos que escapolem por entre os dedos, contas de vidro corrosivas, convergências toscas do sonho imortal da eterna felicidade.

Ainda que encharcados de euforia, leve sopro de brisa desmistifica a fome gritante de verdades perene nesta fase do tempo. Contudo os pássaros cantam; o verde reverbera; o Sol gira no próprio eixo; a Lua surge metálica nos finais das tardes, no poente; as crianças riem na algazarra mais simples e irreverente; as flores; os mananciais; os tetos manchados de rotos sinais, notas musicais, silêncios longos; momentos da alma que geme de dor, amor, espera.

As pulsações em passos lentos percorrem o espaço; qualquer névoa tinge de fulgor o espelho das memórias adormecidas.

Jamais como antes espectros perfurarão o vazio do sentimento. Novas notícias alimentaram o frêmito do coração e pediram (imploraram) esclarecimentos dos próximos passos a seguir. Sonhos em elaboração nas florestas do mistério. Só isto, pronto.

Queremos o Crato com desenvolvimento e progresso de forma transparente – por Pedro Esmeraldo


    Tentamos acelerar o barco do desenvolvimento cratense. Notamos que o povo do Crato está perplexo e decepcionado, por conta da acomodação e omissão por parte dos políticos que nos representam. Estamos solidários com o povo, que se ressente da  desilusão e a fraqueza desses políticos. Por isso pedimos a Deus que nos conceda  grandeza, espírito de luta  e forças, físicas e  espirituais,  para conseguirmos reverter este quadro que emoldura a vida da nobre e heroica cidade de Crato.  Às vezes perdemos o envaidecimento pelo nosso berço-natal, e uma sensação de desânimo nos invade! Mas, logo recuperamos o nosso equilíbrio emocional e a largueza moral e damos continuidade na nossa luta cívica pelos interesses de Crato.
           Observamos que não há crescimento na educação no município. Por essa razão, se continuarmos sem nenhum objetivo nessa área, não faremos jus à luta dos que nos precederam. Ficaremos inertes, em meio aos altos e baixos em que se debate nosso torrão natal. Infelizmente não vemos nenhum esforço, feito por nossas lideranças, ou mesmo pelas pessoas comuns para devolver a Crato a distinção e o esforço feito no passado, com fé, orgulho e destemor dos nossos antecedentes.
    Acreditamos,  portanto, que  não ficaremos neste estágio, pois não haverá esforço do homem cratense, que permanece altivo, apesar da omissão dos nossos representantes.
    Acreditamos que, se não lutarmos com eficiência, cairemos no defeito  qualidade do corpo mole, na fraqueza e no desengano de certos políticos mambembes que ora assolam o município de Crato.
    Acreditamos, portanto, que o cidadão não pode permanecer em fraqueza permanente, já que esta  conduz o homem ao atraso. Neste caso somos obrigados a aconselhar o cidadão cratense que se afaste desse cálice amargo, visto que ele não dá vigor ao cidadão comum para avançar com eficiência e amor a terra comum.
    Notamos que alguns políticos cratenses não se elevam para penetrar num caminho firme e transparente. Observe-se que o homem tem por fim a virtude de agigantar-se dentro de um espírito sadio, com seriedade e amor ao trabalho.
    Nesse caso, o homem tem que ter compreensão mútua, convidando os outros para caírem na luta, junto com os espíritos altivos, os quais  acima de tudo, esteja presente o amor ao Crato.
     O homem tem que ter iniciativa para progredir. Tem que ter coragem para enfrentar os desafios. E isto pode ser feito  fazendo reuniões e manifestações, gritando com brados bem elevados, pedindo as autoridades da capital não mexam mais com o Crato, e cessem essa perseguição e tratamento diferenciado que os senhores dão ao nosso município. Olhem que o Crato pertence ao Ceará e evitem esse desprezo porque isso é uma infâmia.
    Avisamos a todos os políticos que temos por obrigação moral, planejar  planos de governo, que tragam a melhoria de qualidade de vida, a revitalização da economia, o crescimento do social. Pedimos a Deus que nos oriente com fé e a ufania  de ser cratense. O que desejamos é conduzir o barco de um lugar para outro com muita tranquilidade, perfeição e sem embaraço, tornando-nos dignos da cidadania, revitalizando o sentimento digno, provocando o segmento ético, Isto feito, nos trará  a efervescência do progresso, o caminho reto, e as bênçãos de Deus sobre nós.

             

21 dezembro 2016

Visão positiva - Por: Emerson Monteiro

Olhar a realidade sob o prisma das cores mais alegres; vencer as intempéries quais donatários dos melhores sonhos. Crer na ordem perfeita do Universo e aceitar as contingências, na certeza de que horas agradáveis hão de vir. Às vezes observo as crianças de colo nos braços confiantes das mães e busco ver o mundo diante daqueles olhos inocentes, cheios de vontade da vida que se inicia.  Admito fases de teste e provações, no entanto sem desistir ou perder o ânimo de viver. Construir na imaginação épocas pródigas de felicidade, disponíveis a todos mediante o esforço do trabalho digno. Usufruir dos adjetivos ricos em qualidades puras. Persistir, mesmo quando as circunstâncias pareçam mostrar impossibilidades, e criar meios de vencer quaisquer limites. Erguer os passos aos lugares bonitos, plenos de natureza e saúde.

Todas as virtudes numa só virtude, ressignificar a existência sobre as bases seguras dos dias de festa e de luz. Pelejar a boa peleja, de quem quer desfrutar das ações de modo coletivo e solidário. Pensar nas realizações partilhadas, atitude e grandeza dos que aceitam agir com sabedoria.

Ainda que falhe, porém persistir e aguardar oportunidades em que refará os percursos e corrigirá as falhas. Perdoar qual quem sabe o quanto carece de perdão nas ações que praticou ou, quiçá, venha praticar. Evitar a vingança, fugir das fraquezas humanas em favor das descobertas inovadoras. Baixar a cabeça perante o inevitável, contudo pronto a seguir adiante nas ocasiões próprias.

Trazer a este mundo instrumentos que farão daqui um pouso de amizade, fraternidade e justiça. Ver no outro um irmão, jamais um concorrente ou adversário, valor fundamental de crescer e evoluir sempre. Recordar as lições dos sábios e pautar os tempos na prática do Bem. Ser as respostas que costuma apreciar e transformar este chão em um território de Paz, eis os primórdios da verdadeira religiosidade.

Prefeitura do Crato deixa dinheiro para reforma do Balneário da Nascente voltar para o Governo federal



Em reportagem principal desta semana no jornal Gazeta de Notícias, o descaso da atual administração do Crato em relação ao balneário da Nascente, que já foi um dos principais cartões postais da cidade:

"O  Balneário  da  nascente é um dos mais antigos recantos turístico dos pés de serra freqüentado pelos cratenses e visitantes. No local, foi na primeira metade do século passado, uma usina hidrelétrica que iluminava a cidade. Enquanto no percurso das águas haviam cascatas e bicas para as mais diferentes utilidades. Com a paralisação da hidrelétrica, com o advento da energia de Paulo Afonso, a área ficou para o lazer dos cratenses e por muito tempo era o único existente. O balneário do Crato ficou conhecido em todo o Brasil, inclusive cantada por Luiz Gonzaga em sua canção alusiva ao Crato. Os equipamentos da usina permaneceram no lugar e sempre se falou em utilizar o velho acervo como museu com as reminiscências da antiga hidrelétrica. Esse projeto foi passando de prefeito em prefeito e nunca foi transformado em realidade. No entanto, os prefeitos Francisco Walter Peixoto e Aldegundes Gomes de Matos em suas respectivas gestões promoveram reformar e melhorias no ambiente da velha nascente construindo piscinas, calçadas, jardins, arborização, prédios, bicas e urbanizando toda a área. Desde então foi dada uma nova conotação ao Balneário da Nascente que passou a ser freqüentado por centenas de pessoas nos fins de semana. Era o clube do povo. Nos últimos anos, sem manutenção, o Balneário da Nascente foi sendo depredado pelos próprios usuários e terminou por apresentar vazamentos nas piscinas, ladrilhos arrancados, arandelas enferrujadas e quebradas, pisos totalmente destruídos, o teto do prédio da usina caiu sobre os equipamentos, ficando com aspecto de total abandono. 

Em 2012 o então prefeito Samuel Araripe mandou elaborar um projeto para requalificar o Balneário da Nascente e enviou para o Ministério do Turismo pedindo os recursos. O Governo federal atendeu a reivindicação e mandou uma verba no valor de R$ 292.500,00, devendo a Prefeitura Municipal do Crato entrar com uma contrapartida de R$ 12.188,00, que iria perfazer um total de R$ 304,688,00 destinado a “Urbanização no Balneário da Nascente, no Município de Crato-CE, através da construção de calcadas, pavimentação de passeios ajardinamento e iluminação,” como determina o texto do projeto. A vigência para as obras está com datas de: início em 24/12/2012 e término em 30/12/2016.

A Prefeitura do Crato, na atual administração, teve pouco ou nenhum interesse em requalificar o Balneário da Nascente. Procurado pela reportagem da Gazeta de Notícias o secretário de obras Tácio Luiz de Souza, disse que as obras não foram realizadas pela falta de licença do ICM-Bio Instituto Chico Mendes de conservação da biodiversidade e da Semace Superintendência Estadual do Meio Ambiente que exigiram uma série de documentos e certidões, que foram atendidos, mas esta licença nunca saiu. Na Semace foi dito que não houve um maior empenho da prefeitura do Crato em resolver os impasses burocráticos. Por várias vezes a reportagem da Gazeta de Notícias procurou manter um contato com o prefeito Ronaldo Gomes de Matos, que esteve sempre no lugar incerto e não sabido para justificar essa falta de empenho e consequente devolução do dinheiro.

Com o fim da vigência do convênio que é deste dia 30/12/2016 os recursos voltam para o Ministério do Turismo e o Crato perde esta oportunidade de resgatar o balneário da Nascente, tido como um dos mais tradicionais pontos turísticos."

Fonte: Jornal Gazeta de Notícias
Fotos: Luiz José dos Santos


20 dezembro 2016

Capacidade criativa - Por: Emerson Monteiro

Dentre as funções do ser humano uma existe que bem caracteriza essa necessidade primária de agir e existir perante a vida. É a disposição de inovar os meios e o contexto, criar nagora o momento seguinte com seus instrumentos, por força do gesto de trabalhar as oportunidades, encontrar a resposta do mistério e insistir em sobreviver neste chão.

Espécie de autodescobrimento constante, o ato de criar significa sobremodo o esforço de conhecer a profundidade. Avaliar os resultados de si mesmo nas formas do que transmite aos elementos naturais.

As experiências do instante presente são, pois, a soma dos pensamentos, crenças, suposições, intenções, sentimentos, emoções e vontades conscientes, semiconscientes, inconscientes, ainda que em conflito, acrescidos no ato de fazer, gerar os frutos de mostrar a que se veio.

Tudo, por isso, representa desde o medo à culpa e demais sintomas, que revela quem na verdade somos nós, o que indica o que produzimos nos espelhos que isso revelam. O efeito de gerar o bem demonstra o encaminhamento da nossa energia a revelar o interior da personalidade. A gente projeta no que fizer qual estrutura inicial do que aguardamos do Inconsciente a respeito do conteúdo do mapa íntimo que somos.

Assim, através da criação, revelamo-nos diante das circunstâncias, acontecimentos e experiências de vida. O ego projeta o que apresenta de criação, detalhes importantes da personalidade total, e fornece os meios das descobertas mais abrangentes do Ser. Tal uma voz que vem do interior, revela o conteúdo do Eu maior.

À medida que conhece a si, demonstra o potencial oculto da existência em prosseguir a caminhada rumo do encontro, descoberta do Eu espiritual, escopo da totalidade infinita.

Desde a infância à idade adulta, pessoas seguem essa busca incessante até finalmente proceder à descoberta de sua destinação, quando vence a divisão ilusória do ego e do Si mesmo, e descobrem o poder e o Amor, peças únicas do processo da Individuação. Portanto, a criação trabalha este sentido da integração e oferece os resultados inestimáveis da essencialidade divina.

FRAUDE MILIONÁRIA - Prefeito do Crato é acusado de desvio de 20 milhões de reais em mais um escândalo



A edição desta semana do Jornal do Cariri trouxe como manchete principal, a denúncia de mais um escândalo envolvendo a administração de Ronaldo Gomes de Mattos, prefeito atual do Crato em uma suposta fraude milionária.

Nos próximos dias, a Delegacia de Defraudações e Falsificações da Polícia Civil (DDF), em Fortaleza, deve concluir o inquérito sobre denúncia de desvio de recursos e recebimento de propina em obras de calçamentos da gestão do prefeito do Crato, Ronaldo Mattos (PSC). O prefeito teria desviado os recursos usando laranjas e cobrando propinas de empresas licitadas. A investigação abrange, ainda, fraudes em licitação. A investigação sob a responsabilidade do delegado titular da DDF, Jaime de Paula Pessoa Linhares, descobriu que o recebimento do dinheiro era feito por duas pessoas de extrema confiança do prefeito, o ex­secretário de Finanças, Édio Oliveira Nunes, e a irmã do prefeito, a empresária Idalina Sampaio Muniz Gomes de Mattos. Os dois eram responsáveis pelo recebimento e destinação dos valores sob as ordens do prefeito Ronaldo Mattos. Segundo a investigação, o dinheiro arrecadado com a fraude seguia dois caminhos. Uma parte, feita por empresas laranjas, era entregue a irmã do prefeito, em Fortaleza, geralmente em espécie. O valor era destinado ao prefeito ou ao secretário Edio Oliveira, pessoa de confiança de Ronaldo Mattos. Em apenas uma das remeças, a DDF identificou o repasse de R$ 600 mil. A outra parte do dinheiro vinha de propina paga por empresas licitadas e eram entregues diretamente ao secretário Édio Oliveira. Os valores, na maioria das vezes, eram pagos em cheques trocados em postos de gasolina de cidades administradas por aliados do prefeito Ronaldo. Nas investigações, a PF identificou cheques nominados ao secretário depositados em contas de pessoas na cidade de Casa Nova, na Bahia, terra natal de Édio Oliveira. Os cheques variavam de R$ 30 a R$ 50 mil. As fraudes aconteceram nos dois primeiros anos da gestão (2012 e 2013) e os valores desviados podem chegar a R$ 20 milhões. O esquema só teria parado após operação do Ministério Público do Estado (MPCE) e Polícia Civil, que investigou fraude na licitação de medicamentos. A operação “Hora da Verdade” foi feita em duas etapas e determinou o afastamento do secretário das funções. Ainda segundo informações, a DDF investigou o patrimônio dos envolvidos. No caso da empresária Idalina Muniz, não foram encontrados oscilações. Idalina é proprietária de empresa fornecedora do Governo do Estado. Ela fornece alimentos para os presídios do Estado. Com o prefeito Ronaldo Mattos, também não foram identificadas alterações na vida financeira, por se tratar de grande empresário. Já o ex­secretário de Finanças terá dificuldades para justificar o alto padrão de vida, que inclui viagens internacionais e a compra de carros de luxo. No momento, o ex­secretário é assessor da Prefeitura, tem renda que não ultrapassa os R$ 2 mil e anda de veículo Range Rover Evoque. No mês novembro, quatro pessoas envolvidas no inquérito foram ouvidas, através de carta precatória, pelo delegado Regional de Polícia Civil, Marcos Antônio dos Santos. Entre os ouvidos estavam servidores públicos e empresários. Tentamos contato com os envolvidos, mas, até o fechamento desta edição, nenhum respondeu às ligações nem retornou mensagens.

Hora da Verdade

A operação “Hora da Verdade” investigou a compra de medicamentos superfaturados em até 400%, além de fraudes na aquisição de material gráfico que totalizam um montante de R$ 5,2 milhões. Foram alvos da investigação do Ministério público do Estado (MPCE), empresários, secretários, membros da Comissão de Licitação e um vereador. A primeira etapa da “Hora da Verdade” ocorreu em março desse ano. A operação, que contou com uma força­tarefa composta por agentes da Polícia Civil e 10 promotores do MPCE, cumpriu 51 mandados de busca e apreensão na segunda etapa. A ação foi determinada pelo juiz da 1ª Vara Criminal do Crato, Renato Bello. Na época, ninguém foi preso e o prefeito ficou fora da investigação por falta de provas que o envolvesse no esquema. A segunda etapa da operação foi desencadeada em agosto de 2015. O inquérito ainda espera o desfecho das investigações.

Jornal do Cariri


Eu defendo Michel Temer – por Paulo Sayão (*)



Em meio unicamente às críticas, oportuno é lembrar,  nesta altura, um breve balanço das realizações do governo Temer, o qual, sem dúvida, tem demonstrado coragem para reconstruir, sem medo de reformar e enfrentar desafios difíceis de superar.
Podemos destacar, dentre outras, a aprovação das leis que regula o funcionamento das estatais; das concessões e privatizações; do pré-sal; das empresas aéreas; da repatriação do dinheiro depositado no exterior; as PECs (Projetos de Emenda à Constituição, que exige 2/3 dos congressistas para serem aprovados) da DRU e  do teto de gastos públicos; o início da redução dos juros e a queda da inflação, que deverá atingir a meta em 2017.
Tem mais: aprovação das leis de manutenção do câmbio flutuante; para  a liberdade de a Petrobrás operar preços de combustíveis e se reerguer do caos com uma  administração competente;  a coragem de pedir a  exclusão da Venezuela do Mercosul; o projeto de  reforma do ensino médio num modelo de pleno sucesso em muitos países;  a revisão das dívidas dos Estados brasileiros; o corte de patrocínio de blogs partidários (como era praxe na era Lula/Dilma) e  a revisão e revitalização da Lei Rouanet.
É pouco? Tem mais: Também foi iniciativa do governo Temer,  o debate da reforma previdenciária; propostas de ajustes sem criar mais impostos; revisão do papel do BNDES;  34 empreendimentos  de infraestrutura a serem privatizados em 2017; redução do número de ministérios;  a melhora do risco Brasil no exterior; a recuperação do valor de mercado das empresas listadas em bolsas de valores;  projeção de crescimento do PIB em 2017 após a pior, mais grave  e maior recessão de toda a História Republicana do Brasil.
Considere-se ainda: o  ajuste rápido das contas externas; redução de impostos para remessas ao exterior; redução de juros da Caixa Econômica para financiamento imobiliário e dos juros para financiamento da dívida pública; a lei que amplia poderes das CPIs; a que simplifica o trâmite dos processos judiciais; a que renegocia dívida de produtor atingido pela seca no Nordeste; a implantação do Supersimples beneficiando cerca de 270 mil microempresários e o  enquadramento de vinícolas no Supersimples.
Percebe-se que o Brasil não trocou seis por meia dúzia. Essas atitudes de agora vão possibilitar aos brasileiros um País melhor e renovado. É o que me lembro, no momento, mas certamente o País está agora tomando um rumo...
(*) PAULO T. SAYÃO – e-mail psayaoconsultoria@gmail.com

19 dezembro 2016

Os ensinos dos profetas - Por: Emerson Monteiro

Hoje pela manhã me avistei com Marcelino Andrade, colega de trabalho que, de pronto, indagou a propósito dos tempos, ao que afirmou: - Estamos vivendo dias do Apocalipse. Chegaram os quatro cavaleiros de uma vez só.

Que tempos! Época de demasiadas contradições de ordem geral. Nos municípios, países, no mundo inteiro aspectos nefastos parecem tomar de conta dos acontecimentos. Enquanto giram os astros no céu, mantendo a órbita e o brilho, no entanto, aqui no chão, claudicam as instituições e populações amarguram dores atrozes, agora vistas em tempo real na mídia pelos lares do Planeta. O abismo entre as criaturas alarga distâncias e o futuro significa fase de largas apreensões gerais.

Mas aquele diálogo de rua seguiu noutras perspectivas: - Será que iremos reverter o quadro das dificuldades verificadas? O Apocalipse seria tão só um aviso de que mudemos de atitude e revisemos comportamentos, a fim de vencer o desafio que cresce diante das vistas?!

Nisso acordei ao sol das dez e meia diante da conversar, e enxerguei outros modos de observar o quanto ocorre nesse instante. Porquanto a Natureza funciona à base das leis do Universo.

Alertas aos incautos tornam-se urgentes de respostas, pois. Lembra a Nínive do profeta Jonas, quando o povo resolveu somar esforços e substituir a condenação que sofreria pela honra da salvação, graças aos clamores do missionário, o qual, inclusive, quisera fugir do compromisso, porém foi detido pelas circunstâncias, engolido por baleia e lançado a contragosto nas praias da cidade que resgataria a mando de Deus, mediante o arrependimento coletivo.

Lembra Gandhi, nos esforços de encaminhar a Índia pelo caminho da libertação das garras do Império Inglês, o mais poderoso da primeira metade do século XX, e contornou dificuldades aparentemente instransponíveis da sua gente, até levá-la à independência, isto sem disparar um único tiro sequer.

Lembra Abraham Lincoln, a lutar contra a escravidão nos Estados Unidos e dominar as circunstâncias, galgando construir país livre e democrático, que durante bom tempo serviu de exemplo a tantos mais.

Nada resta perdido, portanto, desde que somemos nossos comportamentos e preservemos os valores justos da solidariedade humana.


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