xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 22/12/2015 | Blog do Crato
.

VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 24.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

22 dezembro 2015

Esquinas do silêncio - Por: Emerson Monteiro

O Tempo, sinônimo de existência de tudo que existe nas vagas e partículas do espaço, feito guardião das luzes que vez em quando brilham nas almas e nas pessoas, as transforma em artesões da felicidade absoluta de que somos parceiros exclusivos. Ele pousa de modo suave na face única da realidade. Reconhece pouco a pouco o terreno. Avista os antes e os depois. Soma e diminui, divide e multiplica os sentimentos que arrastam as multidões. A todos permite esses instrumentos de resolver o quanto precisam em termos de selecionar o resultado das equações movimento. Nisso somos criadores da qualidade pura dos momentos. Evitamos as dores e promulgamos resultados favoráveis de ver o mundo, sempre sob o olhar atencioso do Tempo. 

Ele, Tempo, concede meios de fabricar as horas das criaturas, matéria prima das produções individuais. Ninguém deixa de merecer o que evitar ou dificultar. Olha-se o panorama ao estilo de solucionar as oportunidades disponíveis. Jogar fora os bons sabores sujeita machucar o astral das pessoas. Má vontade significaria tal resposta que virá ou não virá, a cada um conforme o que merece. Artífices hábeis jamais danificam a peça que trabalhem, porquanto caberá a si o ônus de conhecer o tanto de manusear horas, recursos e a chance ímpar da ocasião, do agora elaborar o instante, na valsa nobre da autenticidade pessoal. 

Ninguém, pois, alegará ausência de condições na construção das esquinas de paz que mora o íntimo quando atira nas calçadas a fama e o direito de reverter quadros e situações todo tempo, no infinito da Lei entregue em suas mãos de minerador da vida. 

Fugir de esse poder infinito apenas representa pouca habilidade no desejo, dando de cara nas muralhas intransponíveis do destino, horas mortas nas próprias correntes de valor a si depositadas pelo carinho da Liberdade, personagem primo e irmão da Sorte, o ser amacia o gosto de encontrar harmonia. Poucos, nenhum que seja, fugirá aos caprichos daquilo que estabelecer nas atitudes face de eles oferecidas nas curvas do provável. Senhores de si e do direito sobre o que criar, vamos no barco dos fiéis do agora mesmo imaginar, porquanto o autor de tudo assim permite de poder.

(Ilustração: Caravaggio).

O senhor do impossível - Por: Emerson Monteiro

Mergulhar em algumas avaliações místicas justamente em um tempo quando resta mundo esquecido de valores antes fundamentais, se é que um dia foram fundamentais, nesse pesar das eras. Lembrar os raciocínios de Deus a que neles se detiveram filósofos sós nas páginas amareladas dos velhos livros quase abandonados no decorrer das práticas cotidianas deste mundo insano. Hoje, falar em Jesus, Buda, Lao-tsé, Kierkegaard, Platão, Orígenes, remexe as fibras machistas dos tambores acelerados  e os padrões da era nuclear de deuses entontecidos e estéreis, ícones de acrílico e fibra de vidro, rolados e impressos nos painéis gigantes da terceira dimensão, vazios de conteúdo real.

Às raias do absurdo, indiferentes, jogaram os dramas da espécie, comédia insólita dos porões vazios da máquina embrutecida e esfumaçada na embriaguez de farras. Há gigantes em tudo, nas vitrines e nos paraísos artificiais da massa melancólica, que vaga absorta e de olhos pegajosas.

Enquanto isto, a única saída verdadeira é precisamente onde não há saída no juízo humano. Senão, para que precisaríamos de Deus? As pessoas só se dirigem a Deus para obter o impossível. Para o possível, os homens bastam, afirma o filósofo russo León Chestov.

Nunca, tal nestas datas momentâneas dos princípios de século XXI, houve tamanha ausência dos instrumentos morais que permitissem aos humanos adotar um sentido justo às suas existências tangidas pela engrenagem do magno sistema dominante. Quais lesmas de aquário, eles descem, sórdidos, acomodados, as escadarias de pedra dos altares do sagrado e se deixam imolar feitos mercadoria nos salões engalanados da ilusão artificial, racional.

As almas, no entanto, ansiosas de virtudes e banhadas nas lágrimas da solidão dos grupos, buscam meios de recordar o trilho abandonado nas selvas da Natureza, e erguem aos Céus preces esquecidas. Eis Deus: devemos remeter-nos a Ele, ainda que não corresponda a nenhuma de nossas categorias racionais, insiste Chestov.

Aos raios dourados da Esperança, Razão em seus frágeis argumentos agora demonstra o pouco do que trazia na caixa das fantasias, presa também de nenhuma possibilidade além da matéria em fria decomposição.


Eis Deus, o absurdo que renasce das cinzas no coração dos vales de antigamente.

Edições Anteriores:

Abril ( 2017 ):

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30