xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 08/12/2015 | Blog do Crato
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VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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08 dezembro 2015

Aves, as flores de asa - Por: Emerson Monteiro

Olhar acima. Abaixo. Dos lados. Só infinito das águas puras a conter esses moluscos de gentes a navegar o diário dos sonhos, às vezes vãos, outras libertos, predadores, brincalhões no seio dos destinos da multidão, valentes, teimosos, fanáticos, irresponsáveis, responsáveis, irreverentes, reverentes, mas apenas pequenos batráquios na sanha das vidraças que contém o imenso aquário de raio infinito. Por dentro e por fora, jogadores na roleta da sorte alheia e própria; ou fixos nos pontos imaginários da ilusão. Isso da realidade ser assim em toda direção e restando as fatias dos detalhes ao dispor das criaturas humanas fere de morte o conceito da inexistência. Marcas deixadas no piso das eras determinam a força de compreender a presença de um Poder acima de quantos quiseram passar fora dos valores maiores, o que demonstra o tanto da perfeição no rio das horas onde habitamos mergulhados, todo tempo. Artífices do Infinito absoluto aqui nós somos. Aonde o cavalo da tecnologia permitir, aonde o couro aguentar nesse mar dos impérios da permissão do Maestro ausente na visão, presente majestoso e inevitável no horizonte inarredável. Redes e ondas perseguem os escravos de si próprios, os heróis das histórias escuras, dos dramas parciais e das comédias de aprendizado vendidas a preços módicos no íntimo das pessoas. Só isto, silêncio de solidão sadia abarca o firmamento. Liberdade na medida do que caiba aos indivíduos. Balança exata, pura correção, que determina o direito de um e de todos. Juízos matemáticos. Ninguém foge ou fugirá ao destino daquilo que plantar. Quer chova ou faça sol, o crivo da razão percorre de barco as águas distribuindo justiça milimétrica. A responsabilidade exige, pois, atitude. O reservatório, a Eternidade, bem significa o tamanho da compreensão dos animais que nadam soltos e esperam presas da esperança as moléculas de realização, aves que voam sobre a Terra e olham o fundo abismo da Felicidade, seres em profusão de luz e amor, abelhas leves à busca do mel da plena Paz na Consciência.

Brasil regride à era José Sarney, com o povo condenado às galés (por Mário Sérgio Conti)

O zika e o surto de microcefalia. A lama tóxica que desaguou no Atlântico. O estouro dos cafofos da Petrobras e da CBF. Cabeças coroadas da burguesia e do PT vendo o sol nascer quadrado em Curitiba. Está tudo junto e misturado.  É da natureza das crises amalgamar o acessório e o vital. Com isso, se firma a imagem que a barafunda atual é autóctone. Ocorre que a crise é planetária. O capital não tem pátria e o florão da América não é ilha.
A vitória de oposições na Venezuela e na Argentina, para ficar nos fatos recentes, é sintoma do esgotamento do populismo latino-americano das últimas décadas. E o petismo integrou o projeto que ora soçobra, apesar das diferenças entre Chávez-Maduro, os Kirchner e Lula-Dilma. Os poderosos têm agido com prudência. Barack Obama recebeu Dilma Rousseff com lhaneza em julho, não disse uma palavra além do protocolar. Na sua última edição, contudo, "The Economist" foi explícita: considerou temerária a deflagração do impeachment.
Para ela, a bandeira da moralidade, que justificaria junto à opinião pública a destituição da presidente, ficou maculada. Porque foi o corsário Eduardo Cunha que acendeu o pavio. A luz amarela emitida pela revista, que serve de farol para a grande finança local, fez com que os bancos ancorados na Avenida Faria Lima negassem fogo na hora H. A cautela imperial leva em conta a chalupa Lula, alvejada mas barulhenta. Caso "o cara" consiga escapar da Lava Jato, chegará às eleições de 2018 em condições de atirar a torto e a granel.
O ideal teria sido continuar esburacando o casco do Planalto com pautas-bomba e seguir no cerco ao ex-presidente. Ver o governo e Lula irem a pique sem deixar saudade. A derrubada de Dilma não é indiferente. Sobretudo para quem teve ganhos reais no salário nos últimos treze anos. Para quem conseguiu casa própria ou teve acesso ao Bolsa Família. Para as mulheres que compraram micro-ondas a crédito, atenuando a dupla exploração do trabalho formal e do doméstico.
A vida material é o que conta mais, sempre. Mas os ganhos concretos acabaram. Nem governo nem oposição cogitam reavivá-los. A rota que traçaram é a que foi adotada em outros oceanos, aliás sem resultado: austeridade. Querem afrouxar leis trabalhistas, tesourar aposentadorias, podar amparos estatais, aumentar tarifas, demitir às baciadas. A queda já ocorreu. Porque PT, PSDB e PMDB adotaram a mesma divisa: nada pelo social, o Brasil não cabe no Orçamento da União. Os pobres devem se conformar, devem gramar de sol a sol como motoboys. No dia de São Nunca os partidos verão o que fazer com ônibus, hospitais e escolas. Dane-se o sofrimento social. Naufragar é preciso.
A crise então cabe no lema punk "no future". O futuro é o passado perpétuo: a conciliação conservadora dos bacanas, a casta parlamentar incrustada como craca nas ruínas do Estado, a política vista como gerência de negócios. O povo foi condenado às galés e o Brasil, coletividade imaginária, regrediu à Nova República de José Sarney. Por isso, a vibração cívica desses dias é postiça. Ela não atenua a depressão que se espalhou como lama tóxica.
Só se deleita a gente surda e endurecida. Porque a pátria, como diria outro náufrago, Camões, está metida no gosto da cobiça e da rudeza, de uma austera, apagada e vil tristeza.
(Transcrito da "Folha de S.Paulo", 08-12-2015)
   

Personalidades do Cariri (por Patrícia Silva)

Monsenhor Dermival: 85 anos de vida, 59 anos de sacerdócio
Filho do casal Doralice Luz Gondim e José Caminha de Anchieta Gondim, o vigário geral da Diocese de Crato, Monsenhor Dermival Anchieta Gondim, completa hoje, 8 de dezembro, dia da Solenidade da Imaculada Conceição, 85 anos de vida e 59 anos de sacerdócio, tempo em que também está como pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Brejo Santo- CE.
Monsenhor Dermival vem de uma família de seis irmãos, sendo o terceiro. Natural de Jardim, ingressou no Seminário Diocesano São José, em 1942, influenciado por sua mãe. “Desde quando eu nasci minha mãe dizia: ‘Nasceu meu padre’. Ela sempre ficava dizendo que eu ia ser padre. Ao completar doze anos, cheguei até ela e pedi para fazer meu enxoval porque eu ia ingressar no Seminário. Ela ficou muito feliz e preparou. Em fevereiro meu pai foi me deixar no Seminário”, lembrou emocionado o Monsenhor.
Em 1956, aos 26 anos, o jovem Dermival foi ordenado sacerdote pelas mãos do segundo bispo da Diocese de Crato, Dom Francisco de Assis Pires, e sempre teve uma dedicação especial aos sacramentos. “Desde que fui ordenado administro os sacramentos com gosto, com sabor, sentindo a alegria de realizar este serviço. Eu não sei dar um não na minha paróquia. Tem os horários para administrar os sacramentos, mas se um ou outro chega fora de hora eu não sei dar um não, sempre atendo a todos. Por isso graças a Deus são 59 anos de felicidade”, relata.
Desde janeiro de 2005, Monsenhor Dermival assume a missão de vigário geral da Diocese de Crato. No desenvolvimento das diversas atividades realizadas em décadas, o sacerdote afirma que o amor pela vocação só aumenta e o desejo de servir a Igreja e ao povo cresce cada vez mais. “O presbítero que vive feliz no meio do povo, se realiza na sua missão de padre. Neste dia em que completo 59 anos de ordenação agradeço a Deus, a Nossa Senhora e a todos que contribuem e rezam por minha vocação”, finalizou.

             

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