xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 06/12/2015 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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06 dezembro 2015

100 anos de nascimento do Padre Frederico – por Armando Lopes Rafael (*)

Consta, e dói dizê-lo, que no imaginário popular desta Mui Nobre e Heráldica Cidade, o Crato é tido como a “capital da ingratidão” para com seus benfeitores. Não acredito que isso seja feito de forma generalizada, embora a história registre ad perpetuam rei memoriam, campanhas caluniosas e torpes perpetradas conta dois bispos desta cidade, ambos com extensa folha de serviços prestados ao nosso povo...
   Dizem também que “quem avisa amigo é”. Pois bem, estou lembrando, antecipadamente,  que no próximo dia 16 de janeiro de 2016, a história das pequenas efemérides da Cidade de Frei Carlos registra o centenário de nascimento de Padre Frederico Nierhoff, um dos grandes benfeitores de Crato.
Quem é quem
   Nascido em Gelsenkirchen, Alemanha, no dia 26 de janeiro de 1916, Padre Frederico Nierhoff foi figura proeminente na cidade de Crato. Quando assumiu a Paróquia de São Vicente Ferrer – em 1948 – como segundo vigário, a igreja-matriz (hoje Santuário Eucarístico Diocesano) tinha proporções pequenas e acanhadas. Nos 20 anos em que administrou aquela paróquia (1948-1968), Padre Frederico comprou imóveis vizinhos ao templo e ampliou a igreja. Remodelou e ampliou, também, a casa paroquial dotando-a de ampla área anexa, uma espécie de área de lazer, destinada às crianças que se preparavam para a primeira comunhão.
   Construiu a Capela de São Miguel Arcanjo, hoje a igreja-matriz da paróquia do mesmo nome.
   Padre Frederico foi o oitavo filho de um casal profundamente católico: Hermann e Adolfina Nierhoff. Iniciou seus estudos teológicos em Oberhundem, transferindo-se depois para a cidade de Lebenhan Grave, na Holanda. Ainda estudante de Teologia – pertencente à Congregação dos Missionários da Sagrada Família – devido às incertezas da Segunda Guerra Mundial, deixou a Alemanha, em 7 de março de 1938, com destino ao Brasil, onde deu continuidade aos seus estudos, na cidade de Recife. Ali foi ordenado sacerdote, no dia 1º de maio de 1941.
    Antes de residir em Crato, exerceu atividades pastorais nas cidades de Picos e Pio IX (no Piauí), Saboeiro, Arneirós e Aiuaba (no Ceará). Em Crato, além de suas atividades no âmbito sacerdotal, Padre Frederico construiu escolas, postos de saúde e capelas, na zona rural, na então vasta Paróquia de São Vicente Ferrer. Era um homem de grande dinamismo e enorme capacidade de trabalho. Tão logo chegou a Crato, sentiu a importância do Lameiro como um local privilegiado, dotado de qualidade de vida e vocacionado ao lazer. Ali adquiriu um pequeno lote, construiu uma casa  e denominou o local  de “Granja Betânia”. A partir da sua iniciativa, muitos cratenses começaram a comprar terrenos no Lameiro, construindo ali casas e bicas de banho, utilizadas geralmente nos fins de semana e feriados
    Deve-se, ainda, ao Padre Frederico a construção de um conjunto habitacional para pequenos agricultores do Sítio Malhada, que recebeu o nome da mãe daquele sacerdote, Adolfina Nierhoff. Ainda hoje a comunidade do Sítio Malhada serve de modelo de assentamento rural com geração de emprego e renda.
Capela de São José, do sítio Romualdo,construída por Padre Frederico
    Nos anos 40 e 50 do século passado, o Cariri cearense era conhecido no Brasil como um dos maiores focos de tracoma, infecção que afeta os olhos e, se não for tratada, pode causar cicatrizes nas pálpebras e cegueira. Padre Frederico selecionou voluntários da zona rural de sua paróquia, para ajudar a "Campanha Federal Contra o Tracoma", iniciativa do Departamento Nacional de Saúde Pública. No início da década 60, essa moléstia tinha sido erradicada da zona rural do município de Crato.
     Desgostoso com a redução da Paróquia de São Vicente Ferrer a um território de poucos quarteirões, no centro de Crato, Padre Frederico desligou-se, em 1969, da Diocese de Crato e foi ser vigário de Custódia (Pernambuco), onde renovou a pintura interna e retelhou a cobertura da nave central da Igreja de São José, padroeiro daquela cidade. Apesar do pouco tempo, em que ali foi pároco, ainda modificou e reformou a casa paroquial, comprou um prédio comercial e fundou o Lions Clube de Custódia. Dali saiu para ser pároco e vigário-geral da Diocese de Floresta (PE), onde, no dia 31 de outubro de 1975, sofreu um enfarte, enquanto dirigia um carro. Este, desgovernado, capotou ocasionando a morte do Padre Frederico.
Sua repentina e inesperada morte foi muito lamentada em Crato, onde o Padre Frederico trabalhou com dedicação e carinho, junto aos mais necessitados e onde possuía muitos amigos.
       Será que no dia 26 de janeiro do próximo ano a Capital da Ingratidão vai se lembrar de homenagear Padre Frederico?
Padre Frederico na década 50 do século passado
(*) Armando Lopes Rafael é historiador

Claude Bloc disse...
Armando,
Meu pai foi grande amigo de Padre Frederico. Este frequentava a minha casa e era servido de cerveja para confraternizar a alegria de estar entre amigos. Meu pai se orgulhava dessa amizade pelo fato de ambos passarem por cima da nacionalidade e deixarem de fora a rivalidade e o ranço semeados na II Grande Guerra entre franceses e alemães. Isso de maneira alguma interferia num relacionamento amigo entre ambos.
Fui aluna do Instituto São Vicente Férrer também criado por Padre Frederico que o administrava com a ajuda de D. Anilda e Dona Alda Arrais. Este também foi um marco da atuação devotada de Padre Frederico dentro do âmbito de sua paróquia.
Um grande grupo de crianças e adolescentes do Pimenta seguia a pé até a Igreja S. Vicente para assistir à missa de Padre Frederico chamada de "missa das crianças" e cujo sermão era cheio de brincadeiras e risadas atraindo toda a atenção dos que ali iam com alegria ouvir a palavra de Deus de forma humana e mais próxima do coração e da bondade.
Então, celebro com vocês a alegria e a oportunidade de fazer jus a esta pessoa tão querida no nosso meio cratense.
Abraço aos dois.
Claude 
             

Catedral de Crato inicia a colocação da “Porta Santa” nesta 2ª feira

Abertura da "Porta da Misericórdia" na Catedral de Crato
   Depois dos serviços de alvenaria, feitos nas duas últimas semanas, terão início nesta 2ª feira, 7 de dezembro, as obras de instalação da “Porta da Misericórdia”, a qual será oficialmente inaugurada no próximo domingo, na solenidade de abertura do Ano da Misericórdia, na Diocese de Crato, em ato presidido por Dom Fernando Panico.
   A Porta Santa para o Jubileu da Misericórdia foi confeccionada em madeira de cedro e pau d’arco e terá seis quadros de bronze, com cenas bíblicas da misericórdia de Deus. Abaixo desses quadros serão afixados os brasões do Vaticano, da Diocese de Crato e do atual bispo, Dom Fernando Panico.
O que é um Ano Santo ou Jubileu Extraordinário?
   Este Ano Santo, que será aberto no Vaticano amanhã – dia 8 de dezembro, data da Imaculada Conceição – e em Crato no próximo domingo - 13 de dezembro -  foi iniciativa do atual Papa Francisco. É a primeira vez que as comemorações de um Ano Santo são feitas também nas dioceses católicas espalhadas pelos cinco continentes.
   Na tradição católica, o Jubileu é o ano que a Igreja proclama para que as pessoas se convertam em seu interior e se reconciliem com Deus, por meio da penitência, da oração, da caridade, dos sacramentos e da peregrinação, “porque a vida é uma peregrinação e o homem é um peregrino”. Em todos os anos santos é possível ganhar indulgências, graças especiais que a Igreja concede e que podem ser aplicadas à remissão dos próprios pecados e suas penas, ou também aos defuntos que estão no purgatório.
   O lema deste Ano Santo é: “Misericordiosos como o Pai”. E a principal intercessora do Jubileu é Nossa Senhora de Guadalupe, Mãe de misericórdia, Padroeira do México e da América Latina. A cada 25 anos, a Igreja celebra um Ano Santo Ordinário. O próximo será em 2025.
Quadro da Divina Misericórdia será entronizado na Catedral
    Além da Porta Santa, também será entronizado no interior da Catedral de Nossa Senhora da Penha um quadro com uma pintura de três metros, – óleo sobre tela – da Divina Misericórdia. Trata-se de uma pintura que foi solicitada por Jesus Cristo durante a Aparição à Santa Faustina, no dia 22 de fevereiro de 1931. Naquela ocasião, o próprio Jesus pediu (segundo consta no Diário escrito pela Santa) a confecção desse quadro com as seguintes palavras: “Pinta uma imagem de acordo com o que estás vendo, com a legenda “Jesus, eu confio em vós”. Prometo que a alma que venerar esta imagem não perecerá (...) Eu próprio a defenderei com minha glória”.
 Quadro da Divina Misericórdia
             

Esse tempo de amar - Por: Emerson Monteiro

Quantos presos aos apegos vazios desse chão... Tantos entregues à velocidade das superfícies cinzentas, esquecidos que um propósito maior de eternidades sobrevoa voo livre os planos da imensidão. Contudo o tempo persiste bem no âmago das consciências, tinta acondicionada sob os tecidos da Salvação. E quão raros admitem algo além das aparências, escafandristas da felicidade pulsante. Espécie de águias solitárias, distendem asas no sonho real do imaginário, e com isso percorrem a distância transcendental entre o eu e Si mesmo, aprendizes nos córregos da certeza, furor acima de qualquer suspeita.

Daí vem o silêncio, que guarda consigo a precisão das angústias e acalma desejos surdos dançando na flor da alma, e amor fortalece a sobrevivência dos projetos divinos de que somos e muitos nem isso ainda compreendem. 

O Universo, no entanto, neutraliza os equívocos e oferece consistência necessária a continuar determinações infalíveis da Lei dentro do que todos habitam feitos condição inevitável de compor o quadro multicolorido das manhãs ensolaradas. 

Somos sementes, sim, flores e frutos da árvore dos destinos. O querer apenas noticia a forma das notícias vagas daquilo que vem nos braços do minuto que avança traço a traço, através da carne da gente. Um pouco disso a preencher de infinitos átomos a profusão dos olhos, na esperança do que fizermos do que hoje trabalhamos. 

Meras e valiosas partículas do incessante movimento, tais seres errantes no acerto das existências, cá iremos tanger o rebanho das pessoas individuais, porém coletivos blocos de realizações humanas em múltiplos corações acesas chamas de luta e vitória.

Amar, sobretudo amar, a isso se destina o faiscar das horas sob o senso do Poder acima de todos eles. Nunca, jamais, agora e sempre o calendário dos dicionários em busca de paz. Há milênios de verdades definitivas aguardando, pois, atitudes de quem respirar esse clima de suprema claridade no sentimento dessa festa, nalgum dia. 


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