xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 17/11/2015 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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17 novembro 2015

Para você Refletir ! - Por Maria Otilia

Está sendo veiculado nas diversas redes sociais, um vídeo gravado durante uma sessão na Câmara de Vereadores do Crato. O que era para ser inédito como o verdadeiro"ato de legislar", vimos discussão interminável entre vereadores.E o mais lamentável é que esta discussão não tinha como objetivo a criação/desenho de políticas públicas.Pelo contrário  foi uma verdadeira "lavagem de roupa suja ". Daí a nossa indignação para com aqueles que se dizem nos representar, que deviam legislar para atender as demandas da nossa sociedade cratense.Este tipo de comportamento nada ético deixa margem para que acreditemos que a atual  função de alguns vereadores esteja voltada para a conquista de poder e por interesse pessoal, etc.Deixando de lado as  atribuições e deveres fundamentais , portanto, os de legislar sobre os interesses do município, fiscalizar as contas do Executivo e representar a população local.
É lamentável  o nível em que se encontra as sessões da câmara. Até então, alguns dos vereadores que  estavam na bancada de apoio ao executivo, o faziam na maioria das vezes pela compensação individual, ou seja interesses pessoais. A partir do momento que o executivo deixou de atender, muitos passaram a ser adversários. E em nenhum momento, os interesses da coletividade foram priorizados. Daí chegarmos nesta atual situação onde executivo e legislativo se degladiam diariamente tanto nas redes sociais, como dentro da Câmara de Vereadores. E quem padece com tudo isso é a população a partir da  alta rotatividades de assessores das diversas secretárias do município.Como educadora e gestora, não posso ficar no anonimato e deixar de  colocar a minha opinião a cerca desta  triste situação em que se encontra nosso município.
Posto abaixo uma bela fábula que vai oportunizar todos aqueles políticos que deveriam fazer valer o voto de confiança que recebeu de cada eleitor, ao invésde buscar o poder a todo custo, o fascínio pela  vaidade.
Boa leitura.
Uma Lenda sobre a Ambição
Há séculos na China, vivia um jovem chamado Mogo, que ganhava o seu sustento quebrando pedras. Embora são e forte, o rapaz não estava contente com o seu destino, e queixava-se noite e dia. Tanto blasfemou contra Deus que seu anjo da guarda terminou aparecendo. 
- Você tem saúde, e uma vida pela frente – disse o anjo – Todos os jovens começam a vida como você, porque vive reclamando? 
- Deus foi injusto comigo, e não me deu oportunidade de crescer, respondeu Mogo. 
Preocupado o anjo foi à presença do Senhor, pedindo ajuda para que seu protegido não terminasse perdendo a sua alma. 
- Seja feita a tua vontade, disse o Senhor – Tudo que Mogo quiser, lhe será concedido. 
No dia seguinte, Mogo quebrava pedras quando viu passar uma carruagem levando um nobre, coberto de jóias. Passando as mãos pelo rosto suarento e sujo, Mogo disse com amargura: 
- Porque não posso eu ser nobre também? Este é o meu destino! 
- Sê-lo-às! – murmurou o anjo, com imensa alegria. 
E Mogo transformou-se no dono de um suntuoso palácio, muitas terras, cercado de servidores e cavalos. Costumava sair todos os dias com o seu impressionante cortejo, e gostava de ver seus antigos companheiros alinhados à beira do caminho olhando-o com respeito. 
Em uma dessas tardes, o calor estava insuportável, mesmo debaixo de seu guarda -sol dourado, Mogo transpirava como no tempo em que lascava pedras. Deu-se conta então de que não era tão importante assim: Acima dele havia príncipes, imperadores e ainda mais alto estava s sol, que não obedecia a ninguém – pois era o verdadeiro rei. 
- Ah anjo meu! Porque não posso ser o sol? Este deve ser o meu destino! Lamentou –se Mogo. 
- Pois sê-lo-às! – exclamou o anjo, escondendo sua tristeza diante de tanta ambição. 
E Mogo foi sol, como era seu desejo. 
Enquanto brilhava no céu, admirado com seu gigantesco poder de amadurecer as colheitas, ou queima-las a seu bel-prazer, um ponto negro começou a avançar ao seu encontro. A mancha escura foi crescendo – e Mogo reparou que era uma nuvem, estendendo-se à sua volta, e fazendo com que não mais pudesse ver a terra. 
Anjo! - Gritou Mogo – A nuvem é mais forte do que o sol! Meu destino é ser nuvem! 
Sê-lo-às! – respondeu o anjo. 
- Mogo foi se transformando em nuvem, e achou que havia realizado o seu sonho. 
- Sou poderoso! – Gritava, escurecendo o sol. 
- Sou invencível! – Trovejava, perseguindo as ondas. 
Mas na costa deserta do oceano, erguia-se uma imensa rocha de granito, tão velha como o mundo. Mogo achou que a rocha o desafiava, e desencadeou uma tempestade que o mundo então nunca vira. 
As ondas, enormes e furiosas, golpeavam a rocha, tentando arranca-la do solo e atira-la no fundo do mar. 
Mas firme e impassível, a rocha continuava no seu lugar. 
- Anjo! - Soluçava Mogo – rocha é mais forte que a nuvem! 
Meu destino é ser uma rocha! 
E Mogo transformou-se na rocha. 
- Quem poderá vencer-me agora? Perguntava a si mesmo. 
- Sou o mais poderoso do mundo! 
E assim se passaram vários séculos, até que, certa manhã, Mogo sentiu uma lancetada aguda em suas entranhas de pedra. Seguida de uma dor profunda, como se uma parte de seu corpo de granito estivesse sendo dilacerada. 
Louco de espanto gritou: 
- Anjo, alguém está querendo me matar! Ele tem mais poder que eu, eu quero ser como ele! 
- E sê-lo-às! – exclamou o anjo chorando. 
E foi assim que Mogo voltou a lascar pedras. 
Autor: Desconhecido

Boa Tarde para Você, Antonio Vicelmo do Nascimento ( por Renato Casimiro)


    Por muitos anos, na audiência diária de um jornal radiofônico, ouvir ao seu final em meio a uma vinheta a expressão “E era só...” sempre nos deixou a sensação de que o melhor, a notícia mais atualizada, o imprescindível fora dito, e se aí desligássemos o aparelho, carregaríamos para a vida a sensação de que nenhuma outra informação seria necessária para maior atualidade do que se ouvira. Quero crer que esta foi a tônica forte do rádio noticioso que cativou gerações desse Cariri por estes exatos cinquenta anos na voz do homem da notícia, Antonio Vicelmo do Nascimento, que chega a estas marcas etárias, de rádio e de existência, para nos contar em livro o que viveu intensamente, a partir de cada manhã, fazendo e lendo notícias.
    
    Estamos aguardando, Vicelmo, pois estamos ansiosos para assistir regalados esse momento impar e festivo que nos habilita para a leitura de uma revisão, mesmo abreviada, do seu exercício profissional, aquele que em parte ouvimos e assistimos em sua audiência diária, cativos ao pé do rádio. Sem dúvida alguma, nesta radiofonia noticiosa do Cariri, seu trabalho se impôs e a muitos viciou porque você o caracterizou por um estilo aparentemente estranho, de quem se libertava da tradição formal de uma leitura correta, sem chance de improvisos, certo de que cada ouvinte era o seu próprio censor. Mas, como já se disse, historicamente, e longe de nós para contrariar alguém que com tanta razão e propriedade já nos advertira de que o estilo é o homem, o modo de ser de Antonio Vicelmo se fez como mito e realidade deste rádio do Cariri e isso atravessou belas manhãs em anos quase incontáveis.
    Verdadeiramente, ao lembrar o papel que cabe a esta imprensa, até podemos falar dessa nossa região que tem exemplos de imensos valores, homens de rádio que aqui se fizeram nos microfones de simples amplificadoras e das primeiras e pioneiras emissoras de radio de nossas cidades. Podemos lembrar gente, entre serras e tabuleiros, homens de grandes recursos de voz e escrita, talentos de grande criatividade que saídos daqui foram bem mais longe, entre Ceará Rádio Clube, Jornal do Commércio, Rádio Piratininga, Rádio Nacional, BBC de Londres e inúmeras outras frequências. Você, Vicelmo, foi uma destas reservas valiosas que ficaram conosco nestes seus cinquenta anos de microfone, na autenticidade de seu estilo, ou como já se referiram, na contramão de padrões e estereótipos bem comportados que os estúdios sempre parecem reservar ao noticiarista.
    Como impressão pessoal de ouvinte de rádio, digo-lhe que ao meu sentimento em todos esses anos o seu trabalho foi muito além do tempo em que se cobrava do locutor, do noticiarista, estes critérios mais “plásticos” da performance, por voz entre volume, firmeza, pronúncia, timbre e impostação. A evolução da mídia e de outras mídias mais avassaladoras, rompendo padrões e levando a interação às raias do inimaginável, tornaram o rádio, e particularmente transferiram para os seus homens da notícia a maior parte daquilo que se espera e sejam os frutos verdadeiros do papel da notícia por prontidão, fidelidade e credibilidade.
    Ouvi noutro dia, e isso me trouxe uma grande alegria, a sua revelação de que esse seu livro que já está pronto apenas inicia esse “desembucha” do que se tem a contar, e como cada um de nós é um pequeno historiador do seu entorno, faço votos para que você ainda nos seja pródigo em suas memórias, sem limites, porque não “era só...”. No complemento desta revelação está a indicação de que em suas andanças e pesquisas você detém um inestimável acervo de milhares de cartas escritas e trocadas com o Padre Cícero, entre os textos do patriarca e as respectivas respostas de seus interlocutores, o que se reserva para o seu próximo livro, na nossa ansiedade.
     Antonio Vicelmo do Nascimento, de bem com a vida e diante do que esta mesma lida lhe reservou, na felicidade e no infortúnio, se diz feliz, amando intensamente e sendo amado por todos aqueles que têm o privilégio de ouvir-lhe em serviço ou de privar na convivência diária de sua amizade. A todos estes eu me junto afetuosamente para testemunhar-lhe uma admiração que não nasceu ao acaso, ou segundo uma idiossincrasia qualquer, destas que nem sabemos como explicar e que ganha corpo e alma pela empatia que merece respeito e crença ao sabor do bom serviço prestado.
       Ao transmitir-lhe esta mensagem que prazerosamente se associa a este momento com o qual celebramos o privilégio de tê-lo neste rádio caririense como uma legenda a ser imitada em caráter e competência, alego apenas o cumprimento simples que respeitosamente lhe é devido. Cumprimento-o, Antonio Vicelmo, por essa sua biografia viva, autêntica e respeitável, tão merecedora de uma consagração que se impõe por fazer justiça à enorme dedicação como você se deu ao Cariri que lhe viu nascer e que o guardou para a cidadania honrada que sempre exerceu.
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 11.11.2015)

O adeus de uma princesa - por Paulo Leonardo Celestino

 
     Recentemente precisei viajar para Recife a fim de resolver assuntos particulares. Ao chegar à rodoviária de Juazeiro para comprar a minha passagem eis a surpresa: não existia mais o guichê da empresa Princesa do Agreste. Fui informado que a mesma faliu, e a tradicional linha Crato-Recife ficou sob responsabilidade da Viação Cruzeiro.
   O Cariri sempre se identificou muito com a capital pernambucana. Até o final dos anos 90, era intensa a movimentação de estudantes universitários caririenses. O nosso sotaque sempre foi uma mistura entre o cearense do litoral e o pernambucano. E não é à toa a existência do tradicional bloco “Virgens do Crato”, os bonecos gigantes na Festa de Santo Antônio em Barbalha, dentre tantas influências.
      Como intermediários desta ligação cultural Cariri-Recife estavam os famosos ônibus da Princesa do Agreste. Desde o “pinga-pinga” até os ônibus-leito, as famílias caririenses atravessavam a madrugada no sertão pernambucano tanto como forma de passeio, comércio ou em busca do ensino universitário, ainda incipiente por aqui na época.
    Lembro do medo dos assaltos, do frio insuportável de um ar condicionado sem controle de temperatura, do choro da despedida de pais e filhos. Eu mesmo fiz esta maratona por diversos anos. Iniciando criança com meu saudoso avô, Aloísio Oliveira, até a minha formatura. No período universitário, apenas em alguns feriados prolongados e nas férias eu podia estar no meu amado Cariri. Em todas as vindas, ao avistar a estátua do meu padim bem de longe, com o ônibus passando pelos canaviais de Barbalha, lágrimas enchiam meus olhos.
      Mas agora tudo acabou. Afinal, na vida nada material é eterno. Permanecem as memórias!



 

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