xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 31/10/2015 | Blog do Crato
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VÍDEO - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Prefeito do Crato é escolhido um dos melhores prefeitos do Ceará pela PPE Eventos, em Fortaleza. ( 09-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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31 outubro 2015

“Dádivas” de Abidoral Jamacaru e dos seus amigos


As trombetas do tempo, não apocalípticos ainda, já antecipam os estertores deste duro, mais ainda ano bom de 2015. Precisamente hoje, último dia do antepenúltimo mês, amanheceu chovendo na terra encantada do Cariri cearense, anunciando safras prenhes de estórias e canções. Tudo previa uma manhã dadivosa.
Como vem ocorrendo ao longo deste ano, todo sábado, bem cedo, bato à porta da casa verde de duas janelas, número 247, da rua José Carvalho, centro do Crato. É a casa de Abidoral Jamacaru, bardo, trovador, menestrel, cantador, similar aos bluesmen “do sul de lá onde Washington é a capital de tudo" (Geraldo Urano dixit) e aos mariachis de um pouco mais embaixo. Para os amigos mais próximos ele é simplesmente Bida. E pra mim, desde janeiro, é também meu professor (e mestre) de violão, que me concede dádivas, mesmo que em dose homeopáticas, em forma de cifras, harmonias e canções.
Precisamente hoje fui com uma cobiça a mais: receber, de suas mãos e em primeira mão, o seu novo disco, não à toa chamado “Dádivas - amigos e canções de Abidoral Jamacaru”. Recebi-o, com uma dedicatória preciosa: “ao grande amigo e compositor Rafael. Com carinho, Abidoral”. Já bastaria ser considerado um grande amigo. Agora ser chamado de compositor, vá lá, é mais uma de suas generosidades.
Escutar o disco é um exercício prazeroso. São treze canções (número cabalístico pra quem conhece um pouco o lado esotérico de Abidoral) e um repertório que sintetiza uma longa, árdua e ardorosa carreira musical, iniciada no início dos anos 1970, nos saudosos festivais da canção do Cariri. Treze canções interpretadas por uma plêiade enorme de amigos cantadores e tocadores, de todo o Ceará, do litoral ao sertão, do Cariri a Fortaleza.
Nesses quase meio século de vida artística, Abidoral, ao mesmo tempo, pouco e muito mudou. É o mesmo cara simples, que mora ainda na mesma casa que herdou dos pais; cozinha para si e lava a própria roupa, varre a calçada diariamente e rega o pequeno jardim que cultiva nessa mesma calçada. Sobrevive, em parte, dando aula de violão, mas persegue uma busca espiritual que o transforma diariamente e inspira suas composições. Ou seja, nunca deixou de ser ele mesmo, mas nunca se contentou consigo. Ele lapida coisas sublimes e nessa jornada ele compartilha seus tesouros. E suas mais valiosas joias são suas canções.
O disco traz composições já conhecidas e algumas inéditas, em termos de gravação. As “veteranas” são “Incomensurável’, a única em que Abidoral canta, dividindo com o Ex-Perfume Azul Lúcio Ricardo; “Pra ninar o Cariri”, entoada coletivamente por Aquiles Sales, Eveline Limaverde, Fatinha Gomes, João do Crato, Pachelly Jamacaru e Samira Denoá; “Lá de dentro”, cantada por Luiz Carlos Salatiel e Samira Denoá, que carrega no vocal com tons operísticos;” “Vou no vento”, uma bela ciranda cantada por Richell Martins e Marta Aurélia; “O peixe”, engajada parceria de Abidoral com o poeta-mor Patativa do Assaré, interpretada por Amélia Coelho (do Zabumbeiros Cariris) e Orlângelo Leal (do Dona Zefinha); “Canção viagem”, que se transmutou em um vibrante reggae na interpretação da banda Liberdade & Raiz e do “peleja” Hoosevelt Ramalho; “No princípio”, com João do Crato e Mariana Andrade, e “Mais cedo, mais forte”, cedida do disco “Warakidzã”, de Geraldo Júnior. As “novatas” são “Dádiva”, gravada “em família” por Teti e seus filhos Pedro e Flávia Rogério (e mais Júlia Fiore); “A cor mais bonita”, com Edmar Gonçalves e Calé Alencar; “Nenenzinho”, nas vozes de Clarice Trummer, Bárbara Sena, Eugênio Leandro e Tarcísio Sardinha; “Cantei”, letra de Abidoral musicada pelo exímio violonista Nonato Luiz e interpretada por Marcus Caffé e Rodger Rogério, e “Estrelas riscantes”, com Aparecida Silvino e Gustavo Portela.
Não poderia deixar de registrar a participação mais do que especial de Lifanco, que junto a Eugênio Leandro, fez a direção musical. Muito menos da bela capa do disco que traz uma singela foto da casa de Abidoral (e meu endereço certo todas as manhãs de sábado) de autoria de Evandro Peixoto.
Nem precisa dizer que um disco-tributo a Abidoral, com tão talentosos participantes e tantos ricos detalhes, seja algo que deva ser celebrado alegre e efusivamente, como se fosse um presente antecipado do Natal que se aproxima.
Portanto, feliz Abidoral e próspero disco novo!

Carlos Rafael Dias
Crato, 31 de outubro de 2015

As perguntas - Por: Emerson Monteiro

Direito universal, querer saber alimenta o prazo de existir. Busca incessante de momentos calmos, a consciência da gente desfila fagueira nessa linha imaginária dos acontecimentos, que denominaram vida, e transcorre sobre o abismo dos dias nas visões e nos pensamentos. Corda estendida de uma margem à outra do firmamento infinito, nela uns se equilibram melhor, contudo buscam todos chegar do outro lado. Há, inclusive, trabalho de calcular o quanto de pensamentos acontecem durante as 24 horas do dia das criaturas humanas. São 70.000 pensamentos o resultado desse cálculo. Toda pessoa pensa a média de 70.000 pensamentos a cada dia. 

E nesse meio disforme de circuitos elétricos que representam os pensamentos ali imperam as quantas perguntas que isto representa... Questionamentos... Apreensões... Preocupações... De pensar morreu um burro, diz a sabedoria bem humorada do povo. No entanto até na filosofia já disseram (René Descartes, francês): Eu penso, logo existo. (Posso duvidar de tudo, mas há alguma coisa de que não duvido, é de que duvido. Eu penso, logo existo).

Assim, entre pensar e perguntar a distância só equivale a estender as mãos e aguardar respostas das interrogações, pois andar é trocar passos entre dúvidas e certezas, duvidar do que virá adiante, vontade que todos têm de saber o que lhes reserva o futuro. Os jogos. As artes divinatórias. 

Qual cenoura à frente dos animais de carga, isca de empreender o gosto de viver, são as perguntas que motivam as pessoas. Depois de obter vitórias, novas lutas vêm tais razões inevitáveis. Os motivos de continuar, lucros, conquistas, mimos do mundo, as noitadas festivas das comemorações, as taças levantadas, os abraços das torcidas em delírio, o prazer de prosseguir no sabor das palavras que formam a transmissão dos pensamentos. O que o dia nos reserva? Que surpresas nos esperam a todo instante nas dobras dos caminhos? Cessadas as perguntas, divisamos o porto seguro da religiosidade interior, que caracteriza a confiança nos mistérios vivos do Inconsciente coletivo, fruto da esperança e da fé das populações diante do Ser mais que perfeito...  

Governo do Estado do Ceará concluiu,em Crato, a construção da vila da Música

(Fonte: Secretaria das Cidades do Ceará)

A Secretaria das Cidades concluiu a construção da Vila da Música no município do Crato. Com uma área de 2.713,38m², a escola é composta por auditório, biblioteca, salas de aula para grupo e individuais, estúdio, setor administrativo, refeitório, cozinha, despensa, vestiários banheiros, laboratório de informática, quadra poliesportiva, estacionamento, pátio, além da oficina luthieria, utilizada para conserto de instrumentos. A obra recebeu investimento da ordem de R$ 3.179.731,52, por meio do Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (Bird).
A Vila da Música é uma escola de formação musical que tem o objetivo de proporcionar o desenvolvimento sociocultural e educacional dos estudantes e do público em geral. Além disso, abrigará a Sociedade Lírica do Belmonte (Solibel), entidade que ensina música clássica e popular para filhos de agricultores criada por Monsenhor Ágio Augusto Moreira.
Localizada no bairro Belmonte, próxima a Avenida José Horácio Pequeno,a Vila da Música tem a finalidade de ser um núcleo musical lúdico com espaços acusticamente adequados. Os beneficiados receberão aulas de instrumentos, como violino, violão, violoncelo, harpa, saxofone, oboé, flauta transversa, contrabaixo, trompete, dentre outros.             

Prezado Senhor Prefeito –– por Pedro Esmeraldo


Sempre tivemos ideia de que o senhor seria um cidadão de brilho, correto nas ações, possuidor de disponibilidade para enfrentar o combate e que faz o uso da palavra, superando os obstáculos com precisão.
Que não se afastaria das linhas que representam a desigualdade permanente que há entre as duas cidades deixando o Crato completamente derrubado e na permanência desse mal estar profundo.
Nesses últimos dias acompanhamos a falta de sequências dos intelectuais interessados em desenvolver seus méritos, na prática do bom trabalho, o que seria feitocom humildade e brilhantismo.
só assim se evitaria conversas desconexas e dissolventes, circulantes Praça Siqueira Campos. Afaste o Crato das urdiduras e da maledicência, e do cochicho com mau augúrio.
O Senhor se distanciou dos trópicos das lides igualitárias, promovidos por políticos honestos que podiam evitar a negritude da desigualdade. Tudo isto foi provocado por palavras sem nexos e destoantes da qual é proprietária as massas confusas que marcham para o desespero que venham assolar este município.
Com certeza, o Senhor caiu numa armadilha perigosa em não saber escolher seus amigos prediletos. Portanto obrigou alojar-se na armadilha e não pode se retirar do mar do desespero. Caiu em um terremoto perigoso, ficou na proximidade do espaço vazio, e não teve habilidade para inclinar no mérito e enfrentar em tempo hábil a execução de medidas certas, na hora certa. Permanece a prática da imperfeição e não complementa com habilidade o seu trabalho de gestor digno e merecido. Tombou na confusão política que assola a cidade, e, por sua vez, vive marginalizado, quase sozinho, sem possibilidade de conquistar os planos de uma gestão favorável ao crescimento do município (não temos prestígio junto às autoridades de Fortaleza). Elas só vêm aqui buscar votos e depois desprezam a cidade, fugindo deste torrão como o diabo foge da cruz.
Aproxima-se de pessoas, algumas intrigantes e ineficazes. Por isso, sempre afirmamos: felizmente há deles que merecem respaldo, mas isso é constituído por poucas pessoas que por seus trabalhos de categoria ínfima, não têm influência agigantada para se sobressair nos planos ativos e eficazes.
Alguns tupiniquins vivem da bajulação permanente em plenário vazio, metidos em fatiota, e, às vezes caem no descrédito e vivem à toa, atrapalhando o bom andamento de sua administração. Deve-se acostumar a conduzir o barco em possibilidade de avançar e integrar a cidade na confiança do porvir e na luta que há de existir.  Lembre-se Senhor prefeito que o Crato precisa melhorar o mercado de venda a varejo, e elevar-se na obrigação de melhorar os três mercados com espaço favorecidos no desenvolvimento citadino e na expansão comercial do Crato.
             

Em VEJA desta semana -- Lula: o mito e as verdades – Por: Daniel Pereira e Rodrigo Rangel

As investigações da Polícia Federal e do Ministério Público sobre casos de corrupção atingem filhos, parentes, amigos, amigos íntimos, amigas íntimas e ex-assessores do ex-presidente

Oito anos na Presidência da República fizeram de Lula um mito. Ele escapou ileso do escândalo do mensalão, bateu recorde de popularidade, consolidou o Brasil como um país de classe média e elegeu uma quase desconhecida como sua sucessora. Os opositores reconheciam e temiam seu poder de arregimentação das massas. O líder messiânico, o novo pai dos pobres, o protagonista do primeiro governo popular da história do Brasil encontra-se atualmente soterrado por uma montanha de fatos pesados o bastante para fazer vergar qualquer biografia - até mesmo a de Lula. Investigações sobre corrupção feitas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público vão consistentemente chegando mais perto de Lula. Ele próprio é foco direto de uma dessas apurações. Do seu círculo familiar mais íntimo ao time vasto de correligionários, doadores de campanha e amigos, o sistema Lula é formado predominantemente por suspeitos, presos e sentenciados. Todos acusados de receber vantagens indevidas de esquemas bilionários de corrupção oficial.
O mito está emparedado em verdades. Lula teme ser preso, vê perigo e conspiradores em toda parte, até no Palácio do Planalto. Chegou recentemente ao ex¬-presidente um raciocínio político dividido em duas partes. A primeira dá conta de que sua derrocada pessoal aplacaria a opinião pública, esse monstro obstinado, movido por excitação, fraqueza, preconceito, intuição, notícias e redes sociais. A segunda parte é consequência da primeira. Com a opinião pública satisfeita depois da punição a Lula, haveria espaço para a criação de um ambiente mais propício para Dilma Rousseff cumprir seu mandato até o fim. Nada de novo. A política é feita desse material dúctil inadequado para moldar alianças inquebrantáveis e fidelidades eternas.
Os sinais negativos para Lula estão por toda parte. Uma pesquisa do Ibope a ser divulgada nesta semana mostrará que a maioria da população brasileira condena a influência de Lula sobre Dilma. Some-se a isso o contingente dos brasileiros que até comemorariam a prisão dele, e o quadro fica francamente hostil ao ex-presidente. O nome de Lula e os de mais de uma dezena de pessoas próximas a ele são cada vez mais frequentes em enredos de tráfico de influência, desvios de verbas públicas e recebimento de propina. Delator do petrolão, o doleiro Alberto Youssef disse que Lula e Dilma sabiam da existência do maior esquema de corrupção da história do país. Dono da construtora UTC, o empresário Ricardo Pessoa declarou às autoridades que doou dinheiro surrupiado da Petrobras à campanha de Lula à reeleição, em 2006. O lobista Fernando Baiano afirmou que repassou 2 milhões de reais do petrolão ao pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula e tutor dos negócios dos filhos do petista. Baiano contou aos procuradores que, segundo Bumlai, a propina era para uma nora do ex-presidente. A relação de nomes é conhecida, extensa e plural - dela faz parte até uma amiga íntima de Lula. A novidade agora é que a lista foi reforçada por um novo personagem. Não um personagem qualquer, mas Luís Cláudio da Silva, um dos filhos do ex-presidente. O cerco está se fechando.
(Mais informações na VEJA desta semana)

Crato celebra neste sábado centenário da ordenação episcopal de Dom Quintino – por Armando Lopes Rafael (*)

   Com a celebração de uma missa, às 17:00 h, na Catedral de Nossa Senhora da Penha –presidida por Dom Fernando Panico – seguida do lançamento de um livro sobre o Colégio Santa Teresa, às 19:00 h. – na Quadra Esportiva daquele educandário – a cidade de Crato lembra hoje o centenário da ordenação episcopal do seu primeiro bispo, Dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva. Este foi pároco da Sé por quinze anos (1900–1915) e Bispo da nossa diocese por 14 anos (1916–1929).
   Como primeiro bispo do Crato, além de priorizar as atividades espirituais, Dom Quintino foi o homem das grandes realizações que modificaram o cenário social e econômico do sul do Ceará. Organizou, em primeiro lugar, a Cúria Diocesana, deixando-a apta a um bom funcionamento. Já no dia 1º de abril de 1916, reabriu o antigo Ginásio São José, agora com o nome de Ginásio Diocesano, destinado à educação da juventude masculina. Criou, em 1921, a primeira instituição de crédito do Sul do Ceará, o Banco do Cariri, que prestou grandes benefícios ao comércio e à lavoura da região, da qual ele foi o primeiro presidente.
   Fundou, em 1922, o Seminário Episcopal do Crato, o qual tomou o lugar da sucursal criada por Dom Luiz Antônio dos Santos, em 1875, destinado à formação do clero. Criando o Seminário de Crato, Dom Quintino tornou-se o pioneiro do ensino superior, no interior do Ceará.
Quem é quem
Quem via Dom Quintino vestido com sua indumentária de bispo – batina preta com faixa roxa à cintura, casas dos botões na mesma cor; cruz peitoral e anel, ambos de ouro – não podia imaginar que por dentro daquela imponência habitava uma pessoa pobre e de hábitos simples. Ele assim se vestia para cumprir as orientações da Igreja, àquela época. Na verdade, Dom Quintino nunca aspirou a ser bispo (chegou a rejeitar a nomeação para a Diocese de Teresina), mas levava a sério a altíssima dignidade desse cargo. Além do mais, sabia separar a função episcopal da sua pessoa. Tinha ciência de que a cruz peitoral e o anel episcopal não eram dele, enquanto pessoal, individual, e sim representavam símbolos da sacralidade da hierarquia, na Igreja Católica, da qual ele era um lídimo representante.
Todos os que escreveram sobre o primeiro bispo de Crato são unânimes em reconhecer em Dom Quintino uma pessoa desapegada dos bens materiais. Durante quatorze anos, nos quais foi bispo, residiu numa casa alugada – pagava trinta mil réis mensais – a um rico proprietário de Crato, José Rodrigues Monteiro.
Padre Azarias Sobreira, no seu livro “O primeiro Bispo de Crato”, escreveu: “A muitos que só o conheceram superficialmente parecerá um paradoxo. Mas é fora de dúvida que Dom Quintino viveu pobre e morreu paupérrimo. Tirante os móveis de casa e as insígnias episcopais, o seu único legado foram os livros e um cavalo de estimação, que o vigário de Saboeiro, Padre José Francisco, lhe havia oferecido.
“Dinheiro? Nem quanto bastasse para as custas do seu enterro. Propriedades? Nem sequer uma casa de palha. No entanto, S.Exa. passou quinze anos regendo a melhor paróquia do Estado (à época, Crato e Juazeiro reunidos), e outros tantos anos no governo de uma diocese brasileira.
“Quando vigário de Crato, segundo teve ocasião de me dizer, mandou, diversas vezes, à casa do milionário José Rodrigues Monteiro, tomar de empréstimo o dinheiro necessário para a feira da semana (...) Vendo-o entrar na velhice sem ter feito a mais pequenina reserva pecuniária, tomei, um dia, a liberdade de aconselhá-lo a fazer seguro de vida. Deu-me a seguinte resposta o homem de Deus:
“– Eu ainda não ouvi contar que um padre de boa vida morresse de fome.
“E continuou a só pensar na sua querida diocese e nos alunos do seminário diocesano, esquecido de si mesmo e dos seus pelo sangue”.
Busto de Dom Quintino erguido na Praça da Sé em Crato
 (*) Armando Lopes Rafael, Chanceler da Diocese de Crato  é historiador. Sócio do Instituto Cultural do Cariri e Membro-Correspondente da Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris, de Salvador (BA).
             

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