xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 19/08/2015 | Blog do Crato
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19 agosto 2015

Janot deve denunciar Cunha e Collor ao STF nesta quinta por corrupção

janot


Se tribunal aceitar denúncia do procurador-geral, parlamentares viram réus.
Eles negam envolvimento com esquema de desvio de dinheiro na Petrobras.

 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve apresentar nesta quinta-feira (19) ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncias contra o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e contra o senador Fernando Collor (PTB-AL) por suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato.

A intenção era oficializar a denúncia de Cunha nesta quarta (18), mas, devido a um problema burocrático, a apresentação do documento ao Supremo ficou para esta quinta.

Na denúncia, o procurador-geral deverá pedir a condenação dos parlamentares por supostos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a Procuradoria, o deputado recebeu US$ 5 milhões em propina para viabilizar a contratação de dois navios-sonda para a Petrobras. Ele nega ter recebido o dinheiro.

De acordo com o Ministério Público Federal, Collor é suspeito de ter recebido, entre 2010 e 2014, R$ 26 milhões em propina para favorecer empresas em contratos firmados pela BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras na área de combustível. O senador nega ser beneficiário de propina.

 

Se o STF aceitar as denúncias, os parlamentares responderão a ações penais no Supremo – devido ao foro privilegiado decorrente da condição de parlamentar, não podem ser processados em outra instância da Justiça.

O presidente da Câmara é acusado de ter usado requerimentos apresentados à Comissão de Fiscalização e Controle pela ex-deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), aliada de Cunha, para pressionar pelo pagamento de propina.

Os requerimentos pediam ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério de Minas e Energia informações sobre o ex-consultor Júlio Camargo, intermediário no repasse da propina e que fez acordo de delação premiada com o Ministério Público; sobre a Samsung, fornecedora dos navios-sonda; e sobre o grupo Mitsui, envolvido nas negociações de um dos contratos.

Cunha nega ter pedido à deputada que apresentasse os requerimentos. A Polícia Federal chegou a fazer uma diligência na Câmara para averiguar em registros do sistema de informática as circunstâncias da apresentação dos requerimentos.

De acordo com investigações da PGR, foram feitas dezenas de operações financeiras para lavagem do dinheiro de propina supostamente entregue a Eduardo Cunha, entre as quais remessas de dinheiro para o exterior, entrega de dinheiro em espécie e transferências para uma igreja vinculada a Cunha.

Cunha nega as acusações
Eduardo Cunha sempre negou ser o autor dos requerimentos de Solange Almeida e disse que jamais recebeu propina no esquema da Petrobras.

Eu não farei afastamento de nenhuma natureza. Vou continuar exatamente no exercício pelo qual eu fui eleito pela maioria da Casa. Absolutamente tranquilo e sereno com relação a isso."

Deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara

Nos primeiros depoimentos à Justiça, Julio Camargo não mencionou o nome do deputado. Posteriormente, mudou a versão e passou a incriminar Cunha. Segundo a defesa de Camargo, ele não falou antes sobre o envolvimento do presidente da Câmara por “receio” de sofrer retaliação.

Eduardo Cunha afirma que o procurador-geral da República atuou em conjunto com o Executivo para convencer Júlio Camargo a “mentir” e incriminá-lo. Depois que Julio Camargo acusou Cunha, o deputado anunciou rompimento com o governo e disse que passaria a atuar como oposição.

Na noite desta quarta-feira, Eduardo Cunha afirmou que, mesmo denunciado, não se afastará da presidência da Câmara.

“Eu não farei afastamento de nenhuma natureza. Vou continuar exatamente no exercício pelo qual eu fui eleito pela maioria da Casa. Absolutamente tranquilo e sereno com relação a isso”, disse.

Afastamento
Cerca de dez parlamentares de diferentes partidos, entre os quais PSOL, PSB e PT, se reuniram após a divulgação das primeiras informações sobre a apresentação da denúncia contra Cunha para avaliar pedido de afastamento do peemedebista da presidência da Câmara.

A intenção é formular uma solicitação para que Cunha renuncie e, depois, analisar o teor da denúncia para ingressar com um requerimento por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética. As duas providências só serão tomadas depois que Janot entregar ao STF o pedido de abertura de ação penal contra o presidente da Câmara.

O encontro entre os deputados para debater as medidas  ocorreu no gabinete da liderança do PSOL. Segundo o líder do partido, deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), um requerimento no Conselho de Ética precisa ser muito bem fundamentado, porque, segundo ele, o colegiado tem uma postura “corporativista”.

“Ele deve se afastar para que tudo seja elucidado e não haja nenhuma suspensão do uso da função para se proteger. E, diante do comportamento do Conselho de Ética, a  gente vai esperar a denúncia para tomar as posições necessárias”, declarou.

O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), aliado de Eduardo Cunha, disse acreditar que a denúncia não é motivo suficiente para um afastamento dele do comando da Câmara.

Picciani defendeu que não haja uma condenação antecipada e disse que a “presunção de inocência" serve para qualquer cidadão, inclusive o presidente da Casa.

“Num Estado de Direito, qualquer cidadão pode vir a ser réu. O que precisa é concluir o julgamento. Apenas a condenação pode delimitar isso. Qualquer coisa diferente disso é uma antecipação de condenação, de suposições que não condizem com o Estado de Direito, seja para o presidente da Câmara quanto para qualquer cidadão”, afirmou.

 

Collor também nega
Desde que foi mencionado nas investigações, Collor sempre negou as acusações e disse estranhar a inclusão de seu nome na lista de políticos supostamente envolvidos no esquema.

Em diversas ocasiões, o senador subiu à tribuna do Senado para criticar a atuação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Collor chegou a usar um palavrão para xingarJanot em um desses discursos.

Nas investigações, Collor era suspeito de ter recebido, entre 2010 e 2014, R$ 26 milhões em propina para favorecer empresas em contratos firmados pela BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras na área de combustível.

Delatores da Lava Jato afirmaram que Collor recebeu parte da propina em dinheiro vivo e em mãos. Emissários do doleiro Alberto Youssef disseram que chegaram a pagar faturas do cartão de crédito do senador.

Em julho, a Polícia Federal apreendeu três veículos de luxo na casa de Collor em Brasília: uma Ferrari, um Porsche e uma Lamborghini. Segundo as investigações, os veículos foram comprados com dinheiro de propina supostamente recebida no esquema – o senador nega.

Collor acusou o procurador-geral Rodrigo Janot de de ter orquestrado as investigações para vinculá-lo ao esquema de corrupção que atuava na Petrobras. Disse também que a apreensão de seus veículos foi "espetaculosa" e midiática".

Do G1, com informações do JN

Estado Islâmico decapita ex-chefe de antiguidades de Palmira

louaiO grupo Estado Islâmico decapitou o ex-diretor de antiguidades da cidade síria de Palmira, que esteve à frente destas famosas ruínas por quatro décadas.

Khaled al-Asaad, de 82 anos e chefe de antiguidades de Palmira de 1963 a 2003, foi executado pelos jihadistas na tarde de terça-feira na famosa cidade antiga da província de Homs (centro), indicou à AFP o diretor de antiguidades e museus da Síria, Maamun Abdelkarim.

A Unesco, a França e os Estados Unidos denunciaram este assassinato "brutal" cometido por "bárbaros".

Os simpatizantes do grupo jihadista fizeram circular pela internet fotografias de um corpo atado a um poste em Palmira, identificando-o com um cartaz como o do ex-funcionário Khaled al-Asaad. Ao lado era possível ver uma cabeça cortada.

"O Daesh (acrônimo em árabe do Estado Islâmico) executou um dos especialistas em antiguidades mais importantes da Síria", disse Abdelkarim.

"Falava e lia o palmirio, e quando a polícia nos entregava estátuas roubadas, nos dirigíamos a ele para que determinasse se eram verdadeiras ou falsas", explicou Abdelkarim.

Reações de repulsa

No cartaz colocado no cadáver de Al-Asaad, os jihadistas o acusam de ser um partidário do regime sírio, por tê-lo representado em conferências no exterior junto com infiéis e de ser o diretor dos ídolos de Palmira.

Al-Asaad foi assassinado "em uma praça pública de Palmira, diante de dezenas de pessoas", disse o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), com sede na Grã-Bretanha.

Os jihadistas tomaram a cidade velha de Palmira, inscrita no Patrimônio Mundial da Unesco por suas famosas ruínas, em 21 de maio.

A versão extrema do Islã promovida pelo grupo EI proíbe formalmente a visita a estes sítios arqueológicos ou históricos, e considera as estátuas de figuras humanas ou animais como idolatria.

O Departamento de Estado americano "condenou nos termos mais firmes (...) um assassinato espantoso", cometido por "assassinos bárbaros". Seu porta-voz, John Kirby, afirmou que as tentativas (do EI) de apagar a rica história da Síria estão destinadas ao fracasso".

Já a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, se manifestou "indignada" pelo "assassinato brutal" de Assad.

"Mataram-no porque não podia trair seu compromisso profundo com Palmira", disse, em um comunicado.

O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, também condenou este "bárbaro assassinato" do arqueólogo, "um homem sábio", que trabalhou junto com "várias missões arqueológicas francesas".

Temor por tesouros arqueológicos

Khaled al-Asaad foi interrogado durante um mês junto ao seu filho Walid, atual diretor de antiguidades da cidade, para que revelassem o local onde uma suposta quantidade de ouro estava escondida.

No entanto, disse Abdelkarim, "não há ouro em Palmira".

Seu filho, Walid, foi libertado porque sofre de uma doença crônica nas costas.

"Trata-se de uma família notável, já que seu outro filho, Mohammad, e seu genro Khalil participaram ativamente do salvamento de 400 peças antigas no momento em que os jihadistas conquistaram a cidade", acrescentou Abdelkarim.

"Suplicamos a Khaled que abandonasse a cidade, mas se negou", disse Abdelkarim.

"Sou de Palmira e ficarei aqui até me matarem", dizia Al-Asaad, segundo Abdelkarim.

Desde a conquista de Palmira, a comunidade internacional teme que o grupo Estado Islâmico destrua os muitos tesouros arqueológicos desta cidade antiga.

O EI, um grupo ultrarradical sunita, já destruiu sítios de grande valor histórico no Iraque.

Palmira, um oásis no deserto da Síria, a nordeste de Damasco, contém as ruínas monumentais de uma grande cidade que foi um dos centros culturais mais importantes do mundo antigo.

Nos séculos I e II, Palmira juntou as técnicas greco-romanas com as tradições locais, enriquecidas pela influência persa.

AFP

Estudo revela que amigos combatem depressão

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Relacionar-se com alguém em estado depressivo não traz risco de desenvolver depressão. (Thinkstock)Os adolescentes não correm o risco de desenvolver depressão ao se relacionar com amigos deprimidos, e podem ajudá-los a se sentir melhor, revelam pesquisadores britânicos em um estudo publicado nesta quarta-feira.

"Ter uma boa rede social pode ser uma forma de combater a depressão", assinala Thomas House, um dos autores do estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society B.

Os pesquisadores empregaram um modelo matemático para verificar se o estado de ânimo de cerca de 2 mil adolescentes americanos poderia ser contagioso.

O estudo não encontrou sinais de contágio e revelou, por outro lado, que a presença de amigos equilibrados pode reduzir a probabilidade de se desenvolver depressão e duplicar as chances de cura do deprimido no prazo de seis a doze meses.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 350 milhões de pessoas no planeta sofrem de depressão.

"Na sociedade, quando alentamos a amizade entre os adolescentes aumentamos as possibilidades de ter mais amigos equilibrados e um efeito protetor", destaca House.

"Isto permite reduzir a preponderância da depressão", por meio de um método "barato e de baixo risco".

Os cientistas afirmam ainda que conseguiram demonstrar que o efeito benéfico não está relacionado com a propensão natural da pessoa de fazer amizade com alguém parecido.

Se os adolescentes deprimidos bebem muito, como seus amigos, devemos culpar a bebida e não os amigos.

AFP


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