xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 09/07/2015 | Blog do Crato
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09 julho 2015

A Janela Fabiana. Ou: A pedra na vidraça do PSDB


ESCRITO POR DAVID AMATO | 08 JULHO 2015 
ARTIGOS - MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO


Estará você destinado a ser triturado no contínuo ciclo da falsa polarização?

Tido como um partido de direita pela massa desinformada - e apresentado como tal pelos desinformantes -, o PSDB, Partido da Social Democracia Brasileira, carrega consigo uma das mais brilhantes estratégias de articulação de dois socialismos: a Estratégia das Tesouras.
Assim chamada por Stalin, a estratégia consiste em deixar uma das lâminas da tesoura a cargo dos revolucionários marxistas, enquanto outra fica a cargo dos socialistas fabianos. Desse modo, apesar de estarem em posições físicas opostas, ambas cortam no mesmo sentido, garantindo uma falsa polarização na qual os fabianos ocupam estrategicamente o lugar da direita.

Por falar em polarização, o general prussiano Carl von Clausewitz já ensinava em seu tratado sobre arte militar, chamado Da Guerra, que "ao pensar que os interesses dos dois comandantes são igualmente opostos um ao outro, estamos admitindo a existência de uma verdadeira polaridade. O princípio da polaridade só é válido em relação a um e ao mesmo propósito, no qual os interesses ofensivos e defensivos ANULEM-SE totalmente. Numa batalha, cada lado visa a vitória”.

Perspicaz, Clausewitz arremata: “este é um exemplo de uma verdadeira polaridade, uma vez que a vitória de um lado exclui a vitória do outro. Quando, entretanto, estivermos lidando com duas coisas diferentes, que tenham uma relação comum externa a elas, a polaridade não estará nas coisas, mas sim na relação existente entre elas. ”

E qual é a relação existente entre marxistas e fabianos? O próprio Fernando Henrique Cardoso responde, em matéria republicada na Folha, em 2005:

“O que separa PT e PSDB não é nenhuma diferença ideológica ou programática, mas pura e simplesmente a disputa pelo poder.”

Mas o que é exatamente o socialismo fabiano?

O socialismo fabiano é derivado da Sociedade Fabiana, uma organização socialista britânica criada em 1884 pelo casal Beatrice e Sidney Webb e outros colaboradores, cuja proposta era a de implantar o socialismo de maneira gradual e reformista, fazendo um contraponto com a ala marxista, esta menos sofisticada e muitíssimo mais apressada.

O modelo fabiano é de especial interesse às verdadeiras elites, uma vez que, para aqueles que já estão no topo, o tempo não é necessariamente um problema, já que a continuidade histórica de seus clãs familiares se dará através da perpetuação por ordem dinástica. Não é à toa que, para a elite dominante e da militância ruminante, a destruição da família dos outros é sempre um bom negócio.

Mas vamos ao que interessa, afinal, a imagem deve estar lhe causando certa curiosidade. Trata-se de um vitral projetado por George Bernad Shaw e cujo nome é A Janela Fabiana. A peça foi retirada da casa de Beatrice Webb, em Surrey, Inglaterra, e hoje encontra-se na London School of Economics and Political Science, fundada em 1895 por membros da Sociedade Fabiana.

Logo no topo do vitral é possível ler a última linha de um trecho tecido pelo matemático, astrônomo, filósofo e poeta persa Omar Khayyám:

“Dear love, couldst thou and I with fate conspire
To grasp this sorry scheme of things entire,
Would we not shatter it to bits, and then
Remould it nearer to the heart's desire! ”

Uma tradução mais apropriada ao tema seria:

“Querido amor, não poderíamos eu e você
Conspirar com o destino para afastar completamente
Este lamentável esquema das coisas?
Não o despedaçaríamos por completo,
Apenas o remodelaríamos ao nosso gosto! ”

Abaixo da linha de Omar, no canto direito, podemos ver Sidney Webb e Bernard Shaw manipulando um globo incandescente, recém-saído da fornalha alimentada por Edward R. Pease. O globo é a Terra sendo martelada sobre uma bigorna, ou seja, a construção de um novo mundo, remodelado ao gosto da Sociedade Fabiana. Um escudo que sobrepõe a fornalha diz “pray devoutly, hammer stoutly” (ore devotadamente, martele fortemente), o que indica ação contínua na busca pelo objetivo.

Acima da Terra, uma das imagens mais emblemáticas e que ilustra o caráter subversivo dos fabianos: um brasão com um lobo em pele de cordeiro. Na porção inferior da janela, ao lado esquerdo, podemos ver o historiador, filósofo e novelista britânico H. G. Wells, que depois de deixar a sociedade Fabiana, a denunciou como sendo maquiavélica. Wells aparece consternado ao ver a burguesia ajoelhada parente uma pilha de livros que advogam as teorias socialistas.

Se depois de tudo isso ainda não ficou clara a promíscua relação entre PT e PSDB e o motivo pelo qual o lobo em pele de cordeiro jamais representou verdadeira oposição, você estará fatidicamente destinado a ser triturado no contínuo ciclo da falsa polarização. Pior: invariavelmente, tomará partido de algum deles, enquanto ambos, juntamente com suas linhas auxiliares, riem da sua cara.

A essa altura do campeonato, a situação é cristalina: enquanto o PSDB atende aos anseios do Diálogo Interamericano, o PT desgoverna em prol do Foro de São Paulo, sucursal arquitetada pelo próprio Diálogo, que decidiu terceirizar a revolução na América Latina.

A propósito: além do lobo em pele de cordeiro, outro símbolo utilizado pelos fabianos é o de uma tartaruga raivosa, que carrega os seguintes dizeres: “quando eu bato, eu bato forte”. Portanto, caro leitor, antes de mais nada, prepare-se intelectualmente, de modo a engrossar um novo caldo cultural e então revidar. Duas vezes mais forte, é claro.

Averiguações - Por:Emerson Monteiro

A quem gosta de escrever é de valor inestimável os instantes que antecedem o texto, quando nem sabe o que existirá logo adiante aos olhos do pensamento, os frutos dessa árvore ainda por nascer da percepção dos sentidos. No firmamento das palavras as ideais crescem feitas nuvens que irão produzir no tempo a carga das vagas de significados e sentimentos que virão às mãos dos que oferecem atenção às palavras ditas. Considerar o desejo imediato que toca a alma por vezes no afã de transformar os céus e terras das mentalidades, ânsia dessa virtude essencial do conhecimento em forma de criação. Saber que a gente não lê, a gente se lê; o texto só oferece o espelho de ver a nós mesmos. Assim, quem escreve elabora espelhos aonde semelhantes pessoas irão visualizar outras dimensões que já existem do lado de dentro das criaturas, na busca ativa de respostas aos mistérios universais da consciência.

Nisso, temas mudam de canto ao infinito, repetições da santa brincadeira da fala em movimento: O Estado leviatã, Estragos da mágoa na saúde das pessoas, Aventuras irresponsáveis dos poderosos, Egoísmo corrosivo, A mãe de todas as guerras, por exemplo. Títulos e motivos que lembram cordéis da época de criança, que chegavam da feira e impressionam sobretudo pela possibilidade imensa de viajar por mares imagináveis e avançar a si próprio, no auge da solidão infantil. Os sete pares de França, A chegada de Lampião no Inferno, O romance do pavão misterioso, História de Mariquinha e Zé de Souza Leão, A triste partida, A história da donzela da pedra fina, e outros mais.

Quais janelões que desvendam a noite das possibilidades adormecidas, os textos ganham vida no coração de quem lê. E nas bandas daqui, quem produz apenas desempenha o compromisso artesanal da fala, na intenção de transmitir paz, indicar lugares aonde luz possa chegar e mostrar as visões benfazejas lá do íntimo da condição humana dos buscadores de bem viver, de momentos de tranquilidade que o dia oferece no silêncio; varrer da presença os ciscos de apreensões e desespero, edificar os monumentos que habitam sonhos de esperança e muita fé.


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