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21 abril 2015

OMS contabiliza 944 mortos e mais de 3 mil feridos no Iêmen em um mês

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O conflito no Iêmen já matou 944 pessoas e deixou 3.487 feridos desde o dia 19 de março, segundo novo balanço divulgado hoje (21) pela Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a OMS, os dados são do dia 17 de abril.

O balanço foi elaborado a partir de dados fornecidos por estabelecimentos de saúde no país. Para a OMS, o número real de vítimas do conflito é provavelmente superior, já que muitas não recorrem aos hospitais para tratamento. O balanço não distingue civis e membros das forças em conflito.

Uma coligação militar de países árabes sunitas liderada pela Arábia Saudita lançou no fim de março uma ofensiva aérea contra milícias xiitas huthis do Iêmen que, em fevereiro, tomaram a capital, Sanaa.

A falta de segurança no país levou a Organização Internacional das Migrações (OIM) a anunciar hoje a suspensão temporária da retirada de estrangeiros do Iêmen.

A organização informou que, desde o início da operação de retirada de estrangeiros, no dia 12 de abril, mais de 400 pessoas foram enviadas a Cartum, no Sudão.

De acordo com o porta-voz Joel Millman, ainda há no Iêmen cerca de 16 mil estrangeiros que desejam sair do país.

Da Agência Lusa|Agência Brasil

Brasil lidera o ranking de assassinato de ambientalistas em 2014

indiosO relatório "How Many More?" da organização britânica Global Witness publicado nesta segunda-feira afirma que o Brasil é o país com maior número de ativistas do meio ambiente assassinado, com 29 homicídios registrados em 2014.

De um modo geral, a América Latina lidera o ranking de periculosidade para a atuação de ambientalistas, com 87 homicídios. Além do Brasil, a Colômbia ocupa o segundo lugar, com 25 mortos, e Honduras o quarto, com 12 assassinatos. Em terceiro lugar estão as Filipinas, com 15 mortes.

A Global Witness também aponta Honduras como o pior país onde se defender a natureza, levando em conta o número de crimes per cápita.

No total, 116 pessoas morreram em todo o mundo por lutar contra projetos que ameaçam a preservação da Terra, 20% a mais que em 2013.

O registro de assassinatos de ativistas na África, Oriente Médio, Ásia central e China é incompleto devido ao limitado acesso que as ONGs têm e à falta de meios de comunicação independentes em muitas destas regiões, segundo o informe.

O estudo destaca que 47 das vítimas fatais (40%) foram de indígenas e enfatiza que os homicídios estão relacionados com projetos de mineração, agrícolas e hidroelétricos.

O relatório conta o caso do líder comunitário Raimundo Rodrigues da Silva que, em 21 de fevereiro de 2014, levou vários disparos no Maranhão e, quando estava no hospital, moribundo, dois homens tentaram entrar no quarto para matá-lo. Raimundo, que acabou sucumbindo aos ferimentos, liderava uma campanha para conseguir a propriedade da terra de sua comunidade.

"O ataque sistemático contra os ativistas também foi acompanhado de protestos violentos, limite das liberdades civis e leis que enfraquecem a proteção do meio ambiente", destaca o documento.

"Alguns governos estão usando leis contra o terrorismo para atacar os ativistas e acusá-los de inimigos do Estado", afirma ainda.

"Os ambientalistas são assassinados com um disparo na cabeça em plena luz do dia, sequestrados, ameaçados ou até tratados como terroristas por se oporem ao chamado desenvolvimento", denuncia Billy Kyte, analista da Global Witness, ao comentar o caso de Honduras.

"Os verdadeiros autores desses crimes, que têm como pano de fundo uma poderosa conexão de interesses estatais e empresariais, estão conseguindo escapar sem serem castigados. É urgente tomar ações para proteger os cidadãos e levar os culpados ante a justiça", acrescenta Kyte.

Diante do aumento do número de ativistas morto pela defesa de sua terra e o meio ambiente frente a grandes corporações ou interesses estatais, é fundamental, segundo o documento, que os governos assegurem que todos os projetos envolvendo construções, transposições e outros tipos de obras garantam às comunidades locais o consentimento verdadeiramente livre, prévio e informado.

Os governos devem garantir, além disso, a proteção dos ambientalistas e processar os autores desse tipo de assassinato, conclui o documento.

AFP


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