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15 março 2015

Mais de 1 milhão de pessoas protestam contra Dilma pelo país



Vestidos com as cores da bandeira brasileira, os manifestantes foram às ruas reclamar principalmente da corrupção

O ato na capital paulista era o maior de uma série de manifestações no Brasil

Cerca de um milhão de pessoas protestavam na cidade de São Paulo neste domingo contra o governo da presidente Dilma Rousseff e a corrupção, em meio à fraqueza da economia e inflação elevada. O ato na capital paulista era o maior de uma série de manifestações populares em diversas cidades do Brasil, reunindo mais centenas de milhares de pessoas. Os protestos têm mantido um caráter pacífico, ao contrário dos ocorridos em junho de 2013, ocasião em que foram registrados vandalismo e confrontos entre policiais e manifestantes. Apesar disso, a polícia deteve alguns homens nos arredores da Avenida Paulista, em São Paulo, que estariam carregando fogos de artifício e bombas caseiras, de acordo com imagens de TV.

“O povo está se sentindo traído", disse na capital paulista o publicitário Diogo Ortiz, de 32 anos, referindo-se à Petrobras como “vergonha nacional e internacional”.
“Eu quero impeachment (de Dilma) mesmo”, acrescentou, mesmo admitindo que as chances são pequenas e que este domingo pode se tornar um evento isolado sem resultados efetivos.

Vestidos com as cores da bandeira brasileira, os manifestantes foram às ruas reclamar principalmente da corrupção, em meio ao escândalo bilionário na Petrobras investigado pela operação Lava Jato, e problemas econômicos enfrentados pelo Brasil. Sempre que questionada sobre as manifestações populares, como o panelaço em várias capitais durante seu pronunciamento na TV no domingo passado, Dilma tem repetido que fazem parte da democracia. Em mensagem publicada no Facebook na tarde do sábado, Dilma disse valorizar o fato de que as pessoas podem se manifestar livremente. “Sou a favor da democracia. Espero que amanhã (domingo), o Brasil prove a sua maturidade democrática”, disse a presidente. As manifestações deste domingo foram convocadas pelas redes sociais. A maioria dos grupos organizadores defende o impeachment da presidente, usando como argumentos uma suposta corrupção no governo do PT, o escândalo da Petrobras e os altos custos com impostos e tarifas, entre outras reclamações.

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), que foi derrotado por Dilma nas eleições presidenciais de outubro passado, disse no Facebook que “esse 15 de março vai ficar lembrado para sempre como o Dia da Democracia".
"O dia em que os brasileiros se vestiram de verde e amarelo e foram para as ruas se reencontrar com as suas virtudes, com os seus valores, e também com os seus sonhos", escreveu Aécio, que decidiu não ir para as ruas neste domingo.
Em 2013, no dia de maior mobilização nas manifestações um pouco antes da Copa das Confederações, cerca de um milhão de pessoas foram às ruas de cidades do país.

Naquela ocasião, os protestos começaram contra o reajuste das tarifas de transporte público e acabaram gerando uma pauta de reivindicações bastante difusa, passando por melhoria de oferta de educação e saúde pelo governo e combate à corrupção, entre outras demandas.

Chuva em SP

A chuva que caia em alguns pontos da Avenida Paulista parecia insuficiente para dispersar as pessoas, muitas delas munidas de cartazes com dizeres contra a presidente e contra seu partido, o PT. Segundo estimativa da Polícia Militar, 1 milhão de pessoas estavam na Paulista e adjacências.
Em Brasília, cerca de 45 mil pessoas se concentraram na Esplanada dos Ministérios e em frente ao Congresso Nacional, que chegou a ter seu espelho d´água invadido por alguns manifestantes, segundo informações da PM, que mobilizou um efetivo de 1,6 mil homens neste domingo.
Na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, mais de 15 mil pessoas se aglomeraram para protestar, segundo a PM, enquanto organizadores estimaram o número de manifestantes em 30 mil.
“O brasileiro tem que se manifestar realmente e não pode se calar diante desses escândalos e roubalheira que vemos no Brasil”, disse a comerciária Márcia Santos, que vestia uma camisa verde-amarela. Muitos manifestantes no Rio carregavam faixas contra o governo e o PT. De acordo com a polícia, cerca de 25 mil pessoas participaram do protesto em Belo Horizonte; 5 mil pessoas compareceram à manifestação em Salvador; 3,5 mil pessoas protestaram no Recife, 10 mil em Fortaleza e 5 mil em Manaus, entre outras localidades.

Milhares também protestam em Porto Alegre, Curitiba e Goiânia. Cidades do interior do Estado de São Paulo, como Campinas, também reuniram milhares de manifestantes mais cedo, de acordo com a polícia. Houve manifestações de brasileiros também no exterior, em cidades como Buenos Aires, Londres e Nova York.

Ministros

Dilma pediu a alguns de seus ministros que ficassem em Brasília neste domingo para acompanhar os protestos, e deve realizar uma reunião no fim do dia para avaliar as manifestações. O protesto contra o governo acontece dois dias após sindicatos de petroleiros e movimentos sociais realizarem manifestações a favor da Petrobras e da presidente Dilma, mas em escala bastante reduzida quando comparada ao movimento deste domingo. Os organizadores dos protestos deste domingo afirmam que os movimentos não estão ligados a partidos políticos, mas legendas de oposição declararam adesão às manifestações. O próprio Aécio convocou a militância tucana para ir às ruas protestar, ressalvando, porém, que o impeachment não faz parte da agenda do partido.

Cenário complicado

O governo de Dilma enfrenta um quadro de inflação cada vez mais alta, atividade econômica fraca, piora no mercado de trabalho e turbulência política com a base governista. A esse cenário, soma-se o maior escândalo de corrupção da história do país envolvendo a Petrobras, ao qual estão ligados ex-funcionários, executivos de empreiteiras e políticos. Pesquisa do instituto Datafolha em fevereiro mostrou que a avaliação ótima/boa da presidente despencou de 42 por cento em dezembro para 23 por cento em fevereiro, enquanto aqueles que a consideram ruim/péssima passaram de 24 por cento para 44 por cento. Com as manifestações deste domingo, Dilma se junta a outros dois presidentes que enfrentaram protestos populares no período da redemocratização: Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso.

Collor acabou sofrendo o impeachment, enquanto Fernando Henrique reverteu em parte a baixa popularidade do início de seu segundo mandato, superando inclusive uma campanha com ampla participação de petistas que tinha o slogan "Fora FHC".

Incêndio

O PT confirmou, em nota, que a sede do partido em Jundiaí, São Paulo, sofreu um atentado a bomba, provavelmente tipo molotov, que causou estragos em uma sala, queimando documentos, cortinas, mesas e cadeiras. De acordo com a polícia, atearam fogo no imóvel após o fim das manifestações contra o governo federal na cidade. O presidente municipal da legenda, Arthur Augusto, disse não acreditar que tenha sido uma ação orquestrada por adversários políticos. “Lamentável este tipo de ação que espero que tenho sido de vândalos e não de adversários políticos, que durante esta semana estiveram ocupando as redes sociais de maneira oportunista. Vamos aguardar a PM e a perícia investigarem o que houve e punirem os culpados pelo ataque”, afirmou.

*com informações da Agência Brasil e Reuteurs 


Fique Por dentro ! - Por Maria Otilia

Muito  tem se falado sobre a necessidade de uma reforma política no Brasil. A partir das manifestações em 2013, este assunto    passou a ser mais discutido. Na mídia, a temática sobre Reforma Política foi bastante discutido. Mas afinal  em que consiste a reforma política que tanto almejamos ?
A Reforma Política pode ser compreendida  como  um conjunto de intervenções para a reorganização de um sistema político brasileiro. 
Haja visto que desde a Assembleia Constituinte Nacional (1987/1988), em nada foi modificado .A partir do ano de 1990, este assunto  realmente passou a ser mais discutido, sendo  destacados  os seguintes pontos.:
1.A reorganização ampla das regras do sistema político de financiamento de campanhas;
2.A criação de novas instituições capazes de aumentar a participação e os diferentes padrões de interação entre instituições representativas e participativas ;
Atualmente ainda não existe um consenso  sobre quais são as reformas necessárias para que o sistema  político brasileiro se configure numa verdadeira democracia. E alguns pontos passam a ser prioridades tais como:
. Financiamento público de campanhas;
. Lista fechada;
.Clausula de barreira;
. Proposta de um Sistema Nacional de Participação;
. Forma de eleição dos parlamentares;
.Quantidade de partidos.
Para Marcos Vinícius Furtado ( OAB), mais importante do que um plebiscito, referendo ou constituinte, é apostar em um projeto de lei de iniciativa popular, como por exemplo da Lei Ficha Limpa.  Que  sistema eleitoral propicia ao eleitor saberem quem está votando. No sistema atual, o povo vota em um e elege outro.
A sociedade como um todo, não vai mais admitir uma legislatura sema a reforma política. 
Daí ressaltamos , que   a hora é essa  independente de siglas partidárias, de paixões políticas, levar esta discussão para todos os setores da sociedade civil e organizada. 
                     
                                   Abrace você também, esta causa. REFORMA POLÍTICA JÁ !

Flagrantes de memória I - Por: Emerson Monteiro

Transcorria o ano de l958 no Nordeste. As chuvas desejadas não caíram e o campo se acinzentara ao sol intenso de uma seca jamais esquecida. Rebanhos esgotados, sem pasto, sem água, eram tangidos para outras terras, que o sertão  impropriara à vida.

Foi naquele ano que presenciei um dos quadros que aqui descritos. Descia a Rua Bárbara de Alencar, em Crato, quando, no cruzamento da Tristão Gonçalves (antiga Rua da Vala), avistei surpreso um grupo de mais ou menos 200 homens, os flagelados, agricultores famintos. Todos eles, pacíficos, traziam consigo sacos vazios enrolados da mão para o pulso, à procura de alimentos.

Qual pelotão em ordem unida, o grupo passou silencioso, rumando às bandas da Praça da Sé, direção da Prefeitura, que à época funcionava nos altos da Cadeia Pública, hoje ocupado pelo Museu de Arte Vicente Leite.

A cena me causou espanto dada a presença forte daquela gente, homens esquálidos, sinceros, evadidos da cruel intempérie, embrenhados na sede do município quais corajosos soldados da sobrevivência.

Também da mesma fase recordo a prisão, nas matas da Serra, de um homem esquisito, de cabelos longos e desgrenhados, unhas recurvas, grandes e escuras tais garras, bigode e barba de anos a lhe encobrir a fisionomia selvagem. Denominaram-no Pai da Mata.

Por vários dias permanecera exposto à visitação popular, nas grades da cadeia, na Rua Senador Pompeu, para onde acorria constante multidão. Muitas histórias circularam a seu respeito. Desconfiado e soturno, a ninguém respondia, quando interrogado, apenas fixava o vazio dos olhos enigmáticos.

Depois de uma ou duas semanas, transferiram-no para outro canto, nada mais sendo divulgado a respeito.

E quase em frente ao mesmo prédio, esquina da Praça da Sé, já nos começos da década de 60, quando instalavam a rede de água, outro fato se me gravou na memória.

Vi dali ser desenterrada uma igaçaba (urna funerária de barro, com riscos de vermelho amarelado). Na avaliação dos professores que a examinaram, servira para acondicionar despojos de chefe indígena das antigas tribos regionais.

Apenas os cacos permaneceram guardados durante algum tempo, no museu histórico da cidade, onde pude avistar algumas vezes mais.


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