xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 06/03/2015 | Blog do Crato
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VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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06 março 2015

O Pensamento do dia - Eric Hoffer




Acerto de contas - Por: Emerson Monteiro

Logo cedo, de espingarda em punho, o caboclo entrou na mata à busca da mistura do dia para as refeições da família. Andou muito e nada achou que atendesse o objetivo. De mãos abanando, desanimado, retornava ao casebre, quando avistou bela cabra a lhe cruzar o caminho. Sabia ser de um dos vizinhos, seu compadre, dono de muito bicho, que os vinha aumentando com facilidade. Coçou a cabeça, mediu as consequências e viu justiça no ato que planejava em nome dos filhos que precisavam urgentemente sobreviver. 

Auscultou as imediações, se viu distante, solitário: a ocasião faz o ladrão, o povo diz, enquanto o isolamento propiciou a impunidade. Armou o gatilho e derrubou a marrã de criação. Arrastou-a para o mato; tirou o couro; partiu os ossos e a carne; desfez as possíveis pistas. Quando chegou em casa, vinha consigo, às costas suadas, o alimento de duas semanas, ou mais. 

Dias transcorreram sem ser descoberto. O caçador parecia, no entanto, pouco confortável dentro dele próprio, dado o ato que praticara.  Vivia sério, sem graça, pelos cantos; de honesto, acordava no meio da noite empapado de suor frio, amargando pesadelos. A coisa tendia ao agravamento. Perdera-se sob as tenazes do remorso; sumira o patrimônio das velhas alegrias de viver.

De alma presa, bela manhã, resolveu se confessar. Procurou o vigário da freguesia e contou em todos os detalhes a história do delito de haver morto a cabra do compadre. Atencioso, o sacerdote ouviu a história, refletiu durante alguns minutos e disse:

- O senhor agiu de uma forma vergonhosa. Fez o que nunca deveria ter feito, querendo se beneficiar com aquilo. Desse jeito, para limpar o erro que cometeu, irá procurar seu vizinho e esclarecer o assunto, dizendo a ele que pagará o animal morto quando possuir recurso.

- Mas, padre, trabalhando desse modo, vou passar por desonesto - explicou contrariado o sertanejo. - Isso fica muito ruim para quem criou fama de homem sério como eu sou no meu lugar. Deve haver outra maneira de resolver – acrescentou o matuto.

- Meu filho, não vejo nada mais simples do que pagar a penitência – avisou o sacerdote. - Pois não cuidando agora, quando chegar o Dia do Juízo, lá vão comparecer, na presença dos santos, o senhor, seu compadre e a cabra que matou, lhe pondo em julgamento.

Nesse instante, ecoou no interior pela nave da igreja a gargalhada sonora do caboclo, que, em seguida, foi dizendo:

- Ah, padre, compreendi suas palavras e sei o que deverei fazer. Visto quando a cabra reaparecer viva, inteirinha, no Juízo Final, naquela hora, então, eu pego ela e devolvo ao dono, o meu vizinho, ficando tudo resolvido, sem maiores prejuízos. - E nisso, cheio de felicidade, se retirou já convencido de solucionar assim o drama que lhe doía na consciência.

Obs.: História que ouvi de Benvindo Melo.

A vaca vai pro brejo? – por Marta Suplicy (*)

Senadora, e com uma visão muito crítica da situação política brasileira, sinto-me no dever de exercer neste espaço a audácia e transparência que caracterizaram minha vida.
Em política existem duas coisas que levam a vaca para o atoleiro: a negação da realidade e trabalhar com a estratégia errada.
O governo recém-empossado conseguiu unir as duas condições. A primeira, a negação das responsabilidades quando a realidade se evidencia. A segunda, consequência da mentira, desemboca na estratégia equivocada. Estas condições traduzem o que está acontecendo com o governo e o PT.
O começo foi bem antes da campanha eleitoral deslanchar. Percebiam-se os desacertos da política econômica. Lula bradava por correções. Do Palácio, ouvidos moucos. Era visto como um movimento de fortalecimento para a candidatura do ex-presidente já em 2014. E Lula se afasta. Ou é afastado. A história um dia explicará as razões. O ex-presidente só retorna quando a eleição passa a correr risco.
Afunda-se o país e a reeleição navega num mar de inverdades, propaganda enganosa cobrindo uma realidade econômica tenebrosa, desconhecida pela maioria da população.
Posse. Espera-se uma transparência que, enquanto constrangedora e vergonhosa, poderia pavimentar o caminho da necessária credibilidade.
Ao contrário, em vez de um discurso de autocrítica, a nação é brindada com mais um discurso de campanha. Parece brincadeira. Mas não é. E tem início a estratégia que corrobora a tese de que quando se pensa errado não importa o esforço, porque o resultado dá com os "burros n'água".
Os brasileiros passam a ter conhecimento dos desmandos na condução da Petrobras. O noticiário televisivo é seguido pelo povo como uma novela, sem ser possível a digestão de tanta roubalheira. Sistêmica! Por anos. A estratégia de culpar FHC (não tenho ideia se começou no seu governo) não faz sentido, pois o tamanho do rombo atual faz com que tudo pareça manobra diversionista. Recupera-se o discurso de que as elites se organizam propagando mentiras porque querem privatizar a Petrobras. Valha-me! O povo, e aí refiro-me a todas as classes sociais, está ficando muito irritado com o desrespeito à sua inteligência. Daqui a pouco o lamentável episódio ocorrido com Guido Mantega poderá se alastrar. Que triste.
(*) Marta Suplicy, Senadora do PT-SP, e ex-prefeita de São Paulo. Foi ministra dos governos Luiz Inácio Lula da Silva (Turismo) e Dilma Rousseff (Cultura).

A Porta do Desconhecido - Por: Dihelson Mendonça


OS MAIORES INIMIGOS DO HOMEM SÃO O MEDO E A IGNORÂNCIA !


Era uma vez um grande reino, cujo soberano era famoso pela forma peculiar e impiedosa de tratar seus inimigos; A estes, após prender durante meses nas masmorras do seu suntuoso castelo, mandava buscá-los para uma sessão de tortura física e psicológica, quando mostrava então ao prisioneiro duas possibilidades:

"Se queres, podes escolher. Do meu lado esquerdo está essa fila de arqueiros, que te flecharão, e morrerás instantaneamente. Do meu lado direito está essa imensa porta e ninguém sabe que tipo de coisa tu poderás enfrentar lá. Apenas eu sei."

Todos escolhiam ser mortos pelos arqueiros, com mêdo do que poderia existir por detrás daquela imensa e tenebrosa porta. Afinal, que tipo de monstros tão pavorosos encontrariam ? Quão enormes seriam as dores e sofrimentos ?

Passados alguns anos, o reino entrou num período de paz, quando o vizir perguntou ao Rei:

"Afinal, meu senhor, o que há por detrás daquela porta que todos temiam ?"
O rei lhe respondeu: "Abre, e vê com teus próprios olhos."
O vizir, tomado de medo, começou a abrir aos poucos a imensa porta, quando raios de luz começaram a entrar, percebendo que esta dava para um lindo e imenso jardim.

O rei então lhe disse:

"Por todos esses anos, eu lhes ofereci duas chances: A de serem mortos e a de enfrentar o desconhecido. Todo o tempo, lhes ofereci a possibilidade da liberdade, mas eles, com mêdo, preferiram ser mortos pelos arqueiros."

Quantas vezes nos defrontamos com imensas portas do desconhecido, e por medo de monstros imaginários, preferimos ir por caminhos já percorridos ? Afinal, monstros e bestas-feras só existem na imaginação dos fracos de espírito. Os dois maiores monstros que podemos encontrar em nosso caminho, são apenas o mêdo e a ignorância.

Dihelson Mendonça
04/07/2008



Crato tem que convocar 360 aprovados em concurso promovido por Samuel Araripe



Acima: Ex-prefeito de Crato, Samuel Vilar de Alencar Araripe

O juiz José Batista de Andrade, titular da 1ª Vara Cível da Comarca do Crato, em sentença condenou a prefeitura do Crato a convocar 360 aprovados no concurso público. Na mesma sentença o juiz manda o prefeito Ronaldo Gomes de Matos demitir mais de 300 contratados sem concurso. A prefeitura tem 45 dias para implantar a decisão judicial ou recorrer.

Por: Roberto Moreira - Diário do Nordeste




Coisas da "Ré-pública" (por Armando Lopes Rafael)


Quem diria? Crise pode obrigar Dilma a buscar um pacto político, incluindo nele o PSDB
  – por Mônica Bergamo (“Folha de S.Paulo”) --
A rápida deterioração do quadro político e o agravamento da crise econômica podem obrigar Dilma Rousseff a buscar um pacto político no país, esforçando-se para incluir nele o PSDB. A ideia já é discutida entre dirigentes e ex-ministros do PT.
EMPURRÃO
O empurrão viria de setores empresariais e financeiros com pânico da recessão (só o setor de máquinas e equipamentos prevê demitir 30 mil neste ano). E também de lideranças políticas atingidas pelo aprofundamento da crise. Nesta semana, milhares de professores em greve saíram às ruas no Paraná para protestar contra o governador tucano Beto Richa, por exemplo.
EMPURRÃO 2
A possibilidade de rodízio de água em SP também coloca o governo do tucano Geraldo Alckmin em alerta, pelo potencial de turbulência social que a medida pode gerar.
EMPURRÃO 3
Além de governadores do PSDB, também José Serra (PSDB-SP) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso são vistos como possíveis interlocutores de um diálogo emergencial para que o caldo não entorne de uma vez.
As voltas que o mundo dá – na época da Monarquia, quando o Império do Brasil era governado pelo regime do Parlamentarismo, era comum, nas dificuldades políticas, governo e oposição se unirem para resolver os impasses...

Crime: MST destrói 15 anos de pesquisa em biotecnologia
Cerca de 1.000 mulheres invadiram centro de pesquisa e depredaram viveiros com mudas de eucalipto transgênico em Itapetininga, interior de São Paulo
Em uma ação criminosa e obscurantista, cerca de mil mulheres do Movimento dos Sem-Terra (MST) depredaram e destruíram nesta quinta-feira mudas de árvores transgênicas que eram objeto de pesquisa há quinze anos no interior de São Paulo. Elas invadiram e ocuparam um centro de pesquisa da FutureGene, empresa do grupo Suzano Papel e Celulose, em Itapetininga (SP). A Polícia Militar teve de intervir, mas ninguém foi preso, de acordo com o Jornal Nacional, da TV Globo. A Polícia Civil investiga o caso.
O alvo da fúria do MST eram as mudas de uma espécie de eucalipto transgênico, H421. Com lenços encobrindo o rosto, barras de ferro, machados e facões em punho, elas bloquearam e picharam a entrada da empresa. Assim que conseguiram entrar no local, foram direto à estufa onde os cientistas faziam testes com as mudas. Em um ato de selvageria - enaltecido em vídeo publicado pelo grupo, no qual a empresa é chamada de "maldita" - bateram com pedaços de pau nos viveiros, arremessaram as mudas geneticamente modificadas no chão e as pisotearam.

Inflação sobe 1,22% em fevereiro e atinge 7,70% ao ano, o maior aumento desde 2005
São Paulo - A inflação no Brasil, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), ficou em 1,22% em fevereiro, divulgou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em janeiro, o resultado havia ficado em 1,24%. Com isso, o acumulado dos últimos 12 meses atingiu 7,70% - acima do teto da meta do governo, que é 6,5%. É também a taxa anualizada mais alta desde maio de 2005, quando chegou a 8,05%.


EM TEMPO... CORDAS ÁGIO (Comentário escrito por Olival Honor e Márcia Figueiredo)


A felicidade tem um suporte na alma das pessoas que não cede às demais conveniências da vida. Afirmamos isso com base na experiência já bastante longa e rica de muitas alternativas, que temos seguido sempre buscando encontrá-la, não somente para nosso desfrute pessoal, mas também – e parece-nos que principalmente -, daqueles que convivem conosco, no dia a dia.  Ela se compõe de pequenos espaços e lapsos de tempo do cotidiano, os quais se encontram e se enlaçam para formar o grande pálio da vida de cada um, bordado com os bastidores que trazemos armazenados em nosso inconsciente, herdados ou adquiridos. Nas prateleiras do nosso, guardamos de herança e aquisição o amor às artes em geral, entre elas, a música em particular. Com uma singularidade: tentamos aprender, - Olival, o violão, Márcia, o piano, - mas do nosso aprendizado não resultou nem sequer toque de sino. Ficou o amor, que não perdemos e só aumenta, por esta amada cidade do Crato, celeiro de artistas, em qualidade, variedade e quantidade.  

No ninho maior, prolífero de virtuoses notáveis, está a nascente de astros do Padre Ágio Moreira, que nesta semana estará completando 97 anos de uma existência plena, a quem ora homenageamos, não somente por gratidão, mas por honra ao seu imenso mérito, pelo muito que tem produzido em nossa região no vasto campo da arte musical. 

CORDAS ÁGIO, um sonho que, faz quatro anos, se tornou realidade, como reconhecimento e agradecimento ao Mestre. No sopé da chapada do Araripe, os alunos da SOLIBEL - Sociedade Lírica do Belmonte - reverenciam àquele que, há quarenta e cinco anos, repassa os seus conhecimentos e ensinamentos, morais e intelectuais, às crianças que ali nascem, e hoje, adultos, continuam sua luminosa trajetória. 

Obrigado ao Padre Edmilson, por ter convidado a comunidade nesta última sexta feira, para assistir ao lindo espetáculo lírico apresentado na Sé Catedral, evento que transformou o átrio da Matriz em um templo onde santos e anjos abençoaram todos ali presentes. 

No último sábado, dia 31 de janeiro, a apoteose de encerramento ocorreu no Pasárgada Hotel.  Quem não foi não sabe o que perdeu. Finalmente, parabéns ao Padre Ágio e a todos os que compõem a Sociedade Lírica do Belmonte, em especial aos maestros Cícero Galdino e Jocélio Rocha, idealizadores desse notável movimento cultural.

(Crato, 01/02/2015. Escreveram Olival Honor e Márcia Figueiredo)   

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Grendene inicia pelo Crato as comemorações dos seus 44 anos de fundação com evento da Academia de Líderes.







Na semana em que completou 44 anos de fundação, a maior fabircante de calçados do Brasil comemorou os 10 anos da criação da sua Academia Grendene, responsável pela educação corporativa de todos os públicos da empresa. Para marcar esta data a Academia Grendene abriu sua programação de 2015 trazendo – um dos mais requisitados palestrantes do Brasil conforme foi apontado pelas revistas Veja e Exame – o empresário e professor Carlos Alberto Julio que, no dia 23/02, esteve falando para um público de mais 200 gestores e líderes da Grendene local e seus convidados que lotaram o auditório do SEST/SENAT na cidade do Crato.

 A Grendene entende que experiências exitosas devem ser compartilhadas com a comunidade, por isso estiveram presentes ao evento alguns dos mais importantes formadores de opinião do Cariri. O tema, “Inovando para Sobreviver e Crescer”, é dos mais oportunos para empresas como a Grendene que, nas mais diversas conjunturas econômicas, sempre investe no desenvolvimento de suas equipes.


 Após a palestra, o gerente de controladoria, Marcos Strada, comandou um talk show com a presença de três dos cinco diretores da Companhia, Nelson Rossi (Diretor Industrial), Geraldo Nicolau Diretor de Suprimentos) e Edson Matsuo (Diretor de Criação) e o gerente geral da unidade de Crato, Luciano Mantovani. Todos eles tem uma carreira de vários anos dedicados à empresa e contaram histórias interessantes sobre os 44 anos da Grendene, cuja trajetória de sucesso tem resultado na liderança das exportações de calçados brasileiros há mais de 10 anos consecutivos. 

 Inciando pelo Crato o evento foi também promovido em Fortaleza, Sobral e Farroupilha-RS nos dias subsequentes.

Fonte: GRENDENE


A CAIXA PRETA DO PODER JUDICIÁRIO - Por: Jorge Emicles ( Advogado )


É algo esdrúxulo ao senso comum que um magistrado, após haver no bojo da sua potestade de império, apreendido bens de um réu, utilizá-los para uso privado, como aconteceu no conhecido caso do Juiz Federal que foi flagrado dirigindo o possante auto de luxo do empresário Eike Batista. O caso em questão ganhou repercussão nacional exclusivamente porque o réu se trata de pessoa famosa e encontra-se assistido por renomado e diligente causídico. O que de fato frustra a sociedade brasileira, entretanto, é verificar que abusos praticados por magistrados são bem mais comuns e corriqueiros que o estapafúrdio exemplo divulgado pela imprensa.

Todos os dias, nos fóruns desse país, nossos magistrados, incumbidos Constitucionalmente de distribuir a justiça dando a cada um o que lhe pertenceria por direito, praticam absurdos atos claramente constituídos como exemplos de abuso de poder, improbidade administrativa e crimes das mais diversas ordens. Há réus que não conhecem os fatos que se lhe imputam, pois seus processos encontram-se acobertados por abusivo segredo de justiça, como se o processo penal não devesse ser público por natureza e como se aos advogados não fosse assegurado por lei federal a consulta aos respectivos autos dos processos crimes. Há exemplo de juízes que useira e vezeiramente praticam contravenções penais, afetos que são a rinhas e outros ilícitos, e o fazem sob o cúmplice silêncio de seus colegas magistrados e os membros do Ministério Público, seus colegas, que pela força do corporativismo fingem nada ver; nada saber. Existem inúmeros exemplos de juízes que praticam atos de corrupção, para em troca de favores ilícitos garantirem a impunidade de infratores das mais diversas ordens e ainda mais outros tantos de irregularidades são cotidianamente praticados nos luxuosos palácios que, ao revés, deveriam praticar equitativamente a mais lídima das justiças.

Na condição de seres humanos, que rinhosamente evitam em se reconhecer, os magistrados estão sujeitos a todas as fraquezas próprias da nossa espécie. Não é absurdo presumir-se que os juízes, assim como todos os agentes públicos desse país, encontram-se sujeitos às mesmas tentações de todos os outros e por isso são passíveis de praticar atos de corrupção e outros delitos do gênero. O que não se suporta é o energúmeno corporativismo praticado pelos seus colegas, que quando simplesmente não se calam, transmudando-se em cúmplices pela omissão, são absolutamente letárgicos na apuração e punição dos ilícitos. O juiz do caso Eike Batista foi afastado por suspeição da presidência do feito, porém não foi preso em flagrante por crime de peculato e muito menos denunciado pelo Ministério Público por esta ou qualquer outra infração penal. O costume forjado pelos casos precedentes é que quando os magistrados cometem faltas gravíssimas são severamente punidos pelos Tribunais respectivos com rigorosa pena de aposentadoria compulsória, mas raríssimamente são presos ou mesmo por outras formas apenados. Dessa forma o Poder Judiciário nos ensina que o crime compensa sim, mas somente quando praticado por altas autoridades, revestidas pelo sagrado mando do foro privilegiado. Enquanto isso, esses mesmos magistrados superlotam os nossos presídios, condenando com rigidez milhares de ladrões de galinhas e pequenos traficantes, coincidentemente todos pobres e alijados de serem defendidos pelos grandes e ricos escritórios de advocacia criminal.

É preciso se praticar uma séria faxina nas dependências do Poder Judiciário brasileiro, a começar pelo reconhecimento pelos Tribunais de que seus juízes são agentes públicos, passivos de cometer não apenas crimes próprios e impróprios contra a administração pública, como também atos de improbidade administrativa; bem como que o Judiciário somente possuirá a independência e autoridade moral imprescindíveis à moralização dos demais poderes da República, quando ele mesmo houver extirpado de seus quadros os maus exemplos que pululam de suas próprias fileiras. Não basta mudar a lei, como é a pretensão do novo Código de Processo Civil. É preciso, antes, mudarem os nossos juízes.

Jorge Emicles Pinheiro Paes Barreto
Advogado



As mordomias da ilha - Por: Francisco José ( Jornalista Cratense )



Tudo começou quando Juscelino Kubitscheck de Oliveira,  decidiu, ainda na já distante década de 1950, transferir a Capital Federal do Rio de Janeiro para as vastidões do Planalto Central. O projeto de Brasília era antigo, mas coube a JK materializá-lo. Entre as muitas justificativas, a de que a Capital no centro-oeste iria impulsionar o crescimento do País para aquela parte do território brasileiro. Outro argumento foi o da segurança. No litoral, a sede do Governo estaria vulnerável a um ataque pelo mar.

Como era de se esperar, Juscelino enfrentou muitas resistências, a começar da velha UDN, liderada por Carlos Lacerda, que se opunha ferozmente ao projeto de construção de Brasília. Na imprensa não foi menos diferente e entre os opositores do projeto estava Assis Chateaubriand, o então todo poderoso presidente dos Diários Associados.

Vencidas as resistências na área política e aparadas as arestas no meio jornalístico, Juscelino lançou-se à aventura de levar a Capital da República para o cerrado. Conseguiu, mas teve que oferecer vantagens aos parlamentares das duas casas do Congresso e aos altos escalões do funcionalismo federal. Só dessa forma pôde convencê-los a se transferir para a nova Capital.

Para essa gente Brasília era uma aventura, uma verdadeira “ilha da fantasia”, um projeto que custaria – ainda custa – muito caro à população brasileira. Para convencer os escalões do  funcionalismo e os parlamentares a trocar a Cidade Maravilhosa, pelo  cerrado brasileiro, ainda carente de muita coisa que a vida urbana oferece, só mesmo com altos salários,gratificações e  mordomias.

Como se não bastassem os conjuntos de apartamentos destinados aos parlamentares, ainda sai do erário público o auxílio moradia. Justo num país onde grande da população ainda sonha com um teto para lhe abrigar. 

São inúmeras mordomias custeadas pelos contribuintes, para manter em  Brasília a maioria dos  mais de 500 deputados e 81 senadores por apenas uma semana. Na sexta-feira todo mundo voa à  custa do contribuinte, de volta a seus estados de origem. Numa segunda-feira, quem chegar ao Congresso Nacional vai encontrar um deserto. Mas achando pouco, tentaram botar na conta da  já sofrida população brasileira, mais um caro  pacote de mordomias na  nossa já muito cara “ilha da fantasia”.

Por: Francisco José
(Jornalista cratense atualmente integrando os quadros redacionais do jornal Correio da Paraíba na cidade de Campina Grande).


Advogado escreve receita de pamonha na petição para provar que juiz não lê os autos - JUSBRASIL


Quando eu via as notícias de que um estudante havia escrito o modo de preparo de um macarrão instantâneo na redação do ENEM eu achei que seria o máximo que alguém poderia fazer, mas aí um cara escreveu o hino do Palmeiras. Em um delírio, eu pensei, será que algum advogado, um dia teria coragem de escrever isso em uma petição?

TERIA!

Um advogado que obviamente pediu para não ter o seu nome revelado, nos enviou esta petição em que ele prova por A + B que juiz não lê jurisprudência! Sim meus amigos, ele escreveu uma receita de pamonha na petição… E PASSOU BATIDO PELO JUIZ!

Veja:


Como a letra tá pequena, eu vou transcrever o que está escrito: “Senhores julgadores, espero que entendam o que faço nestas pequenas linhas, e que não seja punido por tal ato de rebeldia, mas há tempos os advogados vem sendo desrespeitados pelos magistrados, que sequer se dão ao trabalho de analisar os pleitos que apresentamos. Nossas petições nunca são lidas com a atenção necessária. A maior prova disso, será demonstrada agora, pois se somos tradados como pamonhas, nada mais justo do que trazer aos autos a receita desta tão famosa iguaria. Rale as espigas ou corte-as rente ao sabugo e passe no liquidificador, juntamente com a água, acrescente o coco, o açúcar e mexa bem, coloque a massa na palha de milho e amarre bem, em uma panela grande ferva bem a água, e vá colocando as pamonhas uma a uma após a fervura completa da água, Importante a água deve estar realmente fervendo para receber as pamonhas, caso contrário elas vão se desfazer. Cozinhe por mais ou menos 40 minutos, retirando as pamonhas com o auxílio de uma escumadeira.”

Fonte: http://www.naoentendodireito.com/2014/05/advogado-escreve-receita-de-pamonha-na.html

Fonte: JUSBrasil 

http://jean2santos.jusbrasil.com.br/noticias/121548425/advogado-escreve-receita-de-pamonha-na-peticao-para-provar-que-juiz-nao-le-os-autos




Justiça manda prefeito do Crato nomear aprovados em concurso e demitir servidores temporários


EM DESTAQUE NA SEMANA:

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O juiz José Batista de Andrade, titular da 1ª Vara Cível da Comarca do Crato,  determinou que o prefeito convoque, nomeie e emposse, no prazo máximo de 45 dias, os candidatos classificados e classificáveis no concurso para servidor municipal realizado em 2011. Os convocados deverão assumir as vagas ocupadas irregularmente por servidores temporários. 
A decisão também anulou todos os contratos que admitiram funcionários com base nas Leis Municipais nº 1.936/1999 e 2.361/2006, declaradas nulas na mesma sentença. O magistrado determinou ainda que o prefeito exonere, no prazo de 30 dias, todos os temporários contratados com base nas duas leis consideradas inconstitucionais. 
A sentença atende a pedido do Ministério Público Estadual (MP/CE), que ajuizou ação (nº 32765-75.2014.8.06.0071/0) requerendo a nomeação dos servidores e a anulação dos contratos temporários, entre outros pleitos. Segundo o MP/CE, em 2011, a Prefeitura do Crato realizou concurso público para preenchimento de 360 vagas com a finalidade de reduzir o número de funcionários não efetivos. 
Em 2012, os candidatos aprovados dentro das vagas foram convocados, mas uma lista apresentada pela Prefeitura ainda contabilizava 888 servidores contratados temporariamente. O prefeito assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), comprometendo-se a rescindir contratações, convocar todos os candidatos aprovados no concurso e, caso necessário, criar novos cargos, mas não cumpriu o pactuado. 

(TJCE)



Dólar ultrapassa R$ 3,00 após 10 anos

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Após mais de 10 anos o dólar comercial na quarta alta seguida nesta quinta-feira (5) ultrapassou os R$ 3. A alta foi de 1,03%, a R$ 3,012 na venda. Nos últimos quatro dias a moeda norte-americana acumula uma valorização de 5,44%.
Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentou a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual, de 12,25% para 12,75% ao ano. A situação da economia brasileira preocupa os investidores. Eles acreditam que o ajuste das contas públicas brasileiras pode não ser tão forte quanto o necessário, em meio a crescentes obstáculos políticos à implementação dos cortes de gastos e aumentos de impostos.
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