xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 08/02/2015 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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08 fevereiro 2015

Herança - Por: Emerson Monteiro

Nas vastidões geladas do Ártico, em meio a naturais dificuldades, viviam pai e filho, únicos habitantes de cabana modesta, longe dos valores da civilização, num tempo em que pouco se sabia dos atuais degelos, quando se prevê outra glaciação na Terra.

Era costume do povo do lugar a existência das pessoas restrita à capacidade individual para se sustentar do necessário através da caça e da pesca, sob os rigores do clima abaixo de zero. Após a decrepitude, as famílias agiam com naturalidade depositando nas planuras desérticas idosos ou doentes sem cura, qual cumprissem a lei da sobrevivência.

Naquela casa, porém, o filho retardava a providência quanto ao pai já em fase que chegava na época do despejo, quando surgia no filho a disposição de constituir família e iniciar outro sistema de vida, restando-lhe apenas se livrar do genitor e liberar a vaga para noiva bela e intransigente.        

Mesmo admitindo aquele procedimento, o filho insistia manter em casa o velho pai, além até dos hábitos de grupo, pois não sabia justificar o que de vantagem propiciavam as tradições do lugar. Ao menos para si, no íntimo, achava certo querer consigo por mais algum tempo quem tanto sacrifício fizera na sua criação e na continuidade do lar.

Os dias prosperavam, no entanto.  A noiva nutria pelo sogro sentimentos agradáveis, os quais, todavia, diminuíam em face do instinto conjugal. Dotada de especial talento, tecera bela manta que pretendia ofertá-la quando da viagem definitiva do idoso aos penhascos gelados, em data sem muita demora, segundo planejado.

Nisso, não tardou a madrugada quando movimentos diferentes sacudiram a humilde choça. O filho atava os cães ao trenó, reuniu alguns poucos trastes, ligeiros mantimentos, e instalara o pai no meio da carga, fazendo-se a caminho.

Depois de tempestuosa jornada, se viram numa longa planície branca circundada de montanhas sombrias e ameaçadoras. Tão logo o escuro da noite principiou envolver o mundo, cumpriram a parada definitiva. Naquele sítio cinzento, dar-se-ia o desfecho da longa espera.

Sem trocarem palavras, de cabeça pendida no peito, os dois se olharam pela derradeira vez, num adeus quase primitivo, selvagem, assim podemos dizer. O ancião buscou tirar por menos, desviando-se para fora da trilha, de olhos presos na solidão, exercitando compreender o peso daquela hora. O filho refazia o que restava da bagagem; alimentou os animais e deu mostras de ter cumprido a missão, pronto para retornar. Após sacudir no espaço as dobras do relho com que tangia seus cães, de súbito ainda ouviu a voz do pai a chamá-lo:

- Filho, filho! - gritos ecoaram no vazio gelado e de suas mãos pendia a manta que a nora confeccionara. – Quero isso não, é desnecessário para mim. Prefiro que a conserves contigo e uses quando teu filho vier aqui, um dia, te oferecer ao desconhecido.

(Ilustração: Janaína Gomes).

Coisas da República: Pessimismo toma conta da população; inflação dispara e popularidade da presidente Dilma despenca

(Fonte: jornal “Folha de S.Paulo”)
Oito em cada 10 brasileiros esperam alta na inflação
Uma brutal piora nas expectativas da população em relação a emprego, renda e inflação alimenta um pessimismo inédito: mais da metade (55%) dos brasileiros acha que a situação econômica do país vai piorar nos próximos meses. É o patamar mais alto desde dezembro de 1997, quando a pergunta começou a ser feita pelo Datafolha.
A deterioração do sentimento em relação ao futuro foi súbita. Em dezembro, quando a penúltima pesquisa Datafolha foi feita, a fatia dos que esperavam piora da economia era a metade: 28% dos entrevistados. A enxurrada de acontecimentos negativos no início do ano ajuda a explicar a mudança repentina e faz do temor em relação à alta de preços o aspecto mais sombrio do desânimo geral. Oito em cada dez brasileiros esperam aumento da inflação daqui para a frente (81%, contra 54% em dezembro).
O percentual é recorde. Supera o pico registrado na pesquisa de setembro de 2001 –realizada uma semana após os atentados terroristas aos Estados Unidos–, quando 72% dos entrevistados acreditavam em alta dos preços. Além do escândalo de corrupção na Petrobras, os brasileiros se defrontaram recentemente com um apagão, a piora na crise de abastecimento de água e uma série de mudanças que já afetaram ou ainda pesarão no bolso.
Inflação oficial do mês de janeiro de 2015  fica em 1,24%, diz IBGE
Esta foi a taxa mais elevada desde fevereiro de 2003. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 7,14%. A meta fixada pelo Governo Dilma é de 4,5% ao ano.
Crises derrubam popularidade de Dilma, Alckmin e Haddad
Apenas três meses e meio depois do segundo turno, o país assiste à mais rápida e profunda deterioração política desde o governo Collor. Segundo pesquisa Datafolha, a queda abrupta de popularidade arrasta a presidente Dilma Rousseff (PT), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito da capital, Fernando Haddad (PT), juntos, para a vala comum da rejeição. É como se o sentimento de junho de 2013 tivesse voltado, mas em surdina, sem protestos de rua. A conjuntura sombria resulta da confluência do escândalo de Petrobras com a acentuada piora das expectativas sobre a economia. O pessimismo dos entrevistados se agrava pelo contraste entre a realidade e a imagem rósea pintada nas campanhas eleitorais do ano passado e pela possibilidade cada vez mais concreta de água e energia.
Para José Dirceu, crise pode ser “pá de cal” na imagem do PT
José Dirceu considera que a Operação Lava Jato, que apura a corrupção na Petrobras e seus braços no mundo político, poderá ser a "pá de cal" na imagem do PT se a sigla que ajudou a fundar em 1980 e que liderou no processo de chegada ao Palácio do Planalto em 2003 não reagir. Condenado no processo do mensalão, o ex-ministro tem dito a interlocutores que o partido precisa se defender melhor e reorganizar sua Executiva. Ele defende, contudo, que o presidente Rui Falcão continue à frente do partido.
A Folha ouviu amigos de Dirceu que o visitaram recentemente na casa que alugou e onde mora, cumprindo pena de prisão domiciliar, com a mulher Simone e a filha de 4 anos do casal. Recentemente, um artigo publicado no blog de Dirceu criticava a política econômica adotada por Dilma Rousseff no 2º mandato, o que alimentou a especulação de que ele prepara uma volta à cena política no papel de oposição à presidente.

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