xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 11/01/2015 - 12/01/2015 | Blog do Crato
.

VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 24.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

30 novembro 2015

Há um Deus no comando - Por: Emerson Monteiro

Esta constatação a tudo provê, alimenta, renova, diante das aparentes contradições que se sucedem no decorrer da história das pessoas e dos grupamentos humanos. Uma postulação de pensamento, uma prática de mentalização, assim é se lhe parece, e reveremos os quadros antes atrozes por vezes escuros da longa existência e no decorrer do tempo. Isto de parecerem autoajudas os versículos das leituras significaria urgente a necessidade que impede os dramas serem ainda maiores face ao teor desconhecido na matéria onde moramos. Quem disporá dos arquivos suficientes de gestar o conforto, a conformação, nos quadrantes sombrios são só raras, milenárias quimeras em tom de cinza largadas na calçada, convictos provisórios das versões por escrever nas catilinárias deste chão.

Nos determinados instantes de horripilantes tempestades de dores extremas, no íntimo, lá bem por dentro de nós, existe o império do Poder Absoluto, o limite Ilimitado da Consciência Definitiva, que impõe respeito aos descrentes, e aquebranta vaidosos convencidos de ficções inabaláveis. Conquanto o mistério do sistema universal careça das revelações, da Realização do Ser, enquanto isso a estrada seguirá o sentido das expectativas, sem respostas prontas, porém determinadas acima das determinações inferiores que somos.

Quando as guantes do sofrimento aparentemente quiserem dominar o firmamento, ali, bem ali, aqui, ou próximo, habita o Pai Supremo das verdades que certo dia mostrarão o conforto no jeito limpo do amor em que repousamos muitas horas. Entregar a Este, pois, que pode e conduz, a aula da paz verdadeira ao nosso alvedrio, braços dEste Pai a que entreguemos as aflições inevitáveis do fluir de tantas dias.

Render homenagem, reconhecer que somos filhos da Perfeição em processo de aprimoramento, eis o mínimo de esperança que transformamos na luz de continuar esta vida já prenhe de novas e ricas oportunidades de ser feliz.

Aceitar qual condição obediente, essencial, nos corredores da realidade. Amar também com ânimo forte o desejo de nos revelar a nós próprios o sonho da mais plena e doce Humildade.

29 novembro 2015

Crato surgiu há 275 anos como fruto do carisma de São Francisco - por Armando Lopes Rafael

Os historiadores são unânimes em reconhecer que, antes de 1740, já possuía o Vale do Cariri certa densidade demográfica, embora não existisse ainda nenhum aldeamento ou povoado considerável. Por volta de 1741, surgem os primeiros registros de um aldeamento dos índios Cariús, pertencentes ao grupo silvícola Cariri.
Era a Missão do Miranda, fundada por Frei Carlos Maria de Ferrara, religioso franciscano, nascido na Itália. Este frade ergueu, no centro da Missão, uma humilde capelinha de taipa (paredes feitas de barro) coberta com folhas de palmeiras, árvores abundantes na região. O santuário foi dedicado, de maneira especial, a Nossa Senhora da Penha, a São Fidelis de Sigmaringa e à Santíssima Trindade.
Em volta da capelinha, ficavam as palhoças dos índios. Estes, além de cuidarem das plantações rudimentares, recebiam os incipientes ensinamentos da fé católica, ministrados por Frei Carlos. Aos poucos, nas imediações da Missão, elementos brancos foram construindo suas casas. Era o início da atual cidade do Crato.
Quanto à duração da presença dos capuchinhos no Vale do Cariri transcrevemos abaixo trecho de um artigo escrito pelo historiador J.de Figueiredo Filho:

“Não era só jesuíta que tinha o sangue de evangelizador das selvas. Os frades barbadinhos de São Francisco tiveram na colonização, grande papel e foram suas missões que civilizaram “o mais brasileiro dos rios”. Vejamos o que diz o historiador cratense, Padre Antônio Gomes de Araújo no trabalho publicado na revista “A Província” sob o título: “A Cidade de Frei Carlos” (nº. 2, 1954): “A missão, sob administração temporal dos Capuchinhos, durou (no Cariri) apenas 17 anos, se nos ativermos ao critério dos documentos, um dos quais, aponta uma das datas extremas, 1741 – segundo ficou escrito linhas atrás, (começo de seu artigo na revista “A Província”) – 1758, a outra data extrema, pois naquele ano, o governo português retirou às ordens religiosas no Brasil, a todas sem exceção, e ao clero secular, autorização para administrarem aldeias de índios sob regime civil, criando para dirigi-las, o Diretório dos Índios, governo civil em que aos sacerdotes foi reservada a única função de párocos ou curas.
Os capuchinhos continuaram à frente da Missão do Miranda, agora como cura de almas, apenas até a primeira quinzena do mês de janeiro de 1763, tendo Frei Carlos Maria de Ferrara funcionado até 1749, e deste ano a 1760, Frei Gil Francisco de Palermo, que foi sucedido por Frei Joaquim de Veneza, cuja administração alcançou a primeira quinzena de janeiro de 1763, data da última cerimônia religiosa por ele celebrada na igreja de Nossa Senhora da Penha da Missão do Miranda”. (J.de Figueiredo Filho em artigo publicado, em 1956, na revista “A Voz de S.Francisco”).
Depois da partida de Frei Joaquim de Veneza, que deixou o Crato em 1763, os filhos de São Francisco passaram quase trezentos anos ausentes do Cariri, salvo visitas apostólicas esporádicas, mais conhecidas como as Santas Missões. Nelas, os capuchinhos ministravam os sacramentos, celebravam missas, faziam sermões (onde pacificavam inimigos, combatiam a imoralidade e pregavam os bons costumes). Alguns missionários capuchinhos deixaram seus nomes, indelevelmente marcados, juntos às populações do Cariri, ao participarem das Santas Missões. É ocaso de Frei Serafim de Catânia, Frei Caetano de Catânia, Frei Damião de Bozzano, dentre outros.
Finalmente, graças às gestões feitas pelo segundo bispo de Crato, Dom Francisco de Assis Pires, em julho de 1949, os capuchinhos retornaram ao Cariri, desta vez para ficar definitivamente. Um grupo de frades, tendo à frente Frei Teobaldo de Monticelli – depois substituído por Frei Mirocles de Solzano – e mais os capuchinhos: Jesualdo de Cologno, Virgílio de Messejana, Conrado de Palmácia, Leônidas de Torre e Bernardo de Viçosa fixaram residência em Juazeiro do Norte com a missão de erguer o Santuário de São Francisco de Chagas. O engenheiro e construtor da obra foi Frei Francisco de Milão (Chiaravalle).
A pedra fundamental desse santuário foi benta em 6 de janeiro de 1950 por Dom Francisco de Assis Pires e ungida pelo sangue derramado, na ocasião, devido ao assassinato – por um fanático – do Monsenhor Juviniano Barreto, Vigário de Juazeiro do Norte, verdadeiro “Mártir do Dever”, o qual no Céu, certamente, intercedeu junto ao Trono de Deus para o êxito da nova epopéia dos missionários capuchinhos em terras do Cariri.
Referências bibliográficas
ARAÚJO, Padre Antônio Gomes. A Cidade de Frei Carlos. Crato (CE): Faculdade de Filosofia do Crato, 1971.
LÓSSIO, Rubens Gondim. Artigo “Nossa Senhora da Penha de França, Padroeira do Crato” in revista “Itaytera”, ano VI, nº. VI, órgão do Instituto Cultural do Cariri. Tipografia A Ação, Crato (CE) 1961, páginas 49 a 51.
 Único resquício a lembrar a origem da primeira capelinha que deu origem à cidade de Crato: vitrais de Nossa Senhora Mãe  do Belo Amor e de São Fidelis de Sigmaringa (hoje reconhecido oficialmente como "Co-Padroeiro" da cidade) existentes na Capela do Santíssimo, na Catedral de Nossa Senhora da Penha.

             

Tópicos & Comentários (Armando Lopes Rafael)

Túnel do tempo

Esta rara foto foi feita poucos dias após a inauguração da Rádio Educadora do Cariri. Nele vemos Dom Vicente de Paulo Araújo Matos, Huberto Cabral, Dr. Geraldo Menezes Barbosa e a locutora Leni Sobreira, dentre outros que trabalhavam naquela emissora e que poderão ser identificados pelos leitores.
Tá feia a coisa
 Preocupante! O açude do Umari – oficialmente denominado Thomaz Osterne de Alencar – (foto acima) tem capacidade para armazenar 28,7 milhões de metros cúbicos de água, mas, no momento, está armazenando apenas 13,8% da sua capacidade. Este açude é o maior existente no município de Crato e está localizado no distrito de Monte Alverne, a 20 Km do centro de Crato. Se Deus não mandar muita chuva em 2016 aquele açude vai secar completamente pela primeira vez na sua existência.
Circulando o novo número da revista O POVO Cariri
 Já está nas bancas o nº 06 de 2015 da revista O POVO-Cariri. Nesta edição estão interessantes matérias, dentre as quais uma de quatro páginas sobre a Fundação Padre Ibiapina. Na foto abaixo, desenho mostrando a rampa que dá acesso ao auditório da Rádio Educadora, na reportagem sobre a Fundação Padre Ibiapina.

República brasileira encontra-se na UTI
O Senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso na sede da Polícia Federal em Brasília, nunca imaginou que um dia seria abandonado por seu partido, o PT. Ou que seria “descartado” pelo “Cara” (o hoje milionário Lula da Silva), a quem serviu com subserviência. Deu no que deu. A realidade é que o senador da cabelereira branca foi “atirado às feras” para “morrer” politicamente e sua cassação – pelo plenário do Senado da Ré–pública – é dada como certa. Certíssima... A mulher de Delcídio, dona Maika, chorou ao saber das duras críticas de Lula da Silva, jogando seu marido na sarjeta. Foi isso que levou Delcídio a pensar na delação premiada, aconselhada por seus familiares. E se isso ocorrer, a república brasileira – que já está moralmente destruída – chegará ao fundo do poço. Uma situação a que foi levada pelo modo de operação do lulopetismo. Ô raça!
Aliás
Circula na Internet uma piada mostrando um terrorista que teria conseguido a fórmula para destruir uma nação inteira, num único atentado: é só pegar a urna eletrônica, digitar 13 e... “confirmar”.
             

Alienação egoísta - Por: Emerson Monteiro

Lista de apegos individuais marca sobremodo esse tema do egoísmo e a raça em crescimento executa provas de inteligência que fere e marca, fica grudada nos livros da História e suas burrices, e sujeita ferir de morte o sonho da transformação que pregam os místicos da possibilidade, nos dois lados da única moeda comum.

A lista imensa dos delitos preenche os claros que mantêm trabalhando o navio das civilizações. Só arremedo de continuidade parece salvar ainda os dias que passam. Andarilhos desalmados tangem os rastros dessa caravana em que impera a força dos equívocos. E insisto comigo de melhorar as palavras na seleção do que escrevo. Restrinjo os assuntos a deixar de lado lama e poluição, clima quente e corrupção, guerras e abandonos de massas inteiras jogadas ao léu da sorte por conta do fechamento dos mercados, que são as máquinas reguladoras que já controlam o sentido dessa humanidade impenitente. Mesmo que alguns cheguem a discordar, o poder da força obriga o resultado, no jogo dos destinos humanos.

Espécie em desvantagem coletiva a médios e longos prazos, porém aceita de bom grado o que os grupos dominantes decretam enquanto render os frutos artificiais que, alienados, saboreiam, insanos à frente das direções, o trilho sofre de convulsão e dói nas pessoas de carne e osso. Descobríramos o mistério dos sistemas, contudo a capacidade para no teto do critério pequeno da inconsciência animal e cólicas da antiguidade mórbida, interesseira, sacoleja as entranhas das massas. Os aglomerados que se criaram pensam somente em si. Senso coletivo propriamente dito virou corporativismo imbecil, ganancioso e mórbido.  Qual imaginando capazes de solucionar conflitos, formaram maiores e imprudentes enigmas.

Alienação, pois, de pretensões particulares, a política vira aos poucos monstro elaborado nas catacumbas da ficção pecaminosa, dentes afiados e desespero de esperança, materialismo infame da própria fraqueza; e impõe atrasos seculares sobre os déficits acumulados nos séculos.

Nisto, as instituições, formadas a duras penas, claudicam, tendem ao pó das ruínas, desafios no futuro das novas gerações, que decerto começaram lá debaixo. Os males do egoísmo elas experimentam até onde pode chegar a pouca lucidez das experiências e do que restaram disso tudo.

(Ilustração: Vincent van Gogh). 

28 novembro 2015

Não entendem o nosso pensamento – por Pedro Esmeraldo

    Há muita maldade nessas palavras que propõem o respeito e a veneração da cidade do Crato. Não entendem o pensamento nosso que contamos com as ideias elevadas a fim de relevar o espirito que nos interrompe o entendimento das conversações. Falamos do desespero do desenvolvimento cratense. Por isso, arrancaram de nós as representações materiais, os bens para conservar a prática seu esforço e conseguir reverte-los através do tempo.
    Todas as qualidades serviço que entram em ação para assegurar o desempenho de alta formação de trabalho. Foi-se desapropriado na marra pelo povo usurpador do desenvolvimento equilibrado. Não sabemos por qual razão não houve uma solução em conjunto com o direito de alevantar a clássica experiência do esforço de seu trabalho.
    Mas não há acordo com o fito de acelerar o movimento amistoso com os vocábulos que venham contribuir e com desenvolvimento deste município. Tudo deve ser praticado com amor ao próximo, com equilíbrio, com lutas, e acertos.
    Infelizmente, não há ajuste de equilíbrio: o povo vizinho anda ás turras, só pensam em apregoar sem nexo, o movimento progressista para si mesmo.
    Somos provocados pela desigualdade dos cratenses. Considerados um povo afastado das normas governamentais. Devemos tomar cuidado, já que em discurso feito há poucos dias, um politico do poder executivo do estado não prometeu coisa alguma ao Crato, a não ser, agradecer os votos que recebeu. Para se ter ideia, aquele homem público não ofereceu nada para nós. Precisamos pedir que nos traga reconhecimento e somos também cearenses e merecemos lugar ao sol.
    Não possuímos “união”, isto é ligação de verdade. De vez em quando, aparecem aqui os inimigos “de mansinho” colocando movimentos em ação continuada. Com o tempo, desprezando esse povo, mas conduz com maneira ardilosa a dilaceração deste município. Querem levar de roldão um naco de terra deste município. Por tudo isso, o Crato tem que reagir com força. Apesar dos protestos, não temos forças politicas e não podermos sufocar o desespero desse povo que nos tratam com escárnio, e não ficaremos perdidos no reino da Dinamarca.
    Por esse motivo, o município do Crato é arrefecido, mas temos o poder de reagir, com proposito de evoluir com grande estilo. Ficamos a margem dos protestos, sofrendo agruras, sentindo dor do desespero, saboreando o sabor do profundo desanimo.
    Temos confiança em Deus que nos acolherá com amor e nos fará enfrentar a luta com trabalho árduo e amor profundo na grandeza do município.
    Pedimos também ao bondoso Deus que nos faça continuar com esses serviço defendendo a igualdade e a fraternidade. E este povo tenha coragem de poder enfrentar com ânsia de articular junto aos demais municípios, favorecendo o crescimento econômico com igualdade.
    Senhor governador lembre dos nossos mercados que estão pedindo misericórdia, Crato também merece melhorar condições de venda a varejo e trará  por certo, criação de emprego  favorecendo a muita gente.
    Afinal de contas o povo precisa pedir consistentemente ao governador.

Em VEJA desta semana: Delcídio do Amaral: ‘A’ testemunha que pode revelar tudo sobre a corrupção lulopetista

    Saída de Delcídio é o mais duro golpe para a articulação política do governo Dilma(Ueslei Marcelino/Reuters)

Nos últimos doze anos, o senador acompanhou de dentro o lado sombrio dos governos petistas. Viu o nascimento dos esquemas de corrupção, seus desdobramentos financeiros e eleitorais, participou dos esforços para debelá-los e agora pode apontar com precisão quem são os mentores e beneficiários
Para entender a magnitude da prisão, na semana passada, de Delcídio do Amaral, senador petista e líder do governo, é preciso até um pouco de imaginação. Pois imaginemos que nenhum empresário preso na Operação Lava-Jato tivesse até hoje quebrado o silêncio nas delações premiadas - ou que nenhum político estivesse na lista que a Procuradoria-Geral da República mandou para o Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo no cenário irreal acima, a prisão de Delcídio e a possibilidade de ele recorrer à delação premiada - uma vez que foi abandonado pelo PT, ignorado por Dilma e ofendido por Lula - terão consequências devastadoras para a estabilidade do já cambaleante regime lulopetista. Delcídio do Amaral testemunhou os momentos mais dramáticos dos escândalos do governo do ex-¬presidente. Viveu e participou desses mesmos momentos no governo Dilma.
Delcídio não é uma testemunha. Ele é "a" testemunha - e a melhor oportunidade oferecida à Justiça até agora de elucidar cada ação da entidade criminosa que, nas palavras do ministro Celso de Mello, decano do STF, "se instalou no coração da administração pública".
Terminada uma reunião no gabinete de Dilma Rousseff, em junho passado, Delcídio chamou-a de lado e disse a seguinte frase: "Presidente, a prisão (de Marcelo Odebrecht) também é um problema seu, porque a Odebrecht pagou no exterior pelos serviços prestados por João Santana à sua campanha". Delcídio contrariou o diagnóstico de Aloizio Mercadante, que ainda chefiava a Casa Civil, segundo quem a prisão de Marcelo Odebrecht "era problema do Lula". Ao deixar o Palácio do Planalto, Delcídio definiu Dilma a um colega de partido como "autista", espantado que ficou com o aparente desconhecimento da presidente sobre o umbilical envolvimento financeiro do PT com as empreiteiras implicadas na Lava-Jato. Na reunião, Dilma dissera aos presentes que as repercussões da operação nada mais eram do que uma campanha para "criminalizar" as empreiteiras e inviabilizar seu pacote de investimento e concessões na área de infraestrutura. "A Dilma não sabe o que é passar o chapéu porque passaram o chapéu por ela", concluiu Delcídio.
Passar o chapéu é bater na porta das empreiteiras e pedir dinheiro para campanhas políticas. Quando feitas dentro da lei, as doações não deixam manchas no chapéu. Mas, quando fruto de propinas como as obtidas nos bilionários negócios com a Petrobras, a encrenca, mesmo que seja ignorada por sua beneficiária, não vai embora facilmente. Menos de um mês após a reunião no Planalto, a Polícia Federal divulgou as explosivas anotações com que Marcelo Odebrecht incentivava seus advogados a encontrar uma maneira de fazer chegar a Dilma a informação de que as investigações sobre as contas da empreiteira na Suíça bateriam nela.
Poucos políticos tiveram mais acesso do que Delcídio aos bastidores do mensalão e do petrolão. Poucos políticos conhecem tão bem como ele as entranhas da Petrobras, onde trabalhou e fez amigos. Poucos políticos têm tanto trânsito como ele nos gabinetes mais poderosos da política e da iniciativa privada. Até ser preso, Delcídio atuava como bombeiro, tentando reduzir os focos de tensão existentes para Lula, Dilma e o PT. Na condição de encarcerado, é uma testemunha decisiva. A possibilidade de ele colaborar com os investigadores está sob avaliação de sua família.


27 novembro 2015

O poder infinito do amor - Por: Emerson Monteiro

Sabor de paz no coração da gente, que evolui em transformação da profunda consciência dos que andam vagando pelo chão. Nessa extrema disposição de ver acontecer os sonhos das verdades maiores, as luzes acedem alegria que circula os panoramas da beleza universal. Sentimentos superiores de harmonia invadem os pensamentos e trazem de novo os momentos felizes da primeira infância, de quando havia inocência original. Ainda que sabendo o que depois chegaria, melhor assim, permitir renovar as possibilidades do espírito em forma dos fenômenos em movimento, a crescer o instante da satisfação de contar história cheia de solidariedade e respeito passados os pesadelos e equívocos.

A salvação vem, pois, no seguir da humanidade, quando concretizará as promessas dos místicos face ao desenvolvimento da sensibilidade humana, portas abertas a todas as respostas positivas que nos aguardam. Sentido da inteligência universal, a força da vida eterna revelará o quanto de infinitude mora aqui do lado a falar da saída clara do final do túnel das contrações de parto que floresce no calendário das eras.

Falar com gosto da grandeza do detalhe que leva ao todo, o amor que em tudo impera e sobrevive, alimenta as chances de concretizar esperanças em forma de bênçãos. Conter a ansiedade das angústias, reter na fonte o desespero dos aflitos, reconstituir de modo sadio as tragédias do egoísmo antigo, produzir cena perfeita da tranquilidade idealizada pelas pessoas de boa vontade.

Qual não fosse de tal jeito e jamais a certeza das vitórias depois da luta. Perdidos estariam os seres e desfeitos os cenários inteligentes da Criação. Argumento consistente, o tempo presente eternizará pleno o amanhecer das vidas que desenvolvem os planos de realização das almas, emissários da grandiosidade perene, na luz esplendorosa das menores existências.

(Ilustração: Hyeronimus Bosch).

26 novembro 2015

Lembranças, só as agradáveis - Por: Emerson Monteiro

Se se pode escolher, por que fixar pensamentos magoados das horas sofridas? Bom de viver, que seja bom de lembrar, dever de sabedoria. Saudade a gente alimenta, sim, mas das situações felizes; das outras, nem de longe serve reviver. Dalgumas normas das boas práticas, eis esta tão valiosa quanto a alegria trazida de volta nas mudanças de tempo. A bem dizer, vezes acontecem virem os lances desagradáveis à tela do juízo, contudo largo de novo daonde intrusos chegaram; decisão fechada, prego batido, ponta virada. Tais situações empedernidas moram, sei, escondidas na casa das recordações e espreitam a paciência até, numa surpresa quem sabe vingativa, metem na cara das esquinas os momentos que querem dominar o pedaço e ferroar o silêncio de forma contrária. Fora com eles. Afinal, a depender de nós, ninguém ouve música feia, anda em lugares pegajosos, encontra pessoas agressivas e neuróticas por querer de livre trato. Desse mesmo jeito é com as lembranças, fiapos de memória que restaram grudados na sola dos sentimentos e demonstram o alento das bondades desta vida. Quais álbuns de fotografia do passado, ali fixaram residência. Passeiam na alma, filmes da história completa do indivíduo. Cheiram. Têm sabor. Música. Falas. Movimento. Mistura de felicidade revista, que insiste viver sempre nos galpões das ausências, participa dessa matéria espiritual que nós somos e fortalecem as consequências disso que um dia existiu dentro daqueles turnos dos outros eus já apagados, que dormiram, de uma hora a outra ganham corpo nas paredes que deslizam pela janela do trem da realidade atual. Hoje, nessa era de tantos meios de preservação das reminiscências, instrumentos magnéticos de continuação da raça, músicas, livros e filmes falam com insistência das flores acesas nos quadrantes das narrações de si. As pessoas prosseguem junto de quem convivemos, os beijos, os abraços, as promessas de amor eterno, passeios, festas, paisagens totais da continuação das heranças nos seres. E lembrar o que seja de melhor alimenta o perfume da esperança nos corações imortais da resistência.

Praça de Juazeiro do Norte será inaugurada nesta sexta-feira com nome de Aderson Tavares Bezerra

Será inaugurada amanhã, sexta 20, às 17h30min,  pelo prefeito Raimundo Macedo, a Praça do Teatro Marquise Branca que fica situado no cruzamento das Avenidas Padre Cícero e Paulo Maia no bairro Salesianos em Juazeiro do Norte. O logradouro receberá o nome de Aderson Tavares Bezerra.
A praça tem fonte luminosa, amplo estacionamento para os frequentadores do teatro, moderna iluminação, jardinagem, arborização, bancos e, futuramente, uma academia. O diretor do Teatro Marquise Branca, radialista Humberto Lima, está organizando a festa e até convida os juazeirenses a visitarem mais o que chama de Casa do Artista. Ele diz que o teatro hoje está bem diferente em relação ao que encontrou quando assumiu e cita a partir de melhores equipamentos até a boa climatização.
Relaciona ainda o moderno sistema de som e a iluminação adequada para as artes cênicas, colocação de carpetes nas laterais e a pintura geral que ganhou tudo para oferecer um belo visual mais conforto. Segundo Humberto Lima, todo fim de semana tem apresentações em prol da cultura local, incluindo até grupos de capoeira e um trabalho de evangelização através da arte e da música. Ele adiantou ser pretensão do prefeito ampliar para 500 o número de poltronas do teatro. (ASCOM/PMJN)
Quem é o homenageado
Aderson Tavares Bezerra, nascido em Crato, foi quem introduziu os filhos de José Bezerra de Menezes no ramo de beneficiamento do algodão no Cariri. Ele já era estabelecido como comerciante na cidade de Crato, desde 1945, com a firma Aderson Tavares & Cia., ao lado de seus irmãos Antônio e Leandro Tavares Bezerra. Tudo começou em 1955 quando Aderson juntamente com José Maria de Figueiredo conduziu as negociações para compra da filial da Sanbra - Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro S.A, em Crato. Com esta unidade industrial que abrigaria a conhecida Usina Irmãos Bezerra de Menezes, nascia o embrião das empresas ligadas ao beneficiamento de algodão do Grupo Bezerra de Menezes que depois agregou outros empreendimentos, diversificando sua linha de atuação e gerando emprego e renda para o município de Juazeiro do Norte e do Cariri. A Irmãos Bezerra de Menezes S.A. - Comércio e Indústria estava sediada na Av. Teodorico Teles, 502 - Crato-CE, e foi fundada em 22 de abril de 1955. Seu Capital Social era de Cr$10.130.000,00, com uma Diretoria formada por: Ivan Rodrigues Bezerra, Orlando Bezerra de Menezes, José Maria de Figueiredo e Aderson Tavares Bezerra.
Em 1959, Aderson Tavares se lança em uma nova empreitada em nome do Grupo Bezerra de Menezes. A firma Aderson, Clayton & Cia. Ltda., dos Estados Unidos, resolve se desfazer da sua unidade localizada na cidade de Juazeiro do Norte, e foi ele quem, juntamente com seu primo e cunhado Ivan Bezerra e o cunhado deste, José Maria de Figueiredo, encabeçou as negociações para a compra, cuja transação aconteceu em tempo recorde, surgindo então a segunda empresa do grupo familiar. Daí em diante os negócios continuaram prosperando e em pouco tempo a Família Bezerra tornou-se um dos nomes mais sólidos no ramo de agronegócios do Nordeste brasileiro. Pelo visto, tinha Aderson Tavares Bezerra um tino comercial nato. Descobria com muita facilidade quando um negócio se mostrava promissor. Desde cedo demonstrou vocação para o comércio, e assim, em sociedade com mais dois irmãos, deu inicio à sua carreira vitoriosa de empresário abrindo uma loja de ferragens em sua terra natal, Crato. Ele nasceu no dia 15 de março de 1923. No dia 25 de fevereiro de 1950 casou com a prima, Neide Bezerra, filha de Maria Amélia e José Bezerra de Menezes, fixando residência em Crato, onde morou até morrer. Aderson transferiu geneticamente para os filhos Rommel e Aderson Junior o tino comercial de que é possuidor e são eles quem hoje administram os negócios da família no Cariri.
Aderson figurou como membro da diretoria de muitas empresas do Grupo Bezerra de Menezes, dentre as quais podem ser citadas:  Comércio e Indústria Bezerra de Menezes S.A., também para beneficiamento de algodão; Indústria Extrativa de Óleos Ltda., para a extração de óleo vegetal, especialmente de algodão; Algodoeira Brejosantense S.A., também para o beneficiamento de algodão. Situava-se na Av. Francisco Basílio, s/n - Brejo Santo; Companhia Industrial de Residuos e Óleos, a CIROL, que operou por muitos anos na sua fábrica da Av. Padre Cícero, s/n - Juazeiro do Norte; Fazendas Reunidas Bezerra de Menezes S.A., que funcionaria junto a Usina Zé Bezerra, na Rua do Seminário, 458, em Juazeiro do Norte; Algodoeira Bezerra de Menezes Ltda., sediada à Av. Industrial, s/n - Picos-PI; Algodoeira Irmãos Bezerra de Menezes S.A., em Santa Helena – GO; Transportadora de Algodão Ltda. (Juazeiro do Norte).
Postagem original: Blog Portal de Juazeiro


25 novembro 2015

Memórias de Araci - Por: Emerson Monteiro

Recebi do amigo Franklin Carvalho esse livro, Memórias de Araci, autoria de Ana Nery Carvalho Silva, retrato desta comuna interiorana da Bahia, Araci, do quadrante nordeste do estado. A obra obtém êxito na intenção de registrar a história político-social e a cultura do lugar. Impressiona pela preservação dos nomes que instalaram e deram continuidade à fixação do homem em plagas sertanejas, sob as vistas anônimas de quantos auxiliarem na faina grandiosa que bem caracteriza os tantos universos desses rincões espalhados pela face deste Mundo.

Desde o esforço de José Ferreira de Carvalho, o fundador, que adquirira a propriedade rural do Raso, vindo aos 29 anos de idade procedente do município de Serrinha, e falecido em 22 de abril de 1866, o livro conta a história de Araci.

Quando instalou devidamente o progresso na fazenda, implantando culturas e domando o solo, o seu anterior proprietário quis de volta o que vendera. Nisso moveu feroz perseguição a José Ferreira. Este usou do estratagema de viajar ao Rio de Janeiro e falar com o imperador Dom Pedro II, de quem era aproximado, e que lhe disse: Amigo, não será preciso você sacrificar seus bens para se livrar de um processo injusto como este. Você tem a escritura, volte em paz. Nada de mal irá lhe acontecer, estou do seu lado. Com isso, preservaria a posse da terra, onde se iniciou o atual município. Porém ao regressar, desgostoso devido os achincalhes da demanda sofrida, viria perecer duas semanas após, ficando seus restos mortais depositados na igreja que havia construído no Raso.

Detalhes assim, que bem refletem a herança viva de um povo, preenchem o trabalho da professora baiana, semelhantes às ocorrências verificadas das peripécias do bando de Lampião naquelas imediações, além da mineração de ouro e prata, a integração religiosa católica da população no transcorre do tempo, e um inventário das manifestações folclóricas que formam o caráter artístico popular e o desenvolvimento da educação e da superação das diversas secas por quem passaram.

Literatura essencial da formação da gente brasileira, o livro Memórias de Araci recebe a produção editorial de Franklin Carvalho, num patrocínio valioso do professor José Nilton Carvalho Pereira e do Colégio Apoio, edição da Autora, de 2015.  

Coisas da República: pela primeira vez Polícia Federal prende um senador: Delcídio do Amaral (PT-MS), suspeito de atrapalhar Lava Jato

Fonte: "O Estado de S.Paulo", 25-11-2015

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a Polícia Federal a deflagrar uma operação nesta quarta-feira, 25, que levou a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado, investigado pela Operação Lava Jato. O parlamentar teria sido flagrado na tentativa de prejudicar as investigações contra ele, em uma tentativa de destruir provas contra ele. Também foram presos o banqueiro André Esteves, presidente do BTG Pactual, e Diogo Ferreira, chefe de gabinete do Delcidio do Amaral.
Esta é a primeira vez que um senador com mandato em exercício é preso. A PF também fez busca e apreensão no gabinete do petista, no Senado, em Brasília, e nos estados do Rio, de São Paulo e de Mato Grosso do Sul. A prisão de Delcídio é resultado de uma operação deflagrada hoje pela Polícia Federal, que também tem como alvo empresários. As ações foram autorizadas pelo Supremo. Não se trata de uma fase da Lava Jato tocada em Curitiba, na 1ª instância.
O senador foi preso no hotel Golden Tulip, onde mora em Brasília, mesmo local onde na terça-feira, 24, a PF prende o empresário José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Delcídio do Amaral foi citado na delação do lobista Fernando Baiano, apontado pela Lava Jato como operador de propinas no esquema de corrupção instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014. Fernando Baiano disse que Delcídio do Amaral teria recebido US$ 1,5 milhão em espécie na operação de compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. O Estado apurou que pela amanhã que o ministro Teori Zavascki convocou uma reunião extraordinária da Turma dedicada à Lava Jato. A reunião da Corte será reservada, que é algo raro.
De acordo com fonte no tribunal, a sessão foi marcada pelo presidente da Turma, ministro Dias Toffoli, a pedido do ministro Teori Zavascki, relator dos casos relativos ao esquema de corrupção na Petrobrás.  Zavascki informou nesta terça, 24, o presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowski, de que seria realizada sessão na quarta, 25, para debater uma decisão importante. O informe a Lewandowski foi feito pessoalmente pelo relator dos processos da Lava Jato na Corte e não pelo presidente da Turma, ministro Dias Toffoli, a quem cabe usualmente fazer os comunicados institucionais. O advogado Mauricio Silva Leite, que defende o senador petista, disse que vai primeiro tomar ciência dos motivos da prisão de Delcídio, para depois se manifestar.

24 novembro 2015

Asas que voam - Por: Emerson Monteiro

Pelas frestas da janela, essas lembranças invadem o quarto sombrio daquele tempo escorrido nas noites do passado. Uma vez, recordo bem, reservara a mim hora de solidão. Apenas a porta fechada do banheiro deixava entrar por debaixo réstia de luz acesa, quase deixando entrever o vazio do ambiente. Piso de madeira. Rede armada. Estante a cobrir parede lateral. Birô com máquina de escrever em cima. E no rés do chão a eletrola que, no escuro amortecido, tocava o disco de Gal Costa dos anos 70. London, London. Hotel das Estrelas. Deixa Sangrar. Você Não Entende Nada.

Astral cheio de intenso fastio generalizado. Encontro comigo mesmo. Anos de chumbo no País. Vazio descomunal a rolar por dentro e em torno de mim. Todas as pontes destruídas. Atmosfera brilhante de feras no cio armadas de agressivo abandono. Eu ali foragido, à espera dos dias porvindouros. Notas musicais rolando no espaço, refeitas nuvens de fumaça espiralada. Estranhas, expostas na angústia enjoativa dos versos circulares das canções.

Marcas de ferro, na lâmina da pele desse pretérito que invadiu as entranhas dos idos futuros. A sensação das certezas de trilhos abertos nos passos adiante. Minutos eternos. Pássaros insistentes, contínuos véus ao vento.

Pouco persistiu do instante exato, no calendário. Persistiram, no entanto, as emoções de invasão, no desencanto assinalado – extremos limites territoriais de transformar lembranças em fiapos de sobrevivência que me escorriam da ponta dos dedos da alma ao chão do quarto atemporal comigo deitado enquanto os outros, lá fora, dormiam a sono solto.

Deixei rolar mais um e mais o mesmo disco a fio. Nenhuma pergunta além do que acontecia na música. Cabeça entregue a si. Olhos queimados da véspera. Saturação do desgaste nas mesas dos clubes e bares. Buscas inúteis de não sei o que. Forte pancada no peito, formas gasta de investigar a realidade corrosiva das notícias, portos rotineiros, blocos compactados e chamas apagadas.

Assim, voltar no tempo à música daquela noite antiga. Ouvir Gal Costa e o disco de 1970. Sinais da geração. Amplas cicatrizes, folhas secas que percorriam as veias, os ouvidos, rasgos finos, canais e pistões em surdina. Moléculas. Sabores de fígado que voltavam ao paladar. Atabaques. Pandeiros. Tambores. Totens dominantes, somas de pedaços, provas do delito de sonhar que imperava no repasto conservado no transitório. A saudade rediviva nas doces esperanças. Ninguém pensar em volver para dizer a história, cúmplices da ausência de depois. E os discos retornam ao firmamento aluminado, quais discos voadores, no cumprimento de missão adrede combinada em reinos siderais do infinito.

Pingos nos iii suaves espumas, vou me procurar na Lapa, quarta-feira de manhã. Toques de senhas misteriosas, que repetem as entradas de cena e alimentam enigmas de outras ocasiões semelhantes, noutros palcos.

Festival de Flores de Holambra no Cariri

VII Festival das Flores de Holambra começa na próxima quinta-feira (26), em Juazeiro do Norte

O evento consolidado na região, conta com mais de 200 espécies de flores e plantas ornamentais, a preços acessíveis, direto ao consumidor. Mais de 120 mil pessoas já percorreram o corredor das flores

O Cariri abre a temporada das flores, com o VII Festival das Flores de Holambra, que acontece de 26 de novembro a 6 de dezembro, na Praça Padre Cícero, em Juazeiro do Norte. Uma tradição anual de um evento que é sucesso de público todos os anos. A feira de flores tem sido um importante atrativo para a região, além de um momento de lazer e afetividade para compartilhar com amigos e a família, e contemplar as diversas espécies de flores e plantas ornamentais. Outro aspecto importante está relacionado ao impulso no mercado e um incentivo para o cultivo de espécies na região, adaptadas ao clima. Um público de mais de 120 mil pessoas já teve a oportunidade e contemplar o corredor das flores.

Evento abre às 9 horas

O Festival será aberto às 9 horas da próxima quinta-feira, 26, e neste dia também terá o seu funcionamento até às 21 horas. Nos outros dias, será aberta a partir das 8 horas, com encerramento das atividades às 20 horas.

Ano passado, o público chegou a mais de 20 mil pessoas, podendo ser mais uma vez superado este ano, pelo grande interesse das pessoas pelas plantas que chegam em containers da cidade de Holambra, no interior de São Paulo, direito para o Cariri. Segundo o coordenador da VII Edição do Festival, Bruno Sobreira, este ano se terá a oportunidade de conhecer mais de 200 espécies de flores e plantas ornamentais. As plantas carnívoras estão entre os atrativos para o festival, e as diversas tipologias de orquídeas, gérberas, rosas, bonsais, cactos, violetas, samambaias, e outras espécies.

Em local amplo e climatizado, a clientela é atendida por pessoas que estão aptas a levar as informações necessárias de como melhor cultivar as plantas nos ambientes de sua residência ou apartamentos, incrementar os jardins das casas, hotéis e levar o colorido das flores para os variados espaços. E o mais interessante é que o consumidor tem a oportunidade e adquirir as espécies a preços bem acessíveis, a partir de R$ 5,00.

A perspectiva de incrementar o turismo e trazer novas espécies de flores e plantas ornamentais para a região do Cariri, também é um dos objetivos dos organizadores, que mantêm o padrão de recepção aos visitantes que querem admirar a beleza de flores e plantas raras. O festival tem um caráter beneficente e conta com a promoção do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal, com a parceria da Cooperativa de Flores de Holambra.

Evento consolidado no Cariri

O Festival das Flores de Holambra está consolidado na região do Cariri e passou a fazer parte do calendário de eventos regional. São sete anos consecutivos trazendo para o Cariri a beleza e o colorido das flores da cidade de Holambra, referência também para produtores do Cariri. Holambra passou a ser cidade é responsável pela maior produção de flores do Brasil, também exportadas para vários países. A produtividade corresponde a 30% das flores e plantas ornamentais cultivadas em todo o País. Uma estrutura foi montada na praça, no intuito de proporcionar um atendimento de qualidade à população.
   
São 20 anos de realização de feiras em quase todo o Brasil. Além da importante parceria dos organizadores, o festival também conta com o apoio de órgãos como a prefeitura municipal de Juazeiro do Norte. O evento acontece em capitais e também nas grandes cidades do interior nordestino. Fortaleza é uma delas, além de São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Belo Horizonte, Recife, João Pessoa, Natal e Maceió.

O festival é um incentivo às empresas do setor, representa um espaço de diversidade para os floricultores da região. Vem aumentar o desenvolvimento desse segmento, proporcionando abertura para os negociantes do ramo, com mais uma opção de inovação, além de valorizar ainda mais o que já existe no Cariri

Para a professora Elizabeth Bezerra, a feira é uma boa oportunidade de diversificar as espécies do jardim. “Todos os anos, tenho a oportunidade de poder escolher plantas que, com o cuidado necessário, dá muito bem para serem cultivadas na região”, afirma. Entre as plantas que já teve a oportunidade de adquirir estão diversas variedades de roseiras. Há espécies bem resistentes e que colorem mais a sua casa, além de serem adquiridas a preços bem em conta

Há também uma economia maior em relação às plantas comercializadas para jardinagem na própria região, porque vem direto de Holambra para o Cariri, sem atravessadores. É uma oportunidade de comprar presentes a preços acessíveis nesse período pré-natalino.

Mais informações:

VI Festival de Flores de Holambra, no Cariri
 Praça Padre Cícero - Centro
Juazeiro do Norte - CE
Informações: (88) 9-8812 5525

Pároco da vila do Crato (Portugal) visita o Crato brasileiro (por Armando Lopes Rafael)

Monsenhor Paulo Henriques Dias, (foto ao lado) pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição (construída há 728 anos) da vila de Crato, localizada no Alentejo (Portugal) encontra-se na cidade de Crato. Ele veio conhecer a cidade homônima localizada no Cariri cearense.
Monsenhor Paulo Henriques Dias esteve visitando a Cúria Diocesana Bom Pastor, quando, em conversa informou que vila do Crato português viveu ao longo de séculos uma História que sempre se cruzou e influenciou a História de Portugal, fazendo justiça ao lema do Município “Crato – Município com História”. Muitos são os episódios históricos que tiveram o Crato português (fundado no século 12) como palco. Incluindo a resistência do Crato às tropas de D. João de Áustria na Guerra da Restauração de Portugal, ocorrida há 353 anos.
Na sua visita à Cúria Diocesana Bom Pastor, da Diocese de Crato, Monsenhor Paulo Henriques Dias foi presenteado com exemplares da “Revista do Centenário da Diocese de Crato”, do livro “Diocese  de Crato – Gênese e Contexto”, de autoria do Pe. Tales Figueiredo e do livro “Benigna, um lírio no sertão cearense”.


Nas fotos acima a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição da vila de Crato, localizada no Alentejo (Portugal)
*** 
A propósito da visita do Pároco do Crato de Portugal ao Crato do Brasil, a Assessoria de Imprensa da Diocese de Crato publicou – no seu site – a nota abaixo:
“Da Europa ao Cariri: Semelhança entre “Cratos” motiva viagem de Padre português
A Diocese não é a única instituição religiosa a ter a palavra “Crato” em seu nome. Uma Igreja matriz de Portugal também a utiliza. E foi, justamente, essa semelhança que fez o Monsenhor Paulo Henriques Dias, da Diocese de Portalegre-Castello Branco cruzar o Atlântico e desembarcar nas terras caririenses, na última sexta-feira, dia 20 de novembro.
Em visita à Cúria Diocesana nesta segunda-feira, 23, o religioso falou da expectativa criada, por intermédio do Padre Raimundo Elias, hoje residente na Europa, pela proximidade que, no fundo, o nome induz. Apesar da semelhança entres os “Cratos”, Monsenhor Dias comentou que as realidades são distintas. Enquanto a Diocese de Castello Branco, da qual faz parte, tem 450 anos, a de Crato completara, há pouco, seu primeiro centenário. “A Diocese (de Crato) tem um futuro promissor para dar à Igreja todo o sentido da evangelização, da atualização e da presença de Cristo que se nota e que eu tive o prazer de celebrar”, disse.
Em sua primeira viagem à região caririense, o Padre português, de 45 anos, dos quais 21 estão dedicados aos trabalhos pastorais na Igreja Matriz do Crato,  deve esticar a visita até o início de dezembro”.







Fecha-se o cerco: PF prende pecuarista amigo de Lula na 21ª fase da Lava Jato

Além da prisão de José Carlos Bumlai, operação Passe Livre cumpre 25 mandados de busca e apreensão e seis de condução coercitiva em quatro Estados
 O pecuarista e empresário José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula(Cristiano Mariz/VEJA)
A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira, em Brasília, o pecuarista José Carlos Bumlai na 21ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Passe Livre. A nova etapa inclui investigações de pagamemnto de propina e fraude em licitações na contratação de navios-sonda pela Petrobras. Ao todo, estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, um de prisão preventiva e seis mandados de condução coercitiva em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro , Lins (SP), Piracicaba (SP), Campo Grande e Dourados (MS). Bumlai iria depor na tarde desta terça-feira na CPI do BNDES e estava em um hotel próximo ao Palácio da Alvorada quando foi detido. Ele será levado para Curitiba.
Em depoimento à Justiça Federal, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou que José Carlos Bumlai "era um contato muito próximo de Fernando Baiano", apontado pelo Ministério Público como lobista do PMDB que intermediava o pagamento de propina a agentes públicos que sangravam os cofres da Petrobras. Como VEJA havia revelado em 2011, o pecuarista Bumlai é um amigo próximo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi favorecido por financiamentos do BNDES e tinha livre acesso ao Palácio do Planalto no governo petista. Um recado na portaria do principal prédio da administração pública federal determinava: "O sr. José Carlos Bumlai deverá ter prioridade de atendimento na portaria Principal do Palácio do Planalto, devendo ser encaminhado ao local de destino, após prévio contato telefônico, em qualquer tempo e qualquer circunstância".


Na Diocese de Crato o “Ano da Misericordia” será aberto no dia 13 de dezembro

Programação do Ano da Misericórdia na Diocese de Crato
 2015
Dia 13 de dezembro às 8h: Abertura do Ano Santo na Catedral Nossa Senhora da Penha, em Crato, com inauguração da Porta Santa e entronização do Quadro (óleo sobre ela) da Divina Misericórdia.
2016
Dia 29 de janeiro: Abertura da Porta Santa dos Romeiros na Basílica Menor Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte.
De 10 de fevereiro a 01 de abril: Semanas Missionárias Paroquiais em todas as paróquias da Diocese.
De 04 à 05 de março: ‘‘24 horas para o Senhor’’ em todas as paróquias.
Dia 02 de abril às 8h: Peregrinação diocesana ao Santuário Diocesano da Divina Misericórdia, na cidade de Barro, com inauguração de um Arco, com a estátua de Jesus Misericordioso (com 6 metros) na entrada daquela cidade.
Dia 12 de novembro: Fechamento da Porta Santa na Catedral de Nossa Senhora da Penha, em Crato.
Mais
– Haverá um encontro de formação para o clero sobre o Sacramento da Reconciliação;
– Será realizado um Congresso em julho de 2016;
– Serão preparados subsídios para os momentos celebrativos (Semanas Missionárias e círculos
bíblicos);
– As comunidades deverão realizar círculos bíblicos sobre as Obras de Misericórdia;
– O bispo diocesano, Dom Fernando Panico, vai celebrar, no dia 31 de outubro, na Catedral de Nossa Senhora da Penha, o aniversário de 45 anos de seu sacerdócio, acompanhado de todos os padres que foram ordenados por ele. Somente do clero diocesano foram ordenados por Dom Fernando 68 sacerdotes, fora os sacerdotes pertencentes às instituições religiosas, que o bispo ordenou.
– O Pe. Acúrcio de Oliveira Barros será o Missionário da Misericórdia da Diocese de Crato. Ele tomará posse desta função em Roma, quando vai celebrar com o Papa Francisco.
O que é o Ano Santo?
A Palavra do Senhor dá ao povo de Deus um conselho para fazer da vida uma celebração cada vez mais profunda. Em tempos especiais, a Igreja tem proclamado “Anos Santos” ou “Jubileus”. São convocações para reavivar o chamado da misericórdia de Deus, que nos quer acolher. São um chamado a uma revisão de vida para que sejamos dignos filhos e filhas de Deus e um pedido para começar de novo.
Nesses tempos, “Anos Jubilares” são uma oportunidade que se repete periodicamente para lembrar que Deus nos quer a todos libertos e felizes. O termo jubileu se inspira na palavra hebraica yobel, que faz alusão a um instrumento de sopro feito com chifre de cordeiro, tocado durante o Ano Santo. Jubileu também possui uma raiz latina, iubilum, que significa um grito de alegria.
A celebração do Jubileu ou Ano Santo se origina no Antigo Testamento. Consistia em uma comemoração de um ano sabático, realizado a cada 50 anos, que tinha um significado particular. Durante o ano restituíam-se as propriedades às pessoas que as haviam perdido, as terras deviam permanecer sem cultivar e em repouso, perdoavam-se as dívidas e os escravos eram libertados (Levítico 25).
A Igreja deu um sentido mais espiritual ao jubileu veterotestamentário. Nesse ano festivo se faz um chamado a aprofundar a relação com Deus e com o próximo, oferece-se um perdão geral e indulgências aos que se dispuserem a recebê-los nesse tempo de graça. Portanto, cada Ano Santo é uma oportunidade de renovar o compromisso de ser um testemunho de Cristo e alimentar a fé, num convite à conversão.
(O texto “O que é o Ano Santo” foi retirado do site da Arquidiocese de Salvador-BA)

23 novembro 2015

Há muito que sonhar e mais ainda que viver - Por: Emerson Monteiro

Algo mexe por dentro da gente ao observar cassandras destilando fel e insistindo na desistência dos bons propósitos. Semelhantes a iconoclastas na intenção de eliminar a resistência do povo, elas carregam as tintas negativas e encobrem o prazer necessário do agir com arte e ânimo.

Olhar ambos os lados nas ocorrências naturais da realidade significa no mínimo boa imaginação. Senso único de acreditar e lutar por isso representa a energia sem tamanho à espera dos grupamentos humanos criativos. Nisso a história oferece o drama dos heróis a conduzir populações inteiras ao clímax da transformação de problemas em soluções inteligentes.

Trabalhar os jeitos de encontrar as respostas bem deve ser esse o meio de vencer o desânimo dos turnos das crises. Reagir com altivez e disposição de novas verdades aguarda pessoas de boa vontade no estirão do Infinito. Vejo nenhuma forma de encostar-se ao barranco e chorar calado enquanto a natureza oferece alternativas de criar respostas válidas e fortes, na estrada constante desse flui insistente, instrumento de fundamentar providências em qualquer canto e nas horas escuras ou difíceis. Limpar a vista e arquitetar novos dias.

A vontade possui esse diapasão de renovar os quadros da paisagem. Quando vêm os impedimentos, embutido no pacote está o equacionamento do problema já em si. Alimentar derrotismo denota má fé no sentido de machucar os que sofrem e agredir o organograma do sistema universal.

Nesse propósito são admitidos religiosidade, ideais sociais, projetos e planos de criar sociedades justas e solidárias, sonhar sonhos bons de alegria nas famílias, nos relacionamentos amorosos, nas verdades eternas da esperança e do amor a valores imortais de plena felicidade, direito de todos nós.

Desconfiar de quem só ver a banda sombria da Lua pede, pois, seleção a todo custo, todo momento. Saber colher a boa essência representa saúde moral e leveza de propósitos. Assim nada andará perdido. Crer com gana. Promover as possibilidades pujantes. Eis o cardápio indicado diante das versões apavoradas, equivocadas, dos lobos desanimados. Pra frente é que as malas batem. Vamos vencer e vencer, que a isso vivos chegamos até aqui.

Sinal de alento na América do Sul: Cristina Kirchner e Lula da Silva perdem; e Macri vence na Argentina (por Reinaldo Azevedo)

Populismo agressivo e mixuruca tem a sua primeira derrota importante; logo virá outra, na Venezuela
E Luiz Inácio Lula da Silva, hein? Atravessou a fronteira, foi fazer campanha eleitoral na Argentina e foi derrotado. O populismo mixuruca e troglodita teve a sua primeira derrota importante. No dia 6 de dezembro, será a vez de Nicolás Maduro levar uma surra nas eleições parlamentares da Venezuela. Sim, a onda chegará aqui. Vamos ver quando. Ou melhor: a onda já está aí. Vamos lá.
Mauricio Macri, da “Mudemos”, uma coligação de centro-direita, venceu as eleições e toma posse como o novo presidente da Argentina no dia 10 de dezembro. Com quase 99% dos votos apurados, ele obteve 51,46% das preferências, contra 48,54% do peronista Daniel Scioli. Chegam ao fim 12 anos do reinado do kirchnerismo, liderado primeiro por Néstor Kirchner, que governou de 2003 a 2007 — morreu em 2010 —, e, depois, por sua mulher, Cristina.
Vamos ver. Surge uma nova esperança na Argentina. Macri não é peronista nem pertence à tradicional União Cívica Radical, de perfil mais social-democrata. O presidente eleito da Argentina está mais próximo do pensamento liberal. Terá uma pedreira pela frente. O peronismo, com suas múltiplas frentes e faces, indo da extrema direita à extrema esquerda, é um adversário sempre perigoso.
Que a América do Sul continue a mudar e aposente outros populismos mixurucas. No Brasil de 2014, o medo venceu a esperança. Na Argentina de 2015, a esperança venceu o medo. E Lula perdeu junto com Cristina.
Texto de Reinaldo Azevedo

21 novembro 2015

Noites Vorazes na Consciência – por Pedro Esmeraldo



    Noites tristes estão a aniquilar o estado de repouso do cidadão cratense. Certamente descaracterizados, de maneira especial, devido à malquerença de certos políticos ruidosos que tentam a suspensão temporária da consciência do povo desprezado e sofrido. Neste caso, não temos força para obter bom procedimento ético, porque fomos embalados pelo mau comportamento politico da outra cidade.
    Somos enganados e vilipendiados por artimanhas de pessoas invejosas que querem surrupiar do Crato uma – das poucas coisas que ainda temos de bom – que é a Universidade Regional. Tem quem tenha disposição e serviço, oferecendo vantagens para retirar do Crato o campo universitário da URCA.
    Isso acontece quando tentam retirar o Parque de Exposição do atual  local, sob o argumento de  ampliar e modernizar o referido Campo Universitário.
    Ora meus amigos, o parque de Exposição é enorme. Dá para acoplar a Exposição e a URCA juntas, sem precisar retirar nenhuma delas de Crato. Aquele espaço continua a ser a menina dos olhos do município do Crato. Não sabemos por que motivo o pessoal da URCA tem esse anseio descomunal, visto que lá há grande margem de terra destinada para satisfazer o desejo de todos.
    Não nos deixemos permanecer sob influência de espíritos conturbados. Estamos  cansados pelos arrufos de alguém que procura atanazar o nosso caminho, atribuindo-nos valores inúteis e sem conhecimento da realidade, pois na medida do possível, temos a capacidade de prosperar com bons valores intelectuais, atingindo, também, o caminho da tecnologia aplicada ao desejo do povo.
    Olhe Senhor Governador para o Crato! O Senhor é filho do Crato e quando acaba está esquecendo do Crato. Por que o Senhor não dá vez ao município do Crato? Por que o Senhor desprezou a sua terra natal? Por que o Senhor não olha bem para o Crato? Venha comungar conosco, o povo lhe espera de braços abertos, mas almeja grandes melhoramentos. Evite-nos constrangimentos não nos deixe cair em noites mal dormidas.
    Confiamos no Senhor, pois sabemos que o Senhor é um cidadão de bem.

O caminho - Por: Emerson Monteiro

Frodo deve procurar o seu centro, e iniciar a escalada, o caminho para a realização plena.                                                                                                                                                           Wikipédia

Que montanha encantada é essa? Que buscar adiante, no destino? Sair à procura de quê? Por mais, às vezes, pareçam fascinantes as histórias, os mistérios não revelados existem ainda passos seguintes que deve justificar o aonde ir, porquanto o tempo nunca pára de avançar. A gente endossa as paradas, que vêm em forme de variações, contudo a rotina de percorrer os trilhos do tempo continua passo a passo. Espécie de sucessão ocasional de que façamos  o que de melhor achemos, insiste na cobrança das responsabilidades, nesse caleidoscópio sem final.

Que inconsciente? Onde mora? Como encontrar? O caminho do inconsciente quer significar esse ter de seguir sem conta no andamento da viagem insistente dos sucessivos momentos inevitáveis. Espécie de loteria da felicidade, nós e o tempo, acesos no mesmo continuar individual e coletivo. Nós e os outros, nós e a sociedade... Entra ano e sai ano, esse persistir. Uma energia que vira matéria e uma matéria que torna à energia... (Ao pó retornarás.) Oráculos de nós mesmos, contemplamos o panorama dos dias de olhos fixos no prodígio da humana condição. Se o caminho é a própria existência, aonde nos levará existir?

Vêm respostas por meio das filosofias, religiões, psicologias, todas no entanto sob perpassar o crivo da razão acostumada ao movimento dos barcos no pisar dos passos. Perguntas mil em forma de lampejos de consciência indagam a sorte e respondem elas mesmas, tal quem se puxa do passado pelos próprios cabelos.

Há igualmente aspecto diverso, o sentimento, que fala noutra linguagem, esta à maneira dos poetas, dos místicos, artistas, tom abstrato de percepções particulares, subjetivas, das quais existem provas imensas, contudo a serem testadas na sala da alma nalgumas horas presas aos poderes da razão, que evita abrir espaço definitivo a isso que não compreendeu de sentir, tutora exclusiva das interpretações do segredo que recupera em jeito frio de afirmar e nunca só provar o desengano a que larga os humanos e suas aventuras de encontrar o Caminho.

Coisas desta república

Em VEJA desta semana: Cerveró diz que negócios da Petrobras em Angola e EUA financiaram eleição de Lula em 2006
Ao negociar sua delação premiada, o ex-diretor da petrolífera passa a apresentar detalhes de transações em que houve “prejuízo intencional” – uma vez que o verdadeiro propósito era obter dinheiro para a campanha política do PT
“Prejuízo intencional”: Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, diz que o PT recebeu “entre 40 milhões e 50 milhões de reais”(Cristiano Mariz/VEJA)
Em abril do ano passado, um funcionário de carreira da Petrobras, com trinta anos de casa, procurou a Polícia Federal oferecendo-se para ajudar nas investigações do petrolão, o maior esquema de corrupção da história do Brasil. Ele narrou seis casos que classificou de "má gestão proposital" - ou seja, negócios feitos com a intenção de produzir propinas. A maior parte das quatro horas de depoimento espontâneo foi dedicada à atuação de Nestor Cerveró à frente da diretoria internacional da empresa. A decisão de explorar petróleo em Angola, contou o funcionário, foi planejada para dar "prejuízo intencional". E deu. Segundo ele, foram 700 milhões de dólares jogados para o alto, com sobras para os corruptos.
O depoente voluntário recomendou aos procuradores que rastreassem os sinais da entrada no Brasil de dinheiro originário do exterior. À informação do colaborador, cujo nome as autoridades preservam, faltavam evidências sólidas. Em abril de 2014, a Lava-Jato era ainda uma operação restrita à ação de doleiros. Um ano e meio depois, o próprio Nestor Cerveró, quem diria, um dos engenheiros da "má gestão proposital", aparece como a melhor oportunidade de confirmar as ousadas operações de "prejuízo intencional" com o objetivo de obter propinas para os diretores corruptos da Petrobras e seus padrinhos políticos. São histórias que invertem o ditado segundo o qual "a ocasião faz o ladrão". No maior escândalo de corrupção da história brasileira, o ladrão cuidava de providenciar a ocasião.
Preso desde janeiro sob a acusação de embolsar dinheiro sujo do petrolão, Cerveró já foi sentenciado duas vezes pelo juiz Sergio Moro. Numa delas, a cinco anos de reclusão, por comprar um apartamento com recursos desviados da estatal. Na outra, a doze anos e três meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A perspectiva de uma longa temporada atrás das grades reavivou a memória do ex-¬diretor, apadrinhado por caciques do PT e do PMDB. Cerveró negocia agora um acordo de delação premiada, na tentativa de reduzir a sua pena. As histórias narradas por ele ao Ministério Público já preenchem pelo menos 25 anexos e encerram uma lógica comum: a Diretoria Internacional da Petrobras foi usada de forma sistemática com o objetivo de levantar recursos para campanhas eleitorais - com destaque para a campanha de Lula à reeleição, em 2006. Naquele ano, segundo Cerveró, a Petrobras pagou 300 milhões de dólares ao governo de Luanda pelo direito de explorar um campo petrolífero em águas profundas nas costas de Angola. Cerveró disse ter ouvido de Manuel Domingos Vicente - então presidente do Conselho de Administração da Sonangol, a estatal angolana do petróleo - que até 50 milhões de reais oriundos de propinas produzidas pelo negócio foram mandados de volta para o Brasil com o objetivo de irrigar os cofres da campanha de Lula. Cerveró fez registrar em um dos anexos: "Manoel Vicente foi explícito em afirmar que desses US$ 300 milhões pagos pela Petrobras à Sonangol retornaram ao Brasil como propina para financiamento da campanha presidencial do PT valores entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões".
Segundo Cerveró, a negociação foi conduzida por integrantes das cúpulas dos dois governos. O delator apontou como negociador do lado brasileiro Antonio Palocci, que ocupava o Ministério da Fazenda e era membro do Conselho de Administração da Petrobras. Quando da assinatura do contrato, Palocci já havia sido demitido do cargo de ministro devido ao escândalo da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa. A Petrobras pagou cerca de 500 milhões de dólares e gastou mais 200 milhões de dólares para explorar quatro blocos de petróleo em Angola. A empresa perfurou poços secos e teve gigantesco prejuízo com a operação em Angola, mas, como explicou Cerveró, isso pouco importou, pois o objetivo era cozinhar os números e deles arrancar propinas para financiar a campanha presidencial de Lula.
O mesmo método teria, segundo Cerveró, sido aplicado na compra da sucateada Refinaria de Pasadena, no Texas, Estados Unidos. O objetivo igualmente era montar um propinoduto para a campanha à reeleição do então presidente.

20 novembro 2015

Fatos & Reflexões (por Armando Lopes Rafael)

Crato lento...lentíssimo
A cidade de Crato é sempre lenta,  lentíssima, quando se trata de homenagear seus filhos ilustres... O empresário Aderson Tavares  Bezerra, falecido tempos atrás, apesar de tudo o que representou para o progresso de Crato continua esquecido pelos poderes públicos de sua terra natal. Enquanto isso, a Prefeitura de Juazeiro do Norte está convidando para a inauguração  da Praça Aderson Tavares Bezerra, no próximo dia 27 de novembro. O moderno logradouro está localizada na Av. Pe. Cícero, em frente ao Teatro Marquise Branca de Juazeiro do Norte. Uma homenagem merecida!

Ano da Misericórdia na Catedral de Crato 
 A catedral de Nossa Senhora da Penha prossegue com a implantação da Porta Santa, que assinalará a comemoração, na Diocese de Crato, do Jubileu da Misericórdia, com início previsto para 13 de dezembro próximo. Estas Portas da Misericórdia análogas às Portas das Basílicas papais em Roma, por decisão do Papa Francisco, permitirão que aqueles que não viajarem até Roma, também realizem a sua peregrinação jubilar. Após o início solene do Ano Santo – marcado pela abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro no Vaticano em 8 de dezembro próximo – todas as Dioceses católicas do mundo poderão ter sua própria Porta da Misericórdia em comunhão com a Igreja de Roma, a qual será aberta no dia 13 de dezembro.  Na Diocese de Crato também foram contempladas com Portas da Misericórdia, a Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores (em Juazeiro do Norte) e o Santuário Diocesano da Divina Misericórdia (na cidade de Barro). Na Catedral de Crato também será entronizado um quadro contendo uma pintura (óleo sobre tela de um artista cratense) de três metros, com a imagem da Divina Misericórdia (Jesus Misericordioso).Na foto acima a imagem histórica de Nossa Senhora da Penha, Rainha e Padroeira da cidade de Crato e da Diocese, portando a coroa confeccionada em Roma, com a qual foi solenemente coroada em 20 de outubro de 2014,pelo cardeal João Braz Aviz.             
Imprensa: direito de informar, mas com responsabilidade 
Uma boa notícia: a Lei do Direito de Resposta, recém-aprovada pelo Congresso e sancionada na semana passada pela presidente Dilma Rousseff, afirma, no seu artigo 7º, que o Juiz de Direito, nas 24 horas seguintes à citação, tenha ou não se manifestado o responsável pelo veículo de comunicação, poderá deferir o direito de resposta de uma pessoa ofendida – por publicações na mídia – em até dez dias se tiver justificado receio de ineficácia do provimento final. O direito de resposta será proporcional à ofensa divulgada.
Imprensa nanica do Cariri deve por a barba de molho
Na região do Cariri são impressos dois jornais (ambos distribuídos gratuitamente à população) que são useiros e vezeiros em publicar acusações falsas. Esses jornais  até agora, não foram ainda punidos, pois a Justiça ( apesar dos vários processos existentes contra eles) geralmente é lenta no  julgar de um processo.
Seriado de mentiras
Semana passada um desses tabloides “requentou” uma série de acusações falsas contra o Bispo. Por conta disso, os advogados da Diocese preparam mais duas ações – uma cível e outra criminal – elevando o número de processos já em análise no Poder Judiciário. Lamentavelmente existem processos contra o tabloide, desde 2012, que ainda não foram concluídos. Vale lembrar que desde 1921, há 94 anos, na sua famosa “Oração aos Moços”, o grande Ruy Barbosa já escrevia: “A justiça atrasada não é justiça; senão injustiça qualificada e manifesta”...
Um exemplo dessas mentiras
Um desses tabloides publicou – dentre outras aleivosias – que o Bispo teria levado dois padres da Diocese à Delegacia de Polícia. Deslavada mentira! A verdade dos fatos: uma semana antes do minúsculo grupo contrário ao bispo ter lançado na Internet (e divulgado no Brasil e no mundo) um vídeo montado para perpetrar o linchamento moral do Pastor Diocesano, este foi alertado de que estaria em curso uma conspiração --  uma trama a mais --, para desmoraliza-lo como cidadão e como a maior autoridade religiosa do Cariri. Aconselhado pela Assessoria Jurídica da Diocese, o Bispo foi à Delegacia fazer um Boletim de Ocorrência (BO) preventivo. Sete dias depois que o BO foi feito, o criminoso vídeo foi lançado na Internet.
Ainda a  verdade dos fatos
De posse desse BO preventivo, e somente após a Internet iniciar a divulgação do famigerado vídeo, o Delegado de Polícia procedeu à abertura de um inquérito para investigar o autor (ou autores) desse crime para indiciar os culpados. O Serviço de Inteligência da Polícia rapidamente descobriu o responsável pela produção do vídeo, bem como os responsáveis pela criação dos perfis falsos para divulgação da peça no You Tube. O produtor do vídeo foi intimado a prestar depoimento e, naquela ocasião, apontou as outras pessoas que estavam presentes na sua residência na hora da gravação, incluindo os dois padres. Por isso o Delegado de Polícia (e não o Bispo) convocou-os a depor na Delegacia. Enquanto isso acontecia o Bispo se encontrava na Europa e nem sabia quem eram os acusados pela produção do vídeo. Resumindo: Os dois padres foram intimados para depor na Delegacia porque foram citados pelo responsável pela feitura do vídeo.

Querem transformar vítima em réu
Esta, a transparente e clara verdade sobre a celeuma artificial que querem forjar, para que réus sejam transformados em vítimas. Mais grave ainda: por trás das acusações tresloucadas e imbecializadas dos tabloides, feitas por meio de matérias prenhes de ódio insano, uma delas deságua, também, no crime da xenofobia (preconceito e discriminação contra pessoas nascidas noutro País). Tudo feito por motivos escusos, com o escopo de atingir – através da calúnia, da injúria e da difamação – a honra e a reputação de uma das autoridades mais importantes do sul do Ceará.               
E para encerrar
Anteriormente o Bispo foi duas vezes à Delegacia de Polícia. Uma para se defender da acusação de estelionatário (da qual foi absolvido pela Polícia) acusação essa feita por sete inquilinos de casas pertencentes à Diocese e não à pessoa física do bispo.  E outra vez para fazer esse BO preventivo. Ora,  o fato de o bispo ir à Delegacia de Polícia (com o agravante de ter sua foto divulgada na primeira página do tabloide cujo editor vem, há mais de dez anos, intrometendo-se em assuntos internos da diocese que não lhe dizem respeito) foi visto como uma "coisa normal". Normalíssima, até... Já os dois padres serem convocados, pelo delegado para depor,  depois de  serem citados por quem gravou o vídeo, virou “um Deus nos acuda”, para essa minoria. Dois pesos, duas medidas!
Postado por Armando Lopes Rafael

Espiritualidade em tudo - Por: Emerson Monteiro

Houve um tempo que certo senhor trabalhava com meu pai na fábrica de pré-moldados que este possuiu próximo de nossa casa, no bairro Pinto Madeira, em Crato. Antônio, assim se chamava. Vinha vezes várias à nossa residência e comigo frequentava a Associação Espírita Allan Kardec, ali nas imediações. Ainda que de sítio, das bandas de Acopiara, refletia nas conversas conceitos clássicos ligados à religiosidade natural e apreciava o Espiritismo kardecista.

Nessa época chegara ao Cariri os primeiros sinais de televisão. E lembro quando assistíamos no vídeo a partidas de futebol, nos domingos à tarde. Ele comentava o quanto de espiritualidade imperava naqueles atletas, observação que gostava de fazer. E eu imaginando onde andava ao ver esse aspecto da formação dos jogadores, pessoas disciplinadas e fieis, que exercitavam no campo o ofício da bola.

Hoje analiso melhor o que Seu Antônio dizia quando falava das práticas esportivas ligadas ao lado religioso das pessoas. É que em tudo por tudo nelas habitaria o senso espiritual, seja quando e onde existam criaturas humanas. Nem sempre só à frente de grupamentos voltados ao dizer institucional de religiosos, líderes de si comandam o outro lado das ocorrências externas.

Seja quente ou frio, porque morno eu vomito – avisava São Paulo. Nas opções do drama social há diversos papeis a preencher o espaço da compreensão. Desde soldados a serventes e pedreiros, músicos e matemáticos, enfermeiras, vendedoras, atores, senadores da República, todos especialistas na condução de seres úteis ao fluir das gerações.

Sei, igualmente, da necessidade principal de realizar a formação da consciência espiritual onde quer que seja o passo das ações de sobrevivência do instante.

Via neles, nos jogadores em campo, o poema da Criação. Longe apenas dos intelectuais, letrados, formadores de opinião, aqueles também cumprem a faina dos espetáculos, nas tardes mornas dos finais de semana, entretendo outros irmãos perante a calma de refrescar o juízo enquanto trabalhavam naquilo que lhes cabe no espaço das quatro linhas. Sim, Seu Antônio, quanta espiritualidade nos praticantes de todas as modalidades esportivas neste chão de tanto suor e lágrimas, sonhos e risos.


Edições Anteriores:

Maio ( 2017 ):

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31