xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 10/01/2015 - 11/01/2015 | Blog do Crato
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VÍDEO - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Prefeito do Crato é escolhido um dos melhores prefeitos do Ceará pela PPE Eventos, em Fortaleza. ( 09-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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31 outubro 2015

“Dádivas” de Abidoral Jamacaru e dos seus amigos


As trombetas do tempo, não apocalípticos ainda, já antecipam os estertores deste duro, mais ainda ano bom de 2015. Precisamente hoje, último dia do antepenúltimo mês, amanheceu chovendo na terra encantada do Cariri cearense, anunciando safras prenhes de estórias e canções. Tudo previa uma manhã dadivosa.
Como vem ocorrendo ao longo deste ano, todo sábado, bem cedo, bato à porta da casa verde de duas janelas, número 247, da rua José Carvalho, centro do Crato. É a casa de Abidoral Jamacaru, bardo, trovador, menestrel, cantador, similar aos bluesmen “do sul de lá onde Washington é a capital de tudo" (Geraldo Urano dixit) e aos mariachis de um pouco mais embaixo. Para os amigos mais próximos ele é simplesmente Bida. E pra mim, desde janeiro, é também meu professor (e mestre) de violão, que me concede dádivas, mesmo que em dose homeopáticas, em forma de cifras, harmonias e canções.
Precisamente hoje fui com uma cobiça a mais: receber, de suas mãos e em primeira mão, o seu novo disco, não à toa chamado “Dádivas - amigos e canções de Abidoral Jamacaru”. Recebi-o, com uma dedicatória preciosa: “ao grande amigo e compositor Rafael. Com carinho, Abidoral”. Já bastaria ser considerado um grande amigo. Agora ser chamado de compositor, vá lá, é mais uma de suas generosidades.
Escutar o disco é um exercício prazeroso. São treze canções (número cabalístico pra quem conhece um pouco o lado esotérico de Abidoral) e um repertório que sintetiza uma longa, árdua e ardorosa carreira musical, iniciada no início dos anos 1970, nos saudosos festivais da canção do Cariri. Treze canções interpretadas por uma plêiade enorme de amigos cantadores e tocadores, de todo o Ceará, do litoral ao sertão, do Cariri a Fortaleza.
Nesses quase meio século de vida artística, Abidoral, ao mesmo tempo, pouco e muito mudou. É o mesmo cara simples, que mora ainda na mesma casa que herdou dos pais; cozinha para si e lava a própria roupa, varre a calçada diariamente e rega o pequeno jardim que cultiva nessa mesma calçada. Sobrevive, em parte, dando aula de violão, mas persegue uma busca espiritual que o transforma diariamente e inspira suas composições. Ou seja, nunca deixou de ser ele mesmo, mas nunca se contentou consigo. Ele lapida coisas sublimes e nessa jornada ele compartilha seus tesouros. E suas mais valiosas joias são suas canções.
O disco traz composições já conhecidas e algumas inéditas, em termos de gravação. As “veteranas” são “Incomensurável’, a única em que Abidoral canta, dividindo com o Ex-Perfume Azul Lúcio Ricardo; “Pra ninar o Cariri”, entoada coletivamente por Aquiles Sales, Eveline Limaverde, Fatinha Gomes, João do Crato, Pachelly Jamacaru e Samira Denoá; “Lá de dentro”, cantada por Luiz Carlos Salatiel e Samira Denoá, que carrega no vocal com tons operísticos;” “Vou no vento”, uma bela ciranda cantada por Richell Martins e Marta Aurélia; “O peixe”, engajada parceria de Abidoral com o poeta-mor Patativa do Assaré, interpretada por Amélia Coelho (do Zabumbeiros Cariris) e Orlângelo Leal (do Dona Zefinha); “Canção viagem”, que se transmutou em um vibrante reggae na interpretação da banda Liberdade & Raiz e do “peleja” Hoosevelt Ramalho; “No princípio”, com João do Crato e Mariana Andrade, e “Mais cedo, mais forte”, cedida do disco “Warakidzã”, de Geraldo Júnior. As “novatas” são “Dádiva”, gravada “em família” por Teti e seus filhos Pedro e Flávia Rogério (e mais Júlia Fiore); “A cor mais bonita”, com Edmar Gonçalves e Calé Alencar; “Nenenzinho”, nas vozes de Clarice Trummer, Bárbara Sena, Eugênio Leandro e Tarcísio Sardinha; “Cantei”, letra de Abidoral musicada pelo exímio violonista Nonato Luiz e interpretada por Marcus Caffé e Rodger Rogério, e “Estrelas riscantes”, com Aparecida Silvino e Gustavo Portela.
Não poderia deixar de registrar a participação mais do que especial de Lifanco, que junto a Eugênio Leandro, fez a direção musical. Muito menos da bela capa do disco que traz uma singela foto da casa de Abidoral (e meu endereço certo todas as manhãs de sábado) de autoria de Evandro Peixoto.
Nem precisa dizer que um disco-tributo a Abidoral, com tão talentosos participantes e tantos ricos detalhes, seja algo que deva ser celebrado alegre e efusivamente, como se fosse um presente antecipado do Natal que se aproxima.
Portanto, feliz Abidoral e próspero disco novo!

Carlos Rafael Dias
Crato, 31 de outubro de 2015

As perguntas - Por: Emerson Monteiro

Direito universal, querer saber alimenta o prazo de existir. Busca incessante de momentos calmos, a consciência da gente desfila fagueira nessa linha imaginária dos acontecimentos, que denominaram vida, e transcorre sobre o abismo dos dias nas visões e nos pensamentos. Corda estendida de uma margem à outra do firmamento infinito, nela uns se equilibram melhor, contudo buscam todos chegar do outro lado. Há, inclusive, trabalho de calcular o quanto de pensamentos acontecem durante as 24 horas do dia das criaturas humanas. São 70.000 pensamentos o resultado desse cálculo. Toda pessoa pensa a média de 70.000 pensamentos a cada dia. 

E nesse meio disforme de circuitos elétricos que representam os pensamentos ali imperam as quantas perguntas que isto representa... Questionamentos... Apreensões... Preocupações... De pensar morreu um burro, diz a sabedoria bem humorada do povo. No entanto até na filosofia já disseram (René Descartes, francês): Eu penso, logo existo. (Posso duvidar de tudo, mas há alguma coisa de que não duvido, é de que duvido. Eu penso, logo existo).

Assim, entre pensar e perguntar a distância só equivale a estender as mãos e aguardar respostas das interrogações, pois andar é trocar passos entre dúvidas e certezas, duvidar do que virá adiante, vontade que todos têm de saber o que lhes reserva o futuro. Os jogos. As artes divinatórias. 

Qual cenoura à frente dos animais de carga, isca de empreender o gosto de viver, são as perguntas que motivam as pessoas. Depois de obter vitórias, novas lutas vêm tais razões inevitáveis. Os motivos de continuar, lucros, conquistas, mimos do mundo, as noitadas festivas das comemorações, as taças levantadas, os abraços das torcidas em delírio, o prazer de prosseguir no sabor das palavras que formam a transmissão dos pensamentos. O que o dia nos reserva? Que surpresas nos esperam a todo instante nas dobras dos caminhos? Cessadas as perguntas, divisamos o porto seguro da religiosidade interior, que caracteriza a confiança nos mistérios vivos do Inconsciente coletivo, fruto da esperança e da fé das populações diante do Ser mais que perfeito...  

Governo do Estado do Ceará concluiu,em Crato, a construção da vila da Música

(Fonte: Secretaria das Cidades do Ceará)

A Secretaria das Cidades concluiu a construção da Vila da Música no município do Crato. Com uma área de 2.713,38m², a escola é composta por auditório, biblioteca, salas de aula para grupo e individuais, estúdio, setor administrativo, refeitório, cozinha, despensa, vestiários banheiros, laboratório de informática, quadra poliesportiva, estacionamento, pátio, além da oficina luthieria, utilizada para conserto de instrumentos. A obra recebeu investimento da ordem de R$ 3.179.731,52, por meio do Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (Bird).
A Vila da Música é uma escola de formação musical que tem o objetivo de proporcionar o desenvolvimento sociocultural e educacional dos estudantes e do público em geral. Além disso, abrigará a Sociedade Lírica do Belmonte (Solibel), entidade que ensina música clássica e popular para filhos de agricultores criada por Monsenhor Ágio Augusto Moreira.
Localizada no bairro Belmonte, próxima a Avenida José Horácio Pequeno,a Vila da Música tem a finalidade de ser um núcleo musical lúdico com espaços acusticamente adequados. Os beneficiados receberão aulas de instrumentos, como violino, violão, violoncelo, harpa, saxofone, oboé, flauta transversa, contrabaixo, trompete, dentre outros.             

Prezado Senhor Prefeito –– por Pedro Esmeraldo


Sempre tivemos ideia de que o senhor seria um cidadão de brilho, correto nas ações, possuidor de disponibilidade para enfrentar o combate e que faz o uso da palavra, superando os obstáculos com precisão.
Que não se afastaria das linhas que representam a desigualdade permanente que há entre as duas cidades deixando o Crato completamente derrubado e na permanência desse mal estar profundo.
Nesses últimos dias acompanhamos a falta de sequências dos intelectuais interessados em desenvolver seus méritos, na prática do bom trabalho, o que seria feitocom humildade e brilhantismo.
só assim se evitaria conversas desconexas e dissolventes, circulantes Praça Siqueira Campos. Afaste o Crato das urdiduras e da maledicência, e do cochicho com mau augúrio.
O Senhor se distanciou dos trópicos das lides igualitárias, promovidos por políticos honestos que podiam evitar a negritude da desigualdade. Tudo isto foi provocado por palavras sem nexos e destoantes da qual é proprietária as massas confusas que marcham para o desespero que venham assolar este município.
Com certeza, o Senhor caiu numa armadilha perigosa em não saber escolher seus amigos prediletos. Portanto obrigou alojar-se na armadilha e não pode se retirar do mar do desespero. Caiu em um terremoto perigoso, ficou na proximidade do espaço vazio, e não teve habilidade para inclinar no mérito e enfrentar em tempo hábil a execução de medidas certas, na hora certa. Permanece a prática da imperfeição e não complementa com habilidade o seu trabalho de gestor digno e merecido. Tombou na confusão política que assola a cidade, e, por sua vez, vive marginalizado, quase sozinho, sem possibilidade de conquistar os planos de uma gestão favorável ao crescimento do município (não temos prestígio junto às autoridades de Fortaleza). Elas só vêm aqui buscar votos e depois desprezam a cidade, fugindo deste torrão como o diabo foge da cruz.
Aproxima-se de pessoas, algumas intrigantes e ineficazes. Por isso, sempre afirmamos: felizmente há deles que merecem respaldo, mas isso é constituído por poucas pessoas que por seus trabalhos de categoria ínfima, não têm influência agigantada para se sobressair nos planos ativos e eficazes.
Alguns tupiniquins vivem da bajulação permanente em plenário vazio, metidos em fatiota, e, às vezes caem no descrédito e vivem à toa, atrapalhando o bom andamento de sua administração. Deve-se acostumar a conduzir o barco em possibilidade de avançar e integrar a cidade na confiança do porvir e na luta que há de existir.  Lembre-se Senhor prefeito que o Crato precisa melhorar o mercado de venda a varejo, e elevar-se na obrigação de melhorar os três mercados com espaço favorecidos no desenvolvimento citadino e na expansão comercial do Crato.
             

Em VEJA desta semana -- Lula: o mito e as verdades – Por: Daniel Pereira e Rodrigo Rangel

As investigações da Polícia Federal e do Ministério Público sobre casos de corrupção atingem filhos, parentes, amigos, amigos íntimos, amigas íntimas e ex-assessores do ex-presidente

Oito anos na Presidência da República fizeram de Lula um mito. Ele escapou ileso do escândalo do mensalão, bateu recorde de popularidade, consolidou o Brasil como um país de classe média e elegeu uma quase desconhecida como sua sucessora. Os opositores reconheciam e temiam seu poder de arregimentação das massas. O líder messiânico, o novo pai dos pobres, o protagonista do primeiro governo popular da história do Brasil encontra-se atualmente soterrado por uma montanha de fatos pesados o bastante para fazer vergar qualquer biografia - até mesmo a de Lula. Investigações sobre corrupção feitas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público vão consistentemente chegando mais perto de Lula. Ele próprio é foco direto de uma dessas apurações. Do seu círculo familiar mais íntimo ao time vasto de correligionários, doadores de campanha e amigos, o sistema Lula é formado predominantemente por suspeitos, presos e sentenciados. Todos acusados de receber vantagens indevidas de esquemas bilionários de corrupção oficial.
O mito está emparedado em verdades. Lula teme ser preso, vê perigo e conspiradores em toda parte, até no Palácio do Planalto. Chegou recentemente ao ex¬-presidente um raciocínio político dividido em duas partes. A primeira dá conta de que sua derrocada pessoal aplacaria a opinião pública, esse monstro obstinado, movido por excitação, fraqueza, preconceito, intuição, notícias e redes sociais. A segunda parte é consequência da primeira. Com a opinião pública satisfeita depois da punição a Lula, haveria espaço para a criação de um ambiente mais propício para Dilma Rousseff cumprir seu mandato até o fim. Nada de novo. A política é feita desse material dúctil inadequado para moldar alianças inquebrantáveis e fidelidades eternas.
Os sinais negativos para Lula estão por toda parte. Uma pesquisa do Ibope a ser divulgada nesta semana mostrará que a maioria da população brasileira condena a influência de Lula sobre Dilma. Some-se a isso o contingente dos brasileiros que até comemorariam a prisão dele, e o quadro fica francamente hostil ao ex-presidente. O nome de Lula e os de mais de uma dezena de pessoas próximas a ele são cada vez mais frequentes em enredos de tráfico de influência, desvios de verbas públicas e recebimento de propina. Delator do petrolão, o doleiro Alberto Youssef disse que Lula e Dilma sabiam da existência do maior esquema de corrupção da história do país. Dono da construtora UTC, o empresário Ricardo Pessoa declarou às autoridades que doou dinheiro surrupiado da Petrobras à campanha de Lula à reeleição, em 2006. O lobista Fernando Baiano afirmou que repassou 2 milhões de reais do petrolão ao pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula e tutor dos negócios dos filhos do petista. Baiano contou aos procuradores que, segundo Bumlai, a propina era para uma nora do ex-presidente. A relação de nomes é conhecida, extensa e plural - dela faz parte até uma amiga íntima de Lula. A novidade agora é que a lista foi reforçada por um novo personagem. Não um personagem qualquer, mas Luís Cláudio da Silva, um dos filhos do ex-presidente. O cerco está se fechando.
(Mais informações na VEJA desta semana)

Crato celebra neste sábado centenário da ordenação episcopal de Dom Quintino – por Armando Lopes Rafael (*)

   Com a celebração de uma missa, às 17:00 h, na Catedral de Nossa Senhora da Penha –presidida por Dom Fernando Panico – seguida do lançamento de um livro sobre o Colégio Santa Teresa, às 19:00 h. – na Quadra Esportiva daquele educandário – a cidade de Crato lembra hoje o centenário da ordenação episcopal do seu primeiro bispo, Dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva. Este foi pároco da Sé por quinze anos (1900–1915) e Bispo da nossa diocese por 14 anos (1916–1929).
   Como primeiro bispo do Crato, além de priorizar as atividades espirituais, Dom Quintino foi o homem das grandes realizações que modificaram o cenário social e econômico do sul do Ceará. Organizou, em primeiro lugar, a Cúria Diocesana, deixando-a apta a um bom funcionamento. Já no dia 1º de abril de 1916, reabriu o antigo Ginásio São José, agora com o nome de Ginásio Diocesano, destinado à educação da juventude masculina. Criou, em 1921, a primeira instituição de crédito do Sul do Ceará, o Banco do Cariri, que prestou grandes benefícios ao comércio e à lavoura da região, da qual ele foi o primeiro presidente.
   Fundou, em 1922, o Seminário Episcopal do Crato, o qual tomou o lugar da sucursal criada por Dom Luiz Antônio dos Santos, em 1875, destinado à formação do clero. Criando o Seminário de Crato, Dom Quintino tornou-se o pioneiro do ensino superior, no interior do Ceará.
Quem é quem
Quem via Dom Quintino vestido com sua indumentária de bispo – batina preta com faixa roxa à cintura, casas dos botões na mesma cor; cruz peitoral e anel, ambos de ouro – não podia imaginar que por dentro daquela imponência habitava uma pessoa pobre e de hábitos simples. Ele assim se vestia para cumprir as orientações da Igreja, àquela época. Na verdade, Dom Quintino nunca aspirou a ser bispo (chegou a rejeitar a nomeação para a Diocese de Teresina), mas levava a sério a altíssima dignidade desse cargo. Além do mais, sabia separar a função episcopal da sua pessoa. Tinha ciência de que a cruz peitoral e o anel episcopal não eram dele, enquanto pessoal, individual, e sim representavam símbolos da sacralidade da hierarquia, na Igreja Católica, da qual ele era um lídimo representante.
Todos os que escreveram sobre o primeiro bispo de Crato são unânimes em reconhecer em Dom Quintino uma pessoa desapegada dos bens materiais. Durante quatorze anos, nos quais foi bispo, residiu numa casa alugada – pagava trinta mil réis mensais – a um rico proprietário de Crato, José Rodrigues Monteiro.
Padre Azarias Sobreira, no seu livro “O primeiro Bispo de Crato”, escreveu: “A muitos que só o conheceram superficialmente parecerá um paradoxo. Mas é fora de dúvida que Dom Quintino viveu pobre e morreu paupérrimo. Tirante os móveis de casa e as insígnias episcopais, o seu único legado foram os livros e um cavalo de estimação, que o vigário de Saboeiro, Padre José Francisco, lhe havia oferecido.
“Dinheiro? Nem quanto bastasse para as custas do seu enterro. Propriedades? Nem sequer uma casa de palha. No entanto, S.Exa. passou quinze anos regendo a melhor paróquia do Estado (à época, Crato e Juazeiro reunidos), e outros tantos anos no governo de uma diocese brasileira.
“Quando vigário de Crato, segundo teve ocasião de me dizer, mandou, diversas vezes, à casa do milionário José Rodrigues Monteiro, tomar de empréstimo o dinheiro necessário para a feira da semana (...) Vendo-o entrar na velhice sem ter feito a mais pequenina reserva pecuniária, tomei, um dia, a liberdade de aconselhá-lo a fazer seguro de vida. Deu-me a seguinte resposta o homem de Deus:
“– Eu ainda não ouvi contar que um padre de boa vida morresse de fome.
“E continuou a só pensar na sua querida diocese e nos alunos do seminário diocesano, esquecido de si mesmo e dos seus pelo sangue”.
Busto de Dom Quintino erguido na Praça da Sé em Crato
 (*) Armando Lopes Rafael, Chanceler da Diocese de Crato  é historiador. Sócio do Instituto Cultural do Cariri e Membro-Correspondente da Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris, de Salvador (BA).
             

30 outubro 2015

Felicidade perene - Por: Emerson Monteiro


Em meio às quantas alternativas e escolhas da parte boa, eis o mistério maior da condição natural das existências que vigora em todo lugar. Tendência quase comum, as definições individuais recaem nas malhas frias do desengano. Água de ladeira abaixo, pessoas afundam a cabeça diante dos desafios, selecionando justificativas de solidão e amarguras. Cedem fácil aos impulsos das desistências. Esquecem por preguiça moral, aqui do lado, mais próximos do que pensamos, os tetos maravilhosos das imensas possibilidades infinitas de alegria que o tempo reserva a quem acredita na sorte boa dos momentos de exercitar o bom gosto. Deixam fora do tabuleiro peças chave da vitória do Si Mesmo sobre as variáveis dos destinos condenados, o que só depende da gente, e só. As indicações do desânimo parecem ter força maior. Apenas parecem. Poucos dignificam as chances de reagir contra a negatividade e vencer sobranceiros as contingências, no intuito de contar nova história. São diversas perspectivas de reduzir a nada o desgosto. Retrabalhar vitrines foscas da ilusão e criar meios de realizar outros enredos, na jornada pela vida. Há dentro de nós os dois cachorros da história dos índios americanos, deles lutarem no interior das criaturas, e que vencerá aquele cachorro que alimentemos com mais frequência. Verdade esta que significa estudos profundos da alma nas duas vertentes de eus que elaboram o sentido único das individualidades. Restam-nos, com isso, propostas esplendorosas de resolver o enigma significativo e optar pala opção de saúde, paz, prosperidade, amor, honestidade, paciência, beleza, tranquilidade, esperança, etc. soluções que flertam com nossos passos de todo dia, nos oferecem instrumentos da vontade real, indiscutível, ao nosso dispor. Querer o melhor, plantar consistência e transformar os dias em festivais de reconhecimento à sabedoria da Criação. Portanto, a resposta cabe aos deuses que somos, nas palavras de Jesus, e ainda não sabemos ser. Há em tudo meios de libertação e felicidade. Toca, pois, a todos rever os elementos em uso e construir as heranças de paz neste direito universal de ser feliz.

29 outubro 2015

Cariri se prepara para receber o maior evento de empreendedorismo do estado: a primeira Feira do Empreendedor do interior do Ceará

Será a primeira edição do evento, que é o maior do Sistema Sebrae, a ser realizada fora de Fortaleza, e vai apresentar o mapeamento das melhores oportunidades de negócios para região. O evento acontece em Juazeiro do Norte, nos dias 25 a 28 de novembro e o lançamento será realizado nesta quinta-feira, 05/11.
Em que investir nesses tempos de crise? Quais as melhores oportunidades de negócio  hoje? Quais os melhores investimentos mapeados para o Cariri? Para responder a tudo isso, o Sebrae Ceará realiza, de 25 a 28 de novembro, em Juazeiro do Norte, o maior evento de empreendedorismo do Sistema Sebrae: a Feira do Empreendedor.
Evento multisetorial, a Feira do Empreendedor do Cariri 2015 foi totalmente adaptada à realidade da economia da Região e vai oferecer, numa extensão de 18.000m², dentro do Palácio da Microempresa, ambientes integrados e divididos de acordo com as suas potencialidades e vocações locais.
Assim, a FE vai contar com áreas como a do “Sebrae Sem Limites (atendimento do SEBRAE e instituições parceiras); a de oportunidades de negócios, a do Cine Empreendedor, um “Espaço Conceito Geopark Araripe”, uma área de startups, um ambiente para os cursos de capacitação do Senac, outro voltado para os produtores rurais e outro para o setor de panificação e metalmecânico, além da rádio do empreendedor, a área de alimentação com food trucks e o espaço de educação empreendedora, onde serão realizadas palestras, cursos e oficinas.
Tendo como tema “Oportunidades para inovar e crescer”, o Projeto FE Cariri 2015 busca resultados efetivos de mercado para os segmentos da Indústria, Moda e Decoração, Sustentabilidade, Gastronomia, Artesanato, Turismo, Comércio e Serviços, Inovação e Tecnologia da região.
A ideia é que, durante os quatro dias do evento, que é totalmente gratuito, a FE Cariri 2015 movimente a economia da região e inspire novos empreendedores, trazendo para a o Cariri a criação de novos negócios, ampliação dos que já existem, incentivo aos negócios sustentáveis e destaque para as oportunidades de negócios contempladas pelo segmento da Economia Criativa.
E a escolha do Cariri para receber o evento de maior visibilidade do Sistema Sebrae foi motivada não só pelo potencial econômico e dinamismo da região, como pelos resultados positivos obtidos em eventos anteriores promovidos pelo Sebrae Ceará, como a Cariri Forte, por exemplo.
CONTATO:
Ana Lúcia Machado, assessoria de Comunicação Sebrae Ceará (85) 99981-5920
(Postagem original: Blog Portal de Juazeiro)

28 outubro 2015

Entre o sonho e a realidade - Por: Emerson Monteiro

Essa questão que por demais insiste das formações das nuvens que passam no céu e numa dessas viagens largam chuva no mormaço do chão. Onde acontecimentos que acontecem não persistem sempre, porquanto se desfazem feito nuvens que rápido passam. Acontecimentos que só vezes sem conta acontecem e deixam marcas profundas, mas que desaparecem mesmo assim nas primeiras páginas do caminho do tempo. E o tempo, que insiste permanecer, para, no entanto, sumir através da leve Eternidade, feito mensagem que deixa sinais, contudo até os sinais que deixou desaparecem nas dobras do caminho do espaço insistente.

Isso de existir aqui e depois, logo ali, nem aqui nem depois. Quando menos espera, o que antes era deixa de ser, e novos seres se propagaram ao infinito sem pressa, outrossim sem demorar um segundo sequer.

As pontes que ligaram as duas margens do rio imaginário das existências, transcorridas as eras, nem as margens, e muito menos o rio das existências imaginárias deixaram um lugar no íntimo dos acontecimentos, virando nuvens que separaram dois momentos na alma da gente e desaparecem levando até o momento. Perguntas valiosas crescem de tal modo no sentimento à espera das respostas maiores de quando a calma preencherá o desejo de permanecer, porquanto vida segue viver sem conta as velhas histórias impossíveis de contar, sinos constantes do firmamento onde as nuvens passaram, e de tempos em tempos deixam cair a chuva, reduzindo solidão das horas e calor do tempo.

Isto, bem isto, entre o sonho e a realidade que fala na presença dos pensamentos e quase nem chegam a existir de verdade nas respostas consistentes, porém existindo ainda que pouco ou nada, e podem dizer do sentido das afirmações que tocam outros sentimentos. A flama, a chama, que brilha feito risco de giz nas águas do tempo e pede certezas; corredor abissal de instantes fugitivos da ilusão à realidade que nos cerca e igualmente se dilui na inexistência das horas que sumiram há pouco.

Face a face, dão notícias os sábios dos indícios fortes das verdades além das que fluem no vazio das ilusões de pensar que viver é só viver, pois reserva muito mais, e pronto.

27 outubro 2015

Nas situações-limite - Por: Emerson Monteiro

O primordial não é o limite das situações, mas quem escapará delas, que apresentem por mérito o talento de vencer quando atravessar a correnteza dos extremos, através dos mares da dor, da dúvida, da solidão, etc.

A tudo o que existe corresponde um resultado de ordem prática, real, aquilo em forma de produto ligado às origens, resultante do objetivo que lhe deu início, à primeira vontade, levado ao seu fim derradeiro, nessa empresa chamada vida, existência, ou missão. Não importam as circunstâncias e seus variados matizes, pois, chegado ao final, isso também ficará para trás.

O que pesa, no entanto, vem no jeito de encarar os limites, casamento feito do hífen na palavra (situações-limite), nos moldes de uma ponte resistente. Os demais fatores valem por detalhes ocasionais de menor importância, companheiros de meio de viagem, frieza que se torna fundamental só no trato das circunstâncias, na vala comum das ocorrências.

Assim como o verbo ser representa estado de permanência, as situações fazem ligação do que se acha antes com o que virá depois, do ser que define o circunstancial das situações, ligando-as a sujeitos que permanecem até sumir nas curvas da estrada infinita, enquanto existe algo acontecendo conosco jamais sumirá.

O tempo marcha sempre, parado no mesmo lugar, fonte universal de um tônico invisível, imaterial, sol que a tudo purifica, fazendo e desfazendo, presença intermitente da realidade, luz no fim de todos os túneis por aonde se chegar.

O que vale é o equilíbrio entre as partes, a queda e a coisa que cai, a queda e a coisa que se levanta, para depois, de novo desaparecer e reaparecer noutras formas e oportunidades, essência daquilo que gerou, nas eras silenciosas, infinitas.

A propósito desse aparente estado de indiferença com que a natureza trabalha os seus fenômenos e das pessoas terem de cruzar de algum modo problemas extremos, ditas situações-limite, a história registra que Thomas Morus, filósofo inglês vítima de contradições religiosas na Grã Bretanha do século XVI, já enfermo, sem poder mais se movimentar com das forças pernas, ao chegar no cadafalso para ser decapitado dirigiu-se a um dos guardas que lhe acompanhavam e pediu:

- Amigo, ajuda-me a subir, que ao descer não te darei mais esse transtorno.

Quis dizer, noutras palavras, que dele apenas sobrariam retalhos de lembranças jogadas aos padrões da dignidade com que se opôs a cruéis perseguidores. Depois, então, mais nada restaria dos momentos que fogem, dentro da coerência e dos valores imortais desse chão.

Num gesto simples, contou que o tempo não passa; nós é que passamos, e, conosco, as coisas, pelo movimento provisório dos relógios e dos moinhos, iguais ao brilho das ondas de oceano imaginário, no sopro cadenciado do fole que sobra as brasas na oficina eterna do destino forjando, indivisível, o futuro.

25 outubro 2015

Devoção a Serva de Deus Benigna Cardoso atrai milhares de fiéis a Santana do Cariri – por Patrícia Silva

No entardecer do último sábado, 24 de outubro, aproximadamente 20 mil romeiros, segundo a organização, participaram da peregrinação que encerrou a festividade da 12ª Romaria da Serva de Deus Benigna Cardoso, realizada no munícipio de Santana do Cariri. A peregrinação teve início no Santuário de Benigna, no bairro de Inhumas, e foi concluída na Igreja Matriz de Senhora Santana, com a celebração da Santa Missa presidida por Dom Fernando Panico e concelebrada por vários padres da Diocese de Crato.
A romaria recorda o dia em que a jovem Benigna foi brutalmente assassinada por defender sua castidade. Conta os relatos históricos que Benigna, aos 13 anos, ia como de costume pegar água no poço próximo a sua casa, neste dia um homem de nome Raul tentou abordá-la sexualmente e como ela lutou contra o ato, que no seu entender cristão seria uma ofensa ao seu corpo, ele pegou um facão e a golpeou decepando por fim sua cabeça.
Fiéis visitando o local onde aconteceu o martírio da Serva de Deus. (Foto: Patrícia Silva)
O local onde aconteceu o martírio é um dos pontos de visitação da romaria. Os fiéis chegam ao poço, tiram a água, se molham, bebem e até levam para casa por acreditarem que ela é abençoada por Benigna, como é o caso da agricultora Maria de Lourdes de Cosmo, de 63 anos, que após fazer a sua oração encheu uma garrafa de dois litros com a água para levar para seu filho. “Estou levando a água para o meu filho que está com um problema de coluna. Também ele tem problema com o alcoolismo, venho pedir a ela para que ele deixe este vício. Tenho certeza que ela vai me ajudar por ser uma santa milagrosa”, afirmou.
Para o pároco, Pe. Paulo Lemos, este momento sela as diversas festividades que o município realiza em comemoração a Serva de Deus e reforça a unidade de oração pela beatificação de Benigna. “Nós estamos felizes por estarmos lembrando a memória do martírio de Benigna, porque foi um gesto de amor e de fé ela renunciar ao pecado e acolher a vontade de Deus em sua vida. Esta multidão aqui presente reforça a nossa oração para ver Benigna na honra dos altares e a espiritualidade para vivermos o martírio cotidiano” disse.
Dom Fernando com os padres que concelebraram na celebração de encerramento da Romaria. (Foto: Patrícia Silva)
O Processo de Beatificação de Benigna foi dado entrada na Congregação para Causa dos Santos, em Roma, há dois anos, por Dom Fernando Panico e Monsenhor Vitaliano Mattioli, falecido em dezembro do ano passado. Em visita recentemente a Congregação responsável por este assunto, Dom Fernando se mostrou confiante que a Beatificação logo seja concedida. “Benigna nos ajuda a nos aproximarmos do evangelho de Jesus. Acabo de voltar de Roma, e estive na Congregação que trata destes processos de beatificação, e ai fiquei sabendo que nestes dois anos muitas coisas positivas já aconteceram. Eu tenho esperança que a solução final deste processo não vai demorar”, afirmou.
Esta edição da Romaria de Benigna contou com a presença não só de fiéis do Ceará, mas também de Pernambuco, Piauí e Bahia. Melhorias na estrada que liga Inhumas a Santana estão sendo realizadas pela prefeitura, que neste ano inaugurou uma estátua da Serva de Deus na entrada no munícipio. Uma ampla reforma na estrutura do memorial também foi realizada e o novenário que aconteceu de 15 a 23 de outubro, na Igreja Matriz e no Santuário da Serva de Deus, teve como tema “Com Benigna celebremos as misericórdias do Senhor”.
             

Assuntos só do Crato – por Armando Lopes Rafael

Capital da Cultura?
Alguém, de sã consciência, acredita que o Crato ainda é a “Capital da Cultura”? Nestes tempos bicudos quando o Brasil virou uma nação em profunda crise, um país dividido, fragmentado entre uma elite política corrupta e corruptora – no poder há 13 anos – e uma oposição acovardada que não representa mais o genuíno sentimento/pensamento dos homens e das mulheres de bem desta nação (ambas as correntes se revezando no noticiário marginal da mídia), tudo é possível. Vá lá! Deve ter quem alguém que cultiva essa quimera de “Capital da Cultura”... Mas, e dói lembrar, há cerca de seis anos os Museu de Arte e o Museu Histórico do Crato estão de portas fechadas. Pior, suas peças (algumas de muito valor) se amontoam entre as teias-de-aranha e a poeira num canto escuro de um edifício histórico, localizado na Praça da Sé, o coração da cidade. E parece que a nossa elite cultural perdeu a capacidade de reivindicação e de indignação.  Definitivamente esta cidade não é mais “Capital” de coisa nenhuma...
A importância dos museus
O educador Paulo Freire foi feliz quando, inspirado no seu conceito de “palavra geradora das ideias” defendia o ensino da História a partir dos objetos. O Museu Histórico de Crato expunha para o público objetos que contavam nossa História. Os museus – e aí podemos incluir os centros culturais, memoriais, acervos particulares, dentre outros – se constituem em instituições caracterizadas como espaços de educação não formal. Sentimos um sentimento de frustração vendo a que foi relegado o nosso principal museu.
Aliás
Frustração ou inveja? O fato é que quando vemos a cidade de Juazeiro do Norte com o seu Museu Vivo do Padre Cícero (na colina do Horto), o Museu de Monsenhor Murilo de Sá Barreto (vizinho à Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores), o Centro Cultural do BNB (na Praça Padre Cícero), o Museu dos Salesianos (na Rua São José), dentre outros, todos ministrando aulas de observação, interação e reflexão para quem os visitam, sentimos que a distância entre as duas cidades aumenta a cada dia...
Nem vem que não tem
Estamos chegando ao fim de 2016, o terceiro ano da administração do “Fenômeno”. Resta apenas um ano para esse governo terminar. O que foi feito por iniciativa da Prefeitura de Crato nestes últimos anos? O espaço está aberto para quem quiser informar. Observação: não vale sofismar, enganando que as obras feitas em Crato pelo Governo do Estado (urbanização da Encosta do Seminário, Estrada para a Vila São Bento, residências do “Minha Casa, Minha Dívida”, estátua de Nossa Senhora de Fátima, dentre outros, teve participação da Prefeitura em forma de “convênio”. Ninguém acredita mais nisso...
Obras da Encosta do Seminário, em Crato, totalmente feitas pelo Governo do Estado do Ceará

Livro sobre o Colégio Santa Tereza
 O Colégio Santa Teresa de Jesus e Ex-Alunas ‘Amigas para sempre’, tem a grata satisfação de convidar-lhe para participar do lançamento do livro ‘HISTÓRIA E MEMÓRIA DE TEMPOS FELIZES’ a acontecer no dia 31 de outubro de 2015 (próximo sábado), na Quadra Esportiva do Colégio Santa Teresa de Jesus, às 19 horas, em Crato. O memorável evento vem honrar as comemorações pelo 100 anos de Ordenação Episcopal de Dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva – 1º Bispo Diocesano de Crato e Fundador da Congregação e Colégio Santa Teresa de Jesus.
Alunas ilustres
 Milhares foram as alunas que passaram pelos bancos escolares do Colégio Santa Teresa de Jesus. Muitas ganharam destaque. Citá-las nos levaria a incorrer em graves omissões. No entanto, vêm-me agora à lembrança algumas ex-alunas: a atual deputada federal Luiza Erundina, ex-prefeita de São Paulo– a maior cidade da América Latina e a sexta maior do mundo; Maria Alacoque Bezerra, nascida em Juazeiro do Norte, a primeira mulher cearense a ocupar uma cadeira no Senado da Republica; Maria Violeta Arraes de Alencar Gervaseau, que foi Secretária de Cultura do Ceará e Reitora da Universidade Regional do Cariri e Madre Feitosa, uma das mais respeitadas educadoras do Ceará. Esta além de aluna foi também diretora daquele colégio. 
 Ainda mais essa
Como se não bastasse as agências bancárias fechadas, os usuários de transportes coletivos da conurbação Crajubar (Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha) correm o risco de ficar sem transporte na próxima quarta-feira, dia 28. É que os motoristas e cobradores das empresas de ônibus poderão iniciar uma greve por melhores salários. Vai ser o dia da desforra das vans que concorrem com os ônibus aqui no Crajubar.
Tá braba a crise!
Na noite do próximo dia 2 de novembro a tradicional pizzaria La Favorita, localizada no bairro Lagoa Seca, em Juazeiro do Norte, mas muito frequentada pelos cratenses nos finais de semana, encerrará suas atividades. Foram 32 anos de existência. Atuando com muito profissionalismo e competência nos ramos de gastronomia.
             

Tempo de profundas transformações - Por: Emerson Monteiro

Essa vontade que revirar o verso e a realidade clamando ser diferente e já espraia pontos de vista diferentes em tudo quanto... Eis o vento forte das modificações que nos esperavam de longe nos critérios, costumes e leis. Sobremodo ao saber agora que existem verdades definitivas, no mais eterno das existências, desde dentro até o meio da bagaceira incendiada dos tempos que demoravam tanto e ganharam foro de predominância no espinhaço dos que sofrem agruras nas mãos dos poderosos arrogantes. Igualmente a necessidade gritar nos silêncios comprometedores de tantos, porém o peito geme de vontade dos desejos em criar mundo novo, fora dos costumes bárbaros imperantes, grosseiros.

O gosto do que tudo seja bom pede espaço na consciência do povo. Entre erros e culpas, desfila o medo de amanhã pela manhã. Há que se rever o principal da civilização exclusivista de classes injustas. Ninguém dominará os poderes da Natureza imensa que determina revisões por vezes desconhecidas, inesperadas. Exploraram o Planeta ao ponto de reações inesperadas tomar de conta dos noticiários assustados e sensacionalistas. Cidades presas pelo próprio rabo, na ganância do lucro. Estradas que levam a lugar nenhum. Máquinas aquecidas no afã da inutilidade. Fome de formiga que avança nas praias da obesidade senil. Espécie de bichos do prazer, os seres que nós somos pedem amor por inteiro, alquimia de ordem feliz.

Ouvimos que existiu um dia o início determinado pelo mistério de Deus. Lá adiante, descobrimos haver os espíritos que somos. Depois, que esses espíritos possuem inteligência e sobreviverão às mudanças radicais do sistema da vida na Terra, chegando inteiros do outro lado da ponte. Que devemos rezar, orar, meditar, pedir com sinceridade, praticar o bem, contemplar as belezas que habitam a essência. De tanto saber, agora trabalhemos a união dos corações e possamos produzir aquilo a que viemos. Solidariedade. Fraternidade. Justiça. Paz universal.

Com isso, diante das certezas da verdadeira simplicidade, o que plantamos iremos colher, face ao mistério das revelações do valor positivo que rege o princípio absoluto do Amor ao próximo e ao Pai Supremo.

O dia em que os cratenses recusaram Godard – por Ronaldo Correia de Brito

Nem me lembro se havia completado 14 anos. Deixo a sala quente do Cine Moderno, no Crato, após a sessão das 16h30min. Escureceu e a temperatura amena do lado de fora causa alívio. Estou sozinho, sinto-me perturbado e sem condições de compreender o que vi. Habituara-me às referências do cinema americano, à Igreja Católica, aos rituais da Semana Santa, quando as rádios tocavam música clássica e as salas de projeção exibiam filmes antigos e precários sobre a Paixão de Cristo. O Evangelho Segundo São Mateus fugia aos meus padrões cinematográficos, parecia diferente até mesmo de O Leopardo, que eu assistira numa sessão noturna de domingo, no mesmo cinema superlotado e sufocante. Ainda não me ligava em nomes de diretores, sentia-me atraído por astros e estrelas. No Evangelho atuavam apenas artistas amadores e pessoas do povo, um choque para os padrões da época.
Eu buscava filmes de impacto, mesmo incompreensíveis. Às vezes era derrotado pelo cineasta ou pelo público, como aconteceu na sessão do filme A chinesa, do francês Jean Luc Godard. Profundamente irrealista, supostamente tratando do racha entre o comunismo chinês e o russo, o filme provocou curto circuito nos cérebros prosaicos dos cinéfilos cratenses. Depois de meia hora de projeção, no Cine Cassino, todos abandonaram a sala e ocuparam o hall do velho sobrado. Uma chuva forte interditava a praça Siqueira Campos, em frente, e o Café Líder, à esquerda. As pessoas preferiam olhar a chuva e os relâmpagos cortando o céu, a assistir a película projetada. Era uma quarta-feira, sessão das 19h30. Sozinho na sala, sem compreender o que via, fui abordado pelo bilheteiro.
– Vamos desligar o projetor.
– Por quê?
– Todo mundo foi embora.
Levantei-me aliviado. Eu não alcançava a linguagem do filme, mesmo assim teimava em continuar assistindo. Saí para o tumulto do hall e engrossei o número de espectadores dos fenômenos naturais. Parecíamos felizes com nossa escolha, lamentando apenas não termos um bom café. A noite ficou célebre pela recusa cratense ao cinema de Godard, pelo cataclismo que arrasou a cidade e por uma tragédia. Ao atravessar a rua da Vala, uma jovem caiu dentro do canal e foi arrastada pelas águas turbulentas. Seu corpo encontrado no meio de um canavial tinha sido destroçado pelos choques com as pedras e os troncos das árvores.
No Recife, onde me preparo para o vestibular de medicina, leio e coleciono os suplementos culturais do Jornal do Commercio, encho minha cabeça de cinema novo, neo-realismo e nouvelle vague. A cidade só falava no filme Teorema, do diretor italiano Pier Paolo Pasolini. Descubro ser o mesmo que havia inquietado o adolescente provinciano com sua leitura do Evangelho de São Mateus. Nesse tempo, ia-se aos cinemas com devoção. O Recife possuía salas e sessões exclusivas para filmes de arte. As filas desceram a conde da Boa Vista quando foram exibidos no São Luiz, em temporada de semanas, Roma e Morte em Veneza, e até o Satyricon, de Fellini. Mas, nenhum filme causou tanto estupor na sociedade como Teorema. Talvez, O Último Tango em Paris ou O Império dos Sentidos, com abordagens escandalosas para a época.
Em Teorema, o núcleo de conflitos é uma família burguesa. Pai, mãe, filhos e empregada não serão os mesmos, depois que um visitante anunciado por um anjo atravessa suas vidas. De forte conotação simbólica, cada personagem representa um segmento da sociedade italiana, exposta em suas fragilidades. Vivíamos no Brasil o período mais repressivo da ditadura militar, a Igreja Católica pregava a teologia da libertação, o feminismo assentava suas bases e, através da contracultura, ensaiava-se uma revolução sexual. Terreno fértil às ideias de Pasolini, num mundo dicotomizado em fascismo e comunismo, direita e esquerda, deus e diabo, bem e mal.
Em 1975, Pasolini é assassinado. O ator que interpretara o anjo da anunciação em Teorema reconhece o corpo destruído. Durante 40 anos a trágica história se reconta em diferentes versões. Giuseppe (Pino) Pelosi, assassino confesso, negará anos depois que tivesse sido o único executor. Surgem teorias conspiratórias. Antes de morrer, Pasolini renegara sua Trilogia da Vida – Decameron, Os Contos de Canterbury e As Mil e Uma Noites –, por sentir-se vítima do capitalismo e da indústria cinematográfica.
Nunca assisti Saló, último filme de Pasolini. Os cinemas se transformaram em supermercados e não consigo ver filmes em shoppings. Preciso de encantamentos que já não encontro nas salas de projeção. Sou parecido com a ingênua Cecília, heroína de A Rosa Púrpura do Cairo, do cineasta Wood Allen. Perco-me dentro dos enredos e me transformo nos personagens da tela

Coisas (desta) república: estelionato eleitoral de 2014 escondeu crise econômica, dizem marqueteiros


Um ano após eleição, especialistas veem falhas de candidatos ao tratar da economia

Pedro Venceslau - O Estado de S. Paulo – 25 Outubro 2015
Exatamente um ano após uma das mais duras eleições presidenciais da política brasileira, as campanhas que municiaram o confronto entre Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (então no PSB) ainda provocam debates intensos e permanecem no epicentro da atual crise política. Na avaliação de alguns dos mais requisitados profissionais do mercado de marketing político do País, a difícil situação econômica de 2015 - o déficit das contas públicas pode chegar a R$ 70 bilhões - e a aplicação de um ajuste fiscal deixaram claro que os protagonistas da disputa “jogaram para baixo do tapete” os sinais do que viria pela frente.
‘Remédio amargo’. Na campanha, Aécio falava sobre a necessidade de aplicar “remédios amargos” na economia, mas em eventos fechados com empresários. “Poderia parecer alarmismo ou irresponsabilidade dizer que o Brasil caminhava para uma situação tão crítica. De qualquer forma, essa informação não estava disponível para a oposição. Faz um mês que o Tribunal de Contas da União determinou que os números do ano passado não eram corretos”, diz Vasconcelos.
“Você erra por ação e omissão. Imagino que o pessoal do Aécio, da área econômica, pudesse imaginar que o cenário não estava bom. Mas, se você fala isso numa campanha, pode parecer impopular. Então, não fala nada”, diz Nelson Biondi, responsável pela campanha vitoriosa do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em 2014. Para Felipe Soutello, um dos estrategistas da campanha presidencial de José Serra em 2010, Dilma fez no ano passado a “negação” do que era evidenciado nos laudos técnicos, mas Aécio não soube capitalizar isso. “As campanhas levaram ao extremo, em 2014, a tentativa de dourar a pílula”.
Um dos responsáveis pelas primeiras campanhas majoritárias do PT, o publicitário Chico Malfitani, que em 2014 comandou a campanha ao Senado de Eduardo Suplicy (derrotado por José Serra), faz análise dura sobre a estratégia de Dilma. “Se analisarmos o que está acontecendo com o ajuste fiscal, sim, o PT mentiu na campanha. Não sei se na cabeça do João Santana passava a ideia de que o futuro ministro da Fazenda seria o Joaquim Levy e que teríamos o ajuste fiscal. Fica fácil culpar o marqueteiro agora”, diz.
(Postado por Armando Lopes Rafael)

Em crise, PT perdeu 11% dos prefeitos que elegeu em 2012

Fonte: Folha de S.Paulo -- 25/10/2015

Em crise, PT perdeu 11% dos prefeitos que elegeu em 2012Vivendo a mais grave crise de sua história, com o desgaste da presidente Dilma Rousseff, problemas econômicos e as acusações de corrupção apuradas na Lava Jato, o PT já perdeu 11% dos prefeitos que elegeu em 2012.
Dos 619 petistas vencedores das últimas eleições municipais em todo o país, 69 haviam deixado a legenda até este mês, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O movimento é mais forte em SP, onde o partido perdeu 20 de 73 prefeitos. No Nordeste, viu a saída do único prefeito de capital que tinha (Luciano Cartaxo, de João Pessoa).

             

24 outubro 2015

Um dia atrás do outro, ou a justiça da história é implacável

Fernando Henrique Cardoso: “É difícil Dilma se recuperar”
Na semana em que lança suas memórias, o ex-presidente explica a VEJA a decisão de publicá-las agora, fala sobre a crise e reflete sobre o exercício da Presidência
EM CASA - Fernando Henrique: “Não tenho mais ambições”(Laílson Santos/VEJA)
Mais de vinte anos depois do início dos registros históricos de seu tempo na Presidência que surgem em seus diários, Fernando Henrique Cardoso mantém um olhar atento - e crítico - sobre o que se passa em Brasília e no Brasil. O ex-presidente avalia que o país já se distanciou do início da crise, mas ainda não está perto do fim dela. Mesmo que não chegue a cravar que o governo de Dilma Rousseff não tem mais salvação - "em política, o futuro é inventado, não está dado" -, avalia que as chances de recuperação da petista são ínfimas. Guarda as palavras mais duras para seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, que está "enterrando a própria história" por continuar persistentemente a fazer "escolhas erradas". O tucano também dissipa as dúvidas sobre a saída que o PSDB busca para a crise e afirma que o partido defende a cassação da chapa de Dilma, por ter recebido dinheiro do petrolão na campanha, e que vai votar a favor do impeachment quando, e se, a questão do afastamento constitucional da presidente chegar ao plenário da Câmara dos Deputados.
Mas na entrevista de uma hora e meia que concedeu a VEJA em seu apartamento em Higienópolis, na manhã de quarta-feira, o ex-presidente não falou só da atualidade. Expôs os motivos que o levaram a publicar em vida seus diários - um deles foi definir as regras para a edição do gigantesco material se porventura a saúde lhe faltar antes do fim da empreitada - e afirmou que não teme o julgamento da História, tampouco a repercussão da divulgação de suas memórias. "Quem entra para a vida política tem de ter muita firmeza interior. Quando você entra para a política, você é responsável pelos seus atos. Fiz com boa intenção, não roubei, não censurei, não protegi, não persegui."
FHC defende a tese de que tudo o que fez no governo foi porque tinha, e ainda tem, um projeto claro de país. Ele afirma que a virtude do homem público, do "homem de Estado" (termo que usou algumas vezes, sem jamais mencionar a palavra estadista), é conseguir levar adiante seus projetos - não é a mesma virtude individual, não tem a ver com as "verdades íntimas, convicções, ética pessoal".
Em que ponto estamos da crise?
No meio. Quando houve a crise do Collor, que foi diferente desta, chegou um momento em que ficou nítido que era insustentável. Ele teve maioria, mas não dava atenção ao Congresso, que o percebia como soberbo - um pouco como acontece com a presidente Dilma. E isso é complicado. Os presidentes que não entenderam a dinâmica da tradição política brasileira, que pensam que o presidencialismo "imperial" tem toda essa força, não se aguentam. Getúlio usou essa força, fechou o Congresso, deu numa ditadura, não é bom. Os presidentes só conseguem levar a coisa adiante quando têm rumo, apoio da opinião pública e, por consequência, do Congresso. Essa é a ordem. O governo perdeu o rumo, perdeu o apoio da opinião pública. Aí fica rodando em falso. Vi isso no tempo do Jango. Os governos não podem deixar de produzir resultados. Por que estamos no meio da crise? Porque nosso governo está deixando de produzir resultados.
O senhor citou dois presidentes depostos e um que se suicidou. Isso demonstra que o senhor avalia que Dilma não tem como se recuperar?
Acho difícil. Em política, o futuro é inventado, não está dado. Então não vou dizer que não há possibilidade, mas que a probabilidade de recuperação é baixa, isso é.
A crise ainda vai se aprofundar?
Sim, até porque a crise econômica ainda vai se agravar. Boa parte das pessoas que têm posição institucional importante está sob ameaça da Lava-Jato. E, para sair de uma situação intrincada como essa, vai ter de haver uma orquestração. Na crise do Collor, quando ficou inviável, o Sarney me chamou e falou: está na hora de reunirmos o congresso dos cardeais. E o que era isso? Eram pessoas que tinham sensibilidade institucional, em diversas posições, que pudessem ajudar a conduzir o processo, inclusive gente do governo. Em um dado momento, você tem de formar uma rede de pessoas que tenham compromisso com o país e com as instituições. Não chegou ainda esse momento.
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, implementa um ajuste que boa parte do governo rejeita. O senhor teme uma saída à esquerda para essa crise, com abandono do ajuste fiscal?
Se for por aí, vai enveredar para o caos. É preciso entender como funciona o mundo atual, que é interligado. Se você não atentar a certas regras de equilíbrio orçamentário, não vai ter crédito. E, se não tiver crédito, não funciona. Eu não sou monetarista, nunca fui, não acho que a dívida em si seja um pecado, entendi bem o Keynes. Mas imaginar que se criou um modelo de crescimento mágico dá no que deu.


             

O sonho de Lincoln - Por:Emerson Monteiro

A libertação dos escravos nos Estados Unidos custou uma guerra civil, a Guerra da Secessão, entre sulistas e nortistas, que durou quatro anos e ceifou em tornou de 600 mil vidas, mediante mobilização aproximada de dois milhões e 500 mil soldados.

O principal líder das ações políticas daqueles episódios chamava-se Abraham Lincoln, nascido a 12 de fevereiro de 1809, no Condado de Hardin, Estado de Kentucky, considerado até hoje o mais eminente de todos os chefes da democracia americana.

Homem simples, de origem na zona rural e afeito aos trabalhos rudes do campo, destacou-se pelo seu espírito votado às causas humanitárias, pronto aos maiores sacrifícios em favor da população negra submetida a trabalhos forçados, sem direitos à própria individualidade.

Próximo de vencer as derradeiras batalhas que levariam ao fim da trágica conflagração, segundo o jornalista Ward Hill Lamon, testemunha principal desse acontecido, Lincoln narrou um sonho que tivera dez dias antes.

Via-se o presidente a percorrer o andar inferior da Casa Branca e escutava choros convulsos de muitas pessoas, dos quais não sabia a causa e saia procurando identificar. Multidão invisível soluçava em lamentos dolorosos.

De cômodo em cômodo, ele seguia buscando a causa do fenômeno que se avolumava, sem, no entanto, avistar vivalma. As emoções descritas correspondiam a um misto de confusão, alarme e interrogação.

Ao entrar na Sala Oriente da residência oficial, deparou-se com estrado alto de câmara mortuária em que avistava um esquife guardado por vários cadetes perfilados, e larga multidão aflita.

Nesse momento, dirigiu-se a um dos soldados e perguntou-lhe quem havia morrido na Casa Branca.

- O Presidente! – respondia o jovem militar com lágrimas nos olhos. – Ele foi assassinado.

No mesmo instante, proveniente da multidão em volta, cresciam os gemidos lastimosos, levando-o a despertar e não mais dormir naquela noite, permanecendo dias e dias com sintomas de indisposição física. Para limpar ditas sensações, ainda folheara a Bíblia Sagrada e os trechos do livro em que abria todos falavam de sonhos, aumentando-lhe a presença das imagens que vislumbrara. 

Na hora em que narrava o sonho, também se achava na sala a sra. Lincoln, que  externara o pouco valor em que considerava os sonhos.

Dias após o sucedido, numa das galerias do Teatro Ford, a 14 de abril de 1865, dar-se-ia o infausto desaparecimento de Abraham Lincoln, vítima do traiçoeiro disparo de arma de fogo, à queima-roupa, feito pelo ator John Wilkes Tooth.

Ali se confirmava, de modo dramático, esse sonho de quem cumpriu a missão hercúleo de reverter o destino de 3 milhões de pessoas escravas.

Essa ocorrência vem relacionada no livro Sessões Espíritas na Casa Branca, de  Nettie Colburn Maynard, Casa Editora O Clarim, Matão SP, 2a. edição, agosto de 1981. 

23 outubro 2015

Prefácio para o livro "A maldição do Imperador" (por Armando Lopes Rafael)

Prefácio
"Mesmo que você esteja em uma minoria, a verdade ainda é a verdade". Mahatma Gandhi

    A primeira edição deste livro A Maldição do Imperador, do professor e advogado Francisco Luiz Soares, veio a lume em 2000. Dezesseis anos depois, o autor da obra toma a iniciativa de reeditá-la. E pede-me para escrever o prefácio desta segunda edição, o que faço com muita satisfação, pois tudo o que é produzido para reparar a memória do magnânimo Imperador Dom Pedro II conta com minha irrestrita simpatia e adesão.
     Lamentavelmente, nos dias atuais, a maioria da população – mesmo as pessoas medianamente informadas – desconhece a importância que teve Dom Pedro II para a construção da identidade nacional e a consolidação administrativa do Brasil, levada a efeito no século XIX. E mesmo depois de 127 anos do golpe militar que tirou do poder a esperançosa e pujante monarquia brasileira, substituindo-a pela atual e desastrosa república, que vivemos e sofremos nos dias atuais, a memória do Imperador Dom Pedro II continua preservada como o mais valoroso e admirado estadista da nossa história. Não é atoa que ele ficou conhecido como “O maior dos brasileiros”.
     Devemos ao avô de Dom Pedro II – o Rei Dom João VI – o vertiginoso progresso do Brasil-Colônia, a partir de 1808. Das ações daquele rei português advieram as instituições e serviços públicos necessários ao desenvolvimento social, educacional, e demais áreas prioritárias do nosso imenso país. Já ao pai de Dom Pedro II – o intrépido Imperador Dom Pedro I – devemos a nossa independência de Portugal, seguida da criação do jovem Estado brasileiro. Entretanto, mais – muito mais – devemos a Dom Pedro II (foto à esquerda), o responsável pela consolidação da pátria brasileira.
      O legado histórico deixado por este notável imperador, não se resume apenas a sua imagem de um homem culto, honrado, probo, simples, cordial, caridoso, respeitado e muito querido por seu povo. O imaginário de sua memória não se limita tampouco ao bom pai, bom esposo e modelar chefe de família que ele efetivamente foi.  Advém, e muito, das ações e postura do excelente homem público que ficaram registradas ad perpetuam rei memoria. Do longo reinado de 49 anos do Imperador Pedro II não ficou registros de roubalheiras, nem enriquecimentos ilícitos com dinheiro público. Os governos parlamentares, que se revezaram sob seu vigilante olhar, foram pautados pela ética, seriedade, moralidade, competência e eficiência. Ademais, Dom Pedro II foi o governante brasileiro que mais respeitou e incentivou a liberdade de imprensa. Esse clima de liberdade era tanto que existia, no Brasil-Império, até um jornal republicano pregando a derrubada da monarquia e do imperador.
     A posteridade se encarregou de divulgar outros frutos advindos da liderança do nosso segundo Imperador. Naqueles tempos havia estabilidade política e econômica. A inflação média do Império foi de 1,58% ao ano, e assim se manteve durante quarenta e nove anos, até a instauração da atual república. No Segundo Reinado, o Brasil possuía a segunda marinha de guerra do mundo; foram construídas as primeiras ferrovias brasileiras; foram afixados os primeiros Cabos Submarinos para comunicação telegráfica ente a cidade do Rio de Janeiro e a Europa, bem como de isoladas regiões do Brasil de então. Nossa moeda – o mil réis – correspondia a 0.9 (nove décimos) de grama de ouro, equivalente ao dólar e à libra esterlina. Nossa diplomacia era uma das primeiras do mundo. Nosso Parlamento ombreava com o da Inglaterra. Havia credibilidade do Brasil no exterior.
       Creio que um dos objetivos deste livro A Maldição do Imperador é focar um paralelo entre a honradez do Brasil Imperial e os desmandos, enganações e ludíbrios tão comuns na atual República. Quando nada, esta obra servirá para realçar o espírito público do nosso último Imperador e as ações de alguns dos Presidentes da República de plantão, colocando lado a lado a decência, brio, altivez, decoro e correção dos que nos governaram sob a monarquia, com as ações de alguns que se sentaram na curul republicana...
        Nos últimos treze anos, tornou-se ainda mais banal a divulgação, na mídia, de denúncias sobre peculato, falsidade ideológica e gravíssimos crimes lesa-pátria. Dir-se-ia que a corrupção tornou-se corriqueira no submundo da República brasileira. E não adianta nossas autoridades desmentirem esses escândalos e denúncias, pois a verdade termina vindo à tona, apesar da não recuperação da ética na política.
         Este livro do professor e advogado Francisco Luiz Soares lembra a passagem bíblica da voz que clama no deserto. Se por um lado ele coloca o dedo na ferida, no outro lado vem despertar o sentimento de indignação, que parecia ter desaparecido da outrora brava gente brasileira.
           Como será o nosso amanhã? Não sabemos. Mas não nos custa conjecturar de que ainda existe uma força coletiva motivando a recolocarmos nos trilhos o nosso querido e sofrido Brasil. Feito isso prosseguiremos na busca do lugar para onde ele foi designado pela Divina Providência, quando – nos seus albores – nossa pátria chegou a ser chamada Terra de Santa Cruz, e cujo ápice de seriedade administrativa foi exatamente nos tempos do Império do Brasil.

Armando Lopes Rafael

Dom Fernando Panico prega Retiro para o Clero da Diocese de Serrinha(BA) – por Patrícia Silva

Nesta semana, de 19 a 23 de outubro, o Centro de Expansão Dom Vicente de Araújo Matos, em Crato- CE, acolhe o Bispo, Dom Ottorino Assolari, e o clero da Diocese de Serrinha (BA), na realização do Retiro de Espiritualidade que tem como formador o Bispo da Diocese de Crato, Dom Fernando Panico.
A Diocese de Serrinha possui cerca de 30 padres, dos quais 22 deles são diocesanos e os demais religiosos. Do retiro participa somente o clero diocesano. O encontro acontece para fazer com que os participantes alimentem a vocação sacerdotal, como disse o representante do clero, Pe. Evandro de Santana Andrade: “O Retiro Espiritual é uma parada para pensar na vocação de cada um de nós. Tempo de ouvir os propósitos que Deus coloca na vida de cada um, nos aproximando da vontade de Deus em nossa vida e nos fortificando na missão”.
À esquerda, Dom Ottorino Assolari, e à direita, Dom Fernando Panico. (Foto: Patrícia Silva)
A escolha da Diocese de Crato para sediar o Retiro foi semeada desde o ano passado, explica Dom Ottorino, junto também foi feito o convite a Dom Fernando para ser o responsável pela parte formativa do encontro. “A temática que estamos refletindo nestes dias diz respeito ao nosso ser sacerdote, aos compromissos sacerdotais, os problemas que enfrentamos e, sobretudo como enfrentar estes problemas à luz da palavra de Deus e as reflexões propostas pelo nosso formador, Dom Fernando Panico”, afirmou.
A Diocese de Serrinha completou, no último dia 21 de setembro, 10 anos de criação e possui uma extensão territorial de um pouco mais de 17 mil quilômetros quadrados, número praticamente igual ao da Diocese de Crato. Ambas se assemelham ainda por terem como administradores Bispos Religiosos Missionários naturais da Itália, além de terem sido as primeiras dioceses  criadas nos pontificados de Papas com nomes de  Bento. A Diocese de  foi a primeira criada, em 1914,por Bento XV. E a primeira diocese criada por Bento XVI, em 2005, foi a Diocese de Serrinha.
Dom Fernando Panico com o Bispo e Clero da Diocese de Serrinha (BA). (Foto: Patrícia Silva)
             

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