xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 2015 | Blog do Crato
.

VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 24.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

31 dezembro 2015

Câmara e cadeia, livro de Franklin Carvalho

Boa ficção; que houve um tempo quando denominavam tal estilo deste livro de ficção científica; boa ficção científica, assim se pode dizer de um livro no estilo deste. O autor desenvolve histórias instigantes, viajantes, saborosas, de mundo daqui e de lá ao mesmo tempo, em locações conhecidas de Nordeste futurista, de Bahia, Salvador, jamais desaparecidos. Texto correto, bem cuidado, a refletir vivência jornalística, historiográfica e policial. Sabor por demais próprio de quem realiza aquilo a que se propõe num clima de mistério e emoção de mexer o âmbito da imaginação e transportar ao universo dos contos qual regente de estranhas sinfonias estabelecida em clima de gênio.

A literatura dos rincões interiores, solitários andantes dos reservos de outras aventuras que não os mistérios diários dos livros dagora, traz conteúdos inigualáveis, semelhantes ao de que nunca se esperou viesse à tona depois de tantos narradores espalhados neste chão de quantas histórias. E Franklin Carvalho obtém êxito no em que de ouvir estrelas decide transformar sabores em mística e apreensão, estonteante e bem versado, numa surpresa de autoria há tempos pouco encontrada na praça.

Recebi sob expectativa bem sucedida este trabalho vindo da Boa Terra, e festejo nestas palavras a ação cinematográfica da intenção literária da Scortecci Editora, do autor também jornalista baiano, escritor e fotógrafo.

Seus contos remontam épocas adiante no tempo, alguns; outros, de fases atuais, fruto da facilidade em dizer e criar tramas de quem reflete disposição em revelar talento ideal ao ofício que abraça nessas páginas, que me conduz de volta aos recantos da Bahia onde vivi horas estimáveis para sempre.

Outro dia, pude ler os originais de novo livro de Franklin, o que de certeza  construirá novas felizes realizações das de Câmara e cadeia. Aguardo, pois, chances de usufruir de oportunidades iguais à boa leitura que ora comento aqui.

29 dezembro 2015

Crato ganha novo Seminário católico e o Lar Sacerdotal Monsenhor Montenegro – por Patrícia Silva

As comemorações pelo aniversário de 70 anos de Dom Fernando Panico continuam. Na manhã de ontem, 29 de dezembro, a Diocese de Crato ganhou mais dois presentes, frutos da missão episcopal do quinto Bispo Diocesano: o novo Seminário Propedêutico Dom Fernando Panico, que acolherá jovens em preparação para ingressar no Seminário Menor, e o Lar Sacerdotal Monsenhor Montenegro, que receberá padres aposentados, ambos localizados no bairro Grangeiro, na cidade de Crato.
Concluída em cerca de 120 dias, a obra foi construída em um terreno, doado à Diocese de Crato, pelo Monsenhor Montenegro. A área construída do Seminário Propedêutico possui cerca de 700 m2 e, segundo o ecônomo da Diocese de Crato, Padre Joaquim Ivo Alves dos Santos, as despesas com a construção custaram R$ 451.800,00 e foram custeadas com recursos próprios da Cúria Diocesana.
Bispo, padres e leigos caminham em direção à entrada do Seminário Propedêutico, na Rua Chevalier de Aquino (Foto: Árysson Magalhães)
Seminário
Os seminaristas que se preparam para ingressar no Seminário Menor e Maior, onde cursarão Filosofia e Teologia, irão morar pelo período de um ano no Seminário Propedêutico Dom Fernando Panico. Antes os candidatos ao sacerdócio residiam na casa paroquial da Paróquia Santo Antônio, em Barbalha.
Demonstrando felicidade pelas contribuições positivas  que os novos  espaços trarão para a região do Cariri, Dom Fernando se mostrou grato, em especial, ao Monsenhor Montenegro e seus familiares. “Agradeço a Deus porque esta inauguração acontece no contexto da celebração dos meus 70 anos. Recebo com toda a Diocese este presente, que vem da misericórdia de Deus, graças ao Monsenhor Montenegro e os seus familiares”, disse. Com oração e aspersão de água benta, Dom Fernando abençoou todo o espaço, sendo acompanhado por padres e leigos da Diocese        
“Agora estamos em nossa casa própria”, afirmou o Reitor do Seminário Propedêutico, Padre Cícero Luciano Lima, que apontou as características do novo espaço como ambiente agradável, propicio para o estudo, oração e vida comunitária como elementos que contribuirão para formação dos futuros padres. O novo seminário dispõe de uma biblioteca, um refeitório, uma sala de estar, sala de informática, sete dormitórios, área de lazer e uma Capela dedicada a São João Paulo II, a primeira da Diocese a ter como patrono o Papa polonês. Na Capela está uma bela imagem e uma relíquia do Santo. Esta última, um fragmento do sangue que São João Paulo II derramou no atentado que sofreu na Praça de São Pedro, no Vaticano, na tarde do dia 13 de maio de 1981.
Com tantas motivações que incentivam a oração e recolhimento, e tendo como moldura o cenário e a vegetação da Chapada do Araripe, os primeiros seminaristas que irão morar neste espaço, aprovaram a obra. “Estou muito feliz. O espaço é muito acolhedor”, disse José Felício Borges, da cidade de Brejo Santo. “O sacerdócio é um caminho da graça de Deus, e nós nos sentimos felizes em ser acolhidos desta forma pela Diocese de Crato”, falou Paulo Raul dos Santos, de Moreilândia (PE), cidade pertencente a Diocese de Salgueiro. Os dez seminaristas que ingressarão no Propedêutico, em 5 de fevereiro de 2016, foram apresentados após a bênção da Capela. Nove deles pertencem a Diocese de Crato e um a Diocese de Salgueiro.
Os blocos do Seminário homenagearam o Bispo Emérito e sacerdotes importantes da Diocese de Crato. O bloco dos apartamentos recebeu o nome de Dom Newton Holanda Gurgel; para a biblioteca, foi dado o nome do Monsenhor Vitaliano Mattioli; e o bloco que compreende a cozinha e refeitório, foi denominado de Monsenhor Montenegro.
Lar Sacerdotal
O Lar Sacerdotal funcionará, neste primeiro momento,  na residência onde o Monsenhor Montenegro morava, uma ampla casa dotada de vários cômodos. Num segundo momento serão construídos chalés que abrigarão padres idosos aposentados de suas atividades pastorais, possibilitando a esses sacerdotes idosos morarem com algum parente ou outro acompanhante.Segundo Dom Fernando um dos sonhos do Monsenhor Montenegro era “construir o Lar Sacerdotal na casa dele para os padres, da Diocese de Crato e adjacências, que queiram passar por aqui e viver tranquilamente sua vida sacerdotal já um pouco cansados e aposentados, mas sempre sacerdotes, para os quais devemos muita estima pelos trabalhos realizados”. Inaugurado, o Lar Sacerdotal já está apto à acolher os presbíteros.

             

Luvas de cristal - Por: Emerson Monteiro

Nas ruas e suas esquinas tortuosas há sempre quem nos queira enquadrar nos dramas, independente de saber nossa opinião própria enquanto seres libertos, no entanto por vezes perdidos nas ilusões das matas de ferro e cimento. Arrastam daqui, arrastam dali, e as manadas seguem cursos por vezes agoniados diante do tanto de interesses em jogo. Querem que queiramos, e empurram de goela abaixo pastos das sobras do banquete de mendigos que eles separaram dos salões e festins entediantes da velha burguesia.

Cai nisso não, meu irmão. Aprume essa cabeça rumo às estrelas e evolua, porquanto no comando um Ser existe maior e superior a tudo que impuserem a título de explicação. Lidere seu processo de existência e verá crescer nos pés, quais raízes, o direito universal da felicidade. Apronte seu caminho de maravilhas nas pedras dos caminhos ainda que adversos.

Foi do tempo quando oráculos pertenciam aos impérios. Sejamos tais criaturas reveladoras de princípios e verbos, descobridores dos segredos do Universo infinito no aqui e no agora, durante o prazo de estabelecer as bases dos futuros brilhantes que tantos aguardam e precisam bem plantar no solo da História.

Trabalhar as formas do depois nos mistérios do presente. Deixar de lado as limitações impostas por quem ou a que troço apenas por se ser acomodado e largar a melhor parte no chão do disfarce. Agora, sim, chegamos ao que importa nos quadrantes do eterno.

Tantos chefes insuficientes e nós seres suficientes de fazer e encaminhar as cartas do destino! Por que não? Porque sim, e pronto. Bem pertinho de conhecer os trilhos do sucesso, e a gente só ali sentada nos cantos escuros da solidão em nuvens ausentes da realidade.

Vamos, pois, construir esta possibilidade do que a imaginação permitir... Silenciar lamentos e crer no que seja o mais importante aos nossos passos firmes, nas sequencias da epopeia. Os autores da cena por isso carecem de exercer o papel de responsáveis pela renovação e zelar os resultados da criação desta coletividade imensa que somos nós.

Escrita automática - Por: Emerson Monteiro

As primeiras pisadas no chão de massapê, no outro dia do inverno, contam bem a história daquela gente, na faina de viver inscrita pelos ideogramas de um alfabeto mágico, passos inquietos dos homens em círculo; e lá na distância, o coro plástico das garças friorentas, feixe de talos secos do capim, salpicava de branco o barro melado, notas visíveis na forma de sinfonia matinal, diante da represa quase inútil.

No ímpeto de resolver as dificuldades surgidas com a fome do gado no pasto seco, todas as gamelas viram-se, de uma hora para a outra, transferidas à vazante do açude esgotado, onde o chão abria raras luas d´água, suficientes tão só dois meses, ou menos, de alimento indispensável.

Como nunca imaginar o futuro, a não ser quando Deus assim resolve, que não foi o caso, tiveram de chegar, entre pingos e lufadas de vento, escorregando aflitos no escuro, as primeiras e abençoadas chuvas do verão sertanejo daquele ano.

Grossas gotas pingaram das touceiras lavadas do mato retorcido e pássaros sacudiram as penas, nos ramos mais erguidos aos céus, telas benditas em forma de paz, aonde cercas valiam nada para reter a brisa e o sereno, que unem os tons claros da natureza, como flores grudadas nos cachos esquecidos à beira do riacho vazio.

Ouvi pela segunda vez a música esquecida, trazendo o sonho rico da memória a tardes bonitas da cidade, há três décadas, quando buscava o cinema, nos sábados, para a sessão das quatro e seus filmes raros. As ruas desertas e a chuva miúda escorriam de leve pelas calhas de tetos pintados no lodo e na cal envelhecida. Tarde solitária, de poucas almas vivas nas calçadas e pombos a voar no meio de festivas andorinhas a animarem o teto azul intenso do firmamento.

As abas da serra altiva cobriam o tom sisudo com uma paisagem pálida de mata verde escuro orvalhada de nuvens esfiapadas.

- Névoa na serra, chuva na terra. Névoa na baixa, sol que racha – lembravam os habitantes do lugar, na sabedoria temporã.

O cabelo das vovozinhas que rumavam à missa da cinco, na Igreja de São Vicente, parecia com a alvura das asas que deslizavam céleres sobre as carnaubeiras da praça em volta do Cristo Redentor, vida mormacenta, imortal, de espíritos prenhes de eternidade, após o momento único da feliz salvação.

Quando escoa o tempo, primo-irmão da matéria, também se dissolve a energia, fonte eterna do depois. O gesto espontâneo de escrever supre as atitudes funcionais para atender aos compromissos do instante presente. Vem a sede, busca-se a água. No frio, o cobertor. Na fome, o alimento. Jeito que tem jeito, como resposta de perguntas nos impulsos da necessidade. Livre de coração, erguer os olhos dos afazeres e circunscrever o fugidio, formular instantâneos abertos daquilo que contorna, qual bolha infinita, cercando de eterno as correntes alternadas e contínuas do movimento que esfarela o objeto. Daí, recolher, que nem frutos de ideias, palavras, tópicos transferidos ao papel, por vezes lidos por outros seres humanos.

As tradições populares do Cariri (por Patrícia Silva)


" Renovação do Sagrado Coração de Jesus" também é realizada na casa do bispo de Crato

Como já se tornou costume, há 11 anos, na noite do último dia 27 de dezembro, Dom Fernando Panico realizou em sua residência, a tradicional Renovação da Entronização do Sagrado Coração de Jesus, naquele lar. A cerimônia foi conduzida pela leiga Maria Brito – conhecida “tiradeira de renovação” da cidade de Juazeiro do Norte e contou com a presença de padres, religiosas e amigos de Dom Fernando.
A tradição da Entronização e a Renovação do Sagrado Coração de Jesus, nos lares católicos, foi muito incentivada – no Cariri – pelo Padre Cícero Romão Batista. Nascido na Europa, onde os costumes são bem diferentes dos praticados no Sul do Ceará, dom Fernando participar dessa popular, realizando, desde 2004, a Renovação em sua própria casa. Dom Fernando não convida ninguém, pois qualquer pessoa é convidada a tomar parte na cerimônia. Este ano o público que participou foi bem maior do que o dos anos anteriores.
Como em todas as casas que realizam a Renovação, na residência episcopal não é diferente. A “rezadeira” reza o Ato de Consagração da Família ao Sagrado Coração de Jesus, em comunhão com os presentes, faz a Oração pela Família, reza a Salve- Rainha, Pai- Nosso e Ave-Maria, tudo em meio aos tradicionais cânticos populares em louvor ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria. Um momento de oração pelos falecidos também é realizado e, neste ano, Dom Fernando recordou de forma especial amigos deles que já partiram para o Céu, como monsenhores Francisco Holanda Montenegro, Vitaliano Mattioli e a Irmã Ana Tereza Guimarães.
As músicas ou benditos como também são conhecidos, foram conduzidos por um coral formado de jovens da Comunidade Ponta da Serra e professores da Sociedade Lírica do Belmonte (SOLIBEL), coordenado pelo maestro Cícero Galdino. Segundo a tradição, a escolha do dia para a Renovação é feita a partir de uma data especial para a família, por isso na casa episcopal o momento é realizado no dia do aniversário natalício de Dom Fernando. Ontem o Bispo completou 70 anos de vida.
Demonstrando alegria pela presença de todos, Dom Fernando agradeceu pela amizade de cada um. “Obrigado por terem mostrado empatia para comigo e a Diocese de Crato. Que sejamos sempre uma família, pois Igreja é família. Que o coração de Jesus nos atraia ao amor do Pai”, disse. Nos momentos finais da Renovação, o Coral presenteou Dom Fernando com a canção “Tu Scendi Dalle Stelle”, característica do Natal na Itália. “Na minha infância quantas vezes chorei diante do presépio do Menino Jesus cantando Tu Scendi Dalle Stelle”, recordou emocionado o Bispo.
             

Coisas da República

Algumas notícias da mídia neste 29 de dezembro de 2015

Nem os políticos acreditam mais na forma de governo “republicana-presidencialista”
O Parlamentarismo ganha adeptos no Congresso. Com a dificuldade de governar da presidente Dilma Rousseff, os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) decidiram retomar a discussão em torno da mudança do sistema de governo para o parlamentarismo. Renan encomendou estudo à consultoria legislativa sobre o tema e Cunha afirma que, se houver consenso, vai pautar proposta em 2016. A área técnica do Senado avaliou os sistemas na Alemanha, na Austrália, na Áustria, na Bélgica e no Canadá. A pessoas próximas, Renan justificou que tomou a medida em resposta a vários pedidos que recebeu para dar andamento a essa discussão na Casa, caso a crise no governo Dilma se agravasse. Uma das alternativas, nesse cenário, seria convencer a presidente a passar o poder ao Parlamento e ficar como chefe de Estado.
(Fonte: Estado de S.Paulo)
Em 2015, o Governo da República tem o maior “rombo” da história
Deficit acumulado do ano soma R$ 54,3 bilhões e supera a meta fiscal negativa para o ano para o governo central, de R$ 51,8 bilhões. O governo federal não cansa de registrar rombo nas contas púbicas porque continua gastando mais do que arrecada. O resultado combinado do Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social em novembro ficou negativo em R$ 21,3 bilhões, o pior já registrado na série histórica para todos os meses, iniciada em 1997. A receita líquida no penúltimo mês do ano despencou 11,1% em relação ao mesmo intervalo de 2014, em termos nominais, enquanto a despesa cresceu 5,9%, na mesma base de comparação, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (28/12). No acumulado do ano, o rombo foi de R$ 54,3 bilhões, o equivalente a 1% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse dado é superior ao deficit somado em 12 meses, de R$ 53,3 bilhões, ou 0,9% do PIB. Nunca antes na história desse país um governo teve um resultado tão ruim desde 1997, quando houve a estabilização da economia com o Plano Real e se instituiu um regime mais responsável no controle dos gastos públicos.
(Fonte: Estado de Minas)   
Destruição das empresas estatais: Na bolsa, Petrobras vale menos da metade de seu patrimônio
Alvo da operação Lava-Jato e em meio ao tombo nos preços internacionais do petróleo, a Petrobras termina 2015 valendo menos da metade de seu patrimônio na bolsa. Nas contas da consultoria Economática, a relação entre o valor de mercado da estatal e seu valor contábil é de 0,32 – o sexto menor de uma lista de 57 empresas que fazem parte do índice de referência da Bovespa. Também controlado pelo governo federal, o Banco do Brasil é outro que figura na lista das 19 empresas que valem menos em bolsa do que no balanço: o valor de mercado corresponde a apenas 52% do patrimônio.
(Fonte:VEJA)
             

28 dezembro 2015

2015 – Um ano para esquecer ou lembrar – por Romeu Duarte (*)

Vai-te, 2015. Pega o beco, ano ruim. Nas tuas dobras, perdi minha mãe e uma porção de amigos. Quase perco também a fé e a esperança na chama que guia a vida. Quantas más notícias diárias, quantos sustos, quantas decepções, quantos aborrecimentos. Por esta época, costumamos riscar o traço de soma e avaliar o balanço dos 365 dias que se foram. Tenho que te dizer, 2015, que a tua nota não foi boa. Aliás, foi péssima, nem foste aprovado. O homem lá de cima teve que mexer os seus celestiais pauzinhos para te liberar, pois seria muito esquisito um ano repetir o ano, ainda mais tu sendo o que és. Já pensou se, em lugar de 2016, tivéssemos que te engolir de novo? Dose para leão, não? Para com esse sorriso cínico que a areia na ampulheta está se acabando.
 Não, não te chateies comigo, é que abusaste, meu caro, passaste do limite. Trouxeste contigo uma ruma de canalhas que, somados aos que já estavam por aqui, fizeram desandar o ponto do doce. Presenteaste-nos também com muita reversão de expectativas, a nós, brasileiros, que vivemos de acreditar que amanhã sempre será supimpamente melhor. Fizeste-nos intolerantes, brutos e mal educados nas redes sociais e nos contatos interpessoais, estes cada vez mais raros. Tua lama destruiu um rio e a política nacional. Tornaste-nos amargos, desconfiados, avaros, bem mais que éramos. Uma nuvem de teus mosquitos empesteou-nos de moléstias vis. Ah, sim, e também ampliaste a nossa cota de individualismo, mesquinhez e consumismo, besta fera maligna.
O que dizes?! “Como é bom colocar a culpa pelos próprios fracassos nas costas alheias”?! Bem, acho que tens um pouco de razão. Como dizia Luigi Pirandello, nós, humanos, lamentavelmente temos necessidade de culpar os outros pelos nossos desastres e as nossas desventuras. Tipo eu aqui, já quase te incriminando pela terrível ressaca que ora me acomete. Claro que eu sei, meu chapa, que mais uma vez não cumpri as promessas que fiz quando tu começaste. Se vou ou não vou fazer o mesmo com o que se inicia é problema meu. Não, não estou sendo grosso contigo, é porque esse é um direito que me assiste, dá licença? Parece que não conheces a gente. Tiveste esse tempo todo para isso, aprontaste das tuas e ainda queres ser o rei da nossa vontade?
 Ficas por aí zombando da minha cara enquanto teu termo se esvai. Tua hora vai chegar, patife. És apenas uma mercadoria com prazo de validade quase vencido, apodrecendo nas gôndolas do supermercado das eras. Não posso dizer que em ti foi tudo um mar de fel, houve mel também. É que, neste ajuste de contas, o primeiro deu de lavagem no segundo. Há quem afirme, com Émile Zola, que o sofrimento é o melhor remédio para acordar o espírito. Se for assim, por tua causa minha alma está mais que desperta. Por trás desse teu riso sardônico, sinto tua respiração ofegante. Tuas mãos, antes tão ocupadas com tantas tragédias, tremem a olhos vistos. Já, já tua boca ficará seca e teu coração parará. E a mim, de ilusão em ilusão, só restará tocar o barco adiante.
(*) Romeu Duarte é arquiteto. Ex-superintendente do IPHAN, no Ceará



“Coisas da República”: Quatro Estados brasileiros só vão quitar o13º salário dos servidores em 2016

Fonte: O Estado de S.Paulo
 A crise é grande. Rio de Janeiro, Sergipe, Tocantins e Rio Grande do Sul pagaram despesa parcelada ou na forma de empréstimo com bancos
A retração econômica e o aumento do comprometimento das receitas estaduais com a folha de pagamento dos servidores levaram governadores a optar pelo aumento de impostos para cobrir as despesas. Ainda assim, quatro Estados terminam 2015 empurrando para os próximos meses a quitação do 13.º salário do funcionalismo. No Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, em Tocantins e em Sergipe, o salário extra foi parcelado em até seis vezes ou pago na forma de empréstimo bancário.
O governo gaúcho, que chegou a atrasar o pagamento de parcelas da dívida com a União e de salários ao longo do ano, programou pagar o 13.º do funcionalismo de junho a novembro de 2016. Como compensação, promete acréscimo de 25% sobre o montante devido. O Estado ofereceu ainda aos servidores a possibilidade de contratar empréstimo no Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) e se comprometeu a pagar os juros da operação financeira. Pelo menos 214 mil servidores recorreram ao financiamento, totalizando mais de R$ 720 milhões emprestados.
Em Sergipe, a Assembleia Legislativa também aprovou projeto de lei do Executivo autorizando o Banco do Estado a emprestar o 13.º servidores com o compromisso de que o governo vai pagar os juros. No Rio de Janeiro, que vai fechar o ano com R$ 12 bilhões a menos em caixa do que previa no início do ano, servidores estaduais chegaram a ser alvo de jatos de gás de pimenta disparados por seguranças ao invadir o plenário da Assembleia Legislativa para protestar contra o parcelamento em cinco vezes do salário extra.
Em vez de parcelar, o governador de Tocantins, Marcelo Miranda (PSDB), optou por pagar somente o 13.º dos servidores que ganham até quatro salários mínimos – cerca de 35 mil dos 49,5 mil funcionários do Estado. O restante (28% da folha) receberá o pagamento extra “em 20 ou 30 de janeiro”, segundo a promessa do governo.

Diocese em festa: Reunidos, fiéis e pastores, comemoram os 70 anos de Dom Fernando Panico (por Patrícia Silva)

 O cântico da procissão de entrada da Santa Missa de domingo, dia 27 de dezembro, às 9h, na Catedral Nossa Senhora da Penha, em Crato, introduziu os fiéis na intenção especial da celebração: os 70 anos de vida de Dom Fernando Panico. “Reunidos, fiéis e pastores, formamos a Igreja”, afirmava o cântico, e assim estavam reunidos: padres e o rebanho de Deus, com o Pastor Diocesano, para, na Solenidade da Sagrada Família, como família agradecer e louvar a Deus pelo dom da vida daquele que, através do seu episcopado, zela pela Igreja com amor de pai.
Cantada pelo coral do Seminário Diocesano São José, a música “Tantas coisas bonitas” é de autoria de Dom Pedro Guimarães, atual arcebispo de Palmas (capital do Tocantins), e foi elaborada para Dom Fernando na comemoração dos seus 25 anos de sacerdócio, quando este ainda era Bispo de Oeiras-Floriano, no Estado do Piauí. Àquela época Dom Pedro Guimarães era sacerdote naquele diocese do Piauí.Ao final da celebração, o Bispo da Diocese de Crato afirmou o quanto a surpresa desse resgate musical cântico o emocionou. “Não chorei porque sou duro na queda”, disse Dom Fernando.
Apesar de ser um dia de domingo, dia em que muitos padres tem muitas obrigações além das celebrações nas comunidades e paróquias, foi impressionante o grande o número de sacerdotes que participaram da missa pelo aniversário de Dom Fernando.  “Dom Fernando trouxe um jeito novo de administrar a Diocese e do que ele trouxe nós vamos colhendo os frutos”, afirma o Vigário Geral da Diocese, Padre José Vicente Pinto.
Procissão de entrada da celebração. (Foto: Árysson Magalhães)
Padre José Vicente ainda recorda que são muitos os serviços que Dom Fernando vem prestando a frente da Diocese de Crato e, para quem interessar em conhecer o trabalho desenvolvido, na Cúria Diocesana existe arquivos, de acesso aos fiéis, que contam toda a história.
A ação pastoral do bispo nascido na Itália, reafirma a Igreja como família, faz com que os fiéis sintam-se orgulhosos pelo pastor que tem. “É uma grande graça para nós que somos pastoreados por Dom Fernando. Nós estamos sendo agraciados pelos 70 anos de vida dele”, disse a advogada, Jarbênia Gonçalves Pereira.
Como a Igreja celebrou neste dia a Solenidade da Sagrada Família, no momento do ofertório três quadros, com fotos da família do Bispo, foram levados até o altar por famílias do Encontro de Casais com Cristo: um quadro com a foto do pai, Antônio Vito Panico; outro com a foto da mãe, Lucia Maria Carmela Piri; e em um outro estava a foto de Dom Fernando com os irmãos Carmine, Ipazzio, Luiz e Tomaz, todos crianças à época da foto.
O Bispo
Dom Fernando nasceu em 27 de dezembro de 1945, na cidade de Tricase, localizada no sul da província de Lecce, na Itália, porém, devido os danos e sofrimentos  provocados pela 2ª Guerra Mundial, só foi registrado em 1º de janeiro de 1946. Por isso o aniversário natalício do Bispo Diocesano é comemorado em duas datas.
Na celebração deste dia 27 de dezembro, citando as palavras do Papa Francisco, Dom Fernando lembrou aos fiéis que “A Igreja não é uma empresa, um negócio, é uma família”. Agradecendo a presença dos fiéis o Bispo continuo dizendo: “Com vocês todos, minha grande família espiritual, quero adorar, agradecer e louvar a Santíssima Trindade pela minha existência terrena doada pelo Criador, transmitida pelo amor humano dos meus pais e santificada pelo sacramento do matrimônio’.
Dom Fernando ainda disse estar agradecido pela bondade divina que o permitiu a graça de celebrar 70 anos de vida. “Louvo e agradeço a Deus reconhecendo minha indignidade, a minha pequenez, a realidade de um pobre pecador, mas perdoado por Deus. Esta é a grande certeza que anima a minha vida e dá esperança. A confiança na misericórdia de Deus, que me sustentou até agora, certamente haverá de me sustentar até o final de minha vida”, disse.
Reafirmando o desejo de que sua vida continue sendo o gesto simples de entrega e amor que compreende um caminho feito de provações, sacrifícios, cruzes e sofrimentos, o Bispo afirmou estar feliz em sua missão e pediu aos fiéis: “Rezem por mim!”.
Homenagens
Com fogos, palmas e cânticos os fiéis que participaram da celebração pelos 70 anos de Dom Fernando Panico, buscaram demonstrar a alegria que os contagiavam, por viverem este momento importante da vida do Pastor Diocesano.
Em nome do clero, o Missionário da Misericórdia, Padre Acúrcio Oliveira Barros, expressou gratidão pelo serviço sacerdotal de Dom Fernando e pediu perdão, se houve desobediência ou falta de unidade por parte de algum dos seus irmãos no sacerdócio, diante de sua missão na Diocese de Crato.
Maria Clara presenteando Dom Fernando com flores. (Foto: Josefa Costa)
A criança Maria Clara Correia, de cinco anos, presenteou o Bispo com flores, em nome de toda a assembleia. As flores foram entregue após uma coreografia preparada pela Comunidade Missão Resgate. Ao receber o buquê, Dom Fernando colocou próximo aos quadros de sua família.
Religiosas da Fraternidade O Caminho também fizeram sua homenagem. Após a leitura de uma mensagem, com o início inspirado no ensinamento de Madre Tereza de Calcutá que diz “O amor, para ser verdadeiro, tem de doer”, cada uma das consagradas entregaram rosas ao Bispo e no final orquídeas brancas, como sinal do amor puro, inocente e duradouro.
Padre e leigos também participaram, logo após a celebração, de um almoço em homenagem a Dom Fernando Panico, no Colégio Pequeno Príncipe.
             

26 dezembro 2015

Nem tanto esotérico assim - Por: Emerson Monteiro

Aonde ser virar e escutar falar de crise, enxergar em que resultou isso espalhar que as notícias ruins servem de parâmetro da existência de hoje. Olhar o tempo e sofrer da síndrome de que a natureza parou e o homem venceu na corrida destrutiva da poluição com requintes de burrice. Andar nas ruas desconfiado de todos, olhos presos nos alarmes e telefones sem sinal. Isso de perda de tempo em tudo por tudo, qual funcionário atrasado nos compromissos para com a empresa. Aguardar grudado as últimas notícias à espera do final dos tempos e contar os pontos a apresentar nos tribunais da Eternidade. Quadros dantescos nas horas dessas dagoras, no entanto de encher qualquer saco de quem quer paciência de viver, esperanças de criar uma família unida, formar filhos com visão de sucesso, trabalhar e ser feliz. Ninguém, ninguém, de senso sadio aguentará só pensar assim, andar de pés doidos por causa da pouca imaginação, pessimismo crônico dos que divulgam material recolhido nas bocas sujas e jogam no coxo das tradições contemporâneas.

Houve desleixo das nações e seus pobres comandos, decerto houve; e consequências virão no rastro das horas; é a justiça natural dos elementos, produto de resultados nos sistemas existentes. Porém fazer disso profissão merece avaliação imediata, pois o trilho permanece à frente da composição, direito de continuar e tange o rebanho nas manhãs seguintes.

Ainda que pesem as corrupções e os políticos nefastos que chegaram no poder graças ao voto dos inconscientes, que a indústria das armas fabrique para destruir vidas e seja a que mais movimenta capitais, que a violência serva de profissão a tantos alienados de cidades grandes e sujas, explosões de incompetência da humanidade em crescimento, ainda que assim se apresentem os noticiosos da mídia sensacionalista, ainda assim existem os dados positivos, as conquistas da civilização, os instrumentos musicais, os artistas geniais, as mães afetuosas e zelosas dos filhos, o sorriso enorme das crianças alegres, o prazer impagável da brisa gostosa nos dias quentes, as viagens inesquecíveis, os livros saborosos, eternos, os filmes inteligentes, o carinho dos que gostam da gente e nunca se esquecem dos verdadeiros amigos, os infinitos sonhos bons de preservar o lado bom da vida, de viver com arte um exercício valioso de fé e confiança; que bom que seja diferente, para melhor, e existir dentro da realidade maior e verdadeira.

25 dezembro 2015

Para Você Refletir ! - Por Maria Otilia

Estamos terminando oano de 2015 com muitos questionamentos não respondidos, com indagações, insatisfações,decepções, etc. Em se tratando da nossa realidade local, podemos dizer que vivemos a "era do caos". O mais agravante é que este momento critico não se trata apenas  neste ou naquele setor.Além da problemática vivida por todos nós, dentro da política ou melhor no legislativo e executivo do município do Crato, tivemos a nossa Igreja Católica sendo alvo de denúncias, críticas, reportagens difamatórias anônimas, troca de ofensas,etc. Diante deste quadro caótico em que se encontra nosso tão conhecido e amado " Cratinho de Açucar", poderemos fazer uma bela reflexão sobre um texto  intitulado Prece a Deus, do filósofo Voltaire. Apesar do tempo cronológico em que foi escrito, traz para os dias de hoje, principalmente para as pessoas  que buscam incansavlemnete a aquisição do "poder",para as que se acham superiores, preonceituosas, intolerantes  e que buscam  a todo custo usar do seu cargo de gestor, seja na política,nas empresas ou mesmo na igreja, obter ganhos  individuais sem pensar nos interesses  da coletividade que a representa. Que possamos recuar e fazer uma análise de qual está sendo nossa postura frente aos novos desafios deste novo século.Boa Leitura.
        Prece a Deus - Voltaire
 Não é mais aos homens, portanto, que eu me dirijo, mas a você, Deus de todos os seres, de todos os mundos e de todos os tempos; se a frágeis criaturas perdidas na imensidão e imperceptíveis ao resto do universo, for permitido ousar pedir algo a você, você que tudo concedeu, você cujos decretos são tanto imutáveis quanto eternos, digne-se olhar com piedade aos erros ligados à nossa natureza; que tais erros não se transformem em calamidades. 
 Você não nos deu um coração para odiar nem mãos para nos degolarmos uns aos outros; faça com que nos ajudemos mutuamente a suportar o fardo de uma vida penosa e passageira; que as pequenas diferenças entre as roupas que cobrem nossos corpos débeis, entre todas as nossas línguas insuficientes, entre todos os nossos costumes ridículos, entre todas as nossas leis imperfeitas, entre todas as nossas opiniões insensatas, entre todas as nossas condições tão desproporcionais a nossos olhos, mas tão iguais diante de você; que todas estas pequenas nuances que distinguem os átomos chamados homens, não sejam sinais de ódio e de perseguição; que aqueles que acendem velas em pleno meio-dia, para celebrar você, suportem aqueles que se contentam com a luz de seu sol; que aqueles que colocam sobre a roupa um véu branco para dizer que é preciso amar você, não detestem os que dizem o mesmo debaixo de um manto de lã negra; que aqueles cujas roupas são tingidas de vermelho ou púrpura, que dominam uma parcelazinha de uma porçãozinha do barro  deste mundo e que possuem alguns fragmentos redondos de certo metal, usufruam sem orgulho daquilo que eles chamam de grandeza e riqueza, e que os outros os olhem sem inveja: pois você sabe que nessas vaidades não há o que invejar nem do que se orgulhar.
 Possam todos os homens lembrar-se de que são irmãos! Que todos tenham horror à tirania exercida sobre as almas, do mesmo modo como acham execrável a bandidagem que toma à força o fruto do trabalho e da indústria pacífica! Se os flagelos da guerra são inevitáveis, não nos odiemos, não nos dilaceremos uns aos outros no seio da paz e empreguemos o instante de nossa existência a bendizer igualmente em mil línguas diversas, do Sião à Califórnia, a sua bondade, que nos concedeu este instante.

Fonte: Tratado sobre a Tolerância - por ocasião da morte de Jean Calas (1763), cap. XXIII.

Dona Anilda Arraes de Alencar morreu nesta 6ª feira

Ao centro da foto acima, a professora Anilda Arraes de Alencar
Recebi,  há poucos instantes, telefonema de um familiar, comunicando que a  professora Anilda Arraes de Alencar, 97 anos, morreu vítima de complicações provocadas por uma pneumonia. Dona Anilda Arraes de Alencar   estava doente há alguns anos. Ela era a irmã mais velha do ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes, e da ex-reitora da URCA, Profa. Violeta Arraes e tia do ex-governador pernambucano Eduardo Campos, falecido durante a campanha para a Presidência da República do Brasil, em 2014. Nosso voto de pesar à família de dona Anilda.
(Postado por Armando Lopes Rafael)

Porta da Misericórdia da Catedral de Crato foi considerada a mais bonita do Estado do Ceará

    Aberta no  último dia 13 de dezembro, a Porta Santa, construída na Catedral de Nossa Senhora da Penha,  expressivo sinal para a vivência do Ano Santo da Misericórdia para os católicos, foi considerada a mais bonita dentre as nove Portas Santas até agora inauguradas nas nove dioceses do Ceará. A Porta Santa da Diocese de Crato foi idealizada pelo Pe. Edimilson Neves, Cura da Sé, e contou com a participação de diversos artesãos do Cariri. Ela foi confeccionada em cedro e pau d’arco.  Os quadros em bronze foram confeccionados de forma artesanal em Juazeiro do Norte.Ademais, quem atravessa a Porta Santa, da Catedral de Crato, vê ao fundo um grande quadro da Divina Misericórdia -- óleo sobre tela -- com três metros de altura.
Durante a Missa do Galo, celebrada ontem à noite, na Sé, o celebrante – Dom Fernando Panico – relembrou que a vivência do Ano Santo implica também em abraçar as obras de misericórdia. São elas:
Obras Corporais
Dar de comer aos famintos.
Dar de beber aos que têm sede.
Vestir os nus.
Acolher o estrangeiro.
Visitar os enfermos.
Visitar os encarcerados.
Sepultar os mortos.
Obras Espirituais
Aconselhar os duvidosos.
Ensinar os ignorantes.
Admoestar os pecadores.
Consolar os aflitos.
Perdoar as ofensas.
Suportar com paciência as injustiças.
Rezar a Deus pelos vivos e pelos mortos.
(Texto: Armando Lopes Rafael)

Crato: Hospital Santa Teresa tem data marcada para encerrar atividades -- por Adriano Duarte (publicado originalmente no site Miséria)

O Hospital psiquiátrico Santa Teresa em Crato já tem data marcada para fechar a portas. Conforme contou a diretora do equipamento, Luciana Abath, o dia 10 de janeiro de 2016 é a data prevista para que a casa de saúde deixe de atender pacientes com doenças mentais e psicológicas, num raio de 500 km, que compreende a grande parte do interior do nordeste brasileiro. O fechamento está ligado a problemas de ordem financeira.
Com o fechamento, o hospital psiquiátrico deixará de atender aproximadamente 150 pacientes que não terão para onde serem encaminhados. Nesse momento, 69 pacientes ainda estão internados, mas até janeiro próximo eles devem receber alta médica e ser devolvidos à responsabilidade das suas respectivas famílias. Esse número sofreu uma redução de 18 pacientes desde o início da semana.
Por telefone, a enfermeira, Maria Áurea Ramalho, conta que a situação é muito preocupante, não só pelo hospital, mas para sociedade de um modo geral. A enfermeira está na casa de saúde desde a sua fundação e conta que não há estrutura em um CAPS para que se faça o atendimento adequado dos pacientes que chegam em surto.
“O paciente quando está atacado, às vezes leva três dias para se acalmar e normalmente os surtos voltam a ocorrer. Como que esses outros equipamentos podem resolver essa situação se nem, sequer, há plantão à noite?”, indaga a enfermeira.
O Hospital Santa Teresa foi fundado há mais de 45 anos e agora fecha as portas por falta de recursos financeiros. A senhora Veridiana dos Santos, atua na parte administrativa do equipamento e revela que o recurso destinado para cada paciente não passa por um reajuste da Tabela SUS a mais de nove anos. Isso provoca o achatamento da verba destinada para tratar os internos. “Eu costumo fazer uma comparação: Imagina um pai de família tentar sustentar a casa nos dias atuais com o salário de nove anos atrás...”, explica.
Ainda conforme a direção do hospital, eles estão tendo dificuldades para fechar essa conta faz tempo, mas nos últimos três anos o caso se agravou. Desde então a manifestação das famílias dos pacientes é pela manutenção do local, o que segundo Luciana Abath, nesse momento é insustentável. Ela informou ainda que todos os 70 profissionais que atuam no hospital já estão cumprindo aviso prévio e em alguns casos, até já foi realizada a rescisão contratual.


Herma de monsenhor Montenegro já foi colocada no portão de entrada da casa onde ele viveu – por Armando Lopes Rafael

   A solenidade oficial de inauguração só ocorrerá na próxima 3ª feira, 29 de dezembro. Mas quem passa pela Av. Pedro Felício Cavalcanti, em frente à residência que foi de monsenhor Montenegro já pode ver o busto deste sacerdote. A escultura foi colocada no novo portão de entrada daquela mansão. A iniciativa de homenagear monsenhor Montenegro partiu do bispo diocesano de Crato, Fernando Panico. No terreno da ampla chácara que monsenhor doou em vida à Diocese de Crato, já foi construído o novo Seminário Propedêutico e será erguido o Lar Sacerdotal Monsenhor Montenegro, para acolher padres aposentados e idosos.
   O conhecido padre e educador obteve a ordenação sacerdotal a 13 de outubro de 1935, no Seminário da Prainha, em Fortaleza. Ao longo de sua vida ele foi além de professor, um competente Pesquisador da nossa história, escritor com vários livros publicados, além de conferencista e genealogista.  Monsenhor Francisco Holanda Montenegro exerceu o cargo de diretor do Colégio Diocesano do Crato durante 50 anos.
     Segundo o escritor Emerson Monteiro: “Nascido na cidade cearense de Jucás, a 25 de fevereiro de 1913, filho de Seridião Holanda Montenegro e Almerinda Montenegro, monsenhor Montenegro foi membro do Conselho Estadual de Educação do Ceará por dilatado tempo; Publicou vários livros, dentre esses: As quatro sergipanas, Os quatro luzeiros da Diocese, Monsenhor Rocha, o apóstolo da caridade e Fé em Canudos. Pesquisador emérito, estudou com afinco a vida de Antônio Conselheiro, a história da família Alencar e a vida e a obra do Padre Marcos, expoente dos rincões piauienses, onde viveu a cumprir função civilizadora, tendo seu nome adotado por cidade que ajudou a fundar e desenvolver.
      “Foi também professor da Faculdade de Filosofia do Crato e membro do Conselho Estadual de Educação do Ceará, desempenhando sempre com amor atribuições nele depositadas. Era membro do Instituto Cultural do Cariri, em Crato, titular da cadeira no. 9, cujo patrono é Dom Francisco de Assis Pires. Escolheu o Cariri para o exercício do seu apostolado, onde desfrutou exerceu múltiplas atividades. Construiu a capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, no bairro Grangeiro, lá efetivando trabalho de catequese, orientando fiéis, cumprindo seus deveres de ofício, encetou pesquisas e escreveu, graças a sua vitalidade admirável pelo tanto quanto se dedicou às lides educacionais", declarou Emerson Monteiro.

Como sobreviver às más notícias

Corrupção, conchavos políticos, governos incompetentes, inflação, recessão, caos na saúde e segurança pública, violência, terrorismo, terremoto, guerras. Como absorver tudo isso, mantendo-se atualizado com os conhecimentos essenciais à vida moderna - mas às vezes conflitantes e negativos -, sem sucumbir à ansiedade e ao pessimismo? Eis como fazê-lo em três passos simples.
 Reportagem de Paula Pauli (site VEJA)
Para não sucumbir à ansiedade causada pelo excesso de informações da era digital, é preciso pôr os fatos em uma perspectiva histórica, aceitar que o conhecimento está em constante transformação e lembrar-se de que acontecimentos ruins muitas vezes têm desfecho positivo
As informações chegam por todos os meios, quer a gente queira ou não:
pelo jornal, pela televisão, por rádio, pela internet, por Twitter, por WhatsApp, por Facebook e até pelo boca a boca. " A era digital é também a era do excesso de informação. Estima-se que na primeira década deste século tenham sido produzidos mais conteúdo e dados novos do que em toda a história anterior da humanidade. Diante de tal sobrecarga, é natural a sensação de que os fatos negativos são os mais frequentes e de que o mundo é um lugar cada vez pior para viver. Antes de chegar a este artigo, o leitor provavelmente folheou a retrospectiva nas páginas anteriores e teve esta mesma impressão sobre o ano que se encerra: quanta desgraça, quanta notícia ruim!
Situe a notícia em um contexto mais amplo
A grande variedade de fontes de informação e de opinião disponíveis raramente faz isso por você, mas, quando se analisa a maioria dos fatos à luz da história, a conclusão é que houve progresso, e não retrocesso. Em outras palavras, o mundo está melhor. Nos últimos quinze anos, a média anual de mortes em guerras foi quase um quarto da registrada na segunda metade do século XX. Em 2014 e 2015, porém, o número total de mortos aumentou na comparação com os dois anos anteriores por causa da guerra civil na Síria. Isoladamente, essa é uma má notícia. Mas também significa que, uma vez solucionado o conflito sírio, a tendência de queda no número de vítimas será recuperada.
O que dizer, então, do terrorismo islâmico, um fenômeno contemporâneo, inexistente um século atrás? Evidentemente, trata-se de uma ameaça a ser combatida com seriedade, mas também precisa ser posta em perspectiva. As vítimas de atentados representam menos de 2% do total de mortes violentas em todo o mundo. E a proporção destas, por sua vez, re¬duziu-se em 3,3% entre 2000 e 2012, segundo os dados mais recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS). A melhoria é lenta, mas o mundo é um lugar cada vez mais seguro.
Na área da saúde, há ainda mais motivos para comemorar. O número de crianças que morrem anualmente antes de completar 5 anos, por exemplo, caiu pela metade desde 1990. Epidemias são controladas mais rapidamente do que algumas décadas atrás
Deixe por um instante suas crenças arraigadas de lado e considere natural que os fatos mudem
"Quando tentamos extrair um significado de eventos públicos, tendemos a misturar nossa compreensão dos fatos com nossas crenças subjetivas sobre o que eles representam", escreveram Bill Kovach e Tom Rosenstiel, dois mestres do jornalismo americano, no livro Blur (sem publicação em português). A dificuldade de se desfazer de convicções pessoais contribui para a ansiedade causada pela mudança constante dos fatos, especialmente os científicos. Quando uma pessoa adquire um conhecimento e se convence de que ele é verdadeiro (por exemplo, de que ovo faz mal à saúde), provoca-lhe incerteza receber a informação oposta. Contra isso, é preciso compreender que a produção de conhecimento é um processo contínuo. Há fatos que mudam rapidamente, como a previsão do tempo, e outros que são mais perenes, como o número de continentes no planeta. As mudanças mais difíceis de assimilar são aquelas que levam meses ou anos, no intervalo de tempo de uma vida humana, para ocorrer.
Imagine o que pode dar certo. Nem todas as más notícias se concretizam
Algo que aparentemente está dando errado pode ser apenas uma etapa que levará a um desenlace positivo. A corrupção no Brasil parece ter superado todos os níveis históricos? Sim, mas há bons sinais para acreditar que a punição aos envolvidos também será inédita.

COMENTÁRIOS

Preparemo-nos para o suicídio do Brasil
Vamos todos dar as mãos e caminhar unidos para o suicídio da Nação. Tudo de acordo com as leis e com a Constituição. O Brasil vai para o fundo do poço de uma vez? Não faz mal, estaremos em pleno Estado de Direito. Mas não vivemos numa democracia? Vivemos, sim, mas temos de seguir as regras do presidencialismo. Mas a crise não vai se aprofundar em 2016, não haverá mais desemprego, mais desvalorização da moeda, mais inflação? Vai, sim, mas Dilma Rousseff foi eleita pelo voto popular e teremos de aguentar o tranco estoicamente. Preparem todos seus corações e mentes. E seus bolsos também. Até 2018!
Regina Ulhôa Cintra – reginaulhoa13@outlook.com – São Paulo

Que comam brioches!
Em entrevista recente ao jornal espanhol El País, o ex-presidente Lula afirmou, sobre a crise econômica brasileira, que, em vez de comer carne todos os dias, os pobres brasileiros vão comer arroz. Com a inflação e o desemprego na casa dos dois dígitos e a nomeação de Nelson Barbosa – um dos responsáveis pela caos econômico em que o País se encontra atualmente – como ministro da Fazenda, é possível que brevemente não haja nem mais arroz no prato dos pobres. E aí, vão comer o quê, presidente? Brioches?
Luciano Harary – lharary@hotmail.com – São Paulo

O mentiroso-mor
Enquanto não se torna um caso de delação premiada, seria bom que o ex-presidente Lula fosse submetido a um detector de mentiras em seus depoimentos. O que estão esperando as autoridades?
 Eduardo Augusto Delgado Filho -- e.delgadofilho@gmail.com – Campinas
             

24 dezembro 2015

O VERDADEIRO MILAGRE DO NATAL



Conseguir atravessar todos esses anos e ainda estamos vivos para comemorar mais um Natal, já é em si, um grande milagre. Ainda que saibamos que Jesus não nasceu no dia 25 de Dezembro, ainda que saibamos sequer se de fato ele mesmo existiu da forma que nos foi contada; Ainda que o mundo seja dominado pela ganância, pelas guerras e pela fome, o que nos leva sempre em frente é sempre a esperança de dias melhores e do conhecimento da verdade. Celebremos hoje este espírito que no homem nunca morrerá, chamado: ESPERANÇA, pois vivemos no hoje, mas com a cabeça voltada para o futuro. O coração de muitos ferve em ódios rancores e remorsos; Esquecem-se que foram crianças e um dia esperaram um velhinho de roupas vermelhas que lhes trazia presentes no dia de Natal. 

Que possamos pelo menos hoje, voltar a ser como crianças que um dia fomos, e acreditar em nossos sonhos: Acreditar que ainda haverá um tempo de luz, de paz, de fartura, de amor e de felicidade plenas, e sobretudo, de que as futuras gerações colherão os frutos bons que arduamente plantamos. Por um dia apenas, acreditemos que a felicidade existe e possamos vivê-la tocá-la plenamente, e assim, estendendo-a durante todo o ano que ora se inicia. Este é verdadeiro o espírito do natal; O da celebração da vida, da renovação de todas as coisas, da revelação, da esperança de que existe uma inteligência acima de nós, que embora não possamos compreendê-la totalmente, de vez em quando esta se revela e nos mostra o caminho a ser trilhado. 

O universo conspira pela realização de todos os sonhos daqueles que neles acredita. Vivamos pois, na plenitude do bem, das virtudes, e do amor. Um Feliz Natal e um Ano Novo abençoado, de muita saúde, paz e realizações a todos os meus queridos amigos. 

Por: Dihelson Mendonça



Frases lapidares da presidente Dilma

Fonte:revista VEJA

Para não fugir à tradição, 2015 foi mais um ano em que a presidente Dilma Rousseff abusou das frases longas e confusas, engatadas umas nas outras: uma retórica que já originou um idioma próprio da petista, o dilmês. Em seu constante conflito com os microfones, a lógica e a língua portuguesa, Dilma conseguiu ao longo do ano produzir pérolas que vão da saudação à mandioca ao estoque de vento. Também para não fugir à tradição, o site de VEJA preparou (mais uma) compilação desses momentos que fizeram rir (e chorar) os brasileiros.
A galáxia é o Rio de Janeiro
"Mas o grande - o grande aniversariante - é de fato o prefeito mais feliz do mundo, que dirige a cidade mais importante do mundo e da galáxia. Por que que é da galáxia? A galáxia é o Rio de Janeiro, a Via Láctea é fichinha perto da galáxia que o nosso querido Eduardo Paes tem a honra de ser prefeito. Eu acredito que essa talvez seja a força mais interessante a mover o Eduardo, essa convicção de que esse trabalho incansável" Em comemoração ao aniversário da cidade do Rio de Janeiro, em 1 de marçoAeroporto é uma forma de transporte
“Já que eu falei de transporte eu vou falar, ao mesmo tempo, do aeroporto. O aeroporto que é uma outra forma de transporte. Aliás, outra infraestrutura, me desculpe, outra infraestrutura de transporte, para uma outra forma que é a forma dos aviões que são essenciais nesse país continental”. Em visita a Goiânia, em Goiás, no dia 19 de março.
Legado antes, durante e depois
"Eu acredito que nós teremos uns Jogos Olímpicos que vai ter uma qualidade totalmente diferente e que vai ser capaz de deixar um legado tanto... porque geralmente as pessoas pensam: “Ah, o legado é só depois”. Não, vai deixar um legado antes, durante e depois".
Entrevista coletiva concedida no dia 23 de junho, após reunião sobre os Jogos de 2016
Saudação à mandioca
E aqui nós temos uma, como também os índios e os indígenas americanos têm a dele, nós temos a mandioca. E aqui nós estamos comungando a mandioca com o milho. E, certamente, nós teremos uma série de outros produtos que foram essenciais para o desenvolvimento de toda a civilização humana ao longo dos séculos. Então, aqui, hoje, eu estou saudando a mandioca. Acho uma das maiores conquistas do Brasil.
Durante o lançamento dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, no Estádio Mané Garrincha, em 23 de junho
              

Tropas iraquianas devem tomar Ramadi do Estado Islâmico em dias, diz TV


BAGDÁ (Reuters) - O líder militar do Iraque disse nesta quarta-feira, segundo a Iraqia TV, que precisa somente de alguns dias para expulsar o Estado Islâmico de Ramadi, cidade tomada em maio pelo grupo extremista e que expôs a fraqueza do governo de Bagdá.

Tropas iraquianas iniciaram o avanço na terça-feira em uma ofensiva complicada por rivalidades e suspeitas de tribos locais sunitas e milícias xiitas apoiadas pelo Irã. Autoridades norte-americanas, preocupadas também por operações militantes na fronteira síria, expressaram frustração na demora para retomar a cidade. "Nos próximos dias serão anunciadas as notícias boas da liberação completa de Ramadi", disse o general Otham al-Ghanemi, de acordo com a Iraqia TV. Tropas do governo estão se concentrando atualmente no último distrito mantido por militantes no centro de Ramadi, capital da província de Anbar, uma cidade muçulmana sunita a 100 quilômetros de Bagdá. Caso seja recapturada, será a segunda maior cidade, depois de Tikrit, a ser retomada do Estado Islâmico no Iraque.

Por Maher Chmaytelli


Para comércio de Juazeiro, não há crise no Natal


A CDL Juazeiro estima um crescimento nas vendas de 50% às vésperas da comemoração natalina

Juazeiro do Norte. Muitos consumidores deixaram, mais uma vez, para fazerem as compras nos dias que antecedem o feriado de Natal. O comércio da principal cidade da Região do Cariri está movimentado desde o último sábado (19), no entanto, de acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Juazeiro, Michel Alencar, o pico de vendas ficou entre ontem (23) e hoje (24). Ainda segundo o órgão, nos três dias que antecedem o Natal, as lojas chegam a registrar mais de 50% de aumento nas vendas. "Dia 23 geralmente é o que registramos mais pessoas andando pelas lojas, mas, como muitos estabelecimentos abrem no dia 24, também é esperado que muitos consumidores lotem as ruas à procura de presentes, roupas e itens para a ceia", explica.
Michel acrescenta que as compras de última hora são explicadas pela "cultura do brasileiro e pelas promoções feitas para atrair o consumidor". A gerente da Loja Freitas, Adriana Vidal, ressalta, porém, que o pico de vendas começou no início do mês, com intensa procura dos produtos natalinos. Segundo ela, a meta de crescimento de 4% nas vendas, em comparação a igual período do ano passado, já foi superado. Agora, o foco são os produtos para Réveillon.

"Os produtos mais procurados, a partir de agora, são alusivos ao fim de ano. É grande a demanda de tendas, cooler, mesas, taças e aparelho de jantar", pontua Adriana, ao ressaltar que os brinquedos infantis são exceção. "Estes continuam em alta", finaliza. Outros produtos que seguem em alta: eletroeletrônicos, perfumaria e vestuário. Apesar da atual conjuntura financeira do País, a CDL Juazeiro estima crescimento de 3 a 3,5% em relação ao mesmo período de 2014. Segundo o presidente da entidade, "com o pagamento do 13º salário, os consumidores se sentem mais confiantes para ir às compras". Com ruas, lojas e estacionamentos lotados, é preciso bastante paciência em busca do produto desejado. Quem deixou para última hora também enfrentou problemas na falta de opções em alguns produtos por causa da demanda de compras em dias anteriores. Achar a peça de roupa ou sapato favorito, por exemplo, tornou-se algo difícil na véspera de Natal. A falta de tempo nos dias anteriores foi uma das justificativas mais comuns entre as pessoas que foram comprar o presente natalino na véspera. "Só agora consegui uma folga no trabalho", disse o motorista de topique Sérgio Oliveira, 36. Ele contou que, por causa da demora, não encontrou "nenhum tênis com sua numeração". Postura contrária foi adotada pelo assistente de TI, Jean Marcel de Araújo, 38. "Há anos faço as compras de Natal sempre com, pelo menos, um mês de antecedência. Evito filas, tenho à disposição uma enorme variedades de produtos e evito aperreio", ponderou. Questionado sobre as promoções que os lojistas preparam nas vésperas, Jean foi enfático: "Prefiro perder as promoções do que correr o risco de não ter o produto quando for comprar".

Fonte: Diário do Nordeste




23 dezembro 2015

Shopping Popular do Crato – por Pedro Esmeraldo

   
Quando lutamos em prol do desenvolvimento de uma comunidade, notamos o desconforto, sempre acompanhado em um protesto gritante. Relatamos fatos do passado onde havia desordem relativa ao mercado popular do Crato. Possuía uma faixa desorganizada fora do comum, em plena Rua Santos Dumont.
    Lembramos que ouvíamos, a toda hora grito dos antepassados falando com insistência de revolta, pois este município abrigava feirantes possuidores de poucos recursos para elaborarem uma estrutura marcada pelo baixo desempenho. Por isso, estamos recordando o modelo dos mercados do passado: eram constituídos de bancas de aspectos rudimentares, colocados no leito da Rua Santos Dumont. Não possuíam a mínima condição de higiene, eram utilizados por processos de vendas de quinquilharias que perduram até hoje, permanecem a mesma forma de outrora, só que de maneira diferente. Hoje, essa dita feira popular está localizada em um terreno pertencente à prefeitura, que não oferece conforto a população e nem aos vendedores.
    Infelizmente, não conduzem bom desempenho. São poluidores e possuem o trabalho continuo, sendo pouco remunerados, não exigindo trabalhos técnicos e de precisão. Por essa maneira não satisfazem o desejo do povo que anda ansioso em adquirir boa tomada de posse de poder para penetrar no ramo comercial local.
    Lembrando que a toda hora, ouvimos queixumes: era a população desgarrada que não tinham como defender a carestia. Não usufruíam a ordem do momento.
    Falamos, portanto, do atual mercado popular do Crato: há muito tempo necessita de reforma. Esse ponto de apoio dos pequenos comerciantes teve inicio no correr da década de 1960, em plena Rua Santos Dumont. Mas tarde, foi retirado de lá pela administração Pedro Felício, sendo localizado em prédios de alvenaria de forma do sentido pejorativo o povo chamava de Redondo. Não houve adaptação dos feirantes a este local. O povo voltou às ruas perambulando pra lá e pra cá até ser construído o mercado Walter Peixoto. Mas esse feirante considerava distante do centro da cidade, e os feirantes ficaram à toa, até alcançar a administração Dr. Raimundo Bezerra que instalou provisoriamente em um terreno baldio que pertence à prefeitura.
    Esse local não é possível de representar uma feira popular, já que é inadequada a permanência desse povo ali, devido à precariedade do local.
    Precisa urgentemente de reforma, mas ao apego da burocracia que acarreta vexame a administração moderna.
    Esse descaso torna-se um desafio ao prefeito que com muita garra tem que avançar na luta para solucionar o problema desgastante que provoca discredibilidade no seio da população.
    Por isso, estamos aqui pedindo que lutem a fim de expor melhoria de qualidade com a presença de elementos influentes que pertence à área governamental. Vamos ver para crer








Edições Anteriores:

Maio ( 2017 ):

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31